quarta-feira, 22 de maio de 2019

Metal Church: Mais Uma Pedrada Old School Metal!



"Damned If You Do" é o segundo álbum de estúdio depois do retorno de Mike Howe, fato que deu fôlego novo para a banda, reanimando os velhos fãs e até chamando atenção de novos. O Metal Church tem em sua discografia ótimos álbuns, que os fizeram chegar bem perto de um escalão mais alto lá nos anos 80 e começo dos 90. A realidade hoje é outra, e certamente os objetivos e possibilidades também são bem diferentes daquela época, mas essa realidade é bem mais amistosa do que se mostrava antes do retorno de Howe, pois apesar de até ter alguns bons momentos, o Metal Church ficou meio que no limbo.

Voltando a mostrar suas garras e praticamente renascendo com o elogiado "XI" (2016), o Metal Church mostra que não foi só uma sobrevida, a chama segue ardendo com "Damned If You Do". Soando talvez um pouco mais Thrash que o anterior, o álbum traz o American Metal tradicional do grupo, com a tradicional rifferama, o pé no Thrash e doses de melodia. Traz também a estreia de Stet Howland, ex- WASP, na bateria.


A faixa título, "Damned If You Do", abre o disco com uma pegada matadora, grandes riffs e excelente refrão, típica faixa que dá vontade de colocar no repeat. Nota-se que a voz de Howe está soando mais ríspida, algo que pode ser notado já nas apresentações ao vivo mais recentes. 

O que se vê é a banda fazendo seu som tradicional, afinal, depois de um caminho que se mostrou acertado no álbum anterior, praticamente uma retomada, conforme já comentei, e que, como fã dos primeiros álbuns (o primeiro é fantástico, mas "The Dark" mora no meu coração de Metal). O álbum mostra uma variedade interessante, temos por exemplo o Speed Metal de "Out of Balance" e a Thrashy "By The  Numbers".

Variedade que segue nos riffs cortantes e som direto e na cara em peças como "Guillotine" e na rocker meio estilo Accept "Monkey Finger", ou naquelas faixas características da banda, de andamento mais cadenciado, com guitarras mais melodiosas e dedilhadas, como em "Revolution Uderway".


É Metal Church que estamos acostumados,e gostamos de ouvir! Alguns detalhes na produção poderiam ter sido melhores, talvez compressão ou mixagem, em que a voz parece mais alta do que os demais instrumentos, e um ou outro momento em que tudo soa realmente alto, mas nada comprometedor.

Mais um trabalho sólido e que com certeza agradará o fã do som tradicional do Metal Church. Se gostou do álbum anterior, vai abraçar este também. A banda mostrou que recuperou muito fôlego, trazendo a atenção dos fãs de volta, e sendo capaz de virar a cabeça de novos adeptos.

Texto: Carlos Garcia

Ficha Técnica:
Banda: Metal Church
Álbum: "Damned If You Do" 2018
País: EUA
Estilo: Heavy Metal
Selo: Rat Pak Records/Shinigami Records (clique no link para ir ao site do selo)

Site Oficial

Tracklist
1. Damned If You Do
2. The Black Things
3. By The Numbers
4. Revolution Underway
5. Guillotine
6. Rot Away
7. Into The Fold
8. Monkey Finger
9. Out of Balance
10. The War Electric



       


       

segunda-feira, 20 de maio de 2019

Javali: Rompendo fronteiras


Resenha por: Renato Sanson


Se em “Resilient” (17) o Javali (nesta época ainda sob a alcunha de Pop Javali) já dava indícios do flerte mais modernoso em sua sonoridade, em “Life Is A Song” (19 – 4° álbum do trio) temos a confirmação. Já que aqui o peso permanece, mas de uma forma mais suavizada dando espaço para um som moderno com boas variações.

Sua musicalidade característica está lá e os toques com o Hard Rock e Heavy Metal estão presentes, o que deixa tudo ainda mais grandioso mostrando que esta transição moderna soa natural e bem encaixada.

As sete composições que calibram a bolacha mostram um novo fôlego, dispostos a conquistar outras fronteiras, mas sem deixar os que já o acompanham desamparados, tendo um crescimento surpreendente e ainda mais instigante.

A produção cristalina e com o som “bem na cara” engrandece este novo momento, com cada detalhe na ponta da agulha seja nos riffs intrincados e nos solos melodiosos (diga-se de passagem, Jaéder é um monstro), na bateria que cresce e se diversifica a cada composição (Loks mostrando como se alia técnica a feeling) e nas linhas maciças dos graves comandados por Marcelo que também cuida dos vocais, que se mostra uma das vozes mais marcantes do som pesado atual no Brasil.

O Javali vem se consolidando como uma das melhores e mais criativas bandas do cenário nacional, mostrando muita competência e sem medo de inovar.

Tracklist:
01 Runaway
02 Empty Promisses
03 Singing Along
04 Child’s Frustration
05 Cruel Past
06 Dancing In The Fire
07 Read My Mind (Bônus Track)

Links:

Formação:
Marcelo Frizzo - Baixo, vocais
Jaéder Menossi - Guitarras
Loks Rasmussen - Bateria

sábado, 11 de maio de 2019

Forkill: provando que o Metal nacional está mais vivo do que nunca!


Resenha por: Renato Sanson


Aquele papo que o Heavy Metal nacional está morto cai por terra praticamente a cada lançamento das bandas do nosso país, pois considero inadmissível falarem tal besteira sem ao menos conhecer as excelentes bandas da sua própria cidade, que já te mostrará que o som pesado em si no Brasil não está morto, agora imagine conhecer o underground nacional como um todo aí sim você verá que tais palavras que são ditas por aí não passam de grandes balelas.

