sábado, 2 de agosto de 2014

Savatage: Volta aos Palcos no Wacken 2015


O Wacken 2014 ainda está acontecendo, e a produção já divulgou hoje atrações para a edição do ano que vem, e um dos nomes divulgados já está causando furor, pois nada menos que o Savatage estará fazendo um show especial, algo que vem sendo aguardado há anos pelos fãs, que jamais perderam a esperança de ver a banda no palco novamente, pois faz mais de uma década desde que a banda encerrou as atividades(sendo que em 2002 a banda marcou presença no festival), tendo os fãs somente os projetos dos integrantes e ex-integrantes, como Jon Oliva's Pain, Trans-Siberian Orchestra e Circle II Circle, para preencher ao menos um pouco a lacuna deixada.

Pessoalmente, eu tinha essa esperança, e acreditava que cedo ou tarde a produção do Wacken seria a responsável, pois, como sabemos, já conseguiram trazer de volta aos palcos, mesmo que somente para uma apresentação, várias bandas clássicas, inclusive com algumas retornando em definitivo.


A informação já está sendo divulgada no site oficial do Wacken (veja aqui) e nos canais oficias do Savatage (fanpage oficial da banda), e aguarda-se agora mais informações que deverão ser divulgadas, como o line up que estará em palco, que certamente trará vários integrantes que passaram pela banda, e quem sabe alguns convidados especiais, além claro do set list e duração do concerto. 

A banda se apresentará logo após o Trans-Siberian Orchestra, e os dois shows (pelo menos até agora) serão os únicos shows dos dois grupos em território europeu em 2015, o que está causando mais furor ainda, e certamente resultará e grande procura por ingressos, os quais já estarão a venda a partir de amanhã!

Uma das últimas formações da banda
Agora é ir acompanhando as novidades, e quem sabe confirmação de mais shows, além de se será registrado o show no Wacken para um DVD, afinal o Savatage tem como único registro oficial em vídeo o show no Japão em 1995, que foi lançado em DVD recentemente na coletânea "Still the Orchestra Plays".

Além disso, mais uma boa notícia para os fãs é que a banda de Zak Stevens, o Circle II Circle, lançará em breve o Live Bootleg do seu show no Wacken 2012, onde tocou na íntegra o álbum "The Wake of Magellan", e ainda prepara o novo trabalho de inéditas.

Em tempo, algumas das outras bandas já confirmadas para o Wacken 2015 são Running Wild, In Flames, In Extremo, U.D.O. acompanhado de orquestra, Amorphis, também com um show especial, tocando o álbum "Tales of the Thousand Lakes" na íntegra, e ainda o nosso Sepultura.

Texto/Edição: Carlos Garcia

Foto promocional da época do clássico "Streets"





sexta-feira, 1 de agosto de 2014

Torture Squad: Divulgando Trabalho Conceitual em Novo Vídeo Clipe

"No Escape From Hell" abre novo álbum e é lançada como vídeo clipe em julho

Embora o lançamento tenha ocorrido uma semana atrás, não poderíamos deixar passar em branco o novo vídeo clipe oficial da lendária banda, agora um trio, do Thrash Metal nacional, Torture Squad.

Com a temática Ditadura Militar brasileira, "Esquadrão de Tortura" foi um dos melhores discos de 2013

Em suporte de divulgação do seu sétimo disco de estúdio “Esquadrão de Tortura” (2013), aclamado pela crítica e que apresentou a estreia do grupo como um trio, “No Escape From Hell” é o primeiro vídeo clipe oficial retirado do álbum que traz como tema a Ditadura brasileira.

Baterista Amilcar, também colunista da Modern Drummer
Apresentando cenas de registros da História do Brasil relacionados ao tema intercalados com cenas do trio formado por Amilcar Christófaro (bateria), Castor (baixo e vocais de apoio) e André Evaristo (vocal e guitarra), o vídeo foi produzido por Fabricio Mafezoli da Caixola Brasil e traz uma das composições mais fortes do aclamado álbum, tanto que foi escolhida como abertura do disco (confira resenha aqui).

