segunda-feira, 11 de novembro de 2019

Black Star Riders: Mudando de Nível, Mas Mantendo a Inspiração Principal



O Black Star Riders foi formado em 2012, quando os membros da mais recente formação da lenda irlandesa Thin Lizzy, resolverem gravar matéria inédito, porém não queriam usar o nome do antigo grupo, que seguiria apenas como maneira de manter o legado, um tributo à obra do fundador Phil Lynott, falecido em 1986.

Dessa formação do Thin Lizzy, as figuras centrais e membros remanescentes desde 2012, são o vocalista e guitarrista irlandês Ricky Warwick e o guitarrista Scott Gorham, que foi um dos responsáveis - ao lado de Brian Robertson - pela sonoridade com as guitarras gêmeas e backing vocals dobrados, que se tornaram tão característicos no Thin Lizzy,  influenciando muitas bandas de Hard Rock e Heavy Metal.


Chegando agora ao seu quarto álbum, “Another State of Grace”, os cavaleiros da estrela negra seguem com as características fortes do Thin Lizzy, como as guitarras gêmeas e as nuances vocais de Warwick, que seguidamente lembram Phil Lynott, e essas influências estão bem audíveis na faixa de abertura, “Tonight the Moonlight Let Me Down”, Hard de melodias cativantes e refrão grudento.

Uma maior variedade também é notada, tendo uma pegada mais pesada em alguns momentos, transições pelo Hard e Classic Rock, mas claro, assim como o Thin Lizzy, sempre com muita importância dada às melodias e refrãos fortes. a faixa título, "Another State of Grace", tem peso e com melodias que lembram algo do folk daquelas regiões, e com certeza soa muito bem no palco, com seu refrão intenso e os riifs principais, que são acompanhados por um "Hey", praticamente um grito de guerra!


Essa variedade nas canções, sempre com refrãos e melodias marcantes, mantém o álbum sempre interessante, como também no "rockão" empolgante de " Ain’t The End Of The World" e a leveza cativante regada a Hammonds de "Soldier in the Ghetto", ou na pegada quase Metal de " In The Shadow Of The War Machine".
 
O Black Star Riders pode ser colocado como uma continuação do legado do Thin Lizzy, claro, Gorham está aí, com seu estilo que ajudou em muito na sonoridade do Lizzy, e Warwick foi e é um digno frontman para a versão que hoje é possível, mas a banda não é uma mera cópia ou simplesmente uma tentativa de viver do passado, pois possui uma personalidade que vem se mostrando mais forte a cada álbum, e como bônus, mantém viva a memória da lenda Irlandesa.

Uma ótima pedida para os fãs do estilo. “Another State of Grace” está disponível no Brasil, via parceria Nuclear Blast e Shinigami Records.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Lançamento: Shinigami Records

Line-up
Ricky Warwick - Vocals/Guitar
Scott Gorham - Guitars
Christian Martucci - Guitars
Robert Crane - Bass
Chad Szeliga - Drums



Tracklist
01. Tonight The Moonlight Let Me Down
02. Another State Of Grace
03. Ain’t The End Of The World
04. Underneath The Afterglow
05. Soldier In The Ghetto
06. Why Do You Love Your Guns?
07. Standing In The Line Of Fire
08. What Will It Take?
09. In The Shadow Of The War Machine
10. Poisoned Heart


       


       


terça-feira, 5 de novembro de 2019

Blind Guardian: O Grandioso "Twilight Orchestra: Legacy of the Dark Lands"



Tido como um dos precursores do metal sinfônico, os alemães do Blind Guardian são uma banda que sempre buscou se superar e evoluir, alcançando seu ápice criativo com a trilogia “Somewhere Far Beyond” (92), “Imaginations From the Other Side” (95) e “Nightfall in Middle-Earth” (98), álbuns que os tornaram conhecidos no mundo inteiro, aclamados pelos fãs de Metal, e inclusive lhes rendeu contrato com uma grande gravadora.

O Power Metal mais direto dos primórdios foi sendo lapidado, e os temas fantásticos inspirados em lendas e livros como a série “Senhor dos Anéis” e “Game of Thrones”, foram sendo envoltos em uma trilha sonora de Heavy Metal sinfônico brilhante e criativo, criando uma assinatura bem própria.


Embora os álbuns seguintes não terem alcançando o mesmo nível, a banda seguiu lançando trabalhos de qualidade, e o flerte com a música clássica e trilhas sonoras foi alimentando, desde o lançamento de “Nightfall...”, o desejo de realizar uma obra ambiciosa e audaciosa: um álbum totalmente orquestral. Um passo praticamente inevitável para a banda.

Agora em 2019, cerca de 20 anos depois, o sonho, que vinha sendoconcebido pela mente de seus principais compositores, Hansi e André e com a parceria do escritor Markus Heitz, vê a luz do dia e “Blind Guardian & Twilight Orchestra: Legacy of the Dark Lands”, álbum gravado com a Orquestra Filarmônica de Praga, tem a data de lançamento oficial marcada para 08/11.


A história se passa no período da guerra dos 30 anos na Europa, no século XVII, onde um segredo apocalíptico é revelado. A personagem central do livro em que a saga se inicia é Aenlin Solomon Kane, filha de Solomon Kane, personagem criado por Robert Howard (criador de Conan, o Bárbado, entre outros). O Livro, “The Dark Lands”, do escritor de fantasia alemão Markus Heitz foi lançado no começo deste ano, e precede a história contada no álbum do Blind Guardian.

Hansi comentou a respeito em entrevistas: “Markus é um ótimo contador de histórias; com "Die Dunklen Lande", ele criou o cenário perfeito e, com o misterioso Nicolas, o personagem perfeito para nossos trabalhos complexos. Sua inventividade parece ser quase infinita. Absolutamente impressionante e muito inspirador ”. A banda e o escritor narram a história do mercenário Nicolas e seu envolvimento na Guerra dos Trinta Anos. Markus Heitz começa a história em seu livro e o Blind Guardian prossegue a saga em "Legacy Of The Dark Lands".

Markus Heitz
Se trata de um trabalho brilhante e grandioso. Não há uso de guitarras, ou seja, não é um disco convencional de Metal, é o vocalista Hansi Kürsch e a orquestra, em cerca de 1h 15 minutos de música, contando introduções e interlúdios, com as canções sendo intercaladas pelas vozes de atores e efeitos especiais. E as vozes ouvidas nas intros e interlúdios são conhecidas dos fãs, Norman Eshley e Douglas Fielding também gravaram os diálogos ouvidos em "Nightfall...". 

As orquestrações incríveis, os corais grandiosos, as vozes e o magistral trabalho vocal de Hansi (que apresenta em "Legacy" possivelmente uma de suas melhores performances) trabalham juntos, formando a maravilhosa trilha para a história inspirada na obra de Markus Heitz. 

As composições possuem a marca e assinatura do Blind Guardian, porém sem guitarras, e inicialmente pode soar um pouco estranho, mas essa sensação logo passa e o interesse pelo álbum vai aumentando. As canções possuem muitos momentos memoráveis, grandes refrãos, e algumas das melhores melodias que a banda compôs nos últimos anos.