Para constatar que o Metal nacional está mais vivo do que nunca, temos o grande Forkill do Rio de Janeiro provando a nossa força com seu segundo disco de estúdio, “At the Sound of the Devil's Bell” (19), mantendo seu Thrash Metal visceral intacto e ainda mais polido. Trazendo mais peso e agressividade em sua música, tendo como referência Exodus e Testament.

Ter referencias não significa uma cópia, e o que os cariocas mostram aqui é que sua música vai além, e faz a alegria dos thrashers de plantão, pois temos composições muito bem compostas e estruturadas, feitas para bater cabeça do começo ao fim, com riffs e solos muito bem engajados e diversificados, assim como o baixo-bateria que são a usina de força e controle desta massificação sonora, com vocais agressivos e instigantes.

Vale ressaltar que o Forkill teve uma mudança em sua formação para o lançamento do novo álbum, tendo os novos membros: Matt Souza (guitarra/vocal) e o baterista Rodrigo Tártaro, completando o time os incansáveis Ronnie Giehl (guitarra) e Gustavo (baixo).

Musicalmente monstruosos e impecáveis no que fazem, pois é impossível escutar “Let There Be Thrash” ou “Warlord” e não sair batendo cabeça descontroladamente. São treze faixas do mais puro Thrash Metal, que fará você colocar o play no repeat por algumas semanas. O álbum ainda conta com a regravação da já clássica “Vendetta” que figura em seu primeiro álbum (“Breathing Hate” – 13), mas aqui ganha uma nova roupagem mantendo sua essência, mas soando ainda mais brutal.  

A produção de “At the Sound of the Devil's Bell” está na medida certa, com todos os instrumentos bem dosados, mas sem aquele exagero límpido, mas sim sujo e pesado sem artificialidades.

Falando em sua apresentação gráfica o disco vem embalado em um lindíssimo Slipcase que acompanha um mini pôster e duas palhetas, com uma arte gráfica de capa e layout extremamente bem trabalhados, mostrando toda a preocupação da banda em todos os quesitos, e uma atitude mais que louvável em apresentar um material físico tão rico, já que as mídias digitais têm tomado conta.

Sem mais delongas, ouça e veja o quanto o Heavy Metal nacional em si respira e está mais vivo do que nunca!

Encontre o Forkill nas mídias digitais:

Tracklist:
1. Succubus’ Lament (intro)
2. Emperor of Pain
3. Let There Be Thrash
4. Keepers of Rage
5. Warlord
6. When Hell Rises
7. Leviathan (instrumental)
8. R. E. D.
9. Killed at Last
10. Old Skullz
11. In Your Face
12. Knight of Apocalypse (instrumental)
13. Vendetta

Forkill atualmente é:
Matt Silva - Vocais, guitarras
Ronnie Giehl - Guitarras
Gus “Guzzy” N. S. - Baixo
Rodrigo Tártaro - Bateria

quinta-feira, 9 de maio de 2019

Entrevista: Age of Artemis: "Jogando" Para a Música


 
Formada na capital federal em 2008, o Age of Artemis sempre foi uma banda que gerou grandes expectativas, com um ótimo nível em seus trabalhos, os quais apresentam uma evolução constante em termos musicais. 

Após várias demos, singles e dois álbuns completos, além de inúmeros shows pelo brasil, destacando a participação no Rock in Rio em 2015, o que trouxe mais visibilidade para a banda, uma nova fase se iniciou, e o terceiro e esperado full-lenght, "Monomyth", vem com uma força capaz de consolidar a carreira do Age of Artemis e levá-lo a outro patamar.

O álbum também traz a estreia em disco dos novos integrantes, incluindo o vocalista Pedro Campos (também Soulspell, Hangar), e, a exemplo do anterior, "The Waking Hour" (2014), foi lançado primeiramente no Japão, em início de abril. A banda agora parte para divulgar o máximo possível o novo álbum, e tão conversamos com eles para saber um pouco mais de "Monomyth". Confira!


RtM: Para iniciar esta entrevista, gostaria que vocês fizessem uma breve explanação a respeito do conceito lírico em “Monomyth”.
Riccardo Linassi - Ele fala da jornada do herói, ou o herói de mil faces. Trata de alguém desde quando é um sujeito comum, passando por desafios até se tornar alguém melhor. Esse herói pode ser encarado como cada um de nós no nosso dia a dia.

RtM: A produção do álbum desta vez ficou “em casa”, com o Giovanni Sena. Gostaria que  você comentasse a respeito dessa decisão, que com o resultado que pude conferir, foi muito acertada! Acredito que foi uma decisão por já ter uma segurança e saber o que vocês queriam para a banda.
Giovanni Sena – Bem acredito que acabei conquistando a confiança dos meus parceiros. Isso foi se desenvolvendo ao longo dos anos. Na verdade, no cover que gravamos em 2014, eu já tinha assumido tal papel. Foi de forma bem natural. Em 2017 quando gravamos “Unknown Strength”, esse papel foi reafirmado. Como o resultado ficou muito bom, decidimos que na gravação do “Monomyth” eu continuaria a frente da produção.

RtM: Gostaria que vocês comentassem também a respeito da mixagem, que foi feita em Los Angeles, e vejo que também foi acertada, pois para a sonoridade da banda, e tantos detalhes nos arranjos, era uma etapa muito importante. Ficou excelente, é possível perceber todos os detalhes. Estava ouvindo o álbum e “nossa que linha de baixo incrível! E esse solo!! Putz...essa percussão ficou ótima! ”
Riccardo Linassi - Sim, nossa preocupação era encontrar alguém que entendesse do estilo e tivesse cuidado com os detalhes. Creio que o Damien (Rainaud) foi a decisão mais acertada!

