Mostrando postagens com marcador Paul Di'anno. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Paul Di'anno. Mostrar todas as postagens

quarta-feira, 22 de março de 2023

Entrevista - Leo Mancini: 62 shows em 31 datas!


Leo Mancini é aquele tipo de músico que não para de produzir, estando envolvido em diversos projetos ao mesmo tempo. Essa característica parece vir desde seu início na música, pois aos 9 anos já aprendia violão, inclusive tendo aulas com sua irmã, e depois o próprio ensinando amigos e colegas de escola.

Leo foi desenvolvendo sua técnica, construindo uma bela carreira, como músico, compositor e produtor, tendo trabalhos com bandas como Tempestt, Shaman, Noturnall, Spektra, Wizards e um projeto solo com releituras acústicas de clássicos do Rock e Pop, além de acompanhar artistas como Jeff Scott Soto e no momento desta entrevista estava fazendo o 19° show da tour de Paul D'ianno pelo Brasil, tocando com o Noturnall e na banda de apoio do ex-vocal do Iro Maiden.

Aproveitamos a passagem de Leo pelo RS para falar sobre essa extensa tour de 31 shows por vários estados do Brasil, e claro, sobre os seus demais projetos. Confira!

RtM: Fala Leo! Só tenho a te agradecer por essa oportunidade de te entrevistar. Você é um músico que já está há muito tempo na estrada, tocando com várias bandas. Spectra, Wizards, essa tour com o Noturnall e está também com o Jeff Scott Soto. Como é pra ti lidar com tudo isso em termos de agenda, tuas aulas e carreira solo?

Leo Mancini: Fala irmão, tudo bom cara? É assim, o Wizards eu voltei pra banda na pandemia que a gente estava ali enclausurado, né? Então estávamos fazendo o álbum. Cada um fez na sua casa. Foi uma coisa bem remota mesmo, mas a gente se falava direto e tal. E aí, quando passou tudo, pintou uns convites de shows. Eu já tinha gravado com eles há muito tempo atrás, né? Em 2010. Lançamos o álbum “The Black Night”, mas não chegamos a tocar ao vivo naquela época.

Só agora que comecei a fazer shows com o Wizards, e temos o Abril Pro Rock logo mais, então, por enquanto a agenda não está muito complicada. Estou com o Spektra também. Já estamos gravando e compondo o álbum novo. E já temos algumas coisinhas de shows para fazer agora no começo do ano. A agenda não está muito complicada. 

Eu tenho o meu trabalho autoral, autoral não né, são de releituras dos anos 80 e 90, que são acústicos, que eu faço bastante eventos em São Paulo.

Vira e mexe, pinta eventos assim para empresas ou eventos sociais. Estou bastante movimentado em relação a isso. E é isso aí irmão (risos), tem a agenda com o Jeff também. Às vezes pinta uma turnê, porque tipo, ele tem vários trabalhos pra gente tentar acertar tudo durante o ano, então por enquanto tá rolando.


RtM: E agora essa tour com o Noturnall, com vários shows em pouco tempo. 

LM: O Noturnall, o Thiago me chamou para fazer essa turnê. Como o meu começo de ano estava bem tranquilo, eu aceitei fazer a turnê com eles. Não é uma volta, a gente está conversando, mas no primeiro momento eu estou como uma participação especial na banda. 

Eu já fui do Noturnall, já fiz três álbuns, DVD dos caras e fiquei super feliz de fazer um som de novo com o Thiago, que fazia tempo que a gente não tocava junto com os meninos. 

RtM: Um ponto que eu não poderia deixar de citar foi o que eu conversei contigo pessoalmente, que eu te vi ao vivo pela primeira vez com o Shaman, na segunda formação da banda, onde não tínhamos um público tão grande no evento. Mas tu tocou com uma alma, uma garra absurda. 

Aí depois te vi agora na turnê com Paul Di'Anno, com a casa lotada e tu estava na mesma garra, na mesma fissura, na mesma emoção. Cara, como surge isso em ti? Como é pra ti lidar com isso, sabe? Porque é visível para quem está te olhando, que não importa se tem 20 pessoas ou 5000.

LM: Ah, cara, música pra mim é uma coisa que transcende. O lance do público, que, na verdade não é quantidade de público para mim, é o que o público está passando pra gente. 

Então às vezes você tem poucas pessoas que estão tão felizes de estar lá e que é só olhar na cara e saber que o pessoal tá curtindo. Cara, isso aí já é o máximo! Muito bacana isso. E quando tem muita gente é muito bacana também é muito legal. Mas entre poucas pessoas curtindo muito e muitas pessoas curtindo pouco, eu prefiro a primeira opção (risos).

RtM: Sem demagogia e deixando de lado aqui a minha imparcialidade como jornalista, mas na minha humilde opinião você é um dos melhores guitarristas do mundo! Técnica absurda, criatividade, melodia... Aí eu te pergunto: como é viver da música no Brasil? 

LM: Pra mim foi uma escolha muito cedo. Quando eu era bem molequinho, comecei a estudar guitarra. Eu já tocava violão desde os nove. Minha irmã me dava aula. Aí depois peguei a guitarra e eu amava aquilo. Não tinha internet, não tinha nada. Ficava escutando as músicas, tirando as coisas de ouvido, Ramones, Van Halen... Ficava tentando tirar as manhas em uns trechinhos que eu conseguia. Ali não tinha muita acessibilidade técnica. 

E como eu desenvolvi muito, ficava muito tempo a guitarra na mão eu comecei a ensinar alguns amigos de escolas. Então eu comecei a ensinar com 13 anos! As mães dos meus amigos de colégio me chamavam para dar aula para os próprios filhos. Comecei então a dar aula particular. Com 13, 14 anos eu ganhava um dinheirinho já e comecei a trabalhar com isso. Aí fui crescendo. Quando terminei o terceiro colegial eu já estava com uns 26, 27 alunos. Eu dava muita aula e comecei a trabalhar com isso muito cedo.

Mas também fiz vários cursos, fiz cursos com maestros e comecei a trabalhar. Dei aulas de música já muito cedo em escolas de música. Para mim trabalhar com música foi algo que foi acontecendo, foi vindo. 

Eu ganhava muito bem, eu morava com os meus pais, e eu só tinha que dar aula e ajudar em casa, já tinha dinheiro pra pagar as minhas coisas. Comprei um carro à vista. Depois comecei a tocar na noite e hoje em dia eu faço de tudo. Então eu canto, faço releituras, faço shows meus, eu tenho shows com as bandas de heavy metal, eu sou produtor musical.

RtM: E é possível ainda viver da música? Ou é um tabu muito grande?