Aquele certo receio de que poderia ser um álbum que soasse cansativo, foi dirimida. Parece que o esforço criativo da banda estava especialmente concentrado nesse trabalho, reservando para ele algumas de suas melhores ideias. Bom, foram cerca de duas décadas para torná-lo realidade.

Composições como “War Feeds War”, “Dark Clouds Rising”,  “In the Red Dwarf’s Tower”, "Point of No Return", por exemplo, são puro Blind Guardian, e podem ser colocadas entres as grandes composições do grupo.



Um clima fantástico, repleto de suspense, com composições cheias de melodias marcantes e refrãos memoráveis. Os arranjos são muito bem feitos, ricos. Um trabalho diferente de tudo que a banda já fez, e diferente também de outros grupos que se utilizaram de orquestra, como Trans-Siberian Orchestra, por exemplo. 

Com certeza o melhor álbum do Blind desde “Nightfall”. Já falei as palavras "épico" e "Memorável"? Fica aquela curiosidade, que aflora a imaginação, de que como seriam versões dessas músicas com os instrumentos convencionais, com as duas guitarras, baixo e bateria. 

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação
Selo: Nuclear Blast
Obs: Versão nacional a ser lançada via Shinigami Records

Site Oficial

Track-List:
"1618 Ouverture"
"The Gathering"
"War Feeds War"
"Comets And Prophecies"
"Dark Cloud’s Rising"
"The Ritual"
"In The Underworld"
"A Secret Society"
"The Great Ordeal"
"Bez"
"In The Red Dwarf’s Tower"
"Into The Battle"
"Treason"
"Between The Realms"
"Point Of No Return"
"The White Horseman"
"Nephilim"
"Trial And Coronation"
"Harvester Of Souls"
"Conquest Is Over"
"This Storm"
"The Great Assault"
"Beyond The Wall"
"A New Beginning"

       


       


       

domingo, 3 de novembro de 2019

Entrevista - Hellish War: "Nada Mais do Que Metal..."



Com mais de duas décadas de estrada o Hellish War segue firme em seu propósito, desde a criação da banda, que é fazer Heavy Metal à maneira clássica. Nessa caminhada já são 4 álbuns de estúdio, um ao vivo (com gravações de sua tour na Alemanha), duas viagens ao velho mundo, onde ampliou sua base de fãs, mudanças de formação, um pequeno hiato e outras dificuldades dessa batalha que é fazer arte, música e principalmente Metal.  (English Version)

Conversamos com o baixista JR para falar um pouco dessa história, e principalmente sobre o novo álbum, "Wine of Gods", que já está disponível em formato físico e digital, e ainda vai receber uma edição limitada em LP, que será lançada pela gravadora Abigail Records. Confira!


RtM: O Hellish War foi formado numa época que o mercado musical estava mudando, os anos 90, algumas bandas tentaram inclusive mudar o estilo para se encaixar no mercado, mas em contrapartida surgiram novos nomes, inclusive um revival do Metal dos anos 80, usando o termo “True Metal”, com nomes como o Hammerfall, e o próprio Hellish War aqui. Um movimento que renovou e recuperou aquela sonoridade do Heavy Metal 80’s. Gostaria que você comentasse a respeito disso, e sobre como você vê o espaço no cenário hoje para as bandas que seguem essa linha mais 80’s?
JR - Acredito que tem espaço para todo mundo. Obviamente algumas modas vão e vem, alguns estilos ora em alta tendem a cair na semana seguinte e assim por diante. Este lance do revival chega a ser engraçado, pois nosso principal compositor nasceu na década de 70 e viveu a aura dos anos 80 in loco. Então mais do que normal que essa influência se refletisse nas composições. Entendo o ponto jornalístico da questão, mas pra nós, isso nada mais é do que Metal. Metal que nós ouvimos e curtimos no dia a dia. É nosso background e influência, o revival quem faz geralmente são os fãs e a mídia em geral.



RtM: Para este novo álbum vocês contaram com apoio importante, com financiamento pelo Proac Editais, o que certamente, devido as dificuldades para uma banda brasileira poder investir, é uma saída muito interessante, para seguir lançando novo material, podendo investir mais na produção, consequentemente podendo ser mais competitivo. Gostaria que vocês comentassem a respeito desse apoio e o que mais isso trouxe e poderá trazer de resultado.
JR -  O PROAC foi uma porta gigantesca para tentarmos um novo approach. É legal ver que uma banda de Metal, do underground nacional foi contemplada com este projeto. Mostra que de certa forma ainda existe abertura para a cultura, seja ela qual for. Foi muito importante termos este apoio e isso acrescenta e muito para a história do Hellish War. A liberdade financeira foi essencial neste projeto, além de ter ajudado no nosso ego. A auto estima foi lá em cima.

RtM: Algo que achei muito interessante é a contrapartida ao projeto que a banda dará, que são as realizações de oficinas musicais. Ou seja, o estado investiu em cultura, e a população recebe também o retorno. Inclusive o Show de lançamento também é com entrada franca não é? Então, é muito importante tudo isso, pois muitos parecem não ver o Heavy Metal como algo que mereça um investimento maior por parte de órgãos de incentivo à cultura. Gostaria que vocês comentassem a respeito.
JR- Sim, fizemos três shows de forma gratuita. É muito legal isso, pois, acabamos por alcançar pessoas que não são do metal e até sendo possível melhorar a imagem do estilo perante a sociedade em geral. Em nossos shows abertos ao público sempre tem crianças, famílias inteiras. Esta contrapartida é essencial para disseminarmos a cultura, e sendo uma cultura que vivemos e respiramos, melhor ainda. 


RtM: E com relação à produção de “Wine of Gods” e aos trabalhos anteriores, visto o apoio com o financiamento, acredito que vocês conseguiram dispor de mais recursos, mais alternativas e mais tempo para a produção. Poderia nos destacar as principais diferenças da produção deste álbum para os anteriores?
JR - A diferença principal foi a verba mesmo, porque tempo não tivemos. O projeto tinha um deadline bem menor do que estamos acostumados a trabalhar, então foi bem tenso o processo de composição e gravação. Mas com a verba, foi possível avaliarmos mais de um produtor, mais de uma forma de lançar, etc.

RtM: “Wine of Gods” com certeza será apontado por muitos como o melhor trabalho da banda, trazendo composições muito fortes e bem trabalhadas, e claro, produção cristalina. Gostaria que vocês comentassem a respeito do processo de composição, inclusive vocês se isolaram em um sítio durante o processo não é?
JR - Sim, nos isolamos por alguns dias em um sítio no interior. Foi legal termos este espaço, longe dos problemas corriqueiros do dia a dia. Longe de trabalho, família, etc. A criatividade flui. Tínhamos a aparelhagem ligada o tempo todo, então era só chegar e tocar a qualquer momento. Cansou? Era só dar um pulo na piscina, fazer um churrasco. Nossa composição segue uma linha uniforme em todos os álbuns, o Vulcano e o Job geralmente apresentam as ideias e vamos lapidando com a banda toda. Com o lance do sitio isso aflorou, e até eu que nunca compus nada acabei assinando uma das músicas.

