Estreia com álbum completo marca ponta-pé inicial de sucesso
Quando você pensa que já viu tudo de bom que 2013 poderia oferecer, uma galera do Rio Grande do Sul chega com seu álbum de estreia fazendo um estardalhaço absurdo.
A Hate Handles, banda de Caxias do Sul/RS, acaba de lançar o excelente “Die in Hands of Believers”, pelo selo Eternal Hatred Records, fechando o ano como um dos principais lançamentos dos últimos meses, tudo isso apesar do grupo recém estar começando a expandir seu trabalho para fora das terras gaúchas, após passar a trabalhar com a Ms Metal Press.
O disco, com uma das capas mais detalhistas que já vi no país (méritos de Marcus Lorenzet), oferta em suas 9 faixas um som pesado, agressivo, que consegue alguns flertes com melodias, apesar de predominantemente voltar-se ao Metal Extremo, com grande influência, sobretudo nos vocais de Charles Magnabosco, de Amon Amarth, alcançando algo entre o Death e o Thrash Metal.
A dobradinha inicial “Nothing Useful” e “Keep the Disease” já mostra o poderio de Charles, Maicon Dorigatti (guitarra), Jonatan Mazzochi (bateria) e Matheus Pezzini (baixo), que, apesar de estarem em um estúdio, mostram a mesma energia esbanjada nos palcos (tive oportunidade de assistir a dois shows deles).
Apesar de a banda toda ser competente, coesa e trabalhar unida, sem ninguém se sobressair em detrimento dos demais, é inegável que Maicon e Charles chamam atenção logo de cara, com o primeiro sendo responsável por todas as ótimas guitarras ouvidas na bolacha, e Charles, com um vocal que te deixa pensando que o cara deve ter dois metros de altura! Um verdadeiro "monstro". Mas, de nada adiantaria se Jonatan e Matheus não debulhassem seus instrumentos com a mesma gana dos demais e, no fim, você vê que está ouvindo o disco de uma banda real e coesa, não uma competição de egos.
Poucas bandas conseguiram estrear em 2013 com um disco tão coeso e marcante
A melodia mesclada com o peso surge com maestria em “Deceived”, canção que facilmente agradará aos fãs do chamado Death Metal melódico. A faixa-título traz até alguns momentos quase sabbáthicos, com grandes riffs que beiram o Doom Metal, numa canção carregada e bastante forte, digna do título que leva.
A banda gaúcha Hate Handles tem tudo para tornar 2014 o seu ano
Momentos que também se destacam pela velocidade e boa dose de agressividade, estão em “Bring You Back” e “Respect By Fear” (com o baixo de Matheus Pezzini em destaque), apenas reforçando a ótima impressão deixada desde a primeira faixa, pois você está diante de um trabalho bem produzido, com grande força, e se não pode-se dizer que seja algo inovador, possui o principal que é a personalidade, caindo como uma ótima surpresa dentro de um gênero ainda em desenvolvimento no país. Se eu fosse você, não esqueceria este nome: Hate Handles!
Talvez o nome Thomas Zwijsen ainda não fosse tão conhecido, mas após o sucesso de visualizações de seus vídeos no youtube, e em seguida pela sua parceria com Blaze Bayley, esse talentoso guitarrista/violonista, que cita como suas influências nomes que vão de Yamandu Costa a Dream Theater, vem ganhando mais e mais admiradores e vem chamando cada vez mais atenção, inclusive aqui no Brasil, onde está em tour com Blaze, e que se estenderá até fevereiro, percorrendo várias cidades de canto a canto do país.
Aproveitamos a passagem da tour pelo RS, para conversar com Thomas e falar um pouco mais sobre sua carreira, a parceria com Blaze (co-autor de músicas para o álbum "King of Metal" e o EP em conjunto, "Russian Holiday"), o projeto "Nylon Maiden" e seu novo trabalho, que será lançado em abril, e contará com muitos convidados de peso! Confira abaixo os principais trechos da conversa com esse talentoso músico, que começou muito jovem na música, e com certeza vai ter uma trilha repleta de êxitos. (English Version HERE)
RtM: Bem Thomas, para os fãs conhecerem um pouco mais sobre sua carreira,
diga-nos quando você começou a tocar, e quem incentivou você no início?
