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quarta-feira, 4 de abril de 2018

Decapitated – Modernidade com agressividade


 

Antes de mais nada, esqueça o Decapitated de ‘Winds of Creation’ ou ‘Nihility’. Aquele Death Metal de outrora ficou no passado. Muito embora a qualidade daqueles álbuns, mesmo com seus integrantes ainda adolescentes, aquele som poderoso não se ouve em seus discos posteriores e muito menos neste ‘Anticult’.

Com o passar do tempo e o normal amadurecimento do ser humano, bem como a agregação de novas experiências e influências, tanto musicais como pessoais, propiciam novos estágios evolutivos. Em bandas isso é mais do que normal.

Se destas evoluções se obterão resultados satisfatórios ou não é questão de gosto pessoal. Ouvindo este álbum, percebemos uma banda que alcançou o status que tem não à toa, dado o talento de seus músicos e qualidade de suas composições.


Anticult’ apresenta um Decapitated antenado no Metal mais moderno, ou podemos dizer também, ‘grooveado’, em que as mudanças de andamento dão a tônica em todos os sons, às vezes apostando em partes mais trampadas e pesadas, outras em partes com apelo à melodia, mas nem por isso deixando de exalar riffs poderosos; os vocais estão mais urrados e menos guturais; o baixo faz malabarismos e ‘riffa’ juntamente com a guitarra; enquanto a batera é severamente surrada com uma pegada bastante crua.

São oito sons que lançam mão de uma variedade interessante, ponto favorável à banda e que sempre foi uma de suas particularidades. Algum ouvinte pode torcer o nariz pelo fato de ter, sim, partes que remetem ao ‘Alterna Metal’, como já referido acima nos ‘grooves’, riffs ‘pula-pula’, o que, pessoalmente, não posso discordar, muito embora o ora apresentado aqui seja bem mais pesado que o tal ‘Alterna’.


Percebe-se que a partir da quinta música, ‘Anger Line’, o disco passar a ficar mais denso e brutal, essencialmente pela qualidade e peso de seus riffs e o uso correto de blast-beats. Aqui podemos lembrar do ‘antigo’ Decapitated. Parece uma volta ao passado; ‘Earth Scar’ é outro baita som, com ótimos solos e vocalizações; na sequência ‘Never’ abre nervosa e com uma pegada até Hardcore e riffs quase Thrash; por fim, ‘Amen’ é o epílogo do disco, a faixa mais curta, climática e arrastada.

Evidentemente, que ‘Anticult’ é um bom disco, onde ouvimos uma banda no auge de sua forma técnica e criativa. Pode não soar essencialmente Death Metal, como de fato, não se pode incorrer no erro de dizer que lhe falta peso e agressividade. Longe disso.
Vale a pena conferir e tirar suas próprias conclusões. As minhas foram favoráveis.

Texto e edição: Marcello Camargo

Ficha Técnica:
Banda: Decapitated
Álbum: "Anticult"
Estilo: Death Metal/Groove Metal
País: Polônia
Lançamento: Nuclear Blast Records/Shinigami Records

Line-Up:
Rafal Piotrowski – vocals
Vogg – guitar
Hubert Wiecek – bass
Mlody – drums

Tracklist: 

1. Impulse 
2. Death Valuation 
3. Kill the Cult 
4. One-Eyed Nation 
5. Anger Line 
6. Earth Scar 
7. Never 
8. Amen


       

quinta-feira, 16 de junho de 2016

Terrordome/Chaos Synopsis (Split): União Em Nome do Peso e Agressividade


A capa já entrega. Estamos diante de um álbum onde o peso, agressividade e energia do metal estão presentes. A união entre as bandas TERRORDOME (Polônia) e CHAOS SYNOPSIS (Brasil) neste split, comprova mais uma vez, que a força do heavy metal não tem fronteiras. Enquanto os poloneses mandam ver num crossover bem equilibrado entre o thrash metal e o hardcore, os brasileiros capricham num death metal de forma brutal e bastante técnica.


Abrindo o play, o TERRORDOME nos apresenta 5 faixas, rápidas, diretas e agressivas, numa linha onde podemos identificar que, apesar do estilo thrash/crossover do grupo, temos muito de bandas tradicionais do estilo na sonoridade (Slayer, Exodus, Nuclear Assault, entre outros). Formado por Uappa Terror (vocal e guitarra), Paua Siffredi (guitarra), The Kapitzator (baixo e vocal) e Murgrabia Mekong (bateria), a banda formada em 2005 transborda aquela aura do thrash anos 80, mas incorporando elementos atuais, fazendo algo próximo ao que grupos como o Toxic Holocaust fazem. riffs certeiros, bateria na bate estaca e aquele baixo “gordo”, além de um vocal “raivoso” mostram do que a banda é capaz.

