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terça-feira, 10 de junho de 2025

Cobertura de Show: Carcass – 15/05/2025 – Carioca Club/SP

Que o mês de maio foi uma loucura para o metaleiro paulistano todos nos sabemos. Com muitos ainda se recuperando do absurdo que foi abril, que trouxe o Monsters of Rock, maio não ficou para trás, começando com os pés na porta, três dias de Bangers Open Air pós feriado, aí na semana seguinte simplesmente o retorno do System of a Down (além do Upfront Fest para os punks), respirar naquele mês estava difícil. Imediatamente após a aula de show que os armênio-americanos proferiram no autódromo de Interlagos, presenciaríamos mais uma aula, mas deste vez, de metal extremo, pois os lendários britânicos do Carcass estariam passando por São Paulo em uma quinta feira à noite, pouco mais de um ano depois de sua apresentação no Summer Breeze Open Air.

Chegando no Carioca Club, a casa estava bem mais cheia do que o esperado, considerando que era quinta, a quantidade insana de shows que rolaram na mesma época e tinham anunciado a apresentação apenas no final de março, os fãs haviam aparecido em peso, a fila dobrava a rua. Tudo isso não era à toa, visto que os outros garotos de Liverpool tem uma história extensa, tanto aqui no Brasil, quanto no metal no geral, totalizando 10 apresentações em nossas terras e sendo conhecidos como os inventores do goregrind e grande influência para o mundo do death metal melódico. Como sempre, deixo aqui meus parabéns à produção da Overload, que há anos vem trazendo eventos extremamente pontuais e organizados, e desta vez, não foi diferente.

O quarteto assumiu o palco (adornado com uma  faca do lado esquerdo e um garfo do direito) pontualmente às 20:30, e com precisão cirúrgica, Bill Steer tocou os acordes iniciais de “Unfit for Human Consumption”, faixa de seu álbum de retorno, “Surgical Steel”, que desde seu lançamento, nunca saiu do repertório dos shows. Uma roda punk de tamanho considerável dominou o meio da pista desde os primeiros segundos, e simplesmente não parou. Seguiram logo com “Buried Dreams”, uma das joias da coroa do brilhante “Heartwork”, que logo no primeiro riff já praticamente enfartou os fãs. Indo contra os padrões do death metal, o mestre Jeff Walker até conseguiu levar o público a bater palmas no ritmo; estava com a galera realmente na palma da mão. Mostrando as habilidades de Dan Wilding com as baquetas, veio “Kelly’s Meat Emporium”, primeira representante do seu trabalho mais recente, “Torn Arteries” (2021), introduzida com uma virada estonteante.

Pularem de era em era, trazendo “Incarnated Solvent Abuse”, de seu terceiro álbum, lançado 30 anos antes do mais recente. Vale ressaltar que independente da era da banda, o som sempre foi dinâmico, apresentando a mescla de peso e brutalidade que tornou os uma das maiores lendas do metal, e ao vivo, isto transparecia perfeitamente, o peso dos riffs era absurdo, mas Bull Steer também tinha uma finesse incrível nos solos, estavam realmente dando aulas de metal. “Heartwork” voltou com “No Love Lost”, e figurou novamente no bloco seguinte, quando juntaram “Tomorrow Belongs to Nobody” e “Death Certificate” em versões reduzidas, uma atrás da outra. “Dance of Ixtab” viu o retorno das palminhas, mas a energia era tanta que até rolaram alguns crowdsurfs. 

A casa não era das maiores, mas os fãs estavam usufruindo de cada milímetro do Carioca Club, como em “Keep on Rotting in the Free World”, emendada com “Black Star”, onde boa parte dos fãs pularam juntos, fazendo o bairro de pinheiros tremer.A interação direta com o público era pouca, não falavam entre uma música e outra, mas a conexão entre público e banda era mais que evidente, como ocorreu logo após “Rotting” com a casa dominada por gritos de “Carcass, Carcass, Carcass”. Jeff retribuiu arriscando um “obrigado”, rapidamente voltando ao inglês com um “how are you doing”, justificando que seu português era muito ruim. A nostalgia veio forte com a sequência da instrumental “Genital Grinder” com a clássica “Pyosisified (Rotten to the Gore)”, as duas vindas de seu disco de estreia, “Reek of Putrefaction”. 