TZ: Quando eu era criança, meu pai estava construindo sua
própria guitarra clássica em casa, como um hobby, então havia sempre muitas
guitarras disponíveis na casa. Quando eu tinha cerca de 9 anos, meus pais me
mandaram para uma escola de música. Uma das minhas maiores influências, em
seguida, foi John Williams.
RtM: E sobre a sua formação musical ? Conte um pouco mais ?
TZ: Eu fui para a escola de música e, em seguida, para o Conservatório
de Roterdã, onde estudei violão brasileiro e latino/Jazz. Depois que eu fui
para o conservatório de Arnhem comecei a estudar violão clássico .
RtM: E quais são suas principais influências na música ?
TZ: Eu sou influenciado por muitos músicos e bandas. Alguns dos
meus guitarristas favoritos são Vicente Amigo, Pedro Javier Gonzalez, Yamandu
Costa, Paco de Lucia, John Williams, Steve Morse, Janick Gers, etc. Eu também gosto de bandas como Iron Maiden, Deep
Purple, Dream Theater, Helloween, Edguy, Europe ...
RtM: Você tem um projeto, chamado de "Nylon Maiden", onde você toca músicas do Iron Maiden com a guitarra clássica. Quando a ideia
para este projeto surgiu e como o Iron Maiden entrou em sua vida?
TZ: O Iron Maiden entrou na minha vida quando um amigo me mostrou
o álbum “Powerslave”.
Eu estava ouvindo punk de bandas como The Offspring, nesse
momento, e tinha adquirido a minha primeira guitarra elétrica. Quando ouvi
Aces High pela primeira vez, eu fiquei encantado!
A ideia do “Nylon Maiden”
começou quando eu estava testando uma nova guitarra em uma loja. Passei a
introdução de “Wasted Years” em um violão clássico e tentei adicionar algumas
partes de baixo nela... de repente eu arranjei a música inteira e cloquei no
YouTube. A quantidade de visualizações e comentários foi (e é ) esmagadora,
então eu continuei a fazer isso.
RtM: E a parceria com Blaze Bayley? Como tudo começou ?
TZ: Fui ao seu show em Antuérpia e pedi a ele.
RtM: E ele já conhecia o seu trabalho? E você se lembra qual foi
a primeira música que você compôs com o Blaze ?
TZ: Sim, alguém lhe mostrou antes, seu antigo empresário. A
primeira música, não tenho ideia! Isso foi há muito tempo atrás .
RtM: Foi para o "King of Metal"?
TZ: Sim! Isso!
RtM: Você está preparando um novo álbum. O que você poderia nos adiantar
a respeito? Serão apenas músicas inéditas? Quantas músicas estarão no álbum?
TZ: O álbum está quase pronto! O título é "Nylonized" e a pré-venda começará em janeiro. Há 12 canções no álbum, contendo
arranjos de guitarra solo clássicos, no
estilo de bandas como Deep Purple, Alice Cooper, Rainbow, Dream Theater, The
Who, Iron Maiden, bem como algumas surpresas (uma peça para violão erudito do
Paraguai). Três das músicas do álbum foram compostas por mim.
Uma das músicas é um épico nove minutos, com muitos
convidados especiais. Esta canção pode ser descrita como uma ópera flamenco/metal.
RtM: Você mencionou que você tem muitos convidados neste novo
álbum, cantores, tecladistas e guitarristas. O que você poderia nos contar
sobre os convidados? Fale primeiro sobre os cantores, eu ouvi sobre Danny
Filth, e eu acho que vai ser um álbum cheio de surpresas e com muitas
nuances musicais, como músicas pesadas, músicas clássicas ...
TZ: Sim, eu estou surpreso com a quantidade de convidados! Eu
acho que existem 15 músicos convidados no álbum. Os outros cantores são Damian Wilson (Threshold,
Ayreon), Blaze Bayley ( ex- Iron Maiden), David Readman (Voodoo Circle,
Pink Cream 69). Também a cantora de jazz Tess Gaerthe, em uma música. Baixo fretless por Lehmann, que também tocou no "King Of Metal”
com Blaze.
RtM: E os guitarristas? Você comentou a respeito de alguns de
seus heróis.
TZ: Um guitarrista muito impressionante no álbum é Ben Woods,
da banda Flametal. E por falar em heróis da guitarra, sim! Kee Marcello do Europe tocou alguns solos insanos!
