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terça-feira, 28 de julho de 2015

Hagbard: Entre os grandes nomes do folk metal nacional


O folk metal é um estilo que, muitos dizem, pouco tem a ver com a cultura brasileira. Alguns dizem até que não tem nada haver. Mas isso não impede que bandas de talento surjam e mostrem que isso não serve de impedimento e comprovem que, quando se trata do “país do heavy metal”, todo estilo tem força e pode se manter.

Dito isso, não causa surpresa o trabalho de estréia da banda mineira HAGBARD. Composto por Igor Rhein (vocal), Tiago Gonçalves (guitarra), Danilo Marreta (guitarra), Gabriel Soares (teclados e flautas), Rômulo “Sancho” (baixo) e Everton Moreira (bateria), o grupo apresenta em RISE OF THE SEA KING (2013) qualidades suficientes para figurar entre os grandes nomes do Folk Metal nacional.


Gravado entre setembro de 2012 e maio de 2013 em Juiz de Fora (MG) e Mixado e masterizado por Jerry Torstensson no Dead Dog Farm Studio, na Suécia, o cd nos traz uma banda que sabe o que está fazendo. Após a intro Eulogy of Ancient Times, vem uma das faixas de destaque no trabalho. Warrior’s Legacy tem belos riffs e possui belos solos alternados entre Tiago, Gabriel e Danilo. Essa variação entre as guitarras e o teclado ficou perfeita na proposta do grupo. Outro ponto a se destacar no trabalho são os vocais. Por vezes guturais, por hora limpos, além de backing muito bem estruturados nas composições, Berserker’s Requiem, com um belo trabalho de baixo e bateria, tem foco na melodia e peso ao mesmo tempo (em se tratando de folk metal). Mystical Land, totalmente acústica, é uma bela canção. Não há como escutar essa música e não imaginar bardos á beira de uma fogueira entoando sua bela melodia. Let Us Bring Something For Bards To Sing, se tivesse vocais limpos, poderia estar nos primeiros trabalhos do Rhapsody of Fire.


Sail to War possui um andamento mais cadenciado e tem destaque novamente, o trabalho de baixo e bateria. March to Glory, a faixa mais rápida do trabalho mantém as características presentes. Melodia e belo trabalho vocal. Hidden Tears contou com os vocais de Vitória Vasconcelos. Bem introspectiva, mostra o talento do grupo nas composições. Tendo de fundo um belo acompanhamento de teclado e violino, a bela voz de Vitória ganha destaque. Dethroned Tyrant começa pesada e já emenda um refrão pra logo em seguida mostrar a versatilidade da banda, pois a velocidade da bateria em contraste a melodia da flauta ficou muito boa! Until the End of Day encerra o trabalho, com destaque para o baixo. Cabe ressaltar aqui mais dois pontos. O grupo contou com a participação do violinista Vinicius Faza em várias faixas. E o baixo, em todas as faixas, foi gravado por Daniel “Guma” Saab.


Um bom trabalho de um grupo que pode crescer mais, visto que esse é seu trabalho de estréia (full lenght, pois já haviam lançado anteriormente o EP Lost in the Highlands). Capacidade e talento tem de sobra.


Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson

Track List:
01 - Eulogy of Ancient Times
02 – Warrior’s Legacy
03 – Berserker’s Requiem
04 – Mystical Land
05 – Let Us Bring Something For Bards To Sing
06 – Sail to War
07 – March to Glory
08 – Hidden Tears
09 – Dethroned Tyrant
10 – Until The End of Day


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quinta-feira, 18 de dezembro de 2014

Republique du Salém: Rock Clássico em 6 Lições



Apesar de uma experiência no cenário musical, foi apenas em 2013 que os músicos da Republique Du Salém nos presentearam com um lançamento oficial no formato de um EP, contendo 6 canções cantadas em português que dão uma aula de como se fazer Rock Clássico no Brasil.

Chamado “O Fim da Linha Não é o Bastante” (2013), o álbum recebeu duas pré-indicações ao Grammy Latino (Melhor Disco de Rock Brasileiro e Melhor Novo Artista) e de lá pra cá só levantou bons elogios ao então quarteto que gravou o álbum.

Quarteto que gravou o EP (confira a formação abaixo)

Apesar da banda vir com o álbum de estreia em 2015 totalmente em inglês (produzido por Marc Ford, ex-Black Crowes), este registro traz músicas totalmente em português (exceto um trecho de uma delas), o que sempre considero um ponto forte de uma banda, que é a coragem e ousadia de não cantar somente em inglês (uma pena que o álbum de estreia vá abandonar esse formato).