Após a rápida introdução “Reflux”, a velocidade segue ditando o ritmo em “Polidicks” (com um refrão que, com toda certeza, seria cantado á plenos pulmões por todos os brasileiros...). Mais porradaria em “Nothing Else Fuckers” (referências ao Metallica?) e no bem sacado cover do Evildead, “The ‘Hood”. O encerramento com “Beerbong Party”, é onde a veia mais atual fica mais evidente.

Clique e confira do que a banda é capaz: https://www.youtube.com/watch?v=XrYBR6gBp0Q


Já o CHAOS SYNOPSIS participa com três faixas.  Jairo (vocal e baixo), JP (guitarra), Luiz Ferrari (guitarra) e Friggi Mad Beats (bateria), coincidentemente, estão em atividade também desde 2005. Mas, diferentemente dos poloneses, praticam um death metal com forte influência do thrash metal. Contando com três álbuns em sua discografia (Kult ov Dementia - 2009, Art of Killing - 2013 e Seasons of Red -2015), o grupo traz muita brutalidade e densidade nas composições apresentadas aqui. Produzido pelo baterista Friggi Mad Beats, tendo a engenharia á cargo de Fabiano Penna (Rebaelliun) e masterizado por Neto Grous no Absolute Master, pode-se dizer que a parte que competiu aos brasileiros, ficou melhor, em todos os sentidos.

“Serpent of the Nile” é uma faixa grandiosa. Com riffs inspirados no thrash, mas com uma pegada mais brutal e intensa, característicos do death metal, a banda soube explorar muito bem essa variação. Na seqüência, “Fire on Babylon”, carrega consigo toda a brutalidade do death metal praticada pelo grupo. O solo dessa música ficou muito bem encaixado. O vocal de Jairo, foge um pouco dos vocais do estilo, pois tem, além da agressividade, um timbre mais “thrash”. A terceira faixa e, que encerra o trabalho, é o cover de “Damage Inc”, do Metallica. E a banda soube transportar para a música, todas suas características, pois a versão apresentada aqui, não foi simplesmente um cover, mas uma interpretação toda própria, o que demonstra mais uma vez, uma personalidade forte do grupo.

Confira o poder do Chaos Synopsis: https://www.youtube.com/watch?v=j4GN3OIOmQ0

Este split é indicado aos fãs da brutalidade e agressividade que são comuns aos estilos apresentados aqui. Tanto o TERRORDOME quanto o CHAOS SYNOPSIS fazem valer o investimento. E como diriam o bom e velho Bobby “Blitz” Elsworth: IN UNION WE STAND!

Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson

INTOXICUNTS (SPLIT)
TERRORDOME  (POL) / CHAOS SYNOPSIS (BRA)
DEFENSE RECORDS

Faixas:
01 – Reflux
02 – Polidicks
03 – Nothing Else Fuckers
04 – The ‘Hood (Evildead cover)
05 – Beerbong Party
(TERRORDOME)

06 – Serpent of the Nile
07 – Fire on Babylon
08 – Damage Inc (Metallica cover)
(CHAOS SYNOPSIS)


Links Relacionados:


domingo, 16 de novembro de 2014

Behemoth Em Novo Hamburgo - O Show do Ano no RS


No dia 06/11, o Teatro FEEVALE, em Novo Hamburgo, no Vale dos Sinos, foi palco do show do ano aqui no Rio Grande do Sul. Um dos maiores nomes do Metal Extremo atual, o BEHEMOTH, trouxe a turnê THE SATANIST ao Brasil e o pontapé inicial, se deu na capital nacional do calçado.


Mas uma dúvida ainda pairava no ar, afinal, o local escolhido para o evento é um dos melhores Teatros do país. E convenhamos, shows de Metal, ainda mais, de uma vertente mais brutal e extrema, são raros e, por aqui, ainda não havia acontecido. Como seria assistir a um show dessa vertente do Metal, em cadeiras confortáveis? A resposta viria logo em seguida.


Logo na chegada, a recepção, informações e acomodações se mostraram excelentes. Isso mostra que independente do público, o respeito e educação devem prevalecer. Ponto mais que positivo para a organização do evento.