RtM: E tecladistas? Acho que ouvi sobre Derek Sherinian.
TZ: Sim, Derek está tocando piano e teclados em 3 faixas! Derek
tem sido uma das minhas maiores influências musicais nos últimos anos. Eu tenho
todos os álbuns que ele já tocou, e absolutamente amo o seu trabalho. Para
mim, este é um sonho se tornando realidade!
RtM: E quem mais está envolvido na produção e composição do álbum?
TZ: Uma pessoa muito importante na criação deste álbum é o meu
baterista Nathanael Taekema. A canção épica de 9 minutos, a ópera flamenco
metal é um resultado direto de uma jam session com ele. Toda vez que nos
reunimos para compor ou fazer uma jam, algo muito legal sai.
Ele é muito bom, com marcações de tempo estranhas, enquanto
eu estou mais focado em melodias e harmonias. Esta combinação funciona muito
bem!
Também muito importante no processo é Raoul Soentken, o engenheiro de
mixagem . É um prazer de usar seu belo estúdio e seu conhecimento de softwares
realmente ajuda muito!
RtM: Está quase tudo finalizado então?
TZ: No momento, ele (Raoul Soentken) está terminando as mixagens finais, enquanto
eu estou em turnê no Brasil. O álbum será masterizado por Maor Applebaum, que
trabalhou para bandas como Sepultura, Adrenaline Mob, Halford, etc. Nós
gostamos tanto das canções deste álbum, que com certeza apresentarão o melhor em termos de qualidade de som.
Também muito importante na produção, Sam O'Doherty da
Yellowdog, ele foi o encarregado dos contatos com todos os músicos convidados.
RtM: Você tem uma data de lançamento do “Nylonized”? Você tem
contato com algum selo para lançá-lo?
TZ: A data de lançamento será 11 de março. A pré-venda começará
em janeiro. As pessoas que fizerem a pré-encomenda do álbum terão seus nomes
no encarte! O álbum será lançado pela Yellowdog/Blacklake .
Thomas com a equipe Road to Metal em Santo Ângelo
RtM: E sobre esta tour com Blaze Bayley? Você tem viajado longas
distâncias! Mas com certeza vale a pena o tempo na estrada! Notei que a
recepção está sendo ótima.
TZ: É verdade, no momento estou fazendo uma viagem 30 horas!
Alguns dias atrás nós tocamos no festival Feliz Metal no Amazonas. Todas essas horríveis horas na
estrada e vôos absolutamente valem a pena. Os fãs no Brasil são simplesmente
inacreditáveis!! É cansativo, mas eu poderia fazer isso todos os dias da minha
vida, não há problema.
RtM: Eu gostei da ideia da
turnê simultânea, com shows acústico e elétricos. Como surgiu a ideia de
fazê-la neste formato? A maioria, creio eu, prefere os shows plugados, mas
depois de assistir ao acústico, eu tenho certeza que vão sair satisfeitos, porque
é diferente e bombástico! O show em Santo Ângelo foi incrível !!
TZ: Obrigado! Eu amei o show em Santo Ângelo. Muitas pessoas
preferem o show elétrico, mas depois que assistem o acústico eles dizem: "Oh
, esse é o melhor show que eu já vi ". No Brasil, os fãs parecem realmente
apreciar os shows acústicos.
Para mim, é mais desafiador e musical, tocando
todas as partes de guitarra, baixo e bateria em apenas um violão. Os espetáculos
elétricos são muito legais também, eu abro o show com um conjunto de canções do
“Nylon Maiden” e, em seguida, a banda entra em palco e nós fazemos um show
completo.
RtM: Para divulgar o seu trabalho, eu acho que essa turnê está
sendo ótima. E eu acredito que você vai voltar a promover o seu novo álbum. O
que você acha ?
TZ: Sim, eu tenho certeza que eu vou voltar! Em março eu começarei uma turnê solo na Europa para
promover o novo álbum, e em abril começa o Master Guitar Tour (masterguitartour.com), eu adoraria trazer estes projetos para o Brasil também, porque é o meu país
favorito para tocar!
