sábado, 21 de fevereiro de 2015

Amen Corner: Fiel às Raizes


Em um lançamento que marca seus 20 anos de carreira, os paranaenses do Amen Corner apresentam um novo álbum em formato duplo, com CD e DVD, em formato digipack, numa excelente produção gráfica e sonora, convidados especiais, como Angel (Ex-Vulcano) e Moloch (Doomsday Ceremony) além, claro, de composições muito boas, mostrando a maturidade e experiência da banda, principalmente da dupla fundadora Murmúrio (que responde por todas as músicas, exceto por "Goddes of Luxury and Carnal Desires", composta por Mortus) e Sucoth Benoth (que responde pelas letras), resumindo, um excelente álbum para coroar esta marca de duas décadas. 

"Christ Worldwide Corporation" traz 9 composições, sendo 8 inéditas e uma regravação para "Black Thorn" (gravada originalmente em 95 no álbum "Iachol Ve Tehilá"). 

A sonoridade traz as características principais do Amen Corner, aquele Black Metal tradicional oitentista, co-irmão do Thrash, trazido ao mundo pelo Venom, primando por composições mais cadenciadas e riffs marcantes, do que velocidade e blast beats, e auras mórbidas e épicas garantem os climas certos para os hinos negros que se seguem.


A faixa título abre de forma magistral, e arrisco dizer que, além da melhor faixa do álbum,se tornará obrigatória nos shows. Soando como um "discurso musicado" contra as corporações religiosas, que viraram uma fonte lucrativa, a faixa é pesada e cadenciada, com os elementos que citei no início, Black/Thrash descomunal e de riffs marcantes e arrastados, características que permeiam o decorrer do álbum.

Não obstante o nível alto, destaco também "The Death That Comes From the Sky", pela sua atmosfera e letra tétrica, praticamente o roteiro de um pesadelo, e também porque foge um pouco da temática anti-religião e cristianismo, pois assim como bandas White que pregam exaustivamente suas crenças, ou bandas de Hard/Sleaze que repetem as mesmas histórias de sexo, festa e bebedeira, é algo que pode ser cansativo a qualquer ouvinte, e no caso específico aqui, o satanismo é algo que possui uma amplitude que pode ser muito bem explorada, e felizmente o Amen Corner consegue variar o conceito lírico (embora o álbum trate bastante da questão de como religião se tornou um grande negócio) e fugir do lugar comum, coisa que só anos de experiência e conhecimento de causa ensinam. Cito ainda como destaques "God of Fortune" e "Monarchy".


Somente o CD, que traz um nível elevado, bastaria, mas ainda temos o DVD, que traz uma compilação de performances ao vivo, ilustrando a trajetória da banda, e embora a qualidade desses vídeos varie, devido as condições e a época e que foram gravados (podemos assistir vídeos desde a época em que Múrmurio e Sucoth Benoth ainda assinavam como Tito e Paulista), a importância histórica e como documento aos fãs, justifica plenamente a inclusão, sendo excelente complemento a este lançamento comemorativo. 


Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica:
Banda: Amen Corner
Álbum: "Christ Worldwide Corporation" (2014)
País: Brasil
Estilo: Black Metal/Thrash Metal
Produção: Maiko Thomé Araújo
Selo: Cogumelo Records (adquira o álbum aqui)
Assessoria: Metal Media

Site Oficial
Facebook

Line-up:
Sucoth Benoth: Vocais
Murmúrio: Guitarras
Mortum: Guitarra Base
Shaitan: Baixo
Ashimedai: Baterista convidado



Track List
Christ Worldwide Corporation
The Death That Comes from the Sky
I Say Yes to Satanas
Mutilated Children, Stolen Souls
Like a Wolf
Goddess of Luxury and Carnal Pleasures
The God of Fortune
Monarchy
Black Thorn

DVD:
Deusdemoteme - 1993/Curitiba-PR
The Sons of Cain - 1993/Curitiba-PR
Amen Corner - 06:48 1998/Ponta Grossa-PR
The Creators Pride / The Anguish of the Accused - 1999/São Paulo-SP
Battlefield - 2007/Curitiba-PR
Lammentation and Prise - 2008/Curitiba-PR
Heir of Lust, Heir of Pleasure - 2008/Indaial-SC
Goddes of the Deep Water - 2010/Belo Horizonte-MG
The Fiver Glories - 2008/Curitiba-PR
Diabolic Possession - 2011/Vila Velha-ES
Black Thorn - 2011/Curitiba-PR

Leviathan Destroyer - 2011/Bastos-SP


quarta-feira, 18 de fevereiro de 2015

Terror Empire: Thrash Metal pra quem curte o estilo!


