quarta-feira, 14 de maio de 2014

Arjen A. Lucassen (Ayreon): Álbum Duplo em Parceria com Anneke


Era inevitável, a cantora preferida do gênio holandês, sua conterrânea Anna Maria Van Giersbergen, a nossa querida Anneke, a qual já participou de álbuns do Ayreon, e uma das poucas pessoas as quais ele deixa livre para criar em seus trabalhos, pois o cara compõe tudo praticamente, volta a trabalhar com Arjen.

O álbum já está em processo de composição, e por enquanto Arjen criará as músicas e Anneke as letras, mas em se tratando dessa dupla, certo que podemos esperar tudo.

Segundo Arjen, o álbum será duplo, conceitual, terá um conteúdo épico, com Metal encontrando a música clássica e partes Folk acústicas, e confidenciou que está tendo um trabalhão na parte clássica!



Já Anneke também está empolgada com o projeto, que terá a colaboração dos dois, e, segundo ela, uma temática fabulosa e será algo entre "very loud & pure acoustic!". Quanto ao título do álbum, a dupla disse ainda não ter decidido.

Quanto a data de lançamento, Arjen disse ainda não ter ideia, e também depende das propostas de gravadoras! Certamente ofertas não vão faltar, afinal, esse álbum já nasce épico, e acredito que podemos esperar músicas do naipe de "Valley of the Queens" ou "Beneath the Waves", só para citar algumas pérolas que essa dupla já nos presenteou.


Sobre a possibilidade de algum show ao vivo, Arjen mais uma vez disse que não faz mais shows ao vivo, mas não descarta algo como um earbook, a exemplo do que foi feito para a edição especial de "The Theory of Everything", e que com certeza Anneke vai querer tocar essas músicas ao vivo.

Agora é ir aguardando o andamento, torcendo para que estejamos com o álbum em mãos em breve, e, também algum material ao vivo, um DVD especial numa apresentação única, algo do gênero (Arjen já não pode fazer longas viagens devido a alguns problemas de saúde), pois com Anneke envolvida no projeto, tudo pode ser possível, se alguém pode "energizar" e quem sabe convencer nosso querido "recluso social" é ela!



Texto/Edição: Carlos Garcia

Sites Oficiais:









terça-feira, 13 de maio de 2014

Lacuna Coil: Lançamento Digno da História da Banda

Novo álbum tem tudo que um fã da banda pode esperar

Não que os últimos álbuns tenham sido ruins, longe disso, até mesmo o último (“Dark Adrenaline”) já mostrava sinal de que a badna estava voltando aos eixos. Mas a verdade é que o Lacuna Coil há um bom tempo estava devendo um disco ao nível de seus mais aclamados álbuns.

Formação que gravou o álbum
Enfim, a conta esta paga com “Broken Crown Halo” (2014), sétimo álbum de estúdio e que veio à luz em abril via a gigante Century Media, tendo já 3 faixas divulgadas, incluindo o hit do álbum e que recebeu vídeo clipe promocional (vide aqui).

Com um forte nome na cena mundial do chamado Gothic/Alternative Metal, a banda da bela Cristina Scabbia (vocal) e do muitas vezes subestimado Andrea Ferro (vocal) passou por cima da recente mudança de formação e ofertou aos fãs um disco com 11 faixas bem características da banda, remetendo a álbuns como “Comalies” (2002) e “Karmacode” (2006).

Músicas como “Nothing Stands in Our Way”, apesar de começar com um gutural, traz elementos eletrônicos, peso e aquele som para um bom headbang, para depois entrar a inconfundível voz de Scabbia que está cantando cada vez melhor (pelo menos em estúdio).

“Hostage to the Light” também se destaca, com um clima bem legal, uma levada que até lembra uma fase mais “leve” do Paradise Lost. “Die & Rise”, já divulgada antes, traz bastante peso, com o baixo estalando e um começo praticamente New Metal. Mas antes que se torça a cara, que tal ouvir a canção e ver se ela não tem uma energia interessante?

Confira matéria sobre o vídeo clipe clicando aqui

Os maiores destaques ficam para o hit “I Forgive (But I Won't Forget Your Name)”, de fácil assimilação e que poderá levar a banda a novos públicos, sem negar suas raízes ou decepcionar os fãs já conquistados; “Infection” traz um refrão grudento, assim como “In the End I Feel Alive” e, para quem tem saudade daquele lado mais “atmosférico” da banda, vai gostar de “One Cold Day”, a mais longa do álbum e que o finaliza.

