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sexta-feira, 11 de setembro de 2026

Shogun Mojo: Rock N' Roll com Groove e Diversão (Also In English)

Frontiers Records (Imp.)

Por Flavio Borges 

Há uma certa ironia no fato de Tommy Thayer, guitarrista que passou boa parte de sua carreira ajudando a manter vivo o espetáculo do KISS, escolher justamente agora um projeto que parece interessado em desmontar algumas das convenções do hard rock de arena. Ao lado de Dan Reed, voz e principal identidade do Dan Reed Network, Thayer troca parte do peso tradicional pelo groove e encontra no funk uma inesperada área de interseção. O resultado atende pelo nome de Shogun Mojo e, em seu álbum de estreia autointitulado, deixa claro que a intenção está menos em reinventar o rock do que em lembrar como é bom simplesmente tocá-lo.

A fórmula é relativamente simples no papel: hard rock setentista, funk norte-americano, soul, grandes refrãos e guitarras em primeiro plano. O mérito está na maneira como esses ingredientes são combinados. Em vez de transformar o funk em mero adorno, o Shogun Mojo faz dele a engrenagem que movimenta boa parte do disco. Baixo e bateria são fundamentais nessa equação, mantendo o groove enquanto Thayer pode explorar diferentes texturas e Dan Reed conduz as músicas com sua voz aveludada e surpreendentemente versátil.

Funky Party abre o álbum na ordem de audição — embora apareça como encerramento no tracklist oficial — e funciona quase como uma declaração de princípios. Os timbres e efeitos de inspiração setentista estabelecem imediatamente o ambiente, enquanto a cozinha cria o espaço necessário para que Thayer desfile suas seis cordas. É uma abertura que não tem pressa de provar nada: simplesmente coloca o groove em movimento e deixa a banda trabalhar.

Under The Gun, escolhida como primeiro single, leva a fórmula para um terreno mais próximo do rock'n'roll. Os versos permanecem ancorados no funk, mas o refrão abre as portas para uma abordagem mais convencional, criando um contraste eficiente. O solo de Thayer poderia facilmente ter vindo de uma faixa de hard rock, mas a base rítmica jamais abandona o groove. É justamente essa convivência entre duas linguagens que dá personalidade à música.

A surpresa aparece em Gonna Raise Hell, que começa apontando para o hard rock antes de mergulhar em uma atmosfera quase disco. Os backing vocals remetem diretamente ao final dos anos 1970, enquanto a guitarra funkeada e o vocal mais suave de Reed impedem que a faixa se transforme em simples exercício de nostalgia. É uma das composições que melhor demonstra que o Shogun Mojo não está particularmente preocupado em manter o rock dentro de fronteiras muito rígidas.

Nothing To See Here aprofunda ainda mais essa característica. Baixo e bateria conduzem uma faixa cadenciada, essencialmente construída sobre o groove, enquanto Tommy adiciona guitarras que funcionam mais como textura do que como demonstração de força. O refrão, simples e cativante, ganha ainda mais naturalidade na voz de Dan Reed. É talvez aqui que a identidade do projeto fique mais evidente: rock e funk já não parecem gêneros distintos, mas partes da mesma linguagem.

Em Turn It Up, o hard rock recupera terreno. Os timbres de guitarra são mais familiares aos fãs do gênero e a levada de baixo mantém a ligação com o funk, enquanto efeitos e inserções rítmicas ampliam essa mistura. O refrão melódico torna a faixa imediatamente acessível, e o solo novamente escapa da linguagem puramente hard rock para incorporar elementos funk. É uma composição relativamente sofisticada, mas que nunca perde a facilidade de audição — uma qualidade que o Shogun Mojo parece colocar acima de qualquer demonstração de virtuosismo.

E então surge In The Air Tonight, o clássico de Phil Collins. Não é uma tentativa de simplesmente reproduzir a atmosfera sombria da versão original. O Shogun Mojo desmonta a música e a reconstrói dentro de seu próprio universo, com Dan Reed assumindo o protagonismo vocal e uma dose generosa de groove. O resultado é tão diferente que o reconhecimento da canção pode demorar até o refrão. Tommy encontra espaço para um belo solo, enquanto baixo, bateria e os discretos teclados ajudam a transformar o cover em uma verdadeira releitura, e não apenas em uma versão hard rock.

Dog Eat Dog talvez seja uma das faixas que melhor sintetizam o projeto. Existe nela uma evidente lembrança do KISS dos anos 1970, mas o peso é substituído por uma abordagem muito mais groovada. A composição não depende de nenhum momento de exibicionismo individual; sua força está na banda funcionando como unidade. Em alguns trechos, a lembrança de ZZ Top também aparece, reforçando essa combinação entre rock americano, blues e funk que percorre o álbum.