LM: Bem, na música praticamente tenho cinco vertentes ali que me possibilitam bastante campo de trabalho. Por exemplo, pandemia dei aulas on line de percepção de violão, de guitarra porque tinha bastante aluno. Não passei perrengue, graças a Deus. Agora tenho muitos amigos que trabalhavam na noite e ficaram com muitos respaldos. O que eu sugiro para o pessoal é ampliar realmente o campo de trabalho na música, que é possível sim.

RtM: Atualmente você está numa turnê mega extensa com o Noturnall e o Paul Di'Anno. Como surgiu esse convite? 

LM: Cara. Sim, o Thiago no final do ano passado me chamou, perguntou se eu não queria fazer essa turnê de 31 shows. E eu com vontade de voltar à ativa no rock, porque eu estava tocando muito, fazendo muitos eventos fora do rock/metal, e estava com a minha mão meio parada para fazer shows, estava com a técnica meio esquecida ali, né? Eu falei poxa, uma oportunidade de eu voltar a tocar guitarra e desenferrujar, estudar. Aí ele me passou que iam tocar algumas coisas novas, né? E aí era a fase com o Mike Orlando. O Orlando é um monstro, muito técnico!

Então para tocar aquilo lá, eu comecei a estudar muito. Fiquei muitas horas estudando durante as férias. Minha esposa é argentina, eu fui para a Argentina e fiquei estudando lá umas quatro horas por dia, todo dia, porque eu tenho tendinite nos dois braços. Tenho tendinite crônica. Para chegar ao nível de tocar ao vivo as músicas antigas da Noturnall também, que não são fáceis e as novas tive que preparar muito minha mão para não travar. 


RtM: E Como foi o combinado para participarem da tour e serem a banda de apoio de Paul? Porque vocês pegaram essa situação meio que em cima da hora e o Paul não estava aqui para ensaiar também, o que dificulta um pouco.

LM: Sobre o Paul, eu já escutava os álbuns e a gente já era muito fã, e acabou sendo mais fácil tirar e fazer as coisas do Paul do que as coisas com o Noturnall. Até aí tudo bem. Aí quando foi chegando próximo da data dos ensaios e tal, a gente começou com uns problemas de ele pegar o avião pra vir pra cá. O Paul acabou perdendo dois voos nesse período. Estávamos preocupados se conseguiríamos ensaiar ou não. 

Foi bem complicado. No começo foi bem tenso mesmo, porque como a gente não tinha ensaiado e realmente ele não chegou em um estado de saúde muito bom tivemos alguns problemas lá no comecinho da turnê e a gente foi resolvendo ao longo dos shows. Nosso primeiro show foi tenso demais, deu muita coisa errada, tanto de parte técnica, como parte médica para ele.

RtM: Imaginamos mesmo que foi tenso, e logo após o primeiro show muitos comentários surgiram, até  temendo a continuidade da tour.

LM: Nossa! foi bem tenso, mas depois começou a melhorar e agora ele está bem! No começo nos perguntávamos se ele ia conseguir fazer metade da turnê pelo menos ou então a gente achava que não ia passar da primeira semana. E aí, cara, aqui no Brasil ele começou a ter mais atenção dos médicos e ele começou a melhorar de saúde. E ele está cada vez melhor!


RtM: Claro que alguns erros eles vão acabar acontecendo, ainda mais quando se pega uma turnê tão grande e tendo que ensaiar dois sets. Um do Iron Maiden e um set da banda que tu estás agora. Assim como os outros integrantes tem essa dificuldade. O set deles, mais o set do Paul Di'Anno e entrosar tudo isso. Nesse momento da turnê tu acha que estão no ponto ideal do entrosamento?

LM: Agora está tudo certo. Às vezes dá uma rateada porque você não está escutando muito bem a parte de retorno. Nesse último show eu senti algumas coisas de volumes para mim não estavam muito boas. Então você depende, por exemplo, do outro guitarra para escutar o que ele está fazendo para você fazer um duo ou nos grids, para todo mundo estar fazendo exatamente a mesma coisa. 

A única coisa que pode acontecer é ter que dar alguma modificada e uma passadinha de som, melhor, quem sabe? Mas de resto a banda tá muito legal, o Paul está super feliz, a gente também está super tranquilo. O Paul está cantando cada vez melhor, né? A gente fica muito feliz por isso. No começo foi muito tenso, mas agora está tudo certo. (Nota: Foi confirmada nova tour do D'ianno no Brasil ano que vem. Ele também permanecerá mais um tempo no país em tratamento de saúde.")


RtM: Finalizando, te agradeço pelo teu tempo. Sei que não é fácil estar ao meio de uma turnê e se disponibilizando a responder essa entrevista. Muito obrigado mesmo. Pra nós é uma honra ter as tuas palavras em nosso site e o espaço final é seu!

LM: Ahhh legal irmão, Obrigado! Eu que agradeço o espaço e a oportunidade de mostrar um pouco do meu trabalho. Cara, esse ano tem um álbum novo da Spektra que a gente vai terminar. Acho que até setembro finalizamos. 

Em relação ao Wizards também. O Christian fica compondo e está querendo gravar um outro álbum. Vamos ver aí como é que vai ser. A Noturnall está sendo uma experiência muito boa agora para voltar à técnica. De volta aos palcos com meu irmão Thiago, que eu gosto muito de fazer um som com ele, meu irmãozinho. E, cara, eu tenho meu trabalho de releituras os acústicos. 

Eu vou lançar um show ao vivo que eu fiz com orquestra Baccarelli na pandemia. Fizemos uma live na época e eles gravaram todos os canais. Eles me passaram tudo e eu produzi. O álbum será o “Acústico Hits In Concert”, com a orquestra de Baccarelli que é a orquestra de Heliópolis, que é muito bacana.

Logo mais vou lançar tudo isso aí e com o Jeff Scott Soto vou fazer algumas coisas também. É isso aí mano. Vamos trabalhando e te agradeço pelo belo espaço aí. Um abração para todos!


Entrevista conduzida por Renato Sanson
Edição e Revisão Final: Caco Garcia
Fotos: Divulgação e Arquivo Pessoal do Artista





sábado, 25 de fevereiro de 2023

Cobertura de Show: Paul Di’anno – 23/02/23 (Teatro do CIEE)

Por: Renato Sanson

Fotos: Uillian Vargas

Vídeos: Deise Menezes

Muito se falou sobre a nova turnê de Paul Di’anno pelo Brasil. Já que o músico (mais conhecido pelos seus trabalhos no Iron Maiden) não apresenta uma situação de saúde adequada devido ao problema crônico em seus joelhos. Porém, Paul foi destemido, topou o desafio e trouxe a maior turnê que um artista internacional já fez em nossas terras.

Porto Alegre recebeu o 19° show restando 12 ainda dá tour de 31 datas. Mas como Paul estaria? Completaria o show todo? Cantaria ou jogaria para a galera como aconteceu em alguns shows? Logo falo sobre isso, agora vamos a outros detalhes bem importantes e necessários comentar.

