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sábado, 7 de junho de 2025

Cobertura de Show: Tarja Turunen – 24/05/2025 – Tokio Marine Hall/SP

Sábado, 24 de maio, foi marcado por uma noite cheia de surpresas na vinda de Tarja Turunen e Marko Hietala a São Paulo em sua turnê no Brasil. E quando falamos de surpresas, não é eufemismo, começando pela banda de abertura Madzilla, vinda de Las Vegas que nos trouxe um show pra cima, melódico e com a apresentação de sua nova guitarrista e de um arriscado português demonstrando seu respeito ao público brasileiro.




Infelizmente, ao final da abertura, tivemos a notícia de que Marko Hietala não poderia fazer seu show acústico devido a problemas médicos, mas quem decidiu desistir do show e receber o reembolso não esperava que Marko iria se recuperar a ponto de conseguir subir ao palco ao lado de Tarja na parte final e encerramento de seu show.

Tarja subiu ao palco junto a sua orquestra impecável fazendo o público vibrar com seu vocal potente e sua simpatia, sem falar de sua beleza impactante e sua desenvoltura em cima do palco relembrando clássicos de sua carreira solo. 

Para quem vêm acompanhando seus shows ao Brasil, já sabe que Tarja fez uma homenagem a Rita Lee cantando seu grande sucesso Ovelha negra, mas o que não estávamos esperando era a participação de seu amigo, Kiko loureiro, o que deixou fez o chão do Tokio Marine Hall tremer. Importante lembrar que Kiko Loureiro, já considerado um dos melhores guitarristas do mundo estará no mesmo palco no dia 7 de junho.

Após esse dueto Tarja volta ao seu show e o que todos esperavam aconteceu, Marco entra ao palco para fazer sua participação e nos surpreende cantando boa parte do show, incluindo sucessos do Nightwish da época em que estavam juntos na primeira formação.

Tarja encerra seu show com um dos seus maiores sucessos da carreira solo I Walk Alone e com um discurso emocionante se despedindo da sua turnê e de São Paulo. Não precisamos dizer o quanto tudo foi incrível, a orquestra, músicos, os duetos, mas nada próximo a luz e força que Tarja Turunen nos trouxe nesta noite.


Texto: Cristina De Mouras

Fotos: Rogério Talarico

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Top Link Music


Tarja Turunen – setlist: 

Eye of the Storm

In for a Kill

Undertaker

Sing for Me

Deliverance

Demons in You

Victim of Ritual

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Acústico

Ovelha Negra (Rita Lee cover) (com Kiko Loureiro)

The Crying Moon / Feel for You / Eagle Eye (com Marko Hietala)

Higher Than Hope (com Marko Hietala)

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Left on Mars (com Marko Hietala)

Slaying the Dreamer (com Marko Hietala)

Silent Masquerade (com Marko Hietala)

Wishmaster (com Marko Hietala)

I Walk Alone

Bis

Dead Promises

Wish I Had an Angel (com Marko Hietala)

Until My Last Breath

segunda-feira, 2 de junho de 2025

Marko Hietala: Provando Que Possui Cacife para uma Carreira Solo

 



Marko Hietala tornou-se um nome conhecido mundialmente com seu trabalho marcante no gigante finlandês Nightwish, mas o vocalista e baixista já tinha um respeito na cena escandinava, com a sua cultuada banda Tarot, onde sua voz de “gralha” e timbre característico, eram marca registrado. 

Tão cultuado que Tuomas, líder do Nightwish, o convidou para fazer parte do line-up, decisão acertada, tornando-o uma parte essencial da sonoridade da banda, e muitos fãs lamentam sua saída, tanto quanto a de Tarja na época do doloroso rompimento com o Nightwish. 



Mas, com a recente colaboração de Tarja e Marko na sua tour conjunta e inclusive compondo músicas, o coração dos fãs receberam alento, podendo reviver a eletrizante performance dos dois juntos novamente no palco e estúdio.

Bom, enquanto há expectativa de um álbum conjunto da dupla, Marko Hietala lançou "Roses From The Deep", seu mais recente álbum solo, mergulhando em sonoridades densas e emocionalmente carregadas que em alguns momentos dialogam com sua trajetória no Tarot e no Nightwish, trazendo um direcionamento mais Metal, mesclando suas influências clássicas, como Purple, Alice Cooper, Rainbow, com nuances modernas e sinfônicas.

