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sábado, 22 de agosto de 2026

Cobertura de Show: Swallow The Sun – 11/08/2026 – Hangar 110/SP

Na noite de 11 de agosto, o Hangar 110, em São Paulo, recebeu a terceira passagem do Swallow the Sun pelo Brasil, um dos nomes mais respeitados do doom/death metal finlandês, em uma apresentação marcada pela atmosfera sombria, introspectiva e profundamente melancólica. Um bom público compareceu para prestigiar a banda durante a passagem da turnê Shining Over Latin America e encontrou um espetáculo que privilegiou a música e a ambientação em detrimento da interação direta. Formado em Jyväskylä, em 2000, o grupo construiu, ao longo de mais de duas décadas, uma identidade baseada na combinação entre peso, melodia e atmosferas densas, características que se mostraram especialmente fortes ao vivo.

Com Mikko Kotamäki (vocal), Juha Raivio (guitarra), Juho Räihä (guitarra), Matti Honkonen (baixo) e Juuso Raatikainen (bateria) no palco, a apresentação teve início com "Innocence Was Long Forgotten", faixa do álbum Shining, de 2024, estabelecendo imediatamente o clima que dominaria toda a noite. Sem grandes discursos ou tentativas de transformar o show em um palanque, o Swallow the Sun deixou que suas próprias composições conduzissem a experiência. "Descending Winters" e "New Moon" deram sequência ao setlist, alternando passagens pesadas com momentos de maior delicadeza, enquanto "Under the Moon & Sun" reforçou o caráter contemplativo da apresentação. A sensação era de que o público não estava simplesmente assistindo a um show, mas sendo conduzido para dentro do universo sombrio criado pela banda. O repertório também funcionou como uma retrospectiva de diferentes fases da carreira, que começou com The Morning Never Came, em 2003, e chegou ao mais recente Shining.

A sequência formada por "Don't Fall Asleep (Horror, Part 2)", "Out of This Gloomy Light" e "November Dust" aprofundou ainda mais essa proposta. Em vez de buscar explosões constantes de energia, o Swallow the Sun trabalhou com contrastes, silêncios e longas construções instrumentais, permitindo que cada mudança de andamento tivesse seu impacto. "Out of This Gloomy Light", inclusive, remete aos primeiros anos da banda, já que a composição surgiu na demo homônima lançada antes do álbum de estreia e posteriormente foi lançada no álbum The Morning Never Came (2003). Já "Hope" trouxe uma das passagens mais emblemáticas da noite, recuperando o espírito do terceiro álbum do grupo, lançado em 2007 e conhecido justamente por transformar a ideia de esperança em matéria-prima para uma música carregada de desesperança.

Se havia pouca comunicação verbal entre banda e público, isso não significou falta de conexão. Pelo contrário: músicas como "MelancHoly" e "Falling World" encontraram um público imerso, que respondeu muito mais por meio do silêncio concentrado, dos aplausos e da entrega às canções do que por meio de uma participação ruidosa. A própria "Falling World", presente originalmente em New Moon, mostrou como o grupo consegue transformar melodia e peso em uma experiência quase cinematográfica. A apresentação ainda avançou para "These Woods Breathe Evil", encerrando o set principal de maneira densa, sombria e sem concessões, representando uma das fases mais importantes da trajetória da banda.

O bis trouxe "Deadly Nightshade" e "Swallow (Horror, Part 1)", duas escolhas particularmente adequadas para concluir uma noite tão carregada de sombras. A última faixa, originalmente presente em The Morning Never Came, ainda estabeleceu uma ligação direta entre o presente e os primeiros passos do grupo. O repertório apresentado em São Paulo, portanto, percorreu diferentes momentos da carreira sem abandonar aquilo que sempre esteve no centro da proposta do Swallow the Sun: a capacidade de transformar dor, solidão e melancolia em música.

Na apresentação, o quinteto mostrou que nem todo grande show precisa ser construído sobre discursos, brincadeiras ou interação constante. O Swallow the Sun fez justamente o contrário: criou uma espécie de bolha de isolamento dentro do Hangar 110, na qual peso, melancolia e introspecção falaram mais alto. Para quem estava disposto a mergulhar nessa atmosfera, foi uma experiência intensa e imersiva, fiel à essência de uma banda que transformou a tristeza em uma de suas mais poderosas formas de expressão. 


Texto: Marcelo Gomes



Realização: Overloard Brasil



Swallon The Sun – setlist:

Innocence Was Long Forgotten

Descending Winters

New Moon

Under the Moon & Sun

Don't Fall Asleep (Horror, Part 2)

Out of This Gloomy Light

November Dust

Hope

MelancHoly

Falling World

These Woods Breathe Evil

Deadly Nightshade

Swallow (Horror, Part 1)

sábado, 15 de agosto de 2026

The Eternal: Horizontes Obscuros (Also In English)

Reigning Phoenix Music (Imp.)

