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domingo, 10 de maio de 2026

Cobertura de Show: Enforcer – 07/02/2026 – Burning House/SP

Enforcer faz retorno avassalador e impacta ambiente oitentista em São Paulo 

Quinta passagem da banda contou com a turnê “Unshackle”, trazendo novidades e clássicos que exemplificam o que era o Heavy Metal nos anos de ouro

Entre blocos de marchinhas de rock e bares em ritmo de pré-Carnaval, o bairro da Água Branca teve uma noite que melhor representou um show de Heavy Metal dos anos 80, mesmo que nenhuma das bandas tenham surgido naquela (já longínqua) década.

Isso porque a Burning House, casa de shows nesse bairro da Zona Oeste de São Paulo, recebeu os suecos do Enforcer como banda principal, antecedidos pelos brasileiros do Creatures, no último dia 07 de março. Enquanto a banda paranaense celebrou o lançamento de seu mais recente álbum de estúdio e iniciou a sequência de shows em preparação para sua primeira turnê europeia, os europeus, em sua  quinta passagem em solo nacional, deram sequência em sua turnê sul-americana, a “Unshackle Latin America 2026”, que também contou com uma apresentação em Curitiba.

Tanto a banda de abertura quanto a principal fizeram shows que levaram o público a uma viagem imersa a um clima de anos 1980 na Burning House. O Creatures, em ritmo de preparo para uma turnê internacional, contou com fãs e o apoio do público de modo a fazer uma apresentação de altíssima qualidade. Já o Enforcer, praticamente imparável (fora algumas pausas nos solos de guitarra e bateria), trouxe um setlist bem engrenado com 18 faixas e dois momentos de solo.

Nem mesmo o calor impediu que a lotação fosse concreta na Burning House que, perdão o trocadilho, “pegou fogo” com faixas consistentes e envolventess durante a noite


A experiência oitentista do Creatures

O quarteto paranaense, composto por Marc Brito (vocal), Mateus Cantaleäno (guitarra), CJ Dubiella (bateria) e Ricke Nunes (baixo) pegaram uma Burning House lotada antes mesmo do início do show e com uma base de fãs e admiradores da banda brasileira presentes em todos os cantos do local. 

A lentidão dos transportes, por conta das chuvas do dia, fez com que eu perdesse as três primeiras músicas da noite, “Devil In Disguise”, “Night of the Ritual” e a maior parte de “Beware the Creatures”, podendo ouvir o finalzinho depois da entrada. O ponto de análise, então, se dá a partir do primeiro discurso da noite, feito por Marc Brito, exaltando o Caveira Velha Produções, os primeiros shows da banda no Caveira Velha Rock Bar, em Jandira; e sobre a presença do Creatures no festival alemão de Heavy Metal Keep It True, sendo a primeira banda brasileira em um lineup do evento, considerado um dos mais tradicionais do gênero. Marc também exaltou o Trovão, banda também brasileira que estará na edição Legions do mesmo festival, em agosto deste ano. Logo, o show da Burning House e as apresentações seguintes no Brasil fazem parte da preparação do Creatures para o Keep It True. 

As demonstrações de uma noite épica vieram com "Children of the Moon” e um público cativo e cantando muito nos refrões em uma faixa característica de um som oitentista. "Danger” foi bem conduzida, contando com um solo muito impactante e distorcido da parte de Mateus, além de uma finalização de bateria e público que levantou ainda mais os ânimos do local. 

As energias de banda e plateia seguiram em "Nothing Lasts Forever", onde Mateus Cantaleano teve um bom momento de solo de guitarra antes do início de "Lightning in My Eyes", introduzindo uma faixa que, depois, dentro da faixa, foi antro de interações entre Marc (agachado) e os fãs da grade e parte frontal da pista. Mateus teve outro grande solo no meio da faixa, misturando feeling e técnica.

"Dressed to Die” fechou a experiência oitentista dos brasileiros do Creatures. A “última dança”, como citou Marc Brito, elevou o ritmo com um misto de Heavy e Speed Metal arrasadores do início ao fim, acompanhado dos cantos do público e de um ótimo último solo de guitarra, além de agudos do vocalista ao final que encerraram o show da melhor forma, firmando um aquecimento de respeito para o show principal e exemplificando o motivo de a banda estar em uma ótima fase de reconhecimento nacional e internacional.


