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quinta-feira, 18 de setembro de 2025

Cobertura de Show: Wacken Open Air – 01/08/2025 – Schleswig-Holten/GE

Cheguei (Lukka) ofegante, ainda me equilibrando na lama, quando o Forbidden iniciou seu ataque no Louder. Foi poderoso demais. Com Russ Anderson à frente, um verdadeiro mestre de palco, a banda fez questão de provar por que é uma das lendas do thrash da Bay Area. Sua voz rasgava o ar pesado, ora gutural, ora melódica, enquanto interagia com a plateia com aquela presença de quem carrega décadas de experiência. “Chalice of Blood”, “Step by Step” e “Twisted into Form” levantaram a galera sem dó, e mesmo atolados, todos respondiam com energia. Foi como estar numa aula de thrash, só que dentro da lama.

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Peyton Parrish – Harder

No Harder, vivi um dos momentos mais marcantes da tarde. Como fã, estava ansioso por esse show, e Peyton Parrish entregou muito além da expectativa. O público inteiro parecia transportado para os mundos de suas canções, que ecoaram como hinos vikings em meio à lama. Quando “Valhalla Calling Me”, eternizada em Assassin’s Creed Valhalla, começou, senti um arrepio daqueles que não vêm da chuva fria, mas da emoção coletiva. Vieram também músicas como “Ragnarök”, “Master of War” e outras peças com clima épico, conhecidas de séries e jogos, que transformaram o Holy Ground num ritual. Ali, a lama deixou de ser incômodo e virou cenário de batalha.

*Wacken Press

*Wacken Press
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Angel Witch – W.E.T. 

Logo depois, segui para o W.E.T. Stage, e lá estava o Angel Witch. Como fã, assistir a esses pioneiros da NWOBHM foi como viajar no tempo. Cada riff carregava a aura mágica e sombria do heavy metal britânico. O público, mesmo menor por causa do lamaçal, estava em transe. Clássicos como “Angel of Death”, “Atlantis” e o hino “Angel Witch” foram cantados em coro, atravessando o frio e o peso da lama. Foi hipnótico, quase ritualístico.

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Krokus – Faster 

Corri para o Faster, e ainda bem que consegui chegar a tempo. O Krokus, lenda suíça do hard rock, mostrou como atravessar gerações com riffs certeiros. Vieram clássicos como “Long Stick Goes Boom”, “Winning Man”, “Heatstrokes” e o emocionante “Screaming in the Night”, que fez a plateia cantar junto apesar da lama. Foi uma aula de rock direto e sem firulas, daqueles que aquecem o coração mesmo debaixo de chuva.

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Dirkschneider – Harder

No Harder, foi hora de reverenciar uma lenda viva: Udo Dirkschneider. Como fã, ver esse gigante revisitar a era Accept foi emocionante de verdade. Ele trouxe hinos como “Fast as a Shark”, “Princess of the Dawn”, “Metal Heart” e “Balls to the Wall” com uma energia absurda. A voz continua implacável, e sua presença de palco é quase marcial. O público, de todas as idades, cantava em coro, como se fosse uma missa metálica. Estar ali, atolado na lama, mas gritando juntos a  cada refrão… foi um daqueles momentos que se carregam para sempre.

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Fear Factory – Louder 

No Louder, o clima virou distópico com o Fear Factory. O peso industrial soava perfeito na noite fria e lamacenta. A cada batida de “Shock”, “Replica”, “Demanufacture” e “Zero Signal”, parecia que o chão do Holy Ground vibrava como uma máquina enferrujada tentando resistir à tempestade. Foi brutal e intenso, daqueles shows que grudam na memória.

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Papa Roach – Faster 

Já mais à noite, no Faster, o Papa Roach explodiu energia. O público, que vinha enfrentando lama e frio o dia todo, se soltou de vez. Vieram músicas como “Getting Away with Murder”, “Scars” e o hino absoluto “Last Resort”, que virou um grito coletivo. A chuva deu uma trégua nesse momento, e parecia que o Holy Ground inteiro pulava junto, transformando a lama em um detalhe irrelevante.