"O conceito está mais nas letras do que nas músicas em si. A gente 'joga pra música'." 
RtM: A banda também passou por algumas mudanças de formação até chegar a este novo álbum, inclusive com a troca de vocalista, algo que sempre é mais marcante, saindo o Alírio e entrando o Pedro Campos (também Hangar e Soulspell). Gostaria que você comentasse como foi o entrosamento e a colaboração que esses novos membros trouxeram.
Giovanni Sena – A vida nos traz algumas surpresas. E com elas as mudanças. Em princípio o ser humano tem a tendência de ver as mudanças de forma cautelosa. Mas tudo é uma questão de adaptação. E o Pedro se adaptou a nossa forma de trabalho de uma forma bem natural e rápida. E isso não foi só na parte musical, mas no pessoal também. Não consigo separar trabalho de amizade. Só consigo desenvolver um bom trabalho quando há um certo nível de amizade.

RtM: Gostaria de destacar o trabalho do Pedro Campos, que eu já acompanho há um bom tempo, e o cara encaixou muito bem, com aqueles drives já característicos dele, mas também muito bem quando a música pediu vocais mais limpos ou mais altos.
Riccardo Linassi - Pois é, sempre que há mudanças numa banda, gera certo temor, ainda mais se tratando de vocalista. Mas o Pedro é muito bom no que faz e chegou “com a faca nos dentes” pra dar o melhor de si e realizar esse belo trabalho!

RtM: Lembro que ano passado vocês comentaram que a banda iria surpreender muita gente com este novo álbum, e realmente, para meu gosto musical, acredito ser o mais completo trabalho da banda. Antes de eu tecer meus comentários (que também coloquei na resenha do disco), peço que vocês comentem em quais aspectos vocês acreditam que a banda inova e surpreende em “Monomyth”.
Giovanni Sena – Acredito que o maior aspecto é que a Age of Artemis encontrou a sua própria voz. A banda tem suas próprias características apesar das varias influências que cada um de nós possui e coloca, seja nas composições, seja na hora de interpretar melodias e/ou notas. Isso é um processo que leva tempo, além de ser um processo natural.


RtM: Quando se fala em Prog Metal e álbum conceitual, muitos já pensam em algo para um público mais restrito (até porque muitas bandas exageram no quesito técnico e esquecem do feeling), mas vocês criaram músicas que possuem passagens intrincadas, refinadas em termos técnicos, mas também com melodias marcantes e bom gosto, se diferenciando de muitas outras do estilo, e acredito que cairá no gosto de um público mais amplo. Gostaria que comentasse a respeito.
Riccardo Linassi - na verdade os rótulos “prog”, “power”, etc., nem estavam nos planos. Criamos as músicas sem pensar muito nisso. O conceito está mais nas letras do que nas músicas em si. A gente “joga pra música”. Se algum arranjo saiu mais cheio de notas, compassos compostos etc., foi só coincidência. Há momentos em que há pouca nota e a música flui da mesma forma.

RtM: Falando um pouco das músicas, sendo complicado apontar apenas algumas, mas vou pedir que comentem um pouco mais a respeito de algumas, começando com duas que estão entre minhas favoritas, a “The Call of the Fear” e “What Really Matters”, cheias de melodias marcantes, percussões, e bem diversificadas, acho que representam bem o balanço entre o refino técnico com o feeling.
Giovanni Sena – Na hora de compor, a melodia acaba sendo o nosso “Norte”. E todo resto trabalha em função disso. Uma característica da música da Artemis é o acréscimo de camadas à medida que a música vai se desenvolvendo. Isso pode ser notado por todo o disco. Dessa vez, o texto também teve extrema importância nas composições onde em muitos momentos há uma comunicação direta entre o que está sendo dito e a parte instrumental.

RtM: Finalizando, gostaria que comentassem sobre a “The Calling”, que abre o álbum logo após a intro “Status Quo”, e abre de forma explosiva, com peso, várias mudanças de “climas” e a “A Great Day to Live”, mais suave e melodiosa.
Giovanni Sena – Como falei anteriormente, aqui há uma conexão entre o texto e a música muito latente. “The Calling” retrata um(a) jovem começando uma experiência que ele(a) não sabe bem como vai terminar. “A Great Day to Live” se trata dessa mesma pessoa, mas mais experiente, com mais sabedoria, mais evoluída, com um maior conhecimento da vida e de sua “missão” aqui na Terra.

"Acredito que o maior aspecto é que a Age of Artemis encontrou a sua própria voz."
RtM: Obrigado pela atenção, espero que o álbum tenha a repercussão que merece, tanto aqui como lá fora, inclusive, assim como os anteriores, foi lançado já no Japão. Fica o espaço para as suas considerações finais.
Giovanni Sena – Gostaríamos de parabeniza-lo pela o trabalho desenvolvido e reafirmar que esse tipo de trabalho é essencial para que um dia o Brasil seja um país não só de artistas estrangeiros, mas também onde haja uma cena onde bandas brasileiras também assumam posições de destaque em shows, festivais etc.

Entrevista: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Assessoria de Imprensa: TRM Press
Site Oficial
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sábado, 4 de maio de 2019

Armageddon Metal Fest reúne 15 bandas nacionais e internacionais em Joinville





O festival Armageddon Metal Fest 2019 vai acontecer em Joinville/SC, no dia 01 de junho (sábado), no Expoville. O cast do evento reúne grandes nomes da música pesada como o Shaman, a primeira banda oficialmente confirmada; os gregos do Rotting Christ, que divulgam o novo e aclamado disco The Heretics; além de Ratos de Porão, o Saravá Metal dos cariocas do Gangrena Gasosa e o lendário grupo mineiro The Mist, que voltou recentemente a ativa.

