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terça-feira, 17 de setembro de 2024

Cobertura de Show: Deep Purple – 13/09/2024 – Espaço Unimed/SP

O mês de setembro tem a tradição de oferecer grandes apresentações, especialmente em São Paulo, que nas duas primeiras semanas teve três shows do Sepultura no Espaço Unimed, Therion no Carioca Club, Circus Maximus no Hangar 110, Deep Purple no Espaço Unimed e TesseracT no Carioca Club. Ao longo do mês, os fãs de Rock e Heavy Metal poderão ainda prestigiar os shows do Raven na Jai Club e o icônico guitarrista Eric Clapton, que se apresentará em duas noites no Vibra SP e Allianz Parque, respectivamente.

Na ocasião, fomos conferir o Deep Purple, que retornou a São Paulo após um ano da sua apresentação no festival Monsters of Rock ao lado do Kiss, Scorpions, Helloween e entre outros. Reconhecida como uma das grandes referências do chamado Rock pesado e a única da Santíssima Trindade ainda estar na ativa, a banda sempre demonstrou um carinho especial com o Brasil. Ao todo, os ingleses já realizaram 27 shows no país, sendo que o primeiro foi em 1991, quando Joe Lynn Turner ainda era o vocalista. Em todas as suas visitas, a banda sempre atraiu um grande público, e o último, ocorrido no dia 13 de setembro, não foi diferente.

Ao entrar no local, por volta das 20h30, deparamos uma atmosfera agradável. A maioria do público, com idades entre 40 e 60 anos, já dominava uma boa parte das pistas, ansiosos para assistir mais uma apresentação da banda na capital paulista. Mas quem pensa que os shows do Deep Purple são frequentados apenas por fãs mais velhos, está muito enganado. Jovens, alguns acompanhados dos pais, tios e avós, também estiveram lá para rever a banda ao vivo ou para assisti-los pela primeira vez.

Com o palco totalmente pronto e a casa completamente lotada, o início iminente foi indicado às 21h46, quando o telão de LED atrás da bateria de Ian Paice se iluminou com imagens cativantes do novo álbum, =1, lançado em agosto passado. Os fãs logo pegaram seus celulares pensando que o show começaria nesse instante, porém tiveram que esperar mais alguns minutos. O início, de fato, veio às 22h10 com os dois pés com “Highway Star”, escolha mais do que apropriada para abrir o espetáculo em alto nível e que deixou todos extasiados logo nos primeiros minutos. “A Bit on the Side”, a primeira do novo álbum ser executada na noite, e as antigas “Hard Lovin Man” e “Into the Fire”, ambas do In Rock (1970), vieram na sequência.

Os membros, que já estão com uma certa idade – com exceção do Simon McBride, que tem 45 –, mostraram neste começo de show que continuam em plena forma. Ian Gillan interagia com o público de forma constante, agradecendo com um “obrigado” aqui e acolá, fazendo piadas e agitando sua pandeirola em certos momentos. No entanto, ainda há aqueles que anseiam por um retorno ao seu estilo vocal do passado. Antes de expressar essa crítica, é importante frisar dois aspectos. Primeiro, Gillan já está prestes a completar 80 anos, o que torna inviável que ele consiga alcançar os mesmos agudos de antes. E o segundo, e mais crucial, é que ele é capaz de encarar duas horas de show com tranquilidade, o que é uma conquista e tanto. Por essas razões, devemos ter a maior admiração (e respeito) por este que é um dos maiores vocalistas de todos os tempos, que inspirou diversos cantores, por exemplo Bruce Dickinson, do Iron Maiden.

Roger Glover e Ian Paice constituem uma das melhores cozinhas do planeta, se não a melhor. É fascinante observar como Paice consegue juntar influências do jazz, blues e Rock no seu universo bateristico. Assistir à sua performance ao vivo, desta vez de uma forma mais próxima, foi uma experiência extraordinária não apenas para mim, mas também para os entusiastas da bateria. Simon McBride trouxe um peso e vitalidade à banda. Com uma personalidade ímpar, ele executou impecávelmente as linhas criadas por Ritchie Blackmore e Steve Morse, que deixou o grupo em 2022 para ficar ao lado da sua saudosa esposa, que na época enfrentava um câncer terminal.

Don Airey, autor da abertura de “Mr. Crowley” (Ozzy Osbourne), destacou-se com dois solos delirantes de teclado. No segundo e último, ele fez questão de homenagear o nosso país com trechos de “O Trenzinho Caipira” (Villa Lobos), “Aquarela do Brasil” (Ary Barroso) e o hino nacional brasileiro, onde o público fez a sua parte cantando animadamente.

