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terça-feira, 8 de julho de 2025

Cobertura de Show: Possessed– 19/06/2025 – Burning House/SP

Ano passado quando o Possessed se apresentou no Vip Station em SP, o vocalista lendário Jeff Becerra publicou nas suas redes sociais nossa matéria que fizemos aqui na Road to Metal, espalhando a consideração e o respeito que temos pelo maior representante vivo e criador do death metal do século XX. Esse peso histórico que a banda possui quando está em território brasileiro não passa só por uma atração do “feriado com a banda certa”, mas por serem criadores de uma técnica e jeito de tocar com letras hostilizantes que fez do Possessed uma lenda entre bandas, fãs e seguidores de todo mundo. Fizeram um show histórico! Nesse nessa única apresentação no Brasil, o clássíco disco da capa mais consagrada da história do death metal na carreira do Possessed foi tocado na íntegra: Seven Churches que completou 40 anos agora em 2025.

Antes do massacre sonoro, a abertura ficou por conta da banda Throw Me to the Wolves. Aparentemente novos na cena, mas com músicos experientes, o quinteto formado por Diogo Nunes (vocal), Gui Calegari (guitarra), Lucas Oliveira (guitarra), Rodrigo Gagliardi (baixo) e Maycon Avelino (bateria) flertavam entre a linha mais melódica do death metal e metalcore durante seu set, que incluiu “Fragment”, “Gates of Oblivion” e “Gaia”. Não foi uma banda que acompanhou o estilo clássico da banda principal, mas fizeram uma apresentação pontual e muito honesta. Vale destacar para som ao vivo, que usaram plugins de guitarra e baixo transmitidos direto nas caixas sem usar os amplificadores - o que não tirou o peso da banda.

Com um pouco de atraso mas casa lotada, Jeff Becerra é ovacionado ao entrar no palco e fez um show com voz 100% afiada para o repertório da noite - visto que ano passado seu vocal estava prejudicado pela extensa turnê sul americana e mudanças no clima - porém, desta vez e de forma exclusiva, conseguimos ouvir a intensidade, potência e o carisma com a energia de 17 anos de quando gravou seu primeiro disco. Abriram com “The Eyes of Horror” seguida de “Tribulation” e “Demon”, do espetacular último álbum disco de estúdio, Revelations of Oblivion (2019).

A sequencia mais esperada estava pronto pra começar: “The Exorcist”, “Pentagram”, “Burning in Hell” e “Evil Warriors”, seguidas por “Seven Churches”, “Holy Hell”, “Satan’s Curse” e, pra fechar sem tempo pra respirar, “Death Metal”. É quase inexplicável sentir a banda tocar esse disco na sua frente de forma fiel, alinhado e com uma execução impressionante em todos os sentidos. Não havia nada de volume sobrando ou notas fora do tempo ou fora do compasso no contratempo. Todos os timbres de guitarra vindos do Marshall, solos de guitarra, a bateria muito bem equalizada, baixo pesado na cara e a ótima estrutura de som da casa deixou uma sensação de um show intimista onde a banda estava muito a vontade para tocar. Ainda tiveram gás para tocar “Graven” e “Swing of the Axe” do Revelations of Oblivion (2019). A sintonia com o público e a simpatia de Jeff Becerra, Daniel Gonzalez, Claudeous Creamer (que encontramos do lado de fora horas antes do show tirando fotos, conversando e bebendo com os fãs), Robert Cardenas e Chris Aguirre fazem do Possessed um patrimônio cultural histórico do metal.

Após o final do show, Jeff Becerra atendeu autógrafos e fotos com o público, totalmente agradecido pela noite que estivem em São Paulo. Mesmo com a data trocada do show, a sensação de sair do lugar é de sentir que algo está mais vivo do que nunca e pode-se começar tudo de novo. Esse é um exemplo de legado que o Possessed deixa para cena mostrando o quanto um clássico pode ser vivido, desafiado ao vivo e continuar emocionando o antigo e o novo público desse século e do século passado.