Após gravação e antes de lançar o álbum, banda passou a ser um quarteto

Embora a banda não seja apenas os vocalistas, para evitar me estender demais, não comentarei méritos dos instrumentistas, até porque o lacuna Coil sempre foi uma banda bem coesa, sem um ou outro integrante se destacar dos demais, com exceção da musa Scabbia, que ao lado de Tarja Turunen (ex-Nightwish) e Simone Simons (Epica) arranca suspiro e admiração de todos. Vale lembrar que pouco antes do lançamento, mas estando já gravado o álbum, o guitarrista Cristiano Migliore e o baterista Cristiano Mozzati deixaram a banda, que segue em turnê com apenas uma guitarra e com o baterista substituto Ryan Blake Folden.

Com “Broken Crown Halo” os italianos reforçam seu posto como um dos maiores nomes do gênero e, certamente, uma das principais bandas da Itália, o que foi construído ao longo dos quase 20 anos de banda.

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Lacuna Coil
Álbum: Broken Crown Halo
Ano: 2014 
País: Itália
Tipo: Modern Metal/Gothic Metal
Gravadora: Century Media 

Formação
Cristina Scabbia (Vocal)
Andrea Ferro (Vocal)
Marco Biazzi (Guitarra)
Cristiano Migliore (Guitarra)
Marco Coti Zelati (Baixo)
Cristiano Mozzati (Bateria)


Tracklist
1. Nothing Stands in Our Way
2. Zombies
3. Hostage to the Light
4. Victims
5. Die and Rise
6. I Forgive (But I Won t Forget Your Name)
7. Cybersleep
8. Infection
9. I Burn in You
10. In the End I Feel Alive
11. One Cold Day

Assista ao vídeo clipe de "I Forgive"

Ouça "Nothing Stands in Our Way"

Ouça "Die and Rise"

Acesse e conheça mais sobre a banda

segunda-feira, 12 de maio de 2014

Magnum: Alto Nível e a Voz Marcante e Impecável de Bob Catley



Algumas bandas não seriam a mesma coisa sem certos membros, e o Magnum se encaixa muito bem nessa afirmação, pois não tem como imaginar o grupo inglês sem os vocais de Bob Catley, que faz a dupla perfeita com o guitarrista e compositor Tony Clarkin. Bob interpreta magistralmente as composições criadas por Tony, e sua voz, cada vez mais rouca, porém sem perder o brilho, é marca registrada de banda.

Após uma parada nas atividades do Magnum por volta de 1995, a dupla Catley/Clarkin formou o Hard Rain, lançando dois álbuns, antes de seguirem em outros projetos, com a dupla, que trabalhava junta desde a formação do Magnum em 72, se desfazendo por um breve período.


Em 2002, a dupla retorna com o Magnum reformulado, lançando o ótimo "Breath of Life", trazendo aquele Classic Rock/Hard com elementos sinfônico e Heavy/Prog, e mostrando que Catley/Clarkin continuavam afinados, com Catley brilhando com suas interpretações carregadas de feeling, contando as histórias criadas por Clark. 

A partir dai a banda seguiu lançando discos consistentes e de qualidade inquestionável, inclusive conseguindo mais reconhecimento para a banda e para Catley, que participou de projetos como Avantasia e Ayreon, cujos mentores, Tobbias Sammet e Arjen Lucassen, são fãs confessos do vocalista.


Agora em 2014, o grupo lançou "Escape From the Shadow Garden", um dos melhores álbuns de sua discografia, mostrando que possuem muita energia e muito a oferecer ainda, nada dessa história de viver do passado, pois até poderiam ficar se lançar nada novo, pois já possuem uma ótima e extensa coleção de músicas. Com uma sonoridade refinada, composições fortes, soando até mais pesado que trabalhos anteriores, com algumas músicas com os riffs de guitarra mais diretos, mais "na cara", "Escape..." já está na minha lista de melhores do ano.


Catley, perfeito como sempre, e, como até citei antes, com sua voz soando mais rouca. Uma daquelas vozes únicas, com interpretações carregadas de emoção. Realmente, a dupla Catley/Clarkin não poupou esforços em nos trazer grandes momentos, sendo um álbum de alto nível, daqueles sem canções descartáveis ou que estão ali para preencher espaço.


Impossível não ficar na cabeça, já de cara, músicas como a candidata a clássico "Midnight Angel", com melodias de teclado que já prendem, sem falar no refrão pegajoso; "Burning River", com uma pegada mais "rocker" e seu riff e andamentos empolgantes, e nessa linha, com a guitarra mais na cara, temos também "Unwritten Sacrifice", que começa mais sinfônica e depois cresce, com direito até a riffs cavalgados.