Vale parabenizar o trio pelo trabalho, tanto no vídeo, quanto no álbum, sabendo que para a criação dele foi preciso muita pesquisa e um verdadeiro interesse pelo tema, sabendo que conhecer o passado é uma forma de mudar o futuro, como bem apontou Amilcar em entrevista exclusiva para este site em fevereiro: “O povo precisa mesmo acordar, de um jeito, que o país ainda não viu. E uma coisa dura tem que acontecer pra todos, que é pra coisa recomeçar de um jeito que fique tudo bem”.

Confira “No Escape From Hell”.



Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press



Confira entrevista na íntegra com Amilcar Christófaro AQUI.

Acesse e conheça mais sobre a banda
Site Oficial
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quinta-feira, 31 de julho de 2014

Nightmare: Igualando Novo Trabalho ao Insuperável Antecessor



Quando uma banda lança um disco muito bom, apesar de ser algo desejável, também coloca uma responsabilidade maior e uma pressão dos fãs para que seu sucessor o supere, ou pelo menos, consiga impressionar tanto quanto o famigerado álbum.

Isso acontece com o recentemente lançado “The Aftermath” (2014), que, se não supera “The Burden God” (2012) (confira resenha aqui), certamente se iguala em ótimas composições da banda francesa, num dos melhores discos da sua carreira de mais de 35 anos (considerando o período inativa).

Novo trabalho dos franceses mantém a alta qualidade do disco de 2012

O grupo já há alguns álbuns tem apostado num Power Metal mais pesado, carregado, e menos em algo melódico, o que favorece para que tenhamos discos maduros e com grande personalidade.

São 11 faixas, incluindo a intro, que mostram um vocal da escola Dio de Jo Amore (no começo da banda ele era baterista), riffs inspirados, pesados e cavalgados de Franck Milleliri e Matt Asselbergs. Aliás, esta dupla deve causar inveja a qualquer banda que se preze, basta ouvir sons como “Ghost in the Mirror” (duelo de guitarras fenomenal) e “Necromancer” para atestar que os “velhinhos” não estão para brincadeira.

Álbum deve agradar ouvintes de bandas como Iced Earth e Nevermore

A faixa musical propriamente dita que abre o trabalho é “Bringers of No Man’s Land” e traz grande melodia no refrão, aliado aos momentos pesadíssimos, algo que vai ficando corriqueiro nos trabalhos da banda, sobretudo neste disco. Ouça faixas sensacionais como “Invoking Demons” (é de tirar o fôlego e uma das melhores do disco) e “Digital DNA”, esta mostrando a complexidade sonora do grupo, sem soar técnicos, mas com muita energia. “The Bridge is Burning” é bem no estilo de Nocturnal Rites e Nevermore e traz como destaque os vocais de Jo Amore.

Vocalista Jo Amore começou como baterista e comanda os vocais há anos
Nightmare, em algum momento da carreira, pecou ao ter encerrado as atividades, pois caso contrário, provavelmente seria um nome à altura de grupos como Grave Digger e Iced Earth em termos de respeito e popularidade. Infelizmente, apenas agora começam a colher modestos frutos, apesar de terem lançados dois discos impecáveis seguidos, coisa que as duas bandas citadas apenas agora conseguiram fazer. Confira e comprove.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Nightmare
Álbum: The Aftermath 
Ano: 2014
País: França
Tipo: Power/Heavy Metal
Selo: AFM Records

Formação
Jo Amore (Vocal)
Franck Milleliri (Guitarra)
Matt Asselbergs (Guitarra)
Yves Campion (Baixo)
David Amore (Bateria)



Tracklist
1. The Aftermath
2. Bringers of a No Man's Land
3. Forbidden Tribe
4. Necromancer
5. Invoking Demons
6. I Am Immortal
7. Digital D.N.A
8. Ghost in the Mirror
9. The Bridge Is Burning
10. Mission for God
11. Alone in the Distance

Confira o teaser oficial do disco


Acesse e conheça mais sobre a banda

Leia entrevista exclusiva com a banda na divulgação do álbum anterior AQUI.

quarta-feira, 30 de julho de 2014

Resenha de Show: Hibria No Aristos London Bar, 05/07/14 - Caxias do Sul/RS


A espera dos headbangers de Caxias do Sul e região pelo show da Hibria era grande e foi representada por uma enorme fila que se formou em frente ao local onde ocorreria mais tarde o show, o Aristos London House.