Texto: Roberto Bertz


Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Dark Dimensions

Press: JZ Press


Possessed – setlist:

The Eyes of Horror

Tribulation

Demon

Seven Churches

The Exorcist

Pentagram

Burning in Hell

Evil Warriors

Seven Churches

Satan's Curse

Holy Hell

Twisted Minds

Fallen Angel

Death Metal

Bis

Graven

Swing of the Axe

quinta-feira, 27 de junho de 2024

Cobertura de Show: Kool Metal Fest – 09/06/2024 – Vip Station/SP

Foi o grande encontro nacional do Death Metal! Todo mundo estava lá: bandas, público de vários lugares do Brasil se encontraram no Vip Station numa tarde de domingo para celebrar esse dia histórico do Kool Metal Fest, no qual o Possessed foi a atração da noite e abarrotou o lugar.

Do lado de fora, para desespero dos evangélicos, uma multidão já estava calibrando na cerveja para poder curtir e encontrar uma cena poucas vezes vistas em Santo Amaro com a rua tomada de camiseta com cruzes invertidas, dava para sentir que lá dentro seria uma noite memorável. Ao entrar, o momento de conseguir andar e pegar uma gelada foram nas primeiras bandas. Ver amigos e cumprimentá-los era tudo no começo do evento e depois era desencontrar para não se ver mais. Estava insano o lugar!

O Facada (Fortaleza-CE), desceu o mapa até São Paulo e fez uma boa apresentação trazendo as influências do grind desde 2003. O vocal de James e bateria tocada por Vicente estavam soando muito bem, porém o som das cordas que chegava na pista estava muito embolado, faltou dar uma calibrada para ouvir uma melhor definição dos riffs do guitarrista Danyel. Deram início aos circle pits, rodas e foi uma apresentação curta, mas muito honesta e agressiva representando nosso underground do Nordeste.

Na sequência, Cemitério entrou com casa quase cheia comemorando 10 anos do primeiro disco. Hugo Golon assume o baixo e vocal com uma postura bem coesa, direta e sem perder tempo no repertório, tem um entrosamento sem igual e está bem consolidada na cena, entretanto, com Hugo assumindo duas funções, deixa o show ausente de mais vibração como Cemitério fazia antes quando era quarteto. Aquela referência do vocalista frente de palco se perdeu e precisava voltar porque era o diferencial da banda, já que as letras estão na boca do público e tudo isso deixa o show mais movimentado. A bateria e vocais estavam excelentes, mas assim como o Facada, o som das cordas só começou a melhorar nas últimas músicas - já se percebia que o problema vinha da regulagem da mesa. Cemitério tem muito crédito no underground e possivelmente terá novo álbum chegando até o fim do ano. Destaque para versão muito boa em português de “Infernal Death” (“Morte Infernal), do Death.

A terceira da noite foi o Velho representando o Rio de Janeiro balançou as extremidades. Visual marcante, bateria trigada, duas guitarras, tudo soando muito bem. O público dominava todas as letras e os cariocas fizeram um Black Metal nos moldes mais tradicionais, cru e direto, sem saturar ou perder a consistência do show. Foi uma apresentação curta, mas até o momento, na entrega do show e perfeita audição de todos os instrumentos se destacaram muito bem.

A partir daqui, não se encontrava mais ninguém que havia cumprimentado onde entra o Vulcano, que fez o show com a casa carregada, som bem alto, mas a banda executando muito bem (tirando um “over com microfonia” que não conseguiram tirar da mesa que ficou quase apresentação inteira). No entanto, entregaram uma apresentação irrefutável e clássicos que para citar aqui é chover no molhado, Total Destruição e Guerreiros de Satã fecharam a noite. O vocalista Angel estava lá, participou só no começo e Luiz Carlos Louzada segue grandemente com Vulcano, se consagrando mais uma vez com nosso clássico do underground dos primórdios da cena santista e paulista!

Necrodemon, do Chile, havia cancelado o show, enfim chega a vez do Venom Inc. deixar seu registro na noite. Infelizmente o Mantas não estava lá por conta de um infarto sofrido este ano, foi substituído por Curran Murphy (ex-Annihilator e Nevermore) e mandou muito bem. O vocal/baixista Tony “Demolition Man” Dolan colocou a casa inteira abaixo com aquele público aclamado no Vip Sation, subiu o pedestal a lá Cronos e mandou ver nas 15 músicas do repertório sem deixar faltar os clássicos. Mesmo não sendo o vocalista original, fez o melhor show da noite, tudo equilibrado, som e iluminação encaixando perfeitamente.