RtM: Bem Thomas, obrigado pelo seu tempo, aprecie o passeio, as belezas brasileiras (e o calor
também! ) e toda a amizade, eu acho que você fez muitos novos fãs e amigos
aqui! E eu deixo este espaço para que você envie uma mensagem para os fãs
brasileiros !
TZ: É difícil encontrar as palavras certas para descrever o quão
incríveis os fãs brasileiros são!! Nesta turnê eu conheci as pessoas mais
agradáveis, loucas e legais de todos os tempos! Quando eu estou assistindo
os vídeos de meus sets do “Nylon Maiden”
no Brasil, percebo que a maior parte do tempo, os fãs soam mais altos do que
eu. Eles fazem o show!!! É ótimo!!
Perhaps the name Thomas Zwijsen was still not as well known, but after the success of views of your videos on youtube, and then by its partnership with Blaze Bayley, everything is changing, and this talented guitarist/composer, who cites as his influences names ranging from Yamandu Costa (famous brazilian guitarist) until Dream Theater, has been gaining more and more admirers and has been drawing increasing attention, including here in Brazil, where he is on tour with Blaze, and will last until february. Leveraging the passage of the tour here, we talk with Thomas to know a little more about your career, the partnership with Blaze, the "Nylon Maiden" and your new album, which will be released in April, and will feature many guest stars ! Check out the main parts of the conversation with this talented musician, who started very young in music, and will certainly have a road full of successes.
RtM:Well Thomas, for the fans know a
little more about your career, tell us when you started playing, and who
encouraged you early on?
TZ: When I was a kid my father was
building his own classical guitars at home as a hobby, so there were always many
guitars available in the house. When I was about 9 years old my parents sent me
to music school. One of my greatest influences then was John Williams.
RtM: What about your musical background?
TZ: I went to music school and then to
the conservatoire of Rotterdam, where I studied Brazilian guitar and
Latin/Jazz. After that I went to the conservatoire of Arnhem to study classical guitar.
RtM: And what your main influences in the
music?
TZ: I’m influenced by many musicians and
bands. Some of my favorite guitarists are Vicente
Amigo, Pedro Javier Gonzalez, Yamandu Costa, Paco de Lucia, John Williams, Steve Morse, Janick Gers,
etc.. I like bands such as Iron Maiden, Deep Purple, Dream Theater, Helloween,
Edguy, Europe...
RtM: You have a project, called “Nylon
Maiden”, where you play Iron Maiden songs with classical guitar. When the idea
for this project came about and how Iron Maiden came into your life?
TZ: Iron Maiden came into my life when a
friend showed me the Powerslave album.
I was listening to punk bands like
The Offspring at that time, and just got my first electric guitar. When I heard
Aces High for the first time I was blown away!
The Nylon Maiden idea started when I
was testing a new guitar in a shop. I played the intro of Wasted Years on
a classical guitar and tried to add some bass parts to it.. suddenly I
arranged the whole song and put it on YouTube. The amount of views and comments was
(and is) overwhelming, so I continued doing this.
RtM: And the partnership with Blaze
Bayley? How it Started?
TZ: I went to his concert in Antwerp and
asked him.
RtM: And he already knew your work? And did you remember what was the first song that you compose with Blaze?
TZ: Yes, somebody showed him before, his old manager. The first song, no idea! That's too long ago.
RtM: Was to the "King of Metal Album"?
TZ: Yes, it was!
RtM: You are preparing a new album. What
could you tell us about it? Will be only unreleased songs? How many songs
will be in the album, and it will be acoustic?
TZ: The album is almost finished! The
title is “Nylonized” and the pre-sale will start in January. There are 12 songs on
the album, containing classical solo guitar arrangements of bands like Deep
Purple, Alice Cooper, Rainbow, Dream Theater, The Who, Iron Maiden, as
well as some surprises(even a classical guitar piece from Paraguay). 3 of
the songs on the album are composed by me.
One of the songs is a 9 minute epic,
featuring many special guests. This song can be seen as a flamenco/metal
opera.
