sexta-feira, 24 de julho de 2009

Made in Brazil: O Power Metal do Shaman e Uma Carreira Conturbada



Estreando uma nova seção no Road to Metal, a “Made in Brazil” irá trazer, todo mês, a história de alguma banda nacional de grande renome e que contribui, da sua maneira, para tornar o nosso país uma das potências musicais no estilo, mesmo com o pouco apoio da mídia. Para abrir com chave de ouro, a banda paulista Shaman.

Shaman surgiu desacreditado com a dissolução da mundialmente famosa Angra, que em 1999 se separara e brigaram na Justiça pelo nome do grupo, já consolidado dentro do Power Metal/melódico em todo o mundo. Quem ganhou a causa foram os guitarrista Rafael Bittencourt e Kiko Loureiro.

Assim, André Matos (vocal), Luis Mariutti (baixo) e Ricardo Confessori (bateria) permaneceram juntos e criaram a banda Shaman, lançando com essa formação o primeiro e estrondoso sucesso “Ritual” (2002), com direito até mesmo de uma música em uma novela da TV Globo (com a bela balada “Fairy Tale”, que ganhou um videoclipe muito interessante). São desse álbum os sucessos “For Tomorrow” (também contemplada com um vídeo) e "Distant Thunder". Vale lembrar que a banda já inicia com a produção do mestre Sascha Paeth (Virgo, Aina e ex-Heavens Gate).

Outras participações especiais ficaram a cargo de Marcus Viana (Sagrado Coração da Terra e trilhas para TV, como Pantanal e O Clone), o tecladista Derek Sherinian (Dream Theater e Yngwie Malmsteen) e o vocalista Tobias Sammet (Edguy e Avantasia).

A banda conseguiu logo de cara impressionar o mundo, tomando-o em asalto, inclusive abrindo o show do Iron Maiden em SP para 45 mil pessoas. De sua turnê, escolheram seu berço, São Paulo, para gravar seu CD/DVD ao vivo “Ritualive” (2003) marcando essa nova fase dos músicos ex-Angra (contando com o irmão de Luís e competente guitarrista Hugo Mariutti).

Um show memóral, contando com a participação especial Sascha Paeth, Andi Deris e Michael Weikath da banda Helloween, Tobias Sammet (vocal Edguy) e o violinista Marcus Viana.

Lançam em 2005 o segundo disco, “Reason”. Houveram duas mudanças nesse disco: uma sonoridade mais Power Metal e pesada, inclusive com Matos mais agressivo, e o acréscimo de um “a” no nome da banda (devido à direitos autorais), “Shaaman”.

Esse é um disco que embora com uma qualidade e maturidade superior ao primeiro, pouca vendagem obteve, tendo sido lançado por uma gravadora menor que não soube explorar o potencial comercial da banda. Assim, começam a surgir problemas entre os integrantes e gravadora.

Desse disco saem os singles “Innocence” (uma balada ótima) e “More” (uma levada mais Hard Hock e com elementos eletrônicos) que ganham videoclips rodados diretos na TV. Mas isso não foi o suficiente para que, em 2006, o baterista e detentor do nome da banda anunciasse o fim do Shaaman.

Houve discussões entre os membros. A banda volta a ser chamada Shaman e Confessori anuncia que está atrás de novos integrantes, e manterá o nome da banda. André Matos segue para sua carreira solo e leva junto os irmãos Mariutti.

A banda Shaman muda sua formação completa, permanecendo apenas Confessori (que voltou ao Angra este ano na turnê da volta aos palcos da banda), e trazendo à banda Léo Mancini (guitarra), Thiago Bianchi (vocal), Fernando Quesada (baixo) e Fabrizio Di Sarno (teclados).

Com essa formação lançam “Immortal” (2007), álbum em sua grande parte diferente dos demais, podendo até ser confundido com o de outra banda. Na verdade, fez falta os demais integrantes da antiga formação. O pessoal que está na banda agora é bastante competente, mas o Shaman com certeza não será mais o mesmo.

Nesse álbum temos o competente Thiago Bianchi nos vocais que, em certos momentos, lembram Matos, mas impõe um estilo mais próprio, com seu lado mais melódico nas baladas como “In the Dark” (apresentada em videoclipe) e “The Yellow Brick Road”. Destaques ficam para a faixa-título, “One Life” (single) e “Never Yield”.

