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sexta-feira, 3 de maio de 2013

Tributos: Adrenaline Mob Homenageia Bandas Clássicas

EP com 8 faixas traz releituras fiéis de clássicos do Rock e Metal mundial


Que o Mike Portnoy (ex-Dream Theater) adora se envolver em projetos, gravar discos, fazer shows completos executando apenas músicas de bandas que lhe influenciaram, não é nenhuma novidade. Agora, parece que levou isso também para dentro do Adrenaline Mob que, em março de 2013, lançou “Covertà”, disco composto apenas de covers.

E que ótimas escolhas. Claro que alguns sons não surpreenderam, por já serem algo na linha do que a banda já fez antes, como “The Mob Rules” (Black Sabbath), que inclusive saiu no primeiro EP do grupo, “Adrenaline Mob” (2011).

Mas o que chama a atenção e abrilhanta o lançamento são, com certeza, faixas como “High Wire” (numa versão muito legal para a música do Badlands), que abre o álbum, mostrando a coesão desse grupo que além do chefe Portina, possui ninguém menos que Russel Allen (Symphony X) nos vocais, Mike Orlando nas guitarras e John Moyer (Disturbed) no baixo. Além desta, temos "Break On Through" (The Doors), disparada a minha preferida do álbum, assim como merecem destaques "Barracuda" (Heart), que ao lado da já citada do The Doors, marcam o álbum definitivamente, sem esquecer de "The Lemon Song", do Led Zeppelin.

(Da esq. p/ dir: Moyer, Portnoy, Allen e Orlando)

Também não é novidade de que Ronnie James Dio (Rainbow, Black Sabbath) é uma das grandes influências “vocálicas” de Allen e o Adrenaline Mob não quis poupar homenagem ao baixinho que passou desta para uma melhor em 2010, executando nada menos que 3 músicas que, originalmente, tiveram os vocais de Dio. A já batida “The Mob Rules” (Black Sabbath), “Stand Up and Shout”, esta da carreira solo de Dio e “Kill the King”, do Rainbow. Tá certo que a banda escolheu 3 das canções mais regravadas, mas quem disse que eles queriam soar originais? Ponto para Allen, que sem sombra de dúvida é dono de uma voz única, que vai do Rock & Roll ao Metal sem dificuldade alguma.

Quase três anos após deixar o Dream Theater, Portnoy está mais do que à vontade em sua nova casa
O que salta aos ouvidos é o peso, o groove e a energia que o quarteto coloca em “Covertá” (que como você deve ter percebido, faz alusão ao primeiro disco da banda, lançado em 2012, “Omertá”) e, se não sai um novo de inéditas, pode ir matando um pouco a sede e é de audição obrigatória para quem gosta de boas releituras de clássicos.
Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Adrenaline Mob
Álbum: Covertá
Ano: 2013 
País: EUA
Tipo: Heavy/Clasic/Groove Rock

Formação
Russel Allen (Vocal)
Mike Portnoy (Bateria)
Mike Orlando (Guitarras)
John Moyer (Baixo)



Tracklist
01 - "High Wire" (cover do Badlands)
02 - "Stand Up And Shout" (cover do Dio)
03 - "Break On Through" (cover do The Doors)
04 - "Romeo Delight" (cover do Van Halen)
05 - "Barracuda" (cover do Heart)
06 - "Kill The King" (cover do Rainbow)
07 - "The Lemon Song" (cover do Led Zeppelin)
08 - "The Mob Rules" (cover do Black Sabbath)

Acesse e conheça mais sobre a banda
Site Oficial
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Compre o EP abaixo:

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Ouça "Break On Through"

Ouça "Barracuda" (com entrevista incluída)


segunda-feira, 7 de maio de 2012

Resenha de Shows: Festa de Comemoração aos 6 Meses da Loja Mais Rock & Roll do Interior do RS


Sempre louvável quando uma loja que trata de forma profissional o Rock promove eventos para seus clientes e público em geral. A Lugosi Rock Bazar, em Frederico Westphalen (norte do Rio Grande do Sul) completou 6 meses e, para não deixar passar em branco esse semestre, levou até a cidade duas bandas tributo tradicionais.


