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domingo, 27 de agosto de 2023

Cobertura de Show – Danny Vaughn – Legends Music Bar/SP – 20/08/2023

 


Os amantes do Hard Rock norte americano tiveram um final de semana que ficara marcado na memória e em seus corações. A voz do Tyketto, Danny Vaughn, 15 anos após sua primeira vinda ao Brasil, retornou para relembrar os hits do álbum mais aclamado da banda, “Don’t Come Easy” (1991).

Os shows foram marcados para Curitiba (18/08) e São Paulo (19/08), que teve seus ingressos esgotados faltando dois meses para o show. Mas a pedido dos fãs, o Legends Music Bar – local que recebeu o show –, junto com a Onstage Agency, abriu uma data extra para quem não tinha conseguido comprar ingresso para o dia anterior. 

Pequena parte do público já estava encostada no Legends faltando uma hora para abertura da casa, aberta por volta das 19h. Quem chegou cedo teve a oportunidade de ficar cara a cara com o simpático vocalista, que atendeu os poucos que haviam chegado com abraços, fotos e perguntando se todos estavam ansiosos para o show.

Por conta de tê-lo entrevistado e de ter estado num meet & greet privado, este que vos escreve foi surpreendido com um ‘Hey Gabriel’ na hora que ele veio me cumprimentar. Se eu falar que não fiquei emocionado estou mentindo. 

Diferente das casas de shows de maior capacidade, o Legends mostra ser mais simples, mas sem deixar a qualidade de lado. Mas Danny, que se familiarizou demais com os fãs brasileiros, pouco ligou para isso.

O poder que vinha do seu carisma fez com que o espaço ganhasse uma ambientação de arena, onde todos cantaram e vibraram com as dezesseis músicas selecionadas para o repertório.  
O set, como mencionado, teve “Don’t Come Easy” tocado na integra, mas não de forma cronológica. Para quem achava que o show iria começar com “Forever Young” teve que esperar até o final para vê-la ao vivo.

O bom disso é que ninguém reclamou dessa intenção, e o público até que reagiu bem na música que abriu o show, “Reach”, faixa título que abre o último álbum do Tyketto. Mas a intensidade só veio mesmo quando emplacou a clássica “Wings”, a Hard “Burning Down Inside” e a pesada “Walk On Fire”.

Algumas canções do segundo álbum do Tyketto, “Strength In Numbers” (1994) – que ano que vem vai completar trinta anos –, estiveram presente no set. A primeira executada foi justamente a faixa título, dona de um refrão chicletoso e festejada pela maioria.

Porém o público, a maioria na casa dos 30 anos, se entusiasmou mais com as músicas do ‘debut’ da banda, ovacionando todas elas. E não foi diferente quando chegaram a vez de “Strip Me Down” (introduzida pelo ótimo som de gaita do Danny), “Seasons”, “Nothing But Love” (a preferida deste que vos escreve) e “Lay Your Body Down”, seguida da pouco lembrada “Rescue Me”.

Danny, agora com os cabelos grisalhos, é mais um daqueles veteranos que não sente o peso da idade. Ele não só cantou muito bem como também vibrou, pulou e até dançou sem nenhum resquício de cansaço, o que é ótimo para um senhor de 62 anos de idade.

Ele também fez questão de elogiar, durante e após o show, os músicos que estiveram ao seu lado: Bruno Luiz (guitarra, Command 6, StormSons), Bento Mello (baixo, Sioux 66, Nite Stinger), Gabriel Haddad (bateria, Sioux 66) e Bruno Sá (teclado, Geoff Tate) – quarteto formado só por brasileiros – fizeram por merecer os elogios, tocando com perfeição todas as músicas com pouco tempo de ensaio. 


Os violões do Danny prestaram os seus serviços na linda balada “Standing Alone”, “Catch My Fall” e “Sail Away”. A primeira música é muito especial para ele, que relembrou de tê-la composta em apenas quinze minutos (N.R.: essa história também é contada na entrevista que ele concedeu aqui no Road); a última, antes de partir para o Bis, ganhou bônus especiais com o refrão de “Listen to the Music”, do The Doobie Brothers, e de um rápido ‘Oh-Oh-Oh’ que ia do médio ao mais alto. 

Quem segue os vocalistas Jack Fahrer (Nite Stinger e que também esteve presente no show) e o BJ (Tempestt, Jeff Scott Soto, Spektra) nas redes sociais notaram que os dois estiveram em um jantar particular – organizado por uma amiga deles – e que teve, claro, a presença do Danny.

Após ou durante o jantar, não sei, teve uma jam acústica com Danny e o BJ cantando “Heaven Tonight”, do Waysted, A química foi tão boa que os dois repetiram o feito (com a banda completa, claro) nos shows daqui de São Paulo.

Não só eu como muitos devem ter ficado emocionados de ter visto essa canção ao vivo, a qual considero como o maior clássico da carreira do Danny. 

Chegando quase no fim, Danny pediu para que o meu xará fosse a frente do palco para agitar todo mundo com o barulho do seu meia lua enquanto tocava e cantava a ‘bluesy’ “Last Sunset” antes de pôr o ponto final com a marcante “Forever Young”, que encerrou o show com a sensação de início por conta de ela ser peculiarmente perfeita para abertura de shows.


