sábado, 30 de novembro de 2013

Entrevista Angra - Rafael Bittencourt: "Estamos Recuperando o Gás do Começo da Banda."



Lançando um novo DVD e já se preparando para o ano de 2014, o guitarrista Rafael Bittencourt atendeu a nossa equipe para também falar do ótimo momento que o Angra está vivendo neste derradeiro ano de 2013. Nesta conversa, que se soma à entrevista que fizemos com Fabio Lione, Rafael Bittencourt (guitarra) conta tudo sobre os 20 anos de "Angels Cry" e planos para o próximo ano.  (English Version Here)

Road to Metal: Esse ano de 2013 está sendo muito especial na carreira do Angra, com a presença de um novo vocalista e de shows acontecendo em todos os cantos do Brasil e América Latina – isso tudo por causa dos 20 anos de lançamento do "Angels Cry". Conte-nos um pouco das lembranças que você tem do inicio da carreira da banda e do primeiro registro em estúdio? 

Rafael: Em outubro de 1991 eu batizei a banda com o nome Angra. 22 anos se passaram cheios de altos e baixos, e graças a Deus estamos celebrando este momento com muita alegria e vontade. Em 2011, o Angra fez 20 anos de carreira e, por vários fatores, não pudemos comemorar de maneira apropriada. Em 2013, o disco "Angels Cry" completa 20 anos de seu lançamento, então aproveitamos o gancho para celebrarmos essa história. Hoje, o Angra é uma referencia mundial neste estilo e contribuiu muito para a profissionalização da cena no Brasil. Tenho muito orgulho de fazer parte disto e viver de uma paixão que é tocar e fazer música. Todos no grupo estão motivados e na mesma sintonia. 


RtM: Dito na pergunta anterior, o Angra visitou alguns estados do nosso Brasil para poder compartilhar todo esse clima de festa e comemoração juntos com os fãs, inclusive também contou com shows em alguns países na América Latina. Como tem sido essa maratona de shows? 

Rafael: A turnê pelo Brasil e América Latina tem sido um sucesso de público e crítica, juntamente com a celebração está a nossa saudade dos fãs e dos palcos. O pretexto principal é se divertir e compartilhar esta diversão com o público. Receber a aprovação dos fãs nesta nova fase foi uma benção.

Salvador, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre e São Paulo sempre nos receberam com o maior carinho e desta vez não foi diferente. Hoje com a internet, o fã acompanha de perto os dramas do artista e muitas vezes se compadece e apoia. Eles nos trouxeram a inspiração e entusiasmo que hoje nos motiva.


RtM: Desde o inicio de 2012, vocês tiveram que encarar a triste saída do vocalista Edu Falaschi, mas com o convite para a banda tocar no 70000 Tons Of Metal, tinham que chamar um vocalista às pressas, que acabou sendo o italiano Fabio Lione (Rhapsody Of Fire, Vision Divine, Hollow Haze). O que o fizeram para chegar até ele? 

Rafael: Recebemos um convite para tocar no cruzeiro 70000 Tons Of Metal com várias outras bandas de Metal e público do mundo inteiro. Na época estávamos sem vocalista e o produtor disse que a falta de um vocalista fixo não era um problema e sugeriu o Fabio. Foi uma enorme surpresa!

Pessoalmente casou na hora. Ele é muito tranquilo, contrapondo com as várias personalidades intensas de todos nós. Musicalmente, nem se fala. A química foi impressionante já no primeiro ensaio. E foi uma oportunidade de tocar para pessoas que não conheciam o Angra e fãs de outros estilos também, que se impressionaram com o resultado e deram um excelente feedback. Lá no barco, o público e os artistas se misturam constantemente e temos a chance de saber diretamente deles o que acham. Conversamos muito entre nós nos dias de cruzeiro. Tudo aquilo animou a todos do grupo e deu uma enorme vontade de armar uma turnê, disco e voltar a fazer planos com o grupo.


RtM: Lione já esteve no Brasil algumas vezes, é conhecido pelo seu trabalho com Rhapsody, Vision Divine e outros, mas no palco mesmo, até então, aqui no país tivemos poucas oportunidades de conferi-lo. A resposta do público é muito importante se tratando nesse assunto. A recepção dele com os fãs foi o que vocês esperavam? 

Rafael: Os fãs do Angra se sentiam um pouco órfãos na época, e os fãs do Fabio de certa forma também, porque o Rhapsody of Fire também perdeu um membro importante, Luca Turilli. Este sentimento deixou os fãs meio melancólicos. Quando chegamos animados e cheios de tesão, surpreendemos a todos com uma vibração de otimismo que se espalhou de maneira geral. Como vocalista, o Fabio é um fenômeno e isto foi uma "chapuletada" para o público. A cada show vemos os queixos caindo na plateia com o carisma e a musicalidade dele.