“Pyosisified” também foi lançada como parte do EP “Tools of the Trade” 4 anos depois, ao lado da já contemplada “Incarnated”, que com a faixa-título compunham o lado A, além dela e “Hepatic Tissue Fermentation II” do lado oposto. Depois dos últimos acordes de “Tools”, a entrada sinistra de “The Scythe’s Remorseless Swing”, um dos destaques do último LP. Vale destacar o trabalho que fizeram com o fundo do palco, que estava adornado com um backdrop fino de uma caixa torácica, e em certas músicas, no telão aparecia o coração da capa de “Torn Arteries” justamente onde estaria posicionado um coração no corpo humano, e a iluminação era feita de um jeito que aparecesse o backdrop também. Fica difícil de explicar, mas na hora estava incrível. Fora isso, a iluminação era inconsistente, sendo difícil de ver a banda em certos momentos, mas nada que detraísse da experiência do show no geral.

Este bloco do show foi concluído com uma trinca de peso, simplesmente a pesadíssima “316L Grade Surgical Steel”, executada com precisão esperadamente cirúrgica, “This Mortal Coil”, praticamente um Iron Maiden em versão metal extremo, fechando com uma das mais icônicas da primeira fase da banda, “Corporal Jigsaw Quandary”. Antes de iniciar esta última, Walker jogou algumas águas para o público, provavelmente após flashbacks do que aconteceu com ele no Summer Breeze do ano passado. Para os que não lembram, pelo calor, o vocalista passou mal, e teve que fazer boa parte do show com um pacote de gelo em sua cabeça. Assim que desceram do palco, o público voltou a gritar o nome deles - havia passado aproximadamente uma hora e 10 de show, mas não havia nenhum sinal de cansaço. O “Carcass, Carcass, Carcass” rapidamente virou “olê, olê olê olê, Car-cass, Car-cass”, e atendendo aos pedidos de muitos, Walker ressurgiu, perguntando se queriam ouvir mais uma música.

Puxando o resto da banda, voltaram em definitivo para o palco, e Walker relatou que mesmo tendo viajado para um lugar há mais de 3 mil milhas de distância, ele estava se divertindo demais. “Querem uma música mais devagar, vamos fazer uma mais devagar.” Se “Captive Bolt Pistol” é devagar, não sei em que velocidade toca uma banda de doom metal, pois captive é vertiginosa, dando aquela sensação de ser atropelado por um trem. Se os corações já não estavam batendo mais fortes, seria com a última sequência que pulariam para fora do corpo de cada um dos fãs de lá, trouxeram um pouco da “old shit” com “Ruptured em Purulence”, que se assemelha a sensação de fazer wakeboard no chão de asfalto com a testa e simplesmente “Heartwork”. Quando aquele riff ecoou pelo sistema de PA do Carioca, parecia que São Paulo iria entrar em erupção, foi um momento de euforia pura. O público cantava cada nota da melodia a plenos pulmões, em uníssono, era algo grandioso, épico. Terminado o momento de catarse, soltaram um “we, Carcass, love you so much, make some fucking noise”, enquanto executavam o final de “Carneous Cacophony”, e foi ao som de “Have a Cigar” do Pink Floyd pelos alto-falantes que desceram do palco.

Não é todo dia que temos a oportunidade de ver uma das bandas mais influentes do metal extremo em uma casa intimista em uma quinta-feira à noite, especialmente fazendo um show praticamente impecável, como foi o caso da aula que os britânicos proferiram naquele dia 15. Quem viu, quem esteve presente, certamente não esquecerá desta apresentação, enquanto quem não foi, perdeu uma performance histórica. Agora, esperamos que o retorno deles seja em um final de semana, algo um pouco mais digno.



Fotos: Leandro Almeida (Rock Brigade)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Overload



Carcass – setlist:

Unfit for Human Consumption

Buried Dreams

Kelly’s Meat Emporium

Incarnated Solvent Abuse

No Love Lost

Tomorrow Belongs to Nobody/Death Certificate

Dance of Ixtab

Black Star/Keep on Rotting in the Free World

Genital Grinder

Pyosisified (Rotten to the Gore)

