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segunda-feira, 12 de fevereiro de 2018

Armored Dawn: Marchando Rumo ao Topo



Muitos acreditam que a chave do sucesso é confiar no seu potencial e, costumadamente, com um pouco de boa sorte. Mas é ai que eu pergunto: onde há sorte se não vamos atrás do que almejamos? E é nessa lição que ligamos o lema de buscar pelos nossos desejos. No caso dos paulistanos do Armored Dawn, o trabalho duro premiou-os com o reconhecimento relevante não só na cena Metal nacional, mas também fora do Brasil, e o tão esperado segundo álbum, “Barbarians In Black”, será lançado mundialmente via AFM Records.

Rotulado por muitos de Viking Metal, o sexteto congrega sua eufonia em carregadas consistências sem possuir amarras em único vinculo musical. Apesar de toda temática nórdica que dirige o conceito lírico, “Barbarians In Black” busca fugir dos estereótipos. E esquecem fábulas e fantasias, porque a musicalidade do álbum é associada às virtudes do Classic Heavy Metal e também do Thrash dentro de uma moção moderna, resultando em músicas exuberantes e pesadas do começo ao fim.   
  


Habituado a outros gêneros e sem experiências no Heavy Metal, Kato Khandwala (The Pretty Reckless, Papa Roach) conseguiu condensar a asserção do grupo através da sua experiência com auxílio do co-produtor Bruno Agra, mas todo impoluto está presente na mixagem e masterização de Sebastian “Seeb” Levermann, que acertou a mão numa sonoridade devastadora, garantindo energia e intensidade a cada signo.

A capa tem como figura estampada um soldado bárbaro perdido num campo obscuro e devastado, epilogando a história passada nas letras na visceral arte.
Talvez a espera por esse novo registro não cause tanta apreensão, pois quem compareceu nos últimos shows da banda pode conferir as faixas em primeira mão. E quem teve a chance de conferir às músicas (executadas ao vivo) em algumas dessas apresentações podem esperar coisa ainda melhor, pois “Barbarians In Black” está gananciado de bravura e sangue nos olhos, engajando peso e harmonia em aglomeradas adições.


Depois de uma introdução nobre e sublime, “Beware The Dragon” chega pra romper barreiras com riffs cobertos de peso; “Bloodstone” verte um Power Metal agressivo e esmurrado, mas sem deixar a melodia dos teclados de lado; “Men Of Odin” descende momentos épicos, apresentando meios climatizantes e mais cadenciados; “Change to Live” eleva o nível de intensidade, com riffs azedos e vocais ríspidos.

“Eyes Behind The Crow” surge com linhas profundas, e logo se desperta com guitarras cadenciadas; “Sail Way” – primeiro single do álbum – é uma balada de encher os olhos, recebendo 1 milhão de acessos no Youtube com o clip cinematográfico (a AFM postou o vídeo no seu canal do youtube); “Gods Of Metal” e “Survivor” imprimem características clássicas do Heavy Metal, dosando bastante groove e melodia nas proporções exatas.

O Armored Dawn  firma sua relevância no Metal nacional com um álbum viciante e bárbaro, e que continue correndo este caminho de evolução.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Armored Dawn
Álbum: Barbarians In Black
Ano: 2018
Estilo: Power Metal, Viking Metal
País: Brasil
Gravadora: AFM Records
Assessória de Imprensa: Metal Media

Formação
Eduardo Parras (Vocal)
Timo Kaarkoski (Guitarra)
Tiago de Moura (Guitarra)
Fernando Giovannetti (Baixo)
Rafael Agostino (Teclados)
Rodrigo Oliveira (Bateria)

Track-List
1.    Beware The Dragon
2.    Bloodstone
3.    Men Of Odin
4.    Chance To Live
5.    Unbreakable
6.    Eyes Behind The Crow
7.    Sail Way
8.    Gods Of Metal
9.    Survivor
10. Barbarians In Black
  
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sexta-feira, 1 de dezembro de 2017

Cobertura de Show – De La Tierra, Armored Dawn e Karburaalcool (01/11/2017 – Tropical Butantã – SP)



Ainda em ritmo de ‘gostosuras ou travessuras’, procedido pela celebração do Halloween, a noite do dia 1 de novembro, advindo pela véspera de feriado, ferveram os falantes do Tropical Butantã de muito peso e bom som. Quem esteve presente no local teve a experiência e o lazer de apreciar grandes ícones do Metal da atualidade: De La Tierra, Armored Dawn e os novatos do Karburaalcool, contando mais uma vez com a organização do projeto Honorsounds, que trabalha em prol da cultura ligada por meio de ações sociais. 



Bandas Convidadas Abrilhantam a Noite

Quase que atrasados (nós, não a banda), pegamos, por volta das 19h30, os primeiros momentos da atração que abria a noite: o Karburaalcool, vencedora do concurso “Bandas Independentes”. Felizmente, perdi somente o começo do show com a “Kaos” e os primeiros minutos da paulada “Seja Bem Vindo”. Composto por Ricardo Girardi (Vocal), Bruno Lima (guitarra), Lucas Mesquita (baixo) e Marcelo Ferri (bateria), a banda arrancou o foco do público presente no momento, que ainda não era muito, com sua mescla de Rock clássico e Heavy Metal. 


 Devidamente alocados no local, o set prosseguiu com a Thrash “Intolerância”, presente no mais recente disco “Kaos” (2016). “Defeitos Humanos” remeteu às influências de Black Sabbath, onde Ricardo chamou atenção com os vocais cheios de drives e do seu pedestal banhado à prata, adornado por uma inusitada caveira. “Em Busca do Que Se Perdeu” contou com a participação do renomado vocalista Rogério Fernandes (Carro Bomba, ex-Golpe de Estado), e o interessante foi perceber a semelhança de voz dele com a do Ricardo, possuindo timbres idênticos.

A cáustica “Patrulha Social” homenageou o guitarrista Silvio Lopes (King Bird), que esteve presente no show, demonstrando indignação pelas pessoas que pregam idiotices e besteiras nas redes sociais na letra da música. Remetendo a fase inicial da banda, o quarteto, de Presidente Prudente, encerrou o rápido show com a faixa que denomina o grupo, a frenética “Karburaalcool”, do álbum de mesmo nome. 


Mesmo com a chegada de algumas pessoas, a casa ainda restava muitos espaços e liberdade para ficar em qualquer canto da pista, pois não havia grades que separasse pista normal e pista premium. E antes do Armored Dawn subir no palco, fãs da banda chamavam a atenção de todos vestidos com as roupas da idade média, temática que a banda carrega desde o começo da carreira. E Eduardo Parras (Vocal), Timo Kaarkoski e Tiago De Moura (Guitarras), Fernando Giovannetti (Baixo), Rafael Agostino (Teclados) e Rodrigo Oliveira (Bateria), encantou os fieis fãs às 20h46 com o repertorio dedicado às músicas do novo álbum, "Barbarians In Black”, há ser lançado em fevereiro do ano que vem.

Depois da triunfante intro, a batalha dos 6 guerreiros foi iniciada com a enérgica “Change to Live Again”, colocando muita dor no pescoço com a visceral “Eyes Behind the Crow”. “Bloodstone” arrancou muita interação no refrão operante. A única falha foi o teclado ter apresentando um volume muito baixo, mas aumentou o grau nas partes finais. A melódica “Men of Sin” parecia fixa na cabeça dos fãs, onde a maioria arriscava cantar os versos da canção sem saber a letras. E o Eduardo sempre levantava os presentes com sua energia. 


“Viking Soul” foi a única do atual disco, “Power Of Warrior” (2016), ultrapassando o limite de performance da banda, principalmente do Eduardo, que não poupou as suas cordas vocais para atingir notas mais altas. O solo de baixo do Fernando antecipou a pulsante “Survivor”, que espalhou diversão e calorosas palmas. 

A próxima faixa já era conhecida por muitos. Quem costuma ouvir a Kiss Fm deve ter ouvido ela algumas vezes, e a balada “Sail Way” (com 1 milhão de acessos no Youtube) sacou emoção e delírio pelas comovente letra.O desfile de peso e versatilidade não parou em “Gods Of Metal” (não, não é a do Manowar), pondo fim no empolgante show com a azeda “Beware The Dragon”, antecedido pelo requintado solo de teclado de Rafael Agostino.



Chega a Hora da Atração Principal: De La Tierra Incendiando o Palco!

A atração final da noite entrou em ação às 22h12. Divulgando seu segundo álbum, “II”, os latinos do De La Tierra, formado por Andrés Gimenez (Vocal e Guitarra, A.N.I.M.A.L), Andreas Kisser (guitarra, Sepultura), Sr. Flavio (baixo, Los Fabulosos Cadillacs) e Alex Gonzáles (bateria, Maná), estremeceu o Tropical Butantã com o Groove Metal praticado pelo supergrupo. A intro só aumentou a ansiedade, para logo o grupo despejar músicas de cada álbum: a memorável “Maldita Historia”, do primeiro disco, e da cadenciada “Señales”, do mais recente. “Rostros” se destacou pela pegada infernal, ganhando suavidade no refrão e sendo bem recepcionada. 