Não há dúvidas que essa passagem mais recente do Danny aqui no Brasil, especialmente na terra da garoa, ficará marcada para o resto de sua carreira. E que fiquemos na torcida para que ele volte o mais breve possível, assim como Johnny Gioelli, que também esteve aqui no Brasil acompanhado dos mesmos músicos no começo desse ano. 


Texto: Gabriel Arruda | Instagram: @gabrielarruda07
Fotos: André Tedim | Instagram @andretedimphotography
Edição / Revisão: Carlos Garcia
Produção: Onstage Agency
Assessoria de Imprensa: ASE Music Press

Danny Vaugh
Reach
Wings
Burning Down Inside
Walk On Fire
Strength In Numbers
Strip Me Down
Seasons
Nothing But Love
Lay Your Body Down
Rescue Me
Standing Alone
Catch My Fall
Sail Away
Heaven Tonight (Waysted, feat. BJ)
Last Sunset
Forever Young


segunda-feira, 14 de agosto de 2023

Entrevista – Danny Vaughn: a voz do Tyketto de volta ao Brasil

 


Depois de 15 anos da sua última vinda ao Brasil, a voz do Tyketto, Danny Vaughn, irá retornar ao pais em breve para três apresentações, uma delas, em SP (19/08), com ingressos esgotados. Mas para quem não conseguiu ingresso para essa primeira data na capital paulista poderá adquirir ingresso para o show do dia seguinte (20/08) com um setlist totalmente diferente. 

(Read The english version here)


Danny Vaughn começou a ganhar fama mundialmente após o lançamento do primeiro álbum do Tyketto, “Don’t Come Easy”, que será executado na integrada em todos shows aqui no Brasil.


Antes de integrar o Tyketto, Danny foi vocal do Waysted, banda que foi liderada pelo saudoso e lendário baixista do UFO, Pete Way. Destaque também para os álbuns com o From The Inside e o solo "Myths, Legends & Lies". Quando não há compromissos com o Tyketto, Danny investe na sua carreira solo e em shows acústicos pela Europa e na Espanha, pais em que reside desde 2009.


Antes de desembarcar para o Brasil, o vocalista disponibilizou um pouco do seu tempo para nós do Road To Metal para falar como foi o período da pandemia, os primórdios do Tyketto a expectativa para os shows aqui no Brasil e algumas outras curiosidades.


RtM: Obrigado Danny por disponibilizar um pouco do seu tempo para conversar conosco e responder algumas perguntas. Para começar, gostaria de saber como foi a sua vida durante a pandemia da Covid-19? 

Danny: Oi Gabriel! Que bom falar com você. A pandemia foi uma longa história para todos nós... Primeiro foi um pouco assustador, mas também houve algo libertador sobre isso. Na Espanha ficamos trancados em nossas casas por 47 dias. Tudo ficou difícil rapidamente. Então teve a hora da crise real, ambos nacional e pessoal, mas também teve um renascimento. 


RtM: Faz um tempo que você está morando na Espanha, o que te motivou a deixar Cleveland para conviver com a atmosfera espanhola?

Danny: Eu nasci em Cleveland, mas meus pais mudaram de lá quando eu tinha menos de um ano. A gente teve que morar em muitos lugares, mas eu sempre penso em mim mesmo como um nova iorquino, porque nos mudamos para lá quando eu tinha sete anos e vivi lá até os meus vinte.


Eu já morei em vários lugares nos Estados Unidos, mas me mudei para Irlanda em 2004 e depois, em 2009, para a Espanha. Eu adoro aqui. 



RtM: Lembramos também que você gravou um álbum com a banda espanhola Burning Kingdom, do guitarrista Manoel Seoane (Delalma, e que também tocou com o Mago de Oz). Conte para a gente como foi essa experiência, e fale um pouco sobre esse trabalho. 

Danny: Adorei trabalhar com Manoel. Ele é uma das almas mais gentis que já conheci. É um musico brilhante e talentosíssimo. Me chamaram para este projeto porque o cantor deles havia pegado muito dinheiro e sumiu com a grana. Um amigo em comum me perguntou se eu estava disponível para ir a Madrid e ajudar o Manoel.


A pior parte foi que todo o trabalho já estava gravado, então muito pouco poderia ser mudado. Tive que escrever as letras e melodias para encaixar em um trabalho pré-existente. Foi bem difícil, mas fiquei feliz com o resultado das canções. Não muito feliz com a produção e gravadora.


RtM: Um grande vocalista brasileiro, que lançou disco pela Frontiers Records há dois anos atrás, Alirio Netto, está morando na Espanha também. Por conta do Hard Rock estar mais presente na Europa do que nos Estados Unidos também foi um dos motivos da mudança para Europa? 

Danny: Sim, muito. Soube que poderia continuar minha carreira na Europa, mas não nos Estados Unidos. Sempre achei que na Europa e na América do Sul os fãs têm uma grande memória, e não te esquecem quando a moda musical muda.


