"Em qualquer
tipo de música, a melodia é o que mais fica registrado na mente das pessoas. É
nela que estão contidas as emoções mais profundas." Esta frase, de uma entrevista do Hélcio para a Guitar Player em 2010, resume muito do estilo deste, que sempre será um dos melhores e mais influentes guitarristas do Brasil. Infelizmente, ontem, dia 21/01/2014 (no título desta matéria, preferimos escrever 1959-eternamente, porque ídolos são eternos, caso alguém estranhe que só conste a data de nascimento), Hélcio nos deixou, prestes a completar 55 anos (nascido e 3 de abril de 1959), ficando uma lacuna irreparável.
Um guitarrista que faz parte da história da música aqui no Brasil, principalmente a música pesada, à frente do Golpe de Estado, banda com a qual lançou 8 álbuns, onde mostraram que Rock pesado em português pode ser feito com naturalidade. Começou na guitarra aos 18, sendo que se tornou especialista em amplificadores valvulados, e construía seus amplis e pedais, e seus equipamento possuem características e adaptações especiais e inovadoras. Destaque também para o clássico álbum "A Ferro e Fogo" do Harppia e seu trabalho com o "Mobilis Stabilis", com quem lançou 3 álbuns.
Dono de um estilo inconfundível, tendo aquela característica que só as exceções possuem, ou seja, uma personalidade musical, pois é impossível não reconhecer o som da guitarra do Hélcio. Aqueles riffs, solos, melodias...como ele preenchia tão bem cada espaço nas músicas!
A seguir, nossas singelas homenagens, palavras, antes de tudo, de fãs, tristes pela perda, mas felizes pela música que ele nos proporcionou, e nos serviu de companheira em muitas horas.
Um adeus (ou até breve) a um ídolo
A primeira vez que tive contato com o trabalho do Hélcio, foi através de um compacto da revista Bizz (saia regularmente na revista, o flexi disc), onde haviam trechos de músicas, e tinha um trecho da "Salém". Ouvi e fiquei louco! Logo depois adquiri pelo correio o LP "A Ferro e Fogo" do Harppia, lançado pela Baratos Afins, um álbum histórico para o Metal brasileiro, me impressionei com as guitarras daquele disco, e quando mostrava aos amigos, custavam a acreditar que era uma banda brasileira, porque naquela época, as condições de gravação e equipamentos, principalmente para bandas do estilo, era precária. Depois, com a fundação do Golpe de Estado (primeiros álbuns também lançados pela Baratos), segui acompanhando o trabalho do Hélcio, me tornando um grande fã, principalmente do seu trabalho com o Golpe, além de acompanhar as revistas especializadas em que ele colaborava.
A notícia foi muito triste, fui saber agora pela manhã, enquanto terminava de ler a biografia de Tony Iommi, lembrei-e na hora, que Hélcio foi muitas vezes citado como sendo o Iommi brasileiro, pelos seus riffs e importância na história da música pesada brasileira. Uma das minhas maiores frustrações, foi não ter podido fazer uma entrevista com o Hélcio para o Road, Quase fiz uma para o extinto All the Bangers, há uma década atrás, não lembro direito o que houve, as ele acabou não tendo tempo de responder, e depois não insisti mais, até conversei com o Fausto, do fã clube, e ele falou que o Hélcio era assim, meio esquecido ! hehehe! mas, pelo menos, fica o consolo de eu poder ter trocado alguns e-mails com ele, e poder dizer o quanto eu admirava o seu trabalho. Uma coisa em comum é termos nascido no dia 3 de abril, pena que a coincidência seja só essa, bem que eu poderia ter também o talento do Hélcio com a guitarra em punho. Descanse em paz. Deixou um belo legado, triste saber que poderia ainda nos trazer muito mais música. gostaria de encerrar o texto citando uma música do último álbum do Golpe, "Onde há Vida" (Clique AQUI para ouvir), que tem aquelas melodias e solo bem típico do Hélcio, e uma bela letra, para mim, mais uma "balada" clássica do Golpe, no estilo da "Noite de Balada". Carlos "Caco" Garcia
Uma singela homenagem a Hélcio Aguirra
Ontem dia
21/01/2014 foi dada como certa a morte de Helcio Aguirra, não pude conter as
lágrimas, pois quem acompanha e sabe o que realmente o Metal Nacional
representa para cada um dos brasileiros headbangers também sabe o que o “Harppia”
e “Golpe de Estado” representa para nós. Quando tive o prazer de receber em
minhas mãos a minha primeira fita K-7 de uma banda de Heavy Metal Nacional
(Harppia), isso a anos atrás, não acreditei no que estava entrando em meus
ouvidos, a marca desta banda estava em um ritmo e uma leveza incrível, a música
“Harpago” do álbum “A Ferro e Fogo” mostra muito isso.