A banda comemora essa sua fase agora em proporções mais amenas e com muitos shows pelo país com o seu segundo DVD, “Anime Live 2008” novamente gravado em São Paulo, durante o evento Anime Friends 2008, destinado aos fãs dos desenhos em formato Anime.

O DVD conta com apenas 12 músicas, dando destaque às da nova formação, mostrando claramente que a banda é outra com o mesmo nome. Porém, mudanças drásticas à parte, Shaman é uma anda que levantou bem alto a bandeira do Metal Brasileiro no mundo todo, deixando há tempos de ser apenas um projeto e tornando-se o grupo referência do Power Metal, ao lado da lendária Angra.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Fontes: Wikipédia, Wiplash e Site Oficial

segunda-feira, 20 de julho de 2009

Clássicos: Imaginations From The Other Side e o Assalto do Guardião


Blind Guardian é outra banda que sempre vem a mente quando o assunto é Metal alemão. Esses caras surgiram na Alemanha em 1984, mas apenas em 1986 passaram a usar o nome que consolidaria a histórica contribuição ao Power Metal e ao Epic Metal mundial.

Em 1995 a banda ainda não havia despontado como iria acontecer depois, com shows ao redor do mundo e produções de álbuns cada vez mais complexos.

Na metade da década passada lançam “Imaginations From The Other Side” que viria a ser o álbum mais destacado pelos fãs da banda. Obviamente a banda tem outros petardos, mas este em absoluto é o primeiro que vem à mente quando o assunto é Blind Guardian.

A faixa título é uma das que mais agitam os shows ao vivo até hoje e a banda nunca deixou de toca-la. “I’m Alive” mostra bem a mistura de agressividade e habilidade dos músicos André Olbrich e Marcus Siepen nas guitarras e do baterista Thomas Stauch. Show a parte e que sempre caracterizou a banda foi Hansi Kürsch nos vocais. Neste disco ele ainda tocava baixo também, mas que logo deixaria de fazer para se dedicar mais às apresentações ao vivo. Além disso, a formação segue a mesma deste álbum, exceto pela troca do baterista por Frederik Ehmke em 2005.

Também é desse álbum a bela e épica do inicio ao fim (que depois o Nightwish parece ter se baseado para criar a música “The Islander”): “A Past and Future Secret”.

“The Script For My Réquiem” também tornou-se clássico indispensável aos shows. Ela segue a linha do álbum: peso e melodia.

A seguinte “Mordred’s Song” volta um pouco para o lado mais épico da banda, com um inicio calmo e estourando depois num verdadeiro Power Metal. Bela canção, com um dos melhores riffs de guitarra do álbum.

“Born in a Mourning Hall” também está presente nos shows sem falta. Aliás, como você deve ter percebido, praticamente todo o álbum é tocado ao vivo, o que onfirma a sua importância para a carreira da banda e aos fãs.

A faixa seguinte é um dos maiores clássicos do álbum, mas não é tocada em toda turnê. Ganhando inclusive um vídeo clipe (assim como a faixa título), “Bright Eyes” é mais cadenciada.

Trazendo o peso e a velocidade de novo, “Another Holy War” tem uma melodia no refrão ótima e que fica muito grudada depois de ouvir uma vez. Muito legal ver quando a banda toca ao vivo esta, que também não está em todas as turnês.

“And the Story Ends” fecha com chave de ouro esse álbum que mais do que muitos já deviam estar sendo homenageados nesta sessão que tem trazido os maiores álbuns da história do Metal mundial, em todos os tipos de som e nacionalidades.

Stay on the Road

Texto: EddieHead


Ficha Técnica

Banda: Blind Guardian
Álbum: Imaginations From The Other Side
Ano: 1995
Tipo: Power/Epic Metal
País: Alemanha

Formação


Hansi Kürsch (vocal e baixo)
André Olbrich (guitarra)
Marcus Siepen (guitarra)
Thomas Stauch (bateria)

Tracklist

01- Imaginations from the Other Side
02- I'm Alive
03- A Past and Future Secret
04- The Script for my Requiem
05- Mordred's Song
06- Born in a Mourning Hall
07- Bright Eyes
08- Another Holy War
09- And the Story Ends

terça-feira, 14 de julho de 2009

Resenha de Show: Sepultura e Angra na Casa do Gaúcho, Porto Alegre 24 de Maio de 2009

Abertura Tierramystica

Naquele dia o público foi surpreendente na Casa do Gaúcho, não pelo número excessivo de pessoas mas pela rídicula falta de público nesse foi um dos shows mais importantes para a história do Metal nacional.