Entre as demais atrações confirmadas está o Folk do Tuatha de Danann; o gótico anos 80 do The Secret Society, uma das grandes revelações do rock no Brasil nos últimos tempos; os equatorianos do Total Death; do Equador; o instrumental do Huey; além de Motorocker, Symmetrya, Violent Curse, Blackmass, Semblant e Flesh Grinder. A banda The Vintage Caravan, anunciada anteriormente, não integra mais o cast.



O Expoville oferece grande e confortável espaço externo e interno, enquanto que o festival terá opções de bebidas e alimentação para atender ao público. Acesse o site do parque AQUI. No total serão 15 divididas entre os palcos principais.

Hotéis nas proximidades? Veja AQUI


Ingressos
Os ingressos de meia-entrada e promocional já estão no 3º lote e custam R$ 170 (esses valores estarão em prática até o dia 31 de maio). Não há taxa de conveniência para a compra online, e os valores podem ser parcelados em até 12x. Para usufruir da entrada promocional, é obrigatório doação de 1 quilo de alimento não perecível ou de ração para gatos e cachorros.

Os ingressos estão à venda no site da Ticket Brasil, onde também é possível comprar pacotes de viagem + ingresso, para excursão saindo de Curitiba, organizada pela Mosh Travel, e também saindo de Blumenau. Nessa modalidade também há possibilidades de parcelamento.

O Armageddon Metal Fest 2019 tem realização da Mosh Productions e Metal Scream, com apoio da Opa Bier, programa Midnight Metal e rádio Mundo Livre FM.

O Armageddon Metal Fest 2019 participa do projeto #EventoAmigoPNE que proporciona a entrada gratuita de um acompanhante, na compra de um ingresso (meia/promo/inteira) junto com um PNE.

SERVIÇO
Data: 01 de junho de 2019 (sábado)
Local: Expoville (Joinville - SC)
Endereço: Rua XV de Novembro, 4315 - Glória
Horário: a partir de 14h00

Cast:
ROTTING CHRIST
SHAMAN
MOTOROCKER
TUATHA DE DANANN
RATOS DE PORÃO
GANGRENA GASOSA
THE MIST
THE SECRET SOCIETY
TOTAL DEATH

FLESH GRINDER
SEMBLANT
SYMMETRYA
BLACKMASS
HUEY
VIOLENT CURSE

Ingressos - SEM TAXA DE CONVENIÊNCIA
Pista (meia entrada - 3º lote) - R$ 170
Pista (promocional - 3º lote) - R$170 (obrigatória doação de 1KG de alimento ou ração animal)
Pista (inteira - 3º lote) - R$ 340

AMF VIP Experience (2º lote)- R$ 190,00 (ingresso + entrada antecipada no evento, às 13:00 e com direito a 2 chopp Pilsen + credencial VIP + uma edição do Fanzine Mosh + 10% de desconto na compra de itens na lojinha oficial do evento)
R$ 80,00 (excursão - saindo do centro de Curitiba, passando pelo Aeroporto Afonso Pena – com água a refrigerantes inclusos)
R$ 105 (excursão - saindo de Blumenau/SC)



Venda online CLIQUE AQUI


Apoio: Midnight Metal, Black Hole, Fanzine Mosh

Realização: Mosh Productions & Metal Scream



quarta-feira, 1 de maio de 2019

Rebaelliun: "[...]o Death Metal sempre será um estilo underground, e nunca será motivo de ostentação ou algo do gênero"


Um legado inquestionável, falar de Death Metal no Brasil e não mencionar a Rebaelliun é mais que um ato falho, pois os gaúchos são uma referência mundial e a cada lançamento mostram o porquê dessa alcunha.

Dificuldades surgiram, mas seguiram em frente mantendo uma trajetória repleta de conquistas e admiradores. Para explanar um pouco mais o momento atual da banda, conversamos com o baixista/vocalista Lohy Silveira que nos contou do grande baque que foi a perda do guitarrista Fabiano Penna, seu trabalho preferido com a banda, tours na Europa e muito mais!


RtM: A Rebaelliun é considerada um ícone do Death Metal mundial como é lidar com isto?
Lohy Silveira: Hehehe... obrigado pelo “ícone”. Estamos longe disso, até porque o Death Metal sempre será um estilo underground, e nunca será motivo de ostentação ou algo do gênero. Fico deveras satisfeito por fazer parte de uma banda que sim, já tem sua página registrada na história do Metal nacional e isso me deixa muito orgulhoso, sem dúvida. De qualquer forma eu agradeço a referência.

RtM: Atualmente vocês estão com um novo guitarrista – Evandro Passos – conte-nos sobre sua adaptação e entrosamento.
Lohy Silveira: O Evandro foi uma escolha nada lógica ao olhar da maioria das pessoas, por não ser um músico que tem como escola o Metal extremo, mas consideramos outros critérios para escolher ele como guitarrista. Ele vem de uma escola mais Rock and Roll e Metal clássico, coisa que o próprio Fabiano já estava buscando nos últimos anos, portanto o estilo dele caiu como uma luva para o que buscamos musicalmente. Ele é um exímio músico e muito dedicado e cada vez mais estamos mais e mais entrosados. Tanto que ele está sendo peça fundamental nas composições novas.


RtM: Impossível não perguntar, mas a ida precoce de Fabiano Penna para outro plano pegou todos de surpresa. Como foi remontar o grupo? Em algum momento pensaram em encerrar as atividades?
Lohy Silveira: De fato foi um golpe inesperado e covarde em nossas vidas e na vida da banda também. Mas a morte é a única certeza que essa vida nos traz e só temos que aprender a lidar com ela. No dia em que aconteceu nós pensamos (eu e o Sandro) que não havia outra escolha se não seguirmos trabalhando com o Rebaelliun, mostrando que o legado do Fabiano é imortal, e que seria o que ele faria no nosso lugar. Em nenhum momento pensamos em parar com a banda, trocar o nome, ou coisa parecida. Achar alguém para ser o novo guitarrista era um desafio hercúleo óbvio, mas conseguimos encontrar o Evandro que está honrando com muito respeito e admiração todo o legado do Fabiano conosco como músico.