O local escolhido para o show foi de grande acerto, pois o Teatro do CIEE apresenta ótima estrutura e acessibilidade para pessoas portadoras de deficiência, o que deve ser sempre ressaltado.

Acompanhando a turnê do The Beast, tivemos a abertura das bandas Electric Gypsy e Noturnall. Ambas deram conta do recado e agitaram bastante os presentes.

A Electric Gypsy traz aquele Hard Rock malicioso e extremamente bem executado, agitando a plateia e deixando uma ótima impressão. Muito legal ao final, o vocalista Guzz Collins ressalta a importância da compra do merchandising, pois ajuda os artistas a continuarem seu trabalho. Tendo disponível camisetas, CD’s, copos e por aí vai. Em um mundo tão digitalizado é sempre bom ver os artistas que ainda presam pelo material físico.

Passado um pouco das 21h era hora do Noturnall entrar em cena com seu Heavy Metal moderno, repleto de peso e agressividade. A banda em si, é um espetáculo de técnica e desenvoltura. O vocalista Thiago Bianchi interagiu o tempo todo com a plateia, sendo bem carismático e instigando os presentes a se levantarem, pois estava se sentindo em um cinema, tirando risos da galera .

Não se dando por vencido ele fala: “agora vocês vão se levantar!” E Leo Mancini inicia “Thunderstruck” do AC/DC aí é golpe baixo e geral se levantou! (menos eu porque eu não ando *risos).

Destaco ainda o guitarrista Leo Mancini que parece brincar com a guitarra e mostra uma qualidade e domínio absurdo! “Scream! For!! Me!!!” foi outro ponto alto, pois Thiago ressaltou a importância da participação da lenda Mike Portnoy na mesma e da aposta que fizeram, de filmar em todos os shows da turnê esta música e a cidade que mais cantar alto o refrão, será divulgada pelo próprio Portnoy em seu canal. Um momento muito legal e de bastante empenho de todos, fazendo o Teatro estremecer.

Com um exagero ou outro, Bianchi chegou a dar um mosh na galera e saiu pelo Teatro ao meio dos fãs na incrível versão de “O Tempo Não Para”. Ao final, a banda também ressaltou a importância da compra do merchan e incentivo que dariam aos artistas neste quesito.

As bandas tiveram um ótimo suporte de som e iluminação, o que deixou as apresentações em alto nível.

Não demora muito as cortinas baixam e surgem ao palco o escritor Stejpan Juras e Thiago Bianchi. Juras fala sobre a turnê e das dificuldades que Paul enfrentou até aqui, ressaltou a importância destes shows não só financeiramente para o mesmo, mas sim para sua vida, sua autoestima. 

Com todas as dificuldades possíveis, Paul estava ali e daria um grande espetáculo. Também falaram sobre a importância da compra de merchandising que ajudaria Paul em seu tratamento e em suas questões de vida. Os merchans disponíveis tinham para todos os gostos e valores, desde: livros, CD’s, copos, palhetas, camisetas, bonés, posters... Com um preço bem acessível.

Passados das 22h o Teatro estava já em sua capacidade máxima (um pouco mais de 400 pessoas) eis que ecoa nos PA’s “The Ides Of March” e a emoção já tomou conta dos fãs! Vamos concordar é impossível não se arrepiar com essa Intro.

A banda de apoio que é uma mescla de Noturnall – Leo Mancini (guitarra), Saulo Xakol (baixo), Henrique Pucci (bateria) – e Electric Gypsy – Nolas (guitarra) – sobem ao palco já acompanhado de Paul Di’anno em sua cadeira de rodas. Mas e as perguntas lá no início da matéria seriam respondidas? Sim! Com sobras, por sinal!

O início com “Wrathchild” emocionou a todos e Paul não economizou, cantou a plenos pulmões e largando para a galera apenas o refrão que foi cantado em uníssono! Era visível a sua dificuldade, ainda mais na cadeira de rodas onde conforme se mexia demonstrava muitas caretas de dor. 

Porém, isso não foi um empecilho para pará-lo e os clássicos choveram incessantemente: “Sanctuary”, “Drifter”, “Purgatory” (uma música extremamente difícil de cantar e Paul se manteve ali, não dando margens para dúvida alguma, ele conseguiria finalizar cada nota!)

Muito carismático e comunicativo, Paul falou da extensa turnê que não tem sido fácil, mas que o Brasil merecia e ele estava ali para dar o seu melhor dentro do seu possível. Falou sobre Porto Alegre e o quanto era importante estar retornando e o quanto gostava da cidade que o sempre recebeu em todas as oportunidades de casa cheia.

Di’anno saiu do palco apenas na instrumental “Genghis Khan” para fumar segundo ele (risos) e em uma dessas interações estava tomando água de coco que tinha no palco, mas não estava tão contente, não era cerveja ou vodka e nem alguma droga “legal” segundo o mesmo, tirando muitos risos da plateia.

“Murders In The Rue Morgue” foi de ir as lágrimas e todo os esforço do vocalista para entregar o melhor possível naquele momento de euforia e alegria. 

A banda de apoio cumpriu seu papel muito bem, e entregou a energia que Di’anno tanto gosta quando está no palco. “Running Free” contou com a participação de Guzz Collins em um dueto muito bacana e visivelmente emocionante para o vocalista da Eletric Gypsy.

Tivemos ainda a seminal “Killers” com algumas dificuldades de Paul, mas não jogando pra galera e indo quase ao seu limite, a bela “Remember Tomorrow” (com destaque para a banda de apoio que a executou lindamente), a grata surpresa de “Charlotte The Harlot” e “Transylvania” dando aquele respiro para Paul seguir a parte final com: “Phantom of The Opera”, “Prowler” e “Iron Maiden”.

Uma celebração em nome do Heavy Metal, em nome de uma das principais lendas do som pesado mundial. Ainda que não esteja em sua melhor forma ou situação, Paul Di’anno tem o seu lugar no Olimpo do Heavy Metal e vive ao seu modo fazendo o que gosta. De todas as apresentações do The Beast pela capital gaúcha sem medo de errar esse foi o seu melhor show.

Se essa foi a sua última tour não sabemos, mas se retornar, lá estaremos mais uma vez!


Vídeos:





sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

Todos os detalhes sobre a turnê do lendário PAUL DI'ANNO pelo Brasil

De janeiro a março de 2023, teremos a turnê de PAUL DI’ANNO + NOTURNALL + ELECTRIC GYPSY que passará por Fortaleza, Recife, Salvador, Brasília, Goiânia, Rio de Janeiro, São Paulo, Belo Horizonte, Florianópolis, Curitiba, Cuiabá, Campo Grande, Porto Alegre, Manaus, Belém, São Luiz, Teresina, Natal, João Pessoa, Maceió, Aracaju, entre outras cidades. Essa e a maior turnê de um artista internacional de heavy metal pelo Brasil.