Thrash Metal pesado e moderno. Assim podemos definir o álbum THE EMPIRE STRIKES BLACK da banda portuguesa TERROR EMPIRE. Após o lançamento do EP FACE THE TERROR (2012), o grupo volta á carga com um trabalho mais elaborado e porque não dizer, mais técnico.
               
O grupo formado por Ricardo Martins (vocal), Rui Alexandre (guitarra), Sérgio Alves (guitarra), Rui Puga (baixo) e João Dourado (bateria), nos traz neste trabalho 12 faixas onde o Thrash Metal corre solto. Com algumas passagens que remetem ao Death Metal (mas bem modestas, diga-se), a banda adiciona um pouco de groove em certos momentos, o que deixa á mostra a qualidade de todos os músicos, em especial da cozinha formada por Rui Puga e João Dourado. Mas também deve-se ressaltar o grande trabalho de guitarra conduzido pela dupla Rui Alexandre e Sérgio Alves. E o vocal de Ricardo Martins, vem de encontro ao som da banda, pois encaixa perfeitamente na proposta de Thrash Metal oferecida pela banda! Fãs de Pantera e Sepultura podem apreciar sem moderação.


O álbum abre com a instrumental The Empire Strikes, que abre com a acelerada e violenta Black, onde de cara podemos ver que a banda entende do assunto. Guitarras distorcidas e um vocal que por vezes soa gutural dão á faixa uma pegada bem característica. Servant vem na seqüência e novamente o destaque é a unidade da banda. Faixa tipicamente Thrash. Com um refrão que conta àquela conhecida “paradinha”, saca?     

Skinned Alive mantém o bom nível do álbum com riffs bem trabalhados. Em Revolution Now, Ricardo é o grande destaque.  Route of the Damned novamente traz a tona a técnica da dupla de guitarristas que combinando perfeitamente o feeling e a técnica que toda guitarra tem que ter em uma banda de Thrash. Já Man Made of Sand é o grande destaque do trabalho. Uma faixa mais “cavalgada”, dona de um riff que fará a alegria dos thrashers nos shows. Perfeita pra bangear! Com certeza, uma faixa que não sairá do set list da banda durante muito tempo! Reality Check, pesada, instrumental que prepara nossos ouvidos pra mais um petardo: Protective Wolves, cadenciada e carregada de riffs, como manda a cartilha do bom e velho Thrash Metal! Destaque pro solo na hora que o bicho pega!


Strings of Rebellion prossegue o massacre, enquanto que Good Friends Make the Best Enemies (título genial!) também é um dos grandes destaques. Break the Cycle encerra o trabalho da mesma forma que começou, com um grande trabalho de guitarras. Mais cadenciada, a faixa mostra que banda veio pra firmar seu nome no cenário internacional.


Um álbum, como escrevi antes, pra quem gosta de bandas como Sepultura, Pantera e também Machine Head. Uma banda técnica, entrosada e uniforme. Thrash Metal pra quem curte o estilo! 


Resenha por: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson

Gravadora/Selo: Nordavind Records
Acesse o perfil da banda no Facebook

terça-feira, 17 de fevereiro de 2015

Cobertura de Show: Uma Noite Histórica e Emocionante (Mr. Big & Winger - 06/02/15 - Pepsi On Stage - Porto Alegre/RS)


Dia 06 de Fevereiro de 2015 foi um dia muito especial para os amantes do Hard Rock, era dia do show do Mr. Big o que já seria sensacional, nem preciso citar o que eles representam no mundo do Rock, mas de brinde o público teve o show do Winger que fez a turnê em conjunto com o Mr. Big pelo Brasil. Vou contar a vocês como foi essa noite mágica no Pepsi on Stage.