É de arrepiar qualquer
amante da música pesada, logo então quando começa a música Salém (A cidade das
Bruxas) a marca de Hélcio Aguirra está muito
viva em todas músicas do Harppia, ouvir “A Ferro e Fogo” do Harppia é ouvir Hélcio Aguirra, não podemos nos
esquecer da grande contribuição que Ele
teve no Rock Nacional com a banda Golpe de Estado, músicas como “Noite deBalada”, “Não é Hora”, “Caso Sério”, “Velha Mistura” nos mostram o quanto o
Brasil perdeu nessa noite do dia 21, mais que um artista, um ser humano de
muito “feeling”, seu sentimento ficará guardado em nossos corações
com certeza. Hélcio Aguirra, descanse em paz meu bruxo... mais um que se vai!
As últimas homenagens foram prestadas nesta manhã, por volta das 11:30h, no Cemitério São Pedro (SP) e, as 16h o corpo será levado para a cerimônia de cremação em Vila Alpina.
Fãs, amigos e músicos ainda estão atônitos com a notícia, podendo ser vistos vários depoimentos pelas redes, além de que o acontecimento foi noticiados nos principais sites de notícias pela internet:
"O VÔO DA ALMA. Quando o conheci (devia ter uns 18 anos de idade) ele já era um cara mais
maduro. Usava uma touquinha, a lá Chili Willie, era meio tímido e o seu
interesse pela guitarra e composição era algo apaixonante." (Jack Santiago - Harppia)
"Só ele mesmo sabia como eu gostava dele como pessoa e como
músico. DESCANSE EM PAZ, brother. Grande Hélcio Aguirra, agora vai detonar suas
guitas no céu!!!!!!Mais um grande cara que se vai!" (Eduardo Bonadia - Strike Magazine)
"Hoje tivemos
uma das mais tristes notícias de nossa história: o falecimento de nosso
amigo/irmão Hélcio Aguirra guitarrista do Golpe de Estado e um dos fundadores
do Harppia." (China Lee-Salário Mínimo)
Abaixo, citamos alguns do trabalhos que consideramos essenciais deste grande guitarrista, e também para os fãs mais jovens, caso ainda não conheçam, procurem ouvir.
Harppia: A ferro e Fogo
Um álbum essencial para a história do Metal Nacional, destaque para os riffs solos e guitarras harmonizadas (dobradas), contendo um dos Maiores Clássicos do Metal nacional, "Salém".
Lançamento: 1985, pelo selo Baratos Afins, sendo relançado em CD.
Golpe de Estado: Golpe de Estado
Primeiro álbum da banda, assim como no Harppia, letras em português, e um Hard/Heavy, que também flerta com o Rock & Roll e Blues. Um álbum com time de grandes músicos e com grandes músicas, destacando: "Underground", um hino propriamente dito, a debochada "Pra Conferir" e a balada "Olhos de Guerra", primeira da série de baladas clássicas da banda, belo trabalho de Hélcio nas melodias e solo simples, inspirado e cheio de feeling.
Lançamento: 1986, selo Baratos Afins, também relançado em CD com bônus.
Golpe de Estado: Forçando a Barra
Segundo álbum, também recheado de classe no instrumental, e com clássicos como "Noite de Balada", e "Moondog", com suas levadas Blues, que também traz aquela marca da banda, em fazer músicas contando uma saga de um personagem, inclusive, no último álbum, "Direto do Fronte", de 2012, temos a "Marymoon", que segue a linha. Em "Forçando a Barra" também contaram com participações de Branco Melo e Arnaldo Antunes.
Lançamento: 1988, selo Baratos Afins, também relançado e CD.
Sempre é algo triste a noticiar, pois bem que gostaríamos de estar aqui comentando sobre um novo trabalho, ou comemorando a vitória deste grande músico sobre o câncer, uma doença que assombra a todos nós, e já levou ídolos como Dio e Joey Ramone.
Um dos fundadores do Deep Purple, Jon morreu hoje, em uma clínica em Londres, vítima de embolia pulmonar. O tecladista lutava contra um câncer no pâncreas.