Maravilhosas "power ballads", onde brilha ainda mais a voz de Catley e os teclados, como em "Don't Fall Asleep" e "The Valley of Tears"; a "setentista" "Too Many Clowns" (veja o vídeo ao lado), também numa veia bem "rocker", e o que dizer de "The Art of Compromise"? que coisa mais linda! teclados poderosos, refrão daqueles que dá vontade de sair cantando, melodias pegajosas, e, claro, grandes vocais.

Resumindo, um excelente álbum, onde a banda dosa muito bem a sonoridade clássica, passando por momentos mais diretos, outros mais melódicos, soando atual, mas sem deixar que esqueçamos que são remanescentes dos anos 70. Grandes interpretações, melodias e refrões poderosos, grande performance instrumental e muita classe. Altamente indicado, não somente aos fãs dessa lenda vinda de Birmingham.


Texto/Edição: Carlos Garcia
Revisão: The Spirit
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Magnum
Álbum: "Escape From The Shadow Garden"
Ano: 2014
País: Inglaterra
Selo: SPV
Estilo: Classic Rock/Melodic Rock/Hard/Prog




Formação:
Bob Catley — Vocals
Tony Clarkin — Guitar & Vocals
Mark Stanway — Keyboards
Al Barrow — Bass Guitar
Harry James — Drums & Percussion

Track List:
1. Live ‘Til You Die
2. Unwritten Sacrifice
3. Falling For The Big Plan
4. Crying In The Rain
5. Too Many Clowns
6. Midnight Angel
7. The Art Of Compromise
8. Don’t Fall Asleep
9. Wisdom’s Had Its Day
10. Burning River
11. The Valley Of Tears



domingo, 11 de maio de 2014

Edguy: Novo Álbum Não Cumpre Promessa, Mas Não Decepciona

Apesar das promessas de uma volta às origens não se concretizarem, novo álbum agrada fãs

Que os mais saudosos já desistiram de esperar por um álbum Power Metal, nos moldes dos 3 primeiros lançamentos da banda alemã Edguy, não é novidade, afinal de contas, já há vários discos o grupo capitaneado por Tobias Sammet (vocal) enveredou mais para o Hard Rock do que pra qualquer outra coisa.

Com um nome já bem reconhecido, o grupo precisava lançar um disco forte que pudesse sair um pouco da comparação da proposta do projeto de Sammet Avantasia, o que a banda conseguiu, mas apenas parcialmente.

10º disco do grupo alemão pende mais para o Hard Rock, mas traz elementos do Power Metal

“Space Police – Defenders of the Crown” (2014), que saiu em abril e é o 10º disco da banda, veio sem pretensão de inovar, numa tentativa clara de manter os dois grupos de fãs interessados na banda: aqueles que gostam da parte mais rápida e sinfônica (resquícios da primeira fase) e aqueles que conheceram e passaram a gostar da banda em “Rocket Ride” (2006), com aquela levada Hard Rock.

Tobias segue mantendo sua voz característica, cantando como no Avantasia, o que em alguns momentos, como na música “Alone in Myself”, parece que estamos ouvindo um disco da sua outra banda.

A versão simples traz 10 faixas, abrindo com a já anteriormente divulgada “Sabre & Torch” (ouça abaixo) que até serve como aquecimento, mas está longe de ser um dos sons fortes do grupo. “Space Police”, sobretudo no teclado inicial, lembra “King of Fools”, o que pode até soar como uma “homenagem a si mesmo”, mas duvido que essa tenha sido a intenção. É um dos destaques do álbum.


Aliás, Sammet reiteradamente publicava nas redes sociais de que estavam compondo (em apenas dois meses) o disco mais pesado e forte da banda. Seja lá o que isso quis dizer, não é o que percebemos aqui. Temos, sim, um disco bem legal do grupo, cativante na primeira audição, mas que peca em muitos momentos por remeter a coisas já feitas. É claro que nenhuma banda corre o risco de fazer um som diferente a cada álbum, mantendo sempre suas características, mas o Edguy, já há algum tempo, tem lançado um disco após o outro sem causar a devida impressão que seus músicos prometem.

Mas longe de dizer que o álbum é ruim, há sempre bons momentos, com os ótimos solos e as melodias dos guitarristas Dirk Sauer e Jens Ludwig, ajudados, especialmente nas passagens rápidas, pela bateria de Felix Bohnke e o baixo de Tobias Exxel, numa formação coesa e eficiente.