Exatamente no horário marcado (mais um ponto positivo a se ressaltar), a DYING BREED sobe ao palco para executar aquele Death Metal old school, influenciado por nomes como Morbid Angel, Entombed, Cannibal Corpse, etc. Foramada por Leonardo Schneider (vocal), Ariel Boesing e Felipe Nienow (guitarras), Fabrício Bertolozi (baixo) e Diego Pereira (bateria), a banda trouxe toda garra e violência inerentes ao estilo, aliando o peso das guitarras ao vocal gutural e, mostrando que apesar de relativamente “nova”, a experiência dos músicos faz a diferença. Um set brutal, que foi bem mais do que um aquecimento para a atração principal. Prova que, em se tratando de Metal Extremo, estamos mais do que bem representados!


Setlist – DYING BREED:

SENTENCE TO DEATH;
KILL THE BETRAYER;
AN EYE FOR AN EYE;
PSYCHOTIC;
CORPORAL RITES;
CAST IN STONE;
BATALLION OF HELL


Após um pequeno intervalo, sobem ao palco Márcio Makbo (produtor) e Renato Gimli Sanson (Assessor de Imprensa) para agradecer a presença do público e chamar ao palco a grande atração da noite. Foi então que, os cerca de 800 headbangers presenciaram a volta, dez anos após a primeira passagem pelas terras gaúchas, de uma das maiores bandas da cena atual.


Cercado por polêmicas, o BEHEMOTH estava de volta! Enquanto Inferno se posicionava atrás de seu kit de bateria, Seth (guitarra) e Orion (baixo) ficaram um em cada lado, esperando pela entrada do líder e mentor do grupo. Nergal (vocal e guitarra) entra no palco empunhando duas tochas e de costas para o público.


Abrindo com Blow Your Trumpets Gabriel, o grupo levou o público ao delírio. Som, iluminação e clima perfeitos! Além de músicos de extrema qualidade, a banda conta com uma performance que tem muito traços teatrais, muito bem ensaiados e encaixados em cada faixa apresentada. Nergal, com toda a certeza, é um destaque a parte. Por mais que o restante do grupo seja acima da média e, que tenha uma movimentação de palco bastante dinâmica, o vocalista tem uma presença de palco fantástica, por vezes hipnótica.


 Abusando da brutalidade e também de uma técnica apurada, o grupo dá seqüência ao show com Ora Pro Nobis Lucifer, muito bem recebida pelo público, que, diga-se, de passagem, estava em total sintonia com a banda. Conquer All, Decade of Therion, As Above So Below e Slaves Shall Serve deram seqüência ao massacre sonoro e precederam um dos grandes clássicos do grupo: Christian To The Lions, um dos principais pontos do show, é a intensidade com que a banda executa suas músicas.


Um perfeito entrosamento, as variações de posicionamento dos músicos, a técnica estupenda do baterista Inferno, também devem ser ressaltados. Orion também merece destaque. Mas a presença de Seth se mostra fundamental ao grupo, pois além de excelente músico, a segunda guitarra deixa Nergal mais solto pelo palco para usar e abusar de sua teatralidade e criatividade. Nem parece que até pouco tempo atrás, o músico travou uma severa batalha contra a leucemia.


Ov Fire and the Void, Alas, Lord is Upon Me e a fantástica At the Left Hand ov God também se fizeram presentes num set que privilegiou obviamente o mais recente trabalho. O encerramento se deu com a execução de O Father, O Satan, O Sun! onde o grupo surgiu com as máscaras utilizadas na divulgação tanto do álbum como da turnê. Um encerramento pra ficar na memória de todos os presentes. Um show histórico.


Ficam aqui algumas considerações. O local escolhido para o show foi excelente. Tratamento dispensado ao público, acomodações, acústica, perfeitos. O único senão, talvez seja à distância da capital, mas que na realidade não serve como empecilho para quem realmente quisesse assistir ao show. Organização perfeita, principalmente no que se refere aos horários estabelecidos. Isso mostra um grande respeito pelo público. E também, os preços bastante acessíveis. Parabéns ao Márcio Makbo e ao Leonardo Schneider pela iniciativa e organização do evento! Afinal, o show do ano merecia uma estrutura como essa!