Tools of the Trade

The Scythe’s Remorseless Swing

316L Grade Surgical Steel

This Mortal Coil

Corporal Jigsaw Quandary

Bis

Captive Bolt Pistol

Ruptured in Purulence/Heartwork

Carneous Cacophony (final)

domingo, 4 de fevereiro de 2024

Setlists Summer Breeze Brasil - 24 - Parte 01

Por: Renato Sanson



Sabemos da correira do dia a dia dos tempos atuais e devido a isso, resolvemos trazer aqui os possíveis setlists dos shows da aguardada 2ª edição do festival SUMMER BREEZE BRASIL! E você confere a primeira parte deste especial agora mesmo! Podendo salvar e ouvir os sets das suas bandas preferidas \\m// Stay On The Road!


segunda-feira, 29 de novembro de 2021

Carcass: 8 Anos Depois, Mais um Álbum de Refinado Metal Extremo


8 anos de passaram depois do álbum que marcou o retorno do Carcass, com "Surgical Steel" (2013), e ao contrário de algumas bandas que ficam anos sem lançar algo, e não aproveitam praticamente em nada o tempo para criar algo relevante, Billy Steer e Jeff Walker apresentaram um álbum de excelente qualidade musical, "Torn Arteries"

Além da refinada técnica, qualidade nas composições e excelente produção, o disco traz uma apresentação gráfica curiosa e criativa, com a arte de capa e encartes trazendo um coração formado por vegetais em um fundo branco. 

Em cada folha do encarte, podemos acompanhar o coração se deteriorando. Esse tipo de arte é inspirada na técnica japonesa chamada kusôzu. Outra curiosidade é o título do álbum, que é alusão a uma antiga demo da banda nos anos 80.

Musicalmente, "Torn Arteries" traz elementos que remetem a toda a discografia da banda, e mesmo que o refino técnico e melódico seja mais evidente, a brutalidade e agressividade também dão as caras.

Na faixa título e de abertura, por exemplo, "Torn Arteries", temos uma enxurrada de brutalidade e velocidade, entrecortada por passagens com melodia, fazendo a ligação do Carcass mais extremo com o mais técnico.

Aqueles toques de senso de humor também estão aí, como nas nomenclaturas longas de algumas músicas, e na brincadeira com o título de "Eleanor Rigor Mortis", que na parte sonora traz peso descomunal e andamento cadenciado, riff graves e solos de técnica e melodia.

É bom já destacar o trabalho primoroso da gravação, onde podemos ouvir com clareza todos os instrumentos, de modo que é possível perceber minuciosamente os riffs, solos e arranjos, e claro, o trabalho impressionante da bateria de Daniel Wilding.

Difícil ir apontando destaques, mas elegi três favoritas, que creio que expressam bem a capacidade musical e técnica da banda, e "The Devil Rides Out" é, sendo clichê, uma aula de Death Metal Melódico, com variações, seus riffs galopantes, trabalho primoroso nas melodias e solos das guitarras, baixo trovejante e bateria absurdamente técnica, porém veloz e brutal quando necessário.

"Flesh Ripping Sonic Torment Limited", com seus mais de 9 minutos, seria uma peça de "Progressive Death Metal"? Cheia de variações, a faixa transita por momentos de puro peso e brutalidade, contrastando com trechos límpidos e melodiosos, e claro, uma avalanche de riffs.

"Dance of Ixtab (Psychopomp and Circumstance March Number 1)", que foi um dos singles de apresentação, tem peso e "groove", e o trabalho percussivo com trechos que se assemelham a uma marcha marcial.

"Torn Arteries" fica um pouco atrás de seu antecessor, mas não é nenhum demérito, pois a qualidade aqui é muito alta, e o trio, que tem ainda o membro honorário Tom Draper nas guitarras, concebeu mais uma peça de Metal Extremo de refino técnico, com melodia e brutalidade bem dosadas. 

Texto: Carlos Garcia

Banda: Carcass
Álbum: "Torn Arteries" 2021
País: Inglaterra
Estilo: Death Metal, Melodic Death Metal
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records

Confira o Álbum no site do selo

Tracklist

1. Torn Arteries
2. Dance of Ixtab (Psychopomp & Circumstance March No. 1 in B)
3. Eleanor Rigor Mortis
4. Under the Scalpel Blade
5. The Devil Rides Out
6. Flesh Ripping Sonic Torment Limited
7. Kelly’s Meat Emporium
8. In God We Trust
9. Wake up and Smell the Carcass / Caveat Emptor
10. The Scythe’s Remorseless Swing



sábado, 26 de outubro de 2013

Carcass: Cirurgicamente Perfeito!