Paul Di'Anno, a lendária voz dos primeiros discos do Iron Maiden, retorna ao Brasil após 8 anos afastado dos palcos, devido a problemas de saúde que por pouco não tiraram sua vida.

 

TURNÊ PAUL DI’ANNO + NOTURNALL + ELECTRIC GYPSY

Paul Di'Anno, a lendária voz dos primeiros discos do Iron Maiden, “Killers”, “Made in Japan” e o homônimo “Iron Maiden”, retorna ao Brasil após 8 anos afastado dos palcos, devido a problemas de saúde que por pouco não tiraram sua vida.

Em uma incrível história de superação, após diversas cirurgias, ele está de volta à ativa com força total para celebrar algumas das mais importantes obras da história do Heavy Metal, nas quais teve papel fundamental por sua voz, composições e personalidade única, materializando um dos maiores ressurgimentos da história da música com uma das mais extensas turnês de um artista internacional já realizadas no Brasil, na qual o cantor percorrerá quase todos os estados da federação em pouco menos de dois meses de estrada. Emocionado com seu retorno a este país, que considera como segunda casa, Paul promete um repertório matador, com clássicos de sua fase no Iron Maiden e algumas surpresas.

Acompanhando Paul nesta turnê memorável, estará outro grande nome do Heavy Metal, o Noturnall. A banda liderada pelo vocalista Thiago Bianchi, que também compartilha de uma história de superação, excursiona em suporte ao lançamento de seu tão aguardado quarto álbum de estúdio, intitulado “Cosmic Redemption”, contando com a participação de seu clássico guitarrista Léo Mancini como convidado especial. Junto com Léo, seu baterista Henrique Pucci e seu baixista Saulo Xakol também farão parte da banda que executará as músicas do show de Paul Di’anno.

Dentre os grandes feitos do Noturnall estão: 3 participações no Rock in Rio, ser uma das únicas bandas do mundo a ter no palco uma bateria que gira 360º ficando totalmente de ponta-cabeça, turnês pelo mundo todo junto com bandas como Disturbed, Sons of Apollo, Adrenaline Mob, Sepultura, Angra, entre outras, ser a primeira banda brasileira a gravar um DVD na Rússia, ter participações especiais de lendas do Heavy Metal mundial, como Michael Kiske (Helloween), Mike Portnoy (ex-Dream Theater), James LaBrie (Dream Theater), Russell Allen (Symphony X), Edu Falaschi (ex-Angra), entre outros.

O conjunto promete aos fãs um espetáculo inesquecível, introduzindo em seu repertório músicas energéticas do novo álbum, como a veloz e impressionante “Reset the Game”, que deu nome à sua última tour, o clássico do Rock Nacional “O Tempo Não Para”, gravado com participação especial da lenda da MPB, Ney Matogrosso, e a promessa de novo hit “Try Harder”, cujo fascinante clipe foi gravado na Favela da Rocinha, além dos grandes clássicos de sua carreira.

A abertura dos shows ficará por conta da grande revelação do Hard Rock nacional, Electric Gypsy. Seguindo o grande sucesso de seu autointitulado álbum de estreia, aclamado pela mídia especializada, o quarteto mineiro formado por Guzz (voz), Nolas (guitarra), Pete (baixo) e Robert Zimmerman (bateria), excursiona em suporte de um novo EP, cujo lançamento será anunciado no início de 2023, e que conta com 4 músicas novas, gravadas no Estúdio Fusão e produzidas por Thiago Bianchi.

A turnê de retorno de Paul Di'Anno aos palcos, junto com Noturnall e Electric Gypsy, será realizada pela Estética Torta, editora que lançou no Brasil mais de uma dezena de livros relacionados ao Iron Maiden. Outra novidade é que o autor croata Stjepan Juras estará presente em todas as datas no Brasil, autografando os livros dos fãs.

Todos que garantirem o primeiro lote de ingressos terão acesso ao meet & greet com Paul Di’Anno no formato foto em conjunto. Também é possível adquirir o pacote VIP com tempo exclusivo para fotos e autógrafos, camiseta, pôster e credenciais exclusivos, entrada prioritária na casa e outros benefícios.

A lista completa com todas as datas atualizadas à medida em que são confirmadas, respectivos links para compra de ingresso e serviço completo de cada show pode ser encontrada no link abaixo:

 

PAUL DI'ANNO (EX-IRON MAIDEN) + NOTURNALL + ELECTRIC GYPSY

 

27.01.23 - Fortaleza // Armazém - INGRESSOS

 

28.01.23 - Recife // Estelita - INGRESSOS

 

29.01.23 - Salvador // 30 Segundos - INGRESSOS

 

31.01.23 - Brasília // Toinha - INGRESSOS

 

01.02.23 - Goiânia // Bolshoi - INGRESSOS

 

02.02.23 - Rio de Janeiro // Agyto - INGRESSOS

 

04.02.23 - São Paulo // Carioca Club - INGRESSOS

 

05.02.23 - Belo Horizonte // Mr Rock - INGRESSOS

 

06.02.23 - São José dos Campos // EM BREVE

 

08.02.23 - Florianópolis // Célula Showcase - INGRESSOS

 

09.02.23 - Curitiba // Jokers - INGRESSOS

 

11.02.23 - Vila Velha // Correria - INGRESSOS

 

12.02.23 - Ipatinga // Garajão - INGRESSOS

 

14.02.23 - Juiz de Fora // Cultural Bar - INGRESSOS

 

15.02.23 - Divinópolis // Zeppelin - INGRESSOS

 

16.02.23 - Uberlândia // Seu Rosa - INGRESSOS

 

18.02.23 - Cuiabá // Caverna's Bar - INGRESSOS

 

19.02.23 - Campo Grande // Blues Bar - INGRESSOS

 

21.02.23 - Maringá // Tribo's - INGRESSOS

 

23.02.23 - Porto Alegre // CIEE - INGRESSOS

 

25.02.23 - Limeira // Mirage - INGRESSOS

 

26.02.23 - Santos // Arena Club - INGRESSOS

 

28.02.23 - Boa Vista // 174 Pub - EM BREVE

 

02.03.23 - Manaus // O Condado - INGRESSOS

 

03.03.23 - Belém // Botequim - INGRESSOS

 

04.03.23 - São Luis // The Music Hall - INGRESOS

 

06.03.23 - Teresina // Bueiro do Rock - INGRESSOS

 

07.03.23 - Juazeiro do Norte // Porão Rock - INGRESSOS

 

08.03.23 - Natal // Whiskritório - INGRESSOS

 

10.03.23 - João Pessoa // After Pub - INGRESSOS

 

11.03.23 - Maceió // Tanque Cheio - INGRESSOS

 

12.03.23 - Aracaju // Chê Music Bar - INGRESSOS


Compre seus ingressos aqui: https://www.esteticatorta.com/shows/

Paul Di'anno em Porto Alegre!


