Por: Renato Sanson
Fotos: Cristiano Cruz/Renato Sanson
No último domingo, Porto Alegre recebeu o encerramento da
turnê gaúcha da banda paulista Maestrick, promovendo o excelente “Expresso
Della Vita: Lunare” (3° álbum da carreira). Depois de passarem por Pelotas e
Caxias do Sul, a capital foi responsável pelo fechamento dessa sequência de
apresentações no Rio Grande do Sul, em um show realizado no Gravador Pub.
E que experiência foi finalmente assistir o Maestrick ao
vivo.
Mesmo já conhecendo os integrantes pessoalmente há algum tempo, essa foi minha primeira oportunidade de acompanhar a banda no palco, e a impressão não poderia ter sido melhor. O grupo entregou exatamente aquilo que os fãs esperam: técnica absurda, musicalidade refinada, peso, emoção e uma execução praticamente impecável do começo ao fim.
Para esta turnê, a banda contou também com a presença do guitarrista convidado Gabriel Veloso (Storia), agregando ainda mais peso e consistência às apresentações ao vivo. O entrosamento no palco foi evidente durante toda a noite, reforçando ainda mais a riqueza musical das composições executadas.
Ao vivo, o Maestrick consegue elevar ainda mais a proposta
musical apresentada em estúdio. Cada integrante demonstra domínio absoluto do
instrumento, mas sem transformar a apresentação em algo frio ou excessivamente
técnico. Existe sentimento em cada passagem, em cada dinâmica e principalmente
na interpretação de Fábio Caldeira, que conduziu o show com presença e
proximidade com o público presente.
Um dos grandes momentos da noite aconteceu durante a música
“Pescador”, que ganhou uma interpretação especial com a participação do
vocalista Jonathas Pozo (Rage In My Eyes) dividindo os vocais com Fábio. A
performance ainda contou com a participação do guitarrista Alexandre Tellini,
tornando a execução uma das mais marcantes da noite e arrancando ótima reação
do público presente.
Infelizmente, o evento contou com um público abaixo do que uma banda desse nível merece. Ainda assim, os presentes fizeram valer a noite, acompanhando atentamente cada música e criando um clima bastante respeitoso e caloroso dentro da casa. Foi uma apresentação que claramente merecia um alcance maior.
Outro ponto que acabou impactando parcialmente a experiência
foi a sonorização do local, que em alguns momentos não conseguiu entregar toda
a clareza necessária para uma banda com tantos detalhes e camadas musicais
quanto o Maestrick. Soma-se a isso a limitação de horário da casa, que encerra
atividades às 22h, obrigando a banda a encurtar o setlist e retirar cerca de
duas músicas da apresentação.
Mesmo assim, o encerramento aconteceu de forma especial. Já
nos momentos finais do show, Fábio perguntou ao público qual música deveria
fechar a noite. A escolhida foi “Ethereal”, faixa do novo álbum, e
sinceramente, não poderia existir encerramento melhor. A música trouxe aquele
clima épico, emotivo e grandioso que resume perfeitamente a essência da banda
atualmente.
Apesar das limitações da noite, o saldo final foi extremamente positivo. Ver o Maestrick ao vivo foi uma experiência marcante, daquelas que reafirmam o quanto ainda existem bandas nacionais produzindo material de altíssimo nível dentro do Prog Metal mundial.
Que o grupo retorne em breve ao Rio Grande do Sul, e que da
próxima vez encontre o público que realmente merece.



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