Hietala e seus companheiros, que são a mesma formação do álbum anterior, sentiram-se mais livres e confortáveis do que em seu trabalho anterior, mais conservador e de sonoridades mais sombrias e introspectivas.


Podemos perceber  a influência do heavy metal melódico e sombrio que marcou sua carreira no Tarot, banda que fundou nos anos 1980 e onde seu vocal rouco e poderoso se consolidou como assinatura. 

Os momentos em que as orquestrações sutis, os arranjos mais etéreos e a melancolia épica lembram sua fase como baixista e vocalista do Nightwish, a partir de álbuns como "Once" (2004) e "Dark Passion Play" (2007), como a faixa "Two Soldiers".

A canção "Roses From the Deep", que dá nome ao álbum, é um bom exemplo dessa intersecção, e é uma bela balada sinfônica com letras introspectivas e vocais dramáticos.

“Frankenstein Wife” creio também ser um bom exemplo, Metal Melódico de levada cativante, com nuances modernas, riffs pesados, melodias e refrãos marcantes, riff pesados; e claro, não podemos deixar de citar a parceria com Tarja em “Left on Mars”, seguindo essa mesma proposta, ou seja, Metal Melódico cativante, arranjos sinfônicos e melodias que grudam no cérebro e dão vontade de assoviar. 


Destaques também para a “Zeppeliniana” “The Devil you Know”; a épica, pesada e carregada de mudanças de climas "The Dragon Must Die" e o Hard agradável de “Rebel of The North”, mostrando a versatilidade de Marko e dando uma dinâmica ao álbum que não o torna cansativo.

A produção do álbum é meticulosa, com destaque para os arranjos vocais — Hietala alterna entre o grave “cavernoso” e o agudo rasgado com domínio técnico e expressividade. As letras exploram temas como sofrimento, identidade, vício e superação, refletindo o afastamento do músico da indústria e sua luta pública contra a depressão.

Marko inclusive declarou em releases e entrevistas que passou por um período “sabático” e de reinvenção, e "Roses From The Deep" não é apenas um retorno musical, mas uma declaração de autonomia artística, no qual ele prova que tem cacife para seguir uma carreira solo. É Marko Hietala em sua forma mais crua, sincera e mostrando todas suas facetas.

Uma obra verdadeira, que mostra por que Hietala continua sendo uma das vozes mais icônicas e respeitadas do metal escandinavo. 

Texto: Caco Garcia 
Fotos: Divulgação 

Artista: Marko Hietala 
Álbum: "Roses From The Deep" 2025
Estilo: Metal Melódico
País: Finlândia 

Links Relacionados:

TRACKLIST
1. Frankenstein’ s Wife
2. Left On Mars
3. Proud Whore
4. Two Soldiers
5. The Dragon Must Die
6. The Devil You Know
7. Rebel Of The North
8. Impatient Zero
9. Tammikuu
10. Roses from The Deep

FORMAÇÃO
Marko Hietala - vocal, baixo
Tuomas Wäinölä - guitarra
Vili Ollila - teclados
Anssi Nykänen - bateria









segunda-feira, 27 de janeiro de 2025

Marko Hietala: Reflexões e Novos Caminhos no Heavy Metal

Por Jessica Tahnne Valentim

Marko Hietala, conhecido por sua carreira no Nightwish e no Tarot, está prestes a lançar Roses from the Deep, seu segundo álbum solo, no dia 7 de fevereiro pela Nuclear Blast. Durante uma entrevista coletiva com jornalistas sul-americanos, Marko compartilhou detalhes sobre o novo projeto, que reflete sua jornada pessoal, liberdade artística e experimentação musical. 

Por que um álbum solo? 

Marko explicou que a ideia de criar um álbum solo veio de forma natural durante o período de isolamento da pandemia, enquanto superava um longo episódio de depressão e ansiedade. “Eu já tinha começado a compor antes mesmo de decidirmos oficialmente fazer um álbum. A ideia cresceu quando percebi que tinha as pessoas certas para trabalhar comigo e explorar sonoridades diferentes das do Tarot ou Nightwish.” Ele destacou que Roses from the Deep é menos centrado no heavy metal tradicional e combina rock clássico, metal progressivo e elementos acústicos. 

Som cinematográfico e diversidade 

A atmosfera cinematográfica de faixas como Frankenstein’s Wife chamou a atenção dos entrevistadores. Marko explicou: “Não foi algo exatamente intencional, mas quando adicionamos camadas, dinâmicas de banda e orquestras, o resultado se torna expressivo dessa forma. Buscamos variedade entre as músicas sem perder a coerência do álbum como um todo.” 