RtM: Estava pesquisando sobre ti e vi que temos semelhança em algumas coisas... E tanto eu, Gabriel Arruda, quanto você, nascemos no mês de julho. Eu costumo dizer que as pessoas boas nascem nesse mês (risos). E a outra coincidência é que você tem a mesma idade do meu pai.

Danny: Então eu tenho a mesma idade que seu pai?  Não sei o que sinto sobre isso (risos).

Sério, obrigado pelas palavras gentis. 




RtM: Mês passado você completou sessenta e dois anos de idade. Fãs seus aqui no Brasil falam que você está cantando muito mais e parece em melhor forma do que quando era mais jovem. Ter se tornado vegano ajudou a manter a aparência jovem, além, claro, de manter sua saúde vocal em forma? 

Danny: Não sei se pareço mais saudável do que antes no começo do Tyketto, mas eu sei que me sinto bem para minha idade. Me tornei vegano sete anos atrás e teve muitos efeitos positivos na minha vida. Definitivamente sinto que sou um cantor mais forte por causa da minha dieta.


Ano passado comecei a comer peixe de novo, então não me intitulo vegano mais. Mas ainda não como carne vermelha ou lacticínios. Não digo as pessoas o que comer, mas essa mudança funcionou para mim. Também estou em um maravilhoso casamento que dura 14 anos e quando você tem apoio total do seu (a) parceiro (a), isso tira um grande peso dos seus ombros.

E por nascer em julho (nos Estados Unidos), nossas mães nunca nos perdoarão por nascermos no mês mais quente do ano.(Risos!)


RtM: “Don’t Come Easy”, disco de estreia do Tyketto, está já com mais de 30 anos. Só que o álbum saiu em uma época onde o grunge estava dominando o mercado da música. Você acredita que se o álbum tivesse sido lançado nos anos oitenta a repercussão teria sido melhor?

Danny: Acredito que sim. O lançamento do álbum foi atrasado pela gravadora Geffen Records porque eles estavam em um processo de venda para a Universal, então tudo que estava na lista de lançamento foi sendo adiado. Isso nos custou muito.


RtM:O tempo fez bem para "Don't Come Easy", pois o disco continua soando atual nos dias de hoje e é considerado um dos melhores trabalhos da história do Hard Rock. Quais foram as melhores lembranças nessa época em que lançaram o álbum? 

Danny: Bem, isso foi há muito tempo. Tenho vaga lembrança sobre isso. Mas me lembro que, no dia que o álbum foi lançado, algumas garotas que já eram fãs da banda e sabiam onde morávamos – e todos morávamos na mesma casa na Ilha Staten naquela época – seguiram Brooke, tocaram a campainha e pediram para que assinássemos seus álbuns. Adoramos aquilo.


RtM: “Forever Young” e “Wings” são as músicas que abrem o trabalho e as que fizeram – e fazem até hoje – mais sucesso entre os fãs. O disco como um todo é espetacular, mas a maioria o associa por conta dessas duas músicas. Após o lançamento você imaginava que elas iriam fazer tanto sucesso? E aproveitando, conte para a gente como foi o processo de composição das duas? 

Danny: Quando você é um músico jovem, quase se tornando um rock star, seu ego te diz que tudo que você fizer será um tremendo sucesso e que todo mundo vai adorar. Mas também tem a voz interna que te diz quanto do seu sucesso vem da pura sorte.


Eu discutiria que “Standing Alone” seria mais impactante para as pessoas ao passar dos anos do que “Wings” ou “Forever Young”. Enfim, tudo que sabíamos é que tínhamos feito um álbum forte. Um que teríamos comprado se alguém tivesse feito.


Escrevemos todas as músicas com muita concentração e tempo, ensaiamos quase todos os dias e compomos e compomos, até que tivéssemos o que achávamos ser as melhores ideias que pudéssemos alcançar. Algumas foram rápidas, como “Wings”. “Forever Young” levou uma eternidade. Todos tinham ideias e opiniões para usar.



RtM: A forma de se consumir música mudou nas últimas décadas, tendo as plataformas de streaming seus lados positivos e negativos. Como você avalia essa questão? Muitos artistas dizem que os valores repassados são injustos, tendo isso como um dos principais pontos negativos. Por outro lado, essas plataformas fizeram com que o Tyketto e, claro, você, ganhassem uma nova base de fãs ao redor do mundo?

Danny: Você nunca tem certeza. O streaming em todo o cenário musical é uma faca de dois gumes. Artistas podem atingir um alcance maior, mas não fazer dinheiro algum com isso. Ocasionalmente, isto prejudicará nossa qualidade musical. 


RtM: Dentro de alguns dias os fãs de Curitiba e São Paulo irão assistir e ouvir “Don’t Come Easy” na íntegra. As músicas que estou, e creio que a maioria também, mais aguardando para assistir e ouvir ao vivo é “Lay Your Body Down”, “Nothing But Love” e “Strip Me Down”. Há alguma música em especial desse álbum que você goste de cantar ao vivo? 

Danny: Nenhuma em particular, embora eu me divirta muito com “Sail Away”. Depende do público. Gosto quando as pessoas vêm e cantam, batem palmas, dançam e deixam rolar. Um grande show é uma parceria entre a banda e o público.