“Cidadão Kane” e “Corpo Achado, Bala Perdida” são faixas com uma pegada clássica, com bastante groove, mostrando a união do versátil com a simplicidade. Na mesma linha e com boa aceitação está “Sem Hora para Voltar”, single que recebeu um vídeo clipe oficial (confira abaixo).



Porém, o ponto alto fica com “Apenas Uma Canção de Amor”, trazendo bastante elementos acústicos, grande melodia, com grande destaque para a bela voz de Davi Stracci com participações de Rachael Billman. O grupo caprichou na emoção e ofertou uma das mais belas faixas que ouvi nos últimos tempos.

Merece menção “Os Homens”, talvez a faixa com as letras mais poéticas, o que prova que nossa língua é muito bela e não deveria ser deixada de lado. Pura poesia. Grande faixa.

Com letras inteligentes, instrumental sem abusos, mas demonstrando ótima habilidade de composição, este EP deveria estar na prateleira de todo amante do Rock, pois é uma aula em 6 lições de como compor um trabalho digno e à altura.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press

Ficha Técnica
Banda: Republique du Salem
EP: O Fim da Linha Não é o Bastante
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Rock Clássico/Rock Nacional

Formação
Davi Stracci (Vocal)
Marcio Algano (Baixo)
Guido Lopes (Guitarra, Violão e Piano)
Raul Lino (Bateria)



Tracklist
01 – Cidadão Kane
02 – Corpo Achado, Bala Perdida
03 – Apenas uma Canção de Amor
04 – Sem Hora pra Voltar
05 – Os Homens
06 – Expresso 212

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quinta-feira, 11 de setembro de 2014

Prólogo: Boa Aposta do Metalcore Brasileiro

Com bom álbum, Prólogo segue se destacando no cenário Metalcore nacional

Oriunda de Santa Catarina (Criciúma), a Prólogo chega com seu álbum “Equilibrium” (2013), que apesar de durar pouco mais de 40 minutos, traz 10 composições de boa qualidade, sem medo de inovar, mas também sabendo onde pisa.

Trazendo um som pesado, mesclando bastante vocais limpos com guturais milimetricamente inseridos, a banda caminha pelo Metalcore, trazendo bastante melodia de fácil assimilação, o que pode não agradar àquele fã mais familiarizado com sons de maior peso.

"Equilibrium" pode ser ouvido AQUI ou pode ser baixado AQUI

Há momentos de grande inspiração, como nas faixas “Lenços Sujos” (provavelmente a mais pesada do álbum - assista abaixo), “Pilares” (que abre o disco), “Amanhecer” (ótimo instrumental) e “Bem Maior”, que a exemplo das demais faixas, traz letras bastante reflexivas (e que melodia!), que te colocam a pensar.

Com uma produção de alto nível da própria banda com o renomado Adair Daufembach (Project46, Hangar), “Equilibrium” traz uma bela capa, encarte com todas as letras, sendo um prato cheio para quem gosta de bandas como Bullet For My Valentine e Killswitch Engage, mas definitivamente não é um álbum para quem não gosta do gênero.





Independente da nossa veia Metal (e a minha é mais tradicional), é inquestionável o bom trabalho da Prólogo, que só precisa ir amadurecendo cada vez mais, talvez aumentando um pouco seu peso (deixando-o preponderante na sua música), devem seguir mostrando seu trabalho e buscando evolução constante, pois capacidade o grupo já provou ter neste álbum.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press

Ficha Técnica
Banda: Prólogo
Álbum: Equilibrium
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Metalcore
Selo: Propagate Records

Formação
William Marchioro (Vocal)
Felipe Taboada (Guitarra e Vocal)
Jonas Schlengman (Guitarra)
Welton Souza (Baixo)
Lucas Taboada (Bateria e Vocal)



Tracklist
01. Pilares
02. Sintonia
03. Fluxo Inerte
04. Equilíbrio
05. Lenços Sujos
06. Amanhecer
07. Íris
08. Espelho
09. Refração
10. Bem Maior 

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quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Republica: Sucesso Sem Volta

Com quase 25 anos de carreira, Republica lança novo material

Para muitos o nome Republica só passou a ser conhecido com o show da banda paulista no Rock in Rio em 2013. Lá, tendo como participação Roy Z (guitarrista e produtor), o grupo apresentou a sua proposta sonora para milhares de pessoas e centenas de milhares que assistiam ao vivo mundo afora.

Mas na verdade o grupo é bastante experiente, surgido em 1991, mas com apenas três álbuns na bagagem e mais recentemente com o lançamento de “Point of No Return” (2013), finalmente o quinteto tem um novo material de alto nível para mostrar.