Boa parte do reportório reuniu músicas do recém lançado = 1. Todas elas, sem exceção, foram bem recebidas. "Lazy Sod", "Portable Door" e "Bleeding Obvious" foram intercaladas com a ‘bluesy’ “Lazy” (com Gillan mandando ver na gaita) e a envolvente “When a Blind Man Cries”, que com a ajuda da iluminação, deixou o clima da música ainda mais bonito. “Anya”, do The Battle Rages On (1993) e que ao vivo soou ainda mais pesada, foi a surpresa do setlist. Da fase com Steve Morse, escolheram apenas “Uncommon Man”, do álbum Now What?! (2013) que foi dedicada ao saudoso Jon Lord e antecedida por um estupendo solo do Simon. 

Antes de encerrar o primeiro bloco, a banda pós a casa abaixo com “Space Truckin”, anunciada com um arrepiante solo vocal do Gillan, que colocou as quase oito mil pessoas para cantar o refrão. Foi lindo ver todos ali soltando os ‘Come On, Come On, Come On’. Essa atmosfera recíproca continuou em “Smoke On The Water”, onde todos cantaram não só a letra, mas também o riff de guitarra, considerado por muitos guitarristas o melhor de toda a história do Rock. Embora ignorada por uns e por outros devido à sua ampla popularidade, ela provocou uma catarse coletiva e um fervor impressionante. 

A instrumental “Green Onions” abriu caminho para a também clássica “Hush”, de autoria de Joe South, mas que ficou mais famosa com a versão do Deep Purple. Com seu andamento dançante, alguns não se excitaram de chacoalhar o esqueleto. O ponto final veio de forma emblemática com “Black Night”, que ao vivo ganha um toque especial com o público bradando o tradicional ‘ô, ô, ô’ em cima dos riffs iniciais, encerrando assim mais um show histórico.  

O Deep Purple sabe, como poucos, proporcionar apresentações ao vivo de extrema qualidade. O som que emanava do palco, elevada pelo excelente sistema de som do local, era genuíno, como sempre foi desde a época do Made In Japan. No entanto, o espetáculo foi muito além disso: foi uma verdadeira lição de música. Que Dio os abençoe com saúde abundante, para que possamos desfrutar de seus shows ao vivo com mais frequência.




Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Mercury Concerts

Mídia Press: Catto Comunicação 


Deep Purple

Highway Star

A Bit on the Side

Hard Lovin' Man

Into the Fire

Uncommon Man

Lazy Sod

Lazy

When a Blind Man Cries

Portable Door

Anya

Bleeding Obvious

Space Truckin'

Smoke on the Water

***Encore***

Green Onions/Hush

Black Night

sábado, 23 de setembro de 2023

Cobertura de Show – Tarja Turunen – Bar Opinião/RS – 22/09/23

Por: Renato Sanson

Fotos: Uillian Vargas


Sold out! Assim definimos o show da Tarja no dia 22/09 na capital gaúcha, Porto Alegre. Algo que me surpreendeu positivamente, já que nos últimos shows em que fui cobrir tínhamos um público muito
abaixo do esperado.

Com a abertura dos portões um pouco antes das 21h e com a casa já praticamente lotada, os paulistas da Santo Graal fizeram as honras da noite. Nos apresentando um ótimo Symphonic Metal deixando o público bem à vontade e participativo.

O sexteto mostrou bastante energia e poder em suas composições próprias, e a ideia de ter um violoncelo traz muito magnetismo e curiosidade. Um ótimo show de uma banda que está na ativa desde os anos 2000.

Pois bem, era hora da rainha, da Diva Tarja Turunen retornar aos palcos do Rio Grande do Sul para a sua nova tour: “Living The Dream The Hits Tour 2023”. Trazendo os maiores sucessos de sua carreira solo.

Diga-se de passagem, uma bela carreira solo após sua saída do Nightwish onde sempre se manteve em alta e com muita relevância e com uma sonoridade bem diferente da sua antiga banda. Mostrando todo o seu poder criativo.

Exatamente as 23h (horário marcado para o show) as luzes diminuem, os PA’s ecoam, a excelente banda formada por Alex Scholpp e Julian Barret (guitarras), Pit Barret (baixo), Guillermo de Medio (teclado) e Alex Menichini (bateria) entram em cena e a ansiedade só aumenta quando ela chega maravilhosamente junto com a excelente “Eye of the Storm”.

Os presentes estavam extasiados e como sempre, Tarja é uma simpatia em pessoa e com uma presença de palco encantadora ganha a todos facilmente.