A banda local convidada para fazer a abertura foi a Elixir, confesso que antes das divulgações do evento nunca tinha ouvido falar dos mesmos, e não sabia o que esperar, mas quando começaram o show fiquei surpreso, a banda é muito, mas muito boa mesmo. Formado por Vinicius Cusin (vocal), Giovani Marcon (guitarra), Daniel Della Jiustina (baixo), Mauricio Meinert (bateria) e Marcos de Toni (teclado) e são de Bento Gonçalves (interior do RS).


A primeira surpresa é que o show seria feito em formato acústico, a música que escolheram para abrir os trabalhos foi “Too Late”. O que mais me chamou a atenção foi o vocal com poderosos agudos rasgados, não tinha como não lembrar de Axl Rose porem é claro em sua melhor época, o público ainda estava frio e logo seguiu a segunda música “Burning for me”,  Vinnie  agradeceu a todos, falou de como estavam felizes em estarem ali e anunciou a próxima canção, “Está canção é sobre uma garota muito safada!” e então tocaram “Jessica”, composição que fala de uma garota  sem pudores que esteve com a banda antes do período de gravações de seu CD.

Agora era hora de Vinnie realmente mostrar o poder de sua voz, tocando “Dream On” do Aerosmith, uma das músicas mais bonitas da história do Rock em minha opinião, mas como todos sabemos ela exige muito do vocalista no seu refrão, com seu desenrolar os presentes cantavam juntos e logo chegou a parte mais esperada, quando ele começou a gritar e a galera simplesmente foi ao delírio aplaudiram, gritaram foi simplesmente sensacional, de longe a melhor parte do show deles. O show infelizmente estava se dirigindo ao fim e tocaram sua última composição própria “I want you” e anunciaram “Nightrain” do Guns N’ Roses e por sinal muito bem executado, agradeceram os presentes tiraram uma foto com todo o público atrás e encerraram sua participação.


Depois deste show fiquei me perguntando quantas bandas talentosas existem pelo RS e ainda não conhecemos? Guarde esse nome: Elixir, vocês ainda ouvirão falar muito deles.

Era hora do segundo show da noite, as luzes se apagaram e o Winger invadiu o palco, iniciaram o show com “Midnight Driver of a Love Machine” e estavam com muita vontade de tocar, presença de palco incrível pareciam garotos no palco. Logo seguiu “Easy Come Easy Go” com todos cantando juntos, quem pensou que a galera estava ali apenas para o show principal estava enganado, os fãs de Winger eram muitos, varias pessoas desfilavam com a camiseta da banda pela casa. Seguiram o show com “Hungry” um dos muitos sucessos dos americanos.

Depois de “Pull Me Under” e “Down Incognito”, Donnie Smith foi para frente do palco e começou seu solo de guitarra, com todos aplaudindo incansavelmente, então a banda voltou e tocaram “Stone Cold Killerr”. Kip Winger foi para os teclados e o público estava eufórico, mas algo aconteceu com o instrumento, depois de algum tempo ele conseguiu resolver o problema e tocou “Headed for a Heartbreak”.


A banda deixou o palco e Rod Morgenstein acompanhado de um play back instrumental de fundo mostrou toda sua criatividade em seu solo de bateria.

O Winger voltou e começou a tocar “Can't Get Enuff” e logo após “Madalaine”.  O show já estava chegando ao fim quando Reb Beach executou seu solo de guitarra que com certeza superou o do seu companheiro de banda, e o fim do show chegou com “Seventenn”.

Foi um grande show para os fãs de Winger, mas com certeza todos ficaram frustrados por não poderem ver “Miles Away” ao vivo o maior sucesso da banda, provavelmente pelo problema com o teclado ela não foi tocada.


Era chegada a hora mais esperada da noite, os fãs já viam o pano de fundo do Mr. Big no fundo do palco, todos ansiosos esperando pelo quarteto formado por Eric Martin (vocal), Billy Sheehan (baixo), Paul Gilbert (guitarra) e Matt Starr (bateria), sim infelizmente foi divulgado que o baterista Pat Torpey foi diagnosticado com Mal de Parkinson e não poderia fazer a turnê do álbum “... The Stories We Could Tell”.