Lendária banda inglesa retorna após 17 anos sem material inédito

No longínquo ano de 1996, para ser mais preciso, no dia 10 de junho daquele ano, se encerrava as atividades de uma das maiores bandas de Death Metal de todos os tempos, pioneira do Grindcore/Splatter, marcada na história com o álbum “Swansong” (1996).

Nova formação mantém a usual qualidade
Ah! como fazia falta o Carcass! Os longos 17 anos sem um gravação oficial fazia o maior fã perder as esperanças em ainda um dia poder ver Jeff Walker (baixo/vocal) e Bill Steer (guitarra) compondo qualquer tipo de barulho, e indo mais além, o que iria vir depois de todo esse tempo. Cabe aqui uma pergunta: será que vale a pena esperar todo esse tempo por um disco novo? Nesse caso, acredito que sim, porque temos em "Surgical Steel" (2013) uma obra-prima no mesmo nível de “Heartwork” (1993), época ainda que contava com o talento de Michael Amott (Arch Enemy), talvez a maior influência pela evolução da banda.

Estamos aqui frente a um dos melhores discos de Metal extremo em anos, e não é exagero em relatar isso. A qualidade e maturidade atingida pela banda é de espantar qualquer cinquentão nesse meio. A bolacha começa com “1985”, uma introdução de pouco mais de 1 minuto, que só aumenta o suspense para que a pancadaria comece logo, ali com o ouvido preso ao som. Enfim, chega “Thrasher’s Abattoir”. E que música, meu camarada! Que porrada, que guitarra e que solo! Falta argumentos para descrever tamanha qualidade, assim como será do início ao fim. Pegada Death Metal nunca deixada de lado pela banda, com pitadas do bom e velho Thrash Metal. Triste não chegar nem sequer aos 2 minutos, porque deveriam ser mais que o dobro.
Em seguida, “Cadaver Pouch Conveyor System”. Simplesmente cativante. Aqui a banda apresenta seu peso mesclado com a melodia marcante de antigamente, podendo, eu diria, se encaixar perfeitamente em álbuns dos anos 90. A faixa ainda conta com a honra da participação de Ken Owen, primeiro baterista do grupo.

“A Congealed Clot  of Blood” e “The Master Butcher’s Apron” já seguem uma linha mais melódica, segurando o freio, o que nos remete muito ao “Heartwork”. “Noncompliance to ASTM F899-12 Standard” já começa com o pé no acelerador, despejando blast beat. Furiosa, sendo uma das mais compridas do álbum, conta com um solo inspirado de senhor Steer. A bateria de Daniel Wilding é certeira, acerta precisamente cada virada e segurada no ritmo, unindo-se perfeitamente com o baixo preciso de Walker. Uma das melhores!

“The Granulating Dark Satanic Mills” retoma o ritma mais cadenciado, possuindo um bom solo e uma levada muito interessante. É hora de dar uma respirada, porque depois dessa não tem descanso. É aí que vem “Unfit for Human Consumption”, com um riff de abertura fenomenal, daqueles que ficam horas zumbindo no ouvido. Vocal empolgante de Jeff, o que faz parecer que esse álbum saiu em menos de um ano depois do “Heartwork”, e a bateria novamente mostrando porque veio. Assim, mantendo o ritmo no mesmo nível, “316 L Grade Surgical Steel”, o que acontece em todo o álbum, homogêneo em qualidade.

Banda voltou ao Brasil em abril deste ano

“Captive Bolt Pistol” é a mais conhecida do pacote, vista que já havia sido apresentada em single antes do lançamento do álbum. Não há muito o que falar aqui, pois foi a que abriu o apetite para os fãs da banda. E é chegada a vez da grandiosa e marcante “Mount of Execution”. Desde a primeira vez que ouvi o álbum por completo, já ficou no topo da lista. Sua introdução acústica dá um clima que há tempos não se ouvia. E que clima se cria aqui, digno de clássicos, digno de Carcass! Junte os álbuns “Necroticism: Descanting the Insalubrious” (1991), “Heartwork”, “Swansong” e mais o que se viu até aqui no “Surgical Steel”, e você terá uma das músicas mais completas de toda a carreira do Carcass. Alternando em momentos cadenciados e outros porradeiros, temos a música mais longa do álbum e em nenhum momento cansativa ou enjoativa. Clássico absoluto, sem exageros.

Cabe aqui lembrar a grande competência por traz da mixagem da banda do sempre renomado Andy Sneap e toda sua experiência, e de Ben Ash na guitarra. E, claro, a simples e brilhante capa, que não foge em nada do habitual.