Setlist - BEHEMOTH:

BLOW YOUR TRUMPETS GABRIEL;
ORA PRO NOBIS LUCIFER;
CONQUER ALL,
DECADE OF THERION;
AS ABOVE SO BELOW;
SLAVES SHALL SERVE;
CHRISTIAN TO THE LIONS;
THE SATANIST;
OV FIRE AND THE VOID;
FUROR DIVINUS;
LUDZIE WSCHODU;
ALAS, LORD IS UPON ME;
AT THE LEFT HAND OV GOD;
CHANT FOR ESCHATON 2000;
O FATHER, O SATAN, O SUN!


Cobertura por: Sergiomar Menezes
Fotos: Felipe Pacheco
Edição/revisão: Renato Sanson




terça-feira, 4 de novembro de 2014

Behemoth em Novo Hamburgo/RS - Todas as Máscaras Cairão!


Dia 06/11 se aproxima e o Vale dos Sinos será palco de um show histórico.  Dez anos após pisar no palco do Bar Opinião, um dos grandes nomes da cena extrema atual, volta ao RS, desta vez no Teatro FEEVALE! Divulgando o sensacional álbum THE SATANIST lançado neste ano, os poloneses do BEHEMOTH desembarcam para mais uma turnê brasileira. E o pontapé inicial desta tour se dará em Novo Hamburgo.

Fundada em 1991 pelo seu líder e guitarrista NERGAL, e pelos ex- integrantes BAAL (bateria) e L. KAOS (guitarra) a banda já lançou 10 álbuns de estúdio, tendo maior destaque na década passada. No início, o grupo praticava um Black Metal bastante cru. Com o passar do tempo, o som foi se modificando até chegar ao Death Metal bastante técnico executado hoje em dia. Dono de uma sonoridade única, poucas bandas tem o prestígio alcançado pelo BEHEMOTH que agrada a todo fã de Heavy Metal.


Formada atualmente por Nergal (vocal e guitarra), Orion (baixo) e Inferno (bateria) (ao vivo, o guitarrista Seth completa a formação), a banda vem obtendo uma excelente repercussão com o mais recente álbum, THE SATANIST. Sempre envolto em polêmicas, não apenas em relação ao som, mas também pelo posicionamento sempre firme de Nergal no que tange as religiões, o excelente músico vive uma constante de situações adversas e superações. Em 2007, Nergal teve prisão decretada após rasgar uma bíblia em um show realizado na Polônia. Em 2010, o músico foi diagnosticado com leucemia, em um estágio bastante adiantado da doença, mas após um transplante de medula óssea, a recuperação se deu de forma bastante rápida. Por tudo que envolve a banda e pelos excelentes trabalhos lançados pelo grupo durante os últimos anos, o show, que vem cercado das melhores expectativas, tem tudo para ser um dos grandes eventos do ano no Rio Grande do Sul!

DyingBreed grande destaque na cena extrema gaúcha
A abertura do show ficará por conta da banda gaúcha de Death Metal, DYINGBREED. Oriunda de São Leopoldo, a banda conta com músicos experientes da cena gaúcha. Influenciada por nomes como Slayer, Morbid Angel, Napalm Death, Cannibal Corpse, Deicide, entre outros, o DYINGBREED pratica um som calcado nas raízes dos antigos Death e Thrash Metal. Composta por Leonardo Schneider (vocal), Felipe Nienow (guitarra), Ariel Boesing (guitarra), Fabrício Bertolozi (baixo) e Diego Pereira (bateria), a banda encontra-se no processo de gravação de seu primeiro full lenght, intitulado “Worship no One”. Mais uma grande banda extrema do nosso Hell Grande do Sul!



Serviço do show:

BEHEMOTH! "The Satanist Tour" em Novo Hamburgo!!

Abertura: DyingBreed - Death Metal

Confirme sua presença no evento: https://www.facebook.com/events/1495758817304712/?fref=ts

CRONOGRAMA:
20h - Abertura do Teatro Feevale
20:30h - DyingBreed
21:15h - BEHEMOTH
ATENÇÃO:
- Não será permitida a entrada após o início do show do Behemoth. Isso é norma do Teatro Feevale, então pedimos a todos para se organizarem e chegarem cedo.
- Não será permitido filmar ou fotografar o espetáculo.