Por Flavio Borges 

Há algo de paradoxal em Obscured Horizons. O oitavo álbum do The Eternal é, sem dúvida, uma obra mergulhada na escuridão, mas não se trata de um disco derrotista. Pelo contrário: por trás das guitarras pesadas, das atmosferas melancólicas e das paisagens progressivas existe uma insistente sensação de movimento — como se cada momento de desolação apontasse, ainda que discretamente, para algum lugar além dela.

Desde Skinwalker (2024), o The Eternal vem refinando uma identidade que combina dark metal, gothic, doom e progressivo sem permitir que nenhum desses elementos domine completamente a composição. Obscured Horizons representa um passo adiante nesse processo. A banda amplia suas dimensões sonoras, mas preserva aquilo que sempre foi seu maior trunfo: a capacidade de transformar peso em emoção.

A abertura, “Lament For The Hollow”, estabelece imediatamente o tom. Não há pressa em revelar todas as cartas. O The Eternal constrói tensão através de camadas de guitarras, atmosferas densas e da interpretação de Mark Kelson, cuja voz continua sendo um dos elementos mais reconhecíveis da banda. “Existing To Expire” aprofunda essa sensação, equilibrando melancolia e intensidade em uma composição que sintetiza bem a proposta do álbum.

“Colours Fade” acrescenta outra dimensão ao disco. A música começa de maneira mais contemplativa antes de ganhar corpo, mostrando que o The Eternal entende dinâmica como algo mais importante do que simplesmente alternar momentos pesados e suaves. A banda trabalha com espaços, texturas e mudanças graduais, criando uma sensação quase cinematográfica.

Mas é justamente quando o grupo abandona parte desse controle que Obscured Horizons se torna mais interessante. “Liminality” surge como um dos momentos de maior impacto, introduzindo guitarras mais agressivas e vocais que acrescentam uma dose de brutalidade ao repertório. É uma faixa que quebra a previsibilidade e demonstra que o The Eternal ainda possui algumas cartas escondidas na manga.

A faixa-título mantém a densidade característica do álbum, enquanto “Yesterday’s Gone” expande sua dimensão progressiva. Aqui, a banda parece menos preocupada em criar um single imediato e mais interessada em desenvolver uma narrativa musical. O resultado é um disco que recompensa a audição integral — algo cada vez menos comum em uma época dominada pela lógica das faixas isoladas.

No centro de tudo está Mark Kelson. Sua interpretação raramente busca o exibicionismo; sua força está justamente na capacidade de transmitir vulnerabilidade sem transformar a música em melodrama. As guitarras de Kelson e Richie Poate, por sua vez, funcionam tanto como instrumento de peso quanto como elemento atmosférico, enquanto Niclas Etelävuori e Jan Rechberger fornecem uma base suficientemente sólida para que as composições possam respirar e evoluir.

É importante, entretanto, não confundir sofisticação com reinvenção. Obscured Horizons não representa uma ruptura radical com o passado do The Eternal. Grande parte de sua força está justamente no aperfeiçoamento de uma fórmula que a banda vem desenvolvendo há anos. A diferença é que agora ela parece mais segura de como utilizar seus diferentes componentes.

O álbum também se beneficia de sua coerência temática. A ideia de enfrentar desilusão, identidade fragmentada e a dificuldade de distinguir realidade e ilusão atravessa as composições sem transformar o disco em um manifesto conceitual excessivamente explícito. A escuridão está presente, mas não existe uma glorificação da própria decadência. Há sempre uma possibilidade de saída.

E é essa perspectiva que impede Obscured Horizons de se transformar em mais um exercício previsível de melancolia. O The Eternal entende que tristeza e esperança não são necessariamente opostos. Em sua música, elas coexistem.

“Awaken”, responsável por encerrar o álbum, resume essa trajetória. Depois de atravessar nove faixas marcadas por conflitos internos, peso e introspecção, o The Eternal não oferece uma conclusão triunfalista. O despertar sugerido pelo título é mais humano do que épico: não significa eliminar a escuridão, mas finalmente aprender a enxergar através dela.

Se Skinwalker marcou o início de uma nova fase e Celestial serviu como uma expansão dessa identidade, Obscured Horizons soa como o momento em que essas experiências finalmente encontram uma forma mais madura. Não é necessariamente o álbum mais pesado ou mais progressivo da carreira do The Eternal — e talvez nem precise ser. Sua ambição está em outro lugar: criar uma obra emocionalmente consistente, capaz de transformar atmosferas sombrias em uma narrativa sobre sobrevivência, consciência e renovação.

O horizonte pode estar obscurecido. Mas, para o The Eternal, isso não significa que tenha deixado de existir.


***ENGLISH VERSION***

There is something paradoxical about Obscured Horizons. The Eternal’s eighth album is undoubtedly a work immersed in darkness, but it is by no means a defeatist record. Quite the opposite: behind the heavy guitars, melancholic atmospheres and progressive landscapes lies a persistent sense of movement — as if every moment of desolation, however subtly, were pointing towards somewhere beyond it.

Since Skinwalker (2024), The Eternal have been refining an identity that combines dark metal, gothic, doom and progressive elements without allowing any one of them to completely dominate the compositions. 

