quarta-feira, 30 de novembro de 2011

SenandiomA: Thrashers de Aracaju



Muitos falam que o Thrash Metal voltou de uns anos pra cá, mas acredito que o estilo nunca tenha morrido, teve algumas baixas como em qualquer outro gênero metálico, mas seria impossível não apontar, por exemplo, o Violator como uma das bandas que botaram novamente o estilo em alta.

Com isso surgiu inúmeras bandas de extrema qualidade do gênero, como é o caso dos sergipanos do SenandiomA que desde 2003 vem trabalhando arduamente e mostrando seu potencial a cena nacional.

Neste ano de 2011 a banda lança o EP “Order And Progress...Lies And Death!” que contém 6 faixas e uma produção de alto nível e com certeza ao final da audição você vai se perguntar: “Como eles tocam tão rápido e com tanta precisão?”

É isso que vamos encontrar neste grande lançamento: riffs na velocidade da luz, um baixo no volume máximo, com uma bateria mais do que precisa e sem contar o peso e agressividade desumana que está banda esbanja.

Banda sergipana lança um grande álbum do underground de 2011


“The Perfect Plan” abre o EP e com uma pequena intro de tentar sintonizar um rádio no programa A Voz do Brasil e, após isso, riffs em cima de riffs com um vocal limpo que também comanda o baixo, mas soando altamente agressivo, e com solos alavancados que faz você parar de bater cabeça para ouvi-los até o final.

Dando continuidade ao massacre, “Democrashit” vem com uma velocidade anormal e um refrão grudento que com certeza abrirá muitas rodas nos shows.

O som do SenandiomA nos remete muito ao Violator, mas também tem um pouco de Ratos De Porão e Sepultura dos anos 80, isso é ruim? De forma alguma, é uma combinação perfeita! O que ouvimos aqui é o mais puro Speed Thrash Metal. Comprovem isso em faixas como “Death Comes To Everyone” e “Write Your Future” onde a velocidade é anormal e a agressividade, então, deixa você atordoado ao final.

Outro ponto positivo ao SenandiomA fica na questão da parte gráfica que é muito caprichada e ao mesmo tempo bela, tem uma levada cartunista que, se você prestar bem atenção em todos os detalhes da capa, entenderá que o que eles querem passar, ali é a mais pura realidade.

Texto: Renato Sanson
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: SenandiomA
Álbum: Order And Progress...Lies And Death!
Ano: 2011
País: Brasil
Tipo: Speed Thrash Metal

Formação
Cabeça (Vocal e Baixo)
Zeca (Bateria)
Robson (Guitarra)
Renato (Guitarra)


Tracklist
01 – The Perfect Plan
02 – Democrashit
03 – Be Stupid And Die
04 – Before It’s Too Late
05 – Death Comes To Everyone
06 – Write Your Future

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terça-feira, 29 de novembro de 2011

Made in Brazil: Impetus Malignum - Ódio em Nome do Verdadeiro Black Metal



Lembra daquela época áurea do Black Metal onde vocais limpos e operísticos e teclados vindos de algum jogo de vídeo game não tinham vez? Bons tempos aqueles, não? Para a nossa sorte, ainda existe bandas que mantém a verdadeira essência do Metal negro viva, entre elas uma das crias mais impressionantes do nosso underground é o Impetus Malignum.

Formada em Porto Alegre/RS no ano de 2001, a horda passou por um caminho tortuoso com mudanças de formação e um longo caminho para lançar seu primeiro debut  “When Darkness Devours The Light” em 2006, sendo que  logo após o mesmo a banda quase se desfez, mas graças ao esforço de Disarmoneous (vocais e guitarras) que  ao lado de Mortipherous  (baixo) e Sathanya(bateria) aparentemente tinham estabilizado sua formação e conseguindo grandes feitos como abrir o show  dos black metallers  franceses do Otargos.

Quando tudo parecia dar certo, Mortipherous decide abandonar a banda. O que parecia ser mais um empecilho motivou ainda mais os remanescentes da banda que laçaram um EP com cinco faixas chamado “Death Ride”.

Se fosse para dar uma nota para o mesmo seria 9.9 porque cinco faixas é muito pouco para a qualidade que esse opus apresenta. Difícil citar influencias, mas com certeza a sonoridades frias das bandas nórdicas como Mayhem e Burzum são grandes citações.

A faixa titulo inicia com uma levada caótica e os vocais de Disarmoneous, totalmente insanos, causando a melhor impressão nos ouvintes.  “True Black Hate” é aquela faixa que o nome explica tudo que vocês vão encontrar: um hino de profano, sem dúvida.