"Surgical Steel" só tem recebido elogios e é um dos principais lançamentos de 2013

Ouça sem parar, várias vezes ao dia e na semana. Indispensável para qualquer fã da trupe de Steer e Walker, e para você que não conhece a banda, é uma ótima pedida, porém não deixe de ouvir a discografia inteira dessa honrosa banda, que infelizmente nos presenteia apenas com seu sexto álbum de estúdio. Nada abaixo de uma nota 10, entre os meus TOP3 do ano. Aprecie sem moderação!

Texto: André Sauer
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Carcass
Álbum: Surgical Steel
Ano: 2013
País: Inglaterra
Tipo: Death Metal/Grindcore Splatter

Formação: 
Jeff Walker (Baixo/Vocal)
Bill Steer (Guitarra/Vocal)
Daniel Wilding (Bateria)
Ben Ash (Guitarra) (participa ao vivo)


Tracklist:
1. 1985 (Instrumental)
2. Thrasher s Abbatoir
3. Cadaver Pouch Conveyor System
4. A Congealed Clot of Blood
5. The Master Butcher s Apron
6. Noncompliance to ASTM F 899-12 Standard
7. The Granulating Dark Satanic Mills
8. Unfit for Human Consumption
9. 316 L Grade Surgical Steel
10. Captive Bolt Pistol
11. Mount of Execution

Acesse e conheça a banda

Ouça "Captive Bolt Pistol"

Confira o teaser oficial do álbum

terça-feira, 16 de julho de 2013

Carcass: Retornando da Sepultura



E eis que as lendas britânicas do Metal Extremo, Carcass, estão de volta ao estúdio, e o sexto álbum da banda, primeiro lançamento de estúdio desde 1996, quando lançou "Swansong", está com data marcada para lançamento na primeira quinzena de setembro.

O play, que sairá pela Nuclear Blast, foi batizado de "Surgical Steel", produzido por Colin Richardson (Napalm Death, Gorefest, Sinister) e mixado por Andy Sneap, teve sua capa recentemente divulgada, cujo trabalho de arte foi concebido pelo renomado fotógrafo Inglês Ian Tilton, com quem a banda já havia trabalhado anteriormente.

Arte da capa de "Surgical Steel"
A encarnação atual traz os membros fundadores Bill Steer (guitars), Jeff Walker (bass & vocals) e ainda, completando o time,  Dan Wilding (drums), e Ben Ash (guitars), e espere ainda a participação do baterista original, Ken Owen, como vocalista convidado.    (abaixo, vídeo com teaser do álbum)


O Carcass é responsável por alguns clássicos do Metal Extremo, sendo uma banda muito cultuada, e há tempos os fãs esperam um retorno, que já vinha sendo ensaiado. O grupo é responsável por mudar a cara do Metal Extremo, sempre apresentando álbuns com sonoridades novas e intrigantes, quebrando regras e derrubando barreiras, inclusive com seus conceitos  líricos, praticamente inventando o Gore-Grind (Reek of Putrefaction) e criando as bases do Melodic Death Metal (Heartwork). Não podemos deixar de citar aí, a grande contribuição do guitarrista Michael Ammott, que fez parte da banda entre 1990-93 e também participou dos shows de retorno em 2007, somente se desligando oficialmente em 2012.

Em 2007, com Amott e Erlandsson (batera, também do Arch Enemy) no line-up, a banda chegou a se reunir para shows ao vivo, os quais foram um sucesso de público, seguindo a fazer apresentações contando com a dupla até 2012, e agora, nesta nova encarnação, a banda, como diz no press release, está pronta para ministrar uma nova injeção de cinismo e riffs infecciosos no braço da doente cena Metálica, fazendo de tudo para honrar o legado de outrora!

Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação
Revisão: Axe Giant



Possível set-list do álbum:

"The Master Butcher's Apron"
"The Granulating Dark Satanic Mills"
"A Congealed Clot of Blood"
"A Wraith in the Apparatus"
"316L Grade Surgical Steel"
"Cadaver Pouch Conveyor System"
"Captive Bolt Pistol"
"Intensive Battery Brooding"
"None Compliance to ASTM F899-12 Standard"
"Mount of Execution"
"1985/Thrasher's Abattoir"
"Unfit for Human Consumption"
"Zochrot"

"Livestock Marketplace"



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