Leo Belling (vocal), Luiz Fernando Vieira (guitarra), Jorge Marinhas (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Gabriel Triani (bateria) apresentam uma sonoridade bastante peculiar, mesclando o Heavy Metal com passagens mais alternativas, até algo de Groove Metal em certos momentos, dosando bem o peso e trazendo ótimas letras.

O álbum, de modo geral, merece algumas audições para que se possa realmente captar a sua qualidade, podendo soar estranho de primeira para quem não conhecia a banda e está habituado a ouvir algo mais pesado, mas depois você tem grandes chances de ser capturado pelo disco.

Com material de alta qualidade, novo lançamento faz valer o investimento


A Republica (e o selo Wikimetal Music) caprichou na edição digipak, de grande qualidade, trazendo ótimos detalhes, incluindo encarte com as letras das músicas e informações. Alie a isso a produção Luis Serafim (ganhador de três Grammy) e o trabalho realizado pelo estúdio Electra (São Paulo) e masterização de Marcussen Mastering (Holywood, EUA), que já trabalhou com bandas como Black Sabbath, Kiss e Alice in Chains. Muitos foram os envolvidos, como o próprio Roy Z que toca guitarra em “Goodbye Asshole” e a produção vocal de Thiago Bianchi (Nortunall, Shaman).

São 10 faixas mostrando muita qualidade, como “Time to Pay”, que abre os trabalhos, passando por “Life Goes” (a mais “experimental” do disco e single do trabalho), “Change My Way” (empolgante e com grande melodia), “No Mercy” (com uma levada meio Blues) e “El Diablo”.

Grupo ao vivo mostra experiência de anos de história

Um disco sem tirar nem por. Mas, só a termos de registro, seria ainda mais interessante se o grupo apresentasse alguma(s) composição em português. Quem sabe num momento futuro?

Individualmente, cada integrante mostra toda sua experiência, tocando com paixão, sem precisar soar por demais rápido e pesado, o que permite “Point of No Return” ser apreciado por qualquer pessoa. Um real disco de Heavy Rock.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Republica
Álbum: Point of No Return
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Heavy Rock/Heavy Metal
Selo: Wikimetal Music

Formação
Leo Belling (Vocal)
Luiz Fernando Vieira (Guitarra)
Jorge Marinhas (Guitarra)
Marco Vieira (Baixo)
Gabriel Triani (Bateria)

Tracklist
01. Time to Pay
02. Why?
03. Life Goes On
04. Change My Way
05. Goodbye Asshole
06. The Land of The King
07. No Mercy
08. Dark Road
09. Fuck Liars
10. El Diablo

Confira a versão acústica ao vivo para "No mercy"


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quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Torture Squad: Para Não Esquecermos do Regime Militar

Banda segue em turnê nacional e internacional divulgando "Esquadrão de Tortura"

O Metal, de modo geral, possui várias vertentes temáticas, mas definitivamente sua maior fonte de inspiração é a História, tanto que muitos headbangers acabam buscando conhecer mais sobre os fatos que inspiram os seus ídolos a comporem álbuns, sejam eles conceituais ou não.

Sabedores disso, o trio brasileiro de Thrash Metal Torture Squad, referência que leva o nome do Metal pesado nacional para o mundo todo, lançou em 2013 “Esquadrão de Tortura”, álbum que já não é novidade, mas merece sempre ser lembrado e apresentado (essa é nossa função aqui no Road) para quem também busca conhecer novos (e ótimos) lançamentos.

Apesar de certo estranhamento inicial, fãs já se acostumaram com os vocais de André Evaristo

Marcando a estreia de André Evaristo como vocalista (responsável também pelas guitarras da banda), a Torture Squad ousou em trazer para a temática completa do disco a Ditadura Militar, período negro na história brasileira e que, por fatores que fogem o objetivo da matéria, há quem deseja sua volta.

Para mostrar que o trio, que ainda conta com o grande baterista Amilcar Christófaro e o Castor no baixo, fez bem o estudo de casa, a edição nacional traz, além de um encarte/pôster com as letras em inglês, um encarte explicando (em português!) com fatos da História cada uma das faixas, um deleite aos interessados no assunto e uma introdução ao pessoal que talvez não gostasse de estudar o Regime Militar na escola. A edição faz valer cada centavo do investimento.



Em termos sonoros, é um dos trabalhos mais maduros do grupo, mas não o mais pesado. Pelo contrário, elementos mais “melódicos” se fazem presentes e, na minha humilde opinião, é um diferencial deste trabalho, que também conta com o vocal mais rasgado e agudo de André, contrastando com do ex-vocalista Vitor Rodrigues (atual Voodoopriest).