RtM: Um dos destaques, que inclusive teve um lyric-video lançado recentemente, é “Warbringer”, que traz como convidado Chris Botendahl (Grave Digger), gostaria que vocês nos contassem mais a respeito de como surgiu essa ideia e oportunidade de convidá-lo, e que critério foi usado para decidir em qual faixa iriam utilizá-lo?
JR - Tínhamos a ideia de convidar alguém do Metal. Fizemos a lista dos que mais gostamos e entramos em contato. Tinham alguns outros, mas o Chris foi muito simpático e prestativo desde o início. Mostrou interesse e respondeu quase de imediato. A escolha da música foi bem óbvia pra gente, este som tem a cara dele e já imaginávamos ele cantando. Mas ele fez um trabalho excelente e contribuiu muito pro som. Somos muito fãs de Grave Digger, é uma realização ter ele no álbum.


RtM: Uma das grandes dificuldades é o espaço para shows, ainda mais em um país enorme como o nosso, aliadas a dificuldades econômicas. Na sua visão, o que pode ser feito para termos melhorias nesse sentido?
JR - Olha, são tantos anos na estrada e respondi tanto sobre esse assunto que já nem sei mais por onde ir. Mas, sendo objetivo, acredito que falte incentivo mesmo. Dinheiro é o que gira o mundo e se não nos unirmos para prestigiar as bandas nacionais que aparecessem por aí, dificilmente este cenário irá mudar. O incentivo de um projeto estadual mostra que a realidade pode ser alterada, temos que levar isso para a cena como um todo também.

RtM: E suas expectativas para shows no Brasil e também expectativas de novamente um trabalho da banda ser lançado por um selo estrangeiro, além de voltar para uma tour maior na Europa, um dos grandes mercados do Heavy Metal?
JR - Para o Brasil já fizemos três shows de lançamento, como parte do projeto para o Proac: Sorocaba, Santos e Campinas. Os demais serão divulgados em breve. Tem coisa legal vindo por aí, o Hellish irá quebrar algumas barreiras daqui pra 2020. Quanto a Europa, o álbum sairá em vinil pela Abigail Records de Portugal e estamos procurando parceiros para lançar o disco lá. O mesmo vale para um nova tour por lá. Nada definido, mas está no nosso radar.

RtM: Obrigado pela atenção! Espero vê-los conquistando mais reconhecimento, e também ver um show da banda aqui no RS ano que vem. Fica o espaço para sua mensagem aos leitores.
JR - Seria um prazer irmos para o RS. Só falta o convite!! Quero agradecer pelo espaço concedido e agradecer a todos os leitores e fãs da banda! Ouçam o novo álbum, sigam nossas redes sociais, compartilhem com os amigos e em breve nos vemos na estrada!!

Entrevista: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Line-Up:
Bill Martins: Vocals
Vulcano: Guitar
Daniel Job: Guitar
JR: Bass

Daniel Person: Drums

Agradecimentos: Som do Darma

Discografia:
Defender of Metal - 2001
Heroes of Tomorrow – 2008
Live in Germany - 2010
Keep It Hellish - 2013
Wine Of Gods - 2019


       



       

Interview - Hellish War: Nothing but Metal



With more than two decades on the road the brazilian band Hellish War has been steadfast in their purpose, since the band's creation in 1995, which is to do Heavy Metal in the classic way. In this walk are already 4 studio albums, one live (with recordings of their tour in Germany), two tours over Europe, where they expanded their fan base. The band had lineup changes, a small hiatus and other difficulties of this battle that is making art, music and especially Metal music. 

But after that hiatus, they returned with batteries recharged, and the new album, "Wine of Gods", came full of energy, with ten new Heavy Metal missiles, receiving a lot of praise, including from the legendary Chris Botendahl (Grave Digger).  (VERSÃO EM PORTUGUÊS)

We have talked to bassist JR to tell us a little about this history, and especially about the new album, which is already available in physical and digital format, and will still receive a limited edition in LP, which will be released by the label Abigail Records. Check out!


RtM: Hellish War was formed at a time when the music market was changing, the 1990s, some bands even tried to change their style to fit the market, but in contrast new names came up, including an 80's Metal revival, using the term "True Metal", with names like Hammerfall, and Hellish War itself here. A movement that renewed and regained that heavy metal 80's sound. I would like you to comment on this, and how do you see the space on the scene today for bands that follow this 80 plus line?
JR - I believe there is room for everyone. Obviously some fads come and go, some up-and-coming styles tend to fall the following week and so on. This revival move is funny because our main composer was born in the 70's and lived the 80's aura. So more than normal that this influence was reflected in the compositions. I understand the journalistic point of the matter, but for us, this is nothing but Metal. Metal that we listen to and enjoy on a daily basis. It's our background and influence, the revival we usually do is the fans and the media in general.


RtM: For this new album you had important support, with funding by Proac (a program that gives support to culture, from State of SP), which certainly, due to the difficulties for a Brazilian band to invest, is a very interesting way out, to continue releasing new material, being able to invest more in production, consequently it may be more competitive. I would like you to comment on this support and what else it has brought and could bring about.
JR - PROAC was a huge door for us to try a new approach. It's nice to see that a metal band from the national underground was awarded this project. It shows that in some ways there is still openness to culture, whatever it may be. It was very important to have this support and that adds a lot to the history of Hellish War. Financial freedom was essential in this project, as well as helping our ego. Self esteem was up there.


RtM: Something that I found very interesting is the counterpart to the project that the band will give, which are the accomplishments of music workshops. That is, the state has invested in culture, and the population also receives the return. Even the launching show is also free, right? So, all of this is very important, as many do not seem to see Heavy Metal as deserving a larger investment by cultural incentive agencies. I would like you to comment on this.
JR- Yes, we did three shows for free. This is very cool, because we eventually reach non-metal people and it is even possible to improve the image of the style before society in general. In our shows open to the public there are always children, whole families. This counterpart is essential for spreading the culture, and being a culture we live and breathe, even better.


RtM: And with regard to the production of “Wine of Gods” and previous works, given the support with the funding, I believe you have more resources, more alternatives and more time for production. Could you highlight the main differences in the production of this album to previous ones?
JR - The main difference was the money, because we didn't have time. The project had a much shorter deadline than we're used to working on, so the writing and recording process was pretty tense. But with the money, it was possible to evaluate more than one producer, more than one way to launch, etc.


RtM: “Wine of Gods” will surely be pointed by many as the best work of the band, bringing very strong and well crafted compositions, and of course, crystal clear production. I would like you to comment about the composition process, including part of it held on a small farm during the process, is not it?
JR - Yes, we are isolated for a few days in a place, a little farm far from the city. It was nice to have this space, away from the usual problems of everyday life. Far from work, family, etc. Creativity flows. We had the stereo on all the time, so just get in and play anytime. Tired? Just jump in the pool, have a barbecue. Our composition follows a uniform line in all albums, Vulcano and Job usually present the ideas and we cut with the whole band. With the bid of the farm this came up, and even I who never composed anything ended up signing one of the songs.


RtM: One of the highlights, which even had a recently released lyric-video, is “Warbringer”, which features Chris Botendahl (Grave Digger) as a guest. I would like you to tell us more about how this idea and opportunity to invite Chris came up, and what criteria was used to decide which track to use it?
JR - We had the idea of ​​inviting someone from Metal. We made the list of the ones we like best and get in touch. There were a few others, but Chris was very friendly and helpful from the start. He showed interest and responded almost immediately. The choice of the song was very obvious to us, the song "Warbringer" has his face and we already imagined him singing. But he did an excellent job and contributed a lot to the sound. We are very fans of Grave Digger, it is a real accomplishment to have him on the album.


