terça-feira, 29 de setembro de 2009

Clássicos: Accept e seu Metal Heart


Era a década de 1980, considerada pela grande maioria de fãs de Metal como a década em que o estilo de vida e sonoro estava em seu auge, com as maiores bandas da história do gênero despontando, como Iron Maiden, Metallica, Judas Priest.

Na Alemanha, conhecida por criar o Power Metal, surgia a Accept, banda de Heavy Metal que, segundo muitos, foram a principal influência para o surgimento do Metal mais rápido e agudo.

Tendo o nanico Udo Dirkschneider nos vocais agudos e “rachados”, além dos mestres ao nível de nomes como Randy Rhoads (primeiro guitarrista de Ozzy Osbourne) Wolf Hoffmann e Jörg Fischer nas guitarras, um dos bateras mais criativos da década Stefan Kaufmann e o baixista Peter Baltes (sempre com ótima presença no palco), a banda lança em 1985 o seu maior clássico e com certeza um dos 10 discos de Metal mais significativos na história.

Com o nome de Metal Heart e uma capa, no mínimo tosca (como tinha que ser mesmo), a banda estava vindo de um sucesso ascendente depois do ótimo “Balls to the Wall” dois anos antes. Este disco em questão, que merece agora um espaço na sessão Clássicos, simplesmente pôs a banda como referência mundial.

Era o sexto álbum da banda e, apenas quatro anos depois a banda se dissolveria (retornando, sem sucesso, mais tarde). Talvez eles não tenham sabido administrar o estrondosos sucesso.

Podemos perceber no DVD Metal Blast From The Past (2004) o quanto essa turnê foi grandiosa, com shows ao redor do mundo, inclusive no Japão (que rendeu o show mostrado no DVD).

Impossível ficar indiferente à sons como “Metal Heart” (regravada de forma bem interessante pelo Dimmu Borgir), “Midnight Mover” (o clip dessa faixa assolou a década de 80), “Screaming For a Love-Bite” (com um riff tão melódico que até as bandas de Power Metal não conseguem fazer), “Too High to Get It Right” é um Hard Rock sem comparações e “Living for Tonite” também não fica para trás.

As demais são, no mínimo, interessantes, pois este disco não pode ser ouvido aos pedaços. Se você iniciar com Metal Heart (o que é obrigatório, pois abre o disco e é um mega clássico), vai querer ir até o fim.

Mais um ponto para a Alemanha. Aliás, para os fãs de plantão, a banda retornará Às atividades, obviamente sem Udo (agora com Mark Tornillo nos vocais), mas pelo menos será a segunda tentativa de volta. Quem sabe um dia teremos o baixinho de volta...

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Accept
Álbum: Metal Heart
Ano: 1985
Tipo: Heavy Metal
País: Alemanha
Link (do blog Bunalti): http://rapidshare.com/files/137813571/Accept_-_1985_-_Metal_Heart_-_by_Skhrnykhsk_-_MusikFactory.rar

Formação

Udo Disrkschneider (vocal)
Wolf Hoffmann (guitarra, backin vocal)
Jörg Fischer (guitarra, backin vocal)
Peter Baltes (baixo, teclados, backing vocal)
Stefan Kaufmann (bateria)

Tracklist


1.Metal Heart
2.Midnight Mover
3.Up to the Limit
4.Wrong Is Right
5.Screaming for a Love-Bite
6.Too High to Get It Right
7.Dogs on Leads
8.Teach Us to Survive
9.Living for Tonite
10.Bound to Fail

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

Mudanças na Formação e no Som Para a Ascenção

Vinda da França, a banda Adagio surgiu em 2001 e nesses apenas 8 anos, já fez mais que muita banda no dobro de tempo.

Investindo num Power/Thrash Metal nos dois primeiros álbuns, e no Metal mais extremo (incluindo vocais guturais) em “Dominate” (2006), a banda foi se consolidando, circulando por outros ambientes dentro do Metal e, assim, arrecadando muitos fãs.

Mas e característica especial desta para nós brasileiros é que, no período de 2004 à 2008, a banda “trocou” David Readman (que havia deixado o Pink Cream 69) pelo vocalista brasileiro Gustavo Monsanto. O voalista tanto marcou a banda (seu período com os franceses foi o mais pesado da carreira da banda), que é o único citado no site da banda como ex-vocalista (Readman deve não gostar disso).