Virtuoso, criativo e visionário, além do Purple, também fez parte do Whitesnake e possui um belíssimo trabalho solo, mais voltado a música clássica.
Sobre a ligação com a música clássica, impossível não citar o "Concert For Group And Orchestra", produzido ao lado do Purple, numa época em que ainda poucos ousavam em fazer essa mistura do Rock com o clássico, sendo que nos concertos de aniversário desse trabalho o grupo passou pelo Brasil em 2.000.
O último trabalho de Jon ainda está para ser lançado, a versão de estúdio do "Concert For Group and Orchestra", que conta com a participação de vários convidados, como Bruce Dickinson, Steve Morse e Joe Bonamassa.
Fica nosso pesar e registro como homenagem a um grande nome para a música, não só do Classic Rock, Hard ou Metal, da boa música em si, da música feita com alma e talento, um artista o qual está eternizado em suas obras, e como conforto a nós simples mortais, fica esse maravilhoso legado que Jon nos deixou em mais 30 obras, dentre trabalhos solo, com o Deep Purple e inúmeros artistas com os quais contribuiu, como Alvin Lee, Whitesnake, Cozy Powell, George Harrison.
Coloco abaixo, uma das mais belas peças compostas pelo músico, "Pictured Within". Obrigado Jon, por toda a música.
O último 3 de agosto foi um dia negro para os fãs de Prog Metal e boa música em geral, pois veio a falecer na Inglaterra o carismático Andrew Mac McDermott mundialmente conhecido pelo seus trabalhos no Threshold.
Primeiramente, não tinha sido anunciada a causa de sua morte, porém, dias depois, a banda alemã Powerworld (onde ele era o vocalista, tendo seu último disco de estudio sido o álbum “Human Parasite”) anunciou que nos últimos meses Mac estava com sérios problemas de saúde, sendo que ele veio falecer após coma e falência renal, tendo que o músico apenas 45 anos.
Threshold na antiga formação com Andrew nos vocais (no centro)
Mac iniciou sua carreira com a banda Sargant Fury que apresentava uma pegada mais Hard Rock dos anos 80, sendo que com eles lançou 3 trabalhos: “Still Want More” de 91, “Little Fish” de 93 e “Turn the Page” de 95.
Mas foi com o Threshold que podemos dizer que a Mac encontrou sua maior fama, pois seu estilo de cantar onde sua voz soa naturalmente (sem forçar agudos impossíveis), casou perfeitamente com o som feito pela banda que pratica um Prog Metal sem doses exageradas de virtuosismos ou experimentalismos desnecessários.
Mac entrou para banda em 98 e gravou uma seqüência de 7 álbuns, entre eles os excelentes “Hypotetical” (que fez a banda ficar mais conhecida no Brasil) além do ao vivo “Critical Energy”, um CD duplo que se você tiver a chance ouça pois ele é muito bom. Além disso, o cara gravou vários CDs exclusivos para o fã clube oficial do grupo. Ele se desligou do grupo em 2007 com o CD “Dead Reckoning”, sendo substituído por Damian Wilson.
Mas além dos Progs ingleses, é possível encontrar a bela voz de Mac em trabalhos do Yargoss: “To Be Or Not to Be” de 2005 e “Magical Karma” de 2009 e na banda Swampfreaks com um EP homônimo, sendo que era os planos do vocalista lançar um novo trabalho com eles.
Mac com a Powerlworld antes de ser afastado por motivos de saúde
Na visão de seus ex companheiros de banda: “Lembramos do Mac como uma pessoa vibrante e cheia de vida, então a notícia é difícil de ser aceita”.
Ilker Ersin do Powerworld declarou: “O mundo perdeu uma pessoa gentil, legal, honesta e de bom coração”.
Os fãs fizeram uma página oficial para prestarem suas últimas homenagens e em nome do todo blog Road to Metal desejamosque Mac descanse em Paz, pois sua bela voz será marcante no coração dos fãs.
Seth foi uma das figuras mais controversas possíveis
Infelizmente a noticia ai em cima foi confirmada: Seth Putnam, o vocalista e principal compositor do Anal Cunt, veio a falecer aos seus 43 anos de idade, calando-se assim uma das vozes mais ácidas que despejavam as letras mais sarcásticas do Grindcore atual.
Só que Seth não entrou nessa hoje. É um velho batalhador do Metal extremo, sendo possível encontrar seus trabalhos em bandas diversas como na de Thrash Executioner (onde tocava baixo) ou fazendo os backingvocals do “The Great Southern Trendkill" do Pantera. Ou ainda em pérolas do Grind mundial como Vaginal Jesus ou Adolf Satan.
