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segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Offal: Som Old School Com Temáticas Gore


Após vários problemas em sua formação, o Offal conseguiu em 2010 lançar seu segundo full, sob o indigesto nome de "Macabre Rampages and Splatter Savages", mas se você espera um som na linha Splatter ou Gore, pode ir parando por aqui, pois o que o Offal faz é um Death Metal old school nos moldes de Autopsy e Obituary.

A temática apresentada é obviamente gore e com grande influência dos filmes de terror lado B, tanto que em muitas faixas temos introduções tiradas destes clássicos do cinema trash. A produção do trabalho é muito boa, bem cristalina e polida, deixando toda brutalidade vir sem dó. A parte gráfica é simples, mas bem feita, com uma capa que pode enganar a primeira vista, com temas gore e de filmes trash.


O que diferencia esse disco dos demais do estilo, é a quantidade de músicas instrumentais que o mesmo apresenta, ao total são quatro das doze composições, todas apresentando um alto nível, seja até mesmo na parte técnica que não deixa a desejar.

No mais temos o bom e velho Death Metal old school, nada de novo, apenas mais do mesmo, mas feito com muita qualidade, e faixas como "Feast For The Dead", "Trial Of The Undead", "Mortuary Waste" e "Death´s Curse" certamente farão a alegria de qualquer deathbanger, seja pelos riffs quadrados, pelo gutural poderoso de André, ou pela cozinha diversificada e simples, que fará você perder o pescoço.

Como mencionei, nada de novo, mas um trabalho bem feito e obrigatório para qualquer fã do estilo.

Texto/edição: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Offal
Álbum: Macabre Rampages and Splatter Savages
Ano: 2010
País: Brasil
Estilo: Death Metal old school

Formação
André Luiz (Vocal)
Eduardo Tobe (Bateria)
João Carlos Ongaro (Baixo)
Tersis Zonato (Guitarra/Backing Vocal)

Tracklist
01 Offal 
02 Feast For The Dead 
03 Trial Of The Undead 
04 Putr-essence 
05 The Eye-gouging 
06 The Cold Grips Of Death 
07 Flesh Freak 
08 Mortuary Waste 
09 Onslaught Of Dismemberment 
10 Deep Red - The Blood Is Running Cold 
11 Death´s Curse 
12 Terrore In Giallo

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sexta-feira, 18 de outubro de 2013

Pagan Throne: Desbravando o Clima Nórdico


Realmente o Pagan Black Metal não é algo fácil de se fazer e poucos nomes da nova safra se sobressaem, e um dos exemplos que conquistaram seu espaço são os cariocas do Pagan Throne, que lançaram em 2010 seu primeiro álbum full, "Way to the Northern Gates".

Com uma temática nórdica forte e com certas influências de Folk, o Pagan Throne lança um disco recheado de bons momentos, com aquele poder e áurea do Black Metal noventista. A produção do disco é muito boa e bem cuidada, deixando todos instrumentos muito bem esmerados. A parte gráfica é muito bonita e profissional, com uma das capas mais belas já lançadas no Metal nacional.

A sonoridade apresentada preza pela parte mais agressiva do Black Metal, porém partes mais amenas surgem, dando o equilíbrio certo, sem contar as boas intervenções de teclado que deixam o clima ainda mais obscuro.


Certamente faixas como "Black Hordes", "Course of the Old Domain", "Ritual" e "Countess of Night" mostrarão a você um poder sonoro absurdo, seja pelos riffs cortantes e rápidos, pela cozinha veloz, técnica e variada ou pelos vocais rasgados e agressivos que ecoam das caixas de som.

O Pagan Throne inicia sua jornada com o pé direito, mostrando um álbum forte e característico. Se você ainda não conhece a banda, não perca tempo, pois "Way to the Northern Gates" está disponível para download em seu blog oficial (acesse aqui).


Texto/edição: Renato Sanson 
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica
Banda: Pagan Throne
Álbum: Way to the Northern Gates
Ano: 2010
País: Brasil
Estilo: Pagan Black Metal


Formação:
Garm (Vocal)
Gorgoth (Guitarra/Baixo)
Daemortiis (Bateria)



Tracklist
01 For the Battle (intro)
02 Black Hordes
03 Course of the Old Domain
04 March of the Tyrants
05 Ritual
06 Countess of Night
07 Northern Forests (Single Version)

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domingo, 20 de janeiro de 2013

Statik Majik: Uma Viagem Sem Volta ao Stoner Metal



Vindos do "Hell de Janeiro" onde muitos nomes do Metal extremo mundial nasceram, o Statik Majik não anda na contramão, pois faz um Stoner Metal muito agressivo e característico, demonstrando diversas influências em seu som, desde o Rock psicodélico dos anos 70 ao Metal extremo contemporâneo.