Quinta-feira, 23 de Fevereiro de 2023

 

Abertura: 20:00 Início: 21:00

 

Local: Teatro CIEE – Porto Alegre

 

Rua Dom Pedro II, 861 – São João – Porto Alegre, RS

 

Classificação etária: +18

 

Ingressos:

 

2º Lote – Plateia – Meia-entrada: R$ 150,00

2º Lote – Pista – Solidário (doe 1 Kg de alimento não perecível): R$ 150,00

2º Lote – Pista – Inteira: R$ 300,00

Pacote VIP – Ingresso + Meet & Greet: R$ 600,00

 

*Sujeito a alteração no valor do ingresso conforme virada do lote.

 

Venda: https://www.clubedoingresso.com/evento/pauldianno-poa

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Scelerata: Disco Certeiro Eleva a Banda à Novo Patamar

Banda de Porto Alegre/RS, Brasil, lança seu 3º álbum

A espera valeu a pena. Foram cerca de 4 anos desde o lançamento de “Skeletons Domination” (2008), mudanças na formação e 3 turnês de muito sucesso (e mais de 40 shows) como banda suporte de Paul Di’anno (ex-Iron Maiden), até a banda chegar, com “The Sniper”, à um novo patamar.

Scelerata alcança novo patamar
Não que a banda já não tivesse um trabalho consistente, mas definitivamente este terceiro disco é um divisor de águas, pois o som aqui está mais encorpado, desenvolvendo o seu Power Metal característico mas sem soar tão melódico o tempo todo, como nos discos anteriores, e caprichando mais no peso e riffs de guitarras, num trabalho primoroso da dupla Renato Osório e Magnus Wichmann.

Mas não apenas as guitarras, como também a bateria de Francis Cassol e o baixo singular (dificilmente você encontrará algum baixista com esse timbre e presença de palco) de Gustavo Strapazon, que inclusive foi um dos nossos primeiros entrevistados anos atrás.

A novidade está à cargo dos vocais, agora com a escolha mais que acertada de Fabio Juan que já faz parte da banda há um certo tempo, mas mostra aqui, pela primeira vz, seu registro de inéditas em estúdio, num trabalho que o coloca entre os melhores da atualidade (e ao vivo o cara segura a onda perfeitamente também).
Ao longo do disco o grupo vai ora fugindo um pouco do lado mais rápido e melódico, ora voltando em cheio ao estilo que, hoje, poucas bandas são capazes de fazer sem soar tediosas. E a Scelerata mostra, em canções como “Unmasking Lies” e “Breaking the Chains”, que há ainda muito espaço para a melodia bem feita dentro do Metal. Esta última, inclusive, remete inclusive ao Journey, especialmente seu clima Hard Rock!

Da esq. p/ dir.: Magnus, Renato, Fabio, Gustavo e Francis

Não dá para não comentar faixas como “Rising Sun”, que abre o disco e é também o primeiro single/vídeo do álbum (confira matéria sobre aqui), “Drowned in Madness”, e seu clímax final com um show dos agudos de Fabio Juan; vale mencionar, a título de ser cruficicado caso não o fizesse, a música “Welcome Home”, lembrando sua parte inicial até algo de Hibria, outra importante banda da mesma cidade e que conta com o guitarrista Renato Osório também. “’Til the Day We Die” tem sua grande beleza na parte final, com uma melodia muito linda, e “Money Painted Red” poderia maneirar nos teclados iniciais, o que é compensado pelos grandes momentos seguintes da canção.

“The Sniper” não acaba nisso. Na verdade, dois pontos interessantíssimos são “In My Blood”, música com a participação de Paul Di’anno, claro, como não podia deixar de ser. O ex-Iron Maiden detonou, cantando com a sua forma agressiva habitual, dando um “quê” a mais de peso para a banda. E, claro, “Must Be Dreaming”, canção composta por ninguém menos que Andi Deris (Helloween), que também a canta em dueto com Juan, na canção mais viciante do disco e que já se tornou um hit do grupo (quem a viu ao vivo sabe da força dessa balada).
Vale, para terminar, elogiar a produção sonora que ficou a cargo, novamente, do mestre Charlie Bauerfeind (na Alemanha) e da arte e temática do álbum (tratando de algo que conhecemos muito bem: corrupção), com um encarte e capa de alto nível, afinal, com “The Sniper” a Scelerata alcança um novo patamar e, daqui para frente, inaugura uma fase de grande ascensão. É o trabalho bem feito reconhecido. Agora é você correr atrás sem medo e ouvir este disco que se tornará um clássico do gênero.
Stay on the Road

Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Scelerata
Álbum: The Sniper
Ano: 2012 
País: Brasil
Tipo: Power Metal
Selo: Voice Music

Formação
Fabio Juan (Vocal)
Magnus Wichmann (Guitarra)
Renato Osorio (Guitarra)
Gustavo Strapazon (Baixo)
Francis Cassol (Bateria)



Tracklist
01 – Rising Sun (part. especial: Paul Di’Anno)
02 – In My Blood (part. especial: Paul Di’Anno)
03 – Road Of Death
04 – Breaking The Chains
05 – Unmasking Lies
06 – Must Be Dreaming (part. especial: Andi Deris)
07 – Drowned in Madness
08 – Welcome Home
09 – ‘Til The Day We Die
10 – Money Painted Red
11 – The Sniper

Conheça mais sobre a banda

Assista ao vídeo clipe oficial “Rising Sun”
Ao vivo tocando a nova "In My Blood" em Porto Alegre/RS

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Paul Di’Anno Volta em Extensa Turnê Comemorando 30 Anos de “Iron Maiden”


Mais uma vez o lendário primeiro vocalista do Iron Maiden (pelo menos o primeiro a gravar com a banda, ainda em 1979), retorna após um ano ao Brasil para realizar mais uma de suas extensas turnês.

Porém, ao contrário da tour de 2009, que foi de cerca de 10 shows, todos nas regiões sul e sudeste do país, desta vez ela abarcará todas as regiões do país e num total de 20 apresentações.

A exemplo do ano anterior, em que a banda de apoio foi a gaúcha Scelerata, este ano o grupo volta a abrir os shows do vocalista e acompanhá-lo na execução completa do primeiro disco do Iron Maiden, álbum homônimo lançado há exatos 30 anos.