"O Death Metal sempre será um estilo underground, e nunca será motivo de ostentação ou algo do gênero."
RtM: Uma discografia sólida e um grande clássico nas lacunas, o grandioso “Burn the Promised Land”. Olhando para ele hoje em dia, você mudaria algo? Ainda sobre a discografia da banda (incluindo os EP’s) qual o seu disco favorito?
Lohy Silveira: Apesar de não ter gravado o primeiro disco, acho que falo por todos quando digo que o que poderia ser mudado hoje em dia seria a produção/gravação. Claro, eram outros tempos e a banda fez seu melhor com a grana e tecnologia disponível, mas se pudesse mudar algo seria isso, gravação e produção. Olha, acho que todo o músico aprecia mais os trabalhos mais recentes, por se tratar de como é a visão atual do artista sobre o seu trabalho. Mas como as músicas novas ainda não foram divulgadas, o pessoal não teria referência ha ha ha. Dos trabalhos lançados eu gosto demais das últimas músicas que fizemos para o relançamento do “Bringer of War” (2000), são 4 sons apenas, mas que refletem muito bem como está a nossa visão e perspectiva do som do Rebaelliun.

"...não havia outra escolha se não seguirmos trabalhando com o Rebaelliun, mostrando que o legado do Fabiano é imortal "
RtM: Foram algumas turnês na Europa, além de diversos shows por todo o Brasil. Mas é praticamente uma constante que quando uma banda nacional se destaca ela acaba realizando mais shows fora do que em seu próprio país. Qual a diferença entre essas produções?
Lohy Silveira: Nossa, poderia citar uma porção de diferenças e poderíamos falar disso por muitas linhas. Mas vou resumir em uma palavra só: infraestrutura. Falar da diferença cultural e que no exterior o apoio ao músico underground e o rock em si e seus subgêneros seria covarde e chover no molhado, então acho que a infraestrutura de modo geral é algo que podemos buscar para ficarmos “devendo” menos para as produções gringas. Já está muito melhor do que já foi, mas ainda temos muito chão pela frente nesse sentido.

"Acho que a infraestrutura de modo geral é algo que podemos buscar para ficarmos “devendo” menos para as produções gringas."
RtM: “The Hell's Decrees” é o mais recente trabalho da banda e foi extremamente aclamado pelo público e imprensa. Como foi o processo de composição do álbum? 
Lohy Silveira: “The Hell’s Decrees” foi composto em praticamente 6 meses, em um processo de composição que consistia no Fabiano compondo a parte instrumental no seu home studio e me enviando pela internet e eu compondo as letras. Acertávamos detalhes e arranjos nos ensaios entre nós 3 e nas gravações de pré-produção que ele fazia. Funcionou muito bem na ocasião, tanto que repetimos esse processo para compor as 4 músicas que incluíram o relançamento do “BOW”.

RtM: Vocês esperavam toda a repercussão recebida?
Lohy Silveira: Acho que toda a banda espera que o seu trabalho mais recente seja bem recebido, mas o “THD” superou nossas expectativas. Foi um trabalho intenso, e nos dedicamos demais para dar nosso melhor em cada detalhe, então foi muito recompensador ver que as pessoas se identificaram com esse “novo” Rebaelliun.

RtM: Obrigado, Lohy, pela atenção, fica o espaço para as considerações finais.
Lohy Silveira: Gostaria de agradecer ao Renato pelo espaço e aos leitores do Road to Metal. Curtam a página do Rebaelliun no Facebook, e sigam o Rebaelliun no Instagram. Lá postamos as novidades, shows, merchandising, e nos comunicamos com a galera. Obrigado por todo o apoio e continuem dando suporte ao underground. We are Legion!!


Entrevista por: Renato Sanson
Revisão e Edição Final: Carlos Garcia

Rebaelliun atualmente é:
Lohy (vox/bass)
Evandro (guitars)
Sandro (drums)

Acesse:

domingo, 28 de abril de 2019

Age of Artemis: "Monomyth" Chega Para Surpreender!


 
Quando o baixista, e também produtor, Giovanni Sena afirmou ano passado que o novo trabalho iria surpreender, até poderia soar como auto-promoção, ou aquela velha conversa de todo músico quando lança um álbum novo, mas "Monomyth" chega agora para provar que Giovanni não exagerou, estava sim ciente do excelente trabalho que estavam produzindo.


Nota-se que a produção, que ficou "em casa", a cargo de Giovanni (que já havia produzido a versão para "Power", para o tributo ao Helloween), foi uma decisão acertada, e que ele  e seus companheiros sabiam o que queriam para a banda, a qual firma de vez sua identidade. A masterização e mixagem ficaram a cargo do francês radicado em Los Angeles Damien Rainaud, responsável por trabalhos de grupos como Fear Factory, Dragon Force, Almah e Baby Metal, ou seja, um profissional altamente capacitado, que contribuiu para uma excelente sonoridade, valorizando os detalhes e apuro musical do álbum.


"Monomyth" tem uma musicalidade muito bem interligada com o conteúdo lírico, onde os músicos conseguiram traduzir em cada música o clima contido em cada tema. A sonoridade tem a sua base no Prog Metal e Melodic Power Metal, mas nota-se que a banda não se preocupou em buscar soar dentro deste ou aquele rótulo, e sim trabalhou as canções conforme a música e o sentimento pediam. O conceito trata da jornada de um personagem, suas experiências, crescimento pessoal, temas que o ouvinte facilmente poderá se identificar.