Influências e temas 

Marko mencionou que Left on Mars reflete seu amor por ficção científica: “Tenho um grande histórico de leitura de ficção científica, então uso simbolismos fortes conscientemente nas letras.” Já Impatient Zero é mais pessoal, abordando um período de escuridão em sua vida: “Essa música é como colocar em palavras e música uma parte sombria da minha história, algo para eu observar e processar.”

Colaborações marcantes 

O álbum inclui participações especiais, como Tarja Turunen em Left on Mars e JP Leppäluoto em Two Soldiers, uma balada orquestral com tema anti-guerra. “JP e eu compartilhamos uma espécie de irmandade de estrada, então foi natural fazer essa parceria. A música ganhou um impacto emocional tão forte que até minha esposa e sogra choraram ao ouvi-la pela primeira vez.” 

Um álbum com identidade própria 

Marko enfatizou que o processo criativo foi profundamente colaborativo. “Eu sempre entrego demos aos caras da banda e deixo espaço para eles contribuírem. Isso enriquece o resultado final e adiciona elementos que eu nunca teria pensado sozinho.” Ele também ressaltou que a gravação seguiu uma abordagem "old school", com a banda tocando junta no estúdio: “Queríamos capturar o groove e a vibe do grupo, e não algo excessivamente polido ou artificial.” 

Turnês e futuro 

A turnê de lançamento começa no mesmo dia do lançamento do álbum, na Finlândia, com a participação de Nora Louhimo (Battle Beast). Depois, Marko se junta a Tarja Turunen para uma série de shows na Europa, antes de chegar à América do Sul em maio. Sobre os planos futuros, ele afirmou: “Não quero me limitar a um gênero específico. Se surgir uma ideia que seja realmente poderosa e sinfônica, eu a seguirei. Mas, no momento, estou gostando da liberdade de explorar diferentes estilos.”

Reflexões pessoais 

Hietala revelou que o diagnóstico de TDAH o ajudou a compreender melhor sua jornada: “Estar deprimido e ansioso é exaustivo. Quando alcancei um ponto em que comecei a melhorar, isso também se refletiu na música. Este álbum é mais enérgico e positivo, mesmo que algumas faixas ainda tenham uma atmosfera sombria.” Roses from the Deep não é apenas um álbum, mas um testemunho da resiliência e criatividade de Marko Hietala, unindo narrativas profundas, sonoridades diversificadas e sua marca única no heavy metal.

Agradecimentos à Nuclear Blast e ao Marcos Franke pelo oportunidade de ter participado da coletiva online

domingo, 17 de março de 2024

Cobertura de Show – Tarja Turunen e Marko Hietala – Bar Opinião/RS – 09/03/24

Cobertura por: Renato Sanson

Fotos: Daniele de Oliveira

Após o sucesso da turnê “Living The Dream The Hits Tour 2023” que passou por Porto Alegre em setembro com Sold Out, a rainha retornaria seis meses depois com mais um Sold Out, mas desta vez com o seu ex-companheiro de Nightwish o grande Marko Hietala. Para uma tour histórica, onde ambos iriam dividir o palco novamente quase vinte anos depois.

Porém, o que seria uma noite dos sonhos acabou não sendo bem assim e a ideia da “Living The Dream – The Hits Tour 2024” com Marko acabou deixando um gosto amargo na boca dos fãs.

A casa abriu antes das 21h para pontualmente a banda Andreas Solrak entrar em cena e aquecer os presentes. De fato, seu Folk/Rock demorou a ganhar o público, não por falta de competência dos músicos, mas sim, por ser uma escolha pouco assertiva para a ocasião. Não combinando com a noite ali proposta. Mas no que se propuseram (mesmo tendo um inicio prejudicado pela questão do som que engrenou algumas músicas depois) mandaram bem e certamente saíram dali com mais pessoas interessadas em sua musica.

Com um Opinião abarrotado e com um calor imenso, já que os ar condicionado do ambiente não davam conta e a capital fervia como o inferno do lado de fora, notamos que o palco acústico de Marko já estava montado e teríamos uma dinâmica diferente do show de São Paulo.

Pontualmente às 22h Marko entra em cena para delírio dos fãs acompanhado do músico Tuomas Wainola e a belíssima “Stones” adentra a casa e mostra que teríamos uma noite épica. Teríamos... Já era perceptível a dificuldade de cantá-la que Marko estava tendo.  Encerrando a mesma e deixando o palco deixando todos com duvidas, pois já tinham se passado mais de 15 minutos e os músicos não retornavam.

