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segunda-feira, 27 de julho de 2020

Entrevista: Secret Rule - "Continuamos a Fazer Música, Como Sempre Fizemos"


O Secret Rule foi fundado na Itália, em 2013, e faz um Metal moderno, mixando riffs pesados e melódicos, incursões de elementos sinfônicos e eletrônicos, aliados aos vocais de Angela Di Vicenzo, construíram uma identidade musical forte.   (English Version)

A banda também possui um planejamento bem elaborado, que a permite lançar praticamente um álbum por ano, apesar de todas as dificuldades do mercado atual, e início desta ano lançou "Against", via Pride & Joy Music.

A pandemia mundial, em que a área de shows e entretenimento foi bastante afetada, modificou um pouco e postergou alguns planos. Mas o Secret Rule não parou, e nesse tempo de isolamento e quarentena, seguiram planejando e divulgando seu trabalho, inclusive até lançando mais um álbum! "Quarantine Sessions - The Other Side of Us", com versões de músicas de artistas que os integrantes gostam.

Conversamos com Angela Di Vicenzo, que nos contou um pouco mais sobre os novos álbuns, a maneira que a banda trabalha, cuidando de vários detalhes além da composição e produção, como mídias sociais, agendamentos de shows e etc, comentou também sobre o mercado musical, e claro, como foi ou está sendo esse período de pandemia na Itália, país que foi bastante atingido, tendo sido necessário medidas como um Lock Down. Confira a seguir:


RtM: Falando sobre o trabalho mais recente, "Against", a cada álbum a banda mostra novidades. Para você, quais são as principais mudanças em "Against"? Pessoalmente, senti que há mais peso nas músicas, os teclados também estão mais presentes.
Angela: Oi Carlos, sim, "Against" é a evolução natural do nosso som. Certamente, é um pouco mais pesado e agressivo e há mais sons industriais nele. A verdadeira novidade é que cuidamos de toda a produção deste CD por nós mesmos. Pensamos, escrevemos, gravamos, mixamos e masterizamos tudo nós mesmos. Criamos os gráficos, preparamos as fotos, cada detalhe foi tratado por nós. Foi um grande desafio, mas agora estamos totalmente satisfeitos com isso.

"Achamos limitante quando nos descrevem como Metal Sinfônico"
RtM: O primeiro single foi "Purgatory", que também ganhou um vídeo. Comente mais sobre essa música e por que vocês a escolheram para o primeiro single?
Angela: Queríamos algo diferente. Muitas vezes, nos últimos anos, as pessoas que descrevem nosso som nos descrevem como metal sinfônico. Achamos um pouco limitante, certamente há muitas atmosferas sinfônicas em nossa música, mas não apenas essas. O riffing é mais agressivo e totalmente diferente das bandas sinfônicas, usamos muitos loops eletrônicos e sons industriais ... estes não é exatamente o que você encontra na música sinfônica. Então, o "Purgatory" foi a música certa para marcar que algo havia mudado. Esta mensagem foi principalmente para outras pessoas, não para nós ... porque continuamos a fazer música como sempre fizemos.


RtM: Duas das minhas favoritas no álbum são "Against" e "Deep Solitude", que tem belas melodias e um refrão cativante. Eu gostaria que você nos contasse um pouco mais sobre eles e a inspiração para as letras.
Angela: "Against" também é uma das minhas favoritas. O novo álbum começou a partir dessa música e conceito, na verdade, também é o título do álbum. Eu sofro com este mundo, esta sociedade. Não consigo entender como é possível ver tanta violência, racismo e injustiça e como tudo é sempre guiado por dinheiro e poder. Voltando à questão da manipulação da sociedade, tudo é filtrado por todas as formas de mídia e, pior ainda, pelas redes sociais. Então essa música é o meu grito, convidando as pessoas a serem mais fortes, para que possam encarar essa vida todos os dias e lutar pela liberdade.