*Wacken Press

*Wacken Press
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The Boomtown Rats – Louder

Enquanto a banda Papa Roach se apresentava no Faster, no palco Louder, a banda irlandesa The Boomtown Rats performava com o irreverente e extremamente carismático, Bob Geldof. Comemorando os 50 anos da banda, o show foi uma grande surpresa! Que experiência maravilhosa! Abrindo o show com a clássica e energética “Rat Trap”, a banda rapidamente conquistou a plateia, que respondeu com entusiasmo cantando e dançando ao som da banda. 

A setlist passou entre clássicos como “Like Clockwork”, “Someone’s Looking at You” e “She’s So Modern”, intercalados com momentos de maior intensidade, como “Neon Heart” e “Against the World”. Logo após a animadíssima Someone's Looking At You, era possível ouvir ao Papa Roach tocando e Geldof logo disse: “can you tell them to shut the f*ck up?” arrancando risos e gritos animados da plateia continuando com “on a night like this, I deserve to get pissed once or twice” com o piano dando introdução à clássica “I Don’t Like Mondays”  onde a apresentação atingiu seu ápice. A plateia cantava a plenos pulmões a cada verso e no meio da música, enquanto era audível ao Papa Roach performando a um cover de “Changes” do Black Sabbath, Bob deu um discurso super necessário arrancando aplausos da platéia onde ele fez menção aos horrores das guerras atuais que estão ocorrendo na Palestina e Ucrânia. Geldof é conhecido por seu ativismo humanitário e foi um dos fundadores do grande festival Live Aid que ocorreu em 1985 com o intuito de arrecadar fundos para combater a fome na Etiópia e em outras regiões da África. Consolidando o poder da música como ferramenta de mobilização social.

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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The Hellacopters – Louder 

Esse foi o ponto alto para mim. No Louder, o The Hellacopters, banda que eu mais aguardava, fez jus a toda expectativa. Desde os anos 90, esses suecos trazem aquele garage rock cheio de pegada, e no Wacken entregaram um setlist que foi pura dinamite: “Toys and Flavors”, “Carry Me Home”, “Hopeless Case of a Kid in Denial” e o épico “By the Grace of God” incendiaram a noite. Como fã, foi uma catarse completa — cantei, gritei e pulei sem pensar em lama, frio ou dor nas pernas. Foi o show da noite para mim, sem sombra de dúvida.

*Lukka Leite
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Dimmu Borgir – Louder 

No palco Harder, o Dimmu Borgir entregou uma performance monumental que reafirmou seu posto como um dos maiores nomes do black metal sinfônico. O setlist foi pensado para atravessar toda a trajetória da banda, misturando clássicos, raridades e a força das composições mais recentes.

A abertura com “Moonchild Domain” e “Puritania” foi devastadora, mergulhando o público imediatamente na intensidade sombria e teatral do grupo. A sequência trouxe a grandiosidade épica de “Interdimensional Summit” e “Gateways”, que mostraram o lado mais moderno e sinfônico da banda, enquanto “The Serpentine Offering” manteve a atmosfera ritualística e carregada de dramaticidade.

Para os fãs de longa data, a noite foi especial: “In Death’s Embrace” e “Grotesquery Conceiled (Within Measureless Magic)” resgataram o peso das primeiras fases da banda, com destaque também para “Stormblåst”, que arrancou gritos nostálgicos da plateia. O momento mais surpreendente veio com “Cataclysm Children”, executada pela primeira vez desde 2014, recebida com entusiasmo e emoção pelos presentes.

Na reta final, “The Insight and the Catharsis” abriu caminho para o grandioso clímax: “Progenies of the Great Apocalypse”, que transformou o Harder Stage em um espetáculo sinfônico de pura imponência, seguido por “Mourning Palace”, encerrando a apresentação em tom de catarse coletiva.