O trio formado por Luis Carlos (bateria/backing vocal), Thiago Dominogorgoth (baixo/vocal) e Artur Círio (guitarra/vocal), lançou no ano de 2010 seu 1° álbum, o poderoso "Stoned On Music", que é empolgante do começo ao fim, e com aquele "q" de malícia do Hard Rock e com uma certa obscuridade do Rock setentista.

Com uma produção que prima pelo peso, parece que o álbum veio direto dos anos 70, com uma gravação que deixa aquele clima de volta ao passado, mas tudo muito bem dosado e audível sem contar a parte gráfica do trabalho que apesar de simples, mostra todo o clima que a banda quer passar, mostrando na capa todas a referências da época.


E musicalmente o que a banda mostra é o melhor do Stoner Metal, com passagens horas rápidas, horas mais cadenciadas, com momentos mais cativantes e outros mais soturnos, mas tudo regado a muito peso e bom gosto, pois os músicos são donos de boa técnica e mostram muito feeling.

A trinca inicial com "Shadows of Hope", "Reality" e "Statik Majik" são como um murro no estomago, as faixas transitam entre a velocidade e momentos mais cadenciados, mas com uma empolgação que fará você perder o pescoço, seja nas partes mais "rockers" aos momentos mais Metal. Uma trinca dessas levanta qualquer defunto.


"Damned" que é uma das faixas de trabalho do álbum mostra o lado mais anos 60 do Rock/Blues, mas com muito peso e uma pegada alá Deep Purple, que transborda no clima sessentista que a faixa mostra.

Eu poderia ficar horas falando do disco, mas seria desnecessário, pois o melhor que você tem a fazer é correr atrás do seu e ouvir, pois não irá se arrepender, na verdade terá sim um sentimento de arrependimento, o de não ter ouvido a banda antes. Em outras palavras ALTAMENTE RECOMENDADO!

Ps: A banda está atualmente gravando seu novo álbum que tem previsão para sair ainda em 2013, agora é aguardar e torcer para que seja tão bom quanto seu álbum de estreia. 


Texto/edição: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Statik Majik
Álbum: Stoned On Music
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Stoner Metal

Formação que gravou o álbum
Luis Carlos (bateria/backing vocal)
Thiago Dominogorgoth (baixo/vocal) 
Artur Círio (guitarra/vocal)




Tracklist
01 Shadows of Hope
02 Reality
03 Statik MAjik
04 Peccata Mundi 2 (Blessed Still)
05 Damned
06 Born on a New Day
07 I’m Not Your Puppet
08 The War Song
09 Stoned on Music

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sábado, 27 de outubro de 2012

Fugindo dos Clichês, Blakk Market Dá Aula de Bom Gosto


Mais uma força do Metal catarinense, desta vez em nome do Death Metal Melódico

O Death Metal Melódico sempre foi um estilo de se amar ou odiar, pois muitos não aceitam este termo "Death Metal Melódico", alegando uma traição ao Metal da morte, já outros enxergam como uma evolução, e com elementos novos, deixando a sonoridade mais abrangente. 

Indiferente a todas essas discussões, é inegável que o estilo tem grandes bandas, como Children Of Bodom, Dark Tranquility, In Flames e etc... Mas apesar do crescimento meteórico que o estilo teve com a banda finlandesa CoB, hoje em dia não é tão comentado, e poucas bandas de qualidade surgem, pois a grande maioria não passa de meras cópias de CoB, Dark Tranquility, dentre outras.

E no Brasil podemos dizer que o Death Melódico pouco apareceu, porém das cinzas de uma banda cover de In Flames, surge os catarinenses do Blakk Market, e diferente de muitas bandas que surgiram, o Blakk Market mostra muita personalidade, e logo no seu álbum debut "Self - Improvement: Suicide" lançado em 2011, mostra um poder de fogo absurdo, e o grande destaque do álbum fica por conta das "sacolas" de riffs que os guitarristas Alexandre Schneider e Thiago Rocha (que faz os vocais limpos) que despejam riffs em cima de riffs, variações incríveis, sem contar as melodias que são pegajosas e grudam na mente de imediato.