Obscured Horizons represents another step forward in that process. The band expands its sonic dimensions while preserving what has always been its greatest strength: the ability to transform heaviness into emotion.

The opening track, “Lament For The Hollow”, immediately establishes the tone. There is no rush to reveal all the cards. The Eternal builds tension through layers of guitars, dense atmospheres and Mark Kelson’s performance, his voice remaining one of the band’s most recognisable features. “Existing To Expire” deepens that feeling, balancing melancholy and intensity in a composition that effectively encapsulates the album’s overall approach.

“Colours Fade” adds another dimension to the record. The song begins in a more contemplative fashion before gradually gaining weight, demonstrating that The Eternal understand dynamics as something far more important than simply alternating heavy and softer passages. The band works with space, texture and gradual shifts, creating an almost cinematic sensation.

Yet it is precisely when the band relinquishes some of that restraint that Obscured Horizons becomes most compelling. “Liminality” emerges as one of the album’s most powerful moments, introducing more aggressive guitars and vocals that inject an additional dose of brutality into the material. It is a track that breaks the sense of predictability and proves that The Eternal still have a few cards hidden up their sleeves.

The title track maintains the album’s characteristic density, while “Yesterday’s Gone” expands its progressive dimension. Here, the band seems less concerned with creating an immediate single and more interested in developing a musical narrative. The result is a record that rewards a complete listen — something increasingly uncommon in an era dominated by the logic of individual tracks.

At the centre of it all is Mark Kelson. His performance rarely seeks to impress through sheer showmanship; its strength lies precisely in his ability to convey vulnerability without allowing the music to descend into melodrama. Kelson and Richie Poate’s guitars, meanwhile, function both as instruments of weight and as atmospheric elements, while Niclas Etelävuori and Jan Rechberger provide a sufficiently solid foundation for the compositions to breathe and evolve.

It is important, however, not to confuse sophistication with reinvention. Obscured Horizons does not represent a radical break with The Eternal’s past. Much of its strength lies precisely in the refinement of a formula the band have been developing for years. The difference is that they now appear more confident in how to deploy each of its components.

The album also benefits from its thematic coherence. The idea of confronting disillusionment, fractured identity and the difficulty of distinguishing reality from illusion runs through the compositions without turning the record into an overly explicit conceptual manifesto. Darkness is ever-present, but there is no glorification of decay itself. There is always a way out.

And it is this perspective that prevents Obscured Horizons from becoming yet another predictable exercise in melancholy. The Eternal understand that sadness and hope are not necessarily opposites. In their music, they coexist.

“Awaken”, the album’s closing track, encapsulates this journey. After traversing nine songs marked by inner conflict, heaviness and introspection, The Eternal offer no triumphant conclusion. The awakening suggested by the title is more human than epic: it is not about eliminating the darkness, but finally learning to see through it.

If Skinwalker marked the beginning of a new phase and Celestial served as an expansion of that identity, Obscured Horizons feels like the moment when those experiences finally take on a more mature form. It is not necessarily the heaviest or most progressive album of The Eternal’s career — and perhaps it does not need to be. Its ambition lies elsewhere: to create an emotionally cohesive work capable of transforming dark atmospheres into a narrative about survival, awareness and renewal.

The horizon may be obscured. But for The Eternal, that does not mean it has ceased to exist.

AJ Savolainen

segunda-feira, 18 de maio de 2026

The 69 Eyes: Os Vampiros de Helsinque Reafirmam Sua Essência Gótica (Also In English)

BLKIIBLK (Imp.)

Por Michelle F. Santana

Desde os anos 90, o The 69 Eyes construiu uma identidade praticamente inconfundível dentro do gothic rock e do chamado “goth’n’roll”. Entre riffs carregados de hard rock oitentista, estética vampiresca e melodias melancólicas, a banda finlandesa nunca pareceu interessada em seguir tendências e talvez justamente por isso tenha mantido uma base de fãs tão fiel ao longo das décadas. Em I Survive, novo EP da banda, essa proposta permanece intacta, mas com um detalhe importante: este é o primeiro lançamento do grupo pelo selo BLKIIBLK, divisão voltada ao rock e metal do Frontiers Label Group. Essa nova fase parece refletir diretamente na sonoridade do trabalho, que aposta em uma abordagem mais direta, encorpada e fortemente apoiada no hard rock sem abandonar a identidade gótica que sempre acompanhou a banda.

Outro ponto que chama atenção é a produção e a ambientação sonora do EP. A mixagem assinada por Barry Pointer, conhecido por trabalhos ao lado de Ozzy Osbourne, reforça uma atmosfera ampla e quase cinematográfica, especialmente perceptível na faixa-título. Existe um senso de profundidade e dramatização nas camadas instrumentais que ajuda a potencializar essa estética noturna, melancólica e decadente que o The 69 Eyes domina tão bem.