RtM: One of the biggest difficulties in Brazil is the space for shows, especially in a huge country like ours, coupled with economic difficulties. What do you think can be done to make improvements in this regard?
JR - Look, it's been so many years on the road and I answered so much on this subject that I don't know where to go anymore. But, being objective, I believe that it really lacks incentive. Money is what turns the world around and if we don't come together to honor the national bands that appear around, this scenario is unlikely to change. The encouragement of a state project shows that reality can be changed, we have to take it to the scene as well.


RtM: What about your expectations for shows in Brazil and also expectations of again a band's work being released by a foreign label, besides returning to a bigger tour in Europe, one of the big Heavy Metal markets?
JR - For Brazil we have already done three release shows, as part of the project for Proac: Sorocaba, Santos and Campinas. The others will be released soon. There's cool stuff coming around, Hellish will break some barriers from now on by 2020. As for Europe, the album will be released on vinyl by Abigail Records from Portugal and we're looking for partners to release the album there. The same goes for a new tour there. Nothing definite, but it's on our radar.


RtM: Thank you for your attention! I hope to see them gaining more recognition, and also see a band show here in Rio Grande do Sul next year. 
JR - It would be a pleasure to go to RS. Just missing the invitation !! I want to thank you for your space and thank all the readers and fans of the band! Listen to the new album, follow our social networks, share with friends and see you soon on the road !!


Interview: By Carlos Garcia
Photos: Suzy dos Santos (Som do Darma)

Line-Up:
Bill Martins: Vocals
Vulcano: Guitar
Daniel Job: Guitar
JR: Bass
Daniel Person: Drums

Discography:
Defender of Metal - 2001
Heroes of Tomorrow – 2008
Live in Germany - 2010
Keep It Hellish - 2013
Wine Of Gods - 2019



More info:

       


       

       

sábado, 2 de novembro de 2019

Hellish War: O Vigor do Heavy Metal Clássico


São mais de duas décadas dedicadas ao Heavy Metal clássico, com muita luta, superação, conquistas, 3 álbuns de estúdio e um ao vivo, 2 tours na europa, e até um breve hiato, mas o Hellish War recarregou as forças e após relançamentos especiais, como o comemorativo de 15 anos do primeiro álbum - "Defender of Metal" (2001),  encontrou um novo caminho para viabilizar a gravação do seu quarto trabalho, "Wine of Gods", que foi financiado por um programa de investimento da secretária de cultura de SP.

A banda então teve tranquilidade e mais recursos para produzir o trabalho, e entregou um excelente álbum de Heavy Metal clássico, que segue a tradição de seus petardos anteriores.

"Wine of Gods" foi gravado em dois estúdios no estado de SP, Omni e Reverbera, e masterizado em Londres no Piccoli Studios. Uma peculiaridade foi o período de composição, que grande parte aconteceu em uma chácara na região de Campinas SP.

Esses fatores todos, mais o tempo sem lançar material inédito, parece terem deixado a banda ainda com mais gana, e "Wine of Gods" transparece essa energia, soando vigoroso.


O Metal clássico do grupo traz aqueles elementos imprescindíveis do estilo, e sempre presentes nos trabalhos do Hellish, como os riffs e refrãos marcantes, e as doses de melodia e agressividade.A parte lírica, aborda temas inspirados na história - como a inquisição e invasões napoleônicas, em "Tryal by Fire" e "Devin" - e temas atuais, como a depressão e a humanidade nos dias atuais, nas faixas "Burning Wings" e "The Wanderer".

Há vários momentos marcantes nas 10 novas faixas, e a música título, "Wine of Gods" dá uma excelente amostra, iniciando com muita melodia e ares épicos, para em seguida vir avassalador, soando como se uma cavalaria viesse em sua direção! Seu andamento mais cadenciado, pesado e com refrão grandioso já a tornam um novo hino da banda e obrigatório nos shows!

O andamento cadenciado e pesado, dosando com maestria a melodia e agressividade, também é a tônica em "Dawn of the Brave" e "Paradox Empire" (que possui uma alternância de climas mais calmos e agressivo que a deixa muito empolgante), assim como em "The Wanderer", que acompanha a faixa título no quesito "épico", destacando a cozinha trovejante.

Os riffs velozes de "Trial By Fire" são de tirar o fôlego, e as guitarras se destacam, no tradicional trabalho como gêmeas e nos solos alternados, a aura clássica dos 80 revigorada, por uma banda que é legítima no que faz.
Festa de lançamento na Central Panelaço, SP.
"Devin", que retrata a época das invasões napoleônicas, tem um clima épico em sua intro, riffs transpirando o clássico Heavy 80's, com alternância de andamentos e guitarras trabalhando as melodias, e um refrão marcante com corais, lembrando o Accept (que aliás, assim como muito do Heavy Metal alemão 80's, certamente é inspiração da banda).

A pegada 80's também aparece forte em "Falcon", e uma pegada mais Hard & Heavy na "Burning Wings"; "House on the Hill" é uma instrumental bem dinâmica e de variações interessantes, destacando o trabalho das guitarras gêmeas.

 E mais um dos grandes destaques, ao lado da faixa título, "Paradox Empire" e "Devin", neste ótimo trabalho, é "Warbringer", que traz como convidado a lenda Chris Boltendahl (Grave Digger). Speed Heavy Metal com agressividade e melodia, trazendo uma assinatura bem na linha da escola alemã do próprio Grave Digger, Running Wild e Accept.


Um excelente trabalho de Heavy Metal clássico, e creio ser o mais completo e maduro da banda, que usou muito bem os melhores recursos disponíveis para a produção. Esses caras poderiam estar pelo menos bem perto de um patamar de bandas contemporâneas suas, do mesmo estilo, como o Hammerfall, por exemplo. Vamos ver se o futuro repara essa injustiça. Altamente indicado para fãs de Heavy Metal clássico, principalmente da escola alemã dos 80's.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica: 
Banda: Hellish War
Álbum: "Wine of Gods" 2019
Estilo: Heavy Metal Clássico
País: Brasil
Selo: Anti Posers Records
Line-Up:
Bill Martins: Vocais
Vulcano: Guitarra
Daniel Job: Guitarra
JR: Baixo
Daniel Person: Bateria

Tracklist:
Wine of Gods
Trial By Fire
Falcon
Dawn of the Brave
Devin
House on the Hill
Burning Wings
Warbringer
Paradox Empire
The Wanderer

       


       






sábado, 19 de outubro de 2019

Entrevista - Adrienne Cowan (Seven Spires, Avantasia, Masters of Ceremony)


ADRIENNE COWAN praticamente nasceu dentro do mundo da música, já desde criança participando de corais e tendo aulas de piano, atuar em musicais e depois ingressar em escola de música, e a partir daí começar a compor suas músicas, ampliar seus conhecimentos e habilidades, principalmente como vocalista.  (English Version HERE)

A boa visibilidade com os trabalhos no Light & Shade, Winds of Plague e principalmente com sua banda principal, Seven Spires, começaram a atrair muitos admiradores, entre eles Sascha Paeth (Avantasia, Heaven's Gate, Aina), que a convidou para sua nova banda, Masters of Ceremony, e isto abriu as portas para que integrasse o line-up do Avantasia, fazendo a tour do novo álbum, que inclusive passou pelo Brasil. 