RtM: O último show da tour não poderia ser em outro local senão a cidade natal da banda (SP), o que acabou culminando na gravação de um novo DVD, tendo convidados especiais, para que os fãs possam entender todo esse momento que o Angra está vivendo. Qual foi a ideia de vocês quererem registrar isso com um material oficial? 

Rafael: Sentimos que este momento precisava ser documentado e mostrado para todos. Este DVD está sendo um divisor de águas na história da banda. Estamos recuperando o gás do começo da banda. Foi um momento mágico de interação total com os fãs e com os convidados. Tivemos a Tarja Turunen (ex-Nightwish), A Família Lima, Uli Jon Roth (ex - guitarrista do Scorpions) e Amílcar Christófaro (baterista do Torture Squad) – abrilhantando ainda mais a performance. Tocamos algumas músicas que há anos não tocávamos, como Stand Away e Gentle Change. Na Galeria do Rock, a primeira leva esgotou em poucas horas. Foi lançado no Brasil, América Latina, Europa e Ásia, e já está revigorando o prestígio que o Angra teve nos seus melhores anos. 

RtM: Praticamente, todos já sabem que a banda já tem planos para compor material inédito, já com o Fabio Lione nos vocais. Esse material pode carimbar a presença integral dele no Angra? 

Rafael: Pretendemos gravar o próximo CD com o Lione e queremos que ele fique o tempo que pretender. Ele é muito requisitado e já tem um nome construído na cena, de maneira que ele já participa de outras bandas e projetos. Não pretendemos exigir que ele seja exclusivo nosso, mas queremos que ele fique o máximo possível conosco. Parafraseando Vinícius de Morais: "Que Seja Eterno Enquanto Dure". Sabemos que está muito bom o clima e energia da banda, e vamos trabalhar para isto se permanecer.


RtM: Fora do Angra, você montou um projeto solo em 2008 - Bittencourt Project -, que só teve um disco gravado. Você pretende retomar as atividades com o projeto? 

Rafael: Meu projeto solo, Bittencourt Project, eu fiz em 2008 como uma espécie de desabafo. Não tem uma moldura comercial, fiz por necessidade pessoal. Foi quase uma diarreia emocional. E eu amo fazer. Por outro lado, gasta-se muita energia e dinheiro para pouco retorno. E é um pouco frustrante, às vezes. Fazer tudo sozinho é bem mais difícil que em grupo. Eu quero retomar assim que as coisas com o Angra se acalmarem. Quem sabe o ano que vem...

RtM: Em paralelo, o que podemos esperar do Angra para 2014? 

Rafael: Já estamos compondo as novas músicas para um disco de estúdio, tendo o Fabio Lione nos vocais. Temos convites para alguns festivais na Europa e América Latina. Faremos mais alguns shows divulgando o DVD e no segundo semestre estaremos lançando o CD de inéditas.


Entrevista: Gabriel Arruda/Eduardo Cadore
Revisão: Carlos Garcia

Interview Angra - Rafael Bittencourt: "We Are Recovering the Gas From the Beginning of the Band."



Releasing a new DVD and already preparing for the year 2014, guitarist Rafael Bittencourt met our team to also talk about the great time that Angra is living this last year 2013. In this talk, that comes with the interview we did with Fabio Lione (Read it here), Rafael tells all about the 20 years of " Angels Cry ", and the plans for next year.

RtM: This year 2013 is very special in Angra's career , the presence of a new vocalist and shows happening in many places of Brazil and Latin America - all this because of the 20 years since the release of  "Angels Cry" album. Tell us a little bit of the memories that you had from the beginning of your career and the first studio record?

Rafael: In October 1991 I was baptized the band with the name "Angra". 22 years have passed full of ups and downs, and thank God we're celebrating this moment with joy and ease. In 2011, the band completed 20 years of career, and because several factors, we could not celebrate properly.

In 2013, the album "Angels Cry" completes 20 years of its release, so we took advantage of the hook to celebrate this story. Today, Angra is a world reference in this style and contributed greatly to the professional scene in Brazil. I am very proud to be part of it and live a passion that is playing and making music. Everyone in the group are motivated and on the same sintony.


RtM: As we said in the previous question, Angra visited many cities on Brazil to share all this atmosphere of festivity and celebration together with the fans, that even which also featured concerts in some countries in Latin America. How has this marathon of shows?

Rafael: The tour in Brazil and Latin America has been a critical and commercial success, along with the celebration is our yearning for the fans and the stage. The main pretext is to have fun and share that fun with the audience. Receive the approval of the fans in this new phase was a blessing. Salvador, Fortaleza, Recife, Rio de Janeiro, Belo Horizonte, Porto Alegre and São Paulo always greeted us with the greatest affection and this time was no different. Today with the internet, the fan closely follows the dramas of the artist and often pities and supports. They brought us the inspiration and enthusiasm that motivates us today.


RtM: Since the beginning of 2012, you had to face the sad departure of vocalist Edu Falaschi, but with the invitation to play in the band 70000 Tons Of Metal, had to hastily call a singer, which ended up being the Italian Fabio Lione (Rhapsody Of Fire, Vision Divine, Hollow Haze). What did you do to come to him?