A sequência com “Demons in You” e “Falling Awake” seguiu em alta e fez com que todos cantassem e interagissem com Tarja a cada chamado seu.

É incrível como a finlandesa é magnética e sempre sorrindo e agitando com os fãs, batendo cabeça, cantando olhando nos olhos dos presentes, simplesmente a melhor frontwoman que o Heavy Metal já teve.

Destaco o momento que para mim foi o mais belo e lindo da noite, me deixando atônito. Quando um belo teclado chega ao palco, onde Tarja se senta a frente do mesmo e após terminar seu diálogo com o público “Oasis” e “You and I” são executadas magistralmente. Inesquecível!

A voz da Diva segue potente e inconfundível, claro, é entendível que o lado lírico não esteja tão presente nas notas mais altas, mas mesmo assim, segue um alto nível para poucos e poucas.

Chegando perto da metade do show ainda tivemos a fantástica “Shadow Play” e seu refrão cantado por todos no Bar Opinião, “Enough” e seu lado mais pesado e a lindíssima “I Feel Immortal”.

Sua passagem pelo Nightwish não ficaria em branco nesta noite e o maior sucesso dos finlandeses “Nemo” abre alas para um verdadeiro caldeirão e não é para menos, pois estávamos diante da verdadeira voz do Nightwish cantando um clássico que embalou uma geração, sensacional!

Um palco simples, com um belo pano de fundo com seu logo e um jogo de luzes que se destacou, pois trazia um ambiente diferente a cada música. A sonoridade em si foi bem satisfatória e aparentemente não tivemos falhas. Com uma vasta gama sonora de influencias e com uma voz tão poderosa o som tinha que ser no mínimo satisfatório e foi o que tivemos nesta bela noite.  

Em seguida a que considero a minha preferida de sua carreira solo, “I Walk Alone”, e todo o seu poder emocional, levando muitos presentes as lágrimas e o seu refrão cantado em uma única só voz por mais de 1500 pessoas.

A banda que acompanha Tarja é excelente e não fica devendo nada para o Dream Team montado pela cantora anos atrás. Além de grandes musicistas em palco são extremamente carismáticos e se entregam junto com a mesma a cada momento.

Chegando em sua reta final as já clássicas “Dead Promises” e “Until My Last Breath” encerram está noite mágica, que ficará marcada na história de muitos que ali estavam. Algo a se mencionar é a mescla do público presente que se dividiu entre adolescentes, crianças e o pessoal da velha guarda. Mostrando que sua música agrada ambos os públicos.

Ao final Tarja deixou todo o seu agradecimento e amor por Porto Alegre e adiantou que estará retornando no dia 09/03/24 para um show especial junto ao seu amigo e ex-companheiro de Nightwish Marko Hietala. Não preciso dizer que o Opinião veio abaixo!

Sem mais delongas, um dos melhores shows que vi nos últimos anos e a segunda vez que pude ver presencialmente a minha vocalista preferida do som pesado!


Setlist:

Eye of the Storm

Demons in You

Falling Awake

Diva

Love to Hate

Oasis (Tarja piano)

You and I (Tarja piano)

Shadow Play

Enough

I Feel Immortal

Nemo

I Walk Alone

Victim of Ritual

Encore:

Innocence

Die Alive

Dead Promises

Until My Last Breath


domingo, 10 de outubro de 2021

Malvada: Heavy Rock Explosivo


Criada em março de 2020, no início da pandemia no Brasil, a Malvada tem na sua formação integrantes com presença frequente nos palcos da noite paulistana, como a vocalista Angel Sberse - que ganhou notoriedade nacional quando participou da edição de 2020 do The Voice Brasil da Rede Globo -, a guitarrista Bruna Tsuruda, a baixista Ma Langer e a baterista Juliana Salgado.
 
A banda lançou primeiramente dois singles e vídeo nas plataformas digitais no primeiro semestre, os quais obtiveram excelente repercussão,  e foram chamando atenção do público, ganhando cada vez mais seguidores. O próximo passo foi o anúncio  do debut para o segundo semestre de 2021,  através do selo Shinigami Records.


Chegou a hora, e a MALVADA lançou dia 05 de agosto o seu álbum de estreia ,  "A Noite Vai Ferver" , com 9 faixas trazendo letras em português, falando sobre cotidiano e experiências pessoais.  

A sonoridade apresenta um Heavy Rock e Hard Rock, com pegadas de Blues e influências 70's, com muita atitude, com direito a baladas e muita malícia e "groove". 