Porém, com sua ida para a nova banda de Timmo Tolki (ex-Stratovarius), Revolution Rennaissance, a Adagio buscou em Christian Palin seu substituto. Este, superando as expectativas dos fãs, faz um trabalho ótimo neste último álbum “Archangels in Black” (2009).

A banda neste álbum segue a linha da fase com Monsanto, utilizando vocais mais guturais em algumas faixas (créditos para o guitarrista Forté), além de toda uma temática mais Dark/Gótica.

A banda está em turnê de grande sucesso, com shows por toda a Europa, inclusive abrirão os shows de dezembro da lenda do rock gótico Paradise Lost. É o reconhecimento destes “novos” franceses na cena Metal mundial, afinal, a França não é uma grande produtora de bandas pesadas.

Stay on the Road

Texto: EddieHead


Ficha Técnica

Banda: Adagio
Álbum: Archangels in Black
Ano: 2009
Tipo: Power/Thrash Metal
País: França
Fonte (do Orkut): http://rapidshare.com/files/192312455/68_AAIB_by_Tebymetal.rar

Formação

Christian Palin (vocal)
Stephan Forté (guitarra e vocais guturais)
Franck Hermanny (baixo)
Kevin Codfert (teclado)
Eric Lébailly (bateria)


Tracklist

01- Vamphyri
02- The Astral Pathway
03- Fear Circus
04- Undead
05- Archangels In Black
06- The Fifth Ankh
07- Codex Oscura
08- Twilight At Dawn
09- Getsu Senshi

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Voando Mais Alto



É de praxe vocalistas sairem de suas bandas que alcançaram, no mínimo, um sucesso significativo, para alçarem voos em carreira solos.

Muitos são os casos que obtiveram sucesso, como Bruce Dickinson (que saiu do Iron Maiden para se dedicar a carreira-solo) e Ozzy Osbourne (que em 1980 lançava um clássico álbum, melhor que muita coisa que fazia no Sabbath). Outros nomes não tão significativos são Jeff Scott Soto (que cantou em muitas bandas, como Malmsteen e Journey), Rob Halford (lançando apenas dois álbuns solos somente anos após deixar o Judas Priest) e Glenn Hughes (ex-Deep Purple).

Outros casos são aqueles de vocalistas que não obtiveram nem perto o sucesso de quando estavam em suas bandas, como Paul Di’anno (após Iron Maiden nenhuma produção muito significativa) e Tony Martin (ex-Black Sabbath), que embora possua álbuns muito interessantes, passam sempre desapercebidos.

No Brasil, o primeiro vocalista a entrar na lista dos bem sucedidos parece ser Andre Matos. O vocalusta tem uma tragetória profissional que se confunde com o Metal nacional, especialmente o Power Metal.

Surgiu com o Viper em 1984, com apenas 13 anos, lançando no ano seguinte a sua primeira demo com a banda. Depois disso, os brasileiros (que foram uns dos primeiros do Metal nacional a serem reconhecidos internacionalmente) lançam em 1987 o disco de estréia, “Soldiers of Sunrise”, que mostra a copetência dessa badna que estava engatinhando ainda.

“Theater of Fate” (1989) talvez seja o álbum mais significativo da banda, investindo num Power Metal simples mas que caracterizaria o trabalho do Andre.

Resolve deixar a banda para terminar seus estudos. O Viper não lograria mais sucesso como parecia estar antes dessa decisão.

Entra em 1991 para o Angra, dois anos mais tarde lança o clássico do Metal brasileiro “Angels Cry”, assustando o mundo todo com a qualidade melódica das composições. Com a banda, finalmente alça voos ao redor do mundo, ainda com os álbuns “Holy Land” (1996) e “Fireworks” (1998). Depois esse último, a banda se separa de forma não amigável.

De um lado Andre, Ricardo Confessori (bateria) e Luiz Mariutti contra o empresário do Angra e os guitarristas Kiko Loureiro e Rafael Bitencourt. Lutando pelo diretiro ao nome da banda, perdem e montam o Shaman, com o guitarrista Hugu Mariutti, irmão de Luis.

Mas antes de ingressar na sua terceira banda, participa do magnífico projeto de Tobias Sammet (Edguy) Avantasia, cantando em várias faixas e dando um show a parte. Um dos destaques do trabalho. Além do projeto Aina, que teve um álbum apenas até o momento.

Com a nova banda em ativa, lançam “Ritual” em 2002 que traz um Andre cada vez mais desenvolvido, alcançando notas sem vacilar. Seguem “Reasons” (2005) que sela essa “terceira fase” da carreira do brasileiro.