O Tierramystica subiu ao palco após 50 minutos de atraso, mostrando a desorganização do pessoal responsável pela organização do evento. Nem todos tiveram a oportunidade de acompanhar todo o show do Tierramystica, devido a precariedade da organização, as filas estavam rigorosamente lentas, mas quem, mas quem conseguiu entrar desde o início assistiu a um show com performance a cima do esperado Do Tierramystica.

O pessoal não era muito íntimo das letras do Tierramystica (e nem das músicas) mas não pelo fato da falta de qualidade, mas sim por simplesmente não conhecer.

O Tierramystica fez, digamos, um bom show em termos de metal melódico, explorando bastante seus instrumentos andinos (aqueles parecidos com flautas) tocados pelo peruano Hernando, convidado especial do show da banda e o charango (parecido com cavaquinho) tocado por Jesus Hernandes.

O pessoal foi entrando e dando apoio ao Tierramystica. Tierramystica começou o show com músicas próprias e recebendo um retorno bom do público, mas quando os acordes de Run to the Hills, (clássico do Iron Maiden) começou o público se empolgou cantando toda a música junto com o vocalista André Nascimento, este sendo o ponto alto do show do Tierramystica.

Depois de algumas músicas, a galera se acalmou até que outro clássico do rock foi executado, a monstruosa Burn, clássico do Deep Purple. Logo depois desse clássico a banda prosseguiu o show com o público mais calmo, porém, porque todos já estavam ansiosos para o show do Angra, logo após o show O tierramystica se despediu agradecendo a todos e saindo aplaudido do palco.

Essa é a formação completa do Tierramystica: André Nascimento (voz), Fabiano Muller (guitarra e violões), Alexandre Tellini (guitarra e violões), Rafael Martinelli (baixo), Luciano Thume (teclado), Rafael Dias (bateria) e Jesus Hernandes (quenas, zampognas, ocarinas e charango).

Não demorando muito o Tierramystica sair, começaram os gritos enlouquecidos de boa parte da platéia, gritando ANGRA, ANGRA...

Angra

Após 20 minutos (já com o público bem maior), sobe ao palco a banda de metal melódico brasileira mais consagrada no exterior, o ANGRA, já começando com toda empolgação de Carry On, um dos clássicos que o Angra nunca cansa de tocar recebendo até críticas da mídia e de alguns fãs. O fato e que a performance de Carry On naquela noite foi perfeita, lembrando os velhos tempos de Angra.

Depois vieram Waiting Silence e Lisbon que mantiveram a empolgação da galera no máximo.

Depois vem o clássico Angels Cry com todos cantaram juntos o refrão fantástico dessa música, tendo até depois o clássico grito “ole ole ole angra angra” .

Após Angra continuou o show com “The Course of Nature”, “Make Believe”, “Acid Rain”, todas sem intervalos entre si. Arrancando energia da galera e a vibração do público.
Logo após “Metal Icarus” arrancou muita vibração da galera, fazendo todos pogarem.
Após veio a emocionante “Bleeding Heart”, e depois “Nothing to Say”.

Quando todos os integrantes do Angra fizeram a despedida, todo mundo com jeito de quero mais começou em coro “mais um, mais um, ole ole ole Angra Angra” sensibilizando os músicos com o carinho, os integrantes voltaram e Edu disse: “agradeço o carinho, e vamos tocar mais uma que a gente não toca a muito tempo, e acho que vocês conhecem...”

Daí começaram os acordes de “Rebirth” emocionando a todos que cantaram do começo ao fim, analisando os gestos de Edu Falaschi no palco, o Angra se despediu novamente, e quando as luzes se apagaram todos pensaram que teria acabado, mas surpreendentemente o Angra ressurgiu como um relâmpago e finalizaram o show com a empolgante “Spread your Fire”. No refrão dessa sensacional música do álbum “Temple of the Shadows” de 2004 nem era possível escutar a voz de Edu Falaschi pois todos cantaram em coro “Srpeeeead your Fireeee”.