Uma noite arrasadora e imparável com Enforcer

Se durante o show do Creatures a Burning House já estava lotada, no intervalo antes do show do Enforcer, a chegada de mais pessoas tornou o cenário ainda mais cheio. Isso significou um misto de ansiedade para o início com confraternização entre o público, em rodas de conversa, de bebidas ou se conhecendo.

Certo foi que a casa ficou ainda mais quente - sem trocadilhos intencionais - quando "Diamonds and Rust", do Judas Priest, tocou como introdução para o início da apresentação inicial. Às 21h03, Jonas Wikstrand (bateria) subiu ao palco do local para iniciar "Destroyer”, primeira das 20 faixas da noite, e animar ainda mais um público que fez barulho na entrada triunfal e enérgica do trio de frente:  Garf Condit (baixo), Jonathan Nordwall (guitarra) e Olof Wikstrand (vocal e guitarra) correram e frearam a corrida para se posicionarem perfeitamente e, além da sonoridade potente, realizarem diversas movimentações ensaiadas.

Pedradas como “Undying Evil”e “Unshackle Me” vieram na sequência, para a alegria do público, com elementos do Heavy Metal dos anos 1980 e com muitos bons solos dos guitarristas. Após breve discurso do vocal, veio as também aclamadas “From Beyond” e “Live For the Night", sendo uma a plenos pulmões da galera e a outra com direito a mosh pit no meio da pista, no embalo de um ritmo mais acelerado e potente da banda.

Os ânimos também tiveram espaço para um momento emocional em meio à velocidade e precisão musicais do Enforcer. Isso porque a banda tocou um cover de "Die Young", do Black Sabbath, gerando ainda mais cantos. A velocidade rítmica seguiu com "Roll the Dice”.

O início lento de "Zenith of the Black Sun” foi um momento breve de descanso físico do público e que logo se converteu a uma sonoridade de Heavy Metal de arena, com riff marcante e heys uníssonos dos fãs, além de ótimo solo de guitarra. Depois, veio a rápida "Coming Alive” para retomar o ritmo frenético no palco e na pista, contando com a técnica dos guitarristas da banda.

Jonas teve seu momento de solo, arregaçando na bateria e emendando com "Diamonds", faixa com ritmo de Heavy Metal clássico. Foi nesse momento que a organização local teve que abrir as portas dos fundos, por conta do calor forte devido a lotação e a noite quente. "Scream of the Savage” veio em seguida para complementar.

Os coros do público voltaram com tudo com "Nostalgia”, em intro de violão, coros e balanços de mãos a pedido da banda, além de outro ótimo solo de finalização. Depois vieram faixas como "Mesmerized by Fire” e a comemorada “Running in Menace", reforçando a característica clássica de Heavy Metal dos suecos. A performance é digna de uma boa banda, de coreografias a pulinhos no palco dos membros.

Jonathan Nordwall também teve seu momento de solo, executando sem desperdiçar uma nota e com total feeling. “One With Fire” foi a faixa que veio em seguida, “botando mais fogo” Burning House com sua velocidade rítmica absurda. Vale citar que, nesse momento, o vocal de Olof continuava impecável e sem falhas.

“Take Me Out of This Nightmare” foi outra faixa muito comemorada e cantada na noite, sendo um dos maiores picos de interação entre banda e público. Houve uma pequena pausa antes do retorno, para executar as faixas finais.

"Katana” e “Midnight Vice", clássicos do Enforcer, vieram para encerrar a noite. No caso da primeira, houve comemoração dos fãs logo na introdução, quando Olaf a citou como “Este som japonês" e, na faixa, executaram com total energia. Já a segunda e última contou com uma condição pedida pelo vocalista: que fizessem moshes, stage dives e headbangings sem parar, algo que foi muito bem respondido pela galera.

Todo o clima pré e pós-evento deixou dois pontos muito evidentes. O primeiro é o de que a cena Heavy Metal brasileira está mais viva do que nunca e preservando muito bem o estilo sonoro e visual. O segundo é que, mesmo em meio a todas as contrariedades, o rock segue vivo no Brasil, seja nas releituras, seja nas suas vertentes em geral.