Começam os boatos de carreira-solo e o vocalista confirma com os músicos ex-Angra/Shaman Hugo e Luis, chama o batera Eloy Casagrande (novato no Metal), o guitarrista Andre Hernandes e o tecladista Fábio Ribeiro (pianista desde os anos 80).

Lança em 2007 o álbum “Time to Be Free”. Confesso que esperava algo bem menor interessantes, julgando que ouviria algo como o seu projeto “Virgo”, com Sascha Paeth. Mas, na verdade, temos o Power Metal de sempre, o que é um alívio.

Obviamente temos mais de Andre que em suas badnas anteriores, mas a sonoridade é de agradar qualquer fã de Viper, Angra ou Shaman.

Com shows pelo mundo, abrindo para bandas como Edguy em Londres, lança neste inicio de mês o segundo disco solo “Mentalize”. Ainda estou me aproximando do álbum que, a princípio, parece menos “Metal” que o anterior, mais desenvovido em termos de mistura sonora.

Acredito que para alguns um grande álbum, para outros inferior ao que se esperava. Mas, uma coisa é certa, há em ambos os álbuns canções de extrem a qualidade, que demonstram que Andre (e os músicos que o acompanham) não começaram a tocar há pouco tempo e que a experiência de tocar em bandas como Angra e Shaman só vieram a dar um aprimoramento à carreira-solo do vocalista.

Vocalista esse que é a referência do Metal nacional (os demais que me desculpem, mas este já fez uma hitória equiparável à do Michael Kiske, ex-Helloween). Tornou-se impossível pensar o Power Metal som Andre Matos, tanto que muitos fãs de Viper (com razão, pois a banda se perdeu sem o Matos) e do Angra ainda “choram” a partida de Andre e torcem a cara para os novos trabalhos das bandas.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Ficha Técnica
Banda: Andre Matos
Álbum: Time to Be Free e Mentalize
Ano: 2007 e 2009
Tipo: Power Metal
País: Brasil
Link (do Orkut e do blog Rock and Metal Undergroud) Time to Be Free: http://www.megaupload.com/?d=33OC0EQO Mentalize: http://www.mediafire.com/download.php?fy6jobz93wz



Time to Be Free (2007)
01. Menuett
02. Letting Go
03. Rio
04. Remember Why
05. How Long (Unleashed Away)
06. Looking Back
07. Face The End
08. Time To Be Free
09. Rescue
10. A New Moonlight (Viper Cover)
11. Endeavour
12. Separate Ways (Journey Cover)



Mentalize (2009)


01.Leading On
02. I Will Return
03. Someone Else
04. Shift The Night Away
05. Back To You
06. Mentalize
07. The Myriad
08.When The Sun Cried Out
09. Mirror Of Me
10. Violence
11. A Lapse In Time
12. PowerStream
13. Don't Dispair

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Ainda Não É o Fim Para o Megadeth



Existem sempre aquelas bandas que não importam que discos gravam, nunca caem muito de conceito entre os fãs. Não é o caso do Megadeth, que deu um deslize imenso com “Risk” (1999), inovando para pior e deixando de ser aquela banda de Heavy/Thrash Metal que gravava clássicos atrás de clássicos.

Depois de “Youthanasia” (1994), a banda não conseguiu trazer um disco muito significativo, “divisor” de águas como o fez mais de uma vez. Obviamente que álbuns como “The Worlds Need a Hero” (2001) e “The System Has Failed” (2004) tem seus méritos, mas possuiam faixas sem inspiração e a pegada Thrash que é, afinal, a marca dessa banda surgida na primeira metade dos anos 1980.

Com o álbum “United Abominations” (2007) houve um avanço signifciativo em busca de um som pesado e interessante ao mesmo tempo em que a banda (ou melhor, o vocalista/guiatarrista Dave Mustaine) destilava sua ira política contra os EUA. Porém, ainda faltava algo.

Esse vazio parece que será preenchido com o “Endgame” (2009), décimo segundo álbum da banda que está saindo agora. Durante as 11 faixas da versão que possuímos, temos de volta uma banda que quer o topo do Thrash Metal novamente. Com certeza não um álbum tão cru e rápido quanto os primeiros discos da carreira, o que mostra que a banda não quer parar no tempo. Entretanto, aqui temos pegada e era justamente isso que faltava.

Um peso nada exagerado e bem cadenciado. Os riffs de Mustaine e Crish Broderick (que tocava com o Nevermore até 2008), que segundo Mustaine é um dos melhores guitarrista com quem já tocou, parecem ter voltado ao lugar de onde não deviam ter saído: dos amplificadores das guitarras do Megadeth.