 INGRESSOS - DISPONÍVEIS:
http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=36433

VALORES:
Plateia Baixa: R$ 80,00
Plateia Alta: R$ 70,00
Frisas: R$ 50,00
Balcão Nobre: R$ 40,00
Camarote: R$ 95,00

PONTOS DE VENDA (*sujeito a taxa de conveniência):

Web: http://www.ingressorapido.com.br/Evento.aspx?ID=36433
Ingresso Rápido - Call Center - 4003-1212
De segunda a sábado, das 9h às 22h, e domingo, das 12h às 18h.
Telentrega Ingresso Show - (051) 8401-0555
De segunda a sexta-feira, das 9h às 19h.
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country
Av. Túlio de Rose, 80 / 301 - Porto Alegre, RS.
De segunda a sábado, das 14h às 22h, e domingos e feriados, das 14h às 20h.
Bilheteria do Teatro Feevale
ERS-239, 2755 - Novo Hamburgo, RS.
A Bilheteria abre somente em dias de eventos, com antecedência de 2h do início.
Bourbon Shopping NH - Quiosque Teatro Feevale /2º andar
Novo Hamburgo - Centro - Av. Nações Unidas, 2001.
De segunda a sábado, das 12h às 22h.
Universidade Feevale - Campus II - Rua Coberta
ERS-239, 2755- Novo Hamburgo, RS - (51) 3271 1208
De segunda a sexta-feira, das 13h às 21h e sábados das 9h às 14h.
Agência Brocker Turismo - Gramado
Av. das Hortênsias, 1845 - Gramado, RS. - (054) 3286-5405
De segunda a sábado, das 9h às 18h30, e feriados, das 10h às 15h.


Matéria por: Sergiomar Menezes
Edição/revisão: Renato Sanson
Imagens: Divulgação

segunda-feira, 22 de abril de 2013

Hate: Resenha do Álbum "Erebus" e Homenagem a Mortifer


No início de abril foi noticiada na página oficial da banda polonesa Hate, a seguinte nota:

"Entre a noite de 5 e 6 abril perto da cidade alemã de Münchberg, nosso amigo, o melhor companheiro e baixista de longa data inesperadamente faleceu. Depois do show na noite passada em Stuttgart ele foi dormir e nunca mais acordou. Nós o encontramos sem vida no início da manhã e imediatamente uma ambulância chamada. Ele foi reanimado, mas sem sucesso. Os resultados da autópsia de Sławomir "Mortifer" Archangielskij serão conhecidos em breve. Nesta situação, decidimos cancelar os shows restantes e voltar para casa. Nós demos testemunhos detalhados para a policia  alemã.

Estamos chocados e despedaçados por sua morte súbita, inesperada. Choramos junto com a família e os amigos de Slawomir.
Adam, Konrad, Stanislaw, Daniel /HATE."



Eu tive a chance de assistir uma apresentação do quarteto em Curitiba, e como testemunha ocular posso dizer que a banda era realmente uma máquina de guerra que destilava um potente  Death/Black Metal, bem na linha da já conhecida cena polonesa, que espalha nomes de extrema blasfêmia para o mundo, como o Vader e Behemoth. O que você irá ler a baixo é uma resenha póstuma do álbum "Erebos" lançado em 2012.  RIP  Mortifer.                   


                                            "Erebos" - Resenha

Vindo da histórica cidade de Warsaw (Varsóvia), o Hate faz o típico Metal made in Polônia, ou seja, não é aquela velocidade desembestada a todo momento, sendo que muitas vezes abre espaço para uma linha mais melódica (vide Behemoth), mas antes que acusem a banda de ser uma mera cópia, vale dizer que o Hate está em uma escala ascendente na cena, e suas duas turnês no Brasil evidenciam isso.




Em "Erebos" (seguindo uma tradução ao pé da letra, significa trevas profundas) podemos destacar a produção muito correta de ATF Sinner ( vocal e guitarras), polida, mas sem abrir mão do peso, lembrando a produção do álbum "Great Execution" do Krisiun, destaque também para a capa que me lembrou um pouco as artes do Rothing Christ, mas chama muito a atenção e com certeza prepara o ouvinte para o que vem a seguir.

Quem procura violência em forma de música pule logo para a faixa "Hexagony", um massacre rápido e impiedoso, "Lux Aeterna" mostra uma cozinha afiadíssima, abrindo espaço para guitarras fazendo um solo desgraçado no melhor sentido da palavra.

"Erebos" e "Quintessence of Higher Suffering", apresentam solos de guitarra virtuosos e cadenciados o que é sem dúvida o ponto forte do Hate, sendo que uma banda tem que ter um grande domínio de técnica para gravar uma faixa como "Wrists" e "Luminous Horizon", sem dúvida canções polêmicas que irão despertar a fúria dos ouvintes mais radicais devido sua cadência.