Rafael: We received an invitation to play at the 70000 Tons Of Metal cruise with several other metal bands and audiences worldwide. At the time we were without singer and producer said that the lack of a vocalist fixed was not a problem and suggested Fabio. It was a huge surprise!

Personally it work very well!!He is very calm, contrasting with the various intense personalities of all of us. Musically, nothing to talk abaou!! The chemistry was impressive in the first test. And it was an opportunity to play for people who did not know Angra, and fans of other styles as well, who were impressed with the results and gave great feedback. There the boat, the public and the artists mingle constantly and have the chance to learn directly from them what they think. We talked a lot between day cruise. All that has everyone excited group and gave a strong desire to set up a tour and come back hard to make plans with the group .


RtM: At this time, there was few people have seen Fabio Lione's live perfomances here in Brazil, and the public response is very important when it comes to this subject. The reception with your fans was what you expected?

Rafael: Angra fans felt a little orphans at the time, and fans of Fabio somehow too, because the Rhapsody of Fire also lost an important member , Luca Turilli. This left fans feeling half melancholy. When we got excited and horny, surprised everyone with a flutter of optimism that spread broadly. As a vocalist, Fabio is a phenomenon and your performance is like a blast to the public. Every show we see the "jaws dropping" in the audience with his charisma and musicality.

RtM: The last show of the tour could not be in another place than in the band's hometown, São Paulo , which ended up combining the recording of a new DVD with special guests, so that fans can understand all that time the band is living. What was the idea you want to register all with a official DVD/CD?

Rafael: We felt that this great moment needed to be documented and shown to all. This DVD is a watershed in the history of the band. We are recovering the gas from the beginning of the band. It was a magical moment of total interaction with fans and guests. We had Tarja Turunen (ex - Nightwish), Familia Lima (brazilian musical group, a family with great musicians, that plays orchestral instruments), Uli Jon Roth (ex - Scorpions guitarist) and Amilcar Christófaro ( drummer, from brazilian band Torture Squad ) - brightening performance even further. We have played some songs we have not played for years, like "Stand Away ", "Gentle Change". In  stores of "Gallery of Rock" (traditional gallery in SP, with a lot of music stores), the first batch sold out in a few hours. It was released in Brazil, Latin America, Europe and Asia and is now rekindling prestige that Angra had in their best years.


RtM: Practically everyone knows that the band already has plans to compose new material, already with Fabio Lione on vocals. This material may stamp his full presence in Angra?

Rafael: We want to record the next CD with Lione and want him to stay as long as you want. He is much in demand and has already built a name in the scene, so that he participates in other bands and projects. Not intend to require that it be exclusively ours, but we want it to stay as much as possible with us. Paraphrasing Vinicius de Morais: "It Is Eternal While Dure". We know that is very good climate and energy of the band, and we will work this out if you stay.

RtM: In paralell of Angra, released a solo project in 2008 - Bittencourt Project - which only had a recorded an album. Will you want to restart it in the future?

Rafael: My solo project, Bittencourt Project, I did in 2008 as a kind of outburst. Do not have a frame commercial made by personal need. It was almost an emotional diarrhea. And I love doing. On the other hand, it takes a lot of energy and money for little return. And it's a little frustrating at times. Doing everything yourself is much harder than in a group. I want to return as soon as things settle down with Angra. Maybe next year...


RtM: In parallel, what can we expect from Angra for 2014 ?

Rafael: We're writing new songs for an album in the studio, with Fabio Lione on vocals. We have invitations to some festivals in Europe and Latin America. We will do some more shows touting the DVD and the second half will be releasing the new album .




Interview: Gabriel Arruda/Eduardo Cardore
Revision, edition and notes: Carlos Garcia
Photos: Disclosure





Related Links:
Interview with Fabio Lione
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sexta-feira, 29 de novembro de 2013

Sepultura: Relevante é a Palavra, Mas Ainda Longe do que Construíram


Falar do legado do Sepultura é chover no molhado, o que a banda representa e fez pelo Metal nacional é algo inquestionável. Porém, algo que pode ser questionável na carreira da banda, foi quando Max saiu e deixou um legado gigantesco, praticamente um monstro, onde o próprio Sepultura enfrentaria problemas para dominá-lo.

Com admissão de Derrick nos vocais e a opção de ficar com apenas uma guitarra, gerou muita estranheza, pois como soaria a banda com um vocalista desconhecido e com uma guitarra apenas? Apesar de ser fã e gostar dos álbuns com o Derrick, é inegável que "Against" (98), "Nation" (01), são bem fora do eixo Sepultura, na verdade o "Roots" (96) já mostrava isso, mesmo com momentos bons, a banda estava se distanciando do que vinha fazendo.

O que de certa forma, com todas essas mudanças, muitos fãs não aceitaram de forma positiva, mas as coisas começaram a tomar forma em 2003, quando lançaram "Roorback", um disco com uma abordagem mais direta e menos experimental.