Por fim, o criador do estilo Death Metal esmagou o pouco espaço que havia até então. O Possessed e seu lendário vocalista Jeff Becerra na cadeira de rodas (paraplégico após um assalto em 1989) vibrava junto ao público a cada som tocado de forma impecável pela banda toda, uma excelência na execução de todas as músicas e não deixou os hinos da criação do estilo para trás, com direito a sinalizadores no circle pit em The Exorcist e os clássicos de Seven Churches, que completa-rá 40 anos em 2025. Tocaram também seis músicas do disco de 2019, “Revelations of Oblivion”, que trouxe a banda novamente para cena, um regaço descomunal despejado no palco extremamente fiel a gravação do disco. Muitos ao saírem do show, reclamaram do som muito baixo, que parecia vir somente do palco e não tinha retorno para o público. Nas redes sociais um dia após o show, Jeff publicou um vídeo agradecendo aos fãs, mas tossia muito e aparentava não estar muito bem de saúde, o que comprometeu a voz durante algumas músicas. O Possessed estava em turnê na América do Sul e provavelmente encararam uma mudança de tempo que afetou a voz ao chegar no Brasil, mesmo assim, conseguiram cumprir o papel e o show foi espetacular.

Pontos Negativos? Temos! Alguns já foram citados, mas vale lembrar que a logística dos banheiros não favorece nenhum evento desse porte. Outro ponto negativo foram as músicas nos intervalos das bandas... no flyer mostrava que haveria uma discotecagem de Metal, porém, acho que convidaram o DJ Alok, porque colocaram música eletrônica até o Venom Inc.. Só foram rolar um Pestilence antes do Possessed.

No final, deu tudo certo! Bandas de abertura trouxeram outras bandas da região e de outros Estados, arrastaram público que viajou para assisti-los, promoveu encontro de amigos, fotos, merchandising e material em massa para atender o dia histórico de 2024 para o Death Metal brasileiro e internacional.

 

Texto: Roberto “Bertz” (Fanzine Pandemia)

Fotos: Leandro Cherutti (Metal no Papel)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda

 

Realização: Agencia Sob Controle

Mídia Press: Tedesco Comunicação & Mídia

 

Facada

Tu Vai Cair

Socorro

O Joio

Playing With Souls

Descendo Sangue

9mm de Redenção

Tudo me Faltará

Feliz Ano Novo

Nadir

Emptier

Apocalipse Agora

Cidade Morta

Falta Excesso

Podem Vir

Truculence

Instagrinder

Sarcófago

O Cobrador

Amanhã Vai Ser Pior

Chovendo Baratas

Guarda Esse Mantra pra Ti

 

Cemitério

A Volta dos Mortos Vivos

A Vingança de Cropsy

Quadrilha de Sádicos

Massacre no Texas

Tara Diabólica

Oãxiac Odèz

O Dia de Satã

A Sentinela dos Malditos

Sexta-Feira 13

Holocausto Canibal

Natal Sangrento

Morte Infernal (Death cover)

 

Velho

Mais um Ano Esfria

Senhor de Tudo

Cadáveres e Arte

Coma Induzido

A Mesma Velha História

Perto dos Portais da Loucura

Satã, Apareça!

O Único Caminho

 

Vulcano

Holocaust

Dominios of Death

Spirits of Evil

Witches'Sabbath

Ready to Explode

Death Metal

Incubus

Total Destruição

Guerreiros de Satã

Legiões Satânicas

 

Venom Inc.

Witching Hour

Bloodlust

Come to Me

War

Welcome to Hell

Inferno

Live Like an Angel (Die Like a Devil)

Blackened Are the Priests

Carnivorous

In Nomine Satanas

There's Only Black

Black Metal

In League With Satan

Countess Bathory

Sons of Satan

 

Possessed

No More Room in Hell

Damned

Pentagram

Seance

The Word

Storm in My Mind

Dominion

The Eyes of Horror

Tribulation

Graven

The Exorcist

Demon

Fallen Angel

Death Metal

Burning in Hell