Gravação do vídeo clipe "No escape From Hell"
A primeira faixa já pode ser considerada candidata a clássico da banda, tanto é que “No Escape From Hell” se tornou o primeiro vídeo do álbum, lançado recentemente (confira matéria aqui). “Pull the Trigger” segue no ótimo nível, chegando em “Pátria Livre”, única faixa totalmente em português e com a participação especial de João Gordo (Ratos de Porão).

Disparadamente, a obra-prima do álbum é “Architecture of Pain”, com o início de um discurso de anúncio do Ato Constitucional Nº5 (que deu poderes maiores poderes ao Regime e aumentou drasticamente a censura). A variação da faixa mostra a habilidade e qualidade técnica e de composição do trio.

Um dos pontos fortes do disco são, além dos riffs esperados, ótimos solos, mostrando que Evaristo pode não ser revolucionário em termos de seus vocais, mas definitivamente é um dos melhores instrumentistas do Thrash Metal da atualidade (em todo o mundo). Ouça faixas como “In the Slaughterhouse” e confira.

Amilcar dispensa comentários. Um baterista de mão cheia e um dos músicos mais respeitados da cena extrema brasileira, levanta a bandeira do TS sempre mostrando enorme paixão pelo que faz, seja compondo e executando sua bateria inspirada, seja nas entrevistas (confira nossa exclusiva aqui). Da mesma forma Castor, figura responsável por ofertar um clima pesado num baixo “na cara”, como sempre.

Apesar de citar algumas faixas, “Esquadrão de Tortura” é um disco muito homogêneo, um trabalho que recebeu ótimas críticas e figurou nas principais listas de melhores álbuns de 2013, com todo mérito, afinal, não basta ser uma instituição do Metal (algo que a TS já é há tempos), mas ousar e sair do lugar comum a cada disco, não importa se passado por mudança tão drástica como a saída de um vocalista. A banda vai colher muitos frutos ainda com este trabalho que, sim, pode receber a alcunha de iminente clássico nacional, em todos os sentidos.

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação/Jordan Rafael
Assessoria: Island Press

Banda: Torture Squad
Álbum: Esquadrão de Tortura
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal
Gravadora: Substancial Musica

Formação
Castor (Baixo e Vocal de Apoio)
Amílcar Christófaro (Bateria e Percussão) 
André Evaristo (Vocal e Guitarra)


Tracklist
01 - No Escape From Hell
02 - Pull The Trigger
03 - Pátria Livre
04 - Wardance
05 - Archtectur Of Pain
06 - Never Surrender
07 - In The Slaughterhouse
08 - Conspiracy Of Silence
09 - Nothing To Declare
10 - For The Countless Dead
11 - Fear To The World
12 - A Soul In Hell (Bonus Track) 

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segunda-feira, 1 de setembro de 2014

Hagbard: Boa Pedida no Folk Metal Brasileiro

Sexteto de Juiz de Fora/MG estreou com estilo em 2013

Apesar do gênero já ser dono de certo reconhecimento no underground, é verdade que Folk Metal feito por bandas brasileiras não é uma das coisas mais em evidências, mesmo dentro dos admiradores do gênero.

A banda Hagbard (Minas Gerais) deu seu primeiro passo na indústria fonográfica em 2013, ao lançar seu debut “Rise of the Sea King”, que traz uma das mais belas capas produzidas em solo nacional (méritos de Jobert Mello), evidenciando Hagbard que é, na mitologia nórdica, o Rei do Mar.

Um disco bastante bem recebido pela mídia especializada e pelos fãs e que ainda gera frutos (e assim o fará por vários anos) ao sexteto formado por Igor Rhein (vocais), Tiago Gonçalves e Danilo Marreta (guitarras), Gabriel Soares (teclados e flautas), Rômulo Sancho (baixo) e Everton Moreira (bateria).

Com shows em várias regiões do país em 2014, em 14 setembro fará abertura para o Sabaton (Suécia) em Juiz de Fora

Hagbard oferta um verdadeiro disco de Folk Metal, com direito a todo o clima que o gênero busca exaltar nas suas músicas. Momentos com destacadas passagens sinfônicas, como na “Warrior’s Legacy” (primeira música composta pela banda), aliado à bons momentos de guitarras, com melodias perfeitamente encaixadas na proposta do Folk Metal, como em “Berseker’s Requiem” e “Sail to War”.

Com os vocais guturais de Igor Rhein, a banda opta por utilizá-los por completo, contando apenas em “Hidden Tears” com vocais femininos de ótimo gosto, diga-se de passagem, com a talentosa vocalista Vitória Vasconcelos, que também empresta seus vocais de apoio em outras duas faixas do disco. E já que falamos em participações especiais, merece menção o violinista Vinicius Faza, que trouxe o instrumento para o disco e dando um toque ainda mais refinado ao som do Hagbard, especialmente em “Let Us Bring Something For Bards To Sing”.