"Deep Solitude", é sobre a dificuldade que temos em entender nossos sentimentos. Por isso, muitas vezes acabamos machucando as pessoas que mais amamos. Nós somos complicados. Muitas vezes caímos em nossa solidão, incompreendidos, incapazes de formar e manter relacionamentos, mas nosso silêncio é o grito mais alto quando precisamos pedir atenção.

RtM: A mudança de selo parece ter aberto novas portas, a banda tendo um tratamento melhor, vários vídeos, lançando álbuns regularmente, até tivemos uma edição limitada especial de "Against". Eu gostaria que você comentasse sobre isso e a viabilidade das bandas continuarem lançando novos álbuns, porque elas nem sempre têm retorno quando se autofinanciam ou não têm o apoio adequado de uma gravadora.
Angela: Hoje, se você quer ser músico, tem que vir de uma família rica! (risos)
Essa é a realidade das coisas. Tudo o que fazemos, fazemos sozinhos. Como eu disse, cuidamos de tudo e pagamos por tudo. Os selos hoje oferecem pouca ajuda para distribuição, nada mais.

Por exemplo, a promoção nos webzines e revistas não é tão importante hoje em dia, porque na maioria das situações, os escritores são jovens que trabalham de graça ou com pouco dinheiro, sem formação musical, sem cultura musical e seu álbum termina sendo analisado por pessoas com dezoito anos e que, em um bom número de casos, ouvem um gênero musical diferente do que você toca. Felizmente, também existem escritores profissionais, mas ficou difícil para eles também trabalharem. 

Hoje, uma banda antes de ser uma banda deve ser um gerente de mídia social especialista, um gerente de música especialista, um promotor especialista e um booker, então você pode ser um músico. O mundo está indo nessa direção e aqueles que não estão preparados para isso terão uma vida difícil.

"Hoje, uma banda antes de ser uma banda deve ser um gerente de mídia social especialista, um gerente de música especialista, um promotor especialista e um booker..."
RtM: É uma realidade totalmente diferente daquele tempo em que gravadoras investiam muito dinheiro.
Angela: Nós fazemos um álbum por ano porque queremos fazer isso. Com ou sem gravadora. Nos últimos anos, encontramos uma boa pessoa como a proprietária da Pride & Joy Music, ela é uma das poucas pessoas corretas nesse mercado de música, certamente é muito importante ... mas só com isso, você não pode sobreviver neste mundo. Não é o suficiente.

Planejamos nossa atividade ano após ano ... sabemos exatamente o que faremos nos próximos 12 meses. Esse é o nosso segredo. Planejamento, programação, trabalhando duro todos os dias, a cada hora.

RtM: Vocês lançaram recentemente o álbum "Quarantine Sessions - The Other Side of Us", com versões de músicas de artistas que você gosta. Conte-nos um pouco sobre como surgiu a idéia e como foi o processo de gravação.
Angela: Durante a quarentena, planejamos lançar alguns vídeos com alguns covers. Quando lançamos a cover do Ozzy ("Gets me Through") e "The Bitter End" do Placebo, recebemos muitos pedidos de nossos fãs que nos pediram para lançar um álbum inteiro de covers. Por isso, pensávamos que só o faríamos se conseguíssemos em duas semanas ... antes que a quarentena terminasse, caso contrário, não faria sentido.

Então, escolhemos as outras músicas e começamos a trabalhar imediatamente na produção ... e em duas semanas estávamos prontos para lançar o álbum. Foi auto-produzido e auto-lançado. Sobre a produção, foi bastante fácil para nós, porque cada um de nós tem seu próprio estúdio e no final das sessões o Andy mixou e masterizou tudo. Então, tudo foi muito divertido.

RtM: E nesse álbum, quais músicas você mais curtiu cantar e por quê?
Angela: É difícil escolher, porque todas as músicas são muito diferentes. Certamente eu gosto de "Not Afraid" porque gosto de sua energia e foi um desafio para mim cantá-la. Eu não sou uma rapper! (risos) Eu amo "Back to Black" porque amo muito essa música! "I Think I'm Paranoid" é tão enérgica e rock, como "The Bitter End" também! "The Swan Song" porque eu amo a voz de Sharon (Within Temptation), e me diverti cantando essa música com uma abordagem diferente em relação à versão original. Mas no final, eu gosto de todas as músicas!