Com uma atmosfera mais tranquila, Fire With Fire entrega outro daqueles grooves que parecem feitos para serem sentidos antes mesmo de serem analisados. O baixo ganha espaço, Dan Reed passeia por sua região mais aveludada e os backing vocals ampliam o caráter melódico do refrão. Tommy demonstra feeling em um solo acompanhado por outro momento de destaque do baixo, reforçando novamente a importância da cozinha. É uma música que mostra que o Shogun Mojo não precisa acelerar para prender a atenção.

Fight For The Light, que aparece como abertura no tracklist oficial, mantém a proposta de fusão entre rock e funk. O refrão é direto e melódico, enquanto as guitarras e os backing vocals reforçam a estética setentista. O solo de Thayer, limpo e preciso, evita excessos e se encaixa na arquitetura da música em vez de tentar dominá-la. É mais uma demonstração de que, neste projeto, o guitarrista parece muito mais interessado em servir à música do que em transformar cada faixa em uma vitrine pessoal.

Star Rider encerra o álbum na ordem de audição e adiciona um pouco mais de peso e alguns teclados de sonoridade mais moderna. O refrão é eficiente e a faixa se aproxima mais do rock'n'roll convencional, mas o groove continua funcionando como fio condutor. É um encerramento coerente porque reúne praticamente todos os elementos que definiram os pouco mais de trinta minutos anteriores.

O maior mérito de Shogun Mojo está justamente em não tentar parecer maior do que é. Não há aqui uma pretensão de reinventar o hard rock, tampouco a necessidade de provar que dois veteranos ainda conseguem tocar como músicos muito mais jovens. O disco parece ter sido concebido por músicos que simplesmente queriam entrar em uma sala, ligar os amplificadores e descobrir o que aconteceria.

E essa espontaneidade é perceptível.

A presença constante do funk poderia facilmente resultar em um álbum excessivamente calculado ou estilizado, mas o Shogun Mojo encontra equilíbrio graças à cozinha. Baixo e bateria funcionam como o coração do disco, enquanto Thayer acrescenta riffs, texturas e solos sem nunca perder de vista a música. Dan Reed, por sua vez, é provavelmente a maior surpresa para quem chega ao álbum atraído pelo nome do guitarrista. Sua voz continua sendo um instrumento extremamente maleável, capaz de transitar do rock ao soul sem esforço aparente.

Também é difícil ignorar o contexto em que esse álbum chega. Em uma época na qual gravações podem ser montadas, corrigidas e reconstruídas quase infinitamente, Shogun Mojo aposta justamente no elemento que não pode ser totalmente programado: a química entre músicos tocando juntos. É uma escolha deliberadamente antiquada — e talvez por isso mesmo bastante refrescante.

No final, o Shogun Mojo não entrega outro disco de hard rock feito para alimentar a nostalgia dos anos 1980. Entrega algo mais interessante: uma celebração do rock como linguagem aberta, capaz de absorver funk, soul, disco e blues sem perder sua identidade. Tommy Thayer e Dan Reed não estão tentando repetir suas histórias — estão se divertindo com elas.

E talvez seja exatamente essa falta de pretensão que faça de Shogun Mojo uma estreia tão agradável. Um disco de riffs, groove, refrãos pegajosos e solos de guitarra, mas, acima de tudo, um disco que parece lembrar uma coisa essencial: rock'n'roll também deve ser diversão.

***ENGLISH VERSION***

There is a certain irony in the fact that Tommy Thayer, the guitarist who spent much of his career helping keep the KISS spectacle alive, has now chosen a project that seems intent on dismantling some of the conventions of arena rock. Alongside Dan Reed, the voice and defining force behind Dan Reed Network, Thayer trades some of the genre’s traditional weight for groove, finding in funk an unexpected common ground. The result is Shogun Mojo, and on their self-titled debut, the band makes it clear that the goal is less about reinventing rock than remembering just how good it feels to simply play it.

The formula is relatively straightforward on paper: ’70s hard rock, American funk, soul, big choruses and guitars front and center. The achievement lies in the way these ingredients are brought together. Rather than treating funk as mere decoration, Shogun Mojo makes it the engine driving much of the album. Bass and drums are crucial to the equation, keeping the groove moving while Thayer explores different textures and Dan Reed guides the songs with his smooth, remarkably versatile voice.

Funky Party opens the album in listening order — although it appears as the closing track on the official tracklist — and works almost like a statement of intent. The distinctly ’70s-inspired tones and effects immediately establish the atmosphere, while the rhythm section creates the space for Thayer to let his six-string skills loose. It is an opening that feels in no hurry to prove anything: it simply gets the groove moving and lets the band do its thing.