Confira por exemplo  a balada pesada "Cada Escolha uma Renúncia", o Hard com toques de Blues e suingado da cheia de atitude e malícia "A Noite Vai Ferver", destacando os bem colocados wha-whas na guitarra; "Quem Vai Saber", mais uma balada Rock n' Roll muito legal.



Impossível também não querer dar repeat na forte "Pecado Capital", que manda um recado bem direto aos que ainda tem preconceito quanto ao empoderamento e igualdade de direitos da mulher, principalmente no cenário Rock/Heavy. Destaque também para Rockão "O Que te Faz Bem", com seu refrão poderoso.

O tempo do disco é relativamente curto, e as músicas muito legais e fáceis de assimilar, por isso parece que acaba ainda mais rápido, e logo dá vontade de ouvir de novo. Diria que acertaram na medida, deixando aquele gosto de "quero mais".

 
A arte de capa também é muito legal, e traz as meninas no habitat natural de uma banda,  foi feita pelo renomado João Duarte, que já trabalhou com grandes bandas como Angra, Hangar, Shaman, Circle II Circle e Golpe de Estado, entre outras.

Com uma sonoridade empolgante, bem produzida, instrumentistas competentes e a voz marcante de Angel e seus "drives" já característicos, a Malvada é uma das boas notícias surgidas durante a pandemia. Todo dia é dia de "Maldade", de Rock e de Malvada! Vai ser difícil segurar essas meninas! 

"A Noite vai Ferver" está disponível via selo Shinigami Records.

Texto: Carlos Garcia

Banda: Malvada
Álbum: "A Noite Vai Ferver"
Estilo: Rock n' Roll, Hard Rock, Heavy Rock
País: Brasil
Selo: Shinigami Records

Adquira o álbum direto no site da Shinigami, ou nas principais lojas do ramo, sendo que o selo distribui nacionalmente.

Canais Oficiais da banda:


Tracklist:
1. A Noite Vai Ferver
2. Prioridades
3. Quem Vai Saber?
4. Pecado Capital
5. Ao Mesmo Tempo
6. O que te faz bem?
7. Disso que eu gosto
8. Mais um Gole
9. Cada Escolha Uma Renúncia





quarta-feira, 10 de setembro de 2014

Republica: Sucesso Sem Volta

Com quase 25 anos de carreira, Republica lança novo material

Para muitos o nome Republica só passou a ser conhecido com o show da banda paulista no Rock in Rio em 2013. Lá, tendo como participação Roy Z (guitarrista e produtor), o grupo apresentou a sua proposta sonora para milhares de pessoas e centenas de milhares que assistiam ao vivo mundo afora.

Mas na verdade o grupo é bastante experiente, surgido em 1991, mas com apenas três álbuns na bagagem e mais recentemente com o lançamento de “Point of No Return” (2013), finalmente o quinteto tem um novo material de alto nível para mostrar.



Leo Belling (vocal), Luiz Fernando Vieira (guitarra), Jorge Marinhas (guitarra), Marco Vieira (baixo) e Gabriel Triani (bateria) apresentam uma sonoridade bastante peculiar, mesclando o Heavy Metal com passagens mais alternativas, até algo de Groove Metal em certos momentos, dosando bem o peso e trazendo ótimas letras.

O álbum, de modo geral, merece algumas audições para que se possa realmente captar a sua qualidade, podendo soar estranho de primeira para quem não conhecia a banda e está habituado a ouvir algo mais pesado, mas depois você tem grandes chances de ser capturado pelo disco.

Com material de alta qualidade, novo lançamento faz valer o investimento


A Republica (e o selo Wikimetal Music) caprichou na edição digipak, de grande qualidade, trazendo ótimos detalhes, incluindo encarte com as letras das músicas e informações. Alie a isso a produção Luis Serafim (ganhador de três Grammy) e o trabalho realizado pelo estúdio Electra (São Paulo) e masterização de Marcussen Mastering (Holywood, EUA), que já trabalhou com bandas como Black Sabbath, Kiss e Alice in Chains. Muitos foram os envolvidos, como o próprio Roy Z que toca guitarra em “Goodbye Asshole” e a produção vocal de Thiago Bianchi (Nortunall, Shaman).

São 10 faixas mostrando muita qualidade, como “Time to Pay”, que abre os trabalhos, passando por “Life Goes” (a mais “experimental” do disco e single do trabalho), “Change My Way” (empolgante e com grande melodia), “No Mercy” (com uma levada meio Blues) e “El Diablo”.