Muito se fala hoje sobre inovação constante dentro do rock e do metal, mas existe uma diferença importante entre estagnação e coerência artística. Para um EP, especialmente vindo de uma banda com uma estética tão consolidada quanto o The 69 Eyes, faz muito mais sentido apostar no refinamento da própria fórmula do que em uma ruptura artificial. I Survive entende exatamente isso: não tenta reinventar a banda, apenas reforçar aquilo que ela sempre soube fazer bem.

A faixa-título “I Survive” deixa isso claro desde os primeiros minutos. O clima sombrio e melancólico remete diretamente à influência do "pós-punk", especialmente nas linhas vocais arrastadas e na atmosfera noturna quase cinematográfica. Ao mesmo tempo, a música mantém aquele peso acessível entre gothic rock, hard rock e glam decadente que sempre caracterizou o som do grupo. Há ecos evidentes do álbum "Wasting the Dawn" (1999) na construção da ambiência, principalmente no contraste entre sensualidade sombria e guitarras mais encorpadas.

Tecnicamente, a faixa trabalha riffs simples, porém extremamente eficientes, sustentados por uma cozinha sólida e um andamento cadenciado que favorece o clima melancólico sem perder o apelo de refrão. A participação de Steve Stevens, conhecido por seu trabalho com Billy Idol, adiciona ainda mais personalidade à música, especialmente nos detalhes de guitarra que reforçam esse lado hard rock clássico presente em toda a faixa.

O vocal de Jyrki 69 merece destaque especial em todo o EP. Sua interpretação soa confortável, madura e segura dentro da proposta da banda. Há uma dramaticidade característica do gothic rock clássico em sua performance, mas sem soar artificial ou exagerada. Pelo contrário: sua voz continua sendo uma das peças centrais da identidade construída pelo The 69 Eyes ao longo das décadas.

Em “Cold Sweat”, clássico originalmente lançado pelo Thin Lizzy e já revisitado por nomes como Megadeth e Helloween, o The 69 Eyes opta sabiamente por preservar a essência hard rock da composição. Em vez de transformar completamente a música, para encaixar em um molde gótico exagerado, a banda prefere incorporar pequenos elementos da própria identidade sem descaracterizar o espírito original da faixa. O resultado é um cover sólido, com guitarras vibrantes e uma interpretação que respeita a energia clássica da composição.

"In the Misery” talvez seja o momento em que o EP mais explicita o DNA da banda. Toda a decadência vampiresca, o romantismo sombrio e a estética urbana noturna aparecem de forma quase emblemática, principalmente na atmosfera melancólica construída pela faixa. Musicalmente, diferente das faixas mais cadenciadas do EP, aqui as guitarras surgem mais marcadas e presentes, conduzindo a música de maneira firme enquanto o instrumental mantém uma aura obscura e melancólica. O solo carrega uma pegada clássica de hard rock, adicionando ainda mais personalidade à faixa sem quebrar o clima decadente que define sua identidade. É justamente esse equilíbrio entre peso, melancolia e teatralidade vampiresca que transforma “In the Misery” em um verdadeiro retrato da essência do The 69 Eyes.

Mas é em “Devil’s Rose” que o EP encontra seu ponto mais alto. Muito mais puxada para o hard rock do que as demais faixas, a música encerra o trabalho de maneira energética sem abandonar a identidade gótica da banda. A participação do lendário guitarrista norte-americano Ed Mundell, ex-Monster Magnet, traz ainda mais força à composição. Suas guitarras brilham ao longo da faixa, incorporando elementos característicos do stoner rock com riffs encorpados, solos marcantes e muito feeling, mas sempre respeitando o universo sonoro do The 69 Eyes. As guitarras de Bazie também merecem destaque, funcionando em perfeita sintonia com a participação de Mundell e criando uma das construções instrumentais mais fortes do EP. Enquanto isso, Jyrki 69 entrega uma interpretação carregada de carisma sombrio e presença, reforçando ainda mais a personalidade da banda. O resultado é uma faixa intensa, energética e extremamente eficiente para encerrar o EP.

No fim, I Survive não é um trabalho revolucionário e nem precisa ser. O EP funciona porque entende exatamente a identidade da banda e não tenta fugir dela. Entre melodias sombrias, riffs acessíveis e uma atmosfera decadente que parece saída diretamente de clubes góticos dos anos 80 e 90, o The 69 Eyes entrega um trabalho sólido, tecnicamente consistente e fiel à própria identidade. Para os fãs antigos, é um reencontro confortável com aquilo que sempre tornou a banda especial. Para novos ouvintes, talvez seja um convite interessante para mergulhar nesse universo entre o hard rock e a escuridão romântica do gothic rock.

***ENGLISH VERSION***

Since the 1990s, The 69 Eyes have built an almost unmistakable identity within gothic rock and the so-called “goth’n’roll” scene. Blending ‘80s-inspired hard rock riffs, a vampiric aesthetic, and melancholic melodies, the Finnish band has never seemed particularly interested in following trends and perhaps that is precisely why they have maintained such a loyal fanbase throughout the decades. On I Survive, the band’s new EP, that approach remains fully intact, though with one important detail: this marks the group’s first release through BLKIIBLK, the rock and metal division of Frontiers Label Group. This new chapter seems directly reflected in the sound of the record, which embraces a more straightforward, fuller-bodied approach heavily rooted in hard rock while still preserving the gothic identity that has always defined the band.