A jornada, que inicia com o prelúdio "Status Quo", leva o ouvinte por diversos caminhos e climas, em músicas muito bem lapidadas. Temos "The Calling", onde a veia Prog Metal aparece bem forte, com trechos intrincados, mas sempre com melodias marcantes e variedade de climas. Pedro Campos se mostra bem a vontade, utilizando seus conhecidos drives, mas também com timbres mais limpos e altos quando a música pede; em "Helping Hand" temos um andamento mais acelerado, e a banda caminha tranquilamente entre o Prog e Melodic Metal.

Em "The Call of Fear" temos momentos mais emocionais, com um belo trabalho da cozinha, em levadas e linhas melodiosas, intrincadas e marcantes. O andamento mais moderado valoriza as melodias de guitarra e climas proporcionados pelos teclados, e Pedro canta com a carga emocional de causar arrepios. Há de se destacar o trabalho do vocalista, que não somente cantou, interpretou as canções. Acredito que o trabalho com a Metal Opera Soulspell deve também ter contribuído para esse know-how do vocalista.


"Unknown Strenght" tem um jeitão de trilha sonora em seu início, com grande trabalho dos teclados. O instrumental intrincado e mais cadenciado traz grandes melodias, principalmente no pré-refrão e refrão. E é notável como eles conseguiram preencher cada canção e também mudar de direção várias vezes durante as músicas; "Lightning Strikes" tem uma pegada mais pesada, destacando o riff principal, aliás, a guitarra é que comanda esta faixa bem à frente, mas as melodias marcantes estão sempre presentes. 

A busca em traduzir em cada canção o sentimento contido em cada parte do conteúdo lírico, temos "Reborn", que soa bastante tensa e agressiva, com Pedro alternando vocais rasgados e altos, e em seguida a beleza de "Endless Fight", com ótimas melodias e uma grande performance de Pedro, em uma canção tocante e emocionante. É um belo, por vezes intrincado e refinado instrumental, mas caramba! são melodias marcantes, que você pode assoviar! 

A banda trabalhou para a música, colocando muita alma nas composições. A belíssima "What Really Matters", que além das melodias emocionais, o trampo excepcional da cozinha, as variações instrumentais e belo trabalho de vocais e melodias dos backing, tem um refrão extremamente memorável, ouvi a primeira vez e não saiu mais da cabeça.


"Where Love Grows" inicia com percussões, passando por um andamento cadenciado e riffs marcantes e mais graves, ganhando velocidade no refrão. As percussões aparecem novamente acompanhadas por vocais femininos e orquestrações , trazendo um belo trabalho nessas mudanças de andamento, algo bem presente no trabalho; "A Great Day to Live" é uma balada, com piano e guitarra acústica e ritmos brasileiros. Tem um misto de melancolia e esperança, e nuances bem num estilo teatral. Logo em seguida temos o final com o poslúdio "Prelude to a New World".

Pouco mais tenho a dizer, a não ser elogiar o belo trabalho da banda, tentando ainda traduzir o que senti ouvindo o álbum, posso dizer que, pessoalmente, ele preencheu uma certa lacuna deixada por bandas que tinham essa capacidade de trazer um trabalho conceitual, onde as músicas possuem uma ligação muito bem feita com as letras, trazendo emoção e bom gosto nas melodias (Savatage, por exemplo, e também alguns momentos do Angra). E é isso que, acredito, o ouvinte busca, uma música que lhe traga emoção, que lhe toque a alma, que dê vontade de ouvir de novo e assoviar a melodia. Se consegui falar a mesma língua com você, leitor, caia de cabeça em "Monomyth". 

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Age of Artemis
Álbum: "Monomyth" 2019
País: Brasil
Estilo: Prog Metal, Power Metal, Melodic Metal
Produção: Giovanni Sena
Assessoria de Imprensa: TRM Press
Selo: Independente


Line-Up
Pedro Campos: Vocais
Jeff Castro: Guitarra
Giovanni Sena: Baixo
Riccardo Linassi: Bateria
Gabriel Soto: Guitarras

Tracklist:
Tracklist
01 – Status Quo
02 – The Calling
03 – Helping Hand
04 – Unknown Strength
05 – Lightning Strikes
06 – The Call of The Fear
07 – Reborn
08 – Endless Fight
09 – What Really Matters
10 – Where Love Grows
11 – A Great Day to Live
12 – Prelude to a New World


       


       




sexta-feira, 26 de abril de 2019

Hatomic: “[...]a música é muito maior do que ter uma banda só de mulheres ou homens...”


Entrevista por: Renato Sanson


A renovação no Heavy Metal é necessária, e não digo de criação de estilos ou alguma peripécia deste nível, mas sim de novos nomes que continuem o legado dos medalhões da cena. O underground respira e vai muito bem obrigado, já que o Brasil é um dos grandes celeiros do som pesado, e vindo de Caxias do Sul temos a excelente Hatomic, quarteto feminino que despeja seu Heavy Metal sem piedade e mostra a força dos novos nomes que estão surgindo.

A vocalista Jennifer Poletto nos conta um pouco da trajetória da Hatomic até o momento:

A Hatomic teve seu início em meados de 2017 partindo dos meus planos musicais e, logo depois, com a guitarrista Thais Dal Magro demos nossos primeiros passos nas composições. Sempre focadas em som próprio, cuidamos muito para que todas as músicas lançadas tenham sua devida importância. De lá até hoje conseguimos uma formação muito legal e que consegue trabalhar muito bem.

Sua musicalidade transita entre o Thrash e o Heavy Metal tradicional, mas com boas pitadas modernas o que deixa suas características mais latentes. Mas não foi um caminho tão fácil.