Tudo aconteceu dia 19 de abril, no Maria Lúcia Pub que, lotado (sem ficar desconfortável) recebeu no seu palco a Acacia Avenui/Iron Maiden Cover (Ijuí/RS) e Fallen (Metallica Cover, de Santo Ângelo) que tiveram o dever de agitar a noite fria que assolava a região.
            
Amigo das bandas, pude conferir desde a viagem que partiu de Santo Ângelo até os shows que trouxeram os maiores clássicos dessas duas bandas importantíssimas da história do Metal.
            
Nem mesmo o recente acidente de Alex “Finckler” Ximú (o show foi numa sexta, o acidente na terça) fez com que a Maiden cover, como é conhecida, cancelasse a apresentação. E que apresentação!
Acacia Avenue é uma das mais tradicionais bandas cover do Iron Maiden do interior do RS
            
Não à toa a banda tem se apresentado por todo Rio Grande do Sul (recentemente tocou em Gravataí, também no RS) e nesse show não fez menos do que está habituada: oferecer aos Maiden maníacos versões bastante aproximadas de clássicos absolutos do grupo, inclusive algumas surpresas, como “Flight of the Icarus”, que a banda original não toca há mais de duas décadas.

A banda trabalha junta há anos e o entrosamento é visível. Mesmo com certa limitação de espaço no palco, a banda agitou o público que, diga-se de passagem, o mais bonito e participativo que vi nos últimos tempos o/.

Fallen está em processo de composição de material próprio

Depois de quase duas horas de show, a Fallen entra em cena para agradar aos fãs de Metallica. Infelizmente, a banda está como um trio que, embora agite e execute as músicas bem, faz sentir falta de um segundo guitarrista e um vocalista empunhando guitarra. Não que Daniel (vocal e baixo) não dê conta do recado (inclusive agitando bastante a galera), mas seria mais interessante uma formação mais semelhante à banda original (o que não vem ao caso agora, já que a banda está compondo seu próprio material). O guitarrista James Patrcik assegura a onda na sua guitarra, mas a falta de uma segunda se faz sentir especialmente durante os solos, que deixam o som meio vazio.
            
Um grande destaque foi a Fallen tocar “The Day That Never Come”, que não vemos outras bandas da região executando, além, claro, dos clássicos como “Creeping Death”, “Master of Puppets” e “The Four Horsemen”.
            
Parte do público na frente do palco
Toda essa sonzeira aí regada com muita cerveja boa e gelada, público animado e um ambiente bastante propício para eventos como o que aconteceu nessa noite.
            
A verdade é que o público da pequena Fred West marca presença maciça nos shows da cidade (vale lembrar que em 2009 receberam lá ninguém menos que Paul Di’anno, ex-Iron Maiden, com o segundo maior público da turnê brasileira) e, graças ao Luiz Carlos (Fuga) e seus apoiadores, a cidade tem eventos de qualidade e um público marcante de grandes amigos e ótimas histórias.
            
Se depender da equipe Road to Metal, estaremos sempre apoiando os eventos da cidade e, com sorte, estaremos conferindo de perto os próximos eventos (vem aí Holiness e nova edição do Na Mira do Rock).

Stay on the Road

Texto: Euardo Cadore
Fotos: Road to Metal

Veja mais fotos das bandas e público clicando aqui.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Tributos: Hordas Underground Homenageam Ícones do Black Metal Nacional

Tributo atrasa, mas prima pela qualidade: novo marco do Black Metal brasileiro

Sendo um admirador do Metal brasileiro, acreditando que nossos headbangers não deixam a dever em nada em termos de ótimas bandas e público, fiquei honrado com o mais novo item que comprova a união da cena.