RtM: “Seasons”, “Standing Alone” – música que tem uma de suas mais elogiadas performances vocais – e “Walk On Fire” são outras que estou ansioso para ouvir ao vivo. E elas remetem muito a influência do Led Zeppelin e do The Eagles, bandas que fizeram parte da sua formação musical. Comente para a gente um pouco a respeito delas.

Danny: Eles realmente foram uma influência. Acho que foi parte da mágica do primeiro álbum. Nós todos temos gostos diferentes. Michael e eu somos mais setentistas, gostamos de Led Zeppelin, Rolling Stones, Montrose e Grand Funk Railroad.


Brooke era o especialista em grandes guitarristas como EVH e George Lynch. E ainda nós escutávamos bandas recém-formadas como Night Ranger. De alguma maneira nós misturávamos tudo aquilo. 


RtM: Não será a primeira vez que o “Don’t Come Easy” será tocado na íntegra. Um desses acontecimentos está registrado no CD/DVD ao vivo “Live from Milan”, só que sendo tocado de forma invertida. Esse feito será repetido aqui no Brasil – para que ninguém vá embora depois de “Forever Young “ e “Wings” – ou dessa vez será de forma cronológica? 

Danny: Bom, há um tempo atrás, o Eagles aprendeu da maneira mais difícil que eles não deveriam abrir o show com Hotel Califórnia. O interesse de muita gente foi sumindo depois da música favorita deles já ter sido tocada. Não sei a ordem que iremos tocar, mas você pode ter certeza que “Forever Young” não será a primeira. 



RtM: A última vez que você e o Tyketto estiveram aqui no Brasil foi em 2008 no Hard In Rio, no Rio de Janeiro. Uma vez você falou que tinha o desejo de se apresentar em São Paulo, e esse desejo se concretizará em breve graças ao Carlos Chiaroni, da Animal Records, junto com o pessoal da On Stage Agência. Como foram as negociações para esse show? 
Danny: Foram fáceis. Sim, o Carlos sempre está em contato e sempre falamos sobre fazer isso acontecer. Mas o Rodrigo [Scelza] é o cara que nos trouxe da última vez e ele é um ótimo promotor. Então, quando ele entrou em contato a conversa foi simples.
"Rodrigo: Eu quero que você faça 3 shows no Brazil esse verão. Eu: absolutamente!"


RtM: O último disco do Tyketto é o “Reach”. Em entrevistas você diz que tem um apreço maior por ele do que com o “Don’t Come Easy”. O álbum seria uma evolução perfeita (e natural) se caso tivesse vindo após o “Don’t Come Easy”. Comente a respeito.

Danny: Na verdade, eu acho que este é o melhor álbum do Tyketto. Nós éramos mais velhos, mais espertos e também muito animados, porque tínhamos Chris Green, Chris Childs e Ged Rylands em um estúdio pela primeira vez.


Já havíamos estado em turnê juntos e, naquele momento, já estávamos prontos para gravar. Foi muito emocionante fazer um álbum a moda antiga, viver em um estúdio em Gales e sem distrações. O estúdio Rockfield nos ajudou a fazer um álbum tão bom.


RtM: Agora um pouco sobre seu início na música, nos conte quem foram suas principais inspirações e quando foi e como você se sentiu na sua primeira experiência no palco.

Danny: Me inspiro em qualquer coisa a todo tipo de música. Adoro a criação do som. Isso me hipnotiza. Meus pais tinham uma enorme e estranha variedade de discos, então eu fui exposto à música bem cedo. Minha primeira vez em um palco foi com 11 anos no coral da escola.


Eu era uma criança barulhenta e ocupada e eles tentavam me focar em algo. Depois de 2 meses estando no coral eu fiz um solo. Nos apresentamos na igreja na frente da minha família e amigos, foi apresentação de Natal. E quando meu solo chegou, de repente todos olhavam ao redor para saber de onde vinha aquela voz, Tive a atenção de toda a igreja e eu me emocionei!!



RtM: Que história legal Danny, obrigado por compartilhar. Bom, para finalizar, podemos esperar por um novo álbum do Tyketto para um futuro próximo? E que projetos mais você tem em andamento?

Danny: Agora que o Tyketto está voltando mais forte do que nunca, nós começaremos a trabalhar em músicas novas e logo em um novo álbum.  Fico ocupado enquanto faço shows solo acústicos e estes shows privados ao redor do mundo. É uma experiência completamente diferente do que tocar com uma banda, mas estou curtindo. Estou com vários shows marcados no outono na América.

RtM: Muito obrigado por nos disponibilizar o seu tempo conosco. Te vejo em breve aqui em São Paulo...

Danny: Obrigado Gabriel! Não vejo a hora de tocar no Brasil.


Entrevista: Gabriel Arruda (com colaboração de Carlos Garcia)

Edição / Revisão: Carlos Garcia

Fotos: Divulgação e arquivo do artista

Agradecimentos: Ricardo Batalha (editor-chefe da revista Roadie Crew / ASE Music Press), Rodrigo Scelza e Filipe Barcelos (On Stage Agency) 







quarta-feira, 17 de julho de 2013

Entrevista: Burning Kingdom (Feat. Seoane/Danny Vaughn) - Preparando-se para Escrever Definitivamente o Nome na Cena!