Finalmente o Mr. Big entrou no palco, abriram o show com “Daddy, Brother, Lover, Little Boy (The Electric Drill Song)” música o qual já costumam usar para abertura há muito tempo, o público estava em êxtase, à multidão cantava junto como se fossem uma voz, na hora do solo Billy Sheehan usou uma furadeira adaptada no lugar de dedos ou palheta, um verdadeiro show man. O show seguiu com “Gotta Love to Ride” do novo álbum, logo após tocaram “American Beauty” e “Undertow” do álbum “What if.” Um show do Mr. Big certamente tem muitos pontos altos a serem lembrados, mas certamente a sequencia de acontecimentos que viriam seriam muito lembradas. Billy e Paul resolveram duelar, cada um mostrando suas habilidades em seus instrumentos, quem ganhou o duelo? 

Não serei eu a decidir, mas sinceramente na minha opinião não é qualquer ser humano que consegue fazer o que Billy Sheehan faz com seu baixo. Depois do fim do duelo a parte mais emocionante com toda certeza do show, uma figura apareceu na frente do palco com uma meia lua na mão e saudando os fãs, sim meus caros Pat Torpey estava ali, pude notar que as pessoas que estavam em minha volta se emocionaram, até algumas lagrimas dava para notar, enfim ele assumiu uma percussão ao lado da bateria e tocaram “Alive and Kickin” seguidas por “I Forget to Breathe” e “Take Cover”, acompanhadas por Pat na percussão e backing vocals.


Pat saiu do palco e tocaram “Green-Tinted Sixties Mind” e “Out of the Underground”, com todos muito animados quando a banda saiu do palco e apenas Paul continuou, era hora do seu solo, ele mostrou grande técnica e intimidade com a guitarra, não é a toa que ele toca em uma das bandas mais importantes do mundo.

O show seguiu com “The Monster in Me”, “Rock & Roll Over” e “As Far as I Can See”. Pat retornou e os quatro membros originais do Mr. Big estavam posicionados na frente do palco, Pat com sua meia lua em mãos e Eric com seu violão, após uma pequena brincadeira com a plateia, fazendo todos repetirem o que ele fazia com a voz ele puxou “Wild World”, cover de Cat Stevens, mas popularizada pelo grupo norte americano. “Est/West” deu continuidade ao show quando depois de muito ovacionado pelos presentes Pat Torpey assumiu a bateria, tocou “Just Take My Heart” e “Fragile”. Matt Starr assumiu novamente as baquetas e Pat voltou para a precussão, era hora de “Aroud the World”.


Novamente a banda saiu do palco, desta vez apenas Billy Sheehan fica, e seu solo entrava em cena. É difícil definir em palavras tamanha técnica e virtuosidade, ele simplesmente faz coisas incríveis com o baixo e o fim do seu solo foi o inicio de “Addicted to That Rush”. Logo após Eric pegou novamente o violão e tocaram a música mais famosa de sua carreira “To be With You”, com todos cantando juntos, “Colorado Bulldog” encerrou a primeira parte do show.

A banda saiu do palco e os fãs gritavam muito alto pela volta, e era hora do bis, Eric pegou o baixo, Billy e Matt assumiram as guitarras, Paul a bateria e a estrela da noite Pat assumiu os vocais, e tocaram “Living After Midnight” cover de Judas Priest, e “Mr Big” cover de Free com Pat novamente nas baquetas. Encerrando de vez essa noite histórica e
emocionante.


Cobertura por: Marlon Mitnel
Fotos: Uillian Vargas
Revisão/edição: Renato Sanson

segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015

Furor Gallico: Além do Folk Metal



Quase cinco anos após o lançamento do seu auto-intitulado debut, os italianos do Furor Gallico apresentam uma variedade ainda mais rica na sua sonoridade que tem como base o Folk e Celtic Metal, contrapondo com passagens mais extremas, neste segundo play, "The Songs From the Earth", que terá seu lançamento oficial amanhã, 17/02 (o álbum foi disponibilizado hoje para audição no Spotify).

Bem recebido pela crítica, o debut abriu caminhos e chamou atenção para a banda, que excursionou com nomes conhecidos da cena, como Stratovarius, Haggard, Elvenking, Arkona, Eluveitie e Cucified Barbara.