Momentos mais pesados que fazem a festa dos fãs mais exigentes ficam por conta de “Dethroned Tyrant” (ótimos coros também são destaques aqui) e “March to Glory” (assista ao vídeo clipe acima).

Todo o trabalho apresentando em “Rise of the Sea King” é digno de elogios, já que apesar do Brasil possuir vários nomes do gênero lançando trabalhos nos últimos anos, nem todo grupo consegue ser coeso e fiel às raízes do Folk Metal como a Hagbard se mostrou aqui. Corra ouvir já.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Island Press

Ficha Técnica
Banda: Hagbard
Álbum: Rise of the Sea King
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Folk Metal
Selo: Independente 

Formação
Igor Rhein (Vocal)
Danilo Marreta (Guitarra) 
Tiago Gonçalves (Guitarra) 
Gabriel Soares (Teclados)
Rômulo “Sancho” (Baixo) 
Everton Moreira (Bateria)



Tracklist
01. Eulogy Of Ancient Times
02. Warrior’s Legacy
03. Berserker’s Requiem
04. Mystical Land
05. Let Us Bring Something For Bards To Sing
06. Sail To War
07. March To Glory
08. Hidden Tears
09. Dethroned Tyrant
10. Until The End Of Day

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quarta-feira, 6 de agosto de 2014

Muqueta na Oreia: Ironia e Sarcasmo a Serviço do Metal

Letras inteligentes, críticas e agressivas em segundo disco da carreira

Mais do que bom humor, a banda Muqueta na Oreia traz nas letras das faixas de seu segundo disco, “Blatta” (2013), critica social disfarçada de sarcasmo e ironia com uma sonoridade que caminha entre o Thrash Metal e o Hardcore, sempre com letras em português e recheadas de palavrões.


O disco que saiu via Muqueta Records com distribuição da Voice Music mostra o quarteto paulista Ramires (vocal e percussão), Cris (baixo e vocais e apoio), Bruno Zito (guitarra) e Henry (bateria) bastante competente na sua proposta, com várias músicas claramente criadas para o mosh pit e afins.

“Nova Era” e “Paranoia” já mostra na cara a proposta da Muqueta. Momentos de destaque ficam para “Hardware, Software e Tupperware” (sensacional cinismo e crítica ao sistema na letra), “Cabeça Vazia” (o título fala por si), “Exu Caveira” (ótimo refrão e começo quase tribal), “Primogênito de uma Meretriz” (como costumo dizer: é de chutar a vó!) e “Opalão” (para quem pensa que só Matanza e Motorocker sabem fazer letras sobre carros).

O álbum traz encarte com todas as letras, além de o CD conter seção multimídia com o vídeo clipe de "Muqueta News" (assista abaixo).

Com uma ótima produção (sempre algo louvável) e gravação no Estúdio Muqueta Records, “Blatta” é um trabalho para ouvidos acostumados com peso e agressividade, tanto sonora quanto verbal, e não preocupado com pudores. Muqueta na Oreia mostra que, apesar do certo humor, não está aqui só de brincadeira.

Texto/edição: Edurado Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: MS Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Muqueta na Orei
Álbum: Blatta
Ano:2013
País: Brasil
Tipo: Hardcore/Thrashcore
Selo: Muqueta Records

Formação
Ramires (Vocal e Percussão)
Bruno Zito (Guitarra)
Cris (Baixo e Vocal de Apoio)
Henry (Bateria)



Tracklist
1-Signifer Lux (intro)
2-Nova Era
3-Paranoia
4-Hardware, Software e Tupperware
5-Cabeça Vazia
6-Imortal
7-Exu Caveira
8-Excesso e Abundância
9-Meretrix (intro)
10-Primogênito de uma Meretriz.
11-Obsesso
12-Opalão
13-Xamã
Bonus track:
14-Muqueta News
15-Melô do Repolho

Assista ao vídeo clipe oficial de "Muqueta News"


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domingo, 3 de agosto de 2014

Desecrated Sphere: Evoluindo no Death Metal Técnico

Com dois discos na história, grupo traz proposta unindo técnica e peso no Death Metal

Unir técnica e agressividade extrema não é para qualquer um e algumas bandas que tentaram isso acabaram tomando dois rumos: ou se tornaram referências mundiais, ou caíram no esquecimento.