Porém, ainda não era o esperado, e então quando o Sepultura lançou o ótimo "Dante XXI" com uma abordagem mais Thrash, mesmo soando moderno, mas direto e agressivo como não se ouvia há anos. Mais uma bomba paira o caminho do grupo: Igor anuncia sua saída.

Não demora muito e o Sepultura apresenta o ótimo Jean Dolabella, e seguindo o trabalho feito em "Dante XXI", temos mais dois bons discos "A-Lex" (09) e "Kairos" (11), onde soam com modernidades e experimentalismos, mas ainda com um "quê" de Sepultura e com excelentes composições.

Mas como ter banda no Brasil é sempre um problema, e principalmente para manter uma formação, Jean também anuncia sua saída da banda, e ai o que esperar? Muitos já consideravam que a banda não deveria se chamar mais Sepultura, pois perdeu os dois integrantes da formação original, e agora mais uma mudança?


Pois é, mas eles não desistiram e méritos ao seu guitarrista Andreas Kisser, que segurou todos esses perrengues e levou adiante o legado da maior banda de Metal do Brasil, mas o que se questionava quem seria novamente o dono das baquetas, e aí uma surpresa, o novato Eloy Casagrande foi escolhido para o posto, e com isso os fãs já não sabiam o que esperar, e não tinham perspectiva do que seria o novo disco.

Quando anunciaram que o produtor do disco seria Ross Robinson, muitos temeram, pois Ross foi quem produziu "Roots", e também pelo fato de não ter produzido nada relevante nos últimos anos. Seria uma jogada de marketing, oportunismo? Trazer logo um produtor de um disco "clássico" da banda, mas que anda em baixa no mercado, que de certa forma não agregaria em nada.

Polêmicas a parte, enfim é lançado o 13° disco de estúdio pela gravadora Nuclear Blast (segundo lançamento da banda com eles), sob o extenso nome de "The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart", e ai caro leitor, o caldo entorna de vez, pois admito, não fui muito otimista pelo novo trabalho, mas tenho que admitir que o álbum é pelo menos bom.


Muito peso, sujeira e agressividade que beira o extremo, com passagens bem Death Metal, e outras, claro, com a insistência no experimentalismo em excesso. O que chama atenção são os riffs de Andreas, soam coesos e diversificados, e com bons solos que surgem, mostrando ser um riffmacker nato. Ponto negativo para os vocais de Derrick, que soam com efeitos desnecessários, soam agressivos, mas a ideia parece que não era pra se entender o que ele está cantando.

Paulo Junior continua discreto no baixo, mas coeso e segura muito bem a onda, e o grande destaque do trabalho é o novato Eloy, em muitos momentos lembrando o que Igor fazia no seu auge, e dando aquele toque a mais de agressividade e técnica.

A produção do disco não é das melhores, soa bem old school e suja, se é proposital ou não, mostra que  Ross Robinson realmente não foi uma boa escolha.


Mesmo assim é um álbum agressivo e extremo, que poderá agradar os fãs antigos e desagradar os fãs da fase atual, mas ainda soa mais como Sepultura, o que já não acontecia há muito tempo. Faixas como "Trauma of War", "The Vatican", "Impeding Doom" e "Tsunammi" são verdadeiros massacres, e já "The Bliss of Ignorants", "Grief" e "The Age of the Atheist" soam exageradamente experimentais, com percussões, sons estranhos e por ai vai. O Sepultura tem uma necessidade tão grande de mostrar que é do Brasil, que certos elementos usados em sua música mais atrapalham do que agregam.

Destaco também a música "Obsessed", que conta com a participação de Dave Lombardo (ex-Slayer), mas no mais é um bom álbum, que mantém viva a história de uma das maiores bandas de Metal do mundo.

Texto/edição: Renato Sanson
Revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Sepultura
Álbum: The Mediator Between Head And Hands Must Be The Heart
Ano: 2013
País: Brasil
Estilo: Thrash Metal

Formação
Derrick Green (Vocal)
Andreas Kisser (Guitarra)
Paulo Junior (Baixo)
Eloy Casagrande (Bateria)


Tracklist
01 Trauma of War
02 The Vatican
03 Impending Doom
04 Manipulation of Tragedy
05 Tsunami
06 The Bliss of Ignorants
07 Grief
08 The Age of the Atheist
09 Obsessed (com Dave Lombardo)
10 Da Lama ao Caos (Cover - Chico Science & Nação Zumbi)

Acesse e conheça mais a banda

quinta-feira, 28 de novembro de 2013

Resenha de Show: Yngwie Malmsteen & Venus Attack - Bar Opinião (Porto Alegre/RS) 09/11/13





Um público muito bom se dirigiu ao Bar Opinião em Porto Alegre, para conferir de perto a performance de um dos ícones da guitarra metálica, inclusive pudemos observar que haviam pessoas de diferentes cidades das redondezas, e muitos músicos também, como era esperado. De quebra, ainda teríamos como banda convidada a banda local Venus Attack, que lançou este ano seu debut, Venus Attack1, e é formada por músicos experientes e muito competentes, quer dizer, em se tratando de boa música e bom trato do instrumento, a noite prometia!  