Gravado na Itália no renomado Metropolis Studio, mixagem e masterização no Alpha Omega Studios, estúdios onde também passaram trabalhos de gente como Depeche Mode, Carcass e Behemoth, sendo feito um ótimo trabalho, pois o álbum soa "orgânico", como deve ser, para que a atmosfera da música da banda não fosse prejudicada com, por exemplo, excesso de polidez. A belíssima capa foi concebida por Kris Verwimp, responsável por trabalhos para bandas como Arch Enemy, Marduk e Absu.


"The Song of the Earth" é a canção que serve de porta de entrada para o mundo do grupo, o barulho da chuva caindo (dá até pra sentir o cheiro da terra molhada), seguido das melodias celtas, misturando-se ao peso das guitarras e vocais ora berrados, ora guturais, violinos, flautas e coros que vão dando um colorido diferenciado. Melodia e peso contagiantes, criando uma atmosfera mágica, excelente abertura, o jogo parece ganho já de início.

"Nemàin's Breath" não deixa o nível cair, mostrando que eles não colocaram tudo de si apenas na impressionante abertura, destacando nesta faixa as belíssimas passagens acústicas, se contrapondo a agressividade dos vocais; falando nos momentos mais acústicos, "Diluvio", por exemplo, é uma "balada", cantada em italiano, com lindas atmosferas acústicas, vocais limpos, destacando o belo e melodioso solo de guitarra, e, claro, os sempre presentes arranjos de violino e flauta.


A variedade e a criatividade da música do Furor Gallico permeia pelas 9 faixas, sendo que cada uma delas apresentam novas surpresas, seja em momentos mais rápidos e mais Metal, ou nos mais acústicos e medievais, e até alguns trechos que podemos chamar de "inusitados" (você vai ter que ouvir pra saber, não vou entregar tudo aqui). O certo é que a atenção do ouvinte é mantida, graças a essa variedade e o poder cativante da atmosfera Folk/Celta criada, em ótimas melodias e refrãos, que por vezes soam como cânticos tribais, mas também trazem momentos "festivos" (ouça "Squass", que deixa espaço até para acordes tipicamente 'bluesy'.), tudo abrilhantado pelo muito bom uso dos instrumentos imprescindíveis para essas atmosferas, como bagpipes, harpa celta, violinos, flautas e bouzouki.

Nada aqui soa deslocado, com as ideias e arranjos se complementado maravilhosamente.
Uma verdadeira ode à natureza e aos nossos ouvidos, inspirada e orgânica música, e não é indicado somente a aficcionados pelo estilo. O Furor Gallico mostrou neste segundo álbum que veio para se firmar entre os grandes nomes do estilo.

Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação



Ficha Técnica:
Banda: Furor Gallico
Álbum: "Songs From the Earth" (2015)
País: Itália
Estilo: Folk/Celtic Metal
Gravadora: Scarlet Records

Canais oficiais:

Line-up
Davide: Growl, Scream and Clean Vocals
Luca: Guitar and Backing Vocals
Mattia: Guitar
Marco: Bass
Mirko: Drum
Paolo: Tin Whistles, Bouzouki & Bagpipes
Becky: Celtic Harp
Riccardo: Violin

Set List
The Song of the Earth
Nemàin’s Breath
Wild Jig Of Beltaine
La Notte Dei Cento Fuochi
Diluvio
Squass
Steam Over the Mountain
To The End
Eremita









quinta-feira, 12 de fevereiro de 2015

Entombed, Krow e DyingBreed - Death Metal Em Alto Estilo!


Prepare seu pescoço! Mais uma vez, o Vale dos Sinos será o cenário de um momento histórico! Um massacre sonoro, da melhor qualidade! Em mais uma grande iniciativa da Makbo em parceria com a Cronos Entertainment, pela primeira vez no RS, o ENTOMBED A.D. se apresentará na Embaixada do Rock (tradicional casa underground) e terá como companhia as bandas Krow (MG) e DyingBreed (RS).

DyingBreed
Abrindo os trabalhos, a banda gaúcha DyingBreed trará o que de melhor é feito no Death Metal no RS. Prestes a lançar seu álbum de estréia, Whorship No One, o grupo que recentemente participou do Zombie Ritual, é um legítimo representante daquele Death Metal old school, praticado por nomes como Morbid Angel, Cannibal Corpse e pelo próprio Entombed. Formada por Leonardo Schneider (vocal), Felipe Nienow (guitarra), Ariel Boesing (guitarra), Fabrício Bertolozi (baixo) e pelo novo baterista Daniel Vilanova, a banda promete honrar, mais uma vez, a tradição gaúcha em fazer Metal extremo de qualidade!

Krow
Logo em seguida, os mineiros do Krow subirão ao palco pra mostrar que o Triângulo Satânico Mineiro continua firme e forte quando o assunto é brutalidade e qualidade no Heavy Metal! Praticando um mistura bem dosada de Thrash e Death Metal, o grupo formado por Guilherme Miranda (vocal e guitarra), W. Johann (guitarras), Cauê de Marinis (baixo) e Jhoka Ribeiro (bateria) o quarteto vem divulgando seu último trabalho, o EP Relentless Disease. Formada em 2007, a banda já têm em sua discografia dois álbuns, Before the Ashes (2009) e que será relançado e o excelente Traces of Trade (2012). Uma banda que já está merecendo um maior destaque no cenário nacional!

E a lenda do Metal sueco finalmente chegará ao RS! O ENTOMBED A.D. chega ás terras gaúchas trazendo o Death Metal como ele deve ser: brutal e sem firulas! Formado atualmente por L.G. Petrov (vocal), Nico Elgstrand (guitarra), Victor Brandt (baixo) e Olle Dahlstedt (bateria), o grupo que conta apenas com L.G. Petrov da formação original, precisou trocar de nome devido a uma briga judicial entre o vocalista e o guitarrista Alex Hellid, um dos fundadores da banda. Com o acréscimo do A.D. ao nome, a banda lançou no ano passado Back to the Front, um excelente álbum que traz o que sempre souberam fazer: Death Metal. Chamando o grupo como quiser (duvido que algum banger se refira ao grupo citando o A.D.), toda a garra e fúria que sempre foram suas características estão intactas. Um show que promete novidades além de clássicos de álbuns como Left Hand Path, Clandestine, Wolverine Blues (amado por uns, odiado por outros), entre outros. Um show que ficará na história! Então, como está escrito na chamada pro show: Agora, é você, HEADBANGER!


Para mais informações acesse o evento:



Texto: Sergiomar Menezes
Revisão/edição: Renato Sanson


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

Dr Sin: Qualidade Intacta





Os 23 anos de estrada dos paulistanos do Dr. Sin se equivalem, no meu ponto de vista, no mínimo ao dobro, afinal, com a vocação musical vinda de berço, dos irmãos Andria (vocal/baixo) e Ivan Busic (bateria), e somando com o trabalho com bandas Platina, Cherokee e Taffo, comandada na época pelo saudoso guitarrista Wander Taffo, é um dos principais pilares do Rock Pesado brasileiro. Formado pela dupla de irmãos, ao lado de um dos mestres da guitarra brasileira, Edu Ardanuy, acabaram conquistando quase que uma unanimidade nacional, lançando discos ótimos, um atrás do outro, músicas de forte relevância e tendo presença em importantes festivais. Mas a minha dúvida, e de muitos também, é o porquê da banda não figurar no meio ‘main-stream’ mundial? Nunca houve justificativa a esse respeito, mas isso é o que menos importa, já que, aqui no Brasil, o trio é louvado por todos, sendo o nome mais dominante do Hard Rock nacional e que nunca se vendeu a preço de nada.

Nesse começo de ano, os doutores nos apresentam seu 11º disco, “Intactus”, um trabalho que é um âmago de peso e brutalidade vinda das guitarras de Edu Ardanuy, dessa vez executando riffs com afinações mais baixas e solos virtuosos, acompanhado dos vocais encorpados do Andria Busic, ousando alcançar notas mais altas, mas também mostrando competência em alguns tons graves, e do deslumbrante e distinto desempenho de Ivan Busic na bateria. Mas, ao todo, é um disco bem aberto e, sem nenhum lapso, reunindo e não escondendo, jamais, as suas influências do Heavy Metal, Prog Rock, Jazz e do Blues, que sempre são notórios em cada disco que a banda lança e que são marcas obrigatórias do trio. Fazendo um trocadilho, é um disco bem "intacto".