No cenário nacional uma das bandas que tem tudo para não fazer parte desse segundo grupo é a oriunda Mogi Mirim/SP, Desecrated Spehere, que já traz em poucos anos de existência, dois lançamentos, sendo “Emancipate” (2013) seu trabalho mais recente e que vem, desde o seu lançamento, só arrecadando ótimos elogios da mídia e de quem gosta de um Death Metal técnico e agressivo, não necessariamente rápido o tempo todo, mas com uma dosimetria perfeita.

São 11 faixas que buscam mostrar que o quinteto sabe onde pisa, são dedicados e possuem grande habilidade, tanto na composição quanto na execução de canções dessa magnitude. 

Após lançar disco, banda passou a ser um quarteto

Renato Sgarbi (vocal), Gustavo Lozano (guitarra), Rubens Fraleone (guitarra), José Mantovani (baixo) e Saulo Benedetti (bateria) compunham o grupo no disco (atualmente a banda está para anunciar nova formação) mostrando uma natural evolução no novo trabalho em relação ao anterior. Basta conferir “Transcending Materialism”, "Linking Opposites (Demystifying Ormuzd and Ahriman)” e “Leaders of Babylon” para ter uma dimensão da qualidade do grupo.

Aliado às ótimas composições, uma produção praticamente perfeita (algo não tão comum no gênero) da própria banda com Thomaz Ribeiro, o disco, gravado no Área Livre Estúdio (São Pualo/SP), foi mixado por Andy Classen (Rotting Christ, Belphegor, Krisiun, etc) na Alemanha, e vem acompanhado com uma belíssima arte de capa e encarte, dentro do que se espera de quem busca profissionalismo acima de tudo.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: MS Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Desecrated Sphere
Álbum: Emancipate
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Death Metal
Selo: Eternal Hatred Records

Formação do álbum
Renato (Vocal)
Gustavo Lozano (Guitarra e Viola)
Rubens Fraleone (Guitarra e Violão)
José "Motor" Mantovani (Baixo)
Saulo Benedetti (Bateria)



Tracklist:
1. Reconnective
2. Transcending Materialism
3. Departure From Flash
4. Immeasurable Universes
5. Linking Opposites (Demystifying Ormuzd and Ahriman)
6. Humanufactory
7. Urzustand
8. Source of Disassociation
9. (Re)Born
10. Leaders of Babylon
11. Eçá

Confira o vídeo de "Leaders of Babylon"


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quarta-feira, 16 de julho de 2014

Lusferus: Black Metal Devastador

Mais recente trabalho de uma das maiores bandas extremas do underground paulista

Som pesado, rápido e com os dois pés no Black Metal é o que encontramos em “Black Seeds ov Obscure Arts”, segundo da banda Lusferus de Ribeirão Preto/SP.
Lançado em 2013 via Eternal Hatred Records e com distribuição da Voice Music, o petardo é um prato cheio para as adoradores do mais pesado Black Metal, provavelmente um dos álbuns mais agressivos que ouvi.

São apenas 8 faixas diretas, rápidas e com o peso extremo evidenciado, mas tudo numa quantidade cirúrgica que faz do álbum um trabalho coeso, que sabe onde pisa, sem soar barulhento ou querendo apenas ser a banda mais pesada do mundo.
Como quarteto, a Lusferus conta com os competentes Goehrnis (vocal e guitarra), Ivåder (bateria e vocal), Solrac (guitarra e vocal de apoio) e Mütt (baixo e vocal de apoio) que mostram como compor e executar Black Metal empolgante, violento e milimetricamente encaixado nota à nota. 

Banda que não quer apenas soar pesada, mas coesa e bem executada

A produção um pouco abafada não chega a atrapalhar, e apenas é notada que poderia ser melhor por ouvidos criteriosos. De maneira geral, o trabalho da banda e com Rômulo Ramazini e Marcio Herzer (Home Bless Estúdio) em “Black Seeds ov Obscure Arts” é bastante satisfatório. Aliando isso com o encarte com as letras, fotos e informações, juntamente com a capa temática criada por Ana Cristina Ferreira, temos um trabalho de digníssima qualidade e que deve figurar na coleção de qualquer um que goste de Black Metal de verdade.

Clique aqui e ouça "The Eye"

Ouça faixas como “The Eye” (mais de seis minutos e arregaçando no começo do CD), “Seasons of the Suffering”, “Voices From Beyond” e a última “The Day That Earth Shall Burn”, que é a mais “épica” do álbum, fechando com chave de ouro esse ótimo disco.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: MS Metal Press  

Ficha Técnica
Banda: Lusferus
Álbum: Black Seeds ov Obscure Arts
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Black Metal
Selo: Eternal Hatred Records



01. The Eye
02. Novam Aetate
03. Seasons of the Suffering
04. Path of the Serpent
05. Black Seeds ov Obscure Arts
06. Voices from Beyond
07. Dark Times
08. The Day that Earth Shall Burn

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sábado, 12 de julho de 2014

Devachan: Heavy Metal em Família

Ricas composições em EP cantado em português

Apesar de a banda Devachan ser recente, sua origem remonta há décadas atrás quando Daniel Dias (baixo) compôs as primeiras canções da banda para, em 2010, juntamente com os filhos Gabriel Dias (vocal) e Leandro Dias (guitarra), colocar a banda em prática.