Under The Gun, chosen as the album’s first single, takes the formula into more traditional rock’n’roll territory. The verses remain firmly rooted in funk, while the chorus opens the doors to a more conventional rock approach, creating an effective contrast. Thayer’s solo could easily have come from a hard rock track, yet the rhythm section never abandons the groove. It is precisely this coexistence of two musical languages that gives the song its personality.

The surprise comes with Gonna Raise Hell, which initially points toward hard rock before quickly plunging into an almost disco-flavored atmosphere. The backing vocals immediately evoke the late ’70s, while the funky guitar and Reed’s softer vocal approach keep the track from becoming a mere nostalgia exercise. It is one of the songs that best demonstrates that Shogun Mojo has little interest in keeping rock within rigid boundaries.

Nothing To See Here takes that approach even further. Bass and drums drive a laid-back, groove-heavy track, while Tommy’s guitars function as much as texture as they do as a showcase of strength. The simple, catchy chorus gains even more natural appeal through Dan Reed’s smooth delivery. This may be where the project’s identity becomes most obvious: rock and funk no longer sound like separate genres, but rather two sides of the same musical language.

On Turn It Up, hard rock takes back some ground. The guitar tones are more familiar territory for fans of the genre, while the bass line maintains the connection with funk and the additional rhythmic touches and effects broaden the mix. The highly melodic chorus makes the song instantly accessible, while the solo once again moves away from pure hard rock to incorporate funky elements. It is a relatively sophisticated composition that never sacrifices its accessibility — a quality Shogun Mojo seems to value above any display of virtuosity.

And then comes In The Air Tonight, Phil Collins’ classic. Shogun Mojo does not simply attempt to reproduce the dark atmosphere of the original. Instead, the band takes the song apart and rebuilds it within its own musical universe, with Dan Reed taking center stage vocally and a generous dose of groove throughout. The result is so different that listeners may take until the chorus to recognize the song. Tommy delivers an excellent solo, while bass, drums and subtle keyboard touches help transform the cover into a genuine reinterpretation rather than just another hard rock version.

Dog Eat Dog may be one of the tracks that best encapsulates the project. There is an unmistakable nod to ’70s KISS, but the heaviness is replaced by a much groovier approach. The song does not rely on individual showboating; its strength lies in the band functioning as a unit. There are moments that bring classic acts such as ZZ Top to mind, while the solo retains its rock’n’roll edge and rides on a foundation in which the bass once again deserves the spotlight.

With a more relaxed atmosphere, Fire With Fire delivers another one of those grooves that seem designed to be felt before they are analyzed. The bass is given plenty of room, Dan Reed explores the smoother side of his voice, and the backing vocals add further melodic weight to the chorus. Tommy shows plenty of feel during the solo, accompanied by another standout moment from the bass. Once again, the interaction between bass and drums provides the foundation, keeping the song moving without ever forcing the pace.

Fight For The Light, which appears as the opening track on the official tracklist, maintains the rock-and-funk fusion established throughout the album. The chorus is direct and melodic, while the guitars and backing vocals reinforce the ’70s aesthetic. Thayer’s solo is clean and precise, avoiding unnecessary excess and fitting into the architecture of the song rather than attempting to dominate it. Once again, the guitarist seems far more interested in serving the song than turning every track into a personal showcase.

Star Rider closes the album in listening order and adds a little more weight, along with keyboards that introduce a somewhat more modern texture. The chorus is effective, and the song moves closer to conventional rock’n’roll, but the groove remains the thread connecting it to everything that came before. It is a fitting conclusion because it brings together virtually all the elements that define the album’s thirty-plus minutes.

The greatest strength of Shogun Mojo is precisely that it never tries to be bigger than it is. There is no grand ambition to reinvent hard rock, nor any need to prove that two veterans can still play like musicians half their age. The album sounds as though it was created by musicians who simply wanted to get into a room, plug in their amplifiers and see what happened.

And that spontaneity can be heard.

The constant presence of funk could easily have resulted in an overly calculated or stylized record, but Shogun Mojo finds its balance through the rhythm section. Bass and drums act as the album’s heartbeat, while Thayer adds riffs, textures and solos without ever losing sight of the song. Dan Reed, meanwhile, may be the biggest surprise for anyone arriving here because of the guitarist’s name. His voice remains an exceptionally flexible instrument, moving effortlessly between rock and soul.