A variação rítmica também é impressionante, nuances de teclados e vocais limpos muito bem encaixados, que agregam em muito ao som da banda, que soa muito original, tendo sua identidade própria, sem cair nas armadilhas que o estilo proporciona.

Com riffs e melodias fantásticas, o Blakk Market impressiona com seu 1° album

Como todos sabem, estabelecer uma banda de Heavy Metal no Brasil não é nada fácil. Os catarinenses também passaram pelo temporal de mudanças em sua formação, tanto que a banda até hoje não tem um baterista fixo, sendo que as baterias de "Self - Improvement: Suicide" foram gravadas por Allan Barbosa, que acompanha a banda em algumas apresentações ao vivo.

Vale destacar a produção sonora da bolacha, que ficou a cargo da própria banda e do renomado produtor Alexei Leão (Stormental), deixando o álbum bem atual e com todos seus instrumentos muito bem equalizados, dando o peso exato, deixando a audição muito agradável.

Citar destaques em um álbum tão homogêneo não é tarefa fácil, mas composições como: "Putrefaction Guaranteed" com riffs animalescos, "Theater of Lies" que apresenta melodias incríveis, "Nova" em clima mais cadenciado, com teclados sombrios, melodias lúgubres e com vocais limpos de cair o queixo e "The Wheel Keeps Turning" que dispensa qualquer comentário, fará você perder o pescoço, além de ouvir uma aula de riffs e melodias geniais, sem contar o contesto geral do álbum, com composições técnicas e cativantes, com muito feeling e bom gosto.


A parte gráfica do álbum também merece destaque, mostrando total conexão com a temática das letras, que estão em volta de um assunto um tanto polêmico, o suicido, com um belo booklet, com todas as informações sobre a banda e com uma capa de beleza ímpar.

Atualmente, o Blakk Market continua a divulgação de seu álbum, tendo uma excelente receptividade do underground, agora é esperar para conferir o novo lançamento da banda que deve sair em breve.


Resenha por: Renato Sanson 
Edição/revisão: Eduardo Cadore/Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Blakk Market
Álbum: Self - Improvement: Suicide
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Death Metal Melódico

Formação
Fernando Melleu (Vocal)
Alexandre Schneider (Guitarra)
Thiago Rocha (Guitarra/Vocal)
Felippe Chiella (Baixo)
Bateria (Allan Barbosa)




Tracklist

01 Wrist-Slashing Symphony
02 Putrefaction Guaranteed
03 Atlas
04 The Dawn of the Dead
05 Theater of Lies
06 Exhumed
07 Nova
08 M.D.K.K.
09 The Wheel Keeps Turning
10 Blackkout
11 Locusta Sapiens



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Assessoria: Wargods Press

sábado, 9 de junho de 2012

CxFxCx: Ninguém Os Controla

CxFxCx uma das bandas mais respeitadas do underground gaúcho

Na ativa desde 1991, a CxFxCx banda natural de Canoas/RS se mantém firme na cena, mostrando o poder de seu Croosover, que agrada até os fãs mais conservadores do Heavy Metal. No ano de 2010 a CxFxCx lançou seu 1° álbum “Ninguém Te Controla”, que mantém um som bem característico, mas com uma forte influência dos americanos do Suicidal Tendencies, onde ouvimos um som calcado no HC, com guitarras melódicas e uma cozinha correta e variada.

Estando na ativa há 20 anos, a banda decidiu gravar o álbum de estreia com sua formação original, que contou com: Renato (vocal), Felipe JR (guitarra), Gabas (baixo) e George (bateria), com o álbum sendo gravado, mixado e masterizado no famoso studio Hurricane em Porto Alegre/RS, podemos já imaginar que a qualidade sonora aqui encontrada é de primeira.

E realmente é isso que ouvimos no álbum do começo ao fim, com uma gravação cristalina, com todos os instrumentos muito bem dosados, contanto com bastante peso e com uma leve “sujeira” que o HC proporciona, sem soar datado, deixando as composições bem atuais.

Renato (vocal) e Felipe JR (guitarra) juntos na CxFxCx desde sua fundação em  1991

Após a pequena Intro, o álbum abre de cara com “Ninguém Te Controla”, “Ñ Desista” e “Sai Da Minha Frente” mostrando composições fortes e marcantes, com letras que são um tapa na cara da sociedade, além do instrumental visceral que ouvimos, fazendo o pescoço quebrar literalmente.