De uma banda formada pelo jovem guitar-hero espanhol Manuel Seoane, o fantástico vocalista Danny Vaughn (Tyketto), e mais grandes músicos da cena escandinava, como Johnny Benson (Bai Bang), Tobbe Tosigalen e Mikkel Henderson (Fate), podemos esperar, no mínimo, um grande álbum de Hard Rock, porém, desde a reformulação do grupo e de sua mudança para a Suécia, Manuel Seoane com certeza não medirá esforços para cravar o nome do Burning Kingdom em um lugar de destaque na cena.

Falamos com o guitarrista, que nos adiantou detalhes a respeito das gravações e produção do vindouro álbum, a parceria com Danny Vaughn, suas influências como guitarrista, seus planos futuros e mais! Confira abaixo: (Para leer esta entrevista en español click aquí)


RtM: Para que leitores não familiarizados com a "Burning Kingdom" conheçam um pouco mais do grupo, poderia fazer uma breve apresentação da banda?
Manuel Seoane: Olá, tudo ok!Bom , é um prazer  lhe conceder esta entrevista. Bem, Burning Kingdom é uma banda de hard rock que eu criei em 2009, enquanto eu estava nas fileiras do Ars Amandi. Até o momento lançamos dois álbuns, os quais tiveram muito êxito,  "Livin 'Now" , de 2009 e "Down To The Road", de 2011. No momento estamos terminando uma nova produção, que sairá em todo o mundo no mês de setembro e para o qual consegui reunir uma formação de luxo. O novo álbum vai encantar todos os nossos fãs e estamos ansiosos para encontra-los todos!

RtM: E a respeito da reformulação da banda e sua mudança para a Suécia? O que o levou a buscar essas mudanças?
MS: Quando eu decidi mudar toda a formação da banda depois de terminada a turnê de promoção do último álbum, eu me senti completamente livre para decidir que músicos queria e quais seriam mais adequados para a minha banda. Assim, viajei um par de meses pela Europa em busca desses músicos. Eu terminei minha turnê na Suécia, que, além de ser um país bonito, tem uma grande cultura musical e roqueira em geral. Há grandes músicos lá, e estão constantemente formando novas boas bandas por lá. Aos poucos eu comecei a conhecer pessoas na cena e foi assim que tudo começou.


RtM: E o contato com Danny Vaughn? Como surgiu a oportunidade de tê-lo ao seu lado na banda?
MS: O contato com Danny se deu através de Mario Ruiz e José Herera de Krea Productions. Eles têm trabalhado com artistas do porte de Gothard, TNT e Jeff Scott Soto. Além de serem produtores, também se dedicam à realização de videoclipes, tendo trabalhado com meus irmãos do Mago de Oz, Leo Jimenez, Tete Novoa, cantos do Saratoga. Minha relação com eles é muito boa e conseguiram me colocar em contato com Danny, com quem também tinham trabalhado anteriormente. 

Então, liguei para o Danny, conversamos longamente sobre o novo álbum, me pediu algumas demos das novas canções e depois aceitou. Devo dizer que para mim é uma honra contar com ele. Também está envolvido ativamente no novo álbum o que acaba por ser algo surpreendente e gratificante ao mesmo tempo. Além de ser um dos melhores cantores de hard rock e ser um grande profissional, é uma grande pessoa e nosso relacionamento é ótimo.


RtM: Poderia também dizer-nos um pouco mais dos outros membros do Burning Kingdom, que também têm um background musical de expressão!
MS: Claro! Johnny Benson ou JB como chamamos, é a bateria. Foi o primeiro que eu conheci. Ele também é atualmente o baterista do Bai Bang a lendária banda de hard rock e acaba de lançar o novo álbum também. Seu modo de tocar é incrível. É muito expressivo e sua atitude no palco é devastadora. 

Tobbe TosiGalen é o baixista, também da Suécia. Se encaixaria perfeitamente na linha de David Lee Roth. Sua imagem e seu comportamento no palco é simplesmente incrível. Enorme baixista!

Mikkel Henderson nos teclados. O conheci em alguns shows aqui na Espanha. Ele tocou com a sua banda, Fate, que também é uma lendária banda de rock a qual já passaram grandes músicos como Mattias IA Eklundh. É Dinamarca e é um tecladista muito experiente, pianista e produtor. A melhor coisa é que além de serem grandes músicos, são grandes pessoas, o que é importante, já que devemos considerar que passaremos muitas horas juntos de agora em diante. Estou extremamente satisfeito com o estado atual da banda.


RtM: O álbum está totalmente pronto? Qual é a previsão para o lançamento?
MS: Agora estamos no processo de mixagem. É realmente um dos momentos mais divertidos da produção de um álbum, porque é quando você começa a visualizar o resultado final das músicas e isso é algo muito emocionante. Posso dizer-vos que este novo trabalho vai soar como um tanque. São grandes canções com uma grande produção. Ele vai soar mais moderno do que os trabalhos anteriores, mas com a essência hard rock que a banda sempre manteve. Está agendado para ver a luz no mês de setembro ou outubro pela Avispa Music.