A Scelerata novamente foi selecionada para acompanhar Di’Anno, mas desta vez apresentando seu novo vocalista fixo (em 2009 estavam com um “emprestado”) Fabio Juan. Completam a banda os guitarristas Renato Osório e Magnus Wichmann, o baixista Gustavo Strapazon e o baterista Francis Cassol.

Vale lembrar que o blog Road to Metal realizou entrevista com a banda após turnê no ano anterior e também foi possível acompanhar a apresentação da banda com o Di’Anno em Frederico Westphallen (confira entrevista e resenha do show aqui no blog).

Os caras estão preparando seu terceiro disco, ainda para este ano, marcando essa nova fase da banda que passa a ser muito conhecida por todo o Brasil por estar tocando ao lado de Di’anno e pelo seu som de qualidade dos dois trabalhos “Darknes ans Light” (2006) e “Skeletons Domination” (2008).

Infelizmente, com essa turnê especial objetivando levar os shows à outras regiões do Brasil, o interior dos estados de Rio Grande do Sul e Santa Catarina ficaram sem shows, o que dificulta o deslocamento até suas capitais. Mas quem foi sabe que, embora Di’Anno muitos quilos a mais, sua voz continua potente (arriscando até uns “urros”) e que os fãs de Maiden podem esperar o álbum primário na integra, assim como clássicos do disco “Killers” (1981) e outros da carreira do vocalista.

UP THE IRONS

Texto: EddieHead


Myspace Scelerata: http://www.myspace.com/scelerataband
Site de Di’Anno: http://www.pauldianno.com

Abstratti
http://www.abstratti.com.br

Informações com a produtora:
(51) 3026-3602
abstratti@abstratti.com.br
twitter.com/abstratti



AGOSTO

05 (quinta-feira) - Florianópolis/SC no John Bull
06 (sexta-feira) - Curitiba/PR no John Bull
07(sábado) - Londrina/PR no Strettos Pub
08 (domingo) - Porto Alegre/RS no Porão do Beco
13 (sexta-feira) - Manaus/AM no Porão do Alemão
14 (sábado) - Fortaleza/CE no Ceara in Rock (com Hangar)
19 (quinta-feira) - Goiânia/GO no Bolshoi Club
20 (sexta-feira) - Brasília/DF no America Rock Club
21 (sábado) - Teresina/PI no Bueiro do Rock
22 (domingo) - Belém/PA no Lux
26 (quinta-feira) - Rio de Janeiro/RJ no Hard Rock Café
27 (sexta-feira) - Pouso Alegre/MG no Clube de Campo Fernão Dias ("Triumph of Metal Fest")
28 (sábado) - Cachoeiro do Itapemirim/ES no Pavilhão de Eventos Ilha da Luz
29 (domingo) - Juiz de Fora/MG no Cultural Bar

SETEMBRO

02 (quinta-feira) - São Paulo/SP no Manifesto Bar
03 (sexta-feira) - Leme/SP
04 (sábado) - Novo Horizonte/SP no Experience Rock Bar
05 (domingo) - Sorocaba/SP no Plaza Hall
06 (segunda-feira) - Santos/SP (com Velhas Virgens)
07 (terça-feira) - Guarulhos/SP no Rancho (com Shaman e Bittencourt Project)

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Entrevista: Scelerata Aumentando Sua Potência


Enriquecendo ainda mais o blog Road to Metal, trazemos como entrevista do mês de novembro a banda gaúcha de Porto Alegre Scelerata que, além de tocar um Power/Progressive Metal de grande qualidade e originalidade, foram a banda de abertura de Paul Di’anno, ex-vocalista do Iron Maiden quando de sua passagem pelo Brasil este ano, com 10 shows nos estados de São Paulo, Santa Catarina, Paraná e Rio Grande do Sul.

Conversamos com o baixista da banda, Gustavo Strapazon, que gentil e espontaneamente aceitou respoder a esta entrevista. Entre os temas, o passado e futuro da Scelerata e, claro, a experiência de tocar com um ex- Iron Maiden. Stay on the Road

Road to Metal: A banda tem procurado um vocalista substituto para Carl Casagrande, inclusive se apresentando com o Dan Rubin, atual vocalista da banda Magician, durante a turnê como banda de abertura e apoio para Paul Di’anno, nos 10 shows dessa turnê brasileira. Como está o processo de busca e seleção de um vocalista definitivo? E porque Rubin não é efetivado, já que parece se encaixar bem a som da banda?

Gustavo Strapazon - Recebemos material de excelentes cantores de vários lugares do pais. Recebemos material de vocalistas muito profissionais até outros bem iniciantes, e era bem isso que esperávamos, todos tiveram seus materiais ouvidos. E alguns destes foram convidados a tocar algumas musicas com a gente nos ensaios. O Dan Rubin é nosso amigo á muitos anos, para a tour com o Paul Dianno precisávamos de alguém que alem de ser um grande cantor, poderíamos confiar e saber como se sairia numa tour então o chamamos.

A voz dele caiu como uma luva nos sons da banda, pelo timbre e pelo registro vocal. Durante a tour pudemos ter certeza que ele seria o cantor perfeito para a banda. Quando voltamos para Porto Alegre o efetivamos. Estamos certos que com o Dan nos vocais poderemos alcançar patamares muito mais altos.

RtM: A banda possui apenas dois álbuns lançados mas já carrega na bagagem experiências como abrir shows de bandas como Deep Purple, Edguy, GammaRay, Masterplan, Angra e Shaman. Qual a importância na evolução da banda essas experiências?

Gustavo:Tanto gravações, quanto shows sejam aberturas para grandes bandas, ou em bares bem pequenos são de grande importância para a evolução da banda. Cada show é diferente e o publico responde diferente, assim como a postura da banda deve manter a mesma energia nas mais diferentes situações e isso só a experiência traz.

RtM: “Darkness and Light” (2006) é o marco de estréia da banda e já no ano de lançamento se destacou como um dos melhores do cenário nacional. Como vocês vêem a banda nesse período e atualmente, depois de já terem um single e o segundo disco lançados?

Gustavo: O Darkness and light tem grandes musicas que funcionam muito bem ao vivo. Gostaria que esse disco tivesse recebido uma atenção melhor quanto à produção.

RtM: A banda divulgou que neste segundo semestre de 2009 prepara o terceiro álbum. Como vocês esperam que esse álbum soe aos fãs e à mídia, principalmente após a turnê com Paul Di’anno (que deu uma visibilidade enorme para a banda) e com a entrada de um novo vocalista?

Gustavo: A banda esta em constante evolução, o estilo que fazemos pode ser classificado como uma banda de power metal com influencias bem diversas que vão desde o trash metal até o hard rock. No próximo disco esperamos firmar o estilo da banda ao mesmo tempo poder incluir novas possibilidades. Atualmente todos estilos estão saturados, só queremos fazer musicas cada vez mais empolgantes. Com a entrada do Dan tenho certeza que conseguiremos.

