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sexta-feira, 23 de setembro de 2022

Anvil: Autênticidade que Chega a Marca dos 19 Álbuns


"Autêntico", acho que essa é a melhor palavra para definir os canadenses do Anvil. Com seu Heavy Metal e conteúdo lírico e visual que trazem muitos dos elementos que viraram clichês do gênero, mas diferença é que o Anvil estava lá desde o início. 

Formada no final dos anos 70 e que viu e viveu o boom do Heavy Metal nos anos 80, eles caminharam entre os grandes, porém  depois de um início dividindo grandes palcos, não tiveram o mesmo sucesso de alguns nomes com os quais compartilharam aplausos, vivendo um período de obscuridade.


Com uma história repleta de dificuldades, que inclusive virou depois filme em 2008, e trouxe a redenção para esses batalhadores, que estiveram a beira de desistir. 

Certo é que depois do sucesso do filme/documentário "The Story of Anvil", Steve Lips e Robb Reiner  viram o jogo virar e hoje finalmente vivem da música, lançam álbuns por selos de renome, são presença constante em festivais e convidados de tours de nomes como Metallica, tocando para grandes públicos. 

O objetivo de ser uma banda bem sucedida, o qual chegaram a sentir o gosto lá no começo, e depois só pareceu ter sido só um sonho, tornou-se real.

Os canadenses chegaram este ano ao seu 19° álbum de estúdio, "Impact is Imminent", trazendo seu Heavy Metal com pegadas de Thrash e Speed, sem grandes rodeios ou grandes surpresas sonoras, simplesmente despejando riffs com muita pegada, Metal na cara, e sim, às vezes chegando quase no limite do clichê, mas a diferença é aquela que já falamos, eles são autênticos, estavam lá desde o início, portanto soam verdadeiros.

A intro em "Take a Lesson", com um locutor de rádio apresentando a banda com os adjetivos que bem a representam, logo dá espaço para um Heavy Metal tradicional cativante e com batida ritimada.


E entre faixas que transitam pelo tradicional, Thrash e Speed, o Anvil proporciona uma audição que sempre garante diversão, com ênfase nos riffs e refrãos, variando entre ritmos ora cadenciados, como na "Lockdown", de andamento meio tempo, mais melodiosa e na minha opinião a faixa mais cativante e legal do disco, ou ora atacando em temas mais rápidos, como em "Ghost Shadow", "Someone to Hate" e "Bad Side of Town", que além do refrão grudento, tem um trechinho de guitarra que parece fazer referência a "Born to be Wild" 

A banda soa vigorosa e atual, mas a veia 80's natural está sempre presente, e muito evidente em vários momentos, como por exemplo em "Fire Rain", com seu riff que cativa de imediato.

E eles soam também Rock n' Roll, numa pegada AC/DC na faixa "Explosive Energy", e mostram suas inspirações no som pesado 70's em "Shockwave". E ainda vale menção para as divertidas e dançantes instrumentais, "Teabag" e  "Gomez", soam como direi...uns Twists metálicos, com instrumentos de sopro. O ritmo até me lembrou o tema de abertura do seriado do Batman dos anos 50.

Isto é Rock n' Roll, é Heavy Metal, é Anvil, e é autêntico e muito legal!

Texto: Carlos Garcia

Banda: Anvil
Álbum: "Impact is Imminent" 2022
País: Canadá
Estilo: Heavy Metal
Selo: AFM Records/Shinigami Records

Adquira o álbum no site do selo Shinigami

Tracklist: 
1. Take A Lesson
2. Ghost Shadow
3. Another Gun Fight
4. Fire Rain
5. Teabag
6. Don´t Look Back
7. Someone To Hate
8. Bad Side Of Town
9. Wizard´s Wand
10. Lockdown
11. Explosive Energy
12. The Rabbit Hole
13. Shockwave
14. Gomez








segunda-feira, 16 de janeiro de 2017

Kataklysm: Agressividade "Trampada"



Por certo, o KATAKLYSM é um dos grandes nomes do Metal canadense já há algum tempo. Sua trajetória com bons lançamentos foi responsável por isso, e se nota que a gravadora aposta bastante neles, com uma produção e divulgação excelentes, inclusive vários vídeos deste álbum. Mostra-se sempre firme e forte em prol de um Death Metal técnico, diverso, mas ainda pegado, e este mais recente "Of Ghosts And Gods" não foge à regra.

