sexta-feira, 11 de agosto de 2017

Axel Rudi Pell: Classe e Inspiração no "The Ballads V"




O guitarrista alemão Axel Rudi Pell simplesmente não fica muito tempo sem lançar um trabalho, seja de inéditas, coletâneas ou DVD/Blu Ray, e para alegria do seu público, além do recente "Game of Sins" (de 2016, e 17º álbum de estúdio da carreira solo), solta mais um volume da sua já tradicional série de álbuns de baladas,  "The Ballads V".

Em "The Ballads V" podemos usufruir da classe e qualidade do guitarrista, e sempre são mais que simples coletâneas, pois apresentam material inédito e versões bem interessantes, e é uma série que vem tendo sucesso na carreira do guitarrista, inclusive alcançando postos altos nos charts alemães. Além do mais, ninguém compõe baladas melhor que os músicos do Heavy Metal/Hard Rock, não é verdade? E esse tipo de música atinge um público mais amplo, e com certeza trouxe muitos novos fãs.

O álbum já abre muito bem com "Love's Holding On", de cara um dos destaques, uma composição bela e inspirada, trazendo Bonnie Tyler como convidada nos vocais; Logo após, temos a versão para "I See Fire", música de um dos queridinhos atuais da música Pop, Ed Sheeran, que, se não fosse pelas informações no encarte, eu não saberia que era uma cover, pois não conheço realmente o trabalho do cantor, e porque a versão de Axel simplesmente ficou muito boa, encaixando perfeita no álbum e seu estilo. Vale destacar os teclados inspirados e o trabalho vocal de Gioeli, utilizando-se de sobreposição de vozes graves e altas.

Axel e Bonnie Tyler
"On the Edge of Our Time", é mais uma inédita, e tem uma levada pesada, meio épica, destacando os solos limpos e viajantes, com o uso de delay, lembrando o estilo de David Gilmour;  em seguida, mais uma versão, agora para o clássico "Hey Hey My My", de Neil Young, que também ganhou uma roupagem no estilo balada Hard/Heavy, e ficou muito bonita. Belas orquestrações e vocais inspirados de Johnny Gioeli (também do Hardline, e com Axel desde 97) são o destaque.

"Lived ou Lives Before" traz Mike Terrana, que integrou a banda entre 1998 e 2013, como convidado, em mais uma tradicional Power-Ballad; nessa mesma linha temos na sequência a já conhecida "When Truth Hurts", cheia de emoção, destacando o piano; "Forever Free" tem suavidade, mas não abre mão do peso, principalmente no riff principal marcante; "Lost in Love" é outra Power-Ballad não menos sensacional, teclados/orquestrações num estilo meio trilha sonora, grande refrão e inspirado solo.


Pra fechar, duas faixas ao vivo, "The Line", gravado no festival Rock Ages, em 2016, e "Mistreated", cover do Deep Purple, gravada no Bang Your Head de 2014, trazendo os ex-Rainbow Doogie White (vocais) e Tony Carey (teclados) como convidados.

Um belo trabalho novamente, com muitos atrativos, quase um novo álbum. Acima de tudo, com muita classe e bom gosto musical, em mais de 70 minutos de belas baladas Hard/Heavy, com suavidade, mas sem abrir mão do peso.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Axel Rudi Pell
Álbum: The Ballads V
País: Alemanha
Estilo: Hard Rock/Heavy Metal
Produção: Axel Rudi Pell (co-produção por Charlie Bauerfeind)
Selo: SPV/Shinigami Records



Line Up:
Johnny Gioeli – Lead and Backing Vocals
Axel Rudi Pell – Lead, Rhythm and Acoustic Guitars
Ferdy Doernberg – Keyboards
Volker Krawczak – Bass
Bobby Rondinelli – Drums

Tracklist:
Love’s Holding On
I See Fire
On the Edge of Our Time
Hey Hey My My
Lived Our Lives Before
When Truth Hurts
Forever Free
Lost in Love
The Line
Mistreated
 

     



quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Armored Dawn: Trazendo a Cultura Medieval pra Dentro do Heavy Metal



Quando uma coisa chama a atenção, prontamente já não esperamos muito para sondar de onde está vindo aquilo.Tratando-se de tradições e culturas típicas de outros países, apelamos a ir atrás de livros, sites, fotos e filmes que nos trazem um aprendizado sobre referido assunto não comum a cultura brasileira. Graças à música é possível criar a sensação de se teletransportar para lugares inimagináveis, usufruindo da etnia medieval com “Power Of Warrior”, dos paulistas do Armored Dawn.

O disco embarca numa história que carrega o clima da Idade Média, nos jogando num circuito de lutas, batalhas e de aventuras relacionadas àquela época, com letras associadas ao que se passava naqueles tempos. E a melhor maneira de entrar nesse mundo é por meio do Heavy Metal, no caso o praticado pelo Armored Dawn, o qual é conduzido por vestígios mais Power, onde guitarra, baixo e bateria exibem o seu poder de classe, agregando timbres fascinantes e pontos carregados de peso, preenchido por vocais graves e agradáveis linhas de teclado, deixando as músicas com uma atmosfera mais clássica.


A produção é dada pelo qualificado Tommy Hansen e do baixista Fernando Giovannetti, onde ambos planearam uma linguagem sonora sofisticada e nítida, instalando primorosas melodias e caminhos mais densos nas suas adequadas etapas, onde todo acabamento final é personificado pelos engenheiros Peter Tägtgren (mixagem) e Jonas Kjellgren (masterização), contribuindo para que a soma final fosse grandiosa. A arte da capa é representada por um guerreiro em forma de um lobo, cabível ao titulo do álbum, incorporando panoramas paradisíacos ao fundo. 

É difícil unir a paixão do Heavy Metal com a graça dos antepassados, volvendo combinações que já são de praxe dentro do gênero. Mas a banda consegue impor modulações diferenciadas, basta apreciar o que se passa em cada música e poder mergulhar no contexto através delas. E graças ao Eduardo Parras, após findar o Mad Old Lady, o direcionamento musical ganhou mais integridade e força, e completando o line-up, o baterista Rodrigo Olivera (Korzus) e o guitarrista Timo Kaarkoski, finlandês residido no Brasil.

Abrindo o disco, “Viking Soul” possui bases épicas, o que logo é mostrado na introdução, puxada por riffs em palm mute e boas doses de melodia; “To Blind to See” cinge levadas moderadas, podendo classificar como um Thrash Metal maciço com linhas vocais variantes, que passeiam por elementos graves e limpos; “Prison” introduz um começo "aprisionador", como o próprio nome sugere, mas que depois cresce com fases cadenciadas, perceptíveis nos riffs ganchudos, sincronizados perfeitamente nas partes rítmicas (prestem atenção na interação entre guitarra e bateria).


“My Heart” é uma balada que cabe bem ao vivo, daquelas de levantar o celular durante o show, sustentado pelo feeling dos teclados, elevando o grau com os riffs flexíveis e um solo pomposo; a faixa-título, “Power Of Warrior”, é principiada de nuances triunfantes, prontificada por riffs impactantes e vocais raivosos, embalando de um refrão cantarolante; “Far Away” é aberta com linhas destruidoras de baixo, tornado num versátil Hard Rock pegado e dinâmico, encontrando traços de hammond a-la Jon Lord, recebendo a ordem de partida (com o trem cheio carga) para “Mad Train”.

“King” abrange climas traumatizantes, fardados por vozes coradas e melodias suspensivas; “Someone” engloba tempos trovejantes, juntado pelas guitarras sintetizadas e de envolventes harmonias de teclado, somando as influências de Iron Maiden e Deep Purple numa só música; “William Fly” traz a sensação que o disco foi retrocedido, pois poderia ser facilmente a faixa de abertura pela energia que é transmita, além de haver uma narrativa em português em um dos versos da música.

O Armored Dawn passou facilmente da prova de fogo que é o primeiro disco, expondo melhorias e transformações para uma banda com ideias renovadas e efetivas.
Aguardando as surpresas pro segundo disco, há ser lançado nesse segundo semestre.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Armored Dawn
Álbum: Power Of Warrior
Ano: 2017
País: Brasil
Tipo: Power Metal
Gravadora: Voice Music
Assessoria de Imprensa: Metal Media

Formação
Eduardo Parras (Vocal)
Timo Kaarskoski (Guitarra)
Tiago de Moura (Guitarra)
Fernando Giovannetti (Baixo)
Rafael Agostino (Teclado)
Rodrigo Oliveira (Bateria)

Track-List
Viking Soul
To Blind toSee
Prison
My Heart
Power OfWarrior
Far Away
Mad Train
Glances In The Dark
King
Someone
William Fly

Contatos

     


     

quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Cobertura de Show – Edu Falaschi & AttrachtA: Uma Noite Nostálgica! (23/07/2017 – Carioca Club – SP)

 

Quando o vocalista Andre Matos anunciou a sua saída do Angra, no começo de 2000, somada também pelo desligamento do baixista Luis Mariutti e do baterista Ricardo Confessori, gerou fortes incertezas para uma das maiores potencias do Heavy Metal nacional, provido de um ponto de interrogação que causou receios tanto nos fãs quanto ao destino da banda, que naquela altura colecionava os melhores hits nos álbuns “Angels Cry” (1993) e “Holy Land” (1996). A restruturação não divergiu no seu ponto criativo, que de 2001 a 2004, com os álbuns “Rebirth” e “Temple Of Shadows”, contagiou gerações com um repertório amplo, estabelecido pela ideia do vocalista Edu Falaschi. 

Após 5 anos desde de seu egresso, finalizando a jornada que perdurou 12 anos, Edu deslindou relembrar aquele passado glorioso, revertida da mega turnê “Rebirth Of Shadows”, exterminando a saudade dos fãs provectos e concebendo, aos mais novos, a oportunidade de conferir o vocalista interpretando (ao vivo) os seus clássicos no Angra, contando, ao seu lado, dois membros que viveram aquela fase: Aquiles Priester (bateria) e Fabio Laguna (tecladista), e completando o line-up desta tour, Diogo Mafra (guitarra), Raphael Dafras (baixista), ambos do Almah, e do novato guitarrista Roberto Barros, que  enfrentou um Carioca Club abarrotado de gente. 

AttracthA Aquecendo as Turbinas


A fila era larga ao chegar a casa por volta das 17h, ainda havia muita procura de ingressos, o que quase resultou num incrível "sold-out", ocorrido apenas no show do Rio de Janeiro, que antecedeu ao de São Paulo. E as 18h em ponto as portas do Carioca foram abertas, recrutando quietamente a entrada dos fãs, podendo curtir as músicas do último disco do Almah, “E.V.O” (2016), enquanto a banda de abertura não aparecia em cena. Sem muitas delongas, o AttracthA aparece no palco, às 19h15, para incendiar a noite e o público, que já era grande.

Formado por Cleber Krichinak (Vocal), Ricardo Oliveira (Guitarra), Guilherme Momesso (Baixo) e Humberto Zambrin (bateria), o quarteto vem promovendo a divulgação do ‘debut’ disco, “No Fear To Face What’s Buried Inside You” (2016), que teve produção do próprio Edu Falaschi. Exibindo um pouco do melhor deste trabalho, “Bleeding In Silence” abre o show com toda disposição, alcançado por aplausos depois do remate, mesclado por toques de Thrash e Prog Metal.


As viradas de bateria de Humberto foram preparadas pra iniciar “231”, que é marcada pela técnica (Guilherme e Humberto expondo domínio) e do refrão confrontante que funcionaram bem ao vivo. “Move On” e “Victorius” esbanjam dinamismo, controlando a qualidade sonora (volvida de peso) e vocal cantado de forma autêntica (Cleber administrando muito bem suas atitudes, tendo uma postura remetida ao Eric Adams, do Manowar).

Regressando no fim, Cleber aproveitou para agradecer o apoio de todos pela casa cheia, com Humberto esquentando a bateria para próxima música, que possui clip dirigido pelo tecladista Junior Carelli, da Noturnall, o qual estava presente na festa. E foi com a explosiva “Pay Back Time” que deu continuidade a apresentação, possuindo um andamento rápido pra bater cabeça e o refrão swingado. 


Os agradecimentos finais foram novamente direcionados ao público, com Cleber enfatizando a todos que fazer Heavy Metal no Brasil é um trabalho duro, não esquecendo, claro, de credenciar o Edu Falaschi (responsável por convida-los a abrir a noite) e a produção do evento, vindo das batidas de bumbo, atraindo os presentes, para terminar o rápido set com a pesada “Unmasked Files”. 





Depois da agonia e demora, a Rebirth Of Shadows Tour foi instaurada numa noite histórica!


Os minutos que antecederam o começo do show causaram aflição e impaciência aos que aguardavam inquietamente. Passaram-se 10, 20 e 30 minutos de espera, e nada de sinal da banda dar as caras no palco, resultando em mais inquietude, e ainda vaias e urros vindos de vários setores da casa. Pra dissolver todo o nervosismo, eis que, às 20h40, a intro “Deus Le Volt!, do “Temple Of Shadows”, retumba nos PAs, estourando tudo com a eletrizante “Spread Your Fire”, propiciando regalias com “Acid Rain”, do “Rebirth”, que colheu pulos e cantiga de todos. E o Edu vem mostrando que está em plena forma, trovando cada verso da música igual a original gravada em estúdio, encerrando a primeira trinca com a aclamada “Running Alone”. 

Recuperando rapidamente o fôlego, Edu comentou que estava sendo muito bom em poder fazer o show completamente lotado, significando que ali era um ciclo muito importante, que apesar de todas as brincadeiras, declarou amor aos seus fãs. Voltando mais uma vez no tempo, a banda fez mais uma do álbum “Temple Of Shadows”, entoada então, a atraente “Wishing Well”. 


A primeira surpresa da noite vem de forma redentora, pegando muitos de surpresa com a inclusão de “Caça e Caçador”, do EP “Hunters And Prey”, que foi poucas vezes executada ao vivo nos tempos de Angra, recepcionada  calorosamente, provavelmente até por quem torcia o nariz, ou afirmava de que ela nunca mais seria tocada por algum membro daquela fase. “Angels And Demons” adicionou mais lenha na fogueira, elevando o clima em total calor e adura. 

Perguntando se todos estavam cansados, no contravir de um "NÃO", Edu franqueou (apesar de ser domingo) que tinha planos de um show longo, pois o mesmo esperou muito tempo pra poder fazer a respectiva apresentação, e que já passou o jogo do Corinthians e o que o time já é campeão. E para efetuar mais uma do “Rebirth”,  “Heroes Of Sand”, onde o vocalista pediu a ajuda dos fãs, sendo correspondido à altura com todos cantando referto de força e vontade, completando a metade do set com a única do “Aurora Consurgens” (2006): a harmoniosa “Breaking Ties”. 


Antes prosseguir com o restante das obras, Edu aproveitou para anunciar o ganhador de uma guitarra numa promoção feita pela rádio Kiss Fm, onde o felizardo, chamado Vanderson Martins da Silva, subiu ao palco para receber o instrumento das mãos do vocalista e da banda. 

Tendo o palco só pra si, a próxima faixa, vindo de coros de ‘Saint Seya’ e ‘Pegasus’, simboliza um ícone dentro da carreira do vocalista, não tendo a mínima noção que fosse convertida num sucesso e rodado mundo a fora, como foi observado na sua última passagem pela Itália. E essa música, no fim das contas, mudou a vida de muita gente, alegando que muitos passaram a curtir Rock e conhecer os seus trabalhos através dela, alegrando todos, em formato acústico, com a clássica trilha sonora de abertura do Os Cavaleiros dos Zodíaco, “Pegasus Fantasy”. O engraçado, antes de canta-la, é que após o Rock In Rio com o Almah, em 2015, Edu recordou que recebeu o convite pra cantar no desenho do Bob Esponja, rejeitado imediatamente por não ter ligação ou algo a ver com o Heavy Metal. 


Na mesma linha, “Trem das Onze”, originalmente gravada por Adoniran Barbosa, teve boa receptividade, notabilizado por uma etapa ilustre da noite. Voltado ao formato convencional, era chegada a hora da total ajuda dos fãs, que ficou explicito pela enigmática “Late Redemption”, onde ao vivo fica ainda mais requintada, minuciada pelo baixo volume do violão de Roberto. E o Edu não deixou de registrar o momento épico em vídeo no seu celular.

A pausa para o rápido descanso foi culminada pelo tradicional solo de bateria do Aquiles, que até hoje encanta os olhos dos admiradores pelo instrumento. 


“The Temple Of Hate” ganhou uma entrada calorosa, vendo muitos cantando cada verso e o refrão a exaustão, com a banda agitando junto com o público. “Bleeding Heart” mexeu com os corações apaixonados, lembrando-se da romântica apresentação que o Edu realizou, em comemoração ao Dia dos Namorados (10/06), no Manifesto Bar (SP). O ar melodioso só durou até os primeiros versos de “Millennium Sun”, mas que voltou com toda carga nos traços mais frenéticos. 

Vale ressaltar que os músicos que acompanham o Edu nessa turnê se sentem bem familiarizados com as músicas, principalmente o Aquiles, que depois de quase 10 anos sem tocar Angra, ainda consegue imprimir as suas linhas de bateria compostos nos álbuns que participou da melhor maneira possível, além, claro, do guitarrista Roberto Barros, que soube executar muito bem os solos e riffs feitos pelo Kiko Loureiro.


Emoção Pelos Rencontros, e a Satisfação de Mais um Acerto

Regressando nas partes finais, Edu agradeceu a presença de todos e alguns músicos importantes na cena que estavam ali para conferir o show, entre eles o Alirio Netto, Bruno Sutter, Marcello Pompeu, Tiago Mineiro (pianista do álbum “Moonlight”) e o já citado Junior Carelli. E durante essa pausa, foram apresentados cada membro da banda, e repentinamente, o Aquiles tomou a frente do palco, confessando que estava com muita saudade dos fãs do Angra, e o que estava acontecendo nessa turnê é algo muito especial, não tendo a menor ideia que iria ocorrer novamente nessa vida, agradecendo ao Fabio Laguna pela reconciliação dele com o Edu, apresentando, grandemente, o causador de tudo de maneira eufórica, com os dois dando um forte abraço. Enquanto emitia seu discurso, a filhinha do Edu, Mikaela, roubava a cena no palco para dar um abraço no pai. 


O Bis foi procedido com a empolgante “Waiting Silence” e “Live And Learn”, mais uma libertada faixa e que cortejou todos os saudosistas. Não parando por aí, a noite nostálgica foi concluída com as indispensáveis “Rebirth” e “Nova Era”, que encerraram a longa exibição da banda e já deixando uma forte saudade, mas que irá ficar marcado na história do Metal nacional pelo simples fato da música reaproximar não só as pessoas, e sim os músicos que ajudaram a construir trabalhos tão importantes dentro do Heavy Metal. 

Mais um gol de placa do senhor Edu Falaschi. 

Texto: Gabriel Arruda
Fotos: Dener Ariani
Edição e Revisão: Carlos Garcia

AttracthA
1. Bleeding In Silence
2. 231
3. Move On
4. Victorious
5. Payback Time
6. Unmasked Files

Edu Falaschi
1.    Spread Your Fire
2.    AcidRain
3.    Runnig Alone
4.    Wishing Well
5.    Caça e Caçador
6.    Angels And Demons
7.    Heroes Of Sand
8.    Breaking Ties
9.    Pegasus Fantasy (Solo Acoustic)
10.  Trem das Onze (Solos Acoustic)
11.  Late Redemption
Drum Solo
12.  The Temple Of Hate
13.  Bleeding Heart
14.  Millennium Sun
15.  Waiting Silence
16.  Live And Learn
Bis
17.  Rebirth
18.  Nova Era

terça-feira, 1 de agosto de 2017

Hellish War: 15 Anos de "Defender of Metal"



Comemorando os 15 anos do lançamento de "Defender o Metal" (2001, via Megahard Records), uma verdadeira gema do Metal Tradicional forjada no Brasil, o Hellish War traz um relançamento desse álbum, tão importante para a banda e querido pelos seus fãs por aqui e espalhados pelo mundo. Sim, "Defender o Metal" ganhou o coração de muitos fãs pelo mundo, pois, além das duas passagens do grupo pela Europa, o álbum foi lançado lá fora em 2009, além, claro, de ter chegado a mão de muitos através de importações e depois via internet.  (English Version)

Fundado em Campinas (SP) em 1995, foi com "Defender of Metal" que o Hellish War viu sua carreira chegar em outro patamar em termos de reconhecimento, e traz aquele Metal "oitentista", inspirado na cena inglesa e alemã (leia-se aí Maiden, Judas, Accept, Running Wild, Living Death e etc), em 11 faixas que transpiram honestidade e amor ao Heavy Metal. 

O disco virou um cult entre os fãs, destacando os Headbangers alemães, onde a banda excursionou e registrou o álbum ao vivo "Live in Germany", lançado em 2010 pela Hellion Records.

O Heavy Metal repleto de riffs e refrãos, alternando aquela pegada veloz do Speed Metal, principalmente da escola alemã, com outras passagens mais cadenciadas e os tradicionais riffs cavalgados, traz temas de amor ao Metal e histórias de guerreiros e batalhas, e nesse álbum, foram forjadas algumas músicas obrigatórias nos shows da banda, como a faixa título, "Defender of Metal", "We Are Living for the Metal" e "Gladiator", que são faixas velozes, mais diretas e carregadas de energia, e momentos mais épicos, como "Memories of a Metal", e seu andamento mais cadenciado.

Um álbum que soa cru, com um Heavy Metal tradicional tocado de maneira simples, mas com muita garra e paixão. O quinteto que gravou o álbum, ainda não sabia, mas estava criando ali, um pequeno tesouro do Metal nacional, e um item querido por fãs além das fronteiras das terras brasileiras, e que ainda segue sendo descoberto por muitos headbangers mais jovens.

Além desse relançamento e shows especiais, onde irão executar  "Defender of Metal" na íntegra, a banda, que deu uma pequena parada nas atividades, quer recuperar esse tempo, e também já vem compondo músicas para um novo álbum. Excelentes notícias para os fãs do Heavy Metal 80's!

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação
AssessoriaSom do Darma

O relançamento foi dedicado a memória de Jayr Costa, falecido no início de 2015, baterista que gravou o álbum e fez parte da banda entre 1995-2001.

Line-Up que gravou o álbum:
Roger Hammer: Vocals
Vulcano: Guitars 
Daniel Job: Guitars
Gabriel Gostautas: Bass
Jayr Costa: Drums

Tracklist:
Into the Battle
Hellish War
We are Living for the Metal
Defender of Metal
The Sign
Gladiator
Into the Valhalla
Sacred Sword
Memories of a Metal
Feeling of Warriors
The Law of the Blade

Canais Oficiais:
Site Oficial

     


     

Hellish War: 15 Years of "Defender of Metal", a Brazilian Metal Gem


Celebrating the 15th anniversary of the release of "Defender o Metal" (2001, via Megahard Records), a true gem of Traditional Metal forged in Brazil, the band Hellish War brings a re-release of this album, so important for the band and loved by their fans around the world. Yes, "Defender of Metal" has won the hearts of many fans around the world,  in addition to the two passages of the group on Europe, the album was released in Germany in 2009, and of course, having reached in the hands of many Metalheads through imports and then via the internet.   (versão em português)

Founded in Campinas (SP) in 1995, it was with "Defender of Metal" that Hellish War saw his career reach another level in terms of recognition, and it brings that 80's Metal, inspired by the English and German scene (Maiden, Judas, Accept, Running Wild, Living Death and so on) in 11 tracks that exude honesty and love for Heavy Metal.

The album became a cult among the fans, highlighting the German Headbangers, where the band toured and recorded the live album "Live in Germany", released in 2010 by Hellion Records.

Heavy Metal filled with riffs and refrains, alternating with Speed ​​Metal's fast tracks, mainly from the German school, with other more rhythmic passages and traditional galloping riffs. The lyrics brought themes of love to Metal and stories of warriors and battles, and in this album, a few obligatory songs on the band's shows, such as the title track "Defender of Metal", "We Are Living for the Metal" and "Gladiator", which are fast, more straight and energic tracks, besides more epic moments , such as "Memories of a Metal", and its more slow tempo.

An album that sounds raw, with a traditional Heavy Metal played simply but with a lot of passion. The quintet that recorded the album, did not know yet, but were creating there, a small treasure of the Brazilian Metal, and a wanted item by fans beyond the borders of the Brazilian lands, and it continues being discovered by many young headbangers.

In addition to this re-release, the band are booking special shows, where they will perform "Defender of Metal" in full, the band. After a hiatus in the activities, the band want to recover this time, and also have been composing songs for a new album. Great news for 80's Heavy Metal fans!

Text: Carlos Garcia
Management: Som do Darma

The re-release was dedicated to the memory of Jayr Costa,  drummer who recorded the album and was part of the band between 1995-2001, who died in early 2015.

Line-Up who recorded the album:
Roger Hammer: Vocals
Vulcano: Guitars 
Daniel Job: Guitars
Gabriel Gostautas: Bass
Jayr Costa: Drums

Tracklist:
Into the Battle
Hellish War
We are Living for the Metal
Defender of Metal
The Sign
Gladiator
Into the Valhalla
Sacred Sword
Memories of a Metal
Feeling of Warriors
The Law of the Blade

More Hellish War:
Site Oficial

     


     

domingo, 30 de julho de 2017

Interview - Ruins of Elysium: "Extremely Epic Metal, Majestic and Complex Orchestral Arrangements"



Despite their recent career, the promising band Ruins of Elysium (from Minas Gerais, Brazil) has already released an EP ("Daphne") and their first full-length album, "Seeds of Chaos and Serenity", which brings innovations to Epic Symphonic Metal, as well as lyrical concepts inspired by themes such as Manga and video games, as well as current issues such as the LGBT community's fight for equal rights.  (Versão em Português)


We talked with vocalist Drake Chrisdensen who told us a little about his musical influences and his inspirations at the time of composing, the concepts of the album and its repercussion, and he already gave us a preview of what we can expect for the next album. Check it out !!


RtM: Hi Drake !! Congratulations to you and the other members of the Ruins of Elysium for the beautiful work on the album "Seeds of Chaos and Serenity", wich is receiving many excellent reviews. How does it feel to have the first full-lenght album released?
Drake: Hey Raquel, Road to Metal team and followers of this amazing portal, thank you so much for the opportunity of being part of this interview. Well, release an album like "Seeds Of Chaos And Serenity" was an experience, at the very least, intense. Since Ruins of Elysium's beginning I've always had very clear the kind of sonority I wanted my music to have: extremely epic metal, majestic and complex orchestral arrangements, and "SoCaS" is the epitome of everything I appreciated as musician and metalhead. Listening to those 75 minutes of pure Epic Symphonic Metal and having the privilege to share it with you is something really exciting because I feel it's the first big step on Ruins of Elysium's career on the metal scenario and it was given in the best possible way. 

RtM: And about the receptivity, it has been what you expected? What are the next steps to expand the release of the album?
Drake: I feel very thankful, very privileged for being able to execute this work and receive such amazing reviews. An American site said "Seeds Of Chaos And Serenity" is one of the best albuns of Brazilian Metal history and reading that brought me to tears. We have a lot to grow up as musicians and performers and I know this first step will be the first for us to develop an even better work in the future.


 "Extremely epic metal, majestic and complex orchestral arrangements, and "Seeds of Chaos and Serenity" is the epitome of everything I appreciated as musician and metalhead." 
RtM: Tell us a bit about your musical background, how did you become interested in classical singing? Do you intend to further expand your horizons?
Drake: I started singing in my school choir 15 years ago. I was always interested in music, my dad has excelent musical taste and it was through him that I got to know many incredible musicians, so even as a child I would already listen to Queen, Sarah Brightman, Iron Maiden, PlacidoMoningo, Montserrat Caballe and others who made the will to sing flourish on me. I studied popular singing a while but I found myself in operatic singing and there I am until today. 

I lived abroad in Norway, Germany and USA to study and I've had the honor of being coached by incredible teachers like Melissa Ferlaak, Eliseth Gomes, Fernanda Giardini, Marishka Wierzbicki and Janet Williams. I've always asked myself the reason why there wasn't a Symphonic Metal band with a classical Tenor voice as it's main singer. It was a kind of music I wanted to listen to and, as there was no one doing it (and I think there still isn't), I decided to make my own band.


RtM: Talking a little more about inspirations, which bands do you like to listen to, are there any that have a strong influence on your work?
Drake: My five biggest influences, and I know it might shock some people, are Cradle of Filth, Dimmu Borgir, Septicflesh, Wintersun e Fleshgod Apocalypse. I always bring elements of those five titans into Ruins of Elysium's songs and I think that's why my songs sound so heavy even if it's not common in the style. Icaro and Vince loe Prog Metal, something I'm not really fond of, same way as Icaro doesn't like Extreme Metal the way I do, but we've been able to balance our influences well this far. I used to listen to Xandria a lot, but I didn't like their latest album...my favorite band, Leaves' Eyes, died last year.....I'm waiting for Visions of Atlantis and Dark Moor to release new material because I love those guys so much. BTW, I'd like to tell Alfred Romero I'm single and just waiting for an inbox message from him lol (laughs)

RtM: Have you ever stated that you are a fan of Visions of Atlantis, tell us what it was like to take lessons with Melissa Ferlaak.
Drake: Visions of Atlantis is a band I hold very dear for several reasons. I met VoAquen they were starting, still on the first album, and I fell in love with their work. They were very kind to the brazilian fans and it was through them I found out I can sing metal, because I would always study their songs. As I had direct contact with them, I've got to know Melissa Ferlaak, one of the most beautiful voices in the world for me, and I started being vocally coached by her. . Having Mel as my vocal coach was not only an honor, but a valuable opportuniy and I feel so privileged to be a student of one of my favorite singers and be able to call her my friend.

"I just had this epiphany: 'I will write a Symphony/Opera Metal about Sailor Moon'"
RtM: Could you tell us more about the concept of the title track "Seeds of Chaos and Serenity"?
Drake: Well, I am a die-hard Sailor Moon fan, to the point of having her tattoed on my arm, so uniting this passion with my passion for Epic Symphonic Metal was a matter of time. I don't recall exactly how the idea came to me, but I remember talking to a friend one of those nights and I just had this epiphany: "I will write a Symphony/Opera Metal about Sailor Moon". I already had at the time a song Called Seeds of Chaos And Serenity, which became the first Arc of the Symphony, and started expanding it to feature all the 5 arcs of the manga/anime and so this beautiful piece was born, even naming our first album. 

RtM: The album's cover art is amazing!
Drake: Wesley Souza, who designed our cover artwork and all the arts of the "Seeds Of Chaos And Serenity" era, didn't know anything about Sailor Moon, but we spoke about the plot (which is very dense and rich, I figure a lot of people don't realize how deep is Sailor Moon) and he came up with the idea of a Goddess of The Moon creating and balancing the Universe. Same way as Sailor Cosmos did on the end of the fifth arc, Stars. The art fits greately with the epic intentions of Seeds Of Chaos And Serenity.

RtM: Do you intend to produce any clip or lyric video? If yes, which track would you like to publish?
Drake: There are two tracks i'd love to release as a single/video. One is "Kama Sutra", for being more direct, accessible and bringing a lot of sensuality without missing it's power and speed. The other is "The Birth of A Goddess", my favorite track of the album for being a celebration of LGBT Pride, a tribute to the colors of our community and our victories in search of equal rights. We still have a lot to fight, but the LGBT community is guaranteeing each and every day a bigger space on society and this has to be on heavy metal as well.


"'The Birth of A Goddess', my favorite track of the album for being a celebration of LGBT Pride, a tribute to the colors of our community and our victories in search of equal rights."
RtM: Are you responsible for all the compositions? Tell us a bit about the process of orchestrating the album.
Drake: "Seeds Of Chaos And Serenity" was written mostly by me, but I had a lot of help from Icaro (Drums/Keys) in the final moments of the orchestra production, overall polishing, and he is risponsible almost by himself for the epic "Beyond The Witching Hour". I usually have a vocal line in mind and than I start writing other instruments over it, I know it'sbasicaly the oposite of what most of the bands do, but it works forme. As I've been studied orchestration a lot those last months, we've been able to have almost all of our orchestras written by the band directly.

RtM: By the way, since that you spoke about the work of Icarus, in October of last year you announced he as a new member of the band. How did this partnership happen? What was added with his arrival?
Drake: Icaro is a great musician, an awesome friend and a valuable working partner. We've got to know each other by a friend in common, worked in a couple songs together and the workflow was very natural, it was also only natural that he would join Ruins of Elysium as a full-time member. As he joined in a moment when "Seeds of Chaos And Serenity" was mostly done on songwritting, there weren't many original songs by him there, what is being fixed in the next one. Icaro has excellent ideas and they are being used on our 2018 album, which has some of the best songs we've have ever done. You'll love it!

RtM: "Shadow of the Colossus" was inspired by the video game, do you think there is any other game that also has an inspiring storyline for future music?
Drake: Wow, many! Games inspire me a lot because they are my favorite art form, it's my escape from this crappy real world. We've have songs about Dragon Quest, Final Fantasy, Shadow of The Colossus, our interlude "Iris" is based on Zelda and "game-castle-medieval" songs and for the next album, Bayonetta, one of my favorite franchises ever, inspired one of our heaviest songs to date. Another frachise I love is Xenoblade and I'd love to write something about it, but as it is so dense and complex, I don't know if I am on the level for that at this moment. Plans for the future!



"Some people say "less is more", but I believe "more is more" and that is something I follow faithfuly with Ruins of Elysium!"
RtM: Recently you posted on Facebook that the material for the next album is ready. What can we expect from the new work of the Ruins of Elysium?
Drake: I have some great news about that! We finished writing 2018 album and production already started, we're polishing the harmonies, orchestration and very soon we will begin the recording process. There are 12 songs and we are doing something very new on this album: "around the world with 12 songs". Sonority is closer to Folk Metal, but not only the celtic clichê. Yes, we will have Uillean and Bagpipes to some dancing leprechauns, but you can expect traditional japanese, chinese, arabian, african and brazilian rhythms, scales and percussion blending together with the trademark grandeur of Ruins of Elysium's songs. Some people say "less is more", but I believe "more is more" and that is something I follow faithfuly with Ruins of Elysium!

Interview: Raquel de Avelar
Editing: Carlos Garcia

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