Entre cenários sombrios, vocais imponentes de Shagrath e a precisão cirúrgica da banda, o show do Dimmu Borgir foi um dos momentos mais memoráveis do terceiro dia do festival — uma celebração de peso, atmosfera e teatralidade que só eles sabem oferecer.

Nayara Sabino

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Bad Loverz – Faster 

Encerrando a madrugada no Faster, os Bad Loverz fizeram uma festa que ninguém queria que acabasse. Com chuva voltando a cair, eles retribuíram com uma sequência de covers cheia de energia: “Livin’ On a Prayer”, tema de Pokémon em alemão, “Paranoid”, “Song 2”, “Hypa Hypa”, o maior rickroll da história com “Never Gonna Give You Up”, e “Smells Like Teen Spirit”. Foi diversão pura, uma explosão que fez todo mundo esquecer o peso do dia e sair sorrindo.

Nayara Sabino

Nayara Sabino
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Conclusão

O Holy Ground testou a resistência, mas também entregou recompensas únicas. A lama virou parte do espetáculo, o público não recuou, e cada show teve sua identidade. Para mim, os momentos mais intensos foram os das bandas que acompanho como fã — Peyton Parrish, Angel Witch, Dirkschneider e The Hellacopters — que tocaram fundo na alma. O terceiro dia foi duro, épico e inesquecível.



Fotos: Nayara Sabino (*exceto onde indicado)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Forbidden – setlist:

Infinite

Out of Body (Out of Mind)

March into Fire

Twisted into Form

Forbidden Evil

Divided by Zero

Step by Step

Through Eyes of Glass

Chalice of Blood


Angel Witch – setlist:

Atlantis

Death From Andromeda

Dead Sea Scrolls

White Witch

Sorceress

Dr. Phibes

Angel of Death

Angel Witch


Krokus – setlist:

Headhunter

Long Stick Goes Boom

Stayed Awake All Night (Bachman–Turner Overdrive cover)

Rock 'n' Roll Tonight

Winning Man

Hoodoo Woman

Eat the Rich

Fire

Rockin' in the Free World (Neil Young cover)

Easy Rocker

Bedside Radio

Heatstrokes

Screaming in the Night

Live for the Action


Dirkschneider – setlist:

Fast as a Shark

Living for Tonite

Midnight Mover

***Balls to the Wall***

Balls to the Wall

London Leatherboys

Fight It Back

Head Over Heels

Losing More Than You've Ever Had

Love Child

Turn Me On

Losers and Winners

Guardian of the Night

Winterdreams (com Doro Pesch)

Bis

Princess of the Dawn

Up to the Limit

Burning


Fear Factory – setlist:

Demanufacture

Self Bias Resistor

Zero Signal

Replica

New Breed

Dog Day Sunrise (Head of David cover)

Body Hammer

Flashpoint

H-K (Hunter-Killer)

Pisschrist

A Therapy for Pain

Linchpin


Papa Roach – setlist:

Even If It Kills Me

Blood Brothers

Dead Cell

...To Be Loved

Kill the Noise

Getting Away With Murder

California Love (2Pac cover) 

Liar

Forever / In the End / Changes

Leave a Light On (Talk Away the Dark)

Scars

BRAINDEAD

Help

Born for Greatness

Bis

Between Angels and Insects

Infest

Blind / My Own Summer (Shove It) / Break Stuff / Chop Suey

Last Resort


The Boomtown Rats – setlist:

Rat Trap

(I Never Loved) Eva Braun

Like Clockwork

Neon Heart

(She's Gonna) Do You In

Someone's Looking at You

I Don't Like Mondays

Against the World

She's So Modern

Diamond Smiles

The Boomtown Rats


The Hellacopters – setlist:

Token Apologies

Sometimes I Don't Know

Carry Me Home

Born Broke

Stay With You

Toys and Flavors

Everything's on T.V.

Wrong Face On

So Sorry I Could Die

By the Grace of God

The Devil Stole the Beat From the Lord

Baby Borderline

Soulseller

Leave a Mark

Bis 

In the Sign of the Octopus (The Robots cover)

Eyes of Oblivion

I'm in the Band

(Gotta Get Some Action) Now!