Sem atrasos, a banda de abertura, GARAGE INC. (Metallica cover) entrou no palco pouco antes da meia noite. A opinião de que a banda fez uma apresentação muito boa foi unânime, tocando um setlist reduzido, com clássicos como “Master of Puppets”, “One” e “Enter Sandman” da renomada banda Metallica. O final foi marcado pela surpresa de acabar com “Orion”, que foi bem aceita e dessa maneira a banda saiu do palco com seu dever cumprido, conquistaram o público e deixaram a galera bem preparada para o show destruidor que esperava por eles.


A Edena Produções está de parabéns pelo show organizado e bem estruturado que se desenvolveu. Como previsto, passado um pouco da uma da manhã, a banda HIBRIA invade o palco com um setlist de se admirar, que agrada a todos os tipos de fãs, contendo músicas dos seus quatro álbuns lançados. O início foi marcado por uma mescla dos seus dois últimos trabalhos, iniciando com “Silent Revenge” - música título do último disco e de um clipe lançado – seguida de “Nonconforming Minds”, “Silence Will Make You Suffer” - que também teve um clipe desenvolvido e estreado em 2013 - e “Welcome to the Horror Show”, sem esquecer de dar a devida ênfase a presença do público que vibrava e cantava de forma fiel todas as canções.

Como todos sabemos, Hibria tem uma personalidade forte em palco, que conta com diversos aspectos que interagem com o público. O vocalista Iuri Sanson em uma de suas “conversas” lembrou que esse ano fazem dez anos do lançamento de “Defying The Rules” (primeiro álbum da banda), anunciou que surpresas estão por vir e marcou a primeira de várias músicas desse CD, “Living Under Ice” que foi seguida pelo clássico da banda “Steel Lord on Wheels” fazendo a galera agitar o local de maneira monstruosa. Relembrando os primeiros discos faltava apenas “The Skull Collectors” que foi representado no show pela música “The Anger Inside”, acompanhada de mais dois clássicos do primeiro álbum, a faixa título “Defying the Rules” que sempre deixa o público de queixo caído e “Millenium Quest” que é uma obra de arte, perfeitamente executada.


Acho importante parabenizarmos a banda no geral pela técnica, presença e desempenho em palco, mas acho legal darmos um destaque nesse show para o Renato Osório (guitarrista) que incorporou de maneira incrível as músicas dos primeiros trabalhos.

E o “bailão” segue, agora é a vez dos dois últimos álbuns realizarem seu espetáculo de forma mais completa com “Blinded by Faith” e “Lonely Fight” que abrem espaço para a apresentação de “Shall I Keep on Burning”- som do último clipe feito pela banda - que ganhou a admiração de todos presentes, atenção total no início da canção, onde Iuri Sanson com o violão introduz de maneira extraordinária, criando um diferencial no show e ganhando os mais diversos elogios vindos da platéia.


O final do show se aproxima e os fãs parecem estar cada vez com mais fôlego e animação para o que está por vir. “The Way It Is” e “Shoot me Down” - música do clipe emitido pela banda em 2011 – acompanhadas de “Tiger Punch” fazem um fechamento grandioso para os headbangers, que ficam extremamente satisfeitos com o grupo e o espetáculo presenciado.




Texto: Isadora Gomes
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Aristos London Bar e Road to Metal

YES: Genialidade e Maestria Sem Precisar Provar Mais Nada


 Depois que os britânicos do Yes lançaram o álbum "Fly From Here", em 2011, fiquei  na expectativa se eles demorariam mais dez anos para lançar um disco de inéditas, sendo que o último trabalho até então era o "Magnification" (2001). Afinal a expectativa é sempre grande quando nos referimos a um dos pioneiros do Rock Progressivo, mesmo sem o Jon Anderson (vocal) e o Rick Wakeman (teclado), dois integrantes importantíssimos, que ajudaram a criar a identidade da banda, e que continuam fazendo muita falta na opinião de muitos fãs.
Mas desta vez a demora por um disco novo não foi longa, felizmente. A banda começou, depois de vários boatos por parte dos integrantes, a compor e trabalhar no seu 22º álbum em 2013, que está sendo lançado nesse ano via Frontiers Records, sob o título de "Heaven & Earth", disco que marca a estreia do vocalista Jon Davison, substituindo o canadense Benoît David que, segundo as fontes, saiu da banda por problemas de saúde. E para lembrar, tanto Davison e Benoît, vieram de bandas tributos ao Yes.