Um álbum brutal que serviu para firmar de vez o nome Hate não só na cena polonesa, mas sim no maisntream do Metal Extremo ouça alto.

Vale lembrar que já está disponível via Napalm Records o novo álbum "Solarflesh".

Texto: Harley
Revisão/edição: Carlos Garcia/Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha técnica:
Banda: Hate
Álbum: Erebos
Ano: 2012
Pais: Polônia
Selo: Napalm Records
Tipo :Death/Black Metal




Formação:
ATF Sinner – Guitarras acústicas, rítmicas e solo, vocais
Destroyer – Guitarra Solo
Hexen – Bateria
Mortifer – Baixo
Kris Wawrzak – Samples nas faixas 1, 2, 4, 5, 6, 7, 8 e 10
Michael Staczun – Samples nas faixas 2 e 10
Lestath – Sintetizadores nas faixas 6 e 9

Track list
01. Genesis
02. Lux Aeterna
03. Erebos
04. Quintessence of Higher Suffering
05. Trinity Moons
06. Hero Cults
07. Transsubstance
08. Hexagony
09. Wrists
10. Luminous Horizon





Acesse os canais oficiais da banda:
Myspace
Site Oficial
Facebook

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

Resenha de Shows: Extremvs Festival (São Leopoldo/RS)

Baixo público marca a volta do Besatt ao Brasil

Com ingressos caros demais para a realidade dos headbangers gaúchos, numa noite chuvosa e sexta-feira, aliado à uma atração internacional de não tão grande expressão, fizeram com que a primeira (e provavelmente última) edição de Extremvs Festival (da Belialis Mvsika, que voltaremos a falar depois), fosse um fracasso de público.

Também não poderíamos esperar menos que isto, no mesmo dia tinha dois eventos rolando na capital da cidade, o Carnametal e o Carnarock, que ambos estavam com um valor mais do que acessível ao público banger.

Na Embaixada do Rock, um bar tradicional do Rock/Metal do Rio Grande do Sul, menos de 30 pessoas assistiram as apresentações na noite de 08 de fevereiro, sendo a maioria integrantes e acompanhantes das 3 bandas nacionais que abririam a apresentação da banda polonesa Besatt.

Postmortem mostrou seu Death Metal impiedoso com muita garra, mesmo tendo um público abaixo do esperado

Mesmo com quase nenhum público, a Postmortem (Pelotas/RS) fez seu show, mostrando o que as demais bandas iriam enfrentar: um público em baixo número e, devido a isso, pouca empolgação do mesmo.

Mas o grupo, que já havíamos assistido em janeiro em Santa Maria/RS, mostra garra no palco e apresentava seu EP que estava sendo vendido pela primeira vez chamado “Atra Mors”, executando suas 3 faixas dentre outras da banda, como “Chains of Hypocrisy”, “Beneath the Sands of Time” e  “Of Mars and Wars”

Justabeli faz grande apresentação, mas não conseguia esconder a decepção em ver um público tão apático e pequeno
.
Ao término do eficiente show, todos já percebiam que, realmente, o público seria aquele, e muitos não conseguiam acreditar na quantidade mínima de pessoas que lá foram prestigiar as bandas. E, diante dessa certeza, a banda paulista Justabeli trouxe seu Death/Black Metal ao palco gaúcho.

À exemplo de sua antecessora, a galera da banda teve uma reação apática do público (devido ao baixo número desses, deixemos claro). Na ocasião, a banda apresentou faixas de seu álbum “Hell War”, que estava à venda no local e não fez feio, mas é verdade que as apresentações foram todas prejudicadas e, efetivamente, pouco se pode falar das bandas.

Mesmo com público limitado os gaúchos da Revogar não se intimidaram e  fizeram a melhor apresentação da noite

Ainda restava a Revogar levar seu Black Metal ao palco, pouco antes da atração internacional e, disparada, foi a banda que obteve melhor resposta do limitado público, mas não pareciam afetados e detonaram o palco, na melhor apresentação da noite, incluindo uma canção inédita que não havia sido tocada ao vivo. Grande show dessa galera de Esteio/RS.

Era chegada a hora do Besatt que, claramente decepcionados com o público, fizeram um show frio (mais do que o habitual), com o público menos empolgado que no show da Revogar.