It is also difficult to ignore the context in which this album arrives. At a time when recordings can be endlessly edited, corrected and reconstructed, Shogun Mojo deliberately embraces the very thing that cannot be completely programmed: the chemistry between musicians playing together. It is an intentionally old-fashioned approach — and perhaps that is precisely why it feels so refreshing.

In the end, Shogun Mojo does not deliver another hard rock record designed simply to feed ’80s nostalgia. It offers something more interesting: a celebration of rock as an open musical language, capable of absorbing funk, soul, disco and blues without losing its identity. Tommy Thayer and Dan Reed are not trying to repeat their histories — they are having fun with them.

And perhaps that lack of pretension is exactly what makes Shogun Mojo such an enjoyable debut. A record packed with riffs, groove, infectious choruses and guitar solos, but above all, an album that remembers one essential truth: rock’n’roll is supposed to be fun.

Paja Hartmanova

quarta-feira, 20 de novembro de 2019

KISS - END OF THE ROAD TOUR, dia 12 de maio, no Anfiteatro Arena do Grêmio



Após 45 anos de carreira, o KISS vai se aposentar dos palcos do mundo e da maquiagem e botas plataforma. A maior banda de rock de todos os tempos está na estrada com a End Of The Road Tour, que começou em Vancouver, no Canadá, dia 31 de janeiro, e já passou pelos Estados Unidos, México, Alemanha, Áustria, Rússia, Polônia, Ucrânia, França, Itália, Escócia, Inglaterra, entre outros países.

E em maio de 2020, a End Of The Road Tour chega ao Brasil para seis apresentações. Os shows acontecerão no dia 12 de maio, no Anfiteatro Arena do Grêmio, em Porto Alegre, no dia 14 de maio, na Pedreira Paulo Leminky, em Curitiba, no dia 16 de maio, no Allianz Parque, em São Paulo, no dia 17 de maio, na Arena Eurobike, em Ribeirão Preto, no dia 19 de maio, no Estádio Parque do Sabiá, em Uberlândia, e no dia 21 de maio, no Estádio Nilson Nelson, em Brasília.

A Opus Promoções e a Mercury Concerts assinam a realização do show nas cidades de Porto Alegre, Curitiba e Brasília. A pré-venda exclusiva online para os fãs clubes Kiss Army e Kiss Cruise inicia dia 20 de novembro, a partir das 20h, e acontece até o dia 21 de novembro, também às 20h. A partir das 20h do dia 21 de novembro, a venda abre para o público geral, sempre através do site uhuu.com. A venda física inicia dia 22 de novembro, a partir das 10h, nas bilheterias oficiais do evento. Mais informações sobre preços e bilheterias podem ser encontradas ao final do texto.

Formada em Nova York, em 1973, por Paul Stanley e Gene Simons o KISS criou alguns dos maiores clássicos do rock, como “Rock And Roll All Nite”, “Detroit Rock City”, “I Love It Loud”, “Love Gun”, “Shout It Out Loud”, entre outros. Em mais de quatro décadas, a banda vendeu milhões de álbuns e seus shows repletos de efeitos especiais e pirotecnia lotaram arenas de todo o mundo criando uma legião de fãs conhecida como Kiss Army.

 A primeira passagem da banda pelo Brasil foi em junho de 1983, durante a The Creatures of the Night Tour para shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte. O grupo voltaria em agosto de 1994 para uma única apresentação na primeira edição do festival Monster of Rock, em São Paulo. Em 1999, durante a Psycho Circus Tour, o KISS fez shows em São Paulo e Porto Alegre. Somente 10 anos mais tarde a banda voltaria ao país com a turnê comemorativa de 35 anos de carreira para apresentações em São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2012, a banda fez shows em São Paulo, Rio de Janeiro e Porto Alegre como parte da turnê do álbum Monster. E em 2015, além de se apresentar em mais uma edição do Monters of Rock, a banda passou por Florianópolis e Belo Horizonte.
A formação atual conta com Paul Stanley - The Starchild – nos vocais, Gene Simons - The Demon –no baixo, Tommy Thayer - The Spaceman – nas guitarra  e Eric Singer – Catman – na bateria.

SOBRE O KISS

Vencedor do Gold Record Award como o #1 da América de todos os tempos, e em todas as categorias, o KISS é considerada uma das bandas mais influentes do rock. Eleita para o Rock n´Roll Hall of Fame, o grupo já lançou 44 álbuns e vendeu mais de 100 milhões de cópias em todo o mundo. Em 2015, recebeu o prestigiado prêmio da ASCAP Founders Award. A banda quebrou recordes com suas turnês mundiais e, uma vez por ano, o Kiss Army se transform no Kiss Navy, com fãs de todo o mundo embarcando no Kiss Kruise, que á está na sexta edição.