Quando comecei a estudar música senti que aquilo era muito maior do que eu e queria estar naquele meio, queria conseguir compor e estar em cima do palco passando a minha mensagem. Música é simplesmente uma das coisas mais importantes da minha vida e esse sentimento não para mais de crescer.

Desde meus primeiros meses de estudo tive bandas e fazia shows por Caxias do Sul e região, porém em todas as bandas que tive notava que faltava um pouco de comprometimento e administração. Muitas pessoas que tocaram comigo não estavam na mesma sintonia de levar a música como profissão para a vida toda. Foi neste ponto, depois de um recesso de bandas, que resolvi encabeçar um projeto e tomar as rédeas da situação. Afinal, se eu estou buscando algo não posso depender dos outros para dar o primeiro passo. Me sinto muito feliz por hoje estar ao lado de pessoas que se mostram firmes e fortes em busca de algo maior, a música.


Quando o processo de maturação de uma banda é ao natural, a fluidez é algo constante, o planejamento é necessário, mas quando estamos focados em algo muitas vezes não nos damos conta e de repente estamos com a formação certa ou quase lá. No caso da Hatomic não foi diferente e ser uma banda só de mulheres foi apenas um mero detalhe.

“O fato da banda ser composta apenas por mulheres não foi algo previamente planejado. Sempre curti a ideia de ter uma banda feminina e a Hatomic me proporcionou essa experiência maravilhosa. Porém a música é muito maior do que ter uma banda só de mulheres ou homens, o que quero dizer é que a Hatomic não se prende ao rótulo de “banda de mulheres”, mas sim ao sentimento que a música leva aos amantes das melodias.

Não é de hoje que as mulheres vêm dominando o Heavy Metal em si, se em outros tempos a resistência em aceitar era grande, hoje já temos uma nova realidade, não tendo essas barreiras, como nos comenta Jennifer:

Nunca sofremos nenhum tipo de ataque por ter integrantes mulheres. Preconceito é uma palavra que não faz parte do nosso repertório, afinal quem destrata uma banda apenas por ter integrantes mulheres é um grande babaca. Temos que colocar em destaque também a diferença entre preconceito e gosto musical, muitas pessoas podem não gostar do nosso som e isso é absolutamente normal, nunca vamos conseguir agradar a todos, porém quem está nos apoiando tem toda a nossa gratidão e respeito!


A Hatomic segue forte em suas composições para o vindouro lançamento e Jennifer nos fala um pouco mais desta expectativa e do Single de estreia, “Disorder”:

Disorder é nosso primeiro som, este que dá nome ao primeiro EP. Ele traz consigo uma letra bem reflexiva baseada na história da banda Pantera, uma de nossas influências, que trata sobre como pequenas atitudes podem mudar tudo ao seu redor. Desde os primeiros ensaios com essa música até sua gravação houveram vários ajustes, mas acreditamos ser um trabalho verdadeiro e temos muito orgulho dele.


Por ser uma banda relativamente nova, os shows ainda não apareceram com tanta frequência, mas as meninas já fizeram sua estreia nos palcos, onde participaram do Festival “Ladies In Black” na cidade de São Leopoldo no mês de março deste ano.

Foi simplesmente demais. A estreia da Hatomic nos palcos foi algo que ficará na nossa história para sempre, ainda mais por ser fora da nossa cidade natal (Caxias do Sul). Fomos muito bem recepcionadas pela galera e adrenalina correu solta.


2019 ainda nem chegou na sua metade e a Hatomic ainda tem muita estrada para percorrer e muito trabalho pela frente, já que as gravações de seu EP de estreia seguem a todo vapor.

Os planos para um futuro próximo é lançar nossa segunda música, “Trash”, com um clipe muito especial. Além disso estamos compondo e gravando as próximas faixas do EP “Disorder”, então podem esperar muito peso. Só ficar ligado nas redes sociais da banda que todas as novidades estarão lá!

Muito obrigada pela oportunidade e pelo espaço!

Hatomic é:
Jennifer Poletto - Lead vocals
Thais Oliveira - guitars
Dani Borges - drums
Bruna Cruz - Bass

Acesse:


quarta-feira, 24 de abril de 2019

Morthur: Honrando a Tradição do Metal Extremo Gaúcho



De Erechim, interior do Rio Grande do Sul, o trio Morthur é mais um nome que merece atenção, principalmente dos headbangers mais voltados ao lado mais extremo do Metal. 

"Between the Existence and the End" traz um Death Metal que mescla passagens cadenciadas e velozes, destacando o trabalho nos riffs, com o guitarrista e vocalista Jeferson usando de timbres limpos e próximos ao Metal tradicional. As mudanças de andamento e também surgem em boas doses, e esses ingredientes deixam a sonoridade sempre interessante, pois muitas bandas do estilo acabam incorrendo no lugar comum, com as músicas soando muito semelhantes, não encontrando soluções mais criativas.


A cozinha está bem trabalhada, com bastante peso e também velocidade quando necessário. Os vocais seguem a linha tradicional gutural. A boa produção do álbum também merece elogio, pois pode-se ouvir com clareza os instrumentos, além disso há interessantes efeitos e vinhetas entre as músicas, contribuindo num certo clima soturno e mórbido. 

Entre passagens mais velozes e extremas, o que realmente me prendeu a atenção são os trechos mais cadenciados, em que, junto aos elementos do Death Metal Old School, são mixadas linhas mais tradicionais do Metal, como por exemplo em "Extremely Against the World", que inicia bem brutal, variando com andamentos mais cadenciados, um refrão bem interessante e marcante e no minuto final entra em um solo com boas melodias. 