A produção, mais uma vez, como nos quatro últimos lançamentos, vem do próprio Andria, que gosta de fazer as coisas com clareza, objetivas, com tranquilidade e calma, tendo a experiência adquirida de vários produtores ao redor do globo, com os quais já trabalhou ao longo de sua carreira, um deles sendo o renomado Stephan Galfas, que já trabalhou com o Savatage, Saxon e entre outros. E, claro, um espaço próprio ajudou novamente a banda a construir um trabalho primoroso, que se sobressai também pela arte gráfica feita pelo renomado ilustrador Gustavo Sazes, que apresenta tons bem finos e elegantes.


Com músicas sem soar monótonas, e uma tríade carregada de força, é o suficiente, ou até mais que isso, para que ouvinte fique preso e admirado ao escutar cada faixa do disco, evidenciando logo a faixa de abertura, “Saturday Night”, que inicia de forma básica, mas que surpreende pelos riffs aguerridos e pelos vocais do Andria Busic, que em determinado ponto arrisca um ótimo agudo, não esquecendo também dos seus acordes de baixo, que soam como um trovão. Inteiramente, a música tem um clima festivo e com uma atitude Rock N’ Roll, já que o título fala por si; 

“How Long” é daquelas de ficar batendo o pé, que empolga com o som ganchudo de guitarra do Edu Ardanuy e um solo inspirado do mesmo. E o venerável Andria Busic nos tira elogios novamente com seus vocais (cheio de drives), completado com um belo refrão falado; a célere “We’re Not Alone” frisa passagens mais graves e sombrias no refrão, escoltado por um riff azedo e marcante do Edu. E não tem como não se sentir "no espaço" ao ouvi-la, já que a música retrata sobre os extraterrestres; “Soul Survivor” tem tudo pra virar clássico absoluto! As doses de Southern Rock, e de Blues-Rock, são um alicerce perfeito de qualidade sonora e melodia na medida certa. O dueto entre Andria e Ivan Busic (que além de um baita baterista, é ótimo vocalista) nos hipnotiza a cada verso cantado.


Se por acaso alguém duvide do que o trio é capaz, “The Great Houdini” é a mostra perfeita que técnica eles tem de sobra! A faixa, em si, é uma verdadeira aula de música, onde Ivan Busic ministra sua bateria com perfeição, com momentos que lembram o Rush nos tempos áureos, influência assumida, há tempos, pela banda. Nas partes finais, o trio acaba fazendo uma espécie de ‘jam-session’; “The Big Screen” presenteia os amantes da velocidade automobilística, aproveitando a deixa para o resgatar um pouco do Hard Rock oitentista, principalmente vinda do Van Halen. Os constantes ‘tappings’ de guitarra são uma prova disso.

Baladas é o que não faltam nos discos do Dr. Sin. “The Is The Time” tem um andamento mais ‘power’ e denso, com um sublime de harmonia e feeling; “Without You” trás uma atmosfera mais melodiosa e romântica, que chega ser emocionante, poderia ser trilha de novela global, heheeh (os fãs devem lembrar que com a banda Taffo, eles emplacaram música em trilha novelística).
Os demais destaques ficam por conta de “Set Me Free” (onde há dinamismo entre baixo e guitarra) e a progressista “Fight The Good Fight”.
“Intactus” é mais um motivo de nós orgulharmos do Dr. Sin. Os motivos, só adquirindo e ouvindo o álbum pra saber realmente do que estou falando.



Texto: Gabriel Arruda
Edição/Revisão: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Dr. Sin
Álbum: Intactus
Ano: 2015
País: Brasil
Gravadora: Unimar Music e Voice Music
Tipo: Hard Rock

Formação
Andria Busic (vocal/baixo)
Edu Ardanuy (guitarra)
Ivan Busic (bateria)

Track-List
1. Saturday Night
2. How Long
3. We re Not Alone
4. Soul Survivor
5. The Great Houdini
6. This Is The Time
7. The Big Screen
8. Set Me Free
9. Without You
10. Fight the Good Fight