Texto: Tiago Pereira

Fotos: Roberto Sant'Anna

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Caveira Velha Produções / Xaninho Discos / Solid Music Entertaiment


Creatures – setlist:

Devil in Disguise

Night of the Ritual

Beware the Creatures

Children of the Moon

Danger

Nothing Lasts Forever

Lightning in My Eyes

Dressed to Die


Enforcer – setlist:

Destroyer

Undying Evil

Unshackle Me

From Beyond

Live for the Night

Die Young (cover de Black Sabbath)

Roll the Dice

Zenith of the Black Sun

Coming Alive

Diamonds

Scream of the Savage

Nostalgia

Mesmerized by Fire

Running in Menace

One With Fire

Take Me Out of This Nightmare

Katana

Midnight Vice

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Cobertura de Show: Enforcer – 08/02/2026 – Basement/CWB

Neste domingo, dia 8 de fevereiro de 2026, Curitiba recebeu a banda sueca de heavy metal tradicional Enforcer que está em turnê pela América Latina com a "Unshackle Latin America 2026", e chegou ao Brasil pela Caveira Velha Produções.

O evento aconteceu no Basement Cultural, uma casa de shows com característica mais intimista, sem espaço para área de pit, ou seguranças, deixando público e artista cara a cara. Ao chegar ao local, por volta das 19:10hs, haviam poucas pessoas na fila, mas assim que o Basement abriu suas portas, brotaram fãs de ambas as bandas de todos os lados. Acredito que a maioria estava curtindo o famoso “esquenta” em outros locais, e também fazendo um lanche reforçado, visto que no local não há comida para comercialização.

A abertura da noite ficou a cargo da Creatures, uma banda brasileira de Curitiba, com proposta sonora fortemente inspirada no Heavy Metal tradicional, além de elementos do Hard Rock oitentista. O grupo capricha na produção com uma estética retrô aliada à produção moderna, consolidando-se como um dos nomes emergentes do metal tradicional nacional. 

No local, inclusive haviam muitos fãs da banda, com camisetas e elogios rolando solto, que naturalmente provaram-se válidos ao final da apresentação. Os músicos mostraram carisma, técnica, interpretação quase teatral, ótimas letras, além de uma boa pegada nos riffs e baladas na medida certa. Além é claro de apresentar o repertório do novo álbum “Creatures II” ao vivo. O ponto alto foi na execução de “Dressed To Die”, por volta das 20;26hs com o público inebriado pelos primeiros acordes.

A banda despediu-se do numeroso público com muitos agradecimentos no estilo do bom Heavy Metal tradicional. Uma ótima esperança para as futuras e atuais gerações de headbangers apreciarem um bom som pesado. A formação atual conta com Marc Brito (vocais), Mateus Cantaleäno (guitarra), Ricke Nunes (baixo) e CJ Dubiella (bateria).

Naturalmente, é chegada a hora do intervalo entre bandas, momento para se hidratar e procurar um bom lugar para ver a banda. Apesar do calor próximo ao palco, nas áreas mais ao fundo, uma leve brisa deixava a experiência mais tranquila. 

Por volta das 21 horas, Enforcer sobe ao palco com todo o ritual old school seguido à risca. Lembrando que trata-se de uma banda sueca, conhecida por resgatar o som clássico do Heavy Metal dos anos 80, liderada por Olof Wikstrand nos vocais e guitarras, a banda mistura velocidade, riffs tradicionais e vocais agudos.

O show de Curitiba foi bem intimista, no sentido em que os músicos praticamente tocaram na frente dos fãs, que em vários momentos precisavam se afastar um pouco para não serem atingidos pelos instrumentos, uma experiência sem preço. Parabéns para o público curitibano, que agitou e respeitou o espaço dos artistas, que por sua vez elogiaram muito os presentes. 

O setlist foi bem enérgico, com músicas dos álbuns Into The Night, Death by Fire e Nostalgia, ponto forte para a execução da música “Nostalgia” que enlouqueceu os fãs, afinal já virou um clássico com muito apelo ao vivo. Por volta da metade do show, uma pausa para a platéia ovacionar a banda e gritar “Enforcer” repetidamente. E logo depois, a banda volta com mais peso, e animação, apesar do lugar não estar com lotação máxima, os presentes não fizeram feio ao agitar com a banda, que merece todos os méritos, superando as expectativas com louvor.

Por fim, após o “encore” a banda agradeceu a todos os presentes e se mostraram disponíveis para fotos e conversas com os fãs na sequência. Uma lição de talento e respeito que poucas bandas apresentam. 




