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segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Resenha de Show - Sabaton: Contos de Guerra em Porto Alegre/RS


Na última terça-feira o Bar Opinião recebeu um dos grandes nomes do Power Metal da atualidade, os suecos do Sabaton. Muita expectativa gerada e não é por menos, pois o que o Sabaton construiu nesses últimos anos é digno de aplausos.

Dando sequencia a “Heroes World Tour” Porto Alegre/RS recebia o segundo show da turnê, que divulga seu novo trabalho “Heroes”, que colocou de vez os “guerreiros” na trilha dos grandes.

Após abertura dos portões às 21h, era hora das bandas de abertura fazerem sua parte, mas antes vale ressaltar que para escolha das bandas de abertura, foi feita uma votação por parte da Pisca Produtora, e que só uma sairia vencedora, porém a votação entre os grupos Platinus e Charlar foi extremamente acirrada, sendo que conseguiram mais de mil votos cada um, deixando grandes nomes do Metal gaúcho para trás.

Platinus
Devido a está bela disputa, a produtora decidiu premiar as duas bandas para abrir o evento. Exatamente 21h30min sobe ao palco a banda Platinus, que executa um belo Thrash Metal cantado em português, que agradou bastante os presentes.

O som estava bem regulado, o que deu ainda mais brilho a apresentação da banda, que mostra músicos talentosos e composições muito boas.

Em uma troca rápida de palco era hora da Charlar mostrar sua força, e já no começo podemos notar isso, ainda com a banda dando os retoques finais para iniciar, o vocalista Mauricio pegou o microfone (e com seu "jeitão" a lá Phil Anselmo)  e agradeceu imensamente a todos que votaram na Charlar e que enfim fizeram realizar uma promessa.

Charlar
Para quem não sabe, quando a Charlar foi formada, os músicos fizeram a seguinte promessa, que só voltariam a entrar no Bar Opinião depois de terem tocado no mesmo. E dois anos depois isso se concretizou, e o que vimos foi uma banda enérgica e muito profissional.

Executando um Thrash Metal com influencias progressivas, a Charlar ganhou o público, soando violentamente contagiante, seja pela presença animalesca dos músicos ou por suas composições extremamente variadas e empolgantes. Sem contar o som que estava bem equalizado sendo possível ouvir claramente cada instrumento.


Após dois belos shows de bandas locais, era hora dos "guerreiros” do Sabaton entrarem em cena. E as 23h começa a ecoar nos PA’s “The Final Countdown” (Europe) seguida de “The March To War”, para iniciarem o show a todo vapor com “Ghost Division”, “To Hell and Back” e “Carolus Rex”.

O público presente (algo em torno de 700 pessoas) deu um show a parte, fazendo os músicos se sentirem em casa, e o vocalista Joakim mostrando que estava emocionado pela recepção e fazia sinal para seu braço mostrando que estava arrepiado.

A presença de palco do Sabaton é algo cativante, mas destaco Joakim, que se movimenta a todo instante, e mostra muita interpretação e emoção a cada música.


Seguindo o “baile”, “Gott Mit Uns” (que teve a participação dos guitarristas Chris Rörland e Thobbe Englund nos vocais), “Attero Dominatus” (que foi um dos pontos altos do show, sendo um dos clássicos da banda) e “40:1” (contagiante e com todos presentes cantando com a banda).

A interação do Sabaton com o público era a todo momento, sendo que até brincadeiras entre o baterista Hannes Van Dahl (também baterista do Evergrey) e Joakim rolaram. Em uma parte do show Hannes começou a tocar algo da disco music, que deixou Joakim “irritado” então para aliviar o momento de tensão Hannes puxou a intro de “Painkiller” do Judas Priest, fazendo o vocalista cair na gargalhada junto com os presentes.

Mas certamente um dos momentos mais legais do show foi quando um fã atirou no palco a bandeira do Rio Grande do Sul, onde gerou o grito de “ah eu sou gaúcho”, deixando a banda sem entender nada, mas perceberam que era algo de nossa cultura.


Sendo ainda que a bandeira Rio-Grandense ficou hasteada na bateria até o final do show. Se aproximando do final tivemos a ótima “Night Witches” deixando o público eufórico com seu refrão épico e grudento.

E uma das mais esperadas “Smoking Snakes”, a música dedicada aos três heróis brasileiros que está presente no álbum “Heroes”. Todos cantando juntos com o Sabaton em um momento emocionante.

Para fechar “Primo Victoria” e “Metal Crüe” mantendo o astral dos headbangers lá em cima, com a banda extremamente empolgada e feliz com tamanha recepção.