Antes de falar um pouco sobre o mais recente disco é bom lembrar de alguns pontos do álbum antecessor, que recebeu ótima aceitação e até figurou em algumas listas de "Melhores discos de 2011", confesso que foi até uma surpresa pra mim, tanto como fã e admirador da banda. Mas o que vale ressaltar do "Fly From Here" é o resgate das características dos anos 80, principalmente momentos que lembram o álbum "Drama", registro bastante injustiçado por causa da ausência de Jon Anderson, mas que tem canções especiais, como "Machine Messiah". E outro ponto importante também, foram os vocais de Benoît David, que tem uma característica vocal muito parecida com a de Jon Anderson.
Se houvesse uma disputa entre o "Fly From Here" e "Heaven & Earth", acho que quem se sairia melhor é o primeiro, não somente pelo que eu destaquei no parágrafo acima, mas também por ser um disco de mais fácil assimilação, e todas as músicas são ótimas. Mas não significa que é uma crítica negativa ao mais novo trabalho, muito pelo contrario, "Heaven & Earth" é um disco que absolutamente mantém o bom gosto nas composições,  e que vai ser muito bem aceito pra quem é apaixonado pela banda, com uma audição pra lá de agradável do começo ao fim.


Jon Davison (o novo "Jon" do Yes) e Chris Squire
"Heaven & Earth" tem tudo o que podemos esperar do Yes: Prog Rock com uma filosofia de composições e arranjos ricos, canções marcantes e muita qualidade e técnica por parte de Steve Howe (guitarra), Chris Squire (baixo), Alan White (bateria), Geoff Downes (teclado) e do novato Jon Davison (vocal), e o grupo, que chega aos 46 anos de estrada, já não tem mais nada o que provar para ninguém, e com o passar dos anos, a banda prosseguiu mostrando todo o seu valor em estúdio e fazendo shows espetaculares pelo mundo, mostrando porque é um dos principais nomes do Rock Progressivo de todos os tempos, ao lado de Pink Floyd, Gentle Giant e entre tantas outras bandas clássicas do gênero.
As faixas, a maioria delas longas, o que por sinal é uma tradição do Yes,  não são monótonas ou repetitivas, cada uma sempre tendo inovações e diferentes nuances, o que é bem interessante. E já começo dando destaque para a primeira faixa, "Believe Again", que tem a base toda trabalhada no sintetizador de Geoff Downes, e Chris Squire e Steve Howe executando com maestria o trabalho das cordas, uma faixa que cresce ainda mais no refrão, com brilho e força, prevalecendo o talento do vocalista Jon Davison, que possui um timbre parecido ao de Jon Anderson. E uma semelhança muito legal é que Davison também se chama Jon (risos).



"The Game" já vem com menos sintetizadores e menos timbragens de teclado, dando mais ênfase nas guitarras e  melodias semi acústicas de Steve Howe, que logo na introdução já entra um som bem empolgante e Chris Squire segurando a base. Em seguida, um refrão memorável, terminando com um solo de guitarra impecável de Steve Howe, num sincronismo perfeito com os backing vocals bem suaves.
A minha preferida, e que me levou a ouvi-lá repetidas vezes, é a "To Ascend", balada de tirar lágrimas dos olhos. Nela tem uma espécie de pergunta e resposta nos acordes de Steve Howe e do baixo inconfundível e palhetado do Chris Squire, que pra mim (e para muitos) é o integrante que mais se destaca até hoje dentro da banda, além de ser um dos melhores baixistas de toda a história do Rock. E para completar, a música ganha uma linda melodia de piano para dar ainda mais luz e harmonia.

"Lights Of The Age" é uma das mais experimentais do disco, tendo dois lados, ou seja, passa por momentos mais obscuros e épicos, e em certos pontos, ganha tons mais leves no começo e na ponte final da música, apresentando variações diversas dentro da mesma faixa, entendo que os músico são mestres e gênios nesse quesito.
A última e a mais gigante faixa, "Subway Walls", até que poderia entrar em um disco dos canadenses do Rush, porque toda a atmosfera da música lembra um pouco do que a banda fez nas suas fases mais prog. Essa música já tem uma linha mais Jazz, principalmente na bateria de Alan White e também no baixo, e logo chegando na metade, Geoff Downes entra com um hammond bem executado, seguido de ótimos solos de guitarra de Howe.