Recebi como presente da banda Brutal Morticínio uma grande obra que deve entrar para a história do Black Metal brasileiro, pela mobilização de várias bandas underground (cheias de dificuldades financeira, deslocamento, apoio, etc) para homenagear aquele que é, com certeza, o maior nome do Black Metal feito aqui e ainda ativo: Amen Corner.

Para quem não sabe, a Amen Corner é um grupo de Black Metal, oriunda da capital paranaense Curitiba, que ao longo de suas quase duas décadas de existência (que serão completadas em 2012), dedicou-se ao Black Metal blasfemo e herético, desenvolvido por e para aqueles adoradores do som mais brutal e trabalhado.

Amen Corner em uma das suas formações!

O grupo não tem uma discografia muito extensa (ano passado marcou ano de lançamento do novo álbum), reflexo das dificuldades de se tocar Black Metal no nosso país. Mas nem por isso tem sua importância diminuída, sendo lembrada inclusive fora do Brasil e em países com clássica tradição no gênero, como a Noruega.

Para marcar a história desse quarteto (que passou por várias mudanças na formação), a Belial Songs e Impaled records colocou em prática esse tributo que é o primeiro oficial ao Amen Corner.

Os treze hinos são executados por treze bandas brasileiras, entre elas grupos bastante respeitados no underground, como a Brutal Morticínio (banda que já tivemos o prazer de entrevistar e acompanhar ao vivo), Amaduscias (infelizmente encerrou as atividades este ano), Doomsday Ceremony e Supremacy of Evil.

Brutal Morticínio (RS) também prestou homenagem à banda!

Estamos acostumados a pensar que o underground só oferece material de baixa qualidade (devido a falta de estrutura). Porém, “The Return of the Sons of Cain – A Tribute to Amen Corner” (2010) desmente essa ideia, na medida em que capricha desde a seleção de bandas (todas detonando e fazendo jus ao nome da horda curitibana), à produção sonora (impecável, com poucos deslizes e sem soar “moderno” demais) e a arte gráfica (encarte de 18 páginas, todas envernizadas, contando fotos das treze bandas, endereço para contato e uma declaração de cada acerca da banda homenageada).

Amaduscias (RS): participação no tributo foi uma de suas últimas gravações

As bandas conseguiram manter a sonoridade da original respeitada, mesmo que algumas tenham realizado algumas adaptações, o que deve ser bem aceito pelos fãs (se for para ser totalmente igual, qual o sentido?).

Não poderei destacar quais bandas se saíram melhor, pois todas, dentro da sua proposta, honraram a Amen Corner, caprichando no peso e agressividade. Mas quem quiser dar uma conferida rápida, pode escutar sem medo “Zigurates Baal” (Impacto Profano), “Black Thorn” (Amaduscias), “My Soul Burns in Hell” (Brutal Morticínio), “The Sons of Cain” (Warriors of Metal), “The Creators Prid e the Anguish of the Accused” (Supremacy of Evil) e a soturna/épica "Seventy Seven Guardians" (Misdeed).

Os conterrâneos Doomsday Ceremony marcam território!

Fica aqui nossas congratulações às bandas, aos idealizadores, à Belial Songs e distribuidoras que divulgam esse incrível trabalho, digno de figurar como um marco na história do Metal Extremo nacional. Agradecemos à Brutal Morticínio pelo presente e dedicatória!


Stay on the Road

Texto: Eduardo “EddieHead” Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Várias

Álbum: The Return of the Sons of Cain – A Tribute to Amen Corner

Ano: 2010

País: Brasil

Tipo: Black Metal


Tracklist (banda e música)

01. Cryptic Lorn - Black Empire
02. Sades - Babylon, Might and Glory
03. Thorny Woods - Lamentation and Prize
04. Impacto Profano - Zigurates Baal
05. Celebration of Evil - Camos God Of The Gods
06. Amaduscias - Blackthorn
07. Heia - On The Throne With Lucifer
08. Brutal Morticínio - My Soul Burns in Hell
09. Ars Tenebrae - Endless Solitude
10. Warriors of Metal - The Sons of Cain
11. Misdeed - The Seventy Seven Guardians
12. Doomsday Ceremony - Diabolic Possession
13. Supremacy of Evil - The Creator´s Pride: The Anguish Of The Accused


