domingo, 15 de setembro de 2013

Lacerated And Carbonized: Legítimo Representante do Death Metal Brasileiro

Expoentes do Detah Metal conseguem soar ainda mais pesados em novo álbum

Quando este que lhes escreve encerrou a resenha do álbum “Homicidal Rapture” (2011), deixou bem claro que acreditava que o Lacerated And Carbonized tinha um futuro brilhante pela frente e que se tornaria uma força representativa do Metal Extremo nacional. Pois bem, aqui estou novamente  e posso dizer que depois de ouvir “The Core Of Disruption” (2013) tenho orgulho de afirmar que estava mais do que certo porque o que temos aqui é uma porrada sem precedentes.

Tudo que você  espera de um álbum de Death Metal está aqui:  extremidade, riffs e muita, mais muita brutalidade somada a vocais que vão do desespero aos grunhidos que por mais que você se esforce entenderá muito pouco, ou seja, o que temos aqui e material feito para os deathbangers mais exigentes.

LAC é um dos grandes novos nomes do Metal extremo brasileiro

Abrem-se os trabalhos com a pancadaria já conhecida “L.A.C.” do single anterior e já que o assunto é pancadaria, temos “Awake The Thirst” (que sem sombra de dúvida deixaria Erik Rutan do Hate Eternal orgulhoso de seus discípulos).

Entretanto, o que faz do LAC um nome tão promissor é sua capacidade de unir o melhor entre dois mundos: a tradição do Metal da morte com elementos mais modernos, mas sem se tornar pastiche de Metal alternativo ou algo parecido (alguém ai lembrou-se do ultimo álbum do  Morbid Angel?).

Então, soa muito original elementos percussivos como em “Call For Blood” e a mais melódica sem deixar de ser agressiva “The Candelária Massacre”. E como desgraça pouca é bobagem, a banda teve a manha de chamar alguns comparsas para que o massacre fosse mais absoluto, como Eregion (Unearthly), Felipe Chehuan e Max Moraes (Confronto), além de Guilherme Sevens (Painside). Não vou revelar as faixas, apenas ouça e verá como as participações não são forçadas e vieram abrilhantar ainda mais esse que é sem dúvida o disco do ano.


Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
Banda: Lacerated And Carbonized
Álbum: The Core Of Disruption
Ano: 2013
Pais: Brasil
Tipo: Death Metal
Assessoria: Ms Metal Press

Formação
Paulo Doc (Baixo)
Jonathan Cruz (Vocal)
Victor Mendonça (Bateria)
Caio Mendonça (Guitarra)



Tracklist:
1. L.A.C.
2. Third World Slavery
3. Awake the Thirst
4. O Ódio e o Caos
5. Unnatural Agression
6. The Candelária Massacre
7. BloodDawn
8. Call for Blood
9. Final Enclosure
10. Corrupt Foundations
11. System Torn Apart


Assista "Third World Slavery" clicando AQUI.


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sábado, 14 de setembro de 2013

Symbolica: Álbum de Estreia Rendendo Mais Vídeo Clipe

Lançado 3º vídeo clipe de faixas do álbum debut
Se “Precession” (2012) já marcou na trajetória jovem da banda Symbolica em 2012, o grupo catarinense segue na divulgação do seu trabalho, apostando em mais um vídeo clipe.

Diego Bittencourt
Com outros dois já na bagagem (primeiro foi “Enjoy the Ride”, seguido por “A Letter for Mankind”), no último dia 09 de setembro foi lançado “Awake the Wrath of Angels”, produzido pela Soul Produtora e direção de Jeff Dutra e Hortencia Medeiros (além do screenplay do guitarrista Zeka Junior), a banda traz seu vídeo clipe mais bem produzido de todos, dando um passo para além da qualidade alcançada nos anteriores.

Zeka Jr
Os locais escolhidos para as filmagens (Serra do Rio do Rastro e o Canyon do Funil), a interpretação do protagonista (o ator Marcos Lima Dalló), tudo filmado com alta performance, colocam “Awake the Wrath of Angels” como um dos melhores vídeo clipes do ano, sem sombra de dúvidas (e olha que tem pintado muita coisa legal por aqui).