RtM: Aproveitando o gancho, nos conte um pouco sobre o o processo de composição e produção do álbum.
MS: Passei grande parte de 2012, a escrever, compor e compor. Esse tem sido o meu objetivo. Fazendo músicas sem pensar que tinha que ser para o meu grupo. Isto significa que é um trabalho completamente honesto, em que fui guiado apenas por minhas inquietudes, sem pensar se a música tinha que ser de uma forma ou de outra. Eu acho que isso vai refletir a cem por cento no disco. Uma vez que vestimos a camisa, Danny fez realmente um requintado trabalho, tendo cuidado de todas as letras e de uma grande porcentagem das melodias vocais. Foi uma equipe que realmente valeu a pena. Temos uma grande equipe trabalhando juntos,  e, claro, grande culpa de que as canções soem tão bem é dele.


A produção ficou a cargo do grande David Martinez. O álbum inteiro foi gravado no M20 da Avispa Music, que forneceu todas as facilidades para a realização desta nova fase da banda. David compreendeu perfeitamente o conceito original das canções e a ideia que eu tinha em mente. O resto é o seu trabalho e em breve você vai apreciar. Um grande profissional.

RtM: Agora eu gostaria que você falasse um pouco sobre o que podemos esperar do som deste novo álbum. O que o Burning Kingdom pode apresentar de novidade, e o que pode ser sua grande diferença neste cenário competitivo?
MS: Certo. Como eu disse antes, eu acho que você vai notar uma grande evolução em todos os sentidos. O trabalho anterior foi focado em direção a um som mais "oitentista", de alguma forma. Acho que as novas músicas soam mais atuais e modernas do ponto de vista da composição e execução, não esquecendo a produção. Tudo faz o álbum soar muito melhor e mais interessante. Soa como 2013, mas nada foi forçado. Imagino que todas as experiências durante a preparação do disco, os vários meses na Suécia e tem os músicos, todos esses fatores tiveram muito a ver com o resultado.


RtM: E sobre suas influências e inspirações como compositor e guitarrista? Que guitarristas e músicos poderia citar como suas principais influências?
MS: Esta questão sempre é um pouco complicada de responder. Acho que a minha principal influência ao compor é tudo e todos ao meu redor, no momento de escrever uma canção. Como músico não posso deixar de citar bandas como Skid Row, Whitesnake ... e inúmeros outros grupos. De guitarristas cito os dois que fizeram mudar a minha visão da guitarra moderna: Tony MacAlpine e Vinnie Moore. Ambos fizeram disco de "escola"!!
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RtM: Se um dia você tiver a oportunidade de excursionar no estilo de "G3", com quais guitarristas que gostaria de dividir o palco?
MS: Bem, é muito interessante que você me pergunte, precisamente porque estou trabalhando em algo parecido com frente para o primeiro trimestre do próximo ano, em 2014. Será uma turnê sob o mesmo conceito que o G3, a ser realizado apenas na América do Sul. Além de mim, um dos participantes é um guitarrista americano conhecido. O terceiro componente ainda está para ser decidido. Isso é tudo que eu posso antecipar até que saiba minha resposta quando for a hora!! (risos).


RtM: Muito foi dito que vários grandes grupos estão chegando ao fim de seu ciclo, os anos passam, os ídolos estão envelhecendo, algumas bandas parando as atividades e questões permanecem se haverá uma nova geração capaz de obter conquistas de grupos como Led Zeppelin , Iron Maiden, Kiss, Scorpions, Metallica e outros. O que você acha? E as bandas que são a próxima geração possuirão capacidade de fazer o seu nome como esses ídolos?
MS: Bem ... a mudança de geração está lá e é lógico, até certo ponto. É verdade que eu acho que é cada vez mais difícil para as novas bandas encher estádios, ou até de obter um segundo ou mesmo um primeiro álbum como aconteceu com todos os grupos que você menciona. Ou, pelo menos na Europa. 

Desde então, o público americano é muito mais quente, apaixonado e corajoso do que na Europa, mas eu sei que o que eu digo é verdade. De qualquer maneira, o importante é que há novas bandas que estão lutando para levar o testemunho desse legado que todos esses gigantes lendários estão nos deixando. 

Eles têm trabalhado duro por muitos anos e deixaram um grande legado para a história da nossa música. Nossa tarefa não é apenas manter esse legado, e sim expandir e ainda trazer boas bandas. A cena rock vai continuar.


RtM: Obrigado Manuel, espero falarmos mais uma vez após o álbum ser lançado, e fica o espaço para você deixar um recado para os fãs e leitores do Road To metal.

MS: Muito obrigado a todos vocês. Feliz por atende-los quando quiser. Estou ansioso para mostrar a todo o público brasileiro o novo trabalho do Burning Kingdom. Vejo vocês em breve na "estrada para o Metal!"  (N. do R.: Yeah, on the ROAD TO METAL!)