Para mostrar o lado mais melódico da CxFxCx temos “Jamais Vou Poder Esquecer” com um trabalho excepcional de guitarras, com muita melodia e com uma construção musical perfeita, aliado a uma letra que fará você refletir por semanas.

Ainda temos as explosivas “CxFxCx” com um refrão mais que grudento e “Memento” com ritmo estonteante, que com certeza deve abrir muitas rodas em seus shows.  Não poderia deixar de citar uma das composições mais trabalhadas do álbum “Bagdá” que inicia com um belo violino, para cair em uma violência sem precedentes, mostrando muito bem a fusão do HC com outras vertentes do som pesado.


Um álbum visceral, que agradará até mesmo os fãs mais exigentes do estilo, a CxFxCx está de parabéns pois lançou um clássico para o underground gaúcho, que além de excelentes músicas, conta com uma arte gráfica caprichada com todos os detalhes e informações necessárias no booklet do CD, mostrando todo o cuidado e profissionalismo destes guerreiros do underground nacional.

Atualmente a CxFxCx está preparando o lançamento de seu 1° álbum ao vivo que apresenta a nova formação, que conta agora com duas guitarras. Quer saber mais novidades sobre a banda e esse vindouro lançamento? Fica ligado no Road to Metal, pois onde a CxFxCx está o underground não para!


Resenha por: Renato Sanson
Revisão/Edição: Renato Sanson
Fotos: CxFxCx

Banda: CxFxCx
Álbum: Ninguém Te Controla
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Croosover/HC
Selo: BIL

Formação
Renato (vocal)
Felipe JR (guitarra)
Gabas (baixo)
George (bateria)


Tracklist

01 Intro
02 Ninguém Te Controla
03 Ñ Desista
04 Sai Da Minha Frente
05 Jamais Vou Poder Esquecer
06 15 Min. P/ Se Arrepender
07 CxFxCx
08 Homem Velho
09 Ñ Quero Isso P/ Mim
10 Memento
11 Ñ Sei Porque
12 Bagdá
13 Outro

Veja o clipe de "Ninguém Te Controla"


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sábado, 5 de maio de 2012

Woslom: Um Clássico Absoluto



Thrash Metal agressivo, atual, mas com todas as características do bom e velho Thrash oitentista, estou falando do álbum de estreia da banda paulista Woslom, que lançou de forma independente no ano de 2010, o já clássico “Time to Rise”.

Formado em 1997 o Woslom trilhou um caminho árduo até lançar seu debut, que chegou em 2010 para fazer um estardalhaço entre os thrashers de plantão, pois o que ouvimos em “Time to Rise” é um disco muito bem gravado e produzido dando o ponto certo às composições.

Com um Thrash Metal calcado na escola americana da Bay Area e principalmente influenciado pelos norte americanos do Metallica, temos composições longas, complexas e muito cativantes sem soar cansativo em nenhum momento, como podemos ouvir em “Time to Rise” (1° videoclipe da banda) que abre o álbum de forma soberba com riffs inspiradíssimos e com uma cozinha destruidora comandada por Francisco "Chicão" Stanich Jr. e Fernando Oster.


Também temos a épica e não menos agressiva “Power and Misery” com uma aula de riffs cortantes e com Silvano Aguilera (guitarra/vocal) dando um show nos vocais, remetendo aos tempos gloriosos de James Hetfield no final dos anos 80.

“Mortal Effect” (novo videoclipe) vem no mesmo embalo com riffs e solos esmagadores, com uma pegada incrível, mostrando muita técnica com um refrão simples, mas grudento que com certeza irá fazer a festa dos bangers nas rodas.

A banda Woslom está no meio de sua primeira tour europeia
E para alegria de qualquer thrasher que acompanhou os anos dourados do estilo temos “Checkmate”, mostrando uma verdadeira aula de como tocar Thrash Metal em seus mais de 9 minutos, com riffs e solos espetaculares, sem contar à cozinha que mostra um equilíbrio fantástico.

Dizer que “Time to Rise” já é um clássico do estilo não é nenhum exagero, pois o que esta banda conseguiu transmitir no seu álbum de estreia, agradará até mesmo o fã mais exigente.