Another element that stands out is the EP’s production and sonic atmosphere. The mix, handled by Barry Pointer known for his work alongside Ozzy Osbourne reinforces a broad and almost cinematic ambiance, especially noticeable on the title track. There is a sense of depth and dramatization in the instrumental layers that amplifies the nocturnal, melancholic, and decadent aesthetic that The 69 Eyes have mastered so well over the years.

There is constant discussion nowadays about the need for innovation within rock and metal, but there is an important difference between stagnation and artistic coherence. For an EP, especially from a band with such a consolidated aesthetic as The 69 Eyes, refining their own formula makes far more sense than forcing an artificial reinvention. I Survive understands this perfectly: it does not attempt to reinvent the band, but rather reinforces everything they have always done well.

The title track, “I Survive,” makes that clear from its very first moments. Its dark and melancholic atmosphere strongly recalls post-punk influences, especially through the drawn-out vocal lines and the nearly cinematic nocturnal mood. At the same time, the song maintains the accessible balance between gothic rock, hard rock, and decadent glam that has always characterized the band’s sound. There are even clear echoes of "Wasting the Dawn" (1999) in the way the atmosphere is constructed, particularly in the contrast between dark sensuality and heavier guitar textures.

From a technical perspective, the track is built around simple yet highly effective riffs, supported by a solid rhythm section and a steady pacing that enhances the melancholic atmosphere without sacrificing its hook-driven appeal. The participation of Steve Stevens best known for his work with Billy Idol adds even more personality to the song, particularly through guitar details that strengthen its classic hard rock edge.

Jyrki 69’s vocals deserve special recognition throughout the EP. His performance feels comfortable, mature, and fully confident within the band’s musical proposal. There is a dramatic quality typical of classic gothic rock in his delivery, though it never sounds artificial or exaggerated. On the contrary, his voice remains one of the central pillars of the identity The 69 Eyes have built over the decades.

On “Cold Sweat,” originally released by Thin Lizzy and later revisited by bands such as Megadeth and Helloween, The 69 Eyes wisely choose to preserve the hard rock essence of the composition. Rather than completely reshaping the song into an exaggerated gothic framework, the band subtly incorporates elements of its own identity without stripping away the spirit of the original version. The result is a solid cover featuring vibrant guitars and a performance that respects the song’s classic energy.

On “Cold Sweat,” originally released by Thin Lizzy and later revisited by bands such as Megadeth and Helloween, The 69 Eyes wisely choose to preserve the hard rock essence of the composition. Rather than completely reshaping the song into an exaggerated gothic framework, the band subtly incorporates elements of its own identity without stripping away the spirit of the original version. The result is a solid cover featuring vibrant guitars and a performance that respects the song’s classic energy.

“In the Misery” may be the moment where the EP most explicitly showcases the band’s DNA. The vampiric decadence, dark romanticism, and nocturnal urban aesthetic all emerge in an almost emblematic way, particularly through the melancholic atmosphere built around the song. Musically, unlike some of the EP’s slower and more restrained moments, the guitars here are sharper and more prominent, driving the track firmly forward while the instrumentation maintains an obscure and melancholic aura. The solo carries a distinctly classic hard rock feel, adding even more personality without disrupting the decadent atmosphere that defines the song’s identity. It is precisely this balance between heaviness, melancholy, and vampiric theatricality that turns “In the Misery” into a true portrait of The 69 Eyes’ essence.

However, it is on “Devil’s Rose” that the EP reaches its strongest moment. Leaning much more heavily into hard rock than the other tracks, the song closes the record in an energetic fashion without abandoning the band’s gothic identity. The participation of legendary American guitarist Ed Mundell, formerly of Monster Magnet, adds even more power to the composition. His guitar work shines throughout the track, incorporating characteristic stoner rock elements through thick riffs, striking solos, and a strong sense of feel, while still respecting the sonic universe of The 69 Eyes. Bazie’s guitars also deserve praise, working in perfect synergy with Mundell’s contributions and creating one of the EP’s strongest instrumental moments. Meanwhile, Jyrki 69 delivers a performance filled with dark charisma and presence, further reinforcing the band’s personality. The result is an intense, energetic, and highly effective closing track.

In the end, I Survive is not a revolutionary release nor does it need to be. The EP succeeds because it fully understands the band’s identity and never tries to escape from it. Between dark melodies, accessible riffs, and a decadent atmosphere that feels pulled directly from gothic clubs of the ‘80s and ‘90s, The 69 Eyes deliver a solid, technically consistent work that remains completely faithful to its own identity. For longtime fans, it is a comfortable reunion with everything that made the band special in the first place. For newer listeners, it may serve as an intriguing invitation into this world suspended between hard rock and the romantic darkness of gothic rock.