Para Adrienne a experiência foi extremamente positiva, pois muito mais pessoas conheceram seu trabalho, todos queriam saber quem era aquela garota que ia aos tons mais altos do Power Metal, à regiões mais suaves e em seguida fazer vozes guturais. Conversamos com Adrienne, que nos contou mais de seu trabalho, sobre os álbuns com o Seven Spires e o recém lançado debut do Masters of Ceremony, e muito mais! Confira e saiba mais sobre esta grata revelação do cenário Metal.



RtM: Oi Adrienne, tudo ok? Obrigado por nos conceder esta entrevista, para que nos conte um pouco mais sobre sua carreira.
Adrienne Cowan: Olá, obrigada a vocês pelo interesse em meu trabalho.

RtM: Bom, para começar, gostaria que você nos contasse como você iniciou na música, quem foram seus principais incentivadores no início e como começou seu interesse em começar a cantar e a tocar?
Adrienne Cowan: Eu tive minha primeira apresentação como vocalista aos três anos de idade, em um evento na igreja em que minha família frequentava. Depois disso, comecei as aulas de piano aos 6 anos, e participei principalmente de corais e musicais populares mais sombrios, como Phantom of the Opera, no ensino fundamental e médio.

Meus pais me tiraram do ensino médio para que eu pudesse frequentar uma escola de música em período integral; assim, através desse programa de apoio, eu já tinha um bom pressentimento sobre minhas habilidades em potencial. Mas, acho que, quando recebi a bolsa integral da Berklee, dois anos depois, comecei a suspeitar que: “Bem, talvez isso possa realmente ser ...” Isso foi em 2013 e todos os anos desde então, houve algum evento notável tipo como o universo dizendo para mim: "Não vacile, esse é o caminho que eu fiz para você"

RtM: E como você entrou no universo do Heavy Metal? Você iniciou estudando música clássica e contemporânea, não é? 
AC: Meu tio me mostrou Metallica e Scorpions quando eu tinha uns 11 anos, mas foi quando eu descobri caras como Alexi Laiho, Janne Wierman e Yngwie Malmsteen, esse pessoal do "shreding", que eu realmente comecei a me sentir em casa ouvindo Metal. Eu acho que isso atraiu de alguma forma o meu passado clássico, e assistir vídeos ao vivo do Bodom foi bastante inspirador.

"Sempre tive um bom pressentimento sobre minhas habilidades...O universo parecia dizer: 'Esse é o caminho que escolhi para você...'"
RtM: Você é autodidata em vocais guturais e também mais clássicos e altos do Heavy Metal, nos conte um pouco como é transitar entre esses extremos.
AC: Quando eu tinha 16 anos, me matriculei na Academia de Música Contemporânea, e foi lá que entrei para um clube depois da escola, onde todos os alunos metalheads se reuniam para tocar uma música nova toda semana. O diretor deste clube abriu meus olhos para o resto do mundo do Metal e me desafiou vocalmente a experimentar os diferentes estilos de canto de cada subgênero.

RtM: E qual estilo vocal foi mais difícil desenvolver?
AC: Estudei muitas técnicas de canto - canto teatral, speech level singing, bel canto e até um pouco de voz de garganta. A parte mais difícil foi desaprender as coisas que os professores anteriores me disseram para abordar adequadamente qualquer nova técnica que eu estivesse aprendendo.
Os agudos altos do Power Metal levaram algum tempo, muita frustração e me jogando de bruços de cara no chão, até se desenvolverem! (risos)

RtM: Para manter uma performance intensa como a sua em palco, e ainda cantar com vocais altos e limpos, vocais guturais, às vezes com shows de um dia para o outro quase sem descanso, quais os cuidados que você toma para cuidar de sua voz e saúde e manter um nível alto?
AC: A fim de manter uma certa quantidade de saúde vocal, eu basicamente tenho que cuidar dos meus níveis de sono e hidratação, tentar ficar longe da explosão direta de aquecedores ou condicionadores de ar e tentar não ficar doente ou alérgica. Mas no final do dia, mesmo desidratada ou doente, o show deve continuar, e desenvolvemos técnicas alternativas para cantar mesmo doentes.

Fiz shows em que fiquei doente na cama sem voz o dia inteiro até meia hora antes do horário do show, ou tive uma infecção ocular ou uma amígdala enormemente inchada - que, a propósito, aprendi da maneira mais difícil que você não deve tomar analgésicos para cantar com amígdalas inchadas, porque silencia os sinais do corpo e você pode acidentalmente se prejudicar mais.


RtM: Conheci seu trabalho através dos álbuns do Seven Spires e Light & Shade, mas em sua opinião, em que trabalho seu, ou momento, você percebeu que poderia se destacar neste concorrido cenário? E como você se sente recebendo muitas críticas positivas, e que colocam você como uma das grandes revelações da cena Metal atual?
AC: “Uma das grandes revelações da cena metal atual” é uma coisa incrível de se ler sobre mim, mas também é aterrorizante. Embora eu diria que tenho uma quantidade segura de autoconfiança e coragem, também luto bastante com a síndrome do impostor. Espero poder continuar a crescer para a melhor versão de mim mesmo, fazer meu melhor e espero que as pessoas continuem gostando tanto quanto parecem terem gostado até agora.

Seven Spires
RtM: Sobre o Seven Spires, poderia nos contar um pouco como surgiu a banda e o conceito dela? No Seven Spires eu vejo que há muito da sua formação e influência clássica e de estilos fora do Metal, trazendo para a banda algo novo dentro do estilo, inclusive com o EP e full-lenght recebendo muitos elogios.
AC: Em 2012, ainda morando na Inglaterra, eu estava sozinha fazendo demos para um projeto sombrio e teatral que ainda não havia lançado. No ano seguinte, voltei para a América, encontrei Jack Kosto em uma livraria em minha primeira semana em Berklee (onde ele também estudava) e contei a ele sobre meu projeto e músicas. Ele pagou pelos livros e, quando eu estava saindo, ele me disse: “Ligue para mim se você for completar sua banda!”

Acho que o resto é história. Nós quatro estudamos muito a música ao longo de nossas vidas - acho que vi uma foto de Chris, aos 3 anos, sentado no chão em frente a uma caixa de tarola - e fomos treinados em várias épocas do jazz clássico e música contemporânea. A maioria de nós também foi treinada em um segundo instrumento, e acho seguro dizer que gostamos de contar com nossos antecedentes para nos expressar musicalmente sem limites de gênero ou técnica.

RtM: Conte-nos um pouco mais sobre a história principal em “Solveig” e quais são suas principais fontes de inspiração?
AC: "Solveig" é a primeira parte de uma história de duas almas. Um é um humano perdido navegando em um submundo neo-vitoriano sem sol, e o outro é o antigo governante demônio do referido submundo. É uma história que reflete sobre a natureza humana, um pouco sobre depressão, esperança, amor e morte. Adoro a construção do mundo, e fui inspirado pela "Night Sea Journey" de Carl Jung, bem como por algumas experiências da vida real.