Entrevista: Carlos Garcia
Edição/tradução: Carlos Garcia
Revisão: Axe Giant
Fotos: Divulgação

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Entrevista - Burning Kigdom: Preparando Para Escribir Definitivamente El Nombre en la Escena


De un grupo formado pelo joven guitar-hero Manuel Seoane, que reunió a su alrededor  Danny Vaughn (Tyketto), Johnny Benson (Bai Bang), Tobbe Tosigalen e Mikkel Henderson (Fate), podemos esperar por lo menos un gran album de Hard Rock, pero sin duda desde la reformulación del "Burning Kingdom" cuando su traslado a Suecia, Manoel Seoane definitivamente quiere marcar el nombre de la banda en la escena, y no escatima esfuerzos para producir un hermoso álbum. 


Echa un vistazo a la siguiente entrevista, en la que el guitarrista dijo sobre el álbum, la nueva formación y mucho más!    (Acesse aqui a versão em português)

RtM: Para presentar a la banda a los lectores que no conocen el  “Burning KIngdom”, podría hacer una breve presentación de la banda?
Manuel Seoane: Buenas que tal! Un placer concederos esta entrevista. Bien, Burning Kingdom es una banda de hard rock que yo mismo creo en el año 2009 mientras me encontraba en las filas de Ars Amandi. Hasta la fecha han salido dos exitosos ábumes llamados “Livin’ Now” en 2009 y “Down To The Road” en 2011. En estos momentos nos encontramos terminando una nueva producción que saldrá a nivel mundial en el mes de Septiembre y para la cual cuento con una formación de verdadero lujo. El nuevo disco encantará a todos nuestros seguidores y estamos deseando visitarles a todos ellos.



RtM: Y a rspecto de  la reformulación de la banda y su traslado a Suecia, que lo llevó a buscar estos cambios?
MS: Cuando decidí cambiar a toda la formación tras terminar la gira de presentación del anterior disco me sentí completamente libre para decidir qué músicos quería y cuales serían los apropriados para mi banda. De manera que viaje durante un par de meses por toda Europa en busca de esos músicos. Acabé mi periplo en Suecia que, además de ser un precioso país, tiene una gran cultura rockera y musical en general. Hay grandes músicos y constantemente están saliendo nuevas y muy buenas bandas de allí. Poco a poco fui conociendo a gente de la escena y así fue cómo comenzó todo.

RtM: Y el contacto con Danny Vaughn? ¿Cómo surgió la oportunidad de tenerlo a su lado en la banda?
MS: El contacto con Danny me lo proporcionaron Mario Ruiz y José Herera de Krea Productions. Ellos han trabajado con grandes artistas de la talla de Gotthard, TNT o Jeff Scott Soto. Además de ser promotores también se dedican a la realización de video clips y demás, habiéndo trabajado con mis hermanos de Mago de Oz, Leo Jiménez o Tete Novoa, cantante de Saratoga. Mi relación con ellos es realmente buena y consiguieron ponerme en contacto de Danny, con quien ya habían trabajado también anteriormente.

Así, llamé por teléfono a Danny; hablamos largo y tendido acerca del nuevo álbum, me pidió algunas demos de los nuevos temas y enseguida aceptó. He de decir que para mí  es todo un orgullo contar con él. Además se esta involucrando de una manera muy activa en el nuevo disco y eso resulta ser algo increíble y gratificante a la vez. Además de ser uno de los mejores cantantes de hard rock y de ser una gran profesional, es una genial persona y nuestra relación es estupenda.



RTM: ¿Podría también contarnos un poco más de los otros miembros del  Burning Kingdom, que también tienen un gran fondo musical.
MS: Por supuesto! Johnny Benson o JB como nosotros le llamamos es el batería. Fue al primero al que conocí. Actualmente también es el baterista de Bai Bang, una banda de hard rock legendaria y que acaban de sacar nuevo álbum también. Su manera de tocar es increíble. Es muy expresivo y su actitud sobre las tablas es demoledora. Tobbe TosiGalen es el bajista, también procedente de Suecia. Podría encajar perfectamente en el line up de David Lee Roth. Su imagen y su comportamiento sobre el escenario es simplemente genial. Enorme bajista.

Mikkel Henderson el teclista. Le conocí  coincidiento en algunos shows aquí en España. El tocaba con su banda, Fate, que son también una banda de hard rock mítica por la que han pasado grandes músicos como Mattias IA Eklundh. Es procedente de Dinamarca y es un muy experimentado teclista, pianista y productor. Lo mejor es que además de ser grandes músicos son mejores personas, cosa muy importante si tienes en cuenta que pasaremos bastante horas conviviendo juntos de ahora en adelante. Estoy tremendamente satisfecho con el actual estado de Burning Kingdom.

RtM: El álbum ya está totalmente listo? ¿Cuál es el pronóstico para el lanzamiento?
MS: Ahora nos encontramos en el proceso de mezclas. Realmente es uno de los momentos más divertidos de la producción de un disco porque es cuando comienzas a visualizar el resultado final de las canciones y eso resulta algo completamente excitante. Te puedo decir que este nuevo trabajo va a sonar como un tanque. Son grandes canciones con una gran producción. Sonará más modernos que los anteriores trabajos pero con esa esencia de hard rock que siempre ha mantenido la banda. Esta previsto que vea la luz en el mes de Septiembre u Octubre mediante Avispa Music.