Dimmu Borgir – setlist:

Moonchild Domain

Puritania

Interdimensional Summit

Gateways

The Serpentine Offering

In Death's Embrace

Grotesquery Conceiled (Within Measureless Magic)

Stormblåst

Council of Wolves and Snakes

Cataclysm Children

The Insight and the Catharsis

Progenies of the Great Apocalypse

Mourning Palace


Bad Loverz – setlist:

The Look (Roxette cover)

Song 2 (Blur cover)

Never Gonna Give You Up (Rick Astley cover)

Pokémon Theme (Jason Paige cover)

Major Tom (Völlig losgelöst) (Peter Schilling cover)

Paranoid (Black Sabbath cover)

Hangover (Taio Cruz cover)

Livin' on a Prayer (Bon Jovi cover)

Hypa Hypa (Electric Callboy cover)

Angels (Robbie Williams cover)

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Fear Factory: Identidade Mais Acessível


O FEAR FACTORY forjou um estilo no início dos anos 90, lançando um dos discos mais emblemáticos daquela época: ‘Soul Of A New Machine’. A mistura de Death Metal com Industrial lhes garantiu uma boa exposição, servindo de influência para inúmeras bandas na sequência. Passaram-se anos e, a despeito de várias trocas na line-up do grupo, absorção de novas tendências, chega-se a este “Genexus”. Sem traçar parâmetros com os álbuns anteriores, percebo uma banda atualizada com o que de mais moderno rola no cenário do Metal, mas nem por isso no que existe de melhor. Refiro-me às tendências exageradas de flertar com o Metalcore. O FEAR FACTORY não precisa deste expediente para se destacar, haja vista que são músicos experientes numa banda consolidada. Mas enfim... Acho que está faltando um pouco da atmosfera fria característica do Industrial, algo cético, denso; não se vislumbra isso aqui. Ao passo que partes eletrônicas se tornam presentes sem agregar nada de produtivo ao som.

 
Tudo bem que a guitarra de Dino Cazares ainda despeja riffs e mais riffs pesados na linha ‘robotizada’, algo que é uma marca registrada do FEAR FACTORY. Não poderia ser diferente. Ele ainda gravou o baixo no álbum e fez um ótimo trabalho. Nota-se um incremento no quesito bateria. Mike Heller agregou uma potência maior às músicas e uma pegada voraz, ainda que tenha mantido os mesmos timbres de sempre. Deen Castronovo faz uma participação especial na música “Soul Hacker”. Os vocais de Burton C. Bell continuam na mesma linha, altenam-se entre o urrado e o limpo, que parece estar ainda mais melódico. De qualquer forma, são bem feitos e um ponto peculiar da banda, certamente.

Dentre as dez músicas de ‘Genexus’ posso mencionar que “Dieletric” (que tem um vídeo bem legal), “Protomech” e “Regenerate” são algumas que se destacam positivamente em relação às demais. Mas o que realmente chama a atenção no álbum é “Expiration Date”, uma espécie de balada eletro-industrial, em que temos um leve clima ‘romântico’ e vocais melodiosos. É algo que realmente foge à regra do que a banda faz, mas pra quem curte esse tipo de proposta não é de todo ruim. É, sim, improvável.


De qualquer modo, não se trata de um disco ruim, porém acredito que o FEAR FACTORY deveria investir em partes mais pesadas e densas em detrimento da melodia e partes ‘pula-pula’. No entanto, não creio que isso aconteça, e é somente uma opinião deste que vos escreve. No que tange à produção e mixagem, ambas ficaram a cargo de Andy Sneap, que naturalmente soube extrair o melhor da banda e deixar o disco na medida certa. A bonita arte da capa ficou por conta de Anthony Clarkson (LEGION OF THE DAMNED, KATAKLYSM, BLIND GUARDIAN, outras).