RtM: O Seven Spires busca trazer algo novo e criativo, tendo uma ótima mão para criar melodias cativantes. Posso dizer que o álbum jamais fica chato, e não pode ser colocado simplesmente como “Symphonic Metal”. Temos por exemplo passagens do Black Metal sinfônico como na “The Paradox”, e as melodias grudentas de “Stay”. Gostaria que você comentasse um pouco mais sobre essas duas canções.
AC: Muito obrigada pelos elogios!  "The Paradox" foi realmente inspirada pelas melodias cíclicas da partitura de "Interstellar", de Hans Zimmer, além de um estilo saudável de confortar o niilismo durante um período particularmente difícil. Tenho certeza de que não estou sozinha em apreciar o céu noturno e lembrar que somos manchas minúsculas que não importam nem um pouco. Foi também uma das primeiras músicas que escrevi em que os vocais extremos são os principais.

"Stay" foi escrita no auge do inverno e é para ser o começo do Ato II da história. É cantada pelo demônio para a alma humana, apontando como a vida pode ser dolorosa e como a existência sombria e pacífica pode ser na beleza do submundo.A música acabou sendo a favorita dos fãs, e tentamos incluí-la em nossos shows ao vivo quando podemos.

"Espero poder continuar a crescer para a melhor versão de mim mesma."
RtM: Temos o ar teatral, presente em vários momentos, mas eu destacaria “Cabaret of Dreams” e “Ashes”, duas de minhas preferidas, e gostaria também que você falasse um pouco mais sobre elas. Primeiro a "The Cabaret".
AC: "The Cabaret of Dreams" foi o primeiro dos demos originais de 2012 que fiz. É a pedra angular do universo dos Sete Pináculos: demonicamente pomposo, vestido de brocado, flexível ao gênero. Isso mudou muito desde a sua versão original, incluindo a adição da ponte "Maldito é aquele que anda com essas almas desencantadas ..." e os padrões de pegadas mais rápidos ali pelos 3 minutos, durante a referência lírica de "The Paradox".

RtM: E a "Ashes"?
AC: “Ashes” para mim parece um pouco com as trilhas sonoras do Studio Ghibli no começo. Também foi uma das demos iniciais de 2012 e, na verdade, não mudou muito desde então. Lembro-me de sentir algo no meu peito brilhando e meus olhos ardendo enquanto escrevia o final. É uma música sobre o renascimento de uma terrível morte de uma vida terrível, é claro - Na história, o demônio convoca o sol e incinera o submundo, libertando toda alma capturada e finalmente encerrando seu longo e cansado reinado, deixando-a encontrar a verdadeira paz . É muito agridoce.

RtM: E sobre o Light & Shade, como surgiu a oportunidade de fazer parte desse projeto, formado na Itália, tendo músicos conhecidos da cena de lá, como o Marco Pastorino? Conte-nos um pouco mais como foi a repercussão desse trabalho.
AC: Marco Pastorino encontrou "The Cabaret of Dreams" em um CD compilação do ProgPower USA e entrou em contato comigo sobre como fazer um álbum juntos, porque ele não podia acreditar nas notas altas e longas que ouvia. Eu acho que as pessoas gostaram do álbum; Me perguntam bastante sobre isso em entrevistas. Foi também a primeira vez que li uma crítica muito ruim sobre mim, nunca esquecerei isso, ha ha ha!

RtM: Há planos para um segundo?
AC: No momento, estou ativa no Spires, Avantasia, Winds of Plague e Masters of Ceremony, então não tenho certeza se há outros planos no momento!

"Sascha (Paeth) me ligou e disse que o Avantasia precisava de uma vocalista, disse para não contar para ninguém. Foi um segredo difícil de manter."
RtM: Agora nos conte um pouco como surgiu a oportunidade de fazer a tour com o Avantasia?
AC: Sascha me ligou no ano passado e perguntou se eu estava disponível, eu disse que sim, ele disse: "Bem, o Avantasia precisa de uma nova vocalista, mas por favor não conte a ninguém ainda ..." Esse foi um segredo difícil de manter!

RtM: E como foi a sensação de subir ao palco pela primeira vez com aquele time de grandes músicos?
AC: Foi aterrorizante a princípio cantar com esses lendários vocalistas e músicos. Eu já conhecia Sascha e Miro um pouco desde que trabalharam no disco do Seven Spires, e conheci Herbie, Felix e Andre um pouco, durante o trabalho juntos no Masters of Ceremony, mas fora isso, todo mundo era um estranho - e com pelo menos duas vezes a minha idade. Tornou-se uma grande alegria estar com eles e viajar juntos nunca foi chato. É um elenco completo de personagens, e se eu precisar de um amigo que beba, de uma boa risada ou de alguém para ficar quieto e não dizer nada, tem alguém!

RtM: E como você se sentiu tendo a chance de passar por diversos países, o que com certeza lhe trouxe e trará muito mais visibilidade. Aqui no Brasil você já tinha conquistado fãs com o Seven Spires, que teve o álbum lançado aqui, e agora vejo muito mais pessoas comentando sobre seu trabalho.
AC: Ver pelo menos um pouco um pouco desses novos lugares tem sido incrível. Sempre quis ver a Suécia e o Brasil... e o Japão e Moscou ... Nem sempre conseguimos passear, mas tento quando posso. E eu geralmente tento sair e conversar com as pessoas depois do show, se alguém estiver esperando e se eu não estiver muito nojenta (risos). É sempre divertido e emocionante quando alguém diz: "Eu a conhecia da Seven Spires, é ótimO vê-la aqui, mas VENHA COM O SPIRES NA PRÓXIMA VEZ" em um lugar que nunca estive antes.

RtM: E sobre o álbum com Sascha Paeth e o Masters of Ceremony, o que você pode nos contar a respeito desse projeto, o que podemos esperar em termos de sonoridade?  E claro, como foi o processo de composição e trabalhar com Sascha Paeth?
AC: Compor com Sascha foi uma experiência única. Ele escreveu tantos álbuns de Power Metal, discos que eu ouvia enquanto aprendia a escrever músicas (tanto Kamelot, ha ha), tantas vezes quando ele apresentava uma melodia ou alguns acordes ou algo assim, eu não tinha nenhuma sugestão porque era exatamente o que Eu teria escrito ou cantado. 

Ele é um trabalhador esforçado e eu tenho muito respeito por ele, e eu sinceramente aprecio a oportunidade de escrever música e conversar sobre qualquer coisa com ele. O álbum do Masters é principalmente a composição de Sascha e as escolhas de Sascha para minha abordagem vocal. Estou empolgada e um pouco nervosa por nossa primeira apresentação ao vivo no Full Metal Holiday este mês! (N. do R.: o show foi ontem, 18/10)

"O Masters é principalmente a composição de Sascha, e as escolhas dele para minha abordagem vocal."
RtM: Bom, mudando um pouco de assunto, quando você não está em tour ou estúdio, quais são seus hobbies favoritos, o que você gosta de fazer para descansar depois de algumas semanas na estrada em tour?
AC: Depois de uma longa turnê, eu gosto de sentar em casa e dormir na minha própria cama, jogar videogame, talvez pensar em sair ... ha ha ha! Se eu sair de férias ou algo assim, adoro viagens rodoviárias e qualquer lugar remoto com florestas alpinas e águas tranquilas. Wyoming é ótimo para isso, assim como muitos pontos da costa oeste. Qualquer coisa para me afastar das pessoas e fora do meu mundo normal.