Logo após os integrantes do Angra se reuniram no centro do palco, agradeceram o público, e o apoio, e logo após Edu invocou o SEPULTURA direto das profundezas do inferno para subir ao palco!


Sepultura

Após alguns minutos de intervalo do show do Angra, todos aproveitaram para recarregar suas energias , pois sabiam que o Sepultura estava chegando.
Começou a introdução de uma faixa do álbum A-LEX, um som meio psicótico, deixando a galera empolgada, sobem os integrantes ao palco, só faltando Derrick Green, após um tempo de gritos e vibração do público, surge Derrick Green, pegando a todos de surpresa, com a faixa “Moloko Mesto” estremecendo a Casa do Gaúcho (muitos fãs do Angra se refugiaram fora do público!). Logo após vieram “Filth Root” em um ritmo mais cadenciado, e logo após “What I Do!” que fez até os mais tímidos agitarem, era uma bela cena, todos quase sem excessão fazendo uma roda do caralho!

Depois veio o clássico indestrutível do Sepultura, conhecido no mundo inteiro, virando um hino em certos países (por exemplo Finlândia) “Refuse-Resist” com seu refrão sendo cantando pro todos do público fazendo ensurdecer a Casa do Gaúcho.
Depois vieram “Manifest” “Convicted in Life” “Atittude” quebrando o pescoço de todo mundo de tanto agitar.

Depois “We''ve Lost You”, “The Treatment” os ânimos baixaram um pouco, mas não pararam. Depois de “D.E.C” veio a clássica “Troops of Doom” da época de Max Cavalera.
Um clássico indispensável que agitou todo mundo.

Logo após vieram “Sepctic Schizo/Escape to the Void” e outro clássico da época Max Cavalera “Inner Self” reavivando todos e fazendo as rodas explodirem.
Depois “Sepulnation” considerado um clássico da época Derrick Green veio a tona, provocando a vibração do público com o nível de agitação muito alto!

Depois o clássico monstruoso que qualquer fã que se preze do Sepultura conhece: “Territory”,
tendo seu refrão ecoando a quilômetros de distância da Casa do Gaúcho.

Depois veio outro clássico imortal, “Arise” levando todo mundo a loucura e a fazer dezenas de vezes o símbolo do metal com as mãos.

Depois veio a novata do álbum A-LEX, “Conform”baixando um pouco o entusiasmo.
Derrick até falou, “que ta havendo ai porra?! Estão gostando? Ta fraco, mas essa vocês vão gostar!
Ai com o clássico grito “ sepultura do Brasil” começa a humilhante “Roots Bloody Roots” levando a Casa do Gaúcho a baixo!
Encerrando assim o show do Sepultura.

Sepultura & Angra

Após alguns minutos , e algumas pessoas indo embora... as duas bandas voltam juntas ao palco, para a execução de alguns clássicos do rock, como “Immigrant Song” de Led Zeppelin, The Number of the Beast do Iron Maiden ( com Edu errando a letra), e depois fazendo uma surpresa a todos o baterista do Angra, Ricardo Confessori canta ‘Back in Black” do AC/DC, “Paranoid” do Ozzy (cantanda muito bem por Derrick Green) encerra a noite. Após agradecimentos as bandas se despendem muito ovacionadas deixando a todos com gosto de quero mais, e com a certeza que a noite foi fantástica para o heavy metal brasileiro.



Texto: Mateus Fiuza; Michel Tomassoni

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Álbum Ao Vivo do Judas Priest Muito Simples, Mas Ainda Metal



No ano de 2008 o Judas Priest lançava seu álbum “Nostradamus”, odiado por uns, amado por muitos. O álbum saiu em edição dupla, muitas músicas e uma produção espetacular. Com o sucesso, a banda havia divulgado que estaria com um show completo, da primeira à última faixa no qual seria gravado o novo DVD e CD ao vivo da banda. Porém, isso não aconteceu.

Ao invés disso, saiu este mês o álbum “A Touch of Evil Live”, em disco simples. Bom, aqui já começa o ponto negativo do lançamento, pois além da banda não lançar o que havia prometido, o disco é único e consta com apenas 11 músicas, e dessas, 6 são do áudio do DVD Raising in the East, que saiu apenas nesse formato, mas que na net rolou em formato de áudio retirado do DVD. Assim, de novidade pouca coisa.