O Yes 2014: Squire, White, Downes, Howe e Davison
Para quem é chegado ao lado mais Pop da banda, destaco as faixas "Step Beyond" e "It Was All We Knew".  A "In A World Of Our Own", também se difere pela pegada meio Beatles.
Todos nós esperamos que o Yes continue fazendo bons discos, pois a qualidade e bom gosto continuam intactas, agradando os antigos admiradores, e sempre existirão novos fãs e apreciadores de boa música que descobrirão o legado que o grupo já deixou, e, afinal, qualidade é sinônimo de longevidade. Também ficamos torcendo para que Jon Anderson e Rick Wakeman, além de outros integrantes que já fizeram parte da banda, possam se reunir para celebrar, logo ali em frente, os 50 anos de carreira.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Yes
Álbum: Heaven & Earth
Ano: 2014
País: Inglaterra
Tipo: Rock Progressivo
Selo: Frontiers Records



Line Up:
Jon Davison (vocal)
Steve Howe (guitarra)
Chris Squire (baixo)
Alan White (bateria)
Geff Downes (teclado)
Track-List

1. Believe Again
2. The Game
3. Step Beyond
4. To Ascend
5. In A World Of Our Own
6. Light Of The Ages
7. It Was All We Knew
8. Subway Walls

Acesse os canais oficiais da banda:




domingo, 27 de julho de 2014

DNR: Metal Como Crítica Social

Proposta traz Thrashcore com letras críticas em português

A banda de Jundiaí/SP Do Not Resuscitate, ou simplesmente DNR, tem impressionado pela qualidade técnica e o grande peso das composições de seu disco de estreia, autointitulado com o nome do grupo, e que saiu este ano de forma independente.

São 10 canções com forte crítica social às condições humanas, especialmente da desigualdade social e abusos que o povo é alvo no Brasil, todas com vocais guturais em português de Rapahel Zavatti, que compõe a dupla de guitarristas com André Muerto.

Apesar de muitos anos de experiência, grupo estreou em CD em 2014

São canções bastante pesadas, caminhando por áreas como o Thrash Metal, com bastante Hardcore, sempre recheado de momentos oportunos para o headbanging. 

Canções como “Novas Grades”, “Ciclo da Imundície” e “Digerindo o Nada” mostram a violência sonora do quarteto que ainda conta com Zé Cantelli no baixo e Thiago Spa na bateria, mas tudo sem soar puro barulho.



Com uma ótima gravação e produção no Wink Estúdio de Jundiaí/SP, a DNR surpreende, pois com uma capa simples e um encarte dentro da média, poder-se-ia esperar um trabalho fraco, sem grande força e energia, apenas mais um no cenário nacional. Entretanto, o que temos é o completo oposto, um disco que irá agradar até mesmo aquele pouco habituado com a sonoridade tão pesada.

Duas faixas merecem grande atenção e são, disparadas, as principais do álbum: “Ação e Reação” (confira o vídeo clipe oficial acima) e “Parasitas”, esta fechando o disco e sendo aquela que coloquei repeat infinitos. Ouça e comprove a qualidade do grupo que está resumida nessa faixa.

DNR começa com o pé direito e se seguir com o bom trabalho de divulgação, ainda dará muito o que falar. Este é apenas o começo. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: divulgação
Assessoria: Metal Media

Ficha Técnica
Banda: DNR
Álbum: DNR
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Thrash/Hardcore/Thrashcore
Selo: Independente

Formação
Raphael Zavatti (Vocal e Guitarra)
André Muerto (Guitarra)
Zé Cantelli (Baixo)
Thiago Spa (Bateria)



Tracklist
01. Reclame
02. Novas Grades
03. Controle Inativo
04. Atrofiando Mentes
05. Ciclo Da Imundície
06. Lei do Cão
07. Desarmônico
08. Digerindo o Nada
09. Ação e Reação
10. Parasitas

Acesse e conheça mais sobre a banda

Contate a banda: dnrbrasil@hotmail.com