Grupo ao vivo mostra experiência de anos de história

Um disco sem tirar nem por. Mas, só a termos de registro, seria ainda mais interessante se o grupo apresentasse alguma(s) composição em português. Quem sabe num momento futuro?

Individualmente, cada integrante mostra toda sua experiência, tocando com paixão, sem precisar soar por demais rápido e pesado, o que permite “Point of No Return” ser apreciado por qualquer pessoa. Um real disco de Heavy Rock.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Republica
Álbum: Point of No Return
Ano: 2013
País: Brasil
Tipo: Heavy Rock/Heavy Metal
Selo: Wikimetal Music

Formação
Leo Belling (Vocal)
Luiz Fernando Vieira (Guitarra)
Jorge Marinhas (Guitarra)
Marco Vieira (Baixo)
Gabriel Triani (Bateria)

Tracklist
01. Time to Pay
02. Why?
03. Life Goes On
04. Change My Way
05. Goodbye Asshole
06. The Land of The King
07. No Mercy
08. Dark Road
09. Fuck Liars
10. El Diablo

Confira a versão acústica ao vivo para "No mercy"


Acesse e conheça mais sobre a banda

terça-feira, 8 de julho de 2014

Dia Mundial do Rock: As Missões no RS Já Tem Sua Celebração Marcada



Em todo mundo, ao longo do mês de julho, pipocam shows, festivais e eventos relacionados ao Rock & Roll, afinal de contas, dia 13 é o Dia Mundial dele e, como todo rocker que se preze, não podemos ficar só em casa.

Infelizmente, em tantos outros locais a data passa em branco. Mas neste ano de 2014, na pequena e interiorana cidade de São Luiz Gonzaga/RS, 500KMs de Porto Alegre, essa data não passará em branco.

Banda de Ijuí apresenta nova formação e show em São Luiz Gonzaga

As bandas Excellence de Ijuí/RS e Steel Blade de São Luiz Gonzaga dividirão o palco no Clube Harmonia no evento “Let’s rock!”, numa rara oportunidade de um evento de tal qualidade e estrutura total e completamente dedicado ao público rocker.

A festa acontece dia 11, sexta-feira a partir das 23 horas, com ingressos antecipados a apenas simbólicos R$15,00, que podem ser adquiridos no próprio Clube Harmonia.

A ode ao Rock & Roll traz, pela primeira vez a cidade, a Excellence, provavelmente o melhor grupo que representa o Rock/Metal da região noroeste do estado, tendo na bagagem um EP, um DVD ao vivo e o aclamado debut “Against the Odds” (confira matéria aqui). 



Assim sendo, o grupo, que regularmente se apresenta em inúmeras cidades do interior gaúcho, trará várias de suas composições que já se tornaram clássicas no circuito underground, como “Dirty Way” e “The Twilight”, certamente intercaladas com algumas releituras de clássicos do Rock/Metal mundial.



Representando o cenário local, a experiente Steel Blade retorna muitos anos depois ao palco do Clube Harmonia para mais um momento histórico da cena municipal, sendo, na última década, a única e verdadeira banda de Heavy Rock da cidade e que, para fazer a festa do público, executará clássicos de lendas como Deep Purple, Iron Maiden, The Doors, Rainbow e muitos outros, além de alguma composição própria da demo do grupo.



Em tempo, a Steel Blade e a Rádio Missioneira estão sorteando dois ingressos para o “Let’s Rock!”. Para participar, você precisa ter uma conta no Facebook, clicar AQUI e compartilhar a postagem!

Nós do Road to Metal, que nasceu nesta cidade, estamos ansiosos pelo evento e esperançosos de que o público compareça para que nenhum dos próximos anos passe em branco. Nos vemos por lá!

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


segunda-feira, 9 de junho de 2014

Kappa Crucis: Mantendo Vivo o Espírito Heavy Rock

2º trabalho inspirado do grupo Kappa Crucis

Quem disse que só temos ótimas bandas que tocam pesadas, rápidas e bastante agressivas, desconhece o trabalho da Kappa Crucis, grupo paulista de Apiaí/SP, que desde os anos 90 tem feito um ótimo trabalho pelo Heavy Rock.

Após a estreia em 2009, a veterana banda lança "Rocks" em janeiro de 2014

Com apenas dois discos lançados, o muito bem recebido debut “Jewel Box” (confira matéria aqui) de 2009 e o recente “Rocks” (2014), o quarteto G. Fischer (vocal e guitarra), F. Dória (bateria e vocais), R. Tramontin (baixo e vocais) e A. Stefanovitch (teclados, sintetizadores, piano e vocais) mostra que o espírito anos 70/80 do Rock e do Heavy Metal básico pode ser mantido, mesmo nos tecnológicos e acelerados anos 2000.