Com muito fôlego e moral, Gimenez deu seus rápidos agradecimentos através do seu portunhol, onde o Andreas ficava tirando onda com o companheiro dizendo que não entendia nada. E com ares de Sepultura que foi a vez de “Valor Interior”, tendo versos cantados em português pelo Andreas. E o próprio se mostrava bastante participativo e intimo com o público.

“San Asesino” balançou a casa, abrindo alas para as tradicionais rodas e pulos para sacudir o chão. E Sr. Flavio se encaixou perfeitamente na banda, presenteando a ferocidade do seu baixo com a técnica coesa de Alex.

A pureza chegou à tona com “Puro”, que programou impacto e emoção ao mesmo tempo, com as rodas criando diferentes rotações. “Detonar”, fazendo um trocadilho, detonou tudo com timbres chocantes, emendada pela carregada “Dois Portais”, voltando a ter aquela mescla de versos castelhanos e português, além do refrão que alude à música Reggae, partindo para a agressiva “Somos Uno”.


Dando uma rápida abastecida, Andreas tomou o microfone para dar um “Boa Noite”, apresentando todos da banda e reativando o ânimo com a adrenalina “Sin Límites”. A dose de Sepultura reapareceu novamente em “Chaman de Manaus”, que tem sinais que lembra o álbum “Roots” (1996), utilizando afinações bem baixas pra dar aquele som mais groovado.


Estando próximo do Bis, Gimenez tomou a frente do palco novamente para dizer que estava muito feliz em tocar no Brasil, transparecendo a importância de unir as culturas Latino-Americanas, e mantendo o assunto que o Andreas perguntou ao argentino de quem é o melhor: Pelé ou Maradona? De maneira curta, Gimenez logo respondeu: "Messi". Mas também deu créditos ao Neymar. Ainda na onda do futebol, o argentino saudou todos os Corintianos (deixando o São Paulino Andreas de cara feia), Palmeirenses e São Paulinos, agradecendo a presença do amigo e ex-zagueiro da Seleção Argentina, Juan Pablo Sorín, que estava no palco assistindo o show da banda.Sem querer (ou por brincadeira), Andreas acabou executando riffs de uma música do Sepultura, mas logo pediu desculpas e começou a suja e Old School “Ciénagas de Odio”, terminando a primeira part do set com a canibal “Fome”.

Devidamente repousados, a banda voltou do Bis com um rápido elogio de Gimenez para a organização do Honorsounds, dizendo que é muito legal realizar shows com o intuito de arrecadar alimentos e ajudar quem mais precisa. E sem mais conversas que escarraram os momentos finais da noite com “Sangramos al Resistir” e  “Cosmonauta Quechua”, onde Gimenez largou a guitarra para se interagir com o público e exaltar seus companheiros de bandas, indo pro meio da galera no ponto final do show.

Mais uma conquista desse projeto que cresce a cada dia, resultando em uma noite inesquecível. Pena que o número de público foi abaixo do esperado.

Texto: Gabriel Arruda
Fotos: Dener Ariani
Edição/Revisão: Carlos Garcia




Karburaalcool
1.    Kaos
2.    Seja Bem Vindo
3.    Intolerância
4.    Defeitos Humanos
5.    Em Busca do Que Se Perdeu (feat. Rogério Fernandes)
6.    Patrulha Social
7.    Karburaalcool

ArmoredDawn
1.    Intro/Chance to Live Again
2.    Eyes Behind the Crow
3.    Bloodstone
4.    MenofOdin
5.    Viking Soul
6.    Bass Solo
7.    Survivor
8.    SailAway
9.    Gods of  Metal
***Keyboard Solo***
10. Beware of  The Dragon

De La Tierra
1.    Intro/Maldita Historia
2.    Señales
3.    Rostros
4.    Valor Interior
5.    San Asesino
6.    Puro
7.    Detonar
8.    Dois Portais
9.    Somos Uno
10. Sin Límites
11. Chaman de Manaus
12. Ciénagas de Odio
13. Fome
***Bis***
14. Sangramos Al Resistir
15. Cosmonauta Quechua

     


     


     

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Armored Dawn: Trazendo a Cultura Medieval pra Dentro do Heavy Metal



Quando uma coisa chama a atenção, prontamente já não esperamos muito para sondar de onde está vindo aquilo.Tratando-se de tradições e culturas típicas de outros países, apelamos a ir atrás de livros, sites, fotos e filmes que nos trazem um aprendizado sobre referido assunto não comum a cultura brasileira. Graças à música é possível criar a sensação de se teletransportar para lugares inimagináveis, usufruindo da etnia medieval com “Power Of Warrior”, dos paulistas do Armored Dawn.