Confira e tire suas próprias conclusões. Aproveite para conferir nossas outras matérias sobre a banda e fique por dentro do trabalho da Symbolica!

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Cliquei AQUI e assista ao vídeo clipe

Leia nossa resenha sobre “Precession” aqui.

Confira nossa entrevista exclusiva com a banda clicando aqui.

Assista ao vídeo clipe anterior "A Letter for Mankind" aqui.

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quinta-feira, 12 de setembro de 2013

The Black Coffins: Metal da Morte em Estado Fúnebre


Sabe quando você coloca um disco para rolar e sente um certo medo quando começa? É isso que os paulistanos do The Black Coffins transmitem em seu primeiro lançamento "Dead Sky Sepulchre" (2012), Metal da morte apocalíptico, soturno e pesado.

Vindo na mesma linha do Death Metal sueco, temos uma banda coesa e que não precisa de "blast beats" para soar agressiva e brutal, riffs ríspidos e poderosos, vocais urrados que se entrelaçam com gritado e rasgado e uma cozinha reta, mas eficiente, tudo isso aliado a uma boa produção feita por Bernardo Pacheco, que deixou todos instrumentos muito bem equalizados e com uma boa dose de sujeira, além do peso assombroso.

Após a macabra intro "Dead Sky Burial", temos a trinca destrutiva "Chambers of Eternal Sleep", "Below the Roots" e "Carve The Host", que mostram o poder de seu Death Metal old school, com aquela pegada Death 'n' Roll poderosa, com partes violentas que não prezam pela velocidade, mas sim pelo peso.


"Transition: Compulsory" vem numa linha mais Death Tradicional, com boa variação rítmica, além desta faixa contar com a participação do vocalista James, do Facada; outro petardo digno de destaque é a poderosa "Dead Planets" (que conta com a participação da vocalista Marissa Martinez da banda Repulsion); e a melódica e instigante "The Cryptborn".

Um excelente trabalho de estreia, que com certeza fará os Deathbangers pirarem, pois a bolachinha teima em não sair do play, adquira logo o seu e perca o pescoço!

Há tempo de mencionar a parte gráfica do álbum, um excelente trabalho gráfico feito em papel fosco e com uma bela capa, com um encarte super completo e atrativo, méritos do estúdio Viral Graphics, da Grécia e da direção de Fernando Camacho.

Texto e edição: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica:
Banda: The Black Coffins 
Álbum: Dead Sky Sepulchre 
Ano: 2012
Estilo: Death Metal
País: Brasil
Selo/Gravadora: Black Hole Productions


Formação:
Vakka (Vocal) 
J. Martin (Guitarra) 
A. Beer (Baixo)
M. Rabelo (Bateria)



Tracklist:
01 Dead Sky Burial
02 Chambers of Eternal Sleep
03 Below the Roots
04 Carve The Host
05 The Last Spectral Convoy
06 Hate '96
07 Hibernaculum
08 Transition: Compulsory
09 Dead Planets
10 To the Universal Throne
11 The Cryptborn
12 Dead Sky Sepulchre


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quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Holiness: Vídeo Clipe Inédito Mostra Banda Mais Pesada



Em 2012, após a apresentação da banda Holiness em Frederico Westphallen/RS (resenha aqui), tive a oportunidade de bater um papo com o Fabrício Reis, guitarrista da banda e lá mesmo ele comentou que o próximo disco da banda seria bem mais pesado e diferente que o aclamado “Beneath the Surface” (2010).

"Dead Inside" aposta no interesse por zumbis e acerta em cheio
Era esperar para ver e, falando em ver, bastou conferir a música e o vídeo clipe de “Dead Inside” que pude comprovar que o cara falava sério. E que mudança, diga-se de passagem, já que, de uma sonoridade relativamente leve e com certo apelo comercial, a Holiness se apresenta neste som um grupo mais pesado, agressivo, mas sem deixar de lado suas melodias.