"Lançamos alguns vídeos de covers na quarentena, e os fãs começaram a pedir mais, então fizemos um álbum inteiro."
RtM: Bem, é impossível não perguntar como você se sente ao passar por esse "clima de guerra" na Itália. Conte-nos um pouco sobre como foram esses dias e a rotina por aí.
Angela: Não diria um clima de guerra, há muito silêncio. Todo mundo está vivendo sua vida trancado em casa, com sua família, passando o tempo com todas as coisas que não tiveram tempo de fazer durante a vida cotidiana. Eu fiz o mesmo. Estou passando mais tempo com meus gatos Posi & Nega, comecei a cozinhar muitos bolos diferentes e trabalhei muito mais na Secret Rule.

Não sei se esse vírus foi criado ou se realmente foi um acidente, nem é difícil acreditar em nenhuma explicação. Mas esse foi outro grande desafio que a humanidade foi chamada a enfrentar. Houve pessoas estúpidas (vi pessoas cuspirem em outras para aterrorizá-las, ameaçando infecções e ameaçando aquelas que não queriam seguir todas as regras), mas também muita solidariedade e, certamente, quero ver o lado positivo da situação. A pandemia, aquela que levou as pessoas a cuidar de si mesmas. Neste momento, estamos voltando à normalidade e esperamos retornar completamente à normalidade para sempre.

RtM: E o que você fez para passar o tempo, para manter a sanidade física e mental?
Angela: Eu me sinto bem em casa. Eu assisti filmes, brinquei com meus gatos e trabalhei com a banda em novas estratégias. Como sempre temos pressa, aproveitamos todo esse tempo para planejar os próximos passos da melhor maneira possível. Comecei a me exercitar todos os dias para me manter em forma e me sinto muito melhor!

RtM: E como você vê a situação de bandas e músicos em geral agora com essa parada, sem fazer shows. E acho que ainda não há perspectiva de retorno nos próximos meses.
Angela: Certamente é um momento difícil. Para nós, é difícil porque perdemos o palco e o contato com nossos fãs. A troca de energia é o melhor lado de ser músico. Tivemos que adiar nossas turnês e esperamos poder fazê-las em setembro e dezembro. No início da pandemia, eu vi muitas bandas expressando suas dificuldades financeiras, mas depois de um tempo, todas começaram a transmitir shows e encontraram outras maneiras de se conectar com seus fãs.

A chance de encontrar outra maneira de se expressar também se mostrou uma forma de arte, seja streaming de shows, atividades on-line, inventando um novo emprego etc.). Como em qualquer mercado e empresa, uma banda precisa aceitar o risco do negócio e encontrar outras maneiras de sobreviver. Eu acho que é normal.

RtM: Você assistiu muitos filmes e séries durante a quarentena? Qual você recomenda?
Angela: Eu me apaixonei por "La casa de Papel", é claro, e "Vis a Vis", que eu assisti durante toda a pandemia. Gostei muito da atriz "Najwa Nimri" presente nas duas séries. Então eu assisti "Glitch", mas acho que é apenas para certas pessoas. Enfim, gostei. Então, se você não viu "Vis a Vis", comece logo! (risos)
"A Pandemia é um momento difícil para nós músicos... perdemos o palco e a troca de energia com nossos fãs."
RtM: Hahaha, ok, eu vi alguns episódios, mas prometo que vou retomar. Você assistiu o filme "Rocket Man"? Um momento muito legal é quando Wilson diz ao jovem Elton John que "você precisa matar a pessoa em que nasceu para se tornar a pessoa que deseja ser". o que você pensa a respeito? O que a música mudou em você?
Angela: Uau! Isso é verdade! Quando comecei a cantar, por volta dos quinze anos, lembro-me de que era muuuuito tímida. Antes de subir ao palco, eu tinha que correr para o banheiro ... às vezes eu também vomitava antes. No palco, eu ficava quase bloqueada. Mas eu queria ser diferente porque adorava cantar. Então, dia após dia, eu tive que matar meus "limites" e me forçar a vencer minha timidez, meus medos. Quando olhava para grandes cantoras como Cristina Scabbia ou Sharon Den Adel, ficava muito encantada com sua naturalidade e espontaneidade. Foi um processo longo e eu sempre continuo trabalhando isso.