Entrando no local, com algum atraso (abertura da casa estava prevista para as 18:30 h, foi aberta perto das 20 h), devido a passagem de som do guitarrista sueco ter se estendido além do programado, já se podia avistar o tradicional paredão de Marshalls, marca registrada de Yngwie, apesar de que, até pelo tamanho do local, nem todos seriam ligados, mas que dá um belo impacto visual, dá!

Deu para observar também, que o palco ficou mais livre para ele, com os microfones e teclado postados bem para o lado do palco (lado esquerdo do público).

Bom, vamos aos shows:

Venus Attack
Como o público chegou cedo, quando foi aberto o local, já havia um bom número de pessoas no local, e o pessoal da Venus Attack fazia os últimos ajustes para entrar logo em cena, e deu para perceber que várias pessoas também estavam curiosas pela performance do quarteto, formado por Michael Polchowicz (Vocais), André Carvalho (Guitarra), Daniel Muller (Baixo) e Renato Larsen (Bateria), que também teria a oportunidade de apresentar músicas de seu debut a um público muito bom.


Um "repórter" anuncia ao microfone notícias de uma invasão alienígena, e isto foi o sinal para a banda entrar em cena, com Michael carregando uma bandeira com o logo da banda. A abertura foi com a faixa que abre o álbum de estreia, indicada para isso, e, apesar do microfone do vocalista ter falhado no início, o público agitou bastante, sem dar importância ao problema, que foi logo corrigido, e  "Looking for the Meaning", que é dinâmica e pesada, mostra de cara a diversidade do som dos "venusianos, que mesclam técnica, peso e melodia num som pesado e moderno, difícil até de rotular, mas que bebe na fonte dos clássicos, que são influência dos músicos da banda; "Hear Me Pray", também foi bem recebida, mais melodiosa e com refrão marcante.

O público mostrava que estava gostando, apesar de muitos ficarem mais prestando atenção do que agitando, algo normal, pois muitos estavam ouvindo o trabalho pela primeira vez e o álbum foi lançado há poucos meses.

Procurando sempre interagir co a plateia, Mike Polchowicz não parava um segundo, e fôlego não faltou, mostrando a grande forma técnica do vocalista, os demais membros também, com performances seguras, mostraram que o quarteto está afiado! O set, apesar de curto, foi muito bom, e só faltaram duas músicas para a banda poder apresentar o "Venus Attack1" na íntegra. Pena que não tiveram um pouquinho a mais de tempo. Mas foi ótimo ver que que a banda cresce a cada apresentação e vem ganhando mais admiradores, pois pudemos observar as reações positivas, ouvir comentários e até pessoal que nos identificou ali, perguntando sobre a banda e falando em adquirir o álbum.


Finalizando, destaco "Stray Bullet", ainda mais "porrada" ao vivo, realmente uma faixa que chama bastante a atenção e uma das que mais agitou o público, e o cover para "Enjoy the Silence", que é a faixa escondida do álbum.

A banda saiu muito aplaudida, e o público riu bastante com o guitarrista André fingindo que ia dar uns "sopapos" no mala do stage maneger do Malmsteen, que ficava apressando o pessoal no palco, além do que, antes de iniciar o show, chegou a discutir com uma pessoa da organização e fazer cara feia para algumas pessoas do público que estavam muito próximas do palco.



Set-list
Looking for the Meaning
Hear Me Pray
Broken Conscience
Eternal Hate
Stray Bullet
Secret Place
S.O.S.
Enjoy the Silence (Depeche Mode)



Yngwie Malmsteen




Pouco após o pessoal da Venus retirar seus equipamentos, a banda de apoio da atração principal entra em cena, e sob luzes e gelo seco, os primeiros acordes já causam furor, e assim que o outrora chamado "jovem viking" surge empunhando a tradicional Fender, mostrou de cara que, se já não é tão jovem assim, energia não faltaria no show. A abertura, já esperada, com "Rising Force", pôs todos em estado de euforia, enquanto Yngwie despejava sua técnica e controle absoluto do instrumento, correndo insandecido de um lado a outro do palco, chegando a beirada do palco, para delírio dos fãs, que também ficavam atentos às palhetas que o guitar-hero jogava a todo instante, todos, claro, querendo conseguir uma lembrança de um dos maiores guitarristas do planeta.


A banda que veio acompanhando o sueco não trazia caras muito conhecidas, mas isso não comprometeu o show,  entretanto, claro, para um cara que sempre esteve acompanhado com músicos de alto gabarito, alguns com grande rodagem, principalmente os vocalistas, já que teve ao seu lado caras como Mark Boals, Joe Lynn Turner, Göran Edman, Tim Owens, Mats Leven, Doogie White (detalhe que ele teve dois vocalistas que passaram pelo Rainbow, banda de sua grande inspiração, Ritchie Blackmore) e Jeff Scott Soto. 