Live in Santo Ângelo, Brazil, With Blaze and Anne Bakker
RtM: You mentioned you have many guests
at this new album, singers, keyboardists and guitar players. What could you
tell us about the guests? Talk first about the singers, I heard about Danny
Filth, and I’m think it will be an album full of surprises and with many musical
nuances, like heavy songs, classical songs…
TZ: Yeah, I’m surprised by the amount of
guests myself! I think there are 15 guest musicians on the album. The other
singers are Damian Wilson (Threshold, Ayreon), Blaze Bayley (ex-Iron
Maiden), David Readman (Voodoo circle, Pink Cream 69). Also jazz singer Tess
Gaerthe is joining me on one song. Fretless bass is played by Lehmann, who also
played on the King Of Metal album with Blaze.
RtM: And the guitarists? You talk about
some of your heroes.
TZ: A very awesome guitarist on the
album is Ben Woods, from the band Flametal. And speaking of guitar heroes, yes!
Kee Marcello from Europe is playing some insane solos!
RtM: And Keyboardists? I think I heard
about Derek Sherinian.
TZ: Yes, Derek is playing piano and
keyboards on 3 tracks! Derek has been one of my biggest musical influences in the
past years. I have every album he ever played on and absolutely love his
work. For me this is a dream coming true!
RtM: And who else is involved in the
production and composition of this album?
TZ: A very important person in the
creation of this album is my drummer Nathanael Taekema. The 9 minute epic
flamenco metal opera song is a direct result of a jam session with him.
Every time we get together to compose/jam something very cool comes out.
He is
very good with odd time signatures, while I’m more focussed on melodies
and harmonies. This combination works just great! Also very important in
the process is Raoul Soentken, the mixing engineer. It’s a pleasure to use his
beautiful studio and his knowledge of the
software really helps a lot!
RtM: Almost everything is finalized then? TZ: At the
moment he (Raoul) is finishing the final mixes, while I’m touring in Brazil. The album
will be mastered by Maor Applebaum, who works for bands as Sepultura,
Adrenaline Mob, Halford, etc. We like the songs on this album so much that we
absolutely want to go for the best in terms of sound quality.
Also important in the production is
Sam O’Doherty from Yellowdog, he is in charge of the communication with all
the guest musicians.
Thomas with Road to Metal Team
RtM: Do you have a release date? Do you
have contact with some label to release it?
TZ: The release date is 11th of march.
Pre-sale will start in January. People who pre-order the album will have their
names in the booklet! The album will be released by Yellowdog/Blacklake.
RtM: And about this tour with Blaze
Bayley? You have traveled long distances!! But sure it is worth your while! I
noticed that the reception is being great.
TZ: True, at the moment I’m doing a 30
hour travel! A few days ago we played at Feliz Metal festival in the Amazone.
All these horrible drives and flights are absolutely worth it. The fans in
Brazil are just unbelievable. It’s exhausting, but I could do this every day of my
life, no problem..
RtM: I liked the idea that simultaneous
tour, with acoustic and regular show. How did the idea to do it in this format
come from? Most, I believe, prefers plugged show, but after watching the
acoustic, I'm sure will leave satisfied, because it is different and bombastic! The show in
Santo Ângelo was amazing!!
TZ: Thanks! I loved the show in Santo
Angelo. Many people prefer the electric show, but after they’ve seen the
acoustic they say “oh, that’s the best show I’ve ever seen”. In Brazil the fans seem
to really appreciate the acoustic shows. For me it’s more challenging and
musical, playing all the guitar parts, bass and drums in just one guitar. The
electric shows are very cool too, I open the show with a Nylon Maiden set, and then
the band comes on the stage and we do a full show.
RtM: To divulge your work, I think this
tour it’s being great. And I believe you will come back to promote your new album.
What do you think?
TZ: Yeah I’m pretty sure I will return!
In March I start a solo tour in Europe to promote the new album, and in April
starts the Master Guitar Tour (www.masterguitartour.com), I’d love
to bring these project to Brazil too, because it’s my favorite country to
play!
RtM: Well Thomas, thanks for your time,
enjoy the tour, the Brazilian beauties (and the heat too!!) and all the
friendship, I think you have made many new fans and friends here! And I let this space
to you to send a message to Brazilian fans!!