Show frio e sem empolgação
Sem trocar frases com o público (no máximo “obrigado”), o quarteto, vestido à caráter, executou faixa a faixa, uma atrás da outra, encerrando o show “sem mais nem menos”, quando atingiram as músicas combinadas de uma apresentação, sem nem se despedir. E o mísero público nem falta sentiu, pois ao término já estavam indo embora. Uma apresentação apática para um "público" limitado e sem animo, pois era visível a decepção dos bangers que estavam presentes, devido ao baixo rendimento do festival em termos de platéia.

Não bastasse o fracasso do festival, o organizador da turnê da Besatt Marcelo Urbano, dias depois, foi dado como desaparecido, supostamente abandonando a banda no meio da turnê. Lamentável que na cena brasileira fracassos como esses se perpetuem, descreditando a cena underground e mostrando o amadorismo de muitas produtoras.

Fomos apoiadores oficiais do evento, por acreditarmos no potencial do mesmo, mas, infelizmente, além do fracasso de público, houve o fracasso da ética. 

Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Road to Metal (uso autorizado mediante citação da fonte)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Clássicos: Black Mass (Besatt) - A Essência do Mal




Almas cristãs, tremei, pois o Brasil servirá estada para o gélido Black Metal polonês do Besatt. E para comemorar, nada melhor do que resenhar e ouvir um real artefato dessa odiosa horda.

Formada em 1991, porém vindo lançar uma demo somente em 1996, “Czarci Majestat", devido a problemas com formação, ideologias e coisas afins. Mas o mundo começa a conhecer toda a força satânica do grupo no lançamento do primeiro CD oficial "In Nomine Satanas".



Porém, vou usar minha opinião como fã e resenhar o melhor álbum dos caras vindo direto do ano de 2006: convido todos para a missa negra.

“Black Mass” vinha após “Sacrifice Satanaes” e se no trabalho anterior faltou um pouco de agressividade, o seu sucessor veio cheio de ódio, velocidade e mais polido, aparentemente, a banda foi para um estúdio melhor com um produtor mais capacitado e, aí sim, sai com um grande e profano trabalho de lá.

A faixa titulo é um arrasa quarteirão indispensável nos shows da horda; "Suicidal Ritual”  soa como uma marcha fúnebre lembrando muito o trabalho atual do Marduk; “Son Of Pure Viking Blood” é uma homenagem a Quorthon, a mente criativa por trás do Bathory. É impressionante como os poloneses conseguiram representar toda uma áurea viking nessa canção.

“Towards  the Abyss” e "Demoniacal Possesion” é o que todo mundo espera de uma horda: rispidez em forma de música, mas mesmo assim impressiona a potência que os riffs são executados e a cozinha matadora das mesmas.

Turnê nacional inicia no Rio Grande do Sul e se estende  por outros estados

Apenas 35 minutos, mas que são mais válidos que toda a discografia de muitos pseudo-grupinhos de Black Metal por ai. Aqui é som feito com verdade, ideologia e ódio, infelizmente algo que vem se perdendo no Black Metal, porém ainda existem guerreiros que honram esse nome. Então que venha Brasilian Apokalipse Tour 2013 para trazer o caos ao país.

“The symbols of cross go up in flames 
Christian churches collapse”.

Texto: Luiz Harley
Revisão e edição: Eduardo Cadore
Fotos divulgação 

Ficha técnica 
Banda: Besatt
Álbum: Black Mass
Ano 2006
País Polônia
Tipo: Black Metal

Formação do álbum
Morbid (Bateria)
Fulmineus (Guitarra e Vocal)
Weronis (Baixo)

Track list
01 Black Mass
02 Born to Revange
03 Suicidal Ritual
04 Final War
05 Son Of Pure Viking Blood
06 Towards to Abyss
07 Demoniacal Possesion

Saiba mais sobre a apresentação da banda no Extremvs Festival, que conta com apoio Road to Metal, clicando aqui.


quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Extremvs Festival: O Mais Extremo Metal em São Leopoldo/RS em Fevereiro






Partindo da iniciativa da produtora Belialis Mvsika, e dentro da extensa turnê brasileira dos poloneses da Besatt, a cidade de São Leopoldo receberá um festival em sua primeira edição, mostrando uma face extrema poucas vezes vistas.

Tendo como headliner e destaque do festival a banda polonesa Besatt, a Embaixada do Rock é o local que os headbangers amantes do Metal mais extremo devem se deslocar, já que três bandas nacionais também subirão ao palco do dia 08/02.