O principal hit, que tem até vídeo clipe bem interessante e hilário, está sendo “Love Tyger” (veja acima), que é puro Hard Rock anos 80, com fortíssima influência de Van Halen, Kiss e afins. Apesar de destoar da fase antiga da banda, é esta a imagem que a banda tem quisto passar nas suas músicas comerciais, usadas como single, e para divulgar o novo trabalho, escolheu a faixa mais acessível e a que mais “gruda na cabeça”. Inegável: os caras sabem onde pisam.

Cartaz de divulgação da turnê mundial. Banda deve aportar no Brasil em 2015

Ainda sobra espaço para destacar “Shadow Eaters” (grande melodia) e “Do Me Like A Caveman”, que reforçam o fato de “Space Police: Defenders of the Crown” ser um bom disco, mas só isso. Além disso, vale comentar que “Rock Me Amadeus” trata-se de um cover do músico austríaco Pop Falco. Totalmente dispensável e deslocada do álbum.

Quem conhece a banda, vai ouvir sem medo e vai gostar, mas quem esperava tudo o que fora prometido, pode sair com gosto de “esperava mais”. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Edguy
Álbum: Space Police: Defenders of the Crown
Ano: 2014 
País: Alemanha
Tipo: Hard Rock/Power Metal
Gravadora: Nuclear Blast



Formação
Tobias Sammet (Vocal)
Jens Ludwig (Guitarra)
Dirk Sauer (Guitarra)
Tobias Exxel (Baixo)
Felix Bohnke (Bateria)


Tracklist
1 - Sabre & Torch
2 - Space Police
3 - Defenders Of The Crown
4 - Love Tyger
5 - The Realms Of Baba Yaga
6 - Rock Me Amadeus (Cover de Falco)
7 - Do Me Like A Caveman
8 - Shadow Eaters
9 - Alone In Myself
10 - The Eternal Wayfarer


Acesse e conheça mais sobre a banda

quinta-feira, 8 de maio de 2014

Manilla Road: Precursores do Epic Metal Confirmam Show em São Paulo


A produtora OPEN THE ROAD, responsável por diversas turnês pelo Brasil e América Latina, confirmou a vinda, mais do que aguardada, da lendária banda americana MANILLAROAD, considerados um dos pais do subgênero conhecido como Epic Metal, título este forjado nestes mais de 30 anos de atividades e 16 álbuns lançados. Para os fãs de longa data, trata-se de uma turnê histórica, e será a chance de conferir ao vivo clássicos contidos em álbuns como “Crystal Logic”, “Open The Gates” e músicas do mais recente álbum, “Mysterium”, lançado no ano passado.

O show, que fará parte de uma turnê brasileira que será realizada no começo de julho, tem data confirmada para o dia 04/07, no Hangar 110. No momento, outras datas estão sendo negociadas e em breve mais informações serão divulgadas, bem como horário e valores.


O MANILLA ROAD foi fundado em Wichita, KS, EUA, em 1977, pelos amigos de escola Mark Shelton (vocais e guitarra), Scott Parks (baixo) e Steve Fisher (bateria). Suas primeiras apresentações foram em colégios e barzinhos da cena local, onde ganharam um pequeno, mas fiel, público. Tiveram, entretanto, um difícil começo, pois seus dois primeiros álbuns, ("Invasion" de 1981 e "Metal" de 1982) embora excelentes, apresentavam uma produção pobre e um som bem cru, uma vez que foram produzidos independentemente pela banda. 

Bryan, Joshua, Mark e Neudi: Prontos para invadir o Brasil.
Isto influenciou decisivamente para que o grupo não obtivesse uma boa receptividade comercial nos EUA. Entretanto, o MANILLA ROAD jamais desistiu, e mostrou em seus trabalhos subsequentes, notadamente em "Open the Gates" e "Deluge", que chegaram a figurar nos “Top Ten Albuns” de 1985 e 1986, respectivamente, que o potencial latente contido na crueza de "Invasion" e "Metal" explodiria cada vez mais em ondas de verdadeira porradaria sonora.

De promessa, a banda virava uma realidade na cena underground. Seu som apresenta um vocal áspero, quase gutural, embora bem afinado, com linhas de baixo pesadas e guitarras afiadas com riffs cortantes. As letras fantasiosas, consequentemente épicas, complementam muito bem a música do MANILLA ROAD, que em algumas vezes deixa o peso de lado e investe em temas Folk, como em “The Fountain” (vídeo abaixo), presente no último disco. 