RtM: Notamos que você gosta muito de animais. Nessa vida cada vez mais agitada agora, de estar em tour ou gravando, você consegue ter tempo de se dedicar a algum bichinho de estimação? 
AC: Desejo de todo o coração espaço e tempo para cuidar de um cachorro ou três, talvez um gato corajoso também. Mas eu moro em um estúdio no momento e estou fora a maior parte do ano, então eu tenho que acariciar todos os cães que vejo, ha ha ha!



RtM: Outra coisa que notamos, é que você gosta bastante de café também! Nos conte quais seus tipos preferidos, aí a gente já sabe o que lhe indicar quando vier ao Brasil, pois aqui a gente adora um café!
AC: Sobre o café, sinceramente gosto de tudo, desde que não seja fraco! Café expresso, pingado, aromatizado, encorpado, com leite, preto, com açúcar ou nenhum, não discrimino! Talvez da próxima vez que estiver no Brasil, pergunte sobre os melhores grãos locais.

RtM: Adrienne, muito obrigado pela entrevista e parabéns pelo seu trabalho, sua performance, talento e simpatia impressionaram os fãs brasileiros, temos certeza que você tem muito sucesso pela frente! Fica o espaço para sua mensagem aos fãs e esperamos conversar muitas vezes mais com você.
AC: Muito obrigada por sua gentileza e entusiasmo em relação ao meu trabalho. Espero muito voltar ao Brasil em breve, sei que no Seven Spires estamos morrendo de vontade de tocar para vocês! Espero que possamos arranjar algo com o nosso próximo álbum no próximo ano.

Entrevista: Carlos Garcia (Colaborou: Raquel de Avelar)

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Interview - Adrienne Cowan (Seven Spires, Avantasia, Masters of Ceremony)



ADRIENNE COWAN was practically born within the world of music, since she was a child taking part in choirs and taking piano lessons, performing in musicals and then entering music school, and from there start to compose her music, expand her knowledge and skills, especially as a singer.   (Versão em português clique AQUI)

She had good visibility with work on bands like Light & amp; Shade, Winds of Plague, and especially with her lead band Seven Spires, began to attract many admirers, including Sascha Paeth (Avantasia, Heaven's Gate, Aina), who invited her to his new band, Masters of Ceremony, and this opened the door to join the lineup of Avantasia, during the tour of the new album (“Moonglow”), which even went through Brazil.


For Adrienne the experience was extremely positive, because many more people knew her work, everyone wanted to know who was that girl who went to the higher tones of Power Metal, to softer regions and then to make guttural voices. We chatted with Adrienne, who told us more about her work, about albums with Seven Spires and the newly released Masters of Ceremony debut, and more! Check it out and know more about this grateful revelation of the Metal scene.


RtM: Hi, Adrienne, everything okay? Thanks for giving us this interview so you can tell us a bit more about your career.
Adrienne Cowan: Hello, thanks for your interest in my music.

RtM: Well, to start this conversation, I'd like you to tell us how you got started on music, who were your main motivators at the beginning, and how did you start your interest in singing and playing?
Adrienne Cowan: I had my first performance as a vocalist at the wee age of 3, at an event at the church my family attended. After that, I began piano lessons at 6, and was mainly into choir and darker popular musicals such as Phantom of the Opera throughout elementary and middle school.

My parents pulled me out of high school so that I could attend a music school full-time, so through that show of support I already had a good feeling about my potential skills. But, I guess when I received the full scholarship to Berklee two years later, I started to suspect that, “Well hey, maybe this could really be…” That was in 2013, and every year since then, there has been some notable event that feels a little bit like the Universe saying, “Do not falter, this is the path I made you for.”

RtM: And how did you get into the universe of Heavy Metal music? You started studying classical and contemporary music, did not you?
AC: My uncle showed me Metallica and Scorpions when I was maybe 11, but it wasn’t until I found truly “shreddy” guys like Alexi Laiho, Janne Wierman, and Yngwie Malmsteen that I really started to feel at home listening to metal. I guess it appealed in some way to my classical background, and watching live Bodom videos was quite inspiring.

"I already had a good feeling about my potential...a little bit like the Universe saying, 'Do not falter, this is the path I made you for'.”
RtM: And tell us a bit about how to get through these extremes and which vocal style was more difficult to develop?
AC: When I was 16, I enrolled at The Academy of Contemporary Music, and it was there that I joined an after school club where all the metalhead students got together to jam on a new song every week. The director of this club opened my eyes to the rest of the metal world, and challenged me vocally to try the many different singing styles of each subgenre.

I have studied many techniques of singing — theatrical belting, Speech Level Singing, bel canto, even some throat singing. The hardest part was un-learning things previous teachers had told me in order to properly approach whatever new technique I was learning.

The very high power metal “scream” took quite some time to develop, and a lot of frustration and laying facedown on the floor… hahaha!

RtM: To maintain an intense performance like yours on stage, and still sing with loud and clean vocals, guttural vocals, sometimes with concerts from one day to the next almost without rest, what care you take to take care of your voice and health , and maintain a high level?
AC: In order to maintain some amount of vocal health, I basically have to just mind my sleep and hydration levels, try to stay out of the direct blast of heaters or air conditioners, and try not to get sick or allergic. But at the end of the day, even dehydrated or sick, the show must go on, and we develop alternate techniques to sing through sickness.

I’ve played shows where I was sick in bed with no voice all day up until half an hour before showtime, or I had an eye infection, or one enormously swollen tonsil— which, by the way, I learned the hard way that you shouldn’t take painkillers to sing through swollen tonsils, because it silences the body’s signals if you accidentally hurt yourself more.

RtM: I knew your work through the albums of Seven Spires and Light & Shade, but in your opinion, in what work of yours, or moment, did you realize that could stand out in this concurred scenario? And how do you feel getting a lot of positive reviews, and what put you as one of the great revelations of the current Metal scene?
AC: “One of the great revelations of the current metal scene” is both an amazing thing to read about myself, but it’s also terrifying. Even though I would say I have a secure amount of self-confidence and courage, I also struggle quite a lot with impostor syndrome. I hope I can continue to grow into the best version of myself, make my best art, and I hope people continue to enjoy it as much as it seems like they have so far. :)

"The very high power metal “scream” took quite some time to develop, and a lot of frustration and laying facedown on the floor… ha ha ha!"
RtM: About Seven Spires, could you tell us a bit about how the band and its concept came about? In Seven Spires, I see that there is a lot of your formation in classic music, and influences from styles out of the Metal, bringing to the band something new inside the style, including with the EP and full-lenght receiving many compliments.
AC: In 2012, still living in England, I was alone making demos for a dark and theatrical project I had yet to debut. The following year, I moved back to America, met Jack Kosto in a bookstore in my first week at Berklee (where he was also studying), and told him about my project and songs. He paid for his books, and as I was leaving, he told me, “Call me if you ever get the rest of your band together! 

I guess the rest is history. The four of us all studied music quite extensively throughout our lives — I think I’ve seen a picture of 3-year-old Chris sitting on the floor in front of a snare drum — and have been trained in various eras of classical, jazz, and contemporary music. Most of us were trained on a second instrument, too, and I think it’s safe to say we enjoy drawing on our backgrounds to express ourselves musically without limits of genre or technique.