Ao retornar e ser ovacionado, Hietala informa que não vai conseguir prosseguir com o show, estava com a garganta bem prejudicada pelas mudanças climáticas e as poucas horas de sono. Pediu desculpas e os presentes o abraçaram e foram extremamente compreensíveis com o carismático Marko Hietala. Que informou que se fosse possível realizaria um Meet & Greet ao final para suprir um polco à falta do show.

Então ficamos todos apreensivos, já que Marko não estava bem, possivelmente Tarja também não estaria. O palco foi organizado rapidamente e Paulo Baron aparece no palco para conversar com os presentes informando que a Tarja não estava bem e antes que pudesse continuar uma sonora vaia ecoou, onde Baron pediu calma e informou que estava ali para fazer um pedido, que a Tarja iria subir e fazer seu show, mas queria que os fãs a ajudassem cantando com ela.

Então a glamorosa Tarja entrou em cena com sua excelente banda de apoio sendo ovacionada e tendo a trinca “Demons in You”, “Die Alive” e “Diva”. Mostrando que mesmo doente Tarja é um show a parte e não economizou sua voz o que deixou todos impressionados. De fato, dando o seu melhor nas piores condições possíveis!

“Shadow Play” foi mais um exemplo de superação da finlandesa e o caminho estava pronto para os clássicos do Nightwish e uma ponta de esperança se acendeu quando Marko voltou ao palco com Tarja, mas subiu novamente para se desculpar e que estaria indo para o hotel, pois não estava se sentindo bem. Pedindo desculpas e a plateia gritando seu nome em respeito à situação complicada de saúde que estava.

Mesmo assim Tarja nos brindou com as ótimas “Planet Hell” e “Wish I had an Angel” contando com o apoio do guitarrista Alex Scholpp nas partes de Hietala. Levantando o público.

Sabemos que as composições do Nightwish sempre serão os pontos mais altos de seus shows, mas considero “I Walk Alone” tão grandiosa e tão incrível o clima gerado quanto dos clássicos de sua ex-banda. Provando que sua carreira solo é grandiosa!

Pois bem, o show se encerra com a ótima “Until My Last Breath” e o sonho de rever esses dois ícones lado a lado destilando os clássicos que os consagraram acabou não acontecendo. Gerando certa frustração nos fãs ainda mais que Tarja reduziu o seu setlist para poder se apresentar.

O gosto amargo ficou sim e quem sabe a melhor solução para este caso seria a remarcação do show para que pudéssemos presenciar essa tour histórica do modo em que mereceríamos, já que, Porto Alegre sempre esteve com a casa lotada para ver a rainha Turunen. Espero que retornem em breve para o show completo e vivenciarmos essa história que não acontece há quase vinte anos.

P/S: novamente não tivemos pit para os fotógrafos, o que gerou certa dificuldade na captação de fotos. Com um Opinião extremamente lotado, ficou ainda mais difícil encontrar uma posição boa para os registros. Que são de extrema importância para uma cobertura. Gerando ainda mais qualidade. Um ponto a ser revisto.


Setlist:

Demons in You

Die Alive

Diva

Shadow Play

Dark Star

Dead Promises

Planet Hell

Wish I Had an Angel

I Walk Alone

Victim of Ritual

Until My Last Breath


quinta-feira, 14 de março de 2024

Cobertura de Show: Tarja Turunen & Marko Hietala – 08/03/2024 – Tokio Marine Hall/SP

Após 18 anos, a rainha do Metal Sinfônico, Tarja Turunen, e o brilhante multi-instrumentista e cantor Marko Hietala, conhecidos no mundo todo por serem as magníficas vozes da principal formação clássica do Nightwish, finalmente se reencontram para a turnê latino-americana “Living the Dream – The Hits Tour” para matar a saudade de seus fãs que sonhavam em revê-los juntos. Em São Paulo, o evento ocorreu na sexta-feira passada (08/03) no Tokio Marine Hall, incluindo outras datas aqui no Brasil. 

Infelizmente a noite chuvosa atrapalhou a logística, e nos impediu de chegar a tempo de assistir à apresentação da banda de abertura Allen Key, que por sinal executa um Rock moderno muito competente, destacando-se os belos vocais de Karina Menasce.