Texto: Renato Sanson
Edição/Revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Woslom
Álbum: Time to Rise
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal
Selo: Independente


Formação

Silvano Aguilera (Vocal/Guitarra)
Rafael Iak (Guitarra)
Francisco "Chicão" Stanich Jr.  (Baixo/Vocal)
Fernando Oster (Bateria)


Track List

1. Time to Rise
2. Soulless (S.O.T.D.)
3. Power and Misery
4. The Deep Null
5. Mortal Effect
6. Despise Your Pain
7. Downfall
8. Checkmate
9. Beyond Inferno


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Assessoria: Metal Media

quarta-feira, 2 de maio de 2012

Zilla: A Evolução do Undeground

Nas últimas décadas o nosso undeground vem se especializando e por mais que alguns vocalistas afrescalhados venham querer meter pau é evidente que nossas bandas não devem nada para ninguém, tanto em termos como sonoridade, produção quanto na arte gráfica.

Banda do Distrito Federal
Prova irrefutável do que estou afirmando é o primeiro CD oficial da banda Zilla “Pragmatic Evolution” (2010) que, por mais que seja um trabalho recente, apresenta todos os aspectos para poder ser chamado de clássico. 


Para quem não está lembrado, a banda Zilla já apareceu aqui no Road na época que estávamos apresentando as bandas vencedoras das etapas do Wacken Metal Battle Brasil e nesse texto o redator já deixava claro que o trabalho em si era de uma qualidade impressionante, não é por menos que a banda saiu vencedora dessa etapa, onde estava disputando com grandes nomes como Mork e Bruto. Porém estávamos em divida com os bangers, afinal de contas esse trabalho merecia muito mais atenção por parte de todos que apreciam música extrema.



Na época dessa gravação a Zilla era composta por Lucas (vocal) Mark Nagash (guitarra e vocal), Roberto Bodão (guitarra), Wagner (baixo) e Victor (bateria) sendo que Nagash ainda é responsável por toda a arte gráfica que casa perfeitamente com a temática das letras que também são da alcunha do guitarrista. 



Já a produção ficou a cargo do produtor Caio Duarte (vocalista do Dynahead) e, vamos ser justos, esse cara é um baita produtor, pois ele consegue manter as raízes do estilo ao mesmo tempo que apresenta uma sonoridade moderna, comparável ao nível das produções europeias.


Mas é claro que nada disso ajudaria se a sonoridade fosse fraca e nesse quesito é que o Zilla mostra todo o seu potencial, apresentando uma sonoridade que permite passear entre o Death, Thrash e o Prog Metal lembrando desde os melhores momentos das crias vindas de Gotemburgo (como Arch Enemy), aliado aos momentos mais violentos do Death norte-americano (como Death).


Não existe nesse trabalho nenhuma faixa fraca. Cada uma possui um destaque e a cada audição mais e mais detalhes acabam sendo revelados, como as guitarras cortantes de “Neverending Violence” e “Down The Edge” (que paradinha é essa?). A faixa-título mostra porque tem a honra de nomear esse petardo, sem dúvida um hino da banda que ao vivo deve ser mortal. Ainda temos as contagiantes “Inner Vision”, “Massacre” e “Comfortable Pain”, só para citar algumas.


Irreparável! Esse é o melhor adjetivo para nomear essa obra vinda diretamente da nossa capital federal, e o melhor de tudo, a banda nos presenteou recentemente com um EP disponível para download “Misrule” que apresenta a banda ainda mais entrosada, ficou curioso? Então fique ligado em breve Zilla em entrevista exclusiva para o Road to Metal!



Texto: Luiz Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore / Renato Sanson

Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Zilla
Álbum: Pragmatic Evolution
Ano: 2010
País: Brasil 
Tipo: Death Metal Melódico
Gravadora/selo: Independente 

Formação
Lucas (Vocal)
Mark Nagash (Guitarra e Vocal)
Roberto Bodão (Guitarra) 
Wagner (Baixo)
Victor (Bateria)



Tracklist
01.
Intro - Disconnection
02. Neverending Violence
03. Down The Edge
04. Comfortable Pain
05. Pragmatic Evolution
06. Day To Crawl In Darkness
07. Inner Vision
08. March To The Abyss
09.
Massacre
10. Nothing But Chaos
11. Outnumbered

Assista a banda tocando na seletiva Wacken Metal Battle


terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

Embrio Sem Rótulos Em Nome do Som Pesado

Mais um nome forte da cena underground paranaense


Os paranaenses da Embrio lançaram no ano de 2010 seu segundo trabalho, o diversificado "Corporation Is A Cancer” e, mesmo tendo como pano de fundo o Thrash Metal, a banda não se prende ao estilo e mescla todo seu conhecimento e técnica nestas 11 faixas que deixará você boquiaberto com tamanha qualidade nas composições.

