sexta-feira, 11 de março de 2011

Discografia Comentada: Children of Bodom


Nesta seção do blog, você encontrará discografias completas comentadas de bandas ou músicos de influência no Metal mundial. Abaixo, confira a discografia comentada da banda finlandesa Children of Bodom. O texto é de autoria de Ranato Sanson.

Children of Bodom é uma banda finlandesa formada em 1993 por Alex Laiho (guitarra e vocal) e Jaska Raatikanen (bateria) que inicialmente tinha recebido o nome de “Inearthed” e que mais tarde seria um dos ícones do Heavy Metal mundial e também tomada de muita polêmica, por executar Death Metal Melódico, estilo que gera muita discussão sobre quem seria seu real criador.

Something Wild (1997)

Primeiro álbum dos finlandeses. Lançado em 1997, após abrirem um show para banda Dimmu Borgir, tamanho foi o sucesso que chamou a atenção de um dos representantes da Nuclear Blast, que logo ofereceu um contrato para lançar o álbum em toda Europa.

Alex Laiho sempre afirmou que não gosta de “Something Wild”, por tentar imitar os seus grandes ídolos na gravação do álbum, que são Yngwie J. Malmsteen e Steve Vai. Mas o que encontramos neste petardo é um Death Metal Melódico altamente técnico e intenso. Confira a faixa “Deadnight Warrior” para tirar as dúvidas em relação à técnica da banda e as grandes influências de Laiho nos solos. O que falar da faixa “Red Light In My Eyes Pt 2” tomada de um clima neoclássico absurdo, aliando muita técnica e sentimento. O álbum ainda conta com o grande clássico “Lake Bodom” executada até hoje nos shows.

Álbum na medida cert,a aliando momentos mais rápidos com certas influências do Black Metal norueguês e toda influência neoclássica que Laiho tem em sua guitarra.


Hatebreeder (1998)

Lançado entre final de 1998 e começo de 1999, o segundo álbum da banda gera uma grande expectativa entre os fãs, tamanho tido sido o sucesso do primeiro álbum. E como todos esperavam, Hatebreeder não decepcionou. O que podemos ver é uma banda mais madura, com composições complexas e temas ainda mais sombrios.

“Warheart” abre o álbum com tamanha brutalidade, mas que logo notamos a veia melódica do grupo que exala técnica e velocidade. Logo em seguida, um dos maiores sucessos do Children of Bodom, “Silent Night, