terça-feira, 24 de março de 2020

Hartmann: Comemorando 15 anos do Trabalho Solo




O prolífico cantor, guitarrista e compositor Oliver Hartmann lança mais um álbum de sua considerável carreira solo. "15 Pearls and Gems" foge daquilo encontrado no Avantasia, projeto em que Hartmann é mais associado.
Esse trabalho além do clamor pop realiza uma mescla de alternativo com rock clássico.

No rol oldschool tem a faixa de abertura "Can't Stop this Train", evocando um AC/DC era Brian Johnson, "You Will Make It", talvez uma das melhores, usa acordes chocantes possuindo também aquela malícia bluseira, algo que o Glenn Hughes faria. Hartmann puxa uma voz rouca e pesarosa parecida com a do baixista James Dewar. "Street Cafe", exibe um começo lento preparando o terreno para um ápice comemorativo. "Fire and Water" parece uma versão mais poderosa de "Street Cafe"


Na ala das baladas tem a bem acabada "Uninvited" na qual Hartmann explora mais nuances da sua voz além de dosar o uso das guitarras pesadas entre os demais instrumentos. Ela se desdobra num clima oriental e dá um ar de renovação no álbum. "How does It Feel" tem um arquétipo de "Dream On" do Aerosmith embora seja menos passional que esta. "The Sun's Still Rising" é um registro ao vivo, cruza Pearl Jam com Black Crowes.

Ainda poderia citar "When the Rain Begins to Fall" um divertido dueto com a cantora Ina Morgan sobre uma estrutura musical mais sintetizada e "Go to Extremes", um blues pop rock contendo boas frases de guitarra. Ótima pra ouvir dirigindo.


"Pearls and Gems" é retocado. Dentro da proposta comercial oferece capricho e não é apenas um apanhado de músicas rejeitadas de outros trabalhos. O conceito dele é bem definido. Pra ser chato eu reclamaria apenas do excesso de faixas, algumas não soam tão inspiradas. Também reduziria a porção de canções ao vivo. Pela verve pop, tudo parece extremamente planejado e não temos tanta personalidade no quesito instrumental, ainda que Hartmann deixe uns espaços para as guitarras ecoarem. Isso talvez espante alguns que busquem mais destaque para cada componente.

No mais, "15 Pearls and Gems", não faz feio, uma ideia pós grunge bem trabalhada e quem sabe no futuro ele não seja uma joia perdida de 2020? 

Texto: Alex Matos (Equipe Rock Idol)
Conheça o Canal Rock Idol

Banda: Hartmann
Álbum: "15 Pearls and Gems" (2020)
País: Alemanha
Estilo: Hard Rock
Selo: Prode & Joy Music


Tracklist:

1. Can’t stop this train
2. Walkin on a thin line
 3. How does it feel?
4. You will make it
 5. Glow (Remix 2020)
6. When the rain begins to fall (Feat Ina Morgan)
7. Street Café
8. I go to extremes
9. Uninvited
10. Fire and Water
11. The sun’s still raising (live)
12. What If I (live)
13. Don’t give up your dream (live)
14. Brothers (live) (feat Tobias Sammet)
 15. Out in the cold (Live)


       


domingo, 15 de março de 2020

The Night Flight Orchestra: Revisão Eficaz da Musicalidade dos Anos 80


Da bebedice do cantor Björn Strid e do guitarrista David Anderson, durante suas atividades pelos Estados Unidos surgiu o projeto paralelo The Night Flight Orchestra. Sua característica era reconstruir o rock típico das estações de rádio norte-americanas.

Desde 2007, o grupo sueco lançou 5 álbuns. O curioso é existir uma espécie de retrospectiva conceitual álbum a álbum. Nos primeiros dois trabalhos houve um amadurecimento em ajustarem o som pesado que faziam pra canções comuns da segunda metade dos anos 70.

O quinto álbum "vira a década de vez", reproduzindo tudo aquilo que o rock sintetizado dos anos 80 poderia oferecer. Dentro da proposta, não apenas passam o clima certo mas mostram competência e qualidade. Está longe de ser um mero tributo decalcando genericamente os hits de uma época.


Em "Aeromantics", Björn dá uma intensificada no seu jeito de cantar estilo Martin L. Gore e Tony Hadley. Aqui usaram sem piedade arranjos tipicamente feitos no Synclavier, Emulator entre outras parafernalhas eletrônicas há certo tempo sinônimo da breguice, atualmente redescobertas e bem empregadas.

As várias camadas sintetizadas tentam passar uma forte carga sentimental ao lado de pratos reluzentes a ponto de cegar de tanto reverb. Os trechos melancólicos gradualmente culminam em refrões catárticos. Geram aquele sentimento motivacional de filmes daqueles mesmos tempos. As letras vão do melodrama ao sentimento de superação.

Abaixo citarei os pontos altos de "Aeromantic":

Servents of the Air: O riff central lembra "Live Wire" do Mötley Crüe partindo pra uma interessante ponte cromática que desdobra no refrão. Essa parte é meio flutuante. Os acordes são ressonantes apresentando bateria militarizada e pratos cheios de reverb. A música se reveza nos três trechos. 

Na reta final há um momento meio suingado nos moldes do Yes com as notas da guitarra expressivas. Em seguida rola uma sessão de solos, um no  sintetizador e outro na guitarra, parecendo algo do Joe Walsh. Com certeza a melhor faixa. A letra retrata possivelmente um aviador sobrevoando seu amor não correspondido.

Carmencita Seven: Uma das mais memoráveis, a guitarra tem maior influência e o sintetizador se limita a enfatizar os trechos da música. O solo final é muito expressivo.

Aeromatic: Puxa algo de "90125" do Yes, com Refrão extremamente AOR. O baixo segue uma tendência disco. Apesar de muito esforçada eu ainda acho ela fraca pra som titular em comparação as duas músicas citadas acima.

Divinyls: Seu tema base é o centro nervoso pra todos os componentes da canção, mesmo a cantoria não tenta fugir muito dos trilhos. Há vozes de apoio surgindo nos pontos chave da voz de Björn, uma linha de baixo mais aparente e ainda a canção guarda uns trechos difíceis de não remeter ao David Gilmour. A letra parece falar de superação.


If Tonight Is Our Only Chance: Poderia muito bem ser algum single do cantor Robert Tepper. Toda aquela carga emocional que um filme do Stallone pediria. A letra é tão melodramática quanto a condução da voz na música inteira.

Curves: Atende a um ritmo caribenho com um solo meio Michael Knopfler.

Transmissions: Parece uma reinterpretação do Abba principalmente no ápice da música. A voz de Björn está mais nervosa.

"Aeromantic" explora de maneira eficaz a musicalidade dos anos 80 sem parecer algo cafona ou mera pastiche, embora seus clipes zombem um pouco do clima oitentista. Se bobear superam muitas canções daquela era, pois houve uma revisão daquilo a ser evitado para não deixar brega. Quem curte esse revival de synthrock, é uma boa pedida.

Texto: Alex Matos (Equipe Rock Idol - Conheça o canal NESTE LINK)

Banda: The Night Flight Orchestra
Ábum: "Aeromantic" 2020
Estilo: AOR, Synthrock, Classic Rock
País: Suécia
Selo: Nuclear Blast (Brasil via Shinigami Records)

Line-up:
Björn "Speed" Strid - vocais
David Andersson - guitarra
Sharlee D'Angelo - baixo
Jonas Källsbäck - bateria
Sebastian Forslund - congas, percussão, guitarra
Anna-Mia Bonde - vocais alternativos
Anna Brygård - vocais alternativos


Tracklist:
01. Servants of the Air
02. Divinyls
03. If Tonight Is Our Only Chance
04. This Boy's Last Summer
05. Curves
06. Transmissions
07. Aeromantic
08. Golden Swansdown
09. Taurus
10. Carmencita Seven
11. Sister Mercurial
12. Dead of Winter


       

       

       

terça-feira, 10 de março de 2020

Re- Machined: O Metal dos anos 80 e NWOBHM "Re-Usinado"



Com sua demo homônima, a banda de Mainz (Alemanha), o RE-MACHINED, chamou logo atenção no underground alemão em 2018, angariando admiradores e fãs. Com músicos que são experientes e competentes, a banda empolga com seu Heavy Metal pesado e clássico, com nuances Hard, trazendo solos delicados de guitarra e melodias cativantes.

Receberam inúmeras críticas positivas em publicações impressas e on-line rapidamente levaram a solicitações de shows e resultaram em concertos como banda de apoio para Manilla Road, Gun Barrel , Bonfire  e Trance.

O debut "Wheels Of Time" traz a inspiração e a marca de grandes ícones do Metal 80's, principalmente o Accept, para situar o leitor. O timbre vocal e a maneira de cantar soa como um encontro de Udo com Biff Byfford.  Asc músicas trazem um ênfase nos riffs e refrãos marcantes, trazendo melodias cativantes. 


Não há baladas, nem covers, nem teclados; no entanto, não há fôlego! Há uma variedade bem legal, entre músicas mais cadenciadas, com algumas mais velozes, trazendo em sua maior parte as citadas influências do Metal e Hard/Heavy anos 80 e NWOBHM, mas também algumas nuances 70's e até algo do Power Metal atual.

Músicas como "Brother Sun, Sister Moon", com suas guitarras dobradas e melodias marcantes, ou "In My Life" respiram o espírito do final dos anos 70 e tem aquela mescla do Hard e Heavy, e o próprio release cita Thin Lizzy e Demon e com razão.

 Destaques: é um álbum muito homogêneo, daqueles de curtir do início ao fim, mas cito a abertura explosiva e pesada de "Heart on Fire", com seu baixo poderoso, riffs e melodias cativantes, e principalmente o refrão, que gruda de imediato; "Prisoner", que traz algo de Saxon, principalmente nos vocais.


O impacto de velocidade de "Fear", o peso dos riffs de "Re-Machined", onde as influências do Accept clássico pulsam, e "Change Your Mind", que mescla levadas mais cadenciadas e pesadas com passagens melodiosas na ponte e refrão.

O renomado produtor Markus Teske, que tem no currículo trabalhos com SAGA , UDO e The New Roses, foi encarregado de mixar "Wheels Of Time".

Altamente indicado a fãs das influências citadas, como Saxon, Accept e NWOBHM. Uma bela estreia, carregada de Heavy Metal e Hard Rock cativante, de grandes riffs e refrãos, pronto para agradar os headbangers que procuram novos nomes que tragam aquela sonoridade clássica, sem soar como uma mera cópia! 

Texto: Carlos Garcia

Banda: Re-Machined
Álbum: "Wheels of Time" 2020
País: Alemanha
Estilo: Heavy Metal, 80's Heavy Metal, Hard Rock
Selo: Pride & Joy Music

Site Oficial

Line-up:
Horst Pflaumer: Guitar
Volker Brecher: Drum
Bruno Strasser: Bass
Thomas Ritter: Vocal
Andreas Glanz: Guitar

Tracklist
1.            Heart on Fire    
2.            Prisoner             
3.            Brother Sun, Sister Moon          
4.            Re-Machined   
5.            In My Life          
6.            Wheels of Time              
7.            To Hell and Back             
8.            No Master         
9.            Killing Words    
10.          Fear       5:00      
11.          Change Your Mind
12.          Paradise Lost


         


       

quinta-feira, 5 de março de 2020

Burning Witches: O Heavy Metal Clássico se Renova!


O quinteto feminino Burning Witches foi formado na Suíça em 2015, nascido da intenção da guitarrista Romana Kalkuhl, que queria, antes de tudo, montar uma banda marcada pela cumplicidade, companheirismo, e claro, amor ao Heavy Metal. Completaram a formação inicial Lala (bateria), Alea (guitarras), Seraina (Vocais) e Jeanine (baixo).   (English Version)

As inspirações e  influências, claro, principalmente do Heavy Metal clássico, de grandes nomes, alguns surgidos já nos anos 70, e a sonoridade e visual 80's, e podemos citar bandas como Judas Priest, Dio, Manowar e King Diamond.

Em 2016 lançam o primeiro trabalho, simplesmente denominado “Burning Witches”, de forma independente, o qual recebe muitas críticas positivas em sites e revistas de renome na Europa. Essas ótimas reações chamaram a atenção da maior gravadora de Heavy Metal, a alemã Nuclear Blast, que ofereceu um contrato.


Final de 2017 a guitarrista Alea Wyss deixa a banda, e é recrutada uma carismática e técnica nova dona das seis cordas, a holandesa Sonia “Anubis” Nusselder. Lançaram em 2018 o segundo trabalho, “Hexenhammer”, e partem para uma turnê passando por diversos países, tocando inclusive em muitos festivais europeus importantes, como Bang Your Head e Wacken.

Em 2019 a vocalista Seraina Telli também deixa a banda para dedicar-se a outros projetos, e a banda recruta mais uma holandesa, Laura Guldemond, vocalista com muita personalidade, que além da beleza e uma presença de palco marcante, trouxe mais possibilidades ao som das bruxas.


2019 foi um ano agitado, prosseguindo com muitos shows e a banda ganhando ainda mais adeptos. Um single e um EP também foram lançados, “Wings of Steel”, as primeiras gravações oficiais com a nova vocalista. 

E agora em 2020, mais precisamente em 06 de março, a Burning Witches lança seu terceiro trabalho, “Dance With the Devil”, que promete levar o quinteto a outro patamar, com uma popularidade cada vez maior no cenário Metal.

Produzido por V.O. Pulver (The German Panzer, produtor de álbuns do Rage, Pro-Pain, Destruction e outros) e Schmier (Destruction), a banda manteve sua sonoridade, transpirando o Heavy Metal clássico com pitadas de Power Metal, porém adicionando um pouco mais de variedade e melodia.


Nos álbuns anteriores eu diria que elas puxavam mais para uma linha Judas Priest, e agora há uma variedade maior, tanto pela evolução de toda a banda, como também pela contribuição de Laura, que, além de criar linhas vocais variadas - chegando até a alguns trechos com guturais - coloca muita energia nas interpretações.

Essa maior variedade não trouxe somente mais melodia, pois há também faixas em que temos algumas passagens, riffs e vocais que possuem um pé no Thrash Metal tradicional, aquele recheado de riffs em cima de riffs, naquela linha Slayer do "Show no Mercy", por exemplo.

Inovação? Não é preciso inventar nada novo se você produz boas e sinceras músicas dentro do estilo que se propôs, e a Burning Witches dá um show neste quesito, trazendo riffs bem tradicionais e marcantes, refrãos fortes e muita energia.

Então em um belo álbum de Heavy Metal, temos 12 faixas (contando a intro) bem lineares em qualidade, mas com algumas que se destacam, como a abertura frenética com "Lucid Dream", uma locomotiva, com muita agressividade nos vocais e riffs beirando o Thrash; a já conhecida faixa título "Dance With the Devil", que traz mais melodia, licks e riffs marcantes e um refrão pegajoso. Anos 80 total!


Aquela balada Metal poderosa não poderia faltar, e "Black Magic" cumpre seu papel com louvor, naquela linha tradicional, melodiosa e com trechos acústicos e crescendo no refrão; "Sea of Lies" traz variações alternando trechos mais cadenciados e velozes. Laura alterna vocais mais melódicos com alguns guturais, e as guitarras brilham ora sozinhas, ora em uníssono, com melodia e agressividade.

"Necronomicon" tem um andamento mais arrastado e pesado, trazendo riffs cavalgados e vocais furiosos! "The Final Fight" é bem melodiosa, trazendo guitarras dobradas, segue uma linha que lembra bastante o Maiden em seu andamento. O refrão também é bem pegajoso e marcante.

Vale destacar também o já tradicional cover/versão, nos anteriores elas homenagearam Judas e Dio, desta vez é Manowar (em algumas edições especiais também há uma cover de King Diamond), e elas apresentam uma bela versão revisitada de "Battle Hymn", que contou com Ross "The Boss" e Mike Lepond (Symphony X) como convidados.


Em resumo, um belo e empolgante álbum de Heavy Metal, com muitas das nuances e até "clichês" tradicionais do estilo, mas feitos de forma muito honesta e competente. É diversão garantida!O certo é que não dá para duvidar da força deste quinteto, e de que 2020 poderá ser o ano das bruxas!

Texto: Carlos Garcia

Banda: Burning Witches
Álbum: "Dance With the Devil" 2020
Estilo: Heavy Metal, Power Metal
País: Suíça
Selo: Nuclear Blast (no Brasil, sairá via parceria NB e  Shinigami Records)

Facebook Burning Witches

Line-Up
Laura Guldemond: Vocais
Romana Kalkuhl: Guitarras
Sonia Anubis: Guitarras
Jay Grob: Baixo
Lala: Bateria

Tracklist:
1. The Incantation
2. Lucid Nightmare
3. Dance With The Devil
4. Wings Of Steel
5. Six Feet Underground
6. Black Magic
7. Sea Of Lies
8. The Sisters Of Fate
9. Necronomicon
10. The Final Fight
11. Threefold Return
12. Battle Hymn



       

       

Burning Witches: The Year of The Witches?



The female quintet Burning Witches was formed in Switzerland in 2015, born from the intention of guitarist Romana Kalkuhl, who wanted, above all, to build a band marked by complicity, companionship, and of course, love for Heavy Metal. They completed the initial training Lala (drums), Alea (guitars), Seraina (vocals) and Jeanine (bass).   (versão em português)

The inspirations and influences, of course, mainly of classic Heavy Metal, of great names, some that appeared already in the 70's, and the sound and visual 80's, and we can mention bands like Judas Priest, Dio, Manowar and King Diamond. 

In 2016 they launched their first work, simply called “Burning Witches”, independently, which received many positive reviews on renowned websites and magazines in Europe. These great reactions caught the attention of the biggest Heavy Metal label, the German Nuclear Blast, which offered a contract. 



At the end of 2017, guitarist Alea Wyss leaves the band, and a charismatic and technical new owner of the six strings is recruited, the Dutch Sonia “Anubis” Nusselder. In 2018 they launched their second work, “Hexenhammer”, and they go on a tour passing through several countries, including playing in many important European festivals, such as Bang Your Head and Wacken. 

In 2019, vocalist Seraina Telli also leaves the band to dedicate herself to other projects, and the band recruits yet another Dutchwoman, Laura Guldemond, a vocalist with a lot of personality, who besides beauty and a striking stage presence, brought more possibilities to the sound of witches. 

2019 was a busy year, continuing with many shows and the band gaining even more fans. A single and an EP were also released, "Wings of Steel", the first official recordings with the new singer. 


And now in 2020, more precisely on March 6, Burning Witches launches their third work, "Dance With the Devil", which promises to take the quintet to another level, with an increasing popularity in the Metal scene. 

Produced by V.O. Pulver (The German Panzer, producer of Rage albums, Pro-Pain, Destruction and others) and Schmier (Destruction), the band maintained its sound, exuding classic Heavy Metal with hints of Power Metal, but adding a little more variety and melody. 

In previous albums I would say that they pulled more towards a Judas Priest line, and now there is a greater variety, both due to the evolution of the entire band, as well as the contribution of Laura, who, in addition to creating varied vocal lines - reaching even some excerpts with gutturals - puts a lot of energy in the interpretations. 



This greater variety not only brought more melody, as there are also tracks where we have some passages, riffs and vocals that have a foot in traditional Thrash Metal, that stuffed with riffs on top of riffs, in that Slayer line of "Show no Mercy", for example. 

Innovation? There is no need to invent anything new if you produce good and sincere music in the style that was proposed, and Burning Witches gives a show in this regard, bringing very traditional and striking riffs, strong choruses and a lot of energy. 

So in a beautiful Heavy Metal album, we have 12 tracks (counting the intro) very linear in quality, but with some that stand out, like the frantic opening with "Lucid Dream", a locomotive, with a lot of aggression on vocals and riffs bordering the Thrash; the already known title track "Dance With the Devil", which brings more melody, catchy licks and striking riffs and a sticky chorus. Total 80s!
  
That powerful Metal ballad could not be missing, and "Black Magic" fulfills its role with praise, in that traditional, melodious line and with acoustic passages and growing in the chorus; "Sea of ​​Lies" brings variations alternating paced and fast tempos. Laura alternates more melodic vocals with some guttural ones, and the guitars shine sometimes alone, sometimes in unison, with melody and aggressiveness. 


 "Necronomicon" has a more dragged and heavy tempo, bringing riffs and furious vocals! "The Final Fight" is very melodious and catchy, and we have also great twin guitars, following a line that reminds a lot of Maiden in its tempo. The chorus is also very sticky and striking.
  
It is also worth mentioning the already traditional cover/version, in the previous ones they paid tribute to Judas and Dio, this time it is Manowar (in some special editions there is also a cover of King Diamond), and they present a beautiful revisited version of "Battle Hymn", which featured Ross "The Boss" and Mike Lepond (Symphony X) as guests.
  
These girls are doing a very good job togheter, delivering a great and exciting Heavy Metal album, with many of the traditional nuances and even "clichés" of the style, but done in a very honest and competent way. Breaking neck It's guaranteed! And it's certain that you cannot doubt the strength of this quintet, and that 2020 could be the year of witches!

Rate: 9/10

Text: Carlos Garcia
  
Band: Burning Witches 
Album: "Dance With the Devil" 2020 
Style: Heavy Metal, Power Metal 
Switzerland 
Label: Nuclear Blast


Line-Up
Laura Guldemond: Vocals
Romana Kalkuhl: Guitar
Sonia Anubis: Guitar
Jay Grob: Bass
Lala: Drum

Tracklist:
1. The Incantation
2. Lucid Nightmare
3. Dance With The Devil
4. Wings Of Steel
5. Six Feet Underground
6. Black Magic
7. Sea Of Lies
8. The Sisters Of Fate
9. Necronomicon
10. The Final Fight
11. Threefold Return
12. Battle Hymn



       


       

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020

Majestica: Speed Power Metal Como os Fãs do Estilo Esperam



Nova banda do guitarrista Tommy Johansson (Reinxeed), um mestre no Power Metal melódico, este Majestica é indicado a fãs de bandas como Helloween, Sonata Arctica, Rhapsody e afins, e quem já conhecia o trabalho do guitarrista, hoje no Sabaton, pelos álbuns do Reinxeed e os álbuns tributo "Swedish Hitz Goes Metal" (que trazia versões para Abba, Roxette e Ace of Base), com certeza vai curtir.

Altas doses de melodia, vocais altos e instrumental veloz, e claro, muitos teclados e melodias grudentas, "Above the Sky" traz 10 faixas, que se não trazem grandes novidades, é uma boa pedida para quem gosta do estilo, que chegou a estar um pouco saturado, porém atualmente temo tidos novos lançamentos bem interessantes, tanto de badas mais veteranas, como novos grupos.


Com muita melodia e primando por faixas mais velozes, o Majestica transita por nuances progressivas por vezes. Os músicos são muito técnicos, e Tommy tem uma voz que casa perfeita ao estilo.

Refãos grandiosos e muitos teclados são também uma tônica no álbum, em que podemos destacar a faixa título, Speed Melodic Power Metal cheio de eletricidade e melodias cativantes; "Mötley True", uma faixa mais longa onde o grupo passeia por nuances mais épicas e até progressivas. A letra ficou bem interessante, onde eles combinam palavras e ideias comuns a estética Heavy Metal, tipo uma homenagem ao estilo e fãs. Bem "true", ha ha ha.

"Night Call Girl", com belas melodias, quase AOR (Speed AOR?!) e ainda "The Way to Redemption", onde mostram velocidade, técnica e bom gosto, lembrando algo de Dragonforce por vezes. Destaque para as melodias do teclado.


No geral um álbum muito bom do estilo, ponto negativo apenas para "Father Time", uma faixa com um entonação meio "humorística", algo que bandas como o Helloween já fizeram com maestria, mas aqui não funcionou. Um grato "recomeço" para Tommy, além do atual trabalho com o Sabaton, onde ele não é a estrela principal, e altamente indicado à fãs do estilo.

Texto: Carlos Garcia

Lançamento: Nuclear Blast/Shinigami Records

Tracklist:
1. Above The Sky
2. Rising Tide
3. The Rat Pack
4. Mötley True
5. The Way To Redemption
6. Night Call Girl
7. Future Land
8. The Legend
9. Father Time
10. Alliance Forever



       

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

Ozzy Osbourne: O Mad Man Ainda Tem Muito Para Dar



Dizer que uma lenda como Ozzy não deve mais nada, que não precisa provar mais nada a ninguém, acredito que seja um pensamento pequeno para o tamanho deste ícone, que, mesmo tendo toda uma grandiosa história dentro do Metal e do Rock, seja com o Sabbath ou em sua carreira solo, creio que o próprio artista deve sempre procurar se desafiar e compor músicas que lhe tragam satisfação pessoal, ou seja, pelo menos para si, sempre é preciso estar provando algo, senão qual o sentido de seguir em frente e lançar novos trabalhos? 

Talvez esse sentimento de que não precisa mais provar nada a ninguém, nem a si, é que tenha pegado forte em algumas bandas e artistas, que lançam trabalhos que não empolgam, parecendo algo pro obrigação.

E quando uma dessas lendas anuncia algum trabalho novo, sempre é gerada expectativa. Quando Ozzy anunciou que estava compondo um novo álbum ano passado, um 2019 conturbado por problemas de saúde para o Mad Man, logicamente a comunidade Metal ficou em alerta.

Precedido por alguns singles, e bons singles, diga-se, "Ordinary Man" não decepciona, sendo um dos melhores trabalhos solo de Ozzy nos últimos anos. 


Produzido em parceria com o guitarrista Andrew Watt, jovem "descoberto" por Glenn Hughes e que gravou com este o álbum do California Breed, o disco traz bons momentos, nada que vá se comparar a algum clássico daqueles produzidos em álbuns como "Blizzard of Ozz" ou "Diary of a Mad Man", mas tem boas composições. Completam o time "estelar", Chad Smith (bateria, Red Hot Chili Peppers) e Duff McKagan (Guns n' Roses), e outro "gunner", Slash, também deu uma palhinha.

Mesclando uma sonoridade mais tradicional com nuances mais modernas, Andrew criou melodias e riffs transitando por esses estilos, mesclando elementos das diversas fases da carreira solo do Mad Man, muitos momentos me lembrando do álbum "Ozzmosis".

Andrew utiliza ora timbres mais tradicionais, e ora com afinações mais baixas, com um pouco mais de "sujeira" e mais diretos, e que em alguns momentos, particularmente não gostei, assim como em músicas utilizando sonoridades de outros estilos musicais, como nas parcerias com o rapper Post Malone, principalmente a horrível "Take What You Want", enquanto que "It's a Raid" é até passável, numa levada meio punk e bem direta.


Mas como eu disse, é um bom álbum, com boas canções, trazendo melodias e refrãos cativantes em vários momentos, e é um disco também com várias canções numa levada mais lenta, com mais baladas, e  as cinco que destaco a seguir, coincidentemente as 5 primeiras, estão, em minha opinião, entre as melhores do disco.

A faixa título "Ordinary Man", onde Ozzy faz dueto com outro ícone, Elton John, que também toca piano na música. A letra me pareceu bem autobiográfica. Destacando o refrão e as belas orquestrações e melodia ao piano.

"Under the Graveyard" também tem um início mais balada, com links bem legais, para depois vir com mais peso e riffs lembrando Sabbath. Tem um grande refrão, uma música bem com a cara do trabalho solo de Ozzy. "All My Life", leve, agradável e bem "radiofônica".

 Temos a abertura, "Straight to Hell", com sua levada bem pesada e de riffs vigorosos, também se destacando. Aquele "all right now!" que Ozzy solta no início dá uma certa emoção, coisa bem característica dele, somado ao timbre inconfundível, traz essa carga emocional deste talvez ser seu último álbum.

"Goodbye", com seu início cadenciado, tendo trechos mais acelerados e com timbres bem distorcidos. É pesada e com Andrew explorando texturas bem interessantes na guitarra. Um belo começo, com essas 5 faixas! Já valem o álbum.


No mais, embora inferiores as 5 iniciais, são boas canções, como "Today is the End", que também tem melodias grudentas, beirando o Hard Rock mais moderno, e "Eat Me", que inicia com uma intro de hamônica, mescla de forma interessante, nuances mais atuais, com as tradicionais.

No geral, um álbum com boas canções, 3 ou 4 somente mais descartáveis, mas com um saldo positivo, tendo pelo menos 5 músicas que podem figurar tranquilamente nos set-list dos shows do Mad Man e nos playlists dos fãs. E que ótimo que algumas dessas lendas ainda produzem músicas relevantes, e não somente para "cumprir contrato".

Como ele mesmo disse, Ozzy provou que ainda tem muito para dar, e nos faz torcer que não seja ainda o seu último álbum.

Texto: Carlos Garcia

Ozzy Osbourne "Ordinary Man" 2020
Banda:
Ozzy Osbourne: Vocais
Andrew Watt: Guitarras
Duff McKagan: Baixo
Chad Smith: Bateria

Tracklist:
1. "Straight to Hell"
2. "All My Life"
3. "Goodbye"
4. "Ordinary Man" (featuring Elton John)
5. "Under the Graveyard"
6. "Eat Me"
7. "Today is the End"
8. "Scary Little Green Men"
9. "Holy for Tonight"
10. "It's a Raid"
11. "Take What You Want"

     

       

       

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2020

Soulspell "X Years of Soul" : O Sonho do DVD Finalmente Materializado



Temos que voltar um pouco no tempo, la´em 2005, para contar o início desta história, que começou, como todo projeto, a partir de uma ideia ou sonho.  Algo que parecia inviável, Heleno Vale realizou: a concepção de uma Metal Opera brasileira, nos moldes das bem sucedidas Avantasia e Ayreon.
Lembrando aquela famosa frase, não sabendo que era impossível, ele foi lá e fez!

Contra todas as adversidades, sejam geográficas, sociais ou econômicas, com muito suor e sangue o projeto lançou seu primeiro álbum, "Act I: Legacy of Honor", em 2008, contando com vários vocalistas da cena brasileira, alguns nomes já experientes, outros, jovens revelações, algo inclusive que se tornou uma bandeira do projeto: revelar e dar oportunidade a jovens talentos, organizando-se até um concurso para tal.


Depois da estreia, mais três trabalhos se seguiram, e além dos novos talentos e dos nomes de peso da cena brasileira, convidados internacionais começaram a aparecer nos álbuns seguintes. O Soulspell também conseguiu reunir vários desses vocalistas para shows pelo Brasil, levando o espetáculo musical e teatral para diversos estados.

Mas, Heleno sentia que precisava ainda realizar mais, que o projeto merecia um registro ao vivo oficial, reunindo o máximo possível de convidados, em novamente algo inédito aqui em terras brasileiras, então, voltando a novamente àquela frase, ele foi lá e fez!

O Show foi gravado em um teatro, o Adélia Lorenzetti, em Lençóis Paulista (SP), em 08/07/2018, e agora "X Years of Soul" está finalizado e logo o público que não adquiriu na pré-venda, também poderá ter em mãos em breve este registro único e histórico.

E novamente o Soulspell inova, lançando o registro em um lindo pacote, que traz o show em um pen-drive estilizado em forma de moeda, podendo oferecer assim o material em um formato no qual o público poderá desfrutar de toda a qualidade de som e imagem em Full HD.


Foram reunidos mais de 30 artistas, mais de 20 vozes se revezando! Cantores que gravaram os álbuns originais, alguns experientes na cena nacional, como Leandro Caçoilo (ex-Eterna, Viper), Dan Rubin (ex-Scelerata), Alex Voorhees (Imago Mortis), Iuri Sanson (Ex-Hibria) e Mario Pastore (Pastore, Acid Storm, Powerful).

Os jovens talentos revelados pelo projeto também mostram sua evolução e crescimento, como Lucas Martins, Gui Antonioli e Jefferson Albert, Pedro Campos (Hangar, Age of Artemis), Victor Emeka (Hibria), além de Daísa Munhoz, vocalista principal do projeto e uma das maiores vozes do Metal brasileiro.

Os nomes de reconhecimento mundial, como Fabio Lione e Andre Matos (o show foi a última aparição de Andre em um DVD oficial), abrilhantam ainda mais o cast de vocalistas, que foi apoiado ainda por um coral com cinco vozes.


Quem acompanha o Soulspell sabe que os envolvidos sempre trabalharam duro, colocando o melhor de si, e contra todas as dificuldades e riscos que o investimento representa, não foram medidos esforços para que um material fantástico fosse entregue. A qualidade de imagens e som está excelente, podemos ouvir com clareza os instrumentos e todas a vozes, e são diversas câmeras captando com maestria diversos ângulos do espetáculo. 

As performances dos participantes é algo lindo, podemos sentir que eles realmente se envolveram de coração e mente nas interpretações e execuções. O cast todo teve um ensaio juntos no dia do evento, mas o talento, experiência e a alma que foi colocada na hora do espetáculo, contribuíram para um excelente resultado.


Temos performances praticamente irrepreensíveis, onde, segundo o próprio Heleno, somente alguns trechos em que o microfone "estourou" e o áudio não ficou satisfatório, é que foi preciso alguma correção em estúdio, ou seja, o que está sendo visto e ouvindo é quase 100% do que foi executado no dia, o mais íntegro e real possível.

O Show traz canções de destaque dos trabalhos do Soulspell, selecionadas minuciosamente, as quais são apresentadas não seguindo a ordem cronológica da história, mas contendo explicações breves sobre cada, e realmente isso não prejudica em nada a apresentação. Para quem está tendo contato com o conceito pela primeira vez, e queira entender toda a história, vai encontrar no site oficial tudo o que precisa.

A ordem em que foram dispostas as canções funcionou muito bem, trazendo um espetáculo bem balanceado, intercalando momentos de mais intensidade, peso e velocidade, com outros mais emocionais e melodiosos. Além do som excelente, a produção de palco contou com um ótimo trabalho de luzes, dando ênfase realmente ao som e às performances, e sem muitos efeitos mirabolantes.


Ao ver o set-list, percebemos quanto música de qualidade o Souslpell criou, e claro, com tantas canções memoráveis, alguém vai sempre sentir falta de alguma, pessoalmente, a que mais senti a ausência foi de "To Crawl or To Fly". 

São 20 canções e mais a intro, em cerca de 2 horas de show, e fica difícil apontar destaques, mas separei alguns momentos em que mais vibrei e até me emocionei.

Após a intro com o "joker" apresentando o espetáculo, a abertura é com "The Labyrinth of Truths", faixa título daquele que para muitos é o melhor trabalho da banda. Um início perfeito! Que já nos prende de imediato, nos fazendo mergulhar na atmosfera mágica do show.

Um desses momentos de maior destaque, é justamente na única "cover", "Espelho Vazio", trecho do tributo em português que a banda fez de "Theory of Everything", do Ayreon (uma de suas maores inspirações). Emocionante dueto de Daísa Munhoz e Manu Saggioro.  


Logo depois da calmaria temos "Dungeons and Dragons", que coloca fogo no palco em grandes "duelos" vocais, e logo em seguida, outro momento mágico, com a belíssima balada "Adrift", com Daísa encantando a todos, com o dueto original ao lado de Lucas Martins. Uma chuva de papel picado completa a magia do momento.

Outros momentos de maior destaque são com mais dois temas do "The Labyrinth of Truths",  "Dark Prince's Dawn", e seus diversos climas,  e a incrível "Amon's Fountain", ambas com vários dos vocalistas participando, destacando Mario Pastore, Daísa e o coral de vozes.

"Father and Son", a melhor canção do mais recente trabalho de estúdio, com suas belas e marcantes melodias; e ainda "A Little to Far", do primeiro álbum e obrigatória nos shows, e "A Secret Compartment", também do "Labyrinth", que fecha de forma explosiva o espetáculo.


Mas o grande momento vem com a apresentação de Andre Matos em "Time to Set You Free/The Second Big Bang", ao lado de Fabio Lione, já era algo especial, pois uniu dois grandes vocalistas do Metal mundial, pela primeira vez lado a lado no palco, e agora, a emoção é em dobro, pois vem aquela tristeza por termos perdido prematuramente um talento como Andre (falecido em 08/06/2019).

Nesse trecho, além de fazer um pronunciamento sobre o evento e o trabalho do Soulspell, ele participa de uma homenagem à Mário Linhares (Dark Avenger, e que também participou de um álbum e tour com o Soulspell), e dedicam a música que leva o nome do projeto, "Soulspell". Linhares também faleceu prematuramente em dezembro de 2017. Então, diante de tantos momentos especiais no show, este talvez seja o de maior emoção.

Além dos show, o material traz um belo encarte, com muitas fotos do evento e ainda extras com o making-off e bastidores, em imagens muitos especiais, que farão você se sentir ainda mais dentro de todo o processo.

Um registro histórico, que vai ser lembrado como um marco na história do Heavy Metal brasileiro. Um material com muita qualidade, em uma apresentação em que os artistas colocaram a alma e coração. ATENÇÃO, altas cargas de emoção e musicalidade. Adquira já!





CONFIRA A SEGUIR O RELEASE OFICIAL E COMO ADQUIRIR:

X YEARS OF SOUL | O SONHO. A UNIÃO. O REGISTRO.

O projeto mais audacioso do Metal Nacional reuniu ao vivo algumas das maiores lendas do Heavy Metal Brasileiro e mundial. Um registro que vai além de qualquer barreira e ficará marcado para sempre. Uma superprodução que vai te fazer mergulhar no universo mágico do Soulspell.

Gravado em 08/07/2018, no Teatro Adélia Lorenzetti, em Lençóis Paulista/SP. Na terra natal do Soulspell.

A maior reunião de grandes vocalistas da história do Heavy Metal Nacional: 25 vocalistas.

O último lançamento oficial ao vivo do nosso querido maestro Andre Matos

A única reunião ao vivo de Andre Matos e Fabio Lione.


Edição especial limitada:
1) Um lindíssimo Pen Drive redondo, com 5 cm de diâmetro, no melhor estilo MOEDA DE OURO DE DRAGÃO, personalizado com os logos do X Years Of Soul em ambas as faces, com 32 GB, com 2 horas de show em qualidade FULL HD (qualidade de Blu Ray 1080p) + 1:30 h de Making Of +

2) Poster da Capa com 42 cm de altura (Capa por Caio Caldas da CadiesArt) +

3) um maravilhoso encarte nos mesmíssimos moldes de um encarte de DVD (Arte do encarte por CadiesArt) +

4) um mapa impresso desdobrável com os locais onde acontecem as músicas da odisseia da banda +

5) um Digifile (Digipack sem a bandeja de mídia de DVD) com bolsas para armazenar o encarte + mapa + pen drive +

6) uma caixa especialíssima e limitadíssima para armazenar todo o conteúdo do “X Years Of Soul” com encaixe opcional para armazenamento de sua moeda de ouro de dragão (o pen drive).


Soulspell agradece o apoio de:
Secretaria de Cultura de Lençóis Paulista
Landscape Audio
Christian Cardoso Photography
Don Romeno Ink

Instagram: @soulspellofficial
www.soulspell.com

                     

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2020

Avatarium: A Hora e a Vez do "Dark Gospel"


A Suécia é um dos mais aclamados produtores de Metal e Heavy Rock deste século, apresentando excelentes e originais bandas, algumas alcançando um status maior de popularidade, como é o caso do Ghost, por exemplo, que já esteve por aqui, inclusive tocando em um Rock in Rio, e só não volta em 2020 - faria tour junto com o Metallica – por estar envolvido na produção de novo álbum.

Um desses novos nomes surgidos na cena sueca, e que cada vez ganha mais seguidores, é o Avatarium. Inicialmente surgiu como um projeto paralelo de Leif Edling e Marcus Jidell (ambos do Candlemass), mas foi ganhando status, principalmente após o elogiado álbum de estreia, “Avatarium” (2013).


Um dos grandes diferenciais do grupo desde seu surgimento, a voz cheia de sentimento e profunda de Jennie-Ann Smith, continua em destaque, e parece se superar a cada trabalho.

Neste quarto álbum a banda, "The Fire i Long For", agora com a parte criativa mais a cargo de Marcus e Jennie, traz várias das características que permearam os álbuns anteriores, mas com menos ênfase no peso e mais nas sonoridades limpas e melodiosas.

Os elementos 70's, que vão de Purple, Sabbath e Floyd até o Occult Rock estão espalhados em doses generosas e criativas pela sonoridade.

O grupo mostra uma personalidade única, com uma música que traz peso, melodia, com elementos acústicos, psicodélicos e progressivos, adicionando doses de melancolia e toda a paixão da voz de Jennie-Ann Smith.

O maior distanciamento de Leif Edling, pelos seus demais compromissos e questões de saúde, poderia causar certo temor quanto a qualidade final, mas o Avatarium mostrou um trabalho ainda superior ao álbum antecessor. A banda utilizou o rótulo Dark Gospel para descrever a sua sonoridade, afirmando que seria o que melhor traduz os sentimentos que a sua música passa.


Em um álbum com qualidade acima da média, intenso e carregado de emoção, ainda é possível apontar canções que se sobressaem, como “Rubicon” e seu riff principal e melodias marcantes, instrumental naquela veia 70's e às vezes beirando o Doom, ou seja, uma peça com a personalidade Avatarium.

Jeannie procura diversos caminhos em suas interpretações, como em "Stars They Move", onde a voz e o piano estão em primeiro plano, e em “Lay Me Down”, balada melancólica, com nuances psicodélicas e algumas melodias estilo "western"; para quem espera ouvir algo mais de peso, as raízes  Doom estão bem presentes em  “Voices”. 

E vale um parágrafo, ou mais, para a fantástica faixa título, “The Fire I Long For”, que traduz perfeitamente o que a banda quis dizer com "Dark Gospel", uma "balada dark", digamos assim, carregada de emoção.


Destaque absoluto para a interpretação de Jennie, que provoca arrepios. O instrumental denso, mas ao mesmo tempo melódico, com a guitarra trabalhando riffs graves e melodias com slides, e ora com notas mais limpas, e ainda trechos com Hammonds e vocais gospel ao fundo. Espetáculo!

O Avatarium merece logo estar em um patamar elevado, com sua sonoridade cheia de personalidade, transitando pela aura 70's, indo do Heavy e Classic Rock, ao Occult, psicodélico e progressivo. E claro, os riffs, solos e melodias criativos de Marcus e as maravilhosas interpretações de Jennie-Ann Smith, uma cantora realmente acima da média! Nota 10!!

Texto: Carlos Garcia

Banda: Avatarium
Álbum: "The Fire I Long For" (2019)
País: Suécia
Estilo: 70's Heavy Rock, Occult Rock, Doom, Dark Gospel
Selo: Nuclear Blast/Shinigami Records

Line-Up:
Jennie-Ann Smith: Vocais
Marcus Jidell: Guitarra, Piano
Lars Sköld: Bateria
Mats Rydström: Baixo
Rikard Nilsson: Órgão

Tracklist:
01. Voices
02. Rubicon
03. Lay Me Down
04. Porcelain Skull
05. Shake That Demon
06. Great Beyond
07. The Fire I Long For
08. Epitaph Of Heroes
09. Stars They Move


          

          

segunda-feira, 27 de janeiro de 2020

Álbuns Destaques de 2019, Segundo os Redatores, Convidados e Seguidores/Amigos Site Road to Metal


Todo ano buscamos uma forma diferente de apurar os álbuns destaques, e desta vez, ao invés do voto da redação e colaboradores, decidimos perguntar para alguns convidados, pedindo para pessoas de diversos setores ligados ao Metal e Rock pesado que apontassem seus discos favoritos do ano que passou, e também enviamos a pesquisa a diversos seguidores, amigos e leitores do Road to Metal, totalizando mais de 200 participantes.

Além da lista dos mais votados, que pela quantidade decidimos apontar o TOP 15, também vamos destacar o Top 5 de alguns dos convidados, a fim de mostrar também a diversidade de gostos, e também demonstrando que houve uma boa quantidade de lançamentos, para todas as preferências e em todas as vertentes do som de peso!

Alguns músicos chegaram a perguntar se valia votar no próprio trabalho, mas é claro que vale! Se você próprio, depois de algum tempo ainda, não curtiu e não acredita no próprio trabalho, precisa rever os caminhos!!

Foi interessante notar que muitos apontaram álbuns não exatamente de Metal na sua lista dos preferidos de 2019, e também muitos comentaram que sentiram falta de lançamentos mais marcantes no ano.

Excepcionalmente, apontamos também os 10 álbuns de bandas nacionais mais votados, pois sempre fazemos a lista englobando lançamentos tanto nacionais como internacionais, pois, mesmo com menos poder de investimento, acreditamos que não perdemos em qualidade, então, nada de "síndrome de vira-latas" ha ha ha!

Mas não para por aqui, comecinho de fevereiro faremos um SORTEIO entre os participantes, e 3 sortudos vão ganhar prêmios incluindo CDs e a camiseta oficial do Road to Metal. Nosso MUITO OBRIGADO a todos que participaram, seguem abaixo as listagens:

Os 15 Melhores Álbuns de Metal/Rock Pesado 2019, segundo redatores, convidados e seguidores/amigos e leitores do Road to Metal:



Rammstein - Rammstein
Possessed - Revelations of Oblivion
Sabaton - The Great War
Rotting Christ - The Heretics
Blood Incantation - Hidden History of the Human Race
Tuatha de Danann - The Tribe of the Witching Souls
Baroness - Gold & Grey

Confira a Seguir os 10 Álbuns de Metal Nacional Mais Votados

Tuatha de Danann - The Tribe of the Witching Souls
Hatefulmurder - Reborn
Dr. Sin - Back Home Again
Hellish War - Wine of Gods
Kiko Shred - The Royal Art
Bloody Violence - Host
Föxx Salema - Rebel Hearts
M-19 - Sic Semper Tyrannis
Age of Artemis: Monomyth


Confira o Top 5 de alguns do convidados que participaram da votação. Gente de Peso!!

Tarja Virmakari (Fundadora do site Metal Shock Finland)
Insomnium - "Heart like a Grave"
Alter Bridge - "Walk the Sky"
Angeles - "Fire It Up"
Zonder Wehrkamp - "If it's Real"

Nick Banger (Vocalista do Metalmorfosis - Grécia)
Blut aus Nord- Hallucinogen.
Blood Incantation- Hidden History of the Human Race
Overkill- The Winds of War.
Dark Awake- Die Sonne Man.  

Fausto Mucin (Proprietário da loja e selo Die Hard Records de SP)
Angel Witch – Angel of Light
Blood Incantation - Hidden History of The Human Race
Demophobia – Moinhos de Gastar Gente
Paul Gilbert – Behold Electric Guitar


Cláudia Kunst (Produtora Metal Sul Festival)
Bloody Violence (BR) – Host
Carcinosi (BR) – Resumption
Opeth (SWE) – In Cauda Venenum
Rival Sons (USA) – Feral Roots

Roberto Giordano (Proprietário selo Rockshots Records - Itália)
THE DEFIANTS - Zokusho
RAMMSTEIN - Rammstein
BEAST IN BLACK - From Hell With Love
CYHRA - No Halos In Hell

Alexandre Nascimento (Proprietário Loja Zeppelin - Porto Alegre RS)
Overkill - The Wings of War
King Diamond - Songs For the Dead
Destruction - Born to Perish
Abbath - Outstrider
Flying Colors - Third Degree


Alex Voorhees (Vocalista do Imago Mortis, Produtor e compositor)
The Claypool Lennon Delirium - South of Reality
Possessed - Revelations of Oblivion
Tool - Fear Inoculum
Dead Fish - Ponto Cego
Aurora - A Different Kind of Human

Carlos Clinger (Canal Heavy Metal On-Line)
Agaurez - The Five Sigiliz
Vulture - Unholy Grave
Tuatha de Dannan - The Tribe of Witching Souls
Necrohunter - Last Days
Hatefulmurder - Reborn

Amy Föxx Salema Nunes (Vocalista, Musicista)
Föxx Salema - Rebel Hearts
Little Big - Go Bananas
Dragonforce - Extreme Power Metal
Toxic Holocaust - Primal Future
Possessed - Revelations of Oblivion


Luiz "Fuga" Nunes (Programa Na Mira do Rock - RS)
Dream Theater - Distance Over Time
Opeth - In Cauda Venenum
Rammstein - Rammstein
Avantasia – Moonglow

Daria Domovik (Guitarrista Concordea - Russia)
Vision Divine - When All the Heroes are Dead
Alcest - Spiritual Instinct
Sonata Arctica - Talviyo
Masters of Ceremony - Signs of Wings
Lacuna Coil - Black Anima

Carlos Trelles (Publicitário, colecionador de Metal e ex-vocal banda Amaduscias)
Borknagar - True North
Rotting Christ - The Heretics
Texas Hippie Coalition - High in the Saddl
Mayhem - Daemon
Opeth - In Cauda Venenum

Neto Santos (Fundador do extinto site All the Bangers SC)
Sabaton - The Great War
Amon Amarth - Berserker
Dead Man Walking - All My Hate
In Flames - I, The Mask
Yuri Fulone - Fernão Dias


Top 5 Melhores Álbuns Segundo os Redatores e Colaboradores do Road to Metal

Carlos Garcia (Editor e Redator Road to Metal)
Candlemass - The Door to Doom; Avatarium - The Fire I Long For; Tuatha de Danann - The Tribe of the Witching Souls, Jim Peterik's Worlds Stage; Toto - Old is New

Gabriel Arruda (Redator do RtM e correspondente Estado SP, Editor do House of Bootleg)
Scott Stapp - The Space Between the Shadows; Eclipse - Viva La Victoria; The 69 Eyes - West End; Crashdiet – Rust; Armored Dawn - Viking Zombie

Raquel de Avelar (Redatora Road to Metal - Correspondente USA)
Cellar Darling - The Spell;  Tarja - In the Raw; Visionatica - Enigma Fire; Within Temptation – Resist; New Years Day - Unbreakable

Renato Sanson (Redator Road to Metal, Colaborador Rock Meeting e Editor ReLo Music)
Evergrey - The Atlantic;  Rotting Christ - The Heretics; Queensryche - The Verdict; Suicidal Angels - Years of Agression; Flotsam & Jetsam - The End of Chaos

Uillian Vargas (Redator e Fotógrafo colaborador Road to Metal)
King Diamond – “Songs for the Dead Live”; Whitesnake – “Flesh & Blood”; Overkill – “The Wings of War”; Candlemass - The Door to Doom; Opeth - In Cauda Venenum

Marlon Mitnel (Produtor, correspondente RS e Ex-Redator Road to Metal)
Dream Theater - Distance Over Time; Abbath - Outstrider; Tool -  Fear Inoculum; Candlemass - The Door To Doom; NervoChaos - Ablaze

Marcello Camargo (Colaborador Road to Metal - RS)

Mgla – Age of Excuse; Cerebral Rot – Odious Descent Into Decay; Grafvitnir – Venenum Scorpionis; Hideous Monach – The Gods Instinction; Malevolent Creation – The 13rd Beast