Além disso, apenas duas faixas do mais recente álbum, “Death” e “Prophecy”, o que deixou muito a desejar, pois as demais praticamente todas já saíram em álbuns ao vivo, e a primeira não fica tão legal ao vivo.

O ponto alto, claro, é “Between The Hammer and The Anvil”, do clássico “Painkiller” (1990), que é ótima e ficou perfeita ao vivo, quase duas décadas depois. Além dessa, “Eat Me Alive” também precisava de uma versão mais atual ao vivo e “Dissident Agressor” ficou mais pesada ainda que a versão original.

Tirando esse lance de músicas repetitivas e de disco simples (provavelmente a gravadora deu essa bola fora), temos o Judas Priest de sempre: muita qualidade ao vivo, empolgando o público e este retribuindo.


Vale para os fãs da banda e por se tratar do primeiro ao vivo oficial em CD depois da volta de Halford aos vocais, mas com certeza a banda merecia maior investimento em um álbum ao vivo duplo. Fazer o quê, não se pode acertar sempre.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Judas Priest
Álbum: A Touch of Evil Live
Ano: 2009
Tipo: Heavy Metal
País: Inglaterra
Link (do orkut): http://rapidshare.com/files/253558550/touch.rar (senha bunalti.com)

Formação

Rob Halford (vocal)
Glenn Tipton (guitarra)
K.K. Downing (guitarra)
Ian Hill (baixo)
Scott Travis (bateria)



Tracklist


01. Judas Rising
02. Hellrider
03. Between The Hammer & The Anvil
04. Riding On The Wind
05. Death
06. Beyond The Realms Of Death
07. Dissident Aggressor
08. A Touch Of Evil
09. Eat Me Alive
10. Prophecy
11. Painkiller

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Décimo Álbum Do Dream Theater Relembrando o Passado



Os norte-americanos (com exceção de James LeBrie que é canadense) do Drem Theater estão com seu décimo álbum de estúdio na praça. Com o nome de “Black Clouds & Silver Linings” é o álbum que tem sido amado e odiado pelos fãs. Por que ser tão extremo quanto à isso?

Uma boa parte dos fãs esperavam uma reviravolta no som da banda, que em praticamente todos os álbuns traz novidades, como em “Systematic Chãos” (2007), em que a banda apelou para o peso, deixando bastante de lado a melodia característica dos álbuns iniciais.

A outra parte, os chamados “saudosistas”, estão se deliciando com o álbum de apenas seis faixas, mas mais de uma hora de duração. O motivo é que a banda “recorda” trechos de músicas como “Glass Prison” (do álbum Six Degrees of Inner Turbulance de 2002) e “This Diyng Soul” (do Train of Thought de 2003).

Mas, para além disso, o que agrada nesse álbum (e agora falo por mim), é esse retorno no som mesmo e letras à um Dream Theater um tanto esquecido, àquele mais “melódico”, mais leve, lembrando a época inicial da banda, com exceção das faixas inicias “A Nightmare to Remember” e “A Rite of Passage” (lembram mais músicas do penúltimo álbum). Esta última ganhou um videoclipe (confira no link http://www.youtube.com/watch?v=mscgEIjlFeA).

Para entender o que falo, ouça “Wither”, mesclando bem tudo isso que é o que acho que a banda melhor faz.

A obra prima, entretanto, fica para a última faixa, “The Count of Tuscany”, a maior faixa e a melhor. Com viradas de atmosfera espetacular, culmina com a parte final acústica e muito emocionante.

Destaque também para “The Best of Times”, escrita por Mike Portnoy (bateria) em homenagem ao pai, que falecera durante a gravação deste álbum. Segundo fontes ele sofria de câncer e chegou a conferir a canção antes de falecer. Nessa canção temos violinos perfeitos, um “piano” acompanhando John Petrucci (guitarra, violão) até quee ste entra com o riff de guitarra e a banda, ainda composta por Jordan Rudess (teclados) criam toda a atmosfera dessa bela e emocionante canção.

Não podemos esquecer que o segundo disco apresenta covers de inúmeras bandas que o Dream Theater lançou separadamente em singles. Temos desde Queen até Rainbow, passando por outras menos conhecidas.