James LoMenzo no baixo e Shawn Dover na bateria completam esse quarteto que traz canções de puro Metal oitentista, como o primeiro single “Head Crusher” (que tem sido equiparada ao clássico “Painkiller” do Judas Priest) e “Dialetic Chaos” (instrumental), que abre o álbum.

Destaques também para “This Day We Fight!”, que embora seja ainda reflexo ddos dois últimos discos, é rápida na medida certa, com os “mini” solos comendo. “1,320” é ótima, te leva de volta à época do fim dos anos 80, passagem para os 90.

Talvez a faica “menos forte” seja a balada (que ganha peso mais para a metade pro fim)) “The Hardest Part of Letting Go... Sealed With A Kiss”, não tanto pela qualidade, mas pelo gosto de quem ouve. Prefiro Mustaine cantando agressivamente, embora haja outras músicas que, emsmo calmas, ficaram interessante. Com essa faixa a banda mostra que consegue, ainda, caminhar por outros espaços sem perder a qualidade. Mas se você quer peso apenas, vai demorar para gostar desta.

“Endgame” tem tudo para ser um dos frotes concorrentes para melhor disco de 2009, por dois motivos simples, mas essenciais: quem o criou foi o Megadeth e, segundo, as faixas são inspiradas e marcantes, como toda boa música dessa lendária banda norte-americana.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica
Banda: Megadeth
Álbum: Endgame
Ano:2009
Tipo:Thrash Metal
País: EUA
Link (do blog Combe do Iommi): http://rapidshare.com/files/274079086/EMDIGUEIMI_2009_Silver.zip

Formação

Dave Mustaine (guitarra/vocal)
Chris Broderick (guitarra)
James LoMenzo (baixo)
Shawn Dover (bateria)




Tracklist

1. Dialectic Chaos (Instrumental)
2. This Day We Fight!
3. 44 Minutes
4. 1,320
5. Bite The Hand
6. Bodies
7. Endgame
8. The Hardest Part Of Letting Go... Sealed With A Kiss
9. Head Crusher
10. How the Story Ends
11. The Right to Go Insane

sábado, 29 de agosto de 2009

Resenha de Shows: Na Mira do Rock (Tierramystyca, Scelerata, Paul Di’anno e Datavenia), Frederico Westphallen/RS


Sábado (11 de julho)depois de um dia com muita chuva em todo o Rio Grande do Sul. No norte do estado, a cidade de Frederico Westphallen e toda a região do RS e também inúmeras cidades de Santa Catarina compareceram ao Parque de Exposições da cidade para presenciar a apresentação histórica de Paul Di’anno, primeiro vocalista da lendária banda Iron Maiden.

Di’anno foi o primeiro vocal a gravar com a banda, gravando demos, singles e os dois primeiros álbuns da Donzela, “Iron Maiden” e “Killers”, de 1980 e 1981, além do ótimo ao vivo no Japão “Maiden in Japan”.

Além dessa lenda viva, as ótimas bandas Tierramystica e Scelerata de Porto Alegre/RS também marcariam presença antes do show de Di’anno. Inclusive esta última foi a banda de apoio de toda a turnê brasileira do inglês. Eles já haviam tocado no Paraná, Santa Catarina e na cidade de Passo Fundo no RS. Tratava-se, portanto, do quinto show do vocalista em 2009 no Brasil.

Além das bandas de abertura, a noite, ou melhor, a madrugada fechou com a banda local Datavenia, tocando os maiores clássicos do Thrash Metal mundial e derrubando tudo para o delírio daqueles que ficaram até o final.

Fazia um frio incrível e eram passada das 22 horas (horário marcado para inicio) quando os portões do ginásio foram abertos. O local foi apropriado, embora certas dificuldades de acesso ao banheiro, o que dificultou bastante a locomoção.

Cerca de 1.500 pessoas compareceram para ver a Tierramystica abrir esse “festival” promovido pelo programa Na Mira do Rock que completava 5 anos de uma rádio local. A banda toca há poço tempo junta, sendo uma dissolução da Toccata Magna, também da capital.

Já havíamos visto uma apresentação da banda e esperávamos ansiosos por algo superior a apresentação de meses antes. Um pouco pelo frio, mas muito pela própria banda o show foi bem fraco, com pouca participação do público, exceto quando tocam o clássico do Iron Maiden “Run to the Hills”. O Folk Metal da banda é bem tocado, com toda certeza, mas o estilo ainda não é bem assimilado ao vivo por estas regiões. Vale lembrar que a banda tem crescido bastante, abrindo recentemente para o Angra e Sepultura em Porto Alegre.