O resto do EP evidencia que nada pode deter essa horda e que ao longo do tempo sua proposta fica cada vez mais consolidada.  No link abaixo é possível fazer o download (pois a banda ainda não disponibilizou seus lançamentos em formato físico) desse EP, então não perca tempo.

Ficaremos na torcida para que a banda consolide sua formação, volte a gravar no formato físico e, o mais importante, ataque os palcos da região sul com seu Black Metal ríspido e empolgante.

Texto: Harley
Revisão/edição: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Impetus Malignum
Álbum: Death Ride
Ano: 2010
País: Brasil
Tipo: Black Metal

Formação
Disarmoneus (Guitarra, Baixo e Vocal)
Sathanya (Bateria)

Tracklist
01 – Death Ride
02 - True Black Hate
03 - The One Who Rides The Wind
04 - Vatican Judgement
05 - We Are Evil

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Baixe o primeiro álbum aqui

Baixe o novo álbum aqui

Confira o novo vídeo no link

Vídeos com a nova formação

Videos do CD debut “When Darkness Devours The Light”:

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Mastodon: Um Led Zeppelin Super Pesado


Mastodon mostra que EUA ainda pode revelar grandes bandas


“Um Led Zeppelin super pesado”. Essa é a definição para “The Hunter” (2011), quinto disco da banda Mastodon dada pelo baterista Brann Dailor.

O grupo, além de ter seu disco “Crack in the Skye” (2009) considerado um dos dez melhores discos do ano pela New York Times, é adorado pelos headbangers e pela grande mídia (David Letterman recebeu a banda recentemente).

Bastante coisa para um quarteto de apenas uma década que já conquistou muito mais e se torna a cada disco mais importante que muitas bandas da maioria de seus colegas atuais.

Banda em destaque na Kerrang! Magazine

Impossível ficar indiferente ao som da banda. Soa meio barulhento? Sim, em certos momentos, pode até dar dor de cabeça, pois a mescla sonora é tão rica que, se o estado de espírito não está lá essas coisas, o som fica meio embolado. Até você ouvir novamente e notar que está diante de um dos discos mais completos e diferentes do Metal dos anos 2000.


“The Hunter” tinha a grande responsabilidade de superar seu masterpiece anterior e, se ainda podemos preferir o aclamado trabalho de 2009, o disco de 2011 não fica para trás. São ao todo 13 canções de uma mescla psicodélica de Heavy Metal, com Rock Progressivo (dá até para lembrar de Pink Floyd, especialmente nas risadas ala “Dark Side of the Moon” de “Creatures Lives”), além de Stoner Rock/Metal, com muito groove e sons cuja cadência é sempre marcante.

O humor e seriedade se misturam na banda formada pelo Brann Dailor (bateria e vocais), Troy Sanders (baixo e vocais), Brent Hinds (guitarra e vocais) e Bill Kelliher (guitarra e vocais de apoio). Isso mesmo: são três vocalistas, uma das características mais fortes e interessantes do grupo.

Aqui há peso e melodia, com vocais fortes, de um lado, suaves de outro. Difícil descrever. A verdade é que canções como “The Sparrow” que fecha o álbum, “Stargasm”, “Black Tongue” (abre os trabalhos) e “Thickening” mostram essa faceta única do grupo, fazendo com que a definição do batera Brann Dailor não soe forçada ou prepotente.

A música de trabalho “Curl Of The Burl” pode não ser uma “Olblivion” (maior sucesso comercial da banda e música que os fizeram estourar mundo afora), mas traz bem a proposta do grupo, além de um vídeo engraçadíssimo (fãs do cinema thrash norte-americano irão adorar).

Não falei da técnica e habilidade individual do quarteto, pois dispensa comentários. Só o fato de todos cantarem e três dividirem os vocais principais, já vale o elogio de que Mastodon é uma banda que, mesmo com os pés nos anos 70, parece estar “inovando”, provando a cada disco que não é mais um besteirol norte-americano.

Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Mastodon
Álbum: The Hunter
Ano: 2011
País: EUA
Tipo: Metal Progressivo/Heavy Metal/Rock Progressivo/Stoner Metal/Groove Metal

Formação
Brann Dailor (bateria e vocais)
Troy Sanders (baixo e vocais)
Brent Hinds (guitarra e vocais)
Bill Kelliher (guitarra e vocais de apoio)


Tracklist
1. Black Tongue
2. Curl Of The Burl
3. Blasteroid
4. Stargasm
5. Octopus Has No Friends
6. All The Heavy Lifting
7. The Hunter
8. Dry Bone Valley
9. Thickening
10. Creature Lives
11. Spectrelight
12. Bedazzled Fingernails
13. The Sparrow

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O vídeo/making of de “Black Tongue”
Assista a banda tocando “Black Tongue” ao vivo


domingo, 27 de novembro de 2011

Clássicos do Brasil: “Smile” (Leviaethan) – Um Clássico à Frente de Seu Tempo


Banda liderada por Flávio (em destaque) é um marco da cena gaúcha


Seria impossível falar de álbuns clássicos de Metal do Brasil e não lembrar desse que marcou época no underground nacional. Estamos falando de “Smile” (1990) da banda gaúcha Leviaethan, um álbum que mudaria a história do cenário gaúcho.