Marek Sabogal


terça-feira, 14 de abril de 2026

Temple Balls: Mais Afiado Do Que Nunca

Frontiers Records (Imp.)

Por Flavio Borges 

Os finlandeses do Temple Balls dão mais um passo consistente em sua trajetória com o lançamento de Temple Balls, álbum autointitulado que consolida a evolução iniciada em Avalanche (2023). Mais uma vez sob a produção de Jona Tee (H.E.A.T), o grupo apresenta um trabalho que equilibra com precisão energia e refinamento, apostando em uma combinação eficaz de refrões fortes, guitarras afiadas e uma base rítmica sólida.

Logo na abertura, “Flashback Dynamite” estabelece o tom do disco com sua abordagem direta e um refrão de fácil assimilação, evidenciando a habilidade da banda em trabalhar melodias acessíveis sem abrir mão do peso. Na sequência, “Lethal Force” desacelera levemente o andamento, mas reforça a identidade sonora do álbum, destacando o timbre vocal de Arde Teronen e um trabalho de guitarras que já aponta para a coesão do conjunto.

“Tokyo Love” surge como um dos momentos mais cativantes do repertório, com linhas de baixo que ganham protagonismo e uma atmosfera que remete ao Edguy de sua fase mais inspirada. Já “There Will Be Blood” introduz elementos eletrônicos de forma mais evidente, com teclados e timbres que evocam o Turbo, do Judas Priest, ampliando o espectro sonoro do disco sem comprometer sua essência.

O single “We Are The Night” sintetiza bem essa proposta híbrida, transitando entre referências do rock norte-americano e uma abordagem mais moderna, enriquecida por arranjos de teclado e até mesmo um inesperado solo de sax. Em contrapartida, “Hellbound” resgata a veia mais agressiva da banda, com uma pegada que flerta com o Motörhead e entrega uma das performances mais intensas do álbum.

Na segunda metade, o grupo mantém a consistência. “Soul Survivor” aposta no hard rock mais tradicional, com foco em linhas vocais fortes e um refrão pensado para o público. “The Path Within” e “Stronger Than Fire” reforçam a coesão estética do trabalho, equilibrando elementos melódicos e estruturas bem definidas, enquanto “Chasing The Madness” retoma a velocidade e o peso, reafirmando a versatilidade do quinteto.

Encerrando o álbum, “Living In A Nightmare” funciona como uma síntese de suas influências, dialogando com nomes clássicos do hard and heavy europeu como Judas Priest, Black Sabbath e Rainbow. É um fechamento que não apenas respeita a tradição do gênero, mas também evidencia a maturidade de uma banda que parece cada vez mais confortável em expandir seus próprios limites.

Com Temple Balls, o grupo finlandês entrega um trabalho coeso, dinâmico e estrategicamente construído, reforçando sua posição dentro do cenário contemporâneo do hard rock melódico e apontando para voos ainda mais ambiciosos.

***ENGLISH VERSION***

Finnish hard rockers Temple Balls take another confident step forward with their self-titled release, Temple Balls, a record that solidifies the sonic evolution first showcased on Avalanche (2023). Once again produced by Jona Tee (H.E.A.T), the album finds the band striking a fine balance between raw energy and polished songwriting, built on infectious hooks, sharp guitar work, and a powerful rhythmic backbone.

Opening track “Flashback Dynamite” wastes no time in setting the tone, delivering a straight-ahead punch with a highly memorable chorus that highlights the band’s knack for crafting accessible yet hard-hitting material. “Lethal Force” follows with a slightly more restrained pace, but further reinforces the album’s cohesive identity, with Arde Teronen’s distinctive vocal tone and a guitar-driven approach that begins to tie the record together.

“Tokyo Love” stands out as one of the album’s most engaging moments, driven by prominent bass lines and a melodic sensibility reminiscent of Edguy at their peak. Meanwhile, “There Will Be Blood” expands the band’s sonic palette with a stronger electronic edge, featuring keyboard textures and guitar tones that echo Judas Priest’s Turbo era, adding variety without straying from the core sound.

The single “We Are The Night” encapsulates this hybrid approach, shifting between American rock influences and a more modern, keyboard-laden arrangement—complete with an unexpected saxophone solo that adds an extra layer of character. In contrast, “Hellbound” taps into a heavier, more aggressive vein, channeling a Motörhead-like intensity and delivering one of the album’s most hard-hitting performances.

The second half maintains the album’s consistency. “Soul Survivor” leans into classic hard rock territory, with strong vocal lines and a chorus clearly designed for audience participation. “The Path Within” and “Stronger Than Fire” further underline the record’s cohesion, balancing melodic elements with solid structural songwriting, while “Chasing The Madness” brings back the speed and metallic edge, showcasing the band’s versatility.

Closing track “Living In A Nightmare” serves as a fitting summary of the band’s influences, drawing from the legacy of European hard and heavy icons such as Judas Priest, Black Sabbath, and Rainbow. It’s a finale that not only pays tribute to the genre’s roots but also highlights a band growing increasingly confident in pushing its own boundaries.