Adquira o tributo e outros produtos

http://www.myspace.com/belialsongs666

http://blasphemicartdistro.blogspot.com

Myspace da Amen Corner

http://www.myspace.com/amencornerhorde

Confira matéria sobre a banda e sua discografia

http://apaistermusic.blogspot.com/2008/04/amen-corner-discografia.html

sexta-feira, 8 de abril de 2011

Tributos: Quando o Original Se Encontra Com Cover – Forever Deep

Forever Deep é uma das poucas bandas tributo ao Deep Purple autorizadas

Trazemos nessa seção um tributo um pouco diferente. Estamos acostumados a ver várias bandas realizando tributo a grandes nomes do Rock e Metal, bem como algum grande nome grava um disco apenas de covers.

Mas o que temos aqui é algo especial. Já imaginou uma banda cover/tributo que consegue gravar um álbum ao vivo com um dos membros do grupo ao qual se dedica a homenagear?

Isso aconteceu com a Forever Deep. A banda é o tributo oficial ao Deep Purple na Itália e reconhecida mundialmente pela qualidade e fidelidade ao grupo inglês de Gillan e Blackmore (este há muito fora da banda).

O baterista Ian Paice, que ainda está na banda ao longo de 40 anos de história, juntou-se ao grupo para apresentação em Verona (Itália) em 28 de janeiro de 2010, ocasião na qual foi possível gravar a parceria Ian Paice & Forever Deep e lançá-la com o título “Made in Verona – The Italian Deep Purple Tribute” (2010).

Mesmo que tenhamos apenas os maiores clássicos e um disco simples (apenas um CD/DVD), é incrível poder ouvir o grupo executando as músicas com perfeição, sabendo que, nas baquetas, ninguém menos que Paice comanda o show.

Assim, temos “Highway Star” abrindo o álbum, com direito a solo e tudo. Quem já tentou cantar essa música sabe que não é pra qualquer um, e o vocalista Aldo Casai mostrou uma interpretação impecável.

Ian Paice: uma das maiores lendas do Hard/Heavy de todos os tempos

“Strange Kind Of Woman” destacam também os teclados de Simoni Bistaffa (não se engane, o nome parece feminino, mas é um homem). Sensacional.“Lazy”, “The Mule” (com show de Paice, sobretudo no solo) e “Woman From Tokyo” denotam a habilidade da banda em executar Purple sem parecer sacrilégio e não uma cópia barata (muita bandinha quer tocar e acaba dando corda para se enforcar).

Mas são “Child in Time” e “Black Night” os pontos mais altos do álbum. Obviamente, não podia faltar “Smoke on the Water”, com direito a “intro” do guitarrista Mauro Torresendi antes do riff mais clássico da história do Rock.

Um grande trabalho que, embora apenas 9 músicas, mostram a paixão pelo lendário grupo inglês. Quem sabe também poderia rolar algo parecido com participações especiais? A banda merece.


Stay on the Road


Texto: Eduardo "EddieHead" Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Ian Paice & Forever Deep

Álbum: Made in Verona – The Italian Deep Purple Tribute

Ano: 2010

País: Itália

Tipo: Hard Rock/Heavy Clássico


Formação

Aldo Casai (Vocal)

Mauro Torresendi (Guitarra)

Maurizio Coltri (Baixo)

Simoni Bistaffa (Teclados)

Marco Beso (Bateria)

Participação especial

Ian Paice (Bateria)