Claro que ele também ajudou a revelar muitos grandes músicos ao grande público, por exemplo o próprio JSS, que gravou os dois primeiros álbuns. Bom, apesar de, principalmente os vocais, não estarem a altura de outras formações que acompanharam Yngwie, Bjorn (baixo), Patrik (bateria) e Nick (Teclados e vocal) seguraram bem. às vezes não dava para ouvir direito os vocais, e também, normal, a guitarra estava bem mais alta que os outros instrumentos. Deu pra notar também, que não tendo nenhum sujeito de mais nome e um vocalista fixo, o palco ficou quase que totalmente somente para Yngwie, deixando a banda num cantinho (heheheeh), e usou todo o espaço disponível, indo de um lado a outro, chegando a beirada do palco a toda hora, com os fãs podendo conferir bem de perto a habilidade do viking.


Com um set bem balanceado, o público não teve um minuto de fôlego, até mesmo nos momentos mais calmos, pois bastava qualquer movimento do guitarrista para a o público responder rapidamente.

Não faltaram os movimentos e malabarismos tradicionais, como jogar a guitarra para o alto, tocar nas costas, girá-la e torno de si, e divertia muito o público cada vez que ele jogava a guitarra para que o stage manager apanhasse! O cara que ficasse atento!!


Cumpriu-se o que o baixista Bjorn, que era o que mais se comunicava com o público, inclusive fazendo discurso emocionado, dizendo que era um fã como nós e agora está ali em cima do palco, que falou que quanto mais o público ficasse ensandecido, mais Yngwie responderia à altura. E o sueco seguiu incansável até o final, para delírio da plateia. E não faltou também o momento de "judiar" da companheira, quase extensão de seu corpo, jogando a guitarra no chão, esfregando nos amplis e depois arrancando as cordas, e, claro, jogando para o assistente se virar e pegar no ar!

Um momento divertido também, foi quando Nick entrou com os vocais na hora errada e Yngwie jogou uma palheta nele, mas tudo na paz, não sei depois no backstage...heheheeh!


Falando um pouco do set-list, destaque para "Never Die", que agitou muito a galera, apesar dos vocais não estarem lá essas coisas, "Far Beyond the Sun", uma das mais esperadas, e que não pode faltar nos shows, 
"Heaven Tonight", talvez a faixa mais comercial do sueco, em que o público cantou junto e fechando, "I'll See the Light Tonight", muito ovacionada, mas também senti bastante falta de um vocal mais tarimbado.

Uma performance do guitarrista que deixou todos satisfeitos, deu para notar que ele estava feliz e divertindo-se no palco, e isso refletiu no show e no público. Fica só esse porém, de que seria melhor ainda com um Doogie White ou um Mark Boals, mas, como Yngwie também revelou muitos talentos, quem sabe surge uma surpresa no futuro, e, claro, os próprios músicos que o acompanhavam merecem ser conferidos em próximas apresentações.

Texto/Edição: Carlos Garcia


Set-list
Rising Force
Spellbound
Demon Driver
Overture/From a Thousand Cuts/Arpeggios from Hell
Never Die
Bardinerie (Bach) / Adagio (Paganini)
Far Beyond the Sun
Acoustic Paraphrase
Dreaming (Tell Me) / Into Valhalla
Baroque & Roll
Masquerade
Rise Up
Trilogy Suite Op: 5 / Blues / Fugue
Solo de bateria
Heaven Tonight
Prelude to April / Air
I’ll See the Light Tonight






quarta-feira, 27 de novembro de 2013

Resenha de Show: Sim! Mantas e Demolition Estão de Volta! (M:Pire of Evil - SP, 15/11)


Quando anunciaram que os ingleses do M:Pire of Evil viriam ao Brasil, confesso que gerou um misto de emoção e ao mesmo tempo frustração, pois sabia que não viriam a Porto Alegre/RS, porém era impossível controlar a emoção, já que não seria apenas mais uma apresentação, mas sim o show da nova banda de Mantas e Demolition Man (ambos ex-Venom), que viriam para turnê de divulgação de seu primeiro disco como M:Pire of Evil, o excelente "Hell to the Holy".

Bom, as datas iam sendo anunciadas e com Porto Alegre de fora, já não tinha mais esperanças, até que graças ao esforço da Avengers Produções é anunciado o show em São Paulo, e sem pensar duas vezes decidi ir pra lá, pois não podia perder de ver dois ídolos da minha adolescência, Mantas e Demolition, juntos novamente!

Passagens compradas e credenciamento liberado pela Avengers, era hora de conter a emoção, pois não seria apenas mais uma viagem, mas sim viajar com amigos que são fanáticos por Venom e fãs incondicionais de Mantas e Demolition.