RtM: También contarnos un poco acerca de como fue el processo de  composición y producción del álbum.
MS: He invertido gran parte del año 2012 en componer, componer y componer. Esa ha sido mi meta. Hacer canciones pero sin pensar que tuvieran que ser para mi banda o no. Esto quiere decir que ha sido un trabajo completamente honesto en el que me he dejado guiar únicamente por mis inquietudes, sin pensar en si una canción debía de ser de una manera u otra. Creo que esto se va a reflejar a cien por cien en el disco. 

Una vez metidos en faena, Danny ha hecho un trabajo realmente exquisito, encargándose de la totalidad de las letras y de una gran porcentaje de las melodías de la voz. Ha sido un trabajo en equipo que realmente ha merecido la pena. Formamos un gran equipo trabajando juntos y como no, gran culpa de que las canciones suenen tán bien es suya.

La producción corre a cargo del gran David Martínez. Todo el disco ha sido grabado en los Estudios M20 de Avispa Music, quienes nos han proporcionado todas las facilidades para llevar a cabo esta nueva etapa de la banda. David ha entendido perfectamente el concepto primigenio de las canciones y la idea que yo tenía en la cabeza. El resto es obra suya y pronto lo podréis apreciar. Un gran profesional.



RtM: Ahora me gustaría que hablaras un poco sobre lo que podemos esperar de el sonido de este nuevo álbum . Que puede traer de nuevo la música de la banda y lo que puede ser su gran diferencia en este escenario competitivo ?
MS: Bien. Como te decía antes, creo que se va a notar una evolución enorme en todos los sentidos. Los trabajos anteriores estaban enfocados hacia un sonido mas “ochentero” por decirlo de alguna manera. Creo que las nuevas canciones suenan más actuales y modernas desde el punto de vista de la misma composición así como de su ejecución y sin olvidar la producción. 

Todo en su conjunto hace que suene mucho mejor y más interesante. Suena a 2013, pero tampoco ha sido alguno realmente buscado. Imagino que todas la vivencias durante la preparación del disco, el vivir durante algunos meses en Suecia y contar con los músicos con los que cuento han tenido mucho que ver.

RtM: ¿Y sus influencias e inspiraciones como compositor y guitarrista? ¿Qué guitarristas y músicos puede citar como sus principales influencias?
MS:Esta pregunta siempre es algo complicada de responder. Imagino que mi máxima influencia a la hora de componer es todo y todos los que me rodean en el momento de escribir una canción. Como músico no podré de dejar de citarte a bandas como Skid Row, Whitesnake...y un sinfín de grupos. De guitarristas te citaré a los dos que hicieron cambiar mi visión de la guitarra moderna: Tony Macalpine y Vinnie Moore. Ambos hicieron discos de escuela.



RtM: Si un dia usted tiene la oportunidad de hacer una gira en el estilo de "G3", que guitarristas le gustaría compartir escenario?
MS: Pues es muy curioso que me hagas esta pregunta porque precisamente se esta trabajando en algo parecido de cara al primer trimestre del año que viene, en el 2014. Se tratará de una gira bajo el mismo concepto que el G3 que se llevará a cabo únicamente en America del Sur. A parte de mí, otro de los participantes es un conocido guitarrista norteamericano. El tercer componente esta aún por decidir. Esto es todo lo que te puedo adelantar así que conocerás mi respuesta cuando llegue el momento (risas).

RtM: Mucho se dijo que varios grupos grandes están llegando al final de su ciclo, los años pasan, los ídolos son el envejecimiento, algunas bandas han terminado las actividades, y las preguntas permanecen si habrá una nueva generación capaz de obtener logros tales grupos como Led Zeppelin, Iron Maiden, Kiss, Scorpions, Metallica y otros. ¿Qué piensa usted? Y que las bandas que se ven a la nueva generación con la capacidad de hacer que su nombre ya que estos ídolos?
MS: Bueno...el cambio generacional esta ahí y es algo lógico en cierta medida. Sí es verdad que opino que cada vez es más difícil que las nuevas bandas consigan llenar estadios con un segundo o incluso con un primer disco como sucedía con todos esos grupos que citas. O al menos en Europa. Desde luego el público americano es mucho más caliente, pasional y bravo que el europeo, pero me consta que lo que digo es una realidad. 

De cualquier manera lo importante es que hay nuevas bandas que están luchando por tomar el testigo que todos esos gigantes legendarios nos van dejando. Ellos han trabajado duro durante muchos años y han dejado un gran legado para la historia de nuestra música. Nuestra tarea es no solo mantener ese legado, si no ampliarlo con lo que mientras sigan saliendo buenas bandas, la escena rockera seguirá existiendo.



RtM: Gracias Manuel, espero volver a hablar una vez que el disco se libera, es el espacio para que usted pueda dejar un mensaje para los fans y los lectores de Road To Metal.
MS: Muchas gracias a todos vosotros. Estaré encantado de atenderos siempre que queráis. Espero con impaciencia poder mostrarle a todo el público brasileño el nuevo trabajo de Burning Kingdom. Nos vemos pronto on the Road To Metal!!

Entrevista: Carlos Garcia



Toobe TosiGalen