Divulgando “Rocks”, o grupo trouxe um trabalho de muito bom gosto, orgânico, você percebe cada nota, sem soar barulhento, pelo contrário, com uma clareza sonora especial, mas procurando manter a simplicidade que poderíamos ter dos LPs (salvo as devidas proporções, claro).

A banda no primeiro dia de gravações de "Rocks"

Nota-se influência de Rock Progressivo, me vindo à mente Jethro Tull, especialmente em “Invisible Man”, uma das melhores das 10 faixas, num trabalho de ótimos dedilhados de guitarra e notas do baixo bem audíveis e encaixadas.

Entrevistamos a banda em 2012 (confira)
Momentos de destaque também em músicas como “Strange Soul” (com um riff pesado aliado ao teclado harmônico), “Mecathronic”, mostrando a versatilidade técnica do grupo; também merece menção “Between Night and Day”, com exatos 9 minutos de duração e puro Heavy Rock e Progresivo, e, por fim, “When the Legs are Wheels”, pronta para ouvir pegando a estrada (ótimos riffs!) e “The Braves and the Fools”, fechando como a faixa mais “rocker” do disco.

Gravado e produzido aqui no estúdio Ger Som e masterizado no Canadá por ninguém menos que produtor Jera Cravo (Virgil Donatti, T.J. Helmrich, Planet X, Dennis Chambers), “Rocks” segue a proposta evolutiva do grupo e cai como uma luva para os amantes do real Rock setentista. Impossível ouvir e não sentir saudades dessa época, mesmo para quem nem havia nascido. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Kappa Crucis
Álbum: Rocks
Ano: 2014 
País: Brasil
Tipo: Heavy Rock/Rock Progressivo

Formação
F. Dória (Bateria, Vocal de Harmonia)
G. Fischer (Guitarra, Vocal Principal)
R. Tramontin (Baixo, Vocal de apoio)
A. Stefanovitch (Teclados, Vocal de Apoio)



Tracklist
1- What Comes Down
2- Mecathronic
3- School Of Life
4- Invisible Man
5- Strange Soul
6- Flags And Lies
7- Nobody Knows
8- Between Night And Day
9- When The Legs Are Wheels
10 – The Braves And The Fools

Acesse e conheça mais sobre a banda

quinta-feira, 13 de março de 2014

Sunroad: Hard & Heavy Sem Falhas

Experiente banda goiana em eficiente álbum Hard

Sempre alegra ver que alguns grupos, apesar das inúmeras dificuldades presentes neste país, conseguem dar a volta por cima e nos brindar com boas composições, dentro de uma cena rodeada de bandas “tributo” (para não falar outro nome).

Essa sensação que surge ao conferir “Carved in Time” (2013), 7º e novo álbum do grupo de Goiás Sunroad que, infelizmente, havia encerrado as atividades em 2011, apesar de lançamentos regulares desde 1999. Composto de 10 faixas, cuja produção feita pelos próprios integrantes, saiu ano passado via Ms Metal Records, esse retorna com um bom disco na bagagem.

Com canções que caminham entre o Hard Rock e o Heavy Metal mais clássico, o grupo não abusa do peso, focando maior atenção em construir momentos simples, mas bem executados, deixando as músicas com aquela levada que cai como uma luva para se ouvir viajando.

Álbum saiu via Ms Metal Records

A qualidade já se evidencia na própria faixa-título que abre o disco, forte candidata a um dos destaques da banda ao vivo, com ótimo trabalho de guitarras de Netto Mello. Logo em seguida a melhor do trabalho desponta. Chamada “Master of Disaster”, começa com mais peso, cadenciada, te chamando para o headbanging, mas logo os teclados do também baixista Akasio Angels surgem e os vocais “R&R” de Harion Vex dão a deixa: uma baita canção Hard. Que refrão!

A música de trabalho, até o momento, já é apresentada na 3º faixa, sendo que o próprio vídeo clipe (veja abaixo), simples e caseiro, prova que o grupo quer impressionar pelo seu som e não por altas produções (que muitas vezes mascaram músicas pobres). Falo de “Into the City Lights” que já caiu na graça da galera e deve ser a mais aguardada do show dos caras. Nota de destaque ao bom trabalho do baterista Fred Mika, que também ajuda nos vocais de apoio. Aliás, toda a banda participa desse processo (além da participação de Henry Wright), o que rendeu ótimos refrãos com várias vozes, ou mesmo o começo, como em “The Only Ones”.