Nascida em 1983, uma das bandas mais respeitadas do Brasil, fundada por Flávio Soares (vocal e baixo), o Leviaethan participou logo no seu início da coletânea Rock Garagem com “Guerreiros Das Rua”, música que teve bastante repercussão e levou o nome da banda a percorrer os becos de Porto Alegre.

Após esta boa recepção dos bangers à música lançada na coletânea, o Leviaethan entra em estúdio para gravar sua primeira demo “Thrash Your Brain”, levando de vez a banda a ficar conhecida no meio underground pelo seu Thrash rápido e agressivo, influenciado por bandas como Exodus, Testament, Venom e Motorhead (por ironia do destino, atualmente Flávio Soares tem uma banda tributo ao Motorhead chamada Iron First RS).

Capa do disco de estreia da Leviaethan

Após algumas mudanças de formação, somente em 1989 a banda estabiliza com os seguintes membros: Flávio Soares (baixo e vocal), Danillo Pizzato (bateria), Carlos “Lots” Henrique e Alexandre Colletti (guitarras) e entram em estúdio para gravar seu primeiro álbum “Smile” que foi lançado no segundo semestre de 1990 pela Rock Brigade Records. Então o estrago estava feito: “Smile” é lançado e realmente mexeu com a cena, pois o que ouvimos no álbum é um Thrash Metal maduro, técnico e agressivo, deixando muitos espantados: como quatro jovens malucos por som pesado conseguiram fazer tamanha proeza?

Pois bem, ao ouvir o álbum podemos constatar como conseguiram, pois o que se ouve não é apenas música, mas sim uma paixão pelo que se faz transparecendo cada sentimento de brutalidade em cada faixa.

De cara o álbum abre com “The Last Supper”, mostrando muito feeling e técnica deste quarteto e é notória a influência de bandas como Exodus e Testament, principalmente nas vociferações de Flávio. Esta faixa em especial tem um solo surpreendente com um arpejo que surge do nada surpreendendo o ouvinte e sem contar os riffs que essa dupla dispara, e a cozinha não fica pra trás, o baixo de Flávio marcante e dando ainda mais peso à música e Danilo segurando muito bem as pontas na bateria.

Os garotos da Leviaethan no inicio da carreira nos anos 80


“Live Free Or Die” vem para fazer os ouvidos sangrarem, com um início mais cadenciado e quebrado, logo cai em uma riffarama sem fim, com Danilo dando um show na bateria, um refrão que gruda na cabeça, pois mesmo sendo de uma agressividade tamanha, a banda sabia onde colocar seus toques de melodia.

“AIDS” começa mais cadenciada e mórbida, mas isso é só os primeiros 30 segundos, pois depois cai no Thrash Metal característico da banda, mas com um pouco mais de cadencia fazendo o banger perder o pescoço.

Para quebrar pescoço, “Echoes From The Past” com um riff fenomenal que marca a música até o seu final, um refrão característico e grudento, que fica no seu cérebro por semanas.“Bred To Die” dispensaria qualquer comentário: técnica, rápida, pesada e perfeita um dos melhores sons do play com riffs intrincados e uma bateria marcante acompanhado do baixo de Flávio que segue de perto as batidas.

“Pilgrimage To Insanity”, com certeza a faixa mais agressiva do play, lembrando muito o Thrash praticado pelo Exodus, com uma violência descontrolada, fazendo você quebrar tudo ao seu redor, Flávio soltando vociferações mais que agressivas e Danilo esmurrando a bateria sem dó, sem contar na variação rítmica desta faixa de cair o queixo e os riffs e solos altamente técnicos da dupla Carlos “Lots” e Alexandre Colletti.


Ao meio a essa brutalidade, o Leviaethan faz uma versão bem humorada para um clássico infantil Pimponeta que com um toque da Leviaethan se tornou “Pimponetta” exatamente com 1 minuto de duração, faz abrir muitas rodas em seus shows devido à velocidade em que é tocada.

Agora um momento em especial: a faixa que fecha o disco, a que pra mim é a melhor musica do play sem dúvidas... Estamos falando da épica “Spanish Blood” com seus mais de 7 minutos, muitas variações e a banda ousando e utilizando vários elementos da música espanhola, levando o ouvinte a uma viagem inesquecível, pois o que temos aqui são violões, riffs na velocidade da luz, baixo mais pesado, variado e impossível e uma bateria massacrante, sem contar as mudanças rítmicas que acontecem no decorrer do som.