RtM: Tell us a little more about the main story in "Solveig" and what are your main sources of inspiration?
AC: “Solveig” is the first installation of a story of two souls. One is a lost human navigating a sunless, Neo-victorian underworld, and the other is the ancient demon ruler of said underworld. It’s a story that reflects on human nature, quite a bit about depression, hope, love, and death. I love worldbuilding, and was inspired by Carl Jung’s “Night Sea Journey” as well as some real-life experiences.

RtM: Seven Spires seeks to bring something new and creative, having a great hand to create captivating melodies. I can say that the album never gets boring, and cannot be simply put as "Symphonic Metal". We have for example passages of the Black Metal symphonic as in "The Paradox", and the sticky melodies of "Stay". I would like you to comment a bit more about these two songs.
AC: Thanks a lot for that! “The Paradox” was actually inspired by the cyclical melodies from Hans Zimmer’s score of “Interstellar”, plus a healthy does of comforting nihilism during a particularly trying time. I am sure I am not alone in enjoying looking at the night sky and remembering that we are minuscule specks that do not matter in the slightest. It was also one of the first songs I wrote that is primarily extreme vocals.

“Stay” was written in the dead of winter and is intended to be the beginning of Act II of the story. It’s sung by the demon to the human soul, pointing out how painful life can be and how peaceful and dark existence could be in the beauty of the underworld. The song ended up being a fan favourite, and we try to squeeze it into our live shows when we can.

 "I hope I can continue to grow into the best version of myself"
RtM: There we have the theatrical air, present in several moments, but I would highlight "Cabaret of Dreams" and "Ashes", two of my favorites, and I would also like you to talk a little more about them.
AC: “The Cabaret of Dreams” was the first of the original 2012 demos I made. It’s the cornerstone of the Seven Spires universe: demonically pompous, brocade-clad, genre-bending. It has changed so much since its original version, most notably including the addition of the bridge “Damned is he who walks with these disenchanted souls…” and the faster kick patterns around 3 minutes in, during the lyrical reference of “The Paradox”.

“Ashes” to me feels a bit like a Studio Ghibli soundtrack at the beginning. It was also one of the very early demos from 2012, and actually it hasn’t changed much since then. I remember feeling something in my chest glowing and my eyes burning while writing the ending. It’s a song about rebirth from a terrible death of a terrible life, of course — In the story, the demon summons the sun and incinerates the underworld, setting every captured soul free and finally ending her long and weary reign, letting her find true peace. It’s quite bittersweet.

RtM: And about Light & Shade, how did the opportunity come to be part of this project, formed in Italy, having musicians known from the scene there, like Marco Pastorino? Tell us a little bit more about the repercussion of this work. 
AC: Marco found “The Cabaret of Dreams” on a compilation CD of ProgPower USA and contacted me about making an album together because he couldn’t believe the very long high notes. I guess people liked the album; I get asked about it quite a lot in interviews. It was also the first time I ever read a very bad review about myself, I’ll never forget this, hahaha!

RtM: And are there any plans for the next one?
AC: At the moment I am active in Spires, Avantasia, Winds of Plague, and Masters of Ceremony, so I’m not sure if there are any other plans at the moment!


RtM: Now tell us a little about how the opportunity to do the tour with Avantasia came about?
AC: Sascha called me last year and asked if I was available, I said yes, he said: “Well Avantasia needs a new backing vocalist, but please don’t tell anyone yet…” That was a hard secret to keep!

RtM: And how did it feel to get on stage for the first time with that team of great musicians? And to travel and exchange experiences with all of them! I’m sure you have a lot of great stories to tell.
AC: It was terrifying at first to sing with these legendary vocalists and musicians. I knew Sascha and Miro a bit already since they worked on the Spires record, and I knew Herbie, Felix and Andre a tiny bit from the little we had done together in Masters, but aside from that, everyone was a stranger — and at least twice my age. It became a great joy to be with them, though, and traveling together was never boring. It’s a full cast of characters, and if I ever need a drinking buddy or a good laugh or someone to just be quiet and not say anything with, there’s somebody!

RtM: And how you felt having the chance to go through different countries, which certainly brought you and will bring much more visibility. Here in Brazil you have already conquered fans with Seven Spires (Solveig was released here), and now I see a lot more people commenting about your work.
AC: Getting to see even just a little of new places has been amazing. I always wanted to see Sweden and Brazil and Japan and Moscow… We don’t always get to sightsee, but I try to when I can. And I usually try to go out and talk to people after the show, if anyone is waiting, and if I’m not disgustingly exhausted. It’s always amusing and heartwarming when someone says, “I knew you from Seven Spires, it’s great to see you here but BRING SPIRES NEXT TIME” in a place I have never been before.

RtM: And about the upcoming album with Sascha Paeth and the Masters of Ceremony, what can you tell us about this project, what can we expect in terms of sonority? And of course, how was the process of composing and working with Sascha Paeth?
AC: Composing with Sascha was a unique experience. He wrote so many of the power metal albums I listened to while learning to write songs (so much Kamelot, haha), so often when he would present a melody or some chords or something, I wouldn’t have any suggestions because it’s exactly what I would have written or sung. 

He’s a hard worker and I have much respect for him, and I wholeheartedly appreciate the opportunity to write music and talk about anything with him. The Masters record is mostly Sascha’s writing, and Sascha’s choices for my vocal approach. I’m excited and a little nervous for our first live performance at Full Metal Holiday this month!

"The Master's record is mostly Sascha’s writing, and Sascha’s choices for my vocal approach."
RtM: Well, changing a little subject, when you are not on tour or studio, what are your favorite hobbies, what do you like to do to rest after a few weeks on the road on tour?
AC: After a long tour, I like to sit at home and sleep in my own bed, play video games, maybe think about going out… hahah! If I get to go on a little holiday or something, I love road trips and anywhere remote with alpine forests and quiet waters. Wyoming is great for this, as are many spots on the West Coast. Anything to get me away from people and out of my regular world.

RtM: We noticed that you are very fond of animals. In this life more and more agitated now, of being in tour or recording, you can have time to dedicate to some pet? 
AC: I wish with all my heart for the space and time to take care of a dog or three, maybe a brave cat too. But I live in a studio apartment at the moment, and have been gone for most of the year, so I just have to pet every dog I see instead, hahaha! 

RtM: Another thing we noticed, is that you like coffee a lot too! Tell us what your favorite types, then we already know what to indicate to you when you come to Brazil, because here we love coffee! ha ha ha
AC: About coffee, I honestly like it all as long as it’s not weak! Espresso, drip, flavoured, full-bodied, milk, black, sugar or none, I don’t really discriminate! ha ha! Perhaps next time I am in Brazil, I’ll ask about the absolute best local beans.


RtM: Adrienne, thank you very much for the interview and congratulations for your work. Your performance, talent and friendliness impressed the Brazilian fans, we are sure you have a lot of success ahead! I let this final space for your message to the fans and we hope to talk to you many more times.
AC: Thank you so much for your kindness and enthusiasm regarding my work. I very much hope to return to Brazil soon, I know we in Spires are dying to play for you! Hopefully we can work something out with our coming album next year :)


Interview by: Carlos Garcia (with colaboration of Raquel de Avelar)

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