Pois bem, o show foi no feriado do dia 15/11 (sexta-feira), e chegamos a capital paulista por volta das 10h da manhã, onde teríamos muito chão para andar até a hora do show. Chegando em frente a casa de shows, Fofinho Rock Bar, já era notável uma boa movimentação de headbangers no local. Para quem não sabe, o Fofinho Rock Bar é casa de shows e bar ao mesmo tempo, de um lado temos a casa e do outro lado o bar, onde os bangers fazem a clássica concentração.

Da direita para esquerda: BPest Feto (Guitarrista - Feto), Renato Sanson (nosso redator) e Jaguaru (Vocal - Feto)
Além do M:Pire of Evil, também teríamos os shows das bandas Apokalyptic Raids, Amazarak, Metallic Crucifixion e Nightmare, que seriam responsáveis por aquecer o público antes da atração principal. A casa estava marcada pra abrir as 22h, porém ouve um longo atraso e foi aberta somente a meia-noite, mas nada que estragasse o humor e euforia dos presentes. A primeira banda a subir ao palco foi a paulista Metallic Crucifixion, que mesmo ainda com pouco público na casa, fez um show avassalador, fazendo um som na linha Sarcófago e Sepultura (antigo), Metal old school de primeira, que fez todos baterem cabeça com tamanha empolgação.

Como de praxe, as bandas de abertura sofrem com o "clássico" som que é disponibilizado a elas, e não seria diferente nesta noite, o som ora soava embolado ou alto demais, mas passando por cima disso, ainda pudemos ouvir e ver a Metallic Crucifixon encerrar sua apresentação com um excelente cover de Sodom, "Blasphemer".

Metallic Crucifixion
Algo que menciono, como critica construtiva, é a iluminação da casa, que poderia ser um pouco melhor, pois dificultou com que as fotos ficassem com uma melhor qualidade, e até mesmo os shows, que dependendo da iluminação ficava em uma penumbra.

Seguindo o baile, era hora da banda Nightmare, e era notável a influência de Motorhead no som do grupo, fazendo aquele Metal que mistura o Rock and Roll com muita sujeira e distorção. Ainda com poucos presentes o Nightmare fez um bom show, mas ainda é preciso mais vivência de palco e quem sabe deixar a influência de Motorhead de lado, até para não cair no ostracismo.

Nightmare
Então era hora da primeira banda de Black Metal da noite, a paulistana Amazarak, que tocou para uma casa mais cheia e com muitos presentes acompanhando sua apresentação. Black Metal ríspido e crú, corpse paint e todos os apetrechos do estilo, fazendo um excelente show, e empolgando bastante os presentes.


Amazarak
Após uma rápida mudança de palco, eis que os cariocas do Apokalyptic Raids tem a árdua tarefa de fazer o show antes do M:Pire of Evil, e sem muitas frescuras a banda mostra a força de seu Death/Black Metal old school influenciado por Celtic Frost e Hellhammer, e faixas como "Evil", "Ready to Go (To Hell)", "Tyrant", "Emperor" e "Apokalyptic Raids" fizeram a festa dos presentes, com a casa mais cheia e com a grande maioria cantando esses hinos do underground.

Apokalyptic Raids
O que chamou atenção foi que o Apokalyptic Raids tocou uma faixa atrás da outra, e ao final do show (com pedido dos presentes de "mais um, mais um") notei que faltaram duas músicas, a introdução "Mankind Defeated" e "Massacra", devido ao tempo e ao horário (já era passado das 2 da manhã), infelizmente o show foi corrido e teve que ser cortado.

Então o grande momento se aproximava, e era hora dos mestres invadirem São Paulo, infelizmente o público não era tão grande (algo em torno de 150 pessoas), mas a euforia fez com que a casa se tornasse um verdadeiro caldeirão, e sem muito papo as lendas entram e cena, com Mantas comandando a galera, e logo de cara tivemos "Demode" e "Die Hard" que levaram os presentes a loucura, rodas e mais rodas e moshpits descontrolados!


Apresentando o material do M:Pire of Evil veio na sequência "Wake Up Dead", e vale dizer com todas a letras, Demolition e Mantas são verdadeiros show mans! Demolition é carismático, com presença de palco única e toca muito em seu baixo; Mantas, o criador dos riffs mais importantes e influentes do Metal extremo, presença de palco animalesca e agitando muito, e sem esquecer o novato Marc "JXN" Jackson, sentando o braço na bateria.

E para deixar todos sem fôlego, uma sequência matadora de clássicos do Venom: "Don't Burn The Witch", "Blackened Are The Priests", "Carnivorous" e "Temple of Ice". Não tem o que dizer de algo desse nível, simplesmente mágico, inesquecível e perfeito!

Da fase M:Pire of Evil tivemos "Hell to the Holy" e "Metal Messiah", onde Demolition apontou para Mantas e o chamou de "Messiah" do Metal. Dos clássicos mais antigos do Venom tivemos "Welcome to Hell", "Black Metal" (um dos momentos mais empolgantes do show) e "Witching Hour".