Eis ai mais uma banda que figura entre os grandes no Brasil, mesmo tendo somente dois álbuns lançados, o respeito e admiração que a cena tem pela Leviaethan é fantástico e para alegria dos fãs “Smile” será lançado em CD ainda neste ano de 2011, contando com metade da demo “Thrash Your Brain” de bônus.

Enfim, uma grande banda que merece todo nosso respeito e admiração.

Para os mais desinformados o Leviaethan continua na ativa, único remanescente desta formação é o guerreiro e fundador Flávio Soares, e a banda segue por todo Brasil fazendo shows e mais shows, divulgando a cena e apoiando para que todos sejam grandes, um pensamento coletivo que todas as bandas grandes e pequenas deveriam adotar.

Texto: Renato Sanson
Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Leviaethan
Álbum: Smile
Ano: 1990
País: Brasil
Tipo: Thrash Metal
Selo: Rock Brigade Records

Formação
Flávio Soares (Vocal e Baixo)
Danilo Pizzato (Bateria)
Carlos "Lots" Henrique (Guitarra)
Alexandre Colletti (Guitarra)

Tracklist
01 - The Last Supper
02 - Live Free Or Die
03 – AIDS
04 - Bred To Die
05 - Echoes From The Past
06 - Pilgrimage To Insanity
07 – Pimponetta
08 - Spanish Blood

Acesse e conheça mais sobre a banda:

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Pagan Throne: Mantendo Acesa a Chama do Pagan Black Metal Brasileiro

Pagan Throne mostrando que aqui também tem Pagan Black Metal de alto nível



Final da década de 80 o Bathory lança “Blood Fire Death” e independente do seu estilo favorito, você deve conhecer essa obra prima do metal, pois estava nascendo ali a mistura perfeita entre o Pagan e Viking metal, entretanto com a morte de Quorthon em 2004 poucas bandas manteram a essência verdadeira do estilo. O Enslaved tentou, mas isso não é uma singularidade de sua carreira.

Grande surpresa minha foi encontrar toda a magnitude vindas desse tipo de som em uma banda brasileira do ensolarado Rio de Janeiro, mas com uma atmosfera gélida do norte europeu. É assim que se apresenta a banda Pagan Throne com o seu primeiro artefato oficial completo “The Way to the Northern Gates” (2010).


Banda passou por várias mudanças de formação


A horda vem na batalha desde 2006, que na época desse lançamento contava apenas com Garm nos vocais, Gorgoth nas guitarras e baixo e Daemortiss na bateria, sendo que esse ano a banda recrutou novos músicos para poder facilitar as apresentações ao vivo. Após a gravação, entraram para a banda Thiago Arghauls (guitarras) e Eddie Torres (baixo).

Citando esse primeiro trabalho, o que já nos enche os olhos é a parte gráfica, pois a mesma é condizente com a obra e principalmente a temática da banda, o mesmo pode ser dito da produção que tem um padrão muito superior a muita banda gringa que defende sua incompetência musical em uma produção horrenda dizendo que isso é o verdadeiro Black Metal. Pura balela.


Além de ótima produção sonora, a banda caprichou (e muito) na arte do disco

Não sou muito fã de intros, mas “For the Battle” realmente te chama para quebrar pescoço ao som de “Black Hordes” na sequência, que possui elementos cadenciados, o mesmo ocorrendo com “Course Of the Old Domain” que abusa mais dessa característica da banda que nos seus quase 7 minutos é uma viagem bastante profana.

Todas as faixas mantêm essa dualidade de agressividade e cadência como a música que fecha tudo “Northern Forest” (vinda da homônima demo de 2007), mas é em “Ritual” que a banda alcança sua supremacia, pois além de ser em língua pátria, a mesma traz elementos de Satyricon antigo, lembrado um pouco outra grande horda nacional, o Pátria.

Você pode ter certeza disso tudo que leu indo no blog dos caras e fazendo o download desse material. Só não deixe de conhecer essa que com certeza será uma grande revelação da cena nacional.


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Pagan Throne

Álbum: The Way to the Northern Gates

Ano: 2010

País: Brasil

Tipo: Pagan Black Metal


Formação

Garm (Vocal)

Gorgoth (Guitarra e Baixo)

Daemortiis (Bateria)



Tracklist


1. For the Battle

2. Black Hordes

3. Course of the Old Domain

4. March of the Tyrants

5. Ritual

6. Countess of Night 06:56

7. Northern Forests (Single Version)


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Blog com download de álbuns da banda