Porém, foi no AC que o cara achou seus comparsas certos e disparou sua metralhadora de ofensas para todos os lados: de policiais a homossexuais, bandas famosas (de Beatles a Manowar, passando por Slipknot com a maravilhosa “Slipknot is Gay”) e até eles mesmos e o próprio Metal! Nada passava despercebido da visão desses dementes.
Formados em 1988, em Boston/EUA, batizando sua banda de uma lista criada pelo mesmo Seth com dezenas de palavrões e cruzando os mesmos até chegar nesse belíssimo termo, vale lembrar que se hoje temos bandas com nomes, digamos assim, politicamente incorretos como Cumshot Beast, tudo se deve ao pioneirismo de Seth.
Como o mesmo dizia em entrevistas, seu objetivo era criar a antimúsica caótica e obscena e com muito humor, sendo que a dança das cadeiras na banda era normal, porém pouca gente sabe que Phil Anselmo e Scott Hull (Pig Destroyer) já passaram pelas suas fileiras.
Atualmente Seth se concentrava na promoção do álbum “Fuckin A”, sendo que já estava quase pronto o novo CD (quem sabe “Fucking B” ou alguma coisa parecida).
Assim, provavelmente o AC vá para geladeira como grandes bandas de Grind que perderam seus vocalistas (Nasum e o Extreme Noise Terror), sendo que podemos dizer que Seth passou pela Terra da mesma maneira que era sua música: rápida e caótica, criando suas próprias regras e o moralismo que se exploda!
Texto: Harley
Revisão: Eduardo "EddieHead" Cadore
Fotos: Divulgação
Uma das capas que mostrava toda irreverência dos caras
Hail banger. Aposto que todos ainda devem estar meio abalados pela notícia que circulou na internet e logo depois foi confirmada: a morte de Scott Columbus, o homem por trás dos tambores de guerra do Manowar.
Scott entrou para banda no ano de 1983, ou seja, três anos após sua fundação, vindo a substituir Donnie Hamzik. A lenda diz que Scott foi encontrado por um fã fazendo barulho em uma fabrica de alumínio???
Scott no jeito Manowar de ser
Mesmo com essa contratação meio doida, é valido dizer que com a exceção a “Batle Hymns”, Scott estava presente em todos os trabalhos clássicos dos norte-americanos como:
“Into Glory Ride” de 1983, com a rapida “Secret of Steel”;
“Hail to England” de 1984. Destaque para a classica “Kill With Power”;
“Sign of the Hammer”, cuja faixa de abertura “All Men Play on 10” define bem a pegada de Columbus;
“Fighting the World” de 1987, mais uma faixa com a pegada característica do cara, “Drums of Doom”, cujo o nome fala tudo;
“Kings of Metal” (1988), com a clássica “Hail and Kill” .
O leitor observador sabe que essas músicas tem uma pegada muito parecida com uma bateria que não podemos chamar de técnica, mas extremamente energética e com muita personalidade, sendo até legal de comentar que Scott era canhoto e ao vivo dava para observar que suas viradas se iniciavam sempre pela esquerda.
Em 1992, por motivos de divergências com o chefe “Joey De Maio” (baixo), acabou se retirando da banda, sendo que na época Scott tinha afirmado que foi por motivos familiares. Nessa época os guerreiros do Metal lançaram “The Triumph of Steel” com Rhino, porém esse só esquentou as baquetas para o retorno de Scott e que retorno, com:
Louder than Hell (1996);
Warriors of the World (2002);
Gods of War (2007).
E teve participação na gravação das músicas de "Thunder in the Sky", EP de 2009. Novamente outra saída que não tinha sido muito explicada, mas na real os fãs acreditam que se deve ao direcionamento mais sinfônico adotado pelos caras e principalmente pela intenção da banda regravar “Batle Hymns, sendo que desde 2010 Donnie Hamzik assumia as baquetas do grupo.
Família descarta possibilidade de suicídio, mas mantêm sigilo sobre as causas da morte
Pois bem, bangers, detalhes da morte ainda não foram revelados, sendo que até a teoria de suicídio foi levantada, mas até agora nada de oficial.
Cabe a nós prestar nossas homenagens ouvindo no último volume os tambores de batalha dos Kings of Metal e como De Maio falou em um show: “Dio e Gary Moore recrutaram um baterista e escolheram o melhor”.