RtM: Ainda sobre o álbum de estréia, como foi ter a participação de dois dos maiores nomes do Metal nacional: Kiko Loureiro (guitarra) e Edu Falaschi (vocal), ambos do Angra? Além deles, também Renato Borghetti, expoente da música do RS também participa com seu acordeon. Como surgiu essa idéia?

Gustavo:O Kiko não participou do cd, fizemos um show com ele onde tocamos musicas do Angra. O Edu participa da faixa “Spell of time”, o timbre dele se encaixa perfeito com a musica. Foi muito legal ter ele no disco por que ele sempre foi um grande apoiador da banda. O Borghetti participa da musica “endeless” que tem influencias da musica regional do Rio Grande do Sul como milonga. Foi uma grande honra ter um dos maiores expoentes da nossa musica tocando Heavy Metal!

RtM: Em 2008 dois lançamentos foram responsáveis pela maior ascenção da banda, inclusive no exterior (o que já acontecera em 2006): o single “Enemy Within” e o álbum “Skeletons Domination”. Vocês concordam que a banda evoluiu bastante nestes dois anos e que se pode esperar um novo álbum superior aos anteriores?

Gustavo: Com certeza!! A banda esta cada vez mais entrosada, o próximo álbum deverá mostrar mais facetas da banda, com todos os integrantes participando ativamente de cada composição.

RtM: Todos sabemos que o cenário Metal nacional é muito fraco, em termos de apoio. As bandas de renome construiram suas tragetórias no meio underground, e poucas podem viver do que fazem, apenas da música. Como anda a situação dos músicos da banda em relação à isso? A banda tem feito muitos shows, ou ainda o espaço para shows dificulta a independência dos músicos da Scerelata?

Gustavo: Todos na banda trabalham no meio musical a muitos anos, dando aulas tocando na noite, trabalhando com produção. A banda ainda não é auto suficiente, mas a cada ano que passa conquistamos mais coisas, atualmente a banda conta com vários apoiadores seja na mídia , na produção dos show etc.

RtM: Agora, falaremos um pouco sobre a última turnê da banda. Aliás, uma turnê muito especial, com certeza. Afinal, foram selecionados para serem a banda de apoio e abertura da lenda viva Paul Di’anno, primeiro vocalista a gravar com o Iron Maiden (confira matéria aqui mesmo neste blog http://roadtometal.blogspot.com/2009/06/paul-dianno-em-turne-no-sul-e-sudeste.html). Como a banda foi escolhida?Qual foi o processo?

Gustavo:Soubemos que o Paul estava à procura de uma banda para a sua turnê brasileira, enviamos nosso material para o empresário dele. Tivemos uma resposta instantânea, que nos pedia para gravarmos um ensaio tocando algumas musicas do Paul na época do Iron Maiden e de sua carreira solo. Após isso recebemos a confirmação que seriamos a banda dele.

RtM: Qual a sensação de tocar músicas como “Phantom of the Opera”, “Running Free” e “Wrathchild” ao lado de um dos principais ex-membro do Iron Maiden? Além, claro, de excurcionar com ele. O que vocês podem dizer dessa experiência?

Gustavo: Quando o Paul foi ao nosso ensaio e começamos a tocar algumas musicas notamos a empolgação dele, nas primeiras musicas ele só ficou escutando. Quando ele pegou o microfone e começou a cantar musicas que escutamos desde a nossa infância foi algo surreal. Ele tem uma voz muito poderosa e acho que naquele momento todos na banda sentiram arrepios, hehehehe.

Ele é um cara muito gente fina, e durante a tour nos contava varias historias da época em que ele estava no Maiden. Certamente é uma experiência que nos lembraremos para sempre.

RtM: Podemos conferir o show do Di’anno e de vocês em Frederico Westphalen, em julho deste ano. Ficamos impressionados com a performance da banda, especialmente nos clássicos do Iron Maiden. Soubemos, porém, de que tiveram um imprevisto entre Passo Fundo até chegar à Frederico. Parece que um problema no carro. O que aconteceu?

Gustavo:Olha que eu me lembre não teve imprevisto nenhum, acho só que o motorista se perdeu um pouco no caminho,hehhehehe. Mas certamente o show em Frederico Westphalen foi um dos pontos altos da tour, o público mesmo naquele frio de rachar agitou do inicio ao fim, adoraríamos voltar o mais breve possível para fazer um show inteiro do Scelerata.

RtM:
Dos shows dessa turnê, quais as experiências mais interessantes e as não tão boas assim?

Gustavo: Todos os shows foram excelentes, o interessante mesmo foi viver o dia a daí de uma tourne e todo aprendizado envolvido nessa experiência. Acho que tudo foi muito bom, nem teria o que dizer sobre algo não tão bom.

RtM: Agradecemos a disponibilidade, desejando sucesso à banda e que novos caminhos se abram a todo momento. Um mensagem final para quem acompanha o Road to Metal?

Gustavo: Agradecemos o espaço, continuem com o ótimo trabalho que vocês desempenham. Para os interessados em conhecer mais o trabalho da banda podem conferir o myspace no endereço: www.myspace.com/scelerataband.

Grande abraço!

sábado, 29 de agosto de 2009

Resenha de Shows: Na Mira do Rock (Tierramystyca, Scelerata, Paul Di’anno e Datavenia), Frederico Westphallen/RS


Sábado (11 de julho)depois de um dia com muita chuva em todo o Rio Grande do Sul. No norte do estado, a cidade de Frederico Westphallen e toda a região do RS e também inúmeras cidades de Santa Catarina compareceram ao Parque de Exposições da cidade para presenciar a apresentação histórica de Paul Di’anno, primeiro vocalista da lendária banda Iron Maiden.

Di’anno foi o primeiro vocal a gravar com a banda, gravando demos, singles e os dois primeiros álbuns da Donzela, “Iron Maiden” e “Killers”, de 1980 e 1981, além do ótimo ao vivo no Japão “Maiden in Japan”.

Além dessa lenda viva, as ótimas bandas Tierramystica e Scelerata de Porto Alegre/RS também marcariam presença antes do show de Di’anno. Inclusive esta última foi a banda de apoio de toda a turnê brasileira do inglês. Eles já haviam tocado no Paraná, Santa Catarina e na cidade de Passo Fundo no RS. Tratava-se, portanto, do quinto show do vocalista em 2009 no Brasil.

Além das bandas de abertura, a noite, ou melhor, a madrugada fechou com a banda local Datavenia, tocando os maiores clássicos do Thrash Metal mundial e derrubando tudo para o delírio daqueles que ficaram até o final.