RtM: Obrigado pela entrevista, sempre um prazer falar com você. Tome cuidado e espero que em breve superemos essa pandemia e que boas coisas virão depois de tudo isso.
Angela: Obrigada Carlos, é o mesmo para mim. Obrigado por este espaço e a todos os leitores que nos apoiam.

Entrevista: Carlos Garcia

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Ouça "Against" no Spotify
Ouça"Quarantine Sessions" no Spotify


       

       



Interview: Secret Rule - "We Just Continue to Make Music, as We Have Always Done".



Secret Rule was founded in Italy, in 2013, and makes modern Metal, mixing heavy and melodic riffs, incursions of symphonic and electronic elements, combined with Angela Di Vicenzo's vocals, have built a strong musical identity.  (Versão em português)

The band also has a well elaborated planning, which allows it to release practically one album per year, despite all the difficulties of the current market, and earlier this year released "Against", via Pride & Joy Music.

The world pandemic, in which the area of ​​concerts and entertainment was greatly affected, changed a little and postponed some plans. But Secret Rule did not stop, and in this time of isolation and quarantine, they continued to plan and publicize their work, including even releasing another album! "Quarantine Sessions - The Other Side of Us", with versions of songs by artists that the members like.

We have talked with Angela Di Vicenzo, who told us a little more about the new albums, the way the band works, taking care of various details in addition to composition and production, such as, promotional photos, social media, booking and etc., also commented on the music market, and of course, how was this pandemic period in Italy, a country that was hit hard, and measures such as a Lock Down were necessary. Check it out below:


RtM: Talking about the most recent work, "Against", with each album the band shows news, what are the main changes in against for the others? I personally felt that more weight was put into the songs, keyboards are also more present.
Angela Di Vicenzo: Hi Carlos, yes, "Against" is the natural evolution of our sound. Surely, it's a bit more heavy and aggressive and there are more industrial sounds on this one. The real news is that we took care of the whole production of this CD by ourselves. We thought, wrote, recorded, mixed, and mastered everything by ourselves. We created the graphics, prepared the photos, every little detail was handled by us. It was a great challenge, but now we are fully satisfied with it.

RtM: The first single was "Purgatory", which also won a video. Comment more about this song and why you chose it for the first single?
Angela: We wanted something different. Often in recent years, people to describe our sound put us near symphonic metal. We found it a bit limiting, surely there are a lot of symphonic atmospheres in our music, but not only those. The riffing is more aggressive and totally different from symphonic bands, we use a lot of electronic loops and industrial sounds...these are not exactly what you find in symphonic music.  So, Purgatory was the right song to mark that something had changed. This message was mostly for other people, not for us...because we just continue to make music as we have always done.

"Today, a band before being a band must be an expert social media manager, an expert music manager, an expert promoter, and a booker then you can be a musician."
RtM: Two of my favorites are "Against" and "Deep Solitude", which has beautiful melodies and a catchy chorus. I would like you to tell us a little more about them and the inspiration for the lyrics.
Angela: Against is one of my favorite ones too. The new album started from that song and concept, in fact, it's also the album title. I suffer this world, this society. I can't understand how it’s possible to see so much violence, racism and injustice, and how everything is always guided by money and power. Getting back to the matter of the manipulation of society, everything is filtered through all media forms and worse still through the social networks. So this song is my scream inviting people to be stronger so they can face this life every day and fight for freedom.

Deep Solitude is about the difficulty we have in understanding our feelings. Because of this, we often end up hurting the people we love most. We're complicated. So often we fall into our solitude, misunderstood, unable to form and maintain relationships, but our silence is the loudest scream we have to ask for attention.