TZ: It’s difficult to find the right
words to describe how awesome the Brazilian fans are. On this tour I met the most
nice, crazy and cool people ever! When I’m looking back at videos from my Nylon
Maiden sets in Brazil, I notice that most of the time the fans are louder than
I am. They make the concert.. it’s just great! Interview by: Carlos Garcia
Photos: Road Team and Artist Divulgation
Em meados de 1973 se reuniria dois jovens que seriam nos dias de hoje dois dos mais importantes do Metal canadense e mundial. Quando o guitarrista Steve "Lips" Kudlow e o baterista Robb Reine se reuniram para tocar junto em Toronto jamais poderiam imaginar que seriam os principais nomes de uma banda que perduraria até os dias de hoje com muita maestria. “Hope in Hell” (2013) nos traz todo peso e agressividade de forma inimaginável para uma banda com aproximadamente 33 anos e com 18 álbuns lançados.
O CD já começa com a música de título, “Hope in Hell”, muito cadenciada e com um peso forte, quebradas de tempo sensacionais, essa música marca muito “riffs solados” na hora do refrão, ótima musica a lá estilo Anvil de ser.
Robb Reine inicia seus estupendos trabalhos em viradas espetaculares em “Eat Your Words”, o baixo também está muito audível acompanhando o riff principal, essa faixa mostra que a idade é o que menos pesa para a banda nos dias de hoje.
Trio é o primeiro nome lembrado quando se fala em Metal canadense
“Through With You” começa com uma pegada bem Rock’n Roll anos 70, mas depois é criada uma levada fenomenal em cima dela, com uma sutileza na guitarra, mas sem perder o peso a música entra em diferentes formas, essa faixa lembra trabalhos incontestáveis, o solo é criado perfeitamente para o momento, o vocal encaixado sem erro em todas linhas da música.É incrível como Anvil tem esse poder de conseguir mesclar o Heavy Metal Clássico com o Speed Metal em um só álbum, e essa música traz toda a personalidade da banda.
Em “Pay The Toll”, o Heavy Metal Clássico vem à tona, nos fazendo acreditar que o Rock’n Roll ainda corre nas veias desses três monstros do Metal, novamente a guitarra rouba a cena e os solos são marcas dessa música, com certeza uma das faixas que fará desse álbum um futuro clássico do grupo.
Para quem pensava que a cadência e o peso já tinham ficados para trás se engana, em “Call Of Duty” o peso volta e volta com tudo, os vocais acompanhando as guitarras ficaram muito bem montadas, em plena forma Robb mostra que não veio para brincadeira neste álbum, trabalhando muito, os pratos e os tons não param sendo tocados com extrema perfeição.
“Badass Rock N Roll” já fala por si, Rock’n Roll puro com a marca da banda, Metal puro sem frescuras que rendeu um vídeo clip, um Rock’n Roll realmente remetente a época de ouro.
Voltando Speed Metal em “Shut The Fuck Up”, Anvil mostra toda sua personalidade como banda, Robb leva a condução desta música como se estivesse dirigindo um rolo compressor, realmente uma faixa rápida e massacrante na bateria.
Quando uma banda fala em “Bônus Tracks” quer dizer que coisa boa vêm a caminho, com Anvil não poderia ser diferente. Em “Hard Wired” e “Fire At Will” a banda tem uma linha bem poderosa, músicas perfeitas para fechar um álbum com chave de ouro, leva fãs a um poder do qual nunca pensariam em chegar, realmente fecha o álbum com muita maestria.
Para quem gosta de Anvil já é considerado um clássico antes de ter ouvido até o fim e para quem quer conhecer a banda já deveria ter ouvido há muito tempo.
Estamos diante de um dos melhores trabalhos em 30 anos de banda
Desde que Stu Block entrou no Iced Earth, substituindo a verdadeira voz da banda, Matthew Barlow (hoje no Ashes of Ares), o grupo tem encontrado novamente seu caminho, ampliando sua legião de fãs e tocando em muitos países pela primeira vez, como no Chipre, onde rendeu até mesmo o DVD ao vivo “Live In Ancient Kourion” (2013).
Stu Block (vocal) mostra seu lado mais agressivo e grave em novo disco, sem usar quase agudos
Mas a grande expectativa estava voltada para o sucessor de “Dystopia” (2011), anunciado em 2013 e que sai no próximo dia 6 de janeiro com o nome de “Plagues of Babylon”. E podendo ouvi-lo já há alguns dias, uma certeza surge: Jon Schaffer (guitarra e backing vocals) e banda se superaram!