Inúmeras turnês em pequenas cidades americanas e pela Europa intercalavam-se com os próximos trabalhos, fazendo que a banda atingisse uma aura “cult”, quase lendária, entre os adeptos do Heavy Metal. Atualmente a banda é formada pelo incansável Mark “The Shark” Shelton (guitarra, vocal), Bryan "Hellroadie" Patrick (vocal), Josh Castillo (baixo) e Andreas “Neudi” Neuderth (bateria), que prometem aos fãs um show pesado, épico e inesquecível. Logo mais abaixo você pode conferir alguns dos clássicos da banda.


Texto: Maicon Leite
Edição/revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Contatos:

Assessoria e Shows: wargodspress@gmail.com / opentheroadtour@gmail.com









Status Quo: Registro de Uma Reunião Que Dificilmente Acontecerá de Novo


No mundo do Rock e no Heavy Metal já são normais as tais turnês de reunião, unindo formações originais ou clássicas, ou pelo menos ex-membros, maneira essa de tentar brindar os fãs mais antigos e também para os novos que não eram nascidos, ou que nunca tiveram a oportunidade de assistir a banda que tanto curtem, mas por outro lado, também é uma saída para angariar "fundos". Esse tipo de experiência já aconteceu com o Black Sabbath, Pink Floyd, Kiss, Led Zeppelin entre outras. Um caso mais recente é o dos ingleses do Status Quo, que se reuniu com sua formação original em 2013, registrando em DVD e CD sob o nome de "The Frantic Four Reunion - Live At Wembley Arena".


Não é de hoje que Francis Rossi (guitarra/vocal) e Rick Parfitt (guitarra) tentaram chamar Alan Lancaster (baixo/vocal) e John Coghlan (bateria) para fazer algumas apresentações, afinal foram 30 anos de espera desde que lançaram "Never Too Late" (1981). A última aparição desta formação foi no extinto festival Live Aid, em 1985, tocando para uma multidão no lendário Wembley Stadium. Vídeos dessa apresentação podem ser achados facilmente no Youtube.

Desde de 1985 em diante, sempre houveram boatos de uma possível reunião, mas certas coisas fizeram com que isso fosse impedido de acontecer. Um dos fatos é de Alan não concordar muito com que é pedido por Francis e, também, da doença que prejudica Alan há um bom tempo, que é a Esclerose Múltipla. Mas enfim, em 2012, eis que que chegam a um acordo de se reunir e fazer uma série de shows em março de 2013, passando por Wolverhampton, Manchester, Glasgow, Londres e, por vez, em Wembley, que acabou sendo registrado em DVD.

Gravado no dia 17 de março de 2013, com o áudio e imagem em perfeita qualidade, o quarteto mostra que ainda tem bastante gás, fazendo aquela mistura de Hard Rock setentista com a pulsação do Rock N' Roll dos anos 60, se tornando uma das bandas de maior expressão entre os anos 70 e 80 e que, ainda por cima, continua sendo e soando atual tanto em estúdio como ao vivo. O único problema, ao prestar atenção assistindo o DVD, é que os sintomas da Esclerose Múltipla são perceptíveis no baixista Alan Lancaster. Durante toda a apresentação, ele sempre fica parado no canto do palco tocando e cantando. E quando sai do palco e retorna depois do bis, ele vai andando com certa dificuldade.


O set-list apresenta várias surpresas! Muita gente vai estranhar as ausências de "Caroline" e "Rockin' All Over The Word", mas se analisarmos bem, o repertório pra essa tour não deixa a desejar. Destaques ficam por "Little Lady", "Forty-Five Hundred Times", "Dow, Down", "Big Fat Mama", "Don't Waste My Time" e a releitura de "Roadhouse Blues", do The Doors; como bônus tem um documentário de 68 minutos mostrando os ensaios e os bastidores de cada show que aconteceu.


Acho difícil acontecer uma reunião novamente, como os próprios integrantes declararam, foi a única chance de poder assistir a formação original do Status Quo tocando ao vivo. Mas se caso voltar, por que não vir tocar aqui no Brasil? Os fãs agradeceriam.

Stay On The Road!

Revisão/Edição: Carlos Garcia

Ficha Técnica
Banda: Status Quo
DVD: The Frantic Four Reunion 2013 - Live At Wembley Arena
Ano: 2013
País: Inglaterra
Tipo: Rock/Hard Rock
Selo: Ear-Music



Formação
Francis Rossi (guitarra/vocal)
Rick Parfitt (guitarra)
Alan Lancaster (baixo/vocal)
John Coghlan (bateria)