O set acústico de Marko (contrabaixo e voz), acompanhado de seu parceiro e guitarrista Tuomas Wäinölä, começou às 21h com a bela “Stones”, primeiro track de seu álbum solo “Pyre Of The Black Heart”. É muito fácil apreciar qualquer música na belíssima voz de Marko, que continua em plena forma como sempre. Ao término da “Crazy Train”, cover de Ozzy Osbourne, Marko fala sobre sua carreira solo e sobre o lançamento do single “Left On Mars”, que conta com a participação de Tarja Turunen.  Logo após tocam “Two Soldiers”, que também estará em seu segundo álbum solo, a ser lançado em 2024. Marko agradece ao final da música, disse que é ótimo estar de volta a São Paulo, o público aplaude e começa a gritar “Marko” sem parar.

A próxima música, de acordo com o Marko, “é algo que nunca fica velho” e de um outro grande astro do Metal. Fazem uma pequena intro com firulas e, então, tocam “Holy Diver” (cover do Dio), que ganhou uma improvisação no final com Tuomas batendo os pés rápido como se tivesse um pedal duplo, além de fazer ressoar os instrumentos. Marko gritou “Don’t Talk To… Don’t Talk To Estranjeros”, fazendo alusão a outra canção de Dio. O público seguiu empolgado e aplaudindo.

Após os agradecimentos, Marko deixou o seu baixo em repouso por um tempo e pegou uma guitarra acústica para tocar a próxima música, “The Islander”, do Nightwish. Antes de começar, ele brincou falando que pode tocar várias coisas, deixando todos felizes em vê-lo cantando e tocando a música de sua antiga banda.


Com o baixo novamente em mãos, fechou seu set acústico com a poderosa “Children Of The Grave”, cover de Black Sabbath, que teve um coro bem empolgante do público. Ao final, Marko despede-se com os gritos de ‘Marko, Marko, Marko’ mais uma vez.


Enquanto todos aguardavam o próximo show, notava-se o calor aumentando ao redor da imensa pista premium, que estava lotada. Mas neste momento seria impossível sair para o bar, correndo o risco de perder o lugar para a principal atração da noite. Tarja Turunen, às 22hrs e com um leve atraso de poucos minutos, começa o set com “Eye Of The Storm”, canção inédita que consta na coletânea “Best Of: Living The Dream” (2022) e que levaram a plateia à loucura quando a cantora entrou no palco.

Em inglês e português, Tarja disse que é lindo estar de volta aqui no Brasil e ver todos sorrindo e felizes. “Demons In You” – do “The Shadow Self” (2016) e que em estúdio conta com a participação de Alissa White-Gluz, mas com os backings do guitarrista Alex Scholpp e do baixista Pit Barret ao vivo – deu seguimento ao show.

Uma bela intro com a orquestração de Guillermo de Medio e um solo de bateria bem interessante de Alex Menichini fez com Alex Scholpp entoa-se os acordes de “Die Alive”, um clássico do “My Winter Storm” (2007). A plateia ficou bastante animada cantando junto ao ponto de a Tarja fazer agradecimentos no meio da música, que sem perder tempo, mandou a música com o título que faz jus a sua beleza, “Diva”, do “The Shadow Self” (2016). 

Logo depois, ela perguntou se alguém sabia quantas vezes ela veio a São Paulo, mas ninguém soube dizer: ‘como assim, eu achei que vocês sabiam! Eu não sei, quem sabe? Ok, a primeira vez foi em 2000, certo? Isso é 24 anos atrás! É bastante tempo, mas eu amo isso’, falou.  

No piano, cantou a bela “Shadow Play”, do “In The Raw” (2019). Neste momento, principalmente, ficou evidente o bom entrosamento entre Alex, Julian, Pit e ela, que deixou o palco para que o Alex Scholpp e Julian Barret executarem um belo dueto de guitarras.

Eis que, finalmente, chega o momento mais esperado da noite: Tarja e Marko chegam juntos ao palco, sendo fortemente ovacionados pela galera. Afinal, são 18 anos desde que os ouvimos juntos pela última vez no Nightwish. Começaram com o clássico “Dead To The World”, do “Century Child” (2002) e depois com “Dark Star”, do “What Lies Beneath” (2010). Não há palavras suficientes para descrever este momento, mas vocês podem imaginar a empolgação de todos do início ao fim cantando junto. É maravilhoso ver Tarja e Marko cantando felizes, como se o tempo não houvesse passado. Suas vozes permanecem intactas e parecem bem à vontade no palco.