Assista ao vídeo clipe oficial de “Into The City Lights”

O vocalista Harion tem uma voz que não se sobressai, porém, é coesa, sem exageros, indo até onde se encaixa com a proposta da banda. Muitas vezes, nomes como Doogie White (ex-Rainbow, Tank, WAMI) e Tob Jepson (Fastway) me vieram à mente ao ouvir a performance dele no disco.

Como todo bom disco Hard & Heavy, não podia faltar uma baladinha e esta veio com o nome de “Commomplace Heat”, que dá uma segurada na empolgação do disco, mas mostra bem o lado mais melódico da banda, ajudado pela bela voz de Olívia Bayer. Outros momentos de destaque ficam para “Mission” (Akasio resolveu “fritas” nos solos, mostrando sua habilidade) e “Back Again”, que fecha o disco como começou: puro Hard/Heavy clássico.

“Carved in Time”, que tem uma bela arte de capa e encarte com todas as letras e informações importantes, é o retorno que todo grupo precisa, sendo uma ótima pedida para quem quer curtir um som sem compromisso, tomando uma cerveja ou viajando estrada a fora.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: divulgação
Assessoria: Sunset Metal Press

Ficha Técnica
Banda: Sunroad
Álbum: Carved in time
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Hard Rock/Heavy Rock
Selo: Ms Metal Records

Formação
Harion Vex (Vocal)
Netto Mello (Guitarras)
Akasio Angels (Baixo e Teclados)
Fred Mika (Bateria)


Tracklist
01. Carved In Time
02. Master Of Disaster
03. Into The City Lights
04. The Only Ones
05. Commomplace Heat
06. Five Years Wasted
07. Mission
08. No Need Fantasy
09. Echo Of Your Loving
10. Backing Again

Acesse e conheça mais sobre a banda

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Motörhead: Lemmy Está Mais Vivo do que Nunca!

21º álbum de estúdio não decepciona

Foi meio que difícil definir em palavras este mais novo registro inédito do Motörhead, "Aftershock" (2013), pelo fato da discografia rica que a banda possui e por ser o meu primeiro review de banda internacional aqui no Road To Metal, dá uma sensação de que está com um ‘nó’ na cabeça em saber por onde começar (risos). Mas em se tratando de uma grande banda que é o Motörhead, sempre vale o sacrifício do escritor em poder passar alguns singelos comentários deste lançamento, que não pode ser deixado de mãos vazias para os aqui presentes.

Da esq. p/dir.: Phil Campbell, Lemmy Kilmister e Mikkey Dee

Um dos lançamentos de mais destaque neste mês de outubro, Lemmy Kilmister (vocal/baixo), Phil Campbell (guitarra) e Mikkey Dee (bateria) preenchem mais uma sequência de paulada com bastante dose de Rock N' Roll sem deixar a peteca cair, mantendo praticamente a essência dos álbuns anteriores ("Kiss Of Death" - 2006, "Motorizer" - 2008 e "The World Is Yours" - 2011), que foram de rasgar os elogios.

Depois de um susto com o cancelamento da turnê e da suposta aposentadoria do Lemmy, neste 22º disco da carreira, Lemmy e sua trupe sintetiza bem a fase áurea que a banda teve nos anos 70 e anos 80, que com certeza devem ter pegado discos como "Overkill" (1979), "Ace Of Spades" (1980), "Iron Fist" (1982), "Another Perfect Day" (1983), "Orgasmatron" (1986) e "Rock N' Roll" (1987), com a sonoridade bem atual e típica da banda. 

Todas as músicas soam perfeitas e não há uma que possa falar que é ruim, mas cito "Heartbreaker", "Coup De Grace" e "End Of Time" (pauladas); "Do You Believe" (rockão direto), "Crying Shame", "Queen Of The Damned" (a que mais representa de tudo que eu disse no parágrafo acima) e "Dust And Glass" (a balada do disco). A "Going To Mexico" é a minha preferida, agora só resta tirar a conclusão se a nossa é melhor que a dos mexicanos? [N.E.: um dos clássicos da banda se chama “Going to Brazil”].

Mais um possível candidato do meu Top 10 do ano! Um trabalho que mostra que Lemmy está mais vivo do que nunca! 

Going To Lemmy!