O KISS fez apresentações especiais no Super Bowl, nas Olimpíadas de Inverno, no show Rockin´ The Corps e em vários episódios da série Family Guy, do canal FOX, além de se apresentar como convidado especial em duas finais do American Idol. A banda também foi destaque em grandes campanhas de publicidade, como John Varvatos, Google Play, Hello Kitty e, como parte da divulgação da turnê Hottest Show On Earth, apareceu em uma campanha do Dr. Pepper. A banda apoia diversas organizações de veteranos, incluindo: The Wounded Warriors Project, The USO, o programa “Hire A Hero” da Câmara de Comércio dos Estados Unidos, The Legacy Organization da Australia, Help For Heroes da Inglaterra e o The Dr. Pepper Snapple Groups Wounded Warriors Support Foundations.

O legado do KISS cresce geração após geração, transcendendo idade, raça ou credo. A inigualável devoção e lealdade do KISS Army para com a "Banda Mais Quente do Mundo" é um testemunho impressionante do vínculo inquebrável entre a banda e seus fãs.

SERVIÇO TURNÊ KISS

PORTO ALEGRE (RS)
Data do Show: Dia 12 de maio de 2020, Terça-feira
Abertura dos portões: 18h
Horário do Show: 21h
Pré Venda Fã Clube: 20/11/2019 – às 20h
Venda Online Público Geral: 21/11/2019 – às 20h
Venda PDV’s: 22/11/2019 – às 10h
Local: Anfiteatro Arena do Grêmio (Av. Padre Leopoldo Brentano, 110 - Humaitá, Porto Alegre)

CLASSIFICAÇÃO
0 a 11 anos – não entra
12 a 15 anos – entra acompanhado dos pais ou responsável
Acima de 16 anos – entra sozinho

INGRESSOS: *Ingresso Solidário (40% de desconto): válido para todos os setores e disponível para todo o público para compras realizadas na bilheteria e no ponto físico. Para validação do desconto, é necessário a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento.

CADEIRA SUPERIOR

1º Lote - Meia-entrada: R$ 170,00 l Ingresso Solidário: R$204,00

2º Lote - Meia-entrada: R$ 195,00 l Ingresso Solidário: R$234,00

3º Lote - Meia-entrada: R$ 220,00 l Ingresso Solidário: R$264,00

CADEIRA GOLD

1º Lote - Meia-entrada: R$ 240,00 l Ingresso Solidário: R$288,00

2º Lote - Meia-entrada: R$ 265,00 l Ingresso Solidário: R$318,00

CADEIRA GRAMADO

1º Lote - Meia-entrada: R$ 310,00 l Ingresso Solidário: R$372,00

2º Lote - Meia-entrada: R$ 350,00 l Ingresso Solidário: R$420,00

3º Lote - Meia-entrada: R$ 390,00 l Ingresso Solidário: R$468,00

 PISTA PREMIUM

1º Lote - Meia-entrada: R$ 360,00 l Ingresso Solidário: R$432,00

2º Lote - Meia-entrada: R$ 400,00 l Ingresso Solidário: R$480,00

3º Lote - Meia-entrada: R$ 440,00 l Ingresso Solidário: R$528,00

4º Lote - Meia-entrada: R$ 480,00 l Ingresso Solidário: R$576,00

Valores inteiros:  Cadeira Superior: 1º lote R$340,00 2º lote R$390,00 3º lote R$440,00. Cadeira Gold: 1º lote R$480,00 2º lote R$530,00. Cadeira Gramado: 1º lote R$620,00 2º lote R$700,00 3º lote R$780,00. Pista Premium: 1º lote R$720,00 2º lote R$800,00 3º lote R$880,00 4º lote R$960,00

- 50% de desconto na pré-venda dos fã clubes Kiss Army e Kiss Cruise

- Clientes Porto Seguro: 60% de desconto na pré-venda do fã clube. Válido para titular e um acompanhante. Vendas na internet via código de validação.

- Clube do Assinante ZH: 50% de desconto. Válido para sócios do Clube do Assinante RBS. Limitado a 200 ingressos. Vendas na bilheteria e pela internet.

- Clientes Porto Seguro: 50% de desconto. Válido para titular e um acompanhante. Vendas na bilheteria mediante apresentação da carteirinha e na internet via código de validação.

- Clube do Assinante ZH: 40% de desconto. Válido para sócios do Clube do Assinante RBS para os demais ingressos. Vendas na bilheteria e pela internet.

- Ingresso Solidário: 40% de desconto. Válido para todos os setores e disponível para todo o público para compras realizadas na bilheteria e no ponto físico. Para validação do desconto, é necessário a entrega de 1kg de alimento não perecível na entrada do evento.