Besatt atacará com seu Black Metal negro

As bandas Justabeli (de Diadema/SP), que trará seu Death Metal que está lhe dando certa visibilidade na cena, Revogar (de Esteio/RS), que já é conhecida da cena underground gaúcha (já os entrevistamos, inclusive) executará o Death/Black Metal pelo qual tem se tornado uma das referências do sul e, também do Rio Grande do Sul, mais precisamente de Pelotas, a Postmortem, que tivemos a oportunidade de assistir a apresentação recente (confira resenha aqui) e, tomando por base a mesma, colocarão fogo na Embaixada, sem sombra de dúvidas. Além desses grandes shows, haverá open bar, o que já é um diferencial nos eventos do tipo.

Primeiro show da turnê brasileira acontece em solo gaúcho

A atração internacional Besatt vem divulgar seu Black Metal do álbum “Tempus Apocalypsis” (2012) e faz sua primeira parada com a Brazilian Apokalipse Tour em São Leopoldo/RS, depois se dirigindo para outras 7 apresentações por todo o país, sendo esta do dia 08 de fevereiro a única no Rio Grande do Sul.

Não perca esse massacre sonoro com uma das bandas mais infames do Black Metal mundial, apoiada por três grandes grupos do underground gaúcho e nacional.

O evento conta com apoio Road to Metal e estaremos realizando a cobertura do festival com exclusividade. Vale lembrar que para toda a turnê, incluindo este show, a Belialis Mvsika está sorteando ingressos. Para saber como participar, acesse aqui.
Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Serviço
Shows: Besatt (POL), Revogar (BR), Postmortem (BR) e Justabeli (BR)
Data: 08/02/13 (sexta-feira) 
Cidade: São Leopoldo/RS (próxima à Porto Alegre)
Local: Embaixada do Rock (Rua Presidente Roosevelt, 806)
Início: 21 horas

Ingressos (Open Bar)
1º Lote: R$ 50,00
2º Lote: R$ 60,00
Na hora: R$ 70,00

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sábado, 17 de setembro de 2011

Qualidade = Vader

Vader é um dos primeiros nomes quando o assunto é Death Metal de qualidade

Impressionante como o Vader gosta de presentear seus fãs, seja com um EP, Full-Lenght ou DVD e um pequeno detalhe nisto tudo: sempre com um tempo curto entre um álbum e outro e o que mais chama atenção, sempre materiais de respeito e qualidade.

E não seria diferente neste novo lançamento. “Welcome To The Morbid Reich” (2011) mostra um Vader mais direto e mais Death Metal do que nunca, mostrando que após alguns problemas de formação (que sempre estiveram a banda desde o inicio) "Peter" Wiwczarek vem acompanhado neste novo trabalho de excelentes músicos, onde deram um show, vide exemplo “Return to the Morbid Reich” que mostra a força do Death Metal com riffs poderosos e solos altamente técnicos e “Only Hell Knows” na velocidade da luz em todos os sentidos com blast beats incríveis e Peter mandando ver em sua guitarra, com seu gutural cada vez mais afiado e característico.

Vale ressaltar a arte gráfica do álbum que ao mesmo tempo parece ser bruta,l é de uma beleza indiscutível e sem falar da produção de primeira do álbum (como sempre na banda), deixando todos os instrumentos nítidos e cristalinos.

Com certeza o Vader não precisa provar nada para ninguém, quem acompanha a banda sabe o quanto Peter luta pelo seu sonho e mantém vivo a chama do Death Metal executado com paixão ao estilo (vê se aprende Morbid Angel!). Este já esta na minha lista dos melhores de 2011.


Texto: Renato Sanson

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Vader

Álbum: Welcome to the Morbid Reich

Ano: 2011

País: Polônia

Tipo: Death Metal

Gravadora: Nuclear Blast


Formação

Peter (Vocal e Guitarra)
Spider (Guitarra)
Hal (Baixo)
James (Bateria)


Tracklist

1. Ultima Thule

2. Return to the Morbid Reich

3. The Black Eye

4. Come and See My Sacrifice

5. Only Hell Knows

6. I Am Who Feasts Upon Your Soul

7. Don't Rip the Beast's Heart Out

8. I Had a Dream...

9. Lord of Thorns

10. Decapitated Saints

11. They Are Coming...

12. Black Velvet and Skulls of Steel


Acesse e conheça a banda

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Veja a banda ao vivo executando “Come and See My Sacrifice”

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