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| Napalm Records (Imp.) |
Por Paula Butter
Os californianos do Alter Bridge começam o ano de 2026 com o lançamento de seu oitavo álbum de estúdio, no dia 9 de janeiro pela gravadora Napalm Records.
Neste novo disco homônimo, o Alter Bridge vem novamente consolidando sua maturidade musical no mainstream. Com mais de duas décadas de estrada e mesma formação original, um feito e tanto nos dias de hoje, eles conseguem apresentar um trabalho de qualidade e constância.
Alter Bridge inicia com ”Silent Divine”, escolha assertiva, como primeira faixa e também para o videoclipe. Ela traz a cozinha da banda a todo vapor, Mark Tremonti com riffs afiadíssimos, o baterista Scott Phillips dando sua contribuição, seguido do baixo de Brian Marshall, e na sequência, a voz inconfundível de Myles Kennedy, receita correta.
Seguimos com “Rue The Day”, um pouco mais sombria e com peso, mas em contraponto com uma letra que acalenta a rotina cansada da humanidade, com refrão de incentivo “Breathe it in, breathe it out … It's up to you, stand your ground”. Então, quando tiver um dia estressante, aumente o volume desta poderosa canção!
Já “Power Down” é uma das músicas mais pesadas, com variações rítmicas e vocal bem presente e com mais melodia para dar um contrapeso, harmonicamente muito bem feita. Inclusive em algumas passagens o som mais “sujo” no melhor sentido.
A quarta canção intitulada “Trust In Me”, vem ainda com mais melodia e letras sobre confiança. Já “Tested and Able” vem com pegada rítmica forte, abusando das guitarras e do baixo, deixando a bateria em segundo plano. O vocal de Miles vem limpo e com refrão bem no estilo “chiclete”, que amamos, mas sem aquela vibe adolescente, ainda bem!
Cabe começar um parágrafo para “What Lies Within”, música que flerta com o Heavy Metal, mostrando a maturidade musical da banda, dando um tom mais sério ao álbum e elevando o patamar das composições para o lado mais obscuro dos sentimentos humanos, sempre com indagações não sanadas.
Enfim, chegamos à balada do disco, “Hang By A Thread”, nada de excepcional, mas bem construída com tons acústicos e fácil de ouvir. A nona faixa “Scales Are Falling” vem com jeito de balada, mas carrega mais identidade e peso em seu corpo. Além disso, neste ponto, as letras carregam o ápice do desespero de nossa humanidade, ponto forte para a composição.
Passando para “Playing Aces”, um suspiro, bem Rock N´Roll e despretensiosa. A penúltima do álbum “What Are You Waiting For” traz um instrumental que vai crescendo na medida dos vocais, um tom motivacional para mostrar que nem tudo é melancolia.
Para finalizar, “Slave To Master” bem propícia para o fechar a obra, como o título já entrega, o tema das letras pode ser resumido em controle, submissão e libertação. Também apresenta longos e trabalhados solos, que mostram a qualidade da produção e finalização. Somente no final, temos a conclusão de todo o conceitual de Alter Bridge.
Como conclusão geral, pode se dizer que a cada lançamento a banda prova sua qualidade e maturidade, brilha em alguns momentos, e em outros mantém o tom característico de seu som, sem muita reinvenção. É a música pura e simples, que agrada a todos os gostos, é como “voltar para casa” em meio a tantas mudanças.
Em tempo, a banda Alter Bridge irá abrir os shows do Iron Maiden no Brasil, que acontecem no Allianz Parque, em São Paulo, nos dias 25 e 27 de outubro de 2026.
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| Divulgação |


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