With Temple Balls, the Finnish outfit delivers a cohesive, dynamic, and strategically crafted album that strengthens their standing within the contemporary melodic hard rock scene—and suggests even bigger things ahead.

Marko Syrjala


quinta-feira, 4 de setembro de 2025

Cobertura de Show: The 69 Eyes – 31/08/2025 – Fabrique Club/SP

Gothic Rock finlandês, os Vampiros de Helsinki fazem bom show de redenção

O frio fim de inverno paulistano era o ambiente perfeito para um show “trevoso”! Foi nesse momento propício que, após pouco mais de um ano de se apresentarem no Summer Breeze Brasil 2024, o The 69 Eyes, uma das mais icônicas e cultuadas bandas de gothic rock, ou gothic metal, como preferirem, voltou a São Paulo para único show no Brasil. 

Expectativas existiam - e muitas. Na fila do evento, pessoas chegaram às sete horas da manhã para ficarem na “grade” (não havia grade, no fim das contas, o que é um problema, mas falaremos depois disso). Mais que isso, falamos com pessoas que vieram de Belém-PA, outros de Minas Gerais, só para assistirem o show. Não podemos deixar de citar isso, pois indica muito bem o quão apaixonados são os fãs da banda, e do gênero em geral. Além de tudo, o show do ano passado, no Summer Breeze Brasil, havia sido um tanto prejudicado por problemas técnicos persistentes, e um dos mais criticados do festival por esse motivo, então seus fiéis admiradores precisavam de uma redenção nesse específico quesito.

Com curto atraso - tolerável, dado o ótimo horário agendado -, quando as portas do Fabrique abriram, já havia uma boa fila na porta, embora nada que demonstrasse o quão cheio estaria. Acreditem, foi bem cheio (não lotado, mas cheio)! Poucos minutos após aberta a casa, o com capacidade ainda pela metade, a banda Drama subiu ao palco para a abertura do evento. Um grupo de faz uma interessante mistura de pós-punk com alguns elementos eletrônicos, como um New Order encontrando o Depeche Mode, foram muito aplaudidos em sua ótima apresentação. Não para menos, é exatamente o que se espera de um evento com a maior parte dos presentes pertencentes à sub-cultura gótica, e suas músicas “de Madame” (em referência à tradicional balada gótica paulistana, Madame, antigo Madame Satã) fazem parte da vida cotidiana desse povo. Começamos bem a noite, que ainda melhoraria!

Um dos pontos mais altos da noite, e uma grata surpresa, foi a banda When I Die. Mais pesados que a anterior, já se aproximando mais do “metal”, têm uma formação curiosa: eles não têm baterista! Isso não só não prejudica, como deixa seu som único. As baterias eletrônicas dão uma estética dançante ao som, e a densidade das vozes - tanto masculina quanto feminina - criam um ambiente soturno. Destaco o magnífico cover de Hells Bells do AC/DC, que embora seja um verdadeiro hard rock, em sua roupagem original, nessa releitura absurdamente criativa se encaixou no ambiente e até parecia que foi composta para ser assim - claro, sem desmerecer a original dos australianos, que é um clássico absoluto. Quando colocam duas bandas de abertura em um evento, ficamos muitas com pé atrás, pois chega a ser cansativo. Mas ali, não foi o caso. O When I Die merece um posto de destaque na cena gótica brasileira. Eu não criticaria uma pessoa que me falasse que foram os melhores do evento, embora não os principais.



Chegava o momento, então, dos donos da festa. Os Vampiros de Helsinki, em sua quarta passagem pelo país. Anteriormente, haviam fechado uma das noites do Summer Breeze Brasil 2024; em 2010, seu único show solo por aqui, e vinte anos atrás, uma apresentação diurna no Live N Louder.

No ano passado, apesar das expectativas - já que tinham cancelado apresentações no país anos antes -, o show foi cheio de problemas técnicos, e até mesmo o setlist teve que ser reduzido, com intervalos longos entre músicas que só pioraram pela presença de Supla tendo que improvisar coisas a falar no palco. Merecíamos mais, com todo respeito ao Papito, que fez o que podia. Essa era a oportunidade, e para casa cheia, ainda por cima!

Subiram ao palco com um tempo considerável de intervalo, mas dentro dos conformes, por se tratar da atração principal. Começaram bem, já com clássicos - no caso, Devils, e depois Feel Berlin, outra das antigas. É até engraçado ouvir a voz cantada do vocalista Jyrki 69, bem grave, mas quando fala, tem uma voz bem diferente, que nada lembra toda aquela profundidade. Isso não é uma crítica, e sim um elogio a alguém que tem ótima técnica e controle vocal. Em presença de palco, contudo, quem rouba a cena é o baterista Jussi 69 - animado, enérgico, toca jogando os braços para cima, e marretando a caixa de seu instrumento. Uma crítica, porém, é quanto ao som: não, não tivemos os problemas infindáveis da apresentação do Summer Breeze, mas pouco se ouvia do baixo, e da própria bateria, a caixa era muito mais alta que o resto das peças, e até encobria muitas partes do instrumental.