O grupo surgiu em Erechim/RS, mas foi com a mudança para São Paulo/SP que o quarteto formado por Stefanie Schirmbeck (vocal), Fabrício Reis (guitarras), Cristiano Reis (bateria) e André Martins (baixo) conseguiu maior divulgação de seu trabalho, com grande ajuda das rede sociais, sendo, quem sabe, uma das bandas que mais arrebatou fãs dentro do Brasil, terreno sempre complicado quando se trata de popularidade.

“Dead Inside” tem tudo para agitar demais nos shows e seu vídeo clipe promocional não podia ser mais pertinente, trazendo a banda “zumbi” (em época em que tais seres estão em evidência no cinema e nos games), com um bom trabalho de maquiagem (méritos de Maurien Trabbold) e produção, deixando as imagens com qualidade indiscutível, num primoroso trabalho da Loud Factory, dirigido por Fernanda Castro e Vagner Meirinho, que traz uma dinâmica ao vídeo clipe, com cenas da banda tocando intercaladas com um enredo básico, mas eficiente.

Para quem ficou curioso para conferir essa grata novidade, vale conferir o vídeo clipe abaixo e buscar conhecer mais sobre Holiness nos links que disponibilizamos para você ao final da matéria.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação





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Leia nossa resenha do álbum “Beneath the Surface” aqui.

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Amaranthe: Consolidando Seu Nome no Modern Metal


Mesmo que sempre neguem, é evidente que para qualquer banda o segundo álbum é algo bastante complicado, pois depois de uma estreia gloriosa (como foi no caso do Amaranthe) a pressão sem dúvida se torna muito maior e, além disso, podem correr o risco de apenas copiar o CD de estreia.

Diante desse paradigma, a cena metálica recebe “The Nexus” (2013) de braços abertos e após a audição do mesmo posso dizer que este sem duvida é o mais maduro e forte CD dessa ascendente banda que já abandonou o rótulo de projeto.

Elize Ryd, conhecida também pelos trabalhos com Kamelot e Avalon, nova musa do Metal

Antes de tudo, vale dizer que nesse lançamento temos algo para nos orgulhar já que o trabalho gráfico do álbum foi feito pelo brasileiro Gustavo Sazes, além do belo encarte vale dizer que a produção e masterização  do CD são de um capricho e um acabamento único, o que já é marca registrada deles.

Os suecos abrem esse novo trabalho com “Afterlife", música que poderia muito bem estar no CD de estreia e já deixa os fãs aliviados, afinal de contas, a fórmula e a essência do grupo se manteve, ou seja, aquele dinamismo entre os três vocalistas Jake E  (vocais limpos),  Elize Ryd (vocal feminino) e Andy Solvestrom (vocal gutural) está intacta, sendo visível uma preocupação da banda em mostrar o potencial de cada músico.

Os suecos tem se apresentado nos principais festivais europeus, como o Graspop Metal Meeting, na Bélgica (foto)

A faixa-título demonstra o forte flerte da banda com o Eletrônico/Pop/Death Metal, além de ter um vídeo clipe muito interessante; “Theory Of Everything” vem com Andy roubando a cena e o headbanger mais radical encontrará muito peso também em faixas como “Transhuman” e “Mecanical Illusion”.

Não sou muito fã de baladas, mas sem dúvida “Burn With Me” é uma das músicas mais bonitas do Amaranthe superando de longe as baladas do álbum anterior; outra muito curiosa é “Electroheart”, pois como o titulo já entrega, o flerte com a musica eletrônica (sim, aquela mesmo de discoteca) é forte e aliada a isso temos guturais lembrando um pouco os trabalhos iniciais do Deathstars.

Consistência, com certeza, é a palavra chave desse novo trabalho que vem para firmar ainda mais a eminência do nome Amaranthe. Ouça a banda e descubra o quem vem a ser o já famigerado Modern Metal.