RtM: The label Change seems to have opened new doors, the band having a better treatment, several videos, releasing albums regularly, we even had a special limited edition of "Against". I would like you to comment on this and the viability of the bands to continue launching new albums, because they do not always get a return when they self-finance, or do not have adequate support from a label.
Angela: Today, if you wanna be a musician you have to come from a  rich family! (laughs)
This is the reality of things. Everything we do, we do by ourselves. As I said to you, we take care of everything and we pay for everything. Labels today, they offer very little help for distribution, nothing else.

For example, promotion on the webzines and magazines is not so important these days, because in most situations, the writers are very young people who work for free or for little money, without a musical background, without a musical culture, and your album ends up being reviewed by guys who are eighteen and who in a good number of cases listen to a different musical genre from what you play. Fortunately, there are also professional writers but it has become hard for them too to work.

Today, a band before being a band must be an expert social media manager, an expert music manager, an expert promoter, and a booker then you can be a musician. The World is going in this direction and those who are not prepared for this, will have a hard life.

We make one album per year because we want to do it. With or without a label. In the past few years we found a good person in the owner of Pride & Joy Music, she's one of the few correct people in this music market, surely it's very important...but with only this, you can't survive in this World. It’s not enough.

So, we plan our activity year after year...we know exactly what we'll do in the next 12 months. This is our secret. Planning, scheduling, working hard every day, every hour. 


 " (The Song) 'Purgatory' marks that something had changed... This message was mostly for other people, not for us...because we just continue to make music as we have always done."
RtM: You have released recently the album "Quarantine Sessions – The Other Side of Us", with versions of songs by artists that you like. Tell us a little about how the idea came about and how the recording process went.
Angela: During the quarantine, we planned to release a couple of videos of cover songs. When we released the Ozzy cover ("Gets me through") and Placebo's "The bitter end", we received a lot of requests from our fans who asked us to release a whole album of cover songs. So, we thought we would only if we were able to do it in two weeks...before the Quarantine ended otherwise it wouldn't have made sense.  

So, we chose the other songs and started immediately working on production...and in two weeks we were ready to release the album. It was self-produced and self-released. About the production, it was easy enough for us, because every one of us has their own studio and at the end of the sessions...Andy mixed and mastered it. So, everything was really fun.

RtM: And from this album, which songs did you like to do the most and why?
Angela: It's difficult to choose because all songs are so different. Surely I like "Not Afraid" because I like its energy and it has been a challenge for me to sing it. I'm not a rapper! LOL I love "Back to Black" because I love that song so much!

"I think I'm Paranoid" is so energic and rock, like "The Bitter End" too! "The Swan Song" because I love Sharon's voice and I had fun in singing that song with a different approach in respect to the original version. But at the end, I like all the songs!

"When we released Ozzy and Placebo covers, we received a lot of requests from our fans who asked us to release a whole album of cover songs."
RtM: Well, it's impossible not to ask how do you feel to have to go through this war climate there in Italy. Tell us a little about how these days have been and the routine there?
Angela: It's not a war climate, there is a lot of silence instead. Everyone is living their life locked in at home, with their family, spending their time with all those things they didn't have time to do during their ordinary life. I did the same. I'm spending more time with my cats Posi& Nega, I started to cook a lot of different cakes, and I worked much more on Secret Rule. 

I don't know if this virus was created or if it really was an accident, neither explanation is difficult for me to believe. But this has been another great challenge humanity has been called to face. There have been stupid people (I have seen people spit on other people to terrify people by threatening infection and those who didn't want to follow all rules) but also a lot of solidarity and surely, I want to see the positive side of the pandemic, the one which has moved people to take care of themselves. At this moment we're getting back to normality and we hope to return completely to normality for good.

RtM: And what have you been doing to pass the time, to maintain physical and mental sanity?
AngelaI feel good at home. I watched movies, I played with my cats and I worked with Secret Rule on new strategies. We're always in a hurry so we took advantage of all this time to plan the next steps to the best of our abilities. I started to exercise every day to keep in shape and I feel much better!