Em se tratando do setlist, foi o famoso “jogar seguro”. Não diferiram do que vinham fazendo recentemente, que na verdade é até interessante, com músicas que não tinham sido tocadas no Brasil, e que começaram a tocar ao vivo faz pouco tempo. Apesar disso, apenas uma do último, e excelente, disco mais recente, Death of Darkness - a ótima Drive -, o que é uma pena. Também apostaram muito em sua carreira de meados dos anos 2000, que não é exatamente a mais querida entre os fãs, com um punhado de clássicas, mas sem canções bem melhores mais antigas. Claro, algumas excelentes, como Gothic Girl, Brandon Lee e o bom cover do Boycott, Gotta Rock não podiam faltar, e não faltaram.


Já no bis, aquela “surpresa que todos sabiam”, e logo de cara, um cover dos Ramones, I Just Want to Have Something to Do, com Supla em dueto no vocal - Supla que, em 2024, quando estiveram aqui para o festival, foi o “mestre de cerimônia” do show dos finlandeses, então era quase óbvia uma participação do brasileiro. E não ficou ruim, pelo contrário, só não é algo inesperado. Fecharam a noite como todos esperavam, e não podia ser diferente: Lost Boys, seu maior hit, uma ode aos anos oitenta, e ao filme de vampiros de mesmo nome, estrelando Kiefer Sutherland (hoje em dia mais conhecido pelo personagem Jack Bauer, da série 24 Horas). 

No geral, uma noite de redenção, após o complicado show anterior, que foi bem sucedida. Não uma apresentação fora de série, nem impecável, mas com um setlist completo, sem qualquer “B.O.”, e uma performance tecnicamente excelente de cada um dos músicos. O famoso “play safe” funcionou muito bem, e os horários amistosos a todos deixou tudo melhor.




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 





The 69 Eyes – setlist:

Devils

Feel Berlin

Perfect Skin

Betty Blue

Gotta Rock (Boycott cover)

Still Waters Runs Deep

Drive

Hevioso

The Chair

Cheyenna

Never Say Die

Gothic Girl

Wasting the Dawn

I Love the Darkness in You

Brandon Lee

I Just Want to Have Something to Do (Ramones cover)

Bis

Dance d’Amour

Lost Boys

terça-feira, 19 de agosto de 2025

THE 69 EYES: CINCO RAZÕES PARA VER O SHOW NO BRASIL

Marek Sabogal

Direto da Finlândia, os ícones do Gothic Rock desembarcam esse mês no Brasil

Por Fernando Queiroz

Quando se trata de música acessível a várias tribos, o The 69 Eyes é um exemplo a ser seguido. Você vai encontrar fãs góticos, headbangers e até pessoas do rock mais casual possível! Na sua quarta passagem pelo país, o show no final de agosto é uma oportunidade perfeita para assistir a uma das mais icônicas bandas finlandesas. Listamos aqui cinco razões para você ver o show!

1) Gothic Rock para todos! O The 69 Eyes pode se considerar uma banda que passeia por vários gêneros perfeitamente, indo do gothic rock ao metal. Você vai encontrar, à primeira ouvida, uma clara influência de The Sisters of Mercy, em especial pela voz de Jerky 69, mas também um som mais pesado e flertando com o metal finlandês dos anos noventa.

2) Clima de balada! Quem já foi ou conhece a famosa casa Madame (antigo Madame Satã) em São Paulo está acostumado com o conceito de “balada gótica”, e o show do The 69 Eyes te proporciona essa sensação. Ambiente escuro, gelo seco, o clima “dark” é o diferencial do que você veria em um “típico show de metal”.

3) Formação mais sólida e longeva possível! Quem vê o show do The 69 Eyes percebe o entrosamento perfeito entre eles. Não para menos, desde seu primeiro álbum, a banda nunca trocou um integrante, então o que se tem em shows é exatamente a imagem que você tem da banda em qualquer ocasião! Aliás, uma banda passar mais de trinta anos sem trocar membros só pode querer dizer o quão bons são no que se propõe, não?

4) Setlist variado! São treze álbuns de estúdio, desde 1992, então o que não falta é música para apresentarem. Diga-se de passagem, eles têm uma discografia sólida, embora em tempos mais recentes tenham ido para um lado mais “eletrônico” — que também vale ser ouvido!

5) Destaques quando vieram! Duas das vezes que a banda esteve no Brasil foi em festivais, a última no Summer Breeze Brasil de 2024, e a primeira no Live n Louder, em 2005. Em ambos os casos, a mídia especializada sempre os colocou como destaques ou, no mínimo, gratas surpresas.

Todas as informações desse show imperdível em São Paulo, único no país, para diversos públicos podem ser vistos aqui!

SERVIÇO

Data: 31 de agosto de 2025 (domingo)
Abertura das Portas: 17h
Local: Fabrique Club
Endereço: R. Barra Funda, 1071 – Barra Funda, São Paulo – SP

Ingressos:
Meia Entrada / Solidária: R$ 200,00
Inteira: R$ 400,00