Texto: Luiz Harley
Revisão e Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
Banda: Amaranthe
Álbum  The Nexus 
Ano: 2013 
Pais: Suécia/Canadá
Tipo: Modern Metal 


Formação
Jake E (Vocal Limpo)
Elize Ryd (Vocal Feminino)
Andy Solvestrom (Vocal Gutural)
Olof Mörck (Guitarras e Teclados)
Morten Lowe (Bateria)
Johan Andreassen (Baixo)






Tracklist
1. Afterlife
2. Invincible
3. The Nexus
4. Theory Of Everything
5. Stardust
6. Burn With Me
7. Mecanical Illusion
8. Razorblade
9. Future On Hold
10. Electroheart
11. Transhuman
12. Infinity

Acesse e conheça mais sobre a banda:


Assista ao novo vídeo single da banda "Burn With Me"


Assista ao vídeo clipe de “The Nexus"


segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Eu Acuso!: Para Jamais Calar

Letras (im)pertinentes fazem da música pesada um manifesto social

2013 ficará marcado pelas manifestações populares contra os maiores cânceres do Brasil, como a corrupção e o abuso de poder, algo que sempre se alimentara da apatia do povo.

E que música melhor que o Rock & Roll, sempre o porta-voz da revolta, para a trilha sonora? É nesse espírito (já presente muito antes das manifestações) que a Eu Acuso! passa a chamar grande atenção no underground gaúcho, afinal, com “Liberdade Presumida” (2013), seu álbum de estreia, o grupo que conta com integrantes experientes (com passagens em bandas clássicas como Distraught, Sacrario e Leviaethan) chama a atenção e manda sua mensagem: jamais vamos nos calar.

Com uma sonoridade pesada e Crossover, mas trazendo elementos de Rap, com fortes influências de Rage Against the Machine e bandas de Hardcore que também fazem de sua música um manifesto contra os problemas do mundo, a Eu Acuso! nos brinda com 10 faixas, cantadas em português (sempre exalto coragem dos grupos que não abandonam sua língua mãe) por Sandré Sarreta, trazendo grandes riffs (méritos de Carlos Lots) e cozinha como carro-chefe nas mãos de Marcelo Cougo (baixo e vocal) e Ale Mendes (bateria).

O álbum já começa com aquela que é a música que melhor representa a banda. Falo de “A Verdade”, que inclusive teve vídeo clipe oficial lançado recentemente e traz cenas das manifestações em Porto Alegre deste ano. Frases marcantes como “Eu acuso sua obra nefasta/Eu acuso sua fraqueza de espírito/Nessa hora em que a verdade está em marcha/Eu o acuso de calar o grito” já valem a obra toda e mostram que a banda não está para brincadeira.

Faça o download gratuito do CD no site da banda (clique aqui)

“Choveu Sangue na Cidade” traz bastante peso nas guitarras, assim como merecem destaque imponentes e inteligentes composições como “Lona Preta” (com a temática MST), “Olho por Olho/Sangue por Óleo” (primeira música divulgada da banda) e “Pela Janela do Bunker”, com muito groove (veia pulsante no verdadeiro Funk) e que fecha muito bem este CD-manifesto.

“Liberdade Presumida” está disponível para download gratuito, apesar de possuir uma edição física de muito bom gosto, com arte de capa incrível e encarte com todas as letras. Que a música da Eu Acuso! siga mobilizando a reflexão e a manifestação popular de quem jamais vai voltar a calar.

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Eu Acuso!
Álbum: Liberdade Presumida
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Heavy/Hardcore/Crossover 
Selo: Independente
Assessoria: Wargods Press

Formação
Sandré Sarreta (Vocal)
Marcelo Cougo (Baixo e Vocal)
Carlos Lots (Guitarra)
Ale Mendes (Bateria)




Tracklist
01 – A Verdade
02 – Bala Perdida
03 – Choque de Ordem
04 – Choveu Sangue na Cidade
05 – Idade Mídia
06 – Lona Preta
07 – Mano Lugar
08 – Não Conte a Ninguém
09 – Olho por Olho/Sangue por Óleo
10 – Pela Janela do Bunker

Acesse e conheça mais sobre a banda

Assista ao vídeo clipe de "A Verdade"