Com o aperitivo já dado no EP “The Plagues” (confira resenha aqui), o Iced Earth já mostrava que estava com um álbum muito pesado nas mãos, provavelmente o disco mais agressivo, em todos os sentidos, da carreira que completa 3 décadas de história neste ano que começa agora.
A formação que gravou o disco, ainda com o brasileiro Saini (último à direita)
Como de praxe, algumas mudanças na formação entre o disco anterior e este novo lançamento não foram capazes de desestabilizar a banda, já que Freddie Vidales (baixo) e Brent Smedley (bateria), este considerado clássico na banda, deixaram o grupo durante as turnês do “Dystopia”.
Para “Plagues of Babylon”, a chegada do novo baixista Luke Appleton e do baterista brasileiro Raphael Saini (que apenas gravou o álbum e participou de uma turnê, sendo substituído por ninguém menos que Jon Dette) caíram como uma luva, mostrando que Schaffer sabe selecionar os melhores para acompanhar a banda e, dessa formação que segue com Troy Seele nas guitarras, nasceu esse que é o primeiro grande lançamento de 2014 e, certamente, o veremos nas listas de melhores de 2014 daqui 12 meses.
São canções de grande peso, com riffs bastante carregados, cavalgados, como sempre, pelo talento do líder nato Jon, que com muita gana está numa de suas melhores fases de inspiração, pois na década passada passou por momentos em que estava mais interessados em compor discos com enredos complexos, esquecendo de caprichar nas seis cordas. Neste, parte do disco segue a saga iniciada em “Something Wicked This Way Comes” (1998), noutra parte traz canções avulsas.
Com o carro-chefe “Plagues of Babylon” iniciando este futuro petardo, você já se impressiona com a postura atual do grupo, que retorna a flertar de muito perto com o Thrash Metal, sem falar em letras carregadas, cuspidas e escarradas, na melhor forma feita por bandas de Metal extremo. E a primeira coisa se evidencia e que será comprovada ao longo do álbum: Stu Block, que exagerava nos vocais agudos no disco anterior, aqui praticamente os deixou de lado, utilizando-os aqui e acolá, em pontos bem estratégicos, o que deu espaço para o melhor da sua voz, que é o timbre grave e rasgado.
A formação que sairá em turnê mundial, com o renomado Jon Dette (ex-Slayer, Testament, Exodus) à esquerda
“Democide” vai colocar brilhos nos olhos dos fãs mais antigos da banda, já que ela parece ter sido tirada das gravações de “Burnt Offerings” (1995) e vai mantendo o pique dado pela faixa de abertura, sem deixar a velocidade de lado, com interpretação marcante de Stu, a bateria de Saini que parece que vai derrubar paredes merece sempre menção, pois foi um trabalho primoroso. Se faltava uma faixa para acompanhar “Violate” nos shows, esta deverá ocupar seu lugar.
E enquanto você já está impressionando e com a certeza que as duas faixas até agora já valeriam o disco todo, você toma outra bofetada: “The Culling”. Que faixa, meus amigos! Mais cadenciada que as anteriores e com grande melodia no refrão (lembrando a fase mais recente do grupo), certamente irá agradar os fãs, no disco e ao vivo também.
Ainda não havia mencionado, mas “Plagues of Babylon” é um disco com algumas participações especiais, como Michael Poulsen (Volbeat), Russel Allen (Symphony X, Adrenaline Mob) e Hansi Kursch (Blind Guardian), este último companheiro de Schaffer no projeto Demons and Wizards e que aqui participa de várias faixas em backing vocals e a principal dela é “Among the Living Dead”, já lançada no EP, e que também massacra os pescoços de qualquer headbanger que se preze. Ouça e se impressione com os gritos de Hansi!
“Resistance” parece sido tirada do álbum “Framing Armageddon” (2007), porém trazendo Stu cantando bem grave. Uma boa faixa. Já a seguinte, “The End?” é, quem sabe, o ponto máximo do disco, com seus mais de 7 minutos, além de ser a faixa mais longa do trabalho, mostra a capacidade de ousadia do grupo que, com a experiência que esse nome tem, não é de surpreender. Depois da faixa-título, minha canção favorita.