A Embrio vem em uma constante evolução e em busca de uma sonoridade própria sem soar clichê, desde seu primeiro lançamento “Prophets Of Doom” em 2008 podemos notar a evolução constante deste grupo.
Nesta época o guitarrista Mauricio tinha deixado a banda, sendo assim a Embrio se transformara em um trio com Emerson (voz e guitarra), Bé (baixo) e Andy (bateria) e deu continuidade às gravações para lançarem este excelente álbum que conta com muitas variações em meio ao seu som brutal e cru.


Músicas como “Rivals”, que abre o álbum, já mostra a proposta da banda em soar original e diversificado mesmo tendo a forte influência do Sepultura dos anos 90 (“Chaos A.D.”) ,as mudanças são constantes, tornando a audição do álbum muito agradável e a cada faixa uma surpresa é encontrada, escute “Punk Rock” e encontrará uma veia mais crossover aliada a muita pancadaria como em “My Ghetto” que esbanja agressividade, mas sempre com mudanças de andamento e flertando seu som com outros estilos, como o Punk, Hardcore e o Heavy Metal Tradicional.

Realmente estes paranaenses tem em muito a contribuir com a cena. Um som rico em detalhes e sempre buscando o aperfeiçoamento, além da parte musical a banda capricha na parte gráfica mostrando todo seu profissionalismo e comprometimento com os headbangers.

Neste ano de 2012 a banda acabou de lançar seu 3° álbum, “Testify”, que em breve terá resenha aqui no Road To Metal, fiquem de olho nesta promessa do Heavy Metal nacional, pois estamos diante de uma das melhores bandas do estilo.

Texto: Renato Sanson
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Embrio
Álbum: Corporation Is A Cancer
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal
Gravadora: Independente

Formação
Emerson (Voz e Guitarra)
Bé (Baixo)
Andy (bateria)





Tracklist
01. Rivals
02. Blind World
03. Eye To Eye
04. Abandon
05. My Ghetto
06. Punk Rock
07. Twisted Nature
08. Hell Business
09. What You See
10. Disorder
11. Fools Die

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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012

Facínora: É Pra Quebrar Desgraça




Os mineiros do Facínora lançaram em 2010 um petardo que podemos dizer sem medo que é realmente feroz e brutal, batizado de “Hell Is Here” pois o que nos deparamos ao ouvir a bolachinha é um Thrash Metal em sua melhor essência, com uma certa influência do Metal tradicional com belos solos e riffs cortantes.

Uma pancadaria sem fim, mas muito bem balanceada, pois temos momentos de pura fúria e outros mais cadenciados, deixando a audição da bolacha muito interessante, faixas como “Hell Is Here” que abre o álbum ou "War Between Selfish" em que temos a loucura do Thrash Metal soando agressivas do começo ao fim ou momentos mais “calmos” como em “Living In Reality” e “Despair” onde a veia tradicional respira com solos e riffs rápidos, mas mais melodiosos.

Grupo mineiro se destacou muito em 2010 com seu disco "Hell is Here"

O Facínora não traz nenhuma inovação ao bom e velho Thrash Metal, mas e dai? É isso que queremos: músicas feitas com alma e coração como esses guerreiros mostram aqui, com uma gravação cristalina onde podemos ouvir cada instrumento detalhadamente e também com uma ótima parte gráfica e com uma das mais belas capas do ano de 2010.

Você que se diz fã de Thrash Metal ou de musica extrema feita com qualidade, corra atrás do seu e prove um pouco da fúria deste petardo.
 
Texto: Renato Sanson
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Facínora
Álbum: Hell Is Here
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal
Gravadora: Independente


Formação
Igor Rodrigues (voz e guitarra)
Eder Nunes (guitarra)
Anderson Ferret (baixo)
Allen Villela (bateria)


Tracklist
01. Hell Is Here
02. Source Of Madness
03. R.I.P. (Religions Is a Plague)
04. Intro
05. Empty Illusions
06. Living In Reality
07. War Between Selfish
08. Despair
09.
Terror
10. The Evil

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