Edição/Revisão: Gabriel Arruda 




Creatures – setlist:

Devil in Disguise

Night of the Ritual

Beware the Creatures

Dressed to Die

Children of the Moon

End of the Line

Danger


Enforcer – setlist (não oficial): 

Destroyer

Undying Evil

Unshackle Me

From Beyond

Live for the Night

Die Young (Black Sabbath cover)

Roll the Dice

Zenith of the Black Sun

Coming Alive

Diamonds

Scream of the Savage

Nostalgia

Mesmerized by Fire

Running in Menace

One With Fire

Take Me Out of This Nightmare

Katana

Midnight Vice

segunda-feira, 29 de julho de 2019

Enforcer: Adicionando Novos Elementos ao Seu 80's Heavy Metal



Após cerca de 3 anos do último trabalho de estúdio, os suecos do Enforcer apresentam "Zenith", seu quinto álbum em 15 anos de carreira. A banda tem seu estilo moldado e inspirado no Heavy Metal e Speed Metal 80's, inclusive incorporando essa inspiração em suas performances e figurinos de palco. Muitas vezes a música do Enforcer pode soar clichê, mas os caras fazem tão bem feito que, quem curte o estilo vai abraçar a ideia toda.

Em "Zenith" a banda manteve a estética 80's, mas tirou um pouco o pé do acelerador, tendo predominância de músicas com andamento mais cadenciado, como "Die for the Devil", carregada de elementos do Heavy e Hard 80's, naquela levada hit de arena ("Shout at the Devil" do Mötley, por exemplo), refrãozinho pra lá de grudento; e "Zenith of the Black Sun", menos Hard Rock que a anterior, mas em que esse andamento mais meio tempo funciona bem também, destacando os corais épicos.


Também nessa levada mais meio tempo, porém naquele estilo "hino", como em "Forever We Worship the Dark", que pode soar um pouco "brega" demais para alguns ouvidos.

O álbum vai tocando e é fácil notar mais presença de melodias grudentas e elementos do Hard Rock, adições bem marcantes, com a banda trazendo até mais teclados, arranjos orquestrais e coros, fazendo com que sua sonoridade se torne mais acessível. Temos por exemplo a balada "Regrets", com arranjos de piano, refrão e coros bem melodiosos. Acredito que é a primeira balada em um disco do Enforcer. Lembrou-me alguma coisa de Stryper, além de honrarem a escola sueca de criar melodias grudentas e marcantes.
                      
O Speed Metal, muito mais presente nos álbuns anteriores, não foi abandonado, e faixas como "Searching for You" e "Thunder and Hell" vão satisfazer os fãs da velocidade.


Um álbum em que o Enforcer buscou trazer novos elementos, com maior ênfase nas composições em andamento meio tempo, além das melodias mais "fáceis" e mais marcantes, somadas ao estilo sueco de criar canções cativantes. Fugiu daquela ciranda do auto-plágio, e creio que a banda foi bem sucedida nessa sua evolução sonora, embora para alguns possa soar mais acessível, e as melodias e nuances Hard Rock terem se sobressaído ao Speed Metal. 

Enfim, diversão garantida com muitos riffs, refrão e melodias marcantes, e a inspiração no Heavy Metal e Hard 80's ainda batendo muito forte no peito. 

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Enforcer
Álbum: "Zenith" 2019
País: Suécia
Estilo: Heavy Metal, Speed Metal, Hard Rock, Heavy Metal 80's
Produção: Olof  e Jonas Wikstrand
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records
Facebook Oficial


Line-Up:
Olof Wikstrand: Vocais e guitarras
Jonathan Nordwall: Guitarras
Tobias Lindqvist: Baixo
Jonas Wikstrand: Voacis, Bateria e Teclados

Tracklist:
1. Die for the Devil
2. Zenith of the Black Sun
3. Searching for You
4. Regrets
5. The End of a Universe
6. Sail on
7. One Thousand Years of Darkness
8. Thunder and Hell
9. Forever We Worship the Dark
10. Ode to Death
11. To Another World (Bonus Track)      


       


        

quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Enforcer Divulga Futuro Álbum com Vídeo Clipe

Jovem banda sueca revive o Speed Metal na sua melhor fase

A banda sueca de Speed Metal, Enforcer, divulgou o vídeo da faixa “Mesmerized by Fire”, que constará em seu novo álbum “Death by Fire”.  O lançamento desse CD esta previsto para o dia 1º de fevereiro pela Nuclear Blast Records.

Enforcer foi formada em 2004 e já tem dois full-length: “Into the Night” (2008) lançado pela Heavy Artillery Records e “Diamonds” (2010) lançado pela Earache Records. Além de singles e splits.


Embora a banda seja nova, o som deles é um Heavy/Speed Metal tradicional, muito agradável aos ouvidos sedentos por algo novo sem cair em saudosismos.

Confira o clipe, que foi filmado pelo diretor Gustav Öhman Spkut.





Texto: Luiz Edmundo
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

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