- Cartões Zaffari e Bourbon Card: 40% de desconto. Válido para titular e um acompanhante. Vendas na bilheteria e pela internet.

- Clientes Panvel: 40% de desconto. Válido para titular e um acompanhante. Vendas na bilheteria e pela internet.

*Descontos não cumulativos a demais promoções e/ ou descontos;

** Pontos de vendas sujeito à taxa de conveniência;

*** Política de venda de ingressos com desconto: as compras poderão ser realizadas nos canais de vendas oficiais físicos, mediante apresentação de documentos que comprovem a condição de beneficiário. Nas compras realizadas pelo site e/ou call center, a comprovação deverá ser feita no ato da retirada do ingresso na bilheteria e no acesso ao auditório;

**** A lei da meia-entrada mudou: agora o benefício é destinado a 40% dos ingressos disponíveis para venda por apresentação. Veja abaixo quem têm direito a meia-entrada e os tipos de comprovações oficiais no Rio Grande do Sul:

- IDOSOS (com idade igual ou superior a 60 anos) mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.

- ESTUDANTES mediante apresentação da Carteira de Identificação Estudantil (CIE) nacionalmente padronizada, em modelo único, emitida pela ANPG, UNE, UBES, entidades estaduais e municipais, Diretórios Centrais dos Estudantes, Centros e Diretórios Acadêmicos. Mais informações: www.documentodoestudante.com.br

- PESSOAS COM DEFICIÊNCIA E ACOMPANHANTES mediante apresentação do cartão de Benefício de Prestação Continuada da Assistência Social da Pessoa com Deficiência ou de documento emitido pelo Instituto Nacional do Seguro Social (INSS), que ateste a aposentadoria de acordo com os critérios estabelecidos na Lei Complementar nº 142, de 8 de maio de 2013. No momento de apresentação, esses documentos deverão estar acompanhados de documento de identidade oficial com foto.

- JOVENS PERTENCENTES A FAMÍLIAS DE BAIXA RENDA (com idades entre 15 e 29 anos) mediante apresentação da Carteira de Identidade Jovem que será emitida pela Secretaria Nacional de Juventude a partir de 31 de março de 2016, acompanhada de documento de identidade oficial com foto.

- JOVENS COM ATÉ 15 ANOS mediante apresentação de documento de identidade oficial com foto.

- APOSENTADOS E/OU PENSIONISTAS DO INSS (que recebem até três salários mínimos) mediante apresentação de documento fornecido pela Federação dos Aposentados e Pensionistas do RS ou outras Associações de Classe devidamente registradas ou filiadas. Válido somente para espetáculos no Teatro do Bourbon Country e Auditório Araújo Vianna.

- DOADORES REGULARES DE SANGUE mediante apresentação de documento oficial válido, expedido pelos hemocentros e bancos de sangue. São considerados doadores regulares a mulher que se submete à coleta pelo menos duas vezes ao ano, e o homem que se submete à coleta três vezes ao ano.

*****Caso os documentos necessários não sejam apresentados ou não comprovem a condição do beneficiário no momento da compra e retirada dos ingressos ou acesso ao teatro, será exigido o pagamento do complemento do valor do ingresso.

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sujeito à taxa de serviço):
Atendimento: falecom@uhuu.com
Bilheteria do Teatro do Bourbon Country: Av. Túlio de Rose, nº 80 / 2º andar (de segunda a sábado, das 10h às 22h, e domingo e feriado, das 14h às 20h)

CANAIS DE VENDAS OFICIAIS (sem taxa de serviço): Hits Store: Shopping Praia de Belas – 2° andar - Porto Alegre / RS. Horário de funcionamento: de Segunda a Sábado, das 10 às 22h/Domingo das 14h às 20h

Formas de pagamento:
Internet: Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American.
Bilheteria: Dinheiro, Visa, Master, Diners, Hiper, Elo, American e Banricompras (débito).

Parcelamento: 3x sem juros até a data do evento. De 4x até 10x com juros até a data do evento.

Assessoria de Imprensa em Porto Alegre:

AGÊNCIA CIGANA: Cátia Tedesco – 51 98181.2000 catia@agenciacigana.com

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domingo, 16 de outubro de 2016

KISS - 1978, O Ano dos Álbuns Solos: Uma Overdose de Kiss!



O KISS é certamente um modo de vida, uma banda que elevou o show de Rock a um outro nível, arrastando uma legião de fãs, criando até o seu exército, o “KISS ARMY”, além de ser a que provavelmente melhor explorou o aspecto comercial, tendo incontáveis produtos com sua marca, que vão desde miniaturas dos mascarados, brinquedos dos mais diversos, até máquinas de fliperama e, pasmem, caixões!!