Assim a banda já chegou em 2013 ao seu EP, “Andarilho”, que se peca pela produção abaixo dos padrões médios de hoje em dia (ficou baixa e abafada), chama atenção pela sua veia anos 80 do Metal brasileiro, cantado em português e com letras inspiradoras que servem como reflexão enquanto você curte o trabalho do quinteto que conta ainda com Michael Santos Veríssimo (teclados) e Bruno Caresia (bateria).

Composições de 30 anos por Daniel Dias (primeiro da esq. p/ dir.) geram EP em 2013

São apenas 6 faixas, se contarmos a introdução instrumental que não atrai de começo, sendo que a sua atenção passa a ser chamada em “Mente em Sonhos”. Uma das mais belas melodias e letras do disco fica por conta de “Mudança de Tempo”; “Liberdade” traz ótimo clima dos teclados e um refrão marcante. A faixa-título é rápida e a mais pesada do EP, sendo um pouco curta comparada às demais faixas e poderia ter sido usada como abertura, por exemplo.

Banda já está preparando o disco completo de estreia

Instrumentalmente o grupo mostra uma capacidade ímpar de composição, soando simples, mas não negligente, mesmo com a produção inadequada. O Gabriel Dias, em alguns momentos, soa um pouco forçado (alguns trechos de “Poetas”, por exemplo), somando ao seu vocal não ser extraordinário, parece ficar um pouco deslocado da qualidade do grupo. Nada que comprometa o sucesso do EP, nem tire os méritos do vocalista, que deve apresentar uma evolução natural nos próximos lançamentos. 

Com este EP “Andarilho” a Devachan mostra que a veia pulsante dos anos dourados do Metal cantado em português ainda existe e pode render ótimos materiais inéditos nesta segunda década do novo milênio. Agora é só acertar na produção futura e correr para o abraço.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Devachan
EP: Andarilho
Ano: 2014
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal
Selo: Independente

Formação
Gabriel Dias (Vocal)
Leandro Dias (Guitarra)
Daniel Dias (Baixo)
Michael Santos Verissimo (Teclados)
Bruno Caresia (Bateria)


Tracklist
01. Mentalis Corpus
02. Mente em Sonhos
03. Mudança de Tempo
04. Liberdade
05. Andarilho
06. Poetas

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terça-feira, 1 de julho de 2014

Finitude: Álbum Digno dos Grandes



Você sabe que está diante de um grande trabalho quando ele já impressiona na primeira faixa e a banda de Aracajú/SE Finitude faz exatamente isso em “Dissensio Homines pt. 1”, álbum que foi lançado ano passado via MS Metal Records e com distribuição da Voice Music.

Com 11 faixas que trazem um Heavy Metal com pitadas generosas de Power/Prog Metal, o quinteto oferta um álbum cheio de peso, velocidade e passagens mais cadenciadas, digno de bandas como Iced Earth, Hibria e Hangar. Um grupo que me veio a mente foi Pyramaze, do disco com Matthew Barlow, o que apenas mostra que a patada é bem dada.

São composições de rica bagagem, como “Choices and Wills”, bastante variada e provavelmente a que melhor representa o disco. Grandes vocalizações de Marcelo Menezes. Aliás, é exatamente esse tipo de vocal que as bandas deveriam apostar, capaz de cantar em tons mais graves, sem abandonar passagens mais altas, sempre com personalidade.

Experiência e criatividade compõem este belo trabalho

Como todo bom disco de Metal, riffs cavalares de guitarra são méritos da dupla Ícaro Reis e Luiz Gustavo, sempre acompanhados de ótimos e curtos solos, o que não torna enfadonha nenhuma faixa. Comprove isso na faixa-título (abaixo). 

Além de boas guitarras, refrões grudentos são essenciais, e a banda segue bem a receita para um grande disco de Heavy Metal, caprichando nesses momentos, especialmente nas sensacionais “No Time Standing” (uma das melhores faixas que ouvi nos últimos meses) e “Finitude” (com coro de arrepiar já de cara). 