Descanse em paz Scott e obrigado pela sua dedicação ao estilo que todos nós amamos: o Heavy Metal!
Texto: Harley
Revisão: Eduardo “EddieHead” Cadore
Fotos: Divulgação e Mey-Khan
Assista um vídeo feito por fã em homenagem ao baterista
É com extremo pesar que eu escrevo as linhas abaixo. Sabe aqueles boatos de internet que você quer que não seja verdade, mas quando a fonte é oficial uma mistura de tristeza e luto toma o ambiente, pois foi esse o clima que todos os fãs de Grindcore passaram nessa ultima terça e quarta feira (22 e 23 de fevereiro).
Sendo um dos membros da formação clássica do Extreme Noise Terror, dividindo os vocais com Dean Jones, podemos afirmar que eles foramum dos grandes responsáveis pelaconsolidação do Grindcore ao lado do Napalm Death, sendo muito freqüente a troca de músicos entre ambos, como o bateristaNick Harris.
A banda em seu auge
Com uma sonoridade inicial que se baseava no Punk, mas a banda acabou vendo que seu som era muito mais extremo e sujo, sendo logo associado aos grupos mais extremos de Crust, no seu lançamento “Peel Sessions” do ano de 1985 e um dos grandes responsáveis por essa agressividade, eram os vocais duo de Dean e Phil.
A formação mais clássica e característica ficou junta até 1995, com uma carreira ascendente e participando até mesmo do “Britsh Awards” em 1992, onde provocam um grande frenesi coletivo ao simularem que metralhavam a platéia, causando forte comoção após a atribuição dos prêmios.
Sofrendo alterações para o lançamento do álbum “Damage 381”, ainda pela gravadora Earache Records, contavam com Was (ex: Cradle Of Filth) na bateria e Barney Greenway (Napalm Death/ex-Benediction) nas vozes. Novamente a banda troca de formação em 1999 e em 2001 sai o álbum “Being And Nothing”. Com um direcionamento mais influenciado pelo Death Metal, a banda agora contava com o ex-Cradle Of Filth, Gian Pyres.
Entretanto, Phil continuava a participar de algumas turnês com a banda, sendo que a mesma roloy no Brasil em 2010.
A noticia do seu falecimento, primeiramente, apareceu no Twitter do João Gordo (grande admirador da banda),sendo que logo depois foi confirmada pelos membros da banda que postaram uma mensagem no seu site oficial.
Dean e Phil em show recente
Ainda não foi dado mais detalhes acerca das causas da morte, porém, fontes afirmam que foi um AVC (acidente vascular cerebral) que acometeu o vocalista enquanto dormia, entretanto a banda não deu mais declarações do assunto, pedindo ummomento de privacidade, sendo que nem mesmo foi afirmado se eles continuarão na ativa.
Para os fãs, só resta agradecer pela agressividade que recebemos de presente em todos esses anos.
O músico, que colaborou em várias músicas da banda de seu grande amigo Phil Lynott (falecido em 04/01/1986) Thin Lizzy (gravou, além de algumas participações, o compacto Darling e o álbum Black Rose), tendo produzido junto a Lynott uma bela parceria que se estendeu além do Lizzy. Gravou com o Beatle George Harrison, Ozzy Osbourne, BB King e vários outros, foi encontrado morto em um hotel em Estepona, na Espanha, segundo o site do jornal Irish Times. Ainda não foi divulgada a causa da morte.
Vários amigos ligados ao artista ficaram chocados, pois afirmavam que Gary estava com boa saúde, era uma pessoal saudável e forte.
Ícone do Hard Rock e do Blues, iniciou carreira aos 16 anos de idade, teve como seus ídolos músicos como Eric Clapton, Peter Green e Jimi Hendrix. Na década de 1970, Moore fez parte da banda Skid Row, que teve o nome comprado anos mais tarde pela banda criada por Rachel Bolan (baixo) e Dave “The Snake” Sabo (guitarra) e que teria Sebastian Bach nos vocais e Rob Affuso na bateria.
Fica aqui nossa singela homenagem e a promessa que em breve teremos uma matéria espcial sobre este grande músico.
Recomendo, para que ainda não tem, os álbuns "Run For Cover", "Wild Frontier" (sendo que foi lançado em DVD o Laser disc da época, com show dessa tour),"After The War" e "Still Got The Blues"! Além, claro, do DVD citado e o DVD em tributo a Phil Lynott, "One Night in Dublin", que é maravilhoso.