Tracklist

1. Highway Star

2. Strange Kind Of Woman

3. When A Blind Man Cries

4. Lazy

5. The Mule

6. Child In Time

7. Woman From Tokio (Guitar Solo)

8. Smoke On The Water

9. Black Night


Site oficial do Forever Deep

http://www.foreverdeep.it

Myspace

http://www.myspace.com/foreverdeepvr

Assista ao vídeo do show

http://www.youtube.com/watch?v=xOtxMEL5j6s (Highway Star)

Veja o Trailer do DVD

http://www.youtube.com/watch?v=hCm4wt7E5XQ

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Amor Pela “Doncella”: Paraguai Leva Banda Cover do Iron Maiden Para Impressionar a Banda Original




Muitas vezes esquecemos que a América do Sul ainda é um continente que carece de maior quantidade de shows, investimento e união dos headbangers latinos.

Obviamente, a primeira edição do Rock in Rio (1985) serviu como a abertura de portas para a vinda de grandes nomes mundiais do Rock e Heavy Metal ao continente, sobretudo ao Brasil.

Porém, vários de nossos países vizinhos ainda sonham em ver seus maiores ídolos nas suas terras.

É o caso do Paraguai. Nossos vizinhos nunca tiveram shows de grandes nomes do Rock/Metal. Enquanto países como Brasil, Argentina, Chile e, mais recentemente, Colômbia e Venezuela, estão na rota dos principais nomes como Ozzy Osbourne, Judas Priest, dentre outros, o Paraguai ainda espera por shows desse porte.

Boa parte da América do Sul já virou rota obrigatória de shows da banda: falta o Paraguai!

Mas, ao invés de ficarem passivos diante da situação, os headbangers de Ciudad del Este preparam um evento especial, na tentativa de “sensibilizar” produtores nacionais e a própria banda Iron Maiden para se apresentar, pela primeira vez, no país.

Trata-se de um festival que terá como principal atração uma das bandas mais tradicionais tributo à Donzela, a Acacia Avenue, do Rio Grande do Sul. A atração internacional aporta no festival dia 09 de abril para realizar um show que será gravado pela organização para mostrar que também no Paraguai há muitos e fanáticos fãs do Iron Maiden, assim, vale a tentativa de trazer a banda numa próxima turnê.

O grupo brasileiro completa uma década de trabalho como banda tributo aos ingleses, realizando shows por todo o sul do Brasil.

Além do grupo brasileiro, atrações de peso (literalmente) do país se apresentam também, no festival que celebra um ano de duração do programa Dr. Rock da cidade.

Alex Finckler (esquerda) quando se apresentou ao lado de André Matos (com o Shaman) cantando a clássica "Wasted Years" (Iron Maiden) em 2003

As bandas são Mastermind (Thrash Metal), Asghard (Power Metal) e Voorhees (Thrash Metal) da Ciudad del Est, Vehement (Death Metal) de San Lorenzo, e as bandas brasileiras Espiritual (Death Metal) de Foz do Iguaçu (PR) e Acacia Avenue (Heavy Metal) de Ijuí/Sanro Ângelo (RS).

Conversamos com o idealizador do evento, o baterista Enrique Daniel (também integrante da Asghard). Segundo ele, o festival segue o processo de movimento na tentativa de trazer o Iron Maiden ao Paraguai, “imitando” o movimento realizado na Venezuela que reuniu cerca de 500 pessoas, muito menos que a capital paraguaia Assunción, que reuniu mais de 2000 maidenmaníacos.

Enrique nos contou como surgiu essa “parceria”: “no inicio, a gente queria trazer a ‘marcha’, como a gente chama esse tipo de atividade aqui, para Ciudad del Este, mas, dadas a condições pouco favoráveis em relação ao acompanhamento da Policia e Prefeitura local, decidimos fazer algo diferente. Daí conversei com o Alex (Finckler, vocalista da Acacia Avenue), quem já vi tocar no Casulo, aqui em Foz (de Iguaçu, cidade divisa entre nosso país e o Paraguai) e agendamos um show aqui”.

A expectativa é grande, já que é preciso que bastante gente compareça e use camisetas do Iron Maiden. Enrique espera “a maior concorrência possível de headbangers, pois a ideia é filma-lo e enviar os vídeos para galera do Iron Maiden”.