RtM: And how do you see the situation of bands and musicians in general now with this stop, without doing shows. And I think there is still no prospect of a return in the coming months.
Angela: Surely it's a difficult moment. For us, it's difficult because we miss the stage and the contact with our fans. The exchange of energy is the best side of being musicians. We had to postpone our tours and we hope we'll be able to do them in September and December. 

At the beginning of the pandemic, I saw a lot of bands expressing their money difficulties but after a while, all bands started streaming concerts and found other ways to connect with their fans. The chance to find another way to express oneself has also proved an art form, be it streaming concerts, online activities, inventing a new job, etc). As in any market and any company, a band has to accept the business risk and find other ways to survive. I think it's normal.

 "For us, it's difficult because we miss the stage and the contact with our fans."
RtM: Have you been watching many movies and series during the quarantine? Which do you recommend?
Angela: I fell in love with "La casa de Papel" of course and "Vis a Vis" that I've been watching all during the pandemic. I liked a lot the actress "Najwa Nimri" present in both the series. Then I watched "Glitch", but I think it's only for certain people. Anyway, I liked it. So if you haven’t seen "Vis a Vis", you should start with that :)

RtM: Ha ha ha!ok, i saw just some episodes, but i promise i will watch. Did you watch the movie "Rocket Man"? A really cool moment is when Wilson  sayds to young Elton John that "  You gotta kill the person you were born to be in order to become the person you want to be." what do you think about? What has the music changed about you?
Angela: Wow! That’s so true! When I started to sing, around age fifteen, I remember that I was soooo shy. Before going on stage, I had to run to the toilet…sometimes I also vomited beforehand. On stage, I was almost blocked. But I wanted to be different because I loved singing so much. So, day after day, I had to kill my "limits" and force myself to beat my shyness, my fears. When I looked at great singers like Cristina Scabbia or Sharon Den Adel, I remained so enchanted by their naturalness and spontaneity. It has been a long process and I always keep working on myself.

RtM: Thanks for the interview, always a pleasure to talk to you. Take care and hopefully soon we will overcome this pandemic and good things will come after all this.
Angela: Thank you Carlos, it's the same for me. Thank you for this space and to all the readers who support us.

Interview by: Carlos Garcia


Pride & Joy Music


Listen to "Against" on Spotify
Listen to "Quarantine Sessions" on Spotify


       

       

       

domingo, 12 de abril de 2020

Ani Lo Projekt: Novos Ares Para o Metal Sinfônico


Ani Lo Projekt é uma banda búlgara que apresenta os incríveis talentos vocais de Ani Lozanova e de seu parceiro musical  Konstantin Dinev (Kossy D). “A Time Called Forever” é o segundo álbum da banda e está sendo lançado via Pride & Joy Music.

O álbum inicia com a excelente “Brake My Chains” com uma bateria poderosa, guitarras pesadas e, claro, a voz poderosa de Ani Lo. “A Time Called Forever” além de ser a faixa título também foi escolhida para a divulgação do álbum. A introdução de “Bleed” (um dueto entre Ani e seu marido Lachezar Stefanov) tem um ar cinematográfico que casa perfeitamente com a história contada na letra da música. 


A todo momento é possível perceber a paixão com que Ani canta todas as músicas, mas também gostaria de destacar a qualidade das composições de Jens Faber (Dawn Of Destiny), que também tocou guitarra, baixo e teclado, além de alguns guturais e vocais limpos. “End Up in Sorrow” é um pouco monótona mas é compensada em seguida com uma das minhas favoritas, “The Letter”.

Mesmo em músicas mais lentas como “Back to You” a interpretação de Ani Lo é marcante e cheia de personalidade. “Cold Death” possui riffs firmes e o meu solo de guitarra favorito desse álbum. Apaixonei-me por “Feel Inside” desde a primeira vez que a ouvi. “Fly With Me” é um dueto bem entrosado com Michael Thionville (Voodoma).


Temos mais 2 duetos com Eric Dow (Hellsott) em “Don’t Leave This World“ e “My Misery“, ambas soam bem cativantes. Por último e não menos importante “Walk Alone” uma balada mais emocional.