Tuomas Wäinölä apareceu ao palco para fazer participação em “Left On Mars”, que foi lançado oficialmente nas plataformas digitais na última quarta-feira (13/03). Porém houve um problema em seu equipamento, e Tarja brincou dizendo que foi culpa dela quando foi abraçá-lo. Todos encararam de boa, tanto é que o público começou a gritar ‘ole, ole, ole, ole, Tarja, Tarja’ e logo depois ‘ole, ole, ole, ole, Marko, Marko’. Sem dúvidas é um belo dueto, e esperamos que eles façam mais duetos em breve! ‘Bem, neste ano nós gravamos um novo dueto novamente. É uma música que eu e Tuomas Wäinölä compomos, eu convidei a Tarja e ela disse sim. Foi um acordo de cavalheiros, o que fizermos depois, eu prometo, vocês vão curtir’, falou Marko antes de executá-la.

De volta ao palco, Marko e Tarja cantaram a empolgante “Dead Promises”, mais uma do último álbum “In The Raw” (2019), com Alex, Pit e Julian agitando bastante. Tarja perguntou se Marko estava feliz, que respondeu: ‘sim, está sendo realmente muito divertido’. Tarja disse que, realmente, depois de todos estes anos, está sendo uma grande diversão. Sendo assim, despejaram mais pérolas, como a poderosa “Planet Hell”, do “Once” (2004) – último álbum do Nightwish com Tarja nos vocais e que esse ano completa duas décadas de lançamento. Com certeza um dos pontos altos da noite, com o público cantando e agitando sem parar do início ao fim. A animação seguiu com “I Wish I Had An Angel”, também do “Once” (2004), com Tarja bangueando.

Mais músicas da carreira solo da Tarja foram tocadas antes do tradicional Bis: a clássica “I Walk Alone”,– que no finalzinho fez um trocadilho cantando ‘na verdade eu caminho com vocês’ – e “Victim Of Ritual”, do “Colours In The Dark” (2013). Nesta música o público faz um belo coro junto com a cantora. O final apoteótico desta música, mais uma vez, mostrou a competência dos músicos de apoio com direito a mini solos de guitarra e bateria.

Novamente sob os gritos de ‘ole, ole, ole, ole, Tarja, Tarja’, a cantora e seus músicos voltam para mandar a última trinca da noite, dando o pontapé inicial com a bela “Innocense”, do  mais uma do álbum “The Shadow Self” (2016). Ao longo do show, o telão passava os clipes de várias músicas. Tarja apresentou seus músicos e agradeceu o apoio de todos. O público reagiu com muitas palmas, que pediu sem parar “The Phantom Of The Opera”, seu mais famoso dueto com Marko, mas era a vez de executar mais uma do álbum “What Lies Beneath" (2010), e a escolhida foi “Until My Last Breath”.

A galera queria ver mais um dueto com Marko, tanto é que gritaram novamente (sem parar) “The Phantom Of The Opera”. Ele e a Tarja, que neste momento estava vestida com uma camiseta da Seleção Brasileira de futebol, se uniram novamente para encerrar o show com o cover de “Over The Hills And Far Away”, do Gary Moore, e que é bem conhecido entre os fãs de Nightwish. Mais uma vez, o público ensandecido gritou com todas suas forças “The Phantom Of The Opera”, mas sem sucesso. Quem sabe numa próxima...

Em tempo, esperamos que Tarja e Marko se recuperem totalmente e que voltem a brilhar tanto quanto como brilharam nesta noite maravilhosa, em São Paulo, fazendo novos duetos no futuro.


Texto: Juliana Novo

Fotos: André Tedim

Edição/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: Top Link Music

Agradecimentos: Isabele Miranda e Clovis Roman pelo credenciamento


Marko Hietala

Stones

Crazy Train (Ozzy Osbourne cover)

Two Soldiers

Holy Diver (Dio cover)

The Islander (Nightwish song)

Children of the Grave (Black Sabbath cover)

 

Tarja Turunen

Eye of the Storm

Demons In You

Die Alive

Diva

Shadow Play

Dead to the World (feat. Marko Hietala, Nightwish)

Dark Star (feat. Marko Hietala)

Left on Mars (feat. Marko Hietala)

Dead Promises (feat. Marko Hietala)

Planet Hell (feat. Marko Hietala, Nightwish)

Wish I Had An Angel (feat. Marko Hietala, Nightwish)

I Walk Alone

Victim of Ritual

***Encore***

Innocence

Until My Last Breath

Over the Hills and Far Away (feat. Marko Hietala, Gary Moore cover)