Revisão/edição: Eduardo Cardore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Motörhead
Álbum: Aftershock
Ano: 2013
País: Inglaterra
Tipo: Heavy Metal
Gravadora: Motörhead Music – Importado

Formação:
Lemmy Kilmister (vocal/baixo)
Phil Campbell (guitarra) 
Mikkey Dee (bateria) 


Tracklist:
1. Heartbreaker 
2. Coup de Grace 
3. Lost Woman Blues 
4. End of Time
5. Do You Believe 
6. Death Machine 
7. Dust and Glass 
8. Going to Mexico
9. Silence When You Speak To Me 
10. Crying Shame 
11. Queen of the Damned 
12. Knife 
13. Keep Your Powder Dry 
14. Paralyzed 

Assista ao vídeo clipe oficial de "Heartbreaker"


Acesse e saiba mais sobre a banda

terça-feira, 21 de maio de 2013

Mad Old Lady: Simplicidade em Formato de Música

Álbum "Viking Soul" merece toda atenção do público da boa música


O músico Eduardo Fagundes não poderia ter feito melhor escolha ao deixar sua antiga banda para montar um novo grupo com uma proposta calcada menos no peso, mais focado na melodia. E foi nessa tentativa de sucesso de criar um som diferenciado que surgiu a Mad Old Lady e seu debut álbum “Viking Soul” (2012).

Com uma formação contando com três vocalistas (além de Eduardo, também cantam Marcelo de Paula e Flávia Tunchel), que já é algo que chama a atenção, mais o baterista Guga Bento, o baixista Gabi Moraes, os guitarristas Tiago Moura e Vitor e o tecladista Rafael Agostino, a Mad Old Lady impressiona quem aprecia um bom Heavy/Hard, com vários elementos de Folk Rock e Rock Progressivo (ouça “Someone” e se arrepie).

Composições simples e belas povoam disco de estreia

São apenas 10 faixas, composições do líder Eduardo, que ofertam ao ouvinte muita melodia, letras simples, mas que calam na alma. Aliás, simplicidade parece ser a palavra-chave do álbum que, apesar de ter sido gravado em um dos melhores estúdios do Brasil (Mosh, em São Paulo/SP) e ter sido produzido na Bélgica (estúdio I.P.C.), o grupo fez questão de deixar a sonoridade muito orgânica, de fácil assimilação, sem precisar apelar para clichês radiofônicos.

“Glances in the Dark” começa com tudo, bastante ritmo, clima de alto astral, seguida de “King”, que mostra já as primeiras melodias com passagens acústicas e um show dos vocais que fazem um verdadeiro coral e dão um clima macio a canção.

O casamento perfeito entre o Hard Rock e o Rock Clássico você encontra em “Power of Warrior” (conta Eduardo que a canção fora composta aos 18 anos, quando ouvia muito Black Sabbath), assim como “Prison” traz uma das melodias mais grudentas do álbum, com sutis presenças de gaita, violino, piano, ótima para ser cantada ao vivo.

Outras canções como “Too Blind to See” e “Mad Train” trazem mais peso, mas sem esquecer o clima setentista que ronda a banda, sempre nos remetendo ora ao povo nórdico ao qual é dado o nome do álbum, ora ao próprio Rock & Roll de bandas como Lynyrd Skynyrd e Creedence.

Espirito Viking presente no álbum
A gaita de boca e o violão vão arrepiar você em “My Heart”, uma das mais belas canções que ouvi nos últimos meses e que, ao lado de “Far Away”, fazem uma dupla sensacional. Aliás, esta última virou minha preferida já na primeira audição e não sai da minha cabeça (muito emocionante e me identifiquei rápido com a bela e triste letra). “Viking Soul” fecha o disco com grande clima de despedida, obrigando-o a dar play novamente na bolacha sem medo e com a certeza de que Mad Old Lady é um grupo diferenciado nesse oceano de bandas nacionais de qualidade. Fique de olho e peça o seu álbum gratuito através do Facebook da banda (veja abaixo).

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Mad Old Lady
Álbum: Viking Soul
Ano: 2012 
País: Brasil
Tipo: Classic Rock/Hard Rock/Folk Rock/Progressive Rock

Formação
Eduardo Fagundes (Vocal)
Marcelo de Paula (Vocal)
Flávia Tunchel (Vocal)
Guga Bento (Bateria)
Gabi Moraes (Baixo)
Tiago Moura (Guitarra)
Vitor (Guitarra)
Rafael Agostino (Teclados)



Tracklist
01 – Glances in the Dark
02 – King
03 – Power of Warrior
04 – Prison
05 – Too Blind to See
06 – Mad Train
07 – My Heart
08 – Someone
09 – Far Away
10 – Viking Soul

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Assista a banda ao vivo

Tocando "Viking Soul"

Vídeo clipe de "Power of Warrior"