O fato é que durante os anos mais recentes a banda absorveu influências cada vez mais modernas ao seu som, fazendo com que se tornasse mais intrincado, com generosas partes melódicas e ‘grooveadas’.
Acredito que a banda funcionaria melhor se enfatizasse mais a brutalidade do que a melodia. Mas essa é outra questão.

De qualquer forma, o álbum é muito bem feito. Os riffs dão um soco nas tuas fuças, e ficam martelando. Ao passo que as quatro cordas riffam conjuntamente com as guitarras e sobrecarregam o peso. Algumas composições trazem algo de Thrash Metal também, principalmente nas levadas de batera. “Thy Serpent’s Tongue” lembra SEPULTURA (fase Chaos AD); “Vindication” se trata de um grande som também; “Soul Destroyer” é puro Thrash com riffs na cara; “Hate Spirit” vem com uma parte cadenciada, alternando vocais urrados com vocais tipicamente ‘Black Metal’ fazendo contraponto. Ficou interessante. O álbum fecha com a longa “The World Is A Dying Insect”.


Pude notar que tanto a banda quanto a produção buscou apurar ao máximo cada detalhe de cada música, para que nada ficasse fora do lugar. A precisão da banda na construção das composições é um ponto positivo, haja vista, que mesmo quebradas, elas não perdem o fio de meada, não correndo o risco de se tornar um som retalhado e sem sentido. Andy Sneap foi responsável pela mixagem e masterização.
A sombria arte da capa foi desenhada pelo estúdio Art By Survey e segundo a banda “a arte final estampa uma sinistra realidade humana belamente perturbadora”.

Texto: Marcello Camargo
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: KATAKLYSM
Álbum: Of Ghosts And Gods
Ano: 2015
País: Canadá
Estilo: Death Metal
Gravadora: Nuclear Blast Records/Shinigami Records

Gostou do que leu e ouviu? Adquira o álbum no site da Shinigami

Banda
Maurizio Iacono (Vocais)
Jean-Francois Dagenais (Guitarra)
Stephane Barbe (Baixo)
Oli Beaudoin (Bateria)




Tracklist
01. Breaching The Asylum
02. The Black Sheep
03. Marching Through Graveyards
05. Vindication
06. Soul Destroyer
07. Carrying Crosses
08. Shattered
09. Hate Spirit
10. The World Is A Dying Insect

Contatos


       


       

segunda-feira, 14 de novembro de 2016

The Agonist: Permitindo-se Ir Além




A banda canadense The Agonist faz uma mistura de Metalcore e Death Metal Melódico. Com Vicky Psarakis nos vocais (que entrou na banda após a ida de Alissa White-Gluz para o Arch Enemy), a banda se destaca pela alternação dos vocais rasgados e agressivos e partes limpas. Destaca-se também o instrumental intenso, técnico e empolgante. Em outubro a banda lançou o álbum "Five" pela Napalm Records. “The Moment”, música que abre o álbum, tem um refrão com certo apelo comercial, talvez por isso tenha sido escolhida para clipe. “The Chain” é uma porrada que explora bem a versatilidade vocal de Vicky. A pesada “The Anchor and the Sail” com certeza é uma música para se ouvir repetidas vezes. 

Em “The Game”, simplesmente me apaixonei pelos vocais limpos dessa música, cheios de emoção, é uma pena ter apenas 2 minutos e 51 segundos! Também me viciei na música "The Ocean", a mistura perfeita de peso e melodia. Da melhor qualidade, “The Hunt”, também já ganhou vídeo, com certeza foi uma boa escolha. Desde a entrada de Vicky para a banda, o The Agonist tem se permitido ousar mais, por exemplo em "Raven Eyes", onde o peso foi substituído por um violão e instrumentos de cordas ao fundo. O álbum segue com um pequeno instrumental orquestrado, “The Wake” nos deixa na expectativa do que vem em seguida



Em “The Ressurrection” torna-se marcante pela forte pegada da bateria. Em “TheVillain” mais uma vez Vicky prova que dá conta do recado tanto nos vocais mais calmos e melódicos, quanto nos vocais mais agressivos, a música ainda merece destaque pelos solos de guitarra. Mais um excelente trabalho deste álbum é a pesada “The Persuit of Emptiness”. Em seguida, a lenta “The Man Who Fell The Earth”, com um vocal potente e cheio de feeling. Apesar de não ser das mais pesadas, “The Trial” também está na lista das minhas favoritas. E para finalizar com chave de ouro a faixa “Take Me To Church”, cover do cantor irlandês Hozier.