Um grande nome que certamente retornará ao Brasil e as terras gaúchas, mostrando muita competência, carisma e atenção com os fãs.

Parabenizo a Pisca Produtora pela organização e profissionalismo de sempre, mostrando respeito com o público e imprensa, todos bem tratados e com suporte necessário para curtir o que tanto amamos, o HEAVY METAL!


Cobertura/edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Billy Valdez


Setlist:
The March To War
Ghost Division
To Hell and Back
Carolus Rex
Gott Mit Uns
Uprising
Attero Dominatus
Resist and Bite
The Art of War
Soldiers of 3 Armies
40:1
Swedish Pagans
Night Witches
Smoking Snakes
Primo Victoria

Metal Crüe

domingo, 24 de agosto de 2014

Resenha de Show - CxFxCx, Charlar, Chute No Rim e Bandanos: O Underground Ainda Vive!


Domingo 17 de agosto, o Vó Zuzu Atelier conheceu o poder de um motor V12 supercharger descontrolado. Tamanha energia, calor e explosão liberada nas apresentações, só podem ser comparados honrosamente com tal artefato.

Eventos independentes acontecem quase todos os dias, pelo país inteiro, mas Porto Alegre tem a sorte de estar “pegando gosto” novamente pela destruição. E justamente no dia 17/08 (domingo), tivemos a honra de contar com a presença da Bandanos para coroar a carnificina orquestrada pela Charlar, CxFxCx e Chute No Rim, anteriormente.


A desgraceira começou quando a Charlar subiu ao palco, e veja bem que a expressão “subiu ao palco” aqui, é meramente ilustrativa. Pois a casa tem o formato de um “Teatro de Arena” (porem reto, e não em círculo), isto quer dizer que o placo era a parte mais baixa da casa. Na hora da apresentação da banda, o público ainda não estava tomando conta da casa, porém nem por isso foi menos enérgico em resposta à apresentação da banda.


Apenas a ritmo de informação, a Charlar é uma das mais votadas para abrir o show da banda sueca SABATON em Porto Alegre, que acontecerá em 09 de Setembro de 2014. Com toda a irreverência do Progressive Thrash Metal, a Charlar deixou a noite pronta para o que estava por vir.


A Canoense CxFxCx trouxe o “Ninguém te Controla” pra festa, e a destruição se firmou. Deixou a turma agitada e nessa hora o público já tomava cada canto da casa, a ceva tava gelada, tinha espaço pro mosh então estava perfeito. A musicalidade da  CxFxCx, deixou um gostinho forte de “Suicidal Tendencies” no ambiente.


Havia que acabar cedo, pois era domingo, um dia que os excessos têm que se controlar, mas não antes de tomar um Chute No Rim, e a banda já se pronuncia com o nome. 


É bem assim mesmo, um chute no rim, e as lesões podem deixar sequelas graves, como por exemplo: viciar no som e nunca mais querer parar de ouvir! Um som quadrado, direto e reto, sem muita enrolação e a proposta é “meter a boca no trombone”. 


Pois bem, ficamos satisfeitos com o resultado, pois a mensagem foi entregue com sucesso: O Homem Destrói o Mundo (ou seria ao contrário?). Além de toda agressividade e discursos diretos, a Chute No Rim trouxe a sua cerveja pra noitada, maiores informações pelo Facebook da banda.


Com o palco “amaciado”, é chegada a hora da Bandanos guiar a convulsão eufórica Crossover. Na ativa desde meados de 2002, acumulando experiência, qualidade sonora, amigos e algumas ressacas pelo mundo a fora, a Bandanos vem trilhando um caminho de sucesso e de renome ao longo dos anos. Isso ficou muito claro durante o show, várias foram as vezes que Cristiano Maffra desceu (na realidade subiu) do palco para o meio da galera pra “quebrar” junto. Até brincou que o Vó Zuzu Atelier, foi o lugar mais foda que já tocaram, pois colocaram o público no lugar certo: acima da banda!


A quem diga que “A Cena” morreu, e a idéia desse comentário não é trazer a discussão à tona. O que foi vivido no passado teve um significado muito forte para quem o viveu, mas no domingo o que vimos foi, quatro bandas muito boas (sendo que três eram locais), por um preço muito justo e a casa estava lotada. Bom, se a cena de fato morreu, em seu túmulo, ela deve estar orgulhosa da nova que está nascendo. O Legado nunca vai morrer, não será fácil mente-lo vivo, mas ao que depende dos fãs, no domingo ficou claro que eles estarão sempre juntos a onde o underground estiver.

Cobertura por: Uillian Vargas
Fotos: Uillian Vargas
Edição/revisão: Renato Sanson