O estrondoso sucesso do grupo, que vinha de álbuns multi-platinados, despertou a ideia da gravadora Casablanca de lançar simultaneamente quatro álbuns solos dos mascarados, em setembro de 1978, partindo do princípio que os quatro discos alcançariam o sucesso e a vendagem dos álbuns regulares, como o então recente mega sucesso “Love Gun”, e aí colocou no mercado 4 milhões de cópias, e estima-se que a metade acabou sendo devolvida aos depósitos da gravadora.

Pareceu uma boa ideia, mas ao invés de todos os compradores adquirirem também os 4 solos, muitos preferiram adquirir apenas o seu preferido. Estima-se também que a falta de hits mais poderosos não alavancou a venda, sendo que apenas Ace Frehley teve, com versão de “New York Groove”, do grupo Glam inglês Hello, um single bem colocado e que permaneceu um tempo no top 20 dos charts, e o álbum de Gene, que até chegou a figurar entre os 22 mais vendidos, mas despencou rapidamente.

Fato é que tudo relacionando a banda vira notícia, e sempre é motivo de muitas conversas e discussões, e assim como outros álbuns do grupo, os solos, que já são quase "quarentões", também seguem rendendo bons debates, e certamente, muita gente seguiu adquirindo os discos depois, completando sua coleção, e até novas edições e boxes foram lançados.

Abaixo, segue um texto cedido por um “Kissmaníaco”, músico conhecido na cena Metal da Alemanha e Europa, atualmente baterista do Manilla Road e Roxxcalibur, Andreas Neudi Neuderth, o qual também é jornalista, e sempre com textos inteligentes, informativos e divertidos, nos traz ótimos momentos de leitura, então é uma honra para nós do Road tê-lo aqui, e esperamos ter mais vezes. Confira a seguir o que Neudi falou sobre os quatro álbuns solo, elegendo os seus preferidos!
Carlos Garcia

Andreas "Neudi" Neuderth

Sem dúvida, os quatro álbuns solo do KISS foram uma “overdose” de KISS para os seus fãs, e a ideia de lançá-los até foi inteligente, e fico imaginando porque houve, na época, tantas devoluções pelas lojas de discos. 

A qualidade de cada álbum foi discutida várias vezes, inclusive aqui no Facebook. E há um livro lançado ("Gene, Ace, Peter & Paul: A detailed exploration of the 1978 KISS solo albums"), lidando apenas com os álbuns solo, incluindo entrevistas com pessoas que estiveram envolvidas. Eu amo isso, e eu li o livro todo em um dia. Então achei legal falar sobre o meu Top 4 agora, em ordem de preferência:



Número 1: ACE FREHLEY
Ace Frehley, o cara que salvou "Dynasty" de ser um "desastre pop" com suas três canções (incluindo o cover do Rolling Stones é claro, “2.000 Man”), fez o álbum que mais ouvi, porque não é apenas o meu favorito dos quatro, ele também contém  grandes canções - com exceção da versão do Hello,  "New York Groove"

Eu nunca gostei dessa música com aquela batida primitiva horrível de bateria e palmas, mas pelo menos rendeu um único hit para Ace/KISS (N. do R.: foi a canção dos 4 álbuns solo, que melhor colocação teve nos charts). Outro argumento é que eu realmente gosto do baterista que tocou no disco, Anton Fig, mesmo que ele tenha dobrado muitas partes neste álbum (também em "Unmasked" aqui e ali), algo que eu normalmente não gosto muito. 

Neste caso, eu fiquei feliz quando eu finalmente percebi isso, porque os arranjos de bateria em "Rip It Out" (especialmente a última antes da canção seguir com o solo de guitarra) me deixaram louco por muitos anos!! "Rip It Out" é a abertura perfeita, e, em seguida, fechando o álbum, a grande instrumental "Fractured Mirror" é brilhante. As trocas de ritmo em  "Wiped Out" são quase progressivas, pelo menos partindo de algo que vêm da família KISS . E eu poderia viver sem "What’s On Your Mind",  embora eu ache que é uma música ok.