Fazia um frio incrível e eram passada das 22 horas (horário marcado para inicio) quando os portões do ginásio foram abertos. O local foi apropriado, embora certas dificuldades de acesso ao banheiro, o que dificultou bastante a locomoção.

Cerca de 1.500 pessoas compareceram para ver a Tierramystica abrir esse “festival” promovido pelo programa Na Mira do Rock que completava 5 anos de uma rádio local. A banda toca há poço tempo junta, sendo uma dissolução da Toccata Magna, também da capital.

Já havíamos visto uma apresentação da banda e esperávamos ansiosos por algo superior a apresentação de meses antes. Um pouco pelo frio, mas muito pela própria banda o show foi bem fraco, com pouca participação do público, exceto quando tocam o clássico do Iron Maiden “Run to the Hills”. O Folk Metal da banda é bem tocado, com toda certeza, mas o estilo ainda não é bem assimilado ao vivo por estas regiões. Vale lembrar que a banda tem crescido bastante, abrindo recentemente para o Angra e Sepultura em Porto Alegre.

Após sobe ao palco a bastante esperada Scelerata, banda de Power/Progressive Metal que já tendo mais de um álbum lançado, pôde fazer o público agitar nas músicas próprias. O vocalista convidado (a banda está a procura de um definitivo e no site da banda há mais informações http://www.scelerata.com/), Dan Rubin (que canta na banda Magician) deu um show à parte, bastante integrado com a banda, agradecendo ao público pelo espaço e aos amigos da banda pelo convite.

A banda formada por Gustavo Strapazon (baixo), Francis Cassol (bateria), Magnus Wichmann (guitarra e neto do músico gaúcho Teixerinha, o que inclusive justifica o uso de gaitas em algumas canções da banda em estúdio) e Renato Osorio (guitarra) tocou músicas de seus álbuns “Darkness & Light” (2006) e “Skeletons Domination” (2008) e detonaram com Master of Puppets, clássico do Metallica.

A banda agradece e sai do palco. Todos ansiosos esperando por Paul Di’anno, mas o cara não chega. Passam mais de 30 minutos quando ele entra pela lateral do ginásio, com a já esperada bengala de apoio devido à problemas na perna direita.

A banda inicia com uma das maiores introduções da história, “Ides of March”, avisando que Di’anno, o vocalista que ajudou a banda Iron Maiden a iniciar sua jornada para o topo do Heavy Metal, estava se preparando para entrar no palco.

Com seus muitos quilos a mais, Di’anno detona com o clássico “Wrathchild”, cantado pelos maiores fãs, do inicio ao fim. Ele mostrava simpatia com o público, pedindo que agitassem mais.

“Prowler”, do primeiro disco da banda (1980), foi uma surpresa pra este que escreve. Lembro que, depois do hino da banda “Iron Maiden” (que Di’Anno não toca nos shows), esta foi a primeira música que ouvi da fase Di’anno, porém, com o Bruce Dickinson (que o substituiu) nos vocais.

Não vou descrever aqui faixa por faixa este show que, com certeza, superou minhas expectativas como fã de Iron Maiden. Di’anno estava, dentro do possível, agitando, interagindo com o público, inclusive brincando dizendo que o público dormia (exagero da sua parte).

Tocando músicas da época pós-Maiden, poucas pessoas reconheceram as canções, que, diferentemente dos clássicos que ajudou a criar, são bem mais pesadas, em alguns momentos até apelando para um vocal mais gutural. Várias delas bem Thrash Metal.

“Murders in the Rue Morgue” veio para mostrar que Di’anno ainda tem o fôlego suficiente para essa que é uma das mais rápidas da história do Metal. Uma pena que o público não retribui à esse clássico como poderia...

Dedica “Remember Tomorrow” para seu “irmão” (como ele diz) Clive Burr, baterista até o terceiro disco do Iron Maiden e que, há anos, sofre de esclerose múltipla (morte em massa das células). Esse som é muito emocionante, e um dos primeiros a mesclar melodia e peso (trecho calmo-trecho rápido).

Era uma música muito esperada e o público reagiu bem melhor a ela, embora ainda os protestos do corintiano Di’anno (ele brincara com o público gaúcho, pois o Internacional havia perdido a Copa do Brasil para o seu time e, no dia seguinte, quando estaria na capital gaúcha, seria a vez do Grêmio).

Antes de uma das músicas, o vocalista a dedica à sua ex-esposa (ele fala em português nessa hora), que vive em Curitiba, que é uma verdadeira “vaca”.

A casa cai quando a Scelerata começa “Killers”, um dos sons mais “nervosos” do Iron Maiden e que Di’anno fez questão de colocar bastante peso. Ficou ótima. Assim como “Phantom of the Opera” que, embora não tenha ficado tão boa quanto as demais, também valeu pelo registro histórico dessa canção que o Iron Maiden ainda toca, entre uma turnê e outra, ao vivo.

“Running Free” vem pra fechar o show antes do bis, que obviamente ocorreria. Essa foi a primeira canção a dar popularidade aos ingleses, ainda em 1980 e que, com a lenda viva há poucos metros, só veio para acrescentar mais brilho à esse show histórico.

Com os já esperados pedidos da volta do vocalista ao palco, após alguns instantes, a Scelerata toca a instrumental “Transylvania”, de uma forma espetacular, conseguindo mobilizar o público que já podia se considerar cansado. Di’anno volta, para a satisfação do povo, e mete mais duas, “Mad Man” e fecha com o já esperado cover do Ramones, “Blitzkrieg bop”, banda que segundo o vocalista gosta muito. Aqui ele dá a prova do seu amor pelo punk rock.

Ele se despede, dessa vez definitivamente. Mas os fanáticos ainda iriam de atrás dele no camarim, tiram fotos e conversam com ele e a banda. Momento, para este que escreve, que ficará na memória para sempre.

Considero o Di’anno uma lenda viva do Heavy Metal (e pude dizer isso para ele), mas, em sua “humildade” não reconhecida, apenas se considera um “punk”.

Antes do fim dessa grande noite, a banda local Datavenia vem brindar com o pouco público que permaneceu tão tarde (deviam ser algo como 2 ou 3 da madrugada). Os garotos tocaram vários clássicos de bandas como Iron Maiden (fase Dickinson), Slayer, Pantera e Metallica.

Mesmo sendo apenas uma banda cover, eles tem sido reconhecidos na região pela excelência que tocam esses sons que não são fáceis de tocar, além que possuem a habilidade de movimentar seu show.

Terminada a noite, ficou a satisfação de ter participado desse evento que reunião gente de muitas cidades, grandes nomes do Metal nacional e regional, além da atração principal memorável. À organização, os nossos parabéns pela iniciativa ousada. Sabemos como organizar eventos desse porte é necessário persistência e apoio.

Stay on the Road

Texto: EddieHead