Como não poderia deixar de ser, há sempre espaço nas composições da banda para as chamadas “baladas Heavy” e é deste disco aquela que, provavelmente, poderá concorrer com clássicas como “I Died For You” e “Watching Over Me”. Falo de “If I Could See You”, já presente no EP e nos shows da banda, é o momento mais bonito do disco. Na linha, mas com menos brilho, ainda temos “Spirits of the Time”, que, na verdade, é regravação do projeto de Schaffer Sons of Liberty e podia ter ficado de fora do disco (quem sabe presente no EP apenas) e “Peacemaker”, esta uma ótima canção, mas ainda aquém das demais do disco.
Das composições que, se não se destacam como outras, tornam o álbum sólido, com maior heterogeneidade, há “Chtulu”, onde temos vocais limpos de Stu e um clima mais sombrio, assim como “Parasite” que, de algum modo, me remeteu aos grandes sons do “Horror Show” (2001).
A versão de luxo traz o cover de “Highwayman”, da banda de próprio nome, e é aqui que a banda encontra Russel e Michael, além de que Schaffer lidera os vocais. São apenas 3 minutos, mas que como bônus veio a calhar.
“Plagues of Babylon” me impressiona ainda mais do que o fez seu antecessor, cumprindo uma antiga promessa do próprio Schaffer, que falou que a banda superaria a si mesma com o novo disco e a verdade se confirma neste incrível trabalho. Agora, com uma turnê mundial por iniciar (apenas um show no Brasil, em São Paulo, em 23 de março), a praga chamada Iced Earth deve, finalmente, se espalhar por todo o mundo e a banda alcançar o patamar de um dos maiores nomes da cena dos últimos anos! Eu já sou fã e este trabalho só reforçou isso. Ouça com sangue nos olhos!
Não é novidade nenhuma a paixão do mentor do Nightwish por trilhas sonoras e filmes da Disney, e depois do filme "Imaginaerum", novamente ele se aventura por caminhos semelhantes, pois o compositor vai lançar em abril seu novo álbum solo, que será uma trilha sonora para o comic-book "The Life and Times of Scrooge McDuck" (personagem de Carl Barks, licenciado para Walt Disney, conhecido aqui no Brasil como "Tio Patinhas", o ricaço e avarento tio do Pato Donald).
O comic-book criado por Don Rosa, baseado no personagem de Carl Barks, originalmente trazia 12 capítulos, posteriormente sendo adicionados outros. O autor recebeu vários prêmios pelo trabalho, incluindo o "Will Eisner Awards" em 1995.
Don Rosa e Tuomas
Tuomas trabalhou no álbum durante o ano de 2013, e conta que o comic-book em questão foi muito marcante desde que o leu pela primeira vez, e agora realiza um sonho, podendo prestar essa homenagem a um dos maiores contadores de histórias de nossa época. Conta ainda que a sonoridade será inspirada em música clássica, folk e trilhas, citando Enya, Michael Nyman, Vaughan Williams e James Newton Howard.
O próprio Don Rosa será o responsável pela arte do álbum, e na parte musical, Tuomas contará com vários convidados, como Tony Kakko (Sonata Arctica), Troy Donockley (Nightwish), London Orchestra e The Metro Voices. Produzido e escrito por Tuomas, o álbum também terá parceria de Pip Williams nos arranjos orquestrais, que vem colaborando com o Nightwish desde o álbum "Once".
Capa do Comic-Book
O lançamento está previsto para abril de 2014, pela Nuclear Blast, terá 10 faixas e será divulgada em breve a música "A Lifetime of Adventure", que terá um vídeo também.
Para os fãs do compositor, fãs de quadrinhos e trilhas, com certeza será um lançamento aguardado para 2014, e podemos esperar um álbum com muita musicalidade e qualidade, visto os músicos e a produção envolvida, além do fascinante personagem principal, e estamos certos que foi envolvido muito feeling nesse trabalho.
Tony Kakko (ao centro) participa do álbum
Tuomas ainda comentou, em entrevista para um veículo finlandês:
"Este é
um livro sobre a própria vida. Que insondável privilégio é, quais são as coisas
que realmente importam durante a nossa existência. É sobre a imensa beleza do
mundo e suas possibilidades vistas através dos olhos de um complexo, implacável e honesto personagem. É sobre o amor e a família, o ganho e a perda,
a escuridão e renascimento....E, acima de tudo , bem, é apenas boa diversão à moda antiga de contar
histórias!"