O disco embarca numa história que carrega o clima da Idade Média, nos jogando num circuito de lutas, batalhas e de aventuras relacionadas àquela época, com letras associadas ao que se passava naqueles tempos. E a melhor maneira de entrar nesse mundo é por meio do Heavy Metal, no caso o praticado pelo Armored Dawn, o qual é conduzido por vestígios mais Power, onde guitarra, baixo e bateria exibem o seu poder de classe, agregando timbres fascinantes e pontos carregados de peso, preenchido por vocais graves e agradáveis linhas de teclado, deixando as músicas com uma atmosfera mais clássica.


A produção é dada pelo qualificado Tommy Hansen e do baixista Fernando Giovannetti, onde ambos planearam uma linguagem sonora sofisticada e nítida, instalando primorosas melodias e caminhos mais densos nas suas adequadas etapas, onde todo acabamento final é personificado pelos engenheiros Peter Tägtgren (mixagem) e Jonas Kjellgren (masterização), contribuindo para que a soma final fosse grandiosa. A arte da capa é representada por um guerreiro em forma de um lobo, cabível ao titulo do álbum, incorporando panoramas paradisíacos ao fundo. 

É difícil unir a paixão do Heavy Metal com a graça dos antepassados, volvendo combinações que já são de praxe dentro do gênero. Mas a banda consegue impor modulações diferenciadas, basta apreciar o que se passa em cada música e poder mergulhar no contexto através delas. E graças ao Eduardo Parras, após findar o Mad Old Lady, o direcionamento musical ganhou mais integridade e força, e completando o line-up, o baterista Rodrigo Olivera (Korzus) e o guitarrista Timo Kaarkoski, finlandês residido no Brasil.

Abrindo o disco, “Viking Soul” possui bases épicas, o que logo é mostrado na introdução, puxada por riffs em palm mute e boas doses de melodia; “To Blind to See” cinge levadas moderadas, podendo classificar como um Thrash Metal maciço com linhas vocais variantes, que passeiam por elementos graves e limpos; “Prison” introduz um começo "aprisionador", como o próprio nome sugere, mas que depois cresce com fases cadenciadas, perceptíveis nos riffs ganchudos, sincronizados perfeitamente nas partes rítmicas (prestem atenção na interação entre guitarra e bateria).


“My Heart” é uma balada que cabe bem ao vivo, daquelas de levantar o celular durante o show, sustentado pelo feeling dos teclados, elevando o grau com os riffs flexíveis e um solo pomposo; a faixa-título, “Power Of Warrior”, é principiada de nuances triunfantes, prontificada por riffs impactantes e vocais raivosos, embalando de um refrão cantarolante; “Far Away” é aberta com linhas destruidoras de baixo, tornado num versátil Hard Rock pegado e dinâmico, encontrando traços de hammond a-la Jon Lord, recebendo a ordem de partida (com o trem cheio carga) para “Mad Train”.

“King” abrange climas traumatizantes, fardados por vozes coradas e melodias suspensivas; “Someone” engloba tempos trovejantes, juntado pelas guitarras sintetizadas e de envolventes harmonias de teclado, somando as influências de Iron Maiden e Deep Purple numa só música; “William Fly” traz a sensação que o disco foi retrocedido, pois poderia ser facilmente a faixa de abertura pela energia que é transmita, além de haver uma narrativa em português em um dos versos da música.

O Armored Dawn passou facilmente da prova de fogo que é o primeiro disco, expondo melhorias e transformações para uma banda com ideias renovadas e efetivas.
Aguardando as surpresas pro segundo disco, há ser lançado nesse segundo semestre.

Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Armored Dawn
Álbum: Power Of Warrior
Ano: 2017
País: Brasil
Tipo: Power Metal
Gravadora: Voice Music
Assessoria de Imprensa: Metal Media

Formação
Eduardo Parras (Vocal)
Timo Kaarskoski (Guitarra)
Tiago de Moura (Guitarra)
Fernando Giovannetti (Baixo)
Rafael Agostino (Teclado)
Rodrigo Oliveira (Bateria)

Track-List
Viking Soul
To Blind toSee
Prison
My Heart
Power OfWarrior
Far Away
Mad Train
Glances In The Dark
King
Someone
William Fly

Contatos