Apesar de ter influências de outras bandas mais conhecidas de Metal Sinfônico, Ani Lo Project tem uma sonoridade própria com arranjos mais voltados para o Power Metal e Metal Progressivo. Comparado com o álbum de estréia “Miracle”, as canções apresentam muito mais diversidade e profundidade, portanto, se você ouviu o primeiro álbum e não gostou, dê uma segunda chance para a banda ouvindo “A Time Called Forever”.

Texto: Raquel de Avelar
Edição: Carlos Garcia

Selo: Pride & Joy Music

Line-Up:
Ani Lozanova: Vocais
Doc Heyne: Guitarra
Georgi Markov: Teclados
Lars Bilke: Baixo
Ralf Greshake: Bateria

Tracklist
1. Break My Chains 4:53
2. A Time Called Forever 5:47
3. Bleed 4:28
4. End Up In Sorrow 5:16
5. The Letter 3:53
6. Back To You 3:23
7. Cold Death 4:07
8. Feel Inside 3:14
9. Fly With Me 5:13
10. Don't Leave 3:20
11. My Misery 3:53
12. Walk Alone 4:16

Ani Lo Facebook

       

sábado, 17 de junho de 2017

Amenize: Buscando Novas Ideias para o Modern Heavy Metal


Eis que os grupos que lançam mão das vertentes mais contemporâneas do Metal vêm emergindo com mais força aqui no Brasil. Se isso é ruim ou gera certo radicalismo? Não, muito pelo contrário! Nesse período, onde enxergamos total melhoria no Metal brasileiro, bandas que dispõem de outras visões e ideias são muito bem vindas e necessárias, principalmente ao público que busca novidades e que costuma ficar ligado a coisas mais frescas e contemporâneas. Como uma grata promessa, o Amenize ultima essa realidade com “Black Sky” (2015).

Composto por 8 faixas, “Black Sky” expande cessões invasivas e cheias de peso, permeada por riffs arrojados e com certos traços modilhados, vocais com bastante variedade, alternando contornos mais agressivos e melódicos. A parte rítmica é outro grande detalhe a reparar, mantendo-se sólida, sintetizando características  de grandes nomes do "Metal Moderno", como Lamb Of God, Stone Sour, Killswith Engage e entre outros, mas sabendo ser diferente e original.


A produção do Adair Daufembach, abonando também a mixagem e a masterização, traz clareza na união entre peso e melodia numa sonoridade pura e limpa, sendo que o próprio é bastante familiarizado com bandas que seguem esse tipo de som. A arte, feita pelas mãos do João Duarte, é sombria, acertando mais uma vez na criatividade como artista.

Somando, é um trabalho diferenciado, que não perde a emoção através das melodias, mas que hipnotiza com a brutalidade e peso.


Após a narrativa intro com “An Endless Dystopia”, “Unlocked” inicia de forma bem limpa, mas que depois ganha peso, havendo ótimas nuances de ritmo. Num andamento mais moderado, “Rivals” é apanhado de pegajosos riffs, resguardado de belas melodias vocais. “Leeches” prossegue de maneira mais cadenciada, com o baixo e bateria altamente carregados, assim como a moderna e abradante “Black Sky”. As partes mais avantajadas ficam por conta de “T-Rex” e “The Cream”

Mantendo essa ousadia apresentada em “Black Sky”, com certeza o nome do Amenize será muito comentado, agradando qualquer ouvinte de Heavy Metal e suas vertentes.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Amenize
Álbum: Black Sky
Ano: 2015
País: Brasil
Tipo: Modern Heavy Metal
Gravadora: Ms Metal Records
Assessoria de Imprensa: Ms Metal Agency

Formação
Bruno Santos (Vocal)
bRain (Guitarra)
Ricardo Strani (Baixo)
Danilo Cruz (Bateria)

Track-List
1. AnEndlessDystopia
2. Unlocked
3. Rivals
4. Leeches
5. Blood River
6. Black Sky
7. T-Rex
8. The Creator

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