Five mostra um The Agonist, corajoso, ousado, sem medo de experimentar coisas novas, sem perder sua identidade sonora. É um álbum mais acessível em relação aos anteriores, muito bem produzido. Irá agradar a quem já é fã da banda, mas com certeza atrairá quem ainda não conhece. Sou um pouco suspeita, mas dos lançamentos de 2016, este álbum está na lista dos meus favoritos.
 Rate:9/10
 
Texto: Raquel de Avelar
Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: The Agonist
Álbum: "Five" 2016
Estilo: Melodic Death Metal, Metalcore
País: Canadá
Selo: Napalm Records

 
Line Up:
Vicky Psarakis: Vocais
Danny Marino: Guitarras
Chriss Kells: Baixo
Simon Mckay: Bateria
Pascal "Paco" Jobin: Guitarras
 
Acesse os canais oficiais:

sexta-feira, 4 de setembro de 2015

Diemonds: Hard Rock moderno. Mas não “modernoso”


Hard Rock moderno. Mas não “modernoso”. Assim podemos definir o som da banda canadense DIEMONDS. Com riffs que lembram grandes bandas do estilo, o grupo nos traz em NEVER WANNA DIE (2015), que chega ao mercado via Napalm Records, uma boa mistura entre o Hard e uma pegada pesada. Formada em 2006 e composta pela bela Pryan Panda (vocal), C.C. Diemond (guitarra), Daniel Dekay (guitarra), Adam Zlotnik (baixo) e Aidan Tranquada (bateria), a banda já lançou um EP (In The Rough – 2008) e um full lenght (The Bad Pack – 2012), e com o lançamento recente, vem para consolidar seu nome na cena.

O álbum abre com a grudenta Never Wanna Die, com melodia aliada a riffs muito bem estruturados na composição. A voz de Pryan Panda se encaixa muito bem no estilo do grupo, pois se não tem grande capacidade técnica, tem o felling que a música pede. Grande trabalho de guitarras e um refrão simples, mas eficiente. A pesada Hell Is Full vem na seqüência e mostra que as guitarras são o grande destaque. Com uma pegada “Heavy”, a música mostra essa variação que a banda possui, já que não se prende a determinado estilo. Over It, que possui um lyric vídeo, mantém o bom andamento do trabalho. Aqui podemos perceber que o duo baixo/bateria do grupo é responsável por boa parte do peso que as guitarras se encarregam de nos proporcionar. Ain’t That Kind a Girl, mais cadenciada, traz um vocal mais rasgado por parte da vocalista. A “balada” Secret não foge ás características do álbum, ou seja, guitarras pesadas e bem timbradas.


Better Off Dead, sem dúvidas, é o grande destaque do trabalho. A faixa traz as influências Hard em destaque. Lembrando bandas clássicas do estilo e toques de 80’s. Vocais rápidos, melódicos e refrão forte! As guitarras dão a tônica, e contam com o bom entrosamento da cozinha. Forever Untamed, começa com um riff e uma batida que me trouxeram á mente Modern Day Delilah do Kiss, mas logo na seqüência, se transforma em uma das músicas mais rápidas do trabalho. Com belos solos e novamente carregando nos riffs, a faixa tem grandes guitarras. Wild at Heart, mais cadenciada e com um vocal um pouco diferente, a faixa mantém a pegada do grupo. Meet Your Maker, rápida e bem Hard, com toques de Sleaze, merece uma atenção especial, pois possui uma variação em sua composição e solos na medida e que nos mostra que o grupo tem sim, conhecimento de causa na área. Save Your Life encerra o trabalho, e na minha opinião talvez seja a faixa que tem menos destaque, mas não por isso soa menor.


Um trabalho indicado aos amantes do Hard Rock. Influências de Guns N’ Roses, Mötley Crüe, Kiss podem ser encontradas no álbum. Mas eles possuem personalidade própria, fato que se comprova a cada audição.


Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson

Tracklist:
01 – Never Wanna Die
02 – Hell is Full
03 – Over It
04 – Ain’t That Kind a Girl
05 – Secret
06 – Better Off Dead
07 – Forever Untammed
08 – Wild at Heart
09 – Meet Your Maker
10 – Save Your Life

Formação: 
Priya Panda - vocals
C.C. Diemond & Daniel Dekay - guitars
Adam Zlotnik - bass
Aiden Tranquada - drums


Acesse e conheça mais a banda:



sexta-feira, 14 de agosto de 2015

Titan's Eve: Thrash Canadense Pesado, Melódico e Com um Pé no Metal Clássico



Em seu terceiro álbum, lançado novamente de forma independente, e masterizado por Jeff Waters (Annihilator), esses thrashers oriundos de Vancouver (a banda foi formada em 2008) demonstram que não se acomodaram, e apresentam uma evolução, tanto sonora quanto na parte lírica, com um Thrash que traz as características tradicionais de monstros como Exodus, Anthrax e Metallica, como também de grupos que representam essa nova geração, como o Arch Enemy, Machine Head e também o Mastodon, mesclando o peso com transições mais melódicas e groove.

O Thrash feroz, veloz e moderno dá espaço à influências do Metal clássico, de nomes como Judas Priest e Iron Maiden, com direito a guitarras dobradas e solos melodiosos. O groove também está presente, e em faixas como a abertura "We Defy", veloz, com as guitarras soando como verdadeiras metralhadoras e cozinha tempestuosa, se contrapõem a incursões mais melodiosas e os ditos duos guitarrísticos. Realmente bem cativante.

 
Esse senso melódico aparece bastante na faixa título, cuja abertura me recordou o Metallica dos tempos de "Ride The Lightning". Com peso, velocidade, groove e melodia, boas variações, saindo do Thrash e entrando em momentos praticamente NWOBHM, e destacando novamente as guitarras dobradas no melhor estilo Maiden, cortesia dos irmãos Gamblin, que apresentam um ótimo e entrosado trabalho nas seis cordas.

Nessa linha destaco também a faixa que fecha o álbum, "The Endless Light", atual, veloz e melódica, com um pé no Thrash e na NWOBHM, aliás, acho que se o James Hetfield tivesse formado uma banda de Metal Clássico nos ano 80 soaria parecido com o que ouvimos nesta faixa hehehe, brincadeiras à parte, o que quero ressaltar é essa característica do Titan's Eve, essa coesão do Thrash e Metal Clássico, com elementos mais modernos, balanceando muito bem o peso e melodia, maduro e mesclando bem esses elementos, que trazem resultados bem interessantes, como essas guitarras dobradas (Arch Enemy é uma referência boa) e também os cellos e violinos na faixa "Stranded", tema instrumental acústico muito surpreendente e com belas melodias.


São oito faixas bem coesas, com os canadenses imprimindo uma personalidade forte, fruto dessa experiência adquirida nesses três álbuns e muitos shows em seu país natal, América do Norte e na primeira tour europeia em 2013/14. Confira sem medo que vale a pena. Merecem uma atenção maior.

Se fosse dar uma nota, seria um 8,5, pela maestria de mesclar esses elementos do Thrash e Metal Clássico muito bem, além de apresentar algumas surpresas interessantes pelo álbum, mantendo o interesse do início ao fim.

Rate: 8,5/10

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação
Assessoria: Asher Media (ashermedia@gmail.com)

Soundcloud: Ouça os dois primeiros álbuns

Line Up:
Jesse Hord: Bass & Backin' Vocals
Casey Ory: Drums
Brian Gamblin: Lead Vocals & Guitars
Kyle Gamblin: Guitars

Album Credits:
All music and lyrics written by: Titans Eve
Produced by: Titans Eve and Eric Mosher
Mixed by: Eric Mosher @ The Warehouse Studio
Mastered by: Jeff Waters @ Watersound Studios
Singles Released: War Path,The Grind, We Defy
Artwork: Bjorn Gooses - Killustrations.com
Additional Instruments on track #7 ‘Stranded’: Peggy Lee (Cello), Adam Greenholtz (Violin)




Track Listing: Titans Eve - Chasing The Devil
1. We Defy (4:17)
2. War Path (4:47)
3. No Kingdom (6:01)
4. Another Day (3:43)
5. Chasing The Devil (6:48)
6. The Grind (4:36)
7. Stranded (5:17)
8. The Endless Light (5:19)
  Album Length: 40:51