Passagens mais técnicas e pesadas podem ser encontradas em evidencia em “Harder to Live”, “Days and Nights” (lembra Hangar na fase “TROYC”) e “Sacred World”, com trabalhos magníficos de Djalma Moreira (baixo) e Arnaldo Silva (bateria), este mostrando que Aquiles Priester (Hangar, Angra) tem escola pelo Brasil. Baita trabalho do cara.



Por fim, vale mencionar os momentos mais melódicos, as ditas “baladas”, e o disco é bem representado com “Tears of the Night” e “The Shadows in Your Face”, dobradinha de pura emoção, inclusive com alguns elementos eletrônicos, me lembrando da proposta de outra banda brasileira, a Andragonia. Ponto para os caras.

A Finitude tem um trabalho coeso e forte nas mãos, estreando com pé direito (já que o disco de 2006 não foi considerado no release), apesar da certa demora, pois a banda existe desde 2005, mas quem sabe justamente a espera tenha valido a pena, pois se a capa parece dar ideia de um disco muito comum, o que temos aqui vai agradar até o mais exigente headbanger. Agora é esperar pela segunda parte do trabalho.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: MS Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Finitude
Álbum: Dissensio Homines pt. 1
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Heavy/Power/Prog Metal
Selo: MS Metal Records

Formação
Marcelo Menezes (Vocal)
Ícaro Reis (Guitarra)
Luiz Gustavo (Guitarra)
Djalma Moreira (Baixo e Vocais de Apoio)
Arnaldo Silva (Bateria e Vocais de Apoio)



Tracklist
01. Prelude to Agnosia   
02. Choices and Wills   
03. Dissensio Homines   
04. Harder to Live   
05. Tears of the Night   
06. The Shadows in Your Face   
07. Days and Nights   
08. Sacred World   
09. No Time Standing   
10. Finitude   
11. Another Direction

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sábado, 28 de junho de 2014

Scrok: Thrash Metal Nordestino com Grande Influência Alemã

Apesar de alguns lançamentos, apenas com "Welcome to Terror" a banda estreia com disco completo

Depois do revival que o Thrash Metal tem passado nos últimos dez anos, pipocam bandas apostando nesse estilo cujo auge fora os anos 1980.

Na onda das ótimas novidades (muitas vezes com anos de experiência mas pouco material lançado), o cenário brasileiro passou a ser um dos mais ricos em todo o mundo, tanto é que de tempos em tempos, cada vez mais curtos, surgem boas bandas desfilando riffs rápidos e vocais agressivos.

Nesta linha o experiente trio Scrok (Timon/MA) faz um trabalho de alta qualidade em “Welcome to Terror” (2013), álbum de estreia que saiu pela Eternal Hatred Records, pois aposta na vertente alemã do Thrash, facilmente agradável aos ouvidos de quem curte Kreator e Destruction. Aliás, os vocais de Valter Reis (que também é responsável pelo baixo) remetem muito aos de Mille Petrozza (Kreator).

O disco traz nove faixas que seguem a mesma linha de riffs rápidos, cavalgados e secos, em vários momentos com grande técnica de Juliano Souza (guitarra). A bateria bem audível e habilidosa de Felix Briano merece atenção especial, especialmente em “Race” (uma veia Igor Cavalera).

Com uma boa produção assinada pela banda e Mike Soares, sendo a gravação realizada no Orange Studio, aliada a arte não limitada a apenas a capa, mas ao encarte e todo o resto com o estilo de revista em quadrinho, colocam o trabalho num nível muito profissional, o que sempre faço questão de ressaltar, pois amadorismo não tem mais vez no cenário nacional.

Arte completa da obra por Leno Carvalho e design de Fábio Pitombeira é um dos destaques.

Se estiver preparado para o headbanging, ouça as faixas “Disgrace Online” (abre os trabalhos), “Terror From the Seas” (haja pescoço!) e “Kill the Tyrants”, esta uma pedrada raivosa sensacional. Merece atenção “Bem-vindo ao Terror/My Name is Rage” que fecha o disco.

Thrash Metal, em primeiro lugar, deve ser empolgante, bem composto, pesado e rápido, qualidades estas que sobram com a Scrok. De resto, não há o que colocar nem por no trabalho desse trio neste disco. Agora é aguardar os próximos.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: MS Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Scrok
Álbum: Welcome to Terror
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal
Selo: Eternal Hatred Records

Valter Reis (Vocal e Baixo)
Juliano Sousa (Guitarra)
Félix Briano (Bateria)



Tracklist
01. Disgrace Online
02. Dead by Razor
03. Race 
04. Terror from the Seas
05. Corrosive Capitalism
06. Northeast (Misery and Faith)
07. Desolation 
08. Kill the Tyrants
09. Bem-Vindo Ao Terror/My Name is Rage

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