O baixão distorcido abre "Mortal Desire", e riffs marcantes e bem Old School se revezam com passagens mais velozes. As partes mais cadenciadas são um convite ao headbanging, e o bom solo de guitarra finaliza com louvor mais uma das faixas de destaque.


O andamento mórbido e arrastado de "Living Blasphemia" tem um algo de Doom e Black Metal, e também se destaca, juntamente com "Warlock of the Wonderworld", bem trabalhada e com boa variedade de riffs. "Alien Tomb", que aparece como bônus, e é a última faixa do full lenght, traz trechos mais experimentais ao final (talvez por isso apareça como faixa bônus, mas ficou bem legal, parabéns à banda, não tenham medo de arriscar e experimentar).

Um muito boa amostra do potencial do Morthur, que iniciou as atividades em 2013 e apresenta este debut competente e com boas composições, tendo já uma personalidade forte com seu Death Metal  de riffs marcantes e clima soturno. Há de se louvar também a boa produção sonora e gráfica, bem como os timbres de guitarra, pois ainda vejo muitos trabalhos com produção sonora tosca, encartes totalmente amadores e instrumentos mal timbrados (aquelas guitarras abelhinha hahaha), parece que muitos ainda acham, ou usam como desculpa, que ser Old School, "True" ou Underground tem que soar tosco! Parabéns ao Morthur pelo profissionalismo, pois sabemos das dificuldades econômico e financeiras aqui do Brasil, mas se a pessoa entrou nessa, precisa buscar apresentar um trabalho com um mínimo de qualidade.

Texto: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Morthur
Álbum: "Between the Existence and the End" (2017)
Estilo: Death Metal
País: Brasil
Produção: Jeferson Casagrande
Selo: Phobos Dark Art e Sangue Frio Records
Assessoria: Sangue Frio


Line-Up:
Jeferson Casagrande: Guitarra e Vocal
André Cândido: Bateria
Marco Zanco: Baixo

Tracklist
01. Intro
02. Immortals
03. From Life To Death
04. Mortal Desire
05. Warlock of the Underworld
06. Demonized
07. Extremely Against the World
08. Living Blasphemia
09. Alien Tomb


       


       

domingo, 21 de abril de 2019

Cobertura de Show – Amorphis (13/04 – Porto Alegre/RS): finalmente em solo gaúcho


Cobertura: Renato Sanson
Fotos: Uillian Vargas


Da fria e bela Finlândia tivemos o prazer de presenciar a nova tour  - a “Queen of Time Tour”, que divulga seu 13° álbum de estúdio “Queen of Time” – do ícone Amorphis, que desta vez passou por Porto Alegre.

É interessante notar que mesmo com toda sua mudança musical o Amorphis mantém uma legião de fãs bastante solida, claro, alguns se dividem, até mesmo pela questão de preferirem a fase mais extrema e outros a fase mais experimental, mas o que fica é a qualidade e a evolução eminente em sua música.

O local escolhido para o show foi o Centro de Eventos da Fiergs, complexo este que também estava recebendo o maior evento de tatuagem do Brasil, o Inked Art Tattoo (realizado nos dias 11, 12 e 13 de abril) e nada melhor que na segunda noite do mesmo receber está grande atração do Metal mundial.


Em termos de estrutura só temos elogios, pois o local escolhido foi de um acerto absurdo tendo acessibilidade e bastante comodidade para os que ali estavam para assistir ao show, além da ótima sonorização apresentada, muito bem equalizada e soando sem falhas e sem contar o ótimo atendimento dos funcionários do local.

Após a montagem de palco finalizada – muito bela por sinal – não demora para a intro ecoar nos PA’s e os monstros mostrarem ao que vieram despejando logo de cara “The Bee” e “The Golden Elk” (ambas do álbum mais recente) que agitou os presentes, com uma banda extremamente entrosada e cheia de feeling.

O que me chamou a atenção do show em si, foi a predileção pela fase de Tomi Joutsen no grupo, respectivamente o vocalista que mais tempo ficou à frente do Amorphis e gravou mais discos, ao total de sete até o momento. Não que isso seja ruim, mas da fase inicial que muitos também gostam (me incluo nela) tivemos só a clássica “Black Winter Day”, as demais todas pertencentes aos álbuns com a voz de Tomi.


Mas claro que grandes clássicos surgiram desta “nova” - “velha” fase como: “Sky Is Mine” (emocionante no mínimo), “Silver Bride” e “House Of Sleep”.

Vale destacar a presença de palco da banda e todo seu comprometimento com o público, interagindo e sendo mais do que atenciosos, mostrando que não era apenas mais um show da turnê, mas que estavam felizes de estarem ali nos brindando com sua musicalidade única pela primeira vez.


Demorou, mas enfim Porto Alegre recebeu o Amorphis saciando a vontade dos fãs, tendo um ótimo público que se mostrou presente desde a primeira nota executada. Agora é torcer pela volta dos finlandeses o quanto antes!


Setlist:
01 – The Bee
02 – The Golden Elk
03 – Sky Is Mine
04 – Sacrifice
O5 – Against The Widows
06 – Silver Bride (intro)
07 – Bad Blood
08 – Wrong Direction
09 – Daughter Of Hate
10 – Heart Of The Giant
11 – Hopeless Days
12 – Black Winter Day
Bis
13 – Death Of a King
14 – House Of Sleep


O Amorphis atualmente é:
Tomi Joutsen (vocal – desde 2005)
Esa Holopainen (guitarra – desde 1990)
Tomi Koivusaari (guitarra – desde 1990)
Olli-Pekka Laine (baixo – 1990 – 2000 / 2017 – atual)
Santeri Kallio (teclado – desde 1998)
Jan Rachberger (bateria – 1990 – 1995 / 2002 – atual)