Os fãs do Dream Theater (e dos Rock e Metal Progressivo em geral) são bastante exigentes de seus músicos (e estes de si próprios). Mas para mim, que cresci ouvindo “Another Day”, “A Change of Seasons” e “Trail of tears”, o álbum me agradou muito e não sai do meu MP3 desde que descolei as músicas. Fica aí a dica para quem quer boa música.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica


Banda: Dream Theater
Álbum: Black Clouds & Silver Linings
Ano: 2009
Tipo: Progressive Metal
País: EUA
Link (do orkut): parte 1: http://rapidshare.com/files/245540811/Dr_th_T_09_cd_R_by_KamaZoh_mediaportal.ru.part1.rar
Parte 2: http://rapidshare.com/files/245542096/Dr_th_T_09_cd_R_by_KamaZoh_mediaportal.ru.part2.rar

Formação

James LeBrie (vocais)
Mike Portnoy (bateria e percussão)
John Petrucci (guitarra e violão)
Jordan Rudess (teclados)
John Myung (baixo)



Tracklist

CD I

01-A Nightmare to Remember
02- A Rite of Passage
03- Wither
04- The Best of Times
05- The Shattered Fortress
06- The Count of Tuscany

CD II

1-"Stargazer" Rainbow
2-"Tenement Funster / Flick of the Wrist / Lily of the Valley" Queen
3-"Odyssey[16]" Dixie Dregs
4-"Take Your Fingers From My Hair" Zebra
5-"Larks' Tongues in Aspic Part II" King Crimson
6-"To Tame a Land" Iron Maiden

quarta-feira, 8 de julho de 2009

Manowar Ousando Mais uma Vez



Manowar é aquela banda que para os fãs de Heavy Metal de verdade sempre vem à cabeça quando o assunto é Metal. Afinal, os caras estão nessa há décadas e na sua grande maioria de canções sempre louvando, literalmente, este que é mais que um tipo de som, mas um estilo de vida. Não é à toa que escolhemos um de seus hinos para representar nossa missão com o Road to Metal!

A banda sempre se caracterizou pelo seu Heavy Metal clássico, ora mais melódico, ora mais épico. Neste ano de 2009 eles ousam um pouco mais, trazendo o novo álbum (no formato de EP) “Thunder in the Sky”, marcando a volta com material inédito desde 2007.

A banda havia liberado seu primeiro single com a canção “Die With Honor”, mostrando que o novo álbum estaria um pouco mais calcado na fase mais antiga da banda, já que ultimamente a banda tem abusado de orquestras e corais, inclusive deixando em segundo plano os riffs de guitarra, a agressividade da bateria e baixo e os gritos rasgantes de Eric Adams (vocal).

A banda ainda comemora o sucesso de seu novo CD/DVD ao vivo, gravado na Bulgária no Magic Circle Festival. Mas, com este EP, podemos ter uma idéia de que esses norte-americanos estão com muito fôlego ainda e prometem um fullenght nos mesmos moldes. Além disso, marca a volta do baterista Donnie Hamzik à banda.

Mas a banda não esquece seu lado poético e “romântico”, com a faixa “Father”, muito bonita, lembrando as antigas baladas da banda. Mas, além disso, é com esta faixa que a banda ousa e faz algo nunca antes feito por alguma banda de Heavy Metal: gravou essa faixa em 16 línguas, 15 que estão no segundo disco do álbum que não são em inglês. Vale conferir. A melodia segue a mesma, apenas a letra é traduzida para línguas como o italiano, francês, grego, espanhol e até mesmo português, que ficou bem interessante (embora puxado para o de Portugal, o que fica engraçado).

Destaques para todas as faixas e para essa ousadia da banda com a música “Father” que, embora não seja a melhor coisa em termos de balada que a banda tenha feito, valeu pela inovação.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Manowar
Álbum: Thunder in the Sky (EP)
Ano: 2009
Tipo: Heavy Metal
País: EUA
Link (do orkut): http://rapidshare.com/files/244020107/OneDDL.com-Manowar_-_Thunder_In_The_Sky-SuperR.rar

Formação

Eric Adams (vocal)
Donnie Hamzik (bateria e percussão)
Karl Logan (guitarras e teclados)
Joey De Maio (baixo e teclados)



Tracklist

01- Thunder From the Sky
02- Let the Gods Decides
03- Father
04- die With Honor
05- The Crown and the Ring (Metal Version)
06- God or Man

As demais faixas são as 15 versões cantadas em linguas diferentes para a faixa "Father".