Texto: Marcello Camargo
Edição: Carlos Garcia

Lançamento:Nuclear Blast - 

Line-up:
Burton C. Bell – vocals
Dino Cazares – guitars, bass
Mike Heller – drums

Track-List:
"Autonomous Combat System"
"Anodized" 
"Dielectric" 
"Soul Hacker" 
"ProtoMech" 
"Genexus" 
"Church of Execution" 
"Regenerate" 
"Battle for Utopia" 
"Expiration Date"





domingo, 31 de janeiro de 2010

Uma Volta Regada a Peso e Melodia



Quando o assunto é o que se costumou chamar de Metal Industrial vem à tona, um dos nomes mais referenciados é dos norte-americanos do Fear Factory. Aliás, é lá principalmente que a banda conseguiu carregar muitos fãs para esse gênero, tornando-se referência à muitas bandas, inclusive de New Metal.

Porém, como quase sempre acontece, alguns egos inflados dentro da banda fez com que ela encerrasse as atividades logo após o disco “Digimortal” (2001). A partir daí o que se viu foi um sumiço dos integrantes e uma “guerra” declarada entre os dois principais membros, o guitarrista Dino Cazares e o vocalista Burton Bell.

A banda retornou com nova formação, com um álbum um pouco mais pesado que o anterior mas ainda assim muito diferente do que se espera ver. O álbum, “Transgression”, sai em 2005 e desde lá a banda não havia lançado material inédito algum, embora tenha feito parte da grande turnê chamada Gigantur, ao lado de lendas como Megadeth e Dream Theater.

Entretanto, é em 2009 que boatos correm e logo se confirmam de que a banda estaria gravando o primeiro álbum depois de 5 anos e, o que era mais espantoso mas inevitável de que Cazares estaria de volta à banda. Com ele, recrutaram o baterista Gene Hoglan (conhecido rodie do Slaver, baterista em vários álbuns do Dark Angel e em um do Death)), no lugar de Raymond Herrera, membro desde o inicio da banda em 1991.

A banda realizou uma turnê, e nela apresentaram algumas canções inéditas que viriam fazer parte do seu novo álbum, ainda para chegar às lojas. O nome, “Mechanize” (2010), traz 10 faixas de bastante peso, superando as expectativas de quem vos escreve. Além disso, o dedo (ou melhor, dedos) de Cazares se faz sentir nesse disco, trazendo uma atmosfera do auge da banda, afinal, o cara é um guitarrista singular.

Além dele, Burton Bell dá um show, algumas vezes arriscando algo mais gutural do que de costume, mas não esquecendo de aproveitar a deixa da banda para impor seu estilo melódico que sempre faz arrepiar quando se ouve. O novo batera não deixa a desejar, embora a falta de Herrera e suas batidas não tão repetitivas se façam sentir.

Ainda é cedo para falar sobre o que os fãs e a mídia em geral pensarão do álbum, mas uma coisa eu digo: agora o Fear Factory está de volta. E me alegra muito ouvir um álbum como este e notar que a mesma banda que gravou álbuns clássicos da história, como “Demanufacture” (1995) ainda pode fazer um som como de antigamente sem deixar de parecer novo e surpreendente.

Destaques do álbum para “Power Shifter”, “Mechanize” e “Final Exit”, esta última de arrepiar e que fecha o álbum.

A banda esteve no fim de ano no Brasil e é de se esperar que em 2010 eles retornem com seus clássicos e inéditas, com essa dupla de egos inflados mais interessada em trabalhar pelos fãs do que por seus nomes apenas.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Fear Factory
Álbum: Mechanize
Ano: 2010
Tipo: Metal Industrial
País: EUA



Formação

Burton C. Bell (Vocal)
Dino Cazares (Guitarra)
Byron Stroud (Baixo)
Gene Hoglan (Bateria)



Tracklist

1 Mechanize
2 Industrial Discipline
3 Fear Campaign
4 Powershifter
5 Christploitation
6 Oxidizer
7 Controlled Demolition
8 Designing the Enemy
9 Metallic Division
10 Final Exit