E após o "final fake", tome mais clássicos, começando por "Countness Bathory" com todos os presentes cantando junto, "Leave Me In Hell" onde gerou rodas e mais rodas (sem contar os moshs insanos) e a mais que clássica e obrigatória "In League With Satan", com todos cantando ao comando de Demolition e Mantas, transformando a casa em um inferno!

Não tem explicação e nem emoção que diga, o que é você ver dois ídolos de perto, fazendo um setlist matador e um show absolutamente perfeito, sem contar o carisma e humildade de todos ao atender os fãs, tirando fotos, distribuindo autógrafos e etc.


Um show que ficará na história, e que mostra que o Venom não é só Cronos. Sim! Mantas e Demolition voltaram com força total!

Texto/edição: Renato Sanson
Fotos: Gelydus Feto, Jaguaru, Luana Brito Fidalgo e Road to Metal
Revisão: Eduardo Cadore

terça-feira, 26 de novembro de 2013

Uganga: Levando o Caos Sonoro à Europa

Registro ao vivo na Europa marca as duas décadas da banda

Embora com poucos lançamentos, a galera da Uganga tem experiência no cenário da música pesada, afinal, são 20 anos de história, fora outras atividades, como do vocalista Manu Joker, que integrou a lendária Sarcófago.

A verdade é que a sonoridade da banda, o chamado Thrashcore, cantada em português, com letras críticas e que te colocam a refletir, levaram a cidade alemã da Datteln e Benavante, em Portugal, a receber o show dos brasileiros e, deles, render o álbum ao vivo “Eurocaos – Ao Vivo” (2013). 

De Minas Gerais para o mundo: Metal brasileiro tomando o underground europeu

São 13 faixas de uma energia quase palpável, você sente a força do grupo ao vivo e a evidente empolgação em cima do palco, com Joker falando em inglês com os presentes, traduzindo, muitas vezes, os títulos das músicas em para que a galera entenda.

O set list foi carregado com sons dos discos do grupo mineiro, incluindo, também, dois covers que merecem destaque: uma versão matadora para “Troops of Doom” (Sepultura) (que banda brasileira de Metal pesado não paga homenagem aos caras?) e “Não desista” (Stress). 

Manu Joker, figura histórica do Metal nacional, à frente do Uganga

Um dos pontos fortes está na arte de grande qualidade do álbum. Primeiro, ele vem com um pequeno Box, contendo encarte com um longo relato sobre a turnê (em português!) e o CD (na caixa e tudo mais). Dentro do CD, outro encarte, recheado de fotos da turnê, claro.

O que mais importa é a sonoridade apresentada, com um disco muito bem produzido, 13 faixas, trazendo momentos de muita potência em “Meus Velhos Olhos de Enxergar o Mal”, “Zona Árida”, “Asas Negras” e “Sua Lei, Minha Lei” são destaques deste registro que só peca por ser CD simples, já que os fãs e todo headbanger desejaria mais outros registros.

O disco, que já é um prato cheio de qualidade, ainda traz uma seção multimídia, em que você acessa a internet e pode conferir o documentário da turnê (que também foi liberado no Youtube e vale muito a pena ser visto), dois vídeo clipes oficiais, além de ouvir as faixas.

Fica evidente que com “Eurocaos – Ao vivo”, o Uganga quis marcar sua história com um grande lançamento, numa atitude de grande respeito ao fã (que pode comprar o disco sabendo que terá muito material para usufruir) e consegue com êxito o intento, sendo este ao vivo um marco também na história do Metal brasileiro, que se ainda em muitos países é conhecido por dois ou três nomes, com trabalhos deste tipo, gravados fora do Brasil, abrem-se portas para que muitas bandas, assim como a Uganga, possam também mostrar seu trabalho e arriscar voos mais altos, mesmo com altos e baixos (assista o documentário que você vai entender), mas a certeza de um ótimo trabalho feito.
Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Assessoria: Som do Darma

Ficha Técnica
Banda: Uganga
Álbum: Eurocaos – Ao Vivo!
Ano: 2013 
País: Brasil
Tipo: Tharshcore
Selo: Sapólio Rádio e Incêndio Discos (nacional)


Formação
Manu “Joker” (Vocal)
Christian Franco (Guitarra)
Thiago Soraggi (Guitarra)
Raphael “Ras” Franco (Baixo) 
Marco Henriques (Bateria) 


Tracklist
01. Kali-Yuga
02. Asas Negras
03. 3XC
04. Meus Velhos Olhos de Enxergar o Mal (2 Lobos)
05. Sua Lei, Minha Lei
06. Zona Árida
07. Fronteiras da Tolerância
08. Van
09. Troops of Doom (cover Sepultura)
10. Nightmare (short version) (Cover Sarcófago)
11. Não Desista (cover Stress)
12. Desespero (cover Pastel de Miolos)
13. Antwerpen Dub

Acesse e conheça mais sobre a banda