Número 2: GENE SIMMONS
Ok, isso pode ser uma surpresa agora, e houve momentos em que eu o teria classificado como meu número 1. Este álbum caro (em relação ao trabalho de estúdio e os famosos convidados) começa com uma intro maligna!! Mas, em seguida, se transforma em um bom rock'n'roll  ("Radioactive")

A primeira vez que ouvi, ainda garoto, eu esperava algo selvagem após essa introdução (que me assustou um pouco ...). Claro que a última música, "When You Wish Upon A Star", é mais do que horrível !!!! É a maior besteira, nunca deveria estar em qualquer álbum do Kiss. Mas eu realmente amo o resto do LP. Eu sempre gostei de backing vocals femininos no Rock ou Metal, e é triste que nós não tivemos isso mais vezes.  Como o Riot, em "Angel Eyes" ou Deep Purple, quando eles estavam em turnê Austrália depois de Steve Morse se juntou à banda (Eu tenho um boxset bootleg com seis shows). 

Gene simplesmente escreveu boas canções e até mesmo a coisas meio bobas, como na letra de “Living in Sin”: “I’m living sin in the holiday Inn Day” ... WTF ??,  me fazem sorrir e eu gosto disso. Por muitos anos eu odiei esse álbum, mas as coisas mudaram muito!



Número 3: PAUL STANLEY
Mesmo em álbuns regulares do Kiss, eu amava as composições de Ace e Gene muito mais. Peter fez algumas coisas legais também. Eu acho que as canções de Paul são "mais KISS" para a maioria dos fãs, e eu diria que este solo soa "mais KISS" também. Eu amo a música de abertura, "Tonight You Belong To Me", mas eu preciso pular "Move On" depois disso ... E é isso que acontece durante a coisa toda. 

Eu gosto de uma música e não gosto da próxima. A melhor música para mim é "Take Me Away"  ("Together As One", que é muito Zeppelin e tem Carmine Appice na bateria, que entrega algumas grandes coisas nos últimos dois ou três minutos. Mas, em geral eu acho que a bateria não está em um volume alto o suficiente durante todo o álbum.


Número 4: PETER CRISS
Nenhuma surpresa aqui eu acho ... Este Rock Country e R'n'B meio bobinho mostrou porque Criss nunca foi muito feliz no KISS mais Hard Rock: Sua voz é ótima e as canções não são ruins para esse tipo de música, mas não poderia estar mais longe do KISS,  do Hard Rock ou mesmo do Rock. Ouvi muitas vezes para ver se eu ia gostar um dia, mas ... nenhuma chance. Eu acho que mais de 35 anos é tempo suficiente para este teste.

É muito interessante que a ordem de preferência foi mudando ao longo dos anos, e faz um bom tempo que já conheço esses álbuns. Mas Peter sempre foi meu número 4 com certeza, durante todos estes anos. Imagine se todas as canções dos solos fossem demos para um álbum regular do Kiss, entre “Love Gun” e “Dynasty”, quais 10 canções desses quatro você escolheria?


Texto: Andreas “Neudi” Neuderth (Neudi, fã e colecionador de Kiss, além de NWOBHM e Metal Clássico, é conhecido por seu trabalho em publicações programas de Rock e Metal, como Rock Hard e Street Clip, além de trabalhar com mixagem e produção, é baterista atualmente do Roxxcalibur e Manilla Road, tendo passado por diversas bandas como Masters of Disguise, Trance e Savage Grace)

Leitura Recomendada:


"And Party Every Day" by Larry Harris”

"Gene, Ace, Peter & Paul: A detailed exploration of the 1978 KISS solo albums"





















sábado, 12 de abril de 2014

Kiss: Justa Inclusão no Rock And Roll Hall Of Fame


Já não era sem tempo, então dia 10 de abril o KISS, que compareceu com os integrantes originais, foi incluído no Rock And Roll Hall Of Fame, em cerimônia no Brooklyn's Barclay Center (Brooklin-Nova Iorque), sendo que nesse dia também o Nirvana foi aclamado (que coisa hein, demoraram menos tempo que o Kiss? Que critérios são esses? Bom, critérios à parte, o que importou foi o reconhecimento).

Sob muitos aplausos, o quarteto original recebeu a premiação, pena que faltou somente uma apresentação ao vivo, que fosse uma performance curta, para fazer a alegria dos fãs, mas, como Peter Cris não possui condições de tocar, acredito que essa foi a razão mais forte, além do mais, a formação atual não se apresentou no evento por, segundo Paul Stanley, quem estava sendo homenageado eram os 4 membros originais, Stanley, Simmons, Ace e Peter, e não faria sentido uma aparição da banda com a formação atual.


Mas, no dia seguinte, a banda se apresentou no "Tonight Show Starring Jimmy Fallon" , com a formação atual, claro, tocando clássicos dos álbuns dos anos 70, como "King of Night Time World", "Deuce", "Firehouse", "Black Diamond" e "Hotter Than Hell". Os vídeos podem ser conferidos na web, confira no site do programa clicando AQUI.

 Texto/Edição: Carlos Garcia