Após sobe ao palco a bastante esperada Scelerata, banda de Power/Progressive Metal que já tendo mais de um álbum lançado, pôde fazer o público agitar nas músicas próprias. O vocalista convidado (a banda está a procura de um definitivo e no site da banda há mais informações http://www.scelerata.com/), Dan Rubin (que canta na banda Magician) deu um show à parte, bastante integrado com a banda, agradecendo ao público pelo espaço e aos amigos da banda pelo convite.

A banda formada por Gustavo Strapazon (baixo), Francis Cassol (bateria), Magnus Wichmann (guitarra e neto do músico gaúcho Teixerinha, o que inclusive justifica o uso de gaitas em algumas canções da banda em estúdio) e Renato Osorio (guitarra) tocou músicas de seus álbuns “Darkness & Light” (2006) e “Skeletons Domination” (2008) e detonaram com Master of Puppets, clássico do Metallica.

A banda agradece e sai do palco. Todos ansiosos esperando por Paul Di’anno, mas o cara não chega. Passam mais de 30 minutos quando ele entra pela lateral do ginásio, com a já esperada bengala de apoio devido à problemas na perna direita.

A banda inicia com uma das maiores introduções da história, “Ides of March”, avisando que Di’anno, o vocalista que ajudou a banda Iron Maiden a iniciar sua jornada para o topo do Heavy Metal, estava se preparando para entrar no palco.

Com seus muitos quilos a mais, Di’anno detona com o clássico “Wrathchild”, cantado pelos maiores fãs, do inicio ao fim. Ele mostrava simpatia com o público, pedindo que agitassem mais.

“Prowler”, do primeiro disco da banda (1980), foi uma surpresa pra este que escreve. Lembro que, depois do hino da banda “Iron Maiden” (que Di’Anno não toca nos shows), esta foi a primeira música que ouvi da fase Di’anno, porém, com o Bruce Dickinson (que o substituiu) nos vocais.

Não vou descrever aqui faixa por faixa este show que, com certeza, superou minhas expectativas como fã de Iron Maiden. Di’anno estava, dentro do possível, agitando, interagindo com o público, inclusive brincando dizendo que o público dormia (exagero da sua parte).

Tocando músicas da época pós-Maiden, poucas pessoas reconheceram as canções, que, diferentemente dos clássicos que ajudou a criar, são bem mais pesadas, em alguns momentos até apelando para um vocal mais gutural. Várias delas bem Thrash Metal.

“Murders in the Rue Morgue” veio para mostrar que Di’anno ainda tem o fôlego suficiente para essa que é uma das mais rápidas da história do Metal. Uma pena que o público não retribui à esse clássico como poderia...

Dedica “Remember Tomorrow” para seu “irmão” (como ele diz) Clive Burr, baterista até o terceiro disco do Iron Maiden e que, há anos, sofre de esclerose múltipla (morte em massa das células). Esse som é muito emocionante, e um dos primeiros a mesclar melodia e peso (trecho calmo-trecho rápido).

Era uma música muito esperada e o público reagiu bem melhor a ela, embora ainda os protestos do corintiano Di’anno (ele brincara com o público gaúcho, pois o Internacional havia perdido a Copa do Brasil para o seu time e, no dia seguinte, quando estaria na capital gaúcha, seria a vez do Grêmio).

Antes de uma das músicas, o vocalista a dedica à sua ex-esposa (ele fala em português nessa hora), que vive em Curitiba, que é uma verdadeira “vaca”.

A casa cai quando a Scelerata começa “Killers”, um dos sons mais “nervosos” do Iron Maiden e que Di’anno fez questão de colocar bastante peso. Ficou ótima. Assim como “Phantom of the Opera” que, embora não tenha ficado tão boa quanto as demais, também valeu pelo registro histórico dessa canção que o Iron Maiden ainda toca, entre uma turnê e outra, ao vivo.

“Running Free” vem pra fechar o show antes do bis, que obviamente ocorreria. Essa foi a primeira canção a dar popularidade aos ingleses, ainda em 1980 e que, com a lenda viva há poucos metros, só veio para acrescentar mais brilho à esse show histórico.