Mas Enrique não esta sozinho. Ele também conta com o apoio das bandas que se colocaram a disposição de tocar no festival, além do programa Dr.Rock que completa um ano, a Organização Metal do Paraguai (OMP) e Alex Finckler que se mostrou muito disposto em fazer parte da ideia.

Nós da equipe Road to Metal desejamos boa sorte aos nossos vizinhos paraguaios. Que consigam alcançar o objetivo de ter Iron Maiden tocando, pela primeira vez, nas suas terras!

UP THE IRONS


Texto: Eduardo “EddieHead” Cadore

Fotos: Divulgação


Veja matéria sobre a movimentação em Assunción

terça-feira, 22 de março de 2011

Tributos: Syu e Crying Star Mostrando a Força do Povo Japonês


Se uma coisa de positivo pode ser tirada das tragédias é que elas servem para marcar um recomeço na base da coragem, da força e da capacidade de todos. Como professor de geografia da rede publica e grande admirador da cultura japonesa, decidi fazer a resenha de um grande lançamento nipônico de um cara que tem o espírito daquele povo: técnico, habilidoso forte e extremamente carismático.

Quem curte Power Metal, Animes, ou e guitarristas shared com certeza conhecem Syu, seja pelas suas participações em bandas como Animetal, Galneryus , Valkyr, Aushvitz, Masaki Project, entre outras, ou então pelas sua incrível técnica e velocidade que impressiona a todos que o viram em ação, sendo considerado a resposta japonesa ao Malmsteen.


Sente a presença do maludo

Sendo que no finalzinho do ano de 2010 o cara decidiu pagar um tributo para todas as suas influencias como guitarrista e arriscando alguns vocais também, escalou alguns músicos como Masatoshi sho (vocalista do Galneryus), Yuhki (tecladista do Alhambra).

Com esse time, batizou com o nome de Crying Star e lançou um verdadeiro petardo, “Stand Pround” (2010).

È difícil apontar destaque em álbuns de cover, mas faixas como “Damnation Game” (Symphony X, com Romero sendo muito bem homenageado), “Silverwing” (Arch Enemy, dos irmãos Amott), “Never Die” (Malmsteen não poderia faltar), “Against The Wind” (Stratovarius), “I Remember You” (sim, a balada do Skid Row) e “The Spirit Carrie On” (Dream Theater), ou seja, quase todas se destacam (e olha que o álbum ainda tem In Flames, Scorpions, entre outros).

Syu com sua banda principal

Um único “porém” poderia ser dito pelo fato de que um guitarrista tão talentoso como Syu poderia nos presentear com composições próprias, além de covers, tanto na sua banda principal ou em trabalhos solos, já que inspiração e talento não iria faltar.


Texto: Harley

Revisão: EddieHead


Tracklist

1. Street Lethal (Racer X)
2. The Damnation Game (Symphony X)
3. Silverwing (Arch Enemy)
4. Never Die (Yngwie Malmsteen)
5. We’ll Burn The Sky (Scorpions)
6. Alone (Heart)
7. Against The Wind (Stratovarius)
8. Thoughts Of A Dying Atheist (Muse)
9. Red Sky (MSG)
10. I Remember You (Skid Row)
11. The Spirit Carries On (Dream Theater)
12.
Only For The Weak (In Flames)


Veja a técnica do cara em vídeos como:

http://www.youtube.com/watch?v=Znsw9e2qUfU

http://www.youtube.com/watch?v=hNhmEOitXWM&feature=related

e o site oficial vale o acesso do Galneryus

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tributos: Stryper e as Influências Pouco Cristãs

Maior nome de todos os tempos do Metal Cristão, a banda Stryper (EUA) fez seu nome ao longo de suas mais de duas décadas em que, através de um Heavy Metal altamente influenciado pelo Hard Rock, teve como temática a ideologia Cristã, focando suas letras em louvores a esse deus e, ao mesmo tempo, sendo um dos grupos mais odiados pelos headbangers mais radicais.

A banda, que hoje é a principal influência de grupos como o brasileiro Eterna (recentemente coverizaram uma música dos canadenses), resolveu que o ano de 2011 mereceria um tributo a suas maiores influências.

Banda é o maior nome do Metal Cristão

Mas que influências teriam uma banda de Heavy/Hard que foi a pioneira na temática cristã? Exatamente as mesmas que toda e qualquer banda que surgiu nos anos 80/90: Iron Maiden, Black Sabbath, Judas Priest, Kiss, Deep Purple, etc.

Diga-se de passagem que grupos esses considerados nada cristãos pela sociedade religiosa, sendo que algumas dessas bandas já foram até mesmo excomungadas e proibidas de tocar em certos países (por exemplo, o Iron Maiden que não podia se apresentar no Chile, e o Judas Priest que fora acusado de incitar suicídio em suas músicas “satânicas”).

A verdade é que o Heavy Metal, o Hard Rock e afins transcendem ideologias, pois quando o assunto é som que vem da alma, pouco importa qual a posição política/religiosa que as letras defendem (muitas vezes apenas jogada de marketing).

Assim, o Stryper lança o álbum “The Covering” (2011), executando versões bastante fiéis de clássicos como “Heaven and Hell” (Black Sabbath), “Breaking the Law” (Judas Priest) e “The Trooper” (Iron Maiden).

A atual formação nos idos de 1986

Outras bandas que são lembradas pelo grupo são Ozzy Osbourne (com “Over the Mountain”), Led Zeppelin (“Immigrant Song”), Kiss (“Shout It Out Loud”), Deep Purple (“Highway Star”), entre outras da cena Hard Rock mundial, como Scorpions e Kansas.

Sabemos que álbuns tributos em que uma única banda executa várias canções clássicas (muitas vezes clichês) tem se tornado “moda” nos últimos anos e uma forma de caça-níquel, afinal, teoricamente, tanto os fãs da banda em questão quanto das homenageadas poderão curtir.

Sendo uma jogada financeira apenas ou falta de criatividade para um novo disco de inéditas (Stryper já foi uma “marca” muito maior do que é hoje), a verdade é que “The Covering” não acrescenta muita coisa à banda ou às versões regravadas. É um disco legal, indicado apenas aos fãs do grupo que gostarão de ouvir “clássicos pagãos” na voz de Michael Sweet. Aliás, uma novidade é a volta da formação clássica que, além de Sweet, conta com Robert Sweet na bateria, Oz Fox na guitarra e Timothy Gaines no baixo, este voltando à banda após saída de Tracy Ferrie.

Para dar um viés de novidade, a música inédita “God” fecha o álbum de 13 faixas. Ainda fico com a banda nas suas músicas próprias, especialmente de seu último trabalho “Murder By Pride” (2009), que é um álbum viciante, além, claro, dos clássicos dos anos 80.

Agora é esperar que a banda volte ainda este ano com material inédito e com a formação original em alto nível.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Stryper

Álbum: The Covering

Ano: 2011

País: EUA

Tipo: Hard Rock/Heavy Metal Cristão


Formação

Michael Sweet (Vocal)

Robert Sweet (Bateria)

Oz Fox (Guitarra)

Timothy Gaines (Baixo)


Tracklist

1. Set Me Free (Sweet)

2. Blackout (Scorpions)

3. Heaven and Hell (Black Sabbath)

4. Lights Out (UFO)

5. Carry On My Wayward Son (Kansas)

6. Highway Star (Deep Purple)

7. Shout It Out Loud (Kiss)

8. Over The Mountain (Ozzy Osbourne)

9. The Trooper (Iron Maiden)

10. Breaking The Law (Judas Priest)

11. On Fire (Van Halen)

12. Immigrant Song (Led Zeppelin)

13. God (Stryper)