Com os já esperados pedidos da volta do vocalista ao palco, após alguns instantes, a Scelerata toca a instrumental “Transylvania”, de uma forma espetacular, conseguindo mobilizar o público que já podia se considerar cansado. Di’anno volta, para a satisfação do povo, e mete mais duas, “Mad Man” e fecha com o já esperado cover do Ramones, “Blitzkrieg bop”, banda que segundo o vocalista gosta muito. Aqui ele dá a prova do seu amor pelo punk rock.

Ele se despede, dessa vez definitivamente. Mas os fanáticos ainda iriam de atrás dele no camarim, tiram fotos e conversam com ele e a banda. Momento, para este que escreve, que ficará na memória para sempre.

Considero o Di’anno uma lenda viva do Heavy Metal (e pude dizer isso para ele), mas, em sua “humildade” não reconhecida, apenas se considera um “punk”.

Antes do fim dessa grande noite, a banda local Datavenia vem brindar com o pouco público que permaneceu tão tarde (deviam ser algo como 2 ou 3 da madrugada). Os garotos tocaram vários clássicos de bandas como Iron Maiden (fase Dickinson), Slayer, Pantera e Metallica.

Mesmo sendo apenas uma banda cover, eles tem sido reconhecidos na região pela excelência que tocam esses sons que não são fáceis de tocar, além que possuem a habilidade de movimentar seu show.

Terminada a noite, ficou a satisfação de ter participado desse evento que reunião gente de muitas cidades, grandes nomes do Metal nacional e regional, além da atração principal memorável. À organização, os nossos parabéns pela iniciativa ousada. Sabemos como organizar eventos desse porte é necessário persistência e apoio.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

quarta-feira, 19 de agosto de 2009

Revolution Renaissance: Finalmente Uma Banda




Em 2008 Timo Tolkki, ex-guitarrista e líder da lendária banda de Speed Metal Stratovarius, trouxe ao mundo o álbum “New Era” (2008) que trazia composições interessantes mescladas com muitos clichês. Porém, tinha o ponto alto as participações de nomes como Micheal Kiske (Helloween) e Tobias Sammet (Edguy, Avantasia).

Um ano depois, retornam como banda formada por dois brasileiros: Gus Monsanto nos vocais e Bruno Agra na bateria. Completam o time o baixista Justin Biggs e o tecladista Mike Khalilov.

A aposta foi tornar o projeto anterior em “a nova banda de Tolkki”. E ele está conseguindo isso, tendo lançado o segundo disco “Age of Aquarious” (2009) e excursionado pela Europa com ótimos shows e grande reconhecimento.

Além disso, é notável a evolução da banda para esse segundo disco, que contando com a experiência do Monsanto nos vocais (que saira da ótima banda francesa Adagio) trouxe mais agressividade e melodia misturadas com a atmosfera “mística” característica das canções do guitarrista que, querendo ou não, sempre será lembrado em relação a sua antiga banda.

Neste álbum, a faixa-título é uma das mais simples, porém marcantes. “Sins of my beloved” mostra toda a habilidade de Tolkki, mas é uma das que mais lembra Stratovarius. Por outro lado, “Behind the Mask” é puro Adagio, o que mostra que Monsanto tem tido uma participação significativa nas composições. É a faixa mais pesada do álbum.

Destaques também para “Heart of All”, com sua “viagem” dos teclados de Khalilov e para a faixa “comercial” (com um ritmo marcante que a destaca das demais) “Into the Future”.

Enquanto a Stratovarious colhe boas e péssimas críticas com seu retorno, podemos dizer que Tolkki finalmente possui uma nova banda e que a Revolution pode, se os egos permitirem, logo fazer jus aos grandes nomes que a compõem. Falta aparecerem pelo Brasil, afinal, temos dois brasileiros que comprovam a habilidade dos músicos nacionais.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Ficha Técnica

Banda: Revolution Renaissance
Álbum: Age of Aquarious
Ano:2009
Tipo: Power Metal
País: vários
Link (do Orkut): http://rapidshare.com/files/211906232/2009_-_Age_Of_Aquarius_mediaportal.ru.rar.html
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Formação

Gus Monsanto - Vocal
Timo Tolkki - Guitarra
Justin Biggs - Baixo
Mike Khalilov - Teclados
Bruno Agra - Bateria



Tracklist

1. The Age of Aquarius
2. So She Wears Black
3. Ixion's Wheel
4. Kyrie Eleison
5. Revolution Has Begun
6. Sins of My Beloved
7. Behind the Mask
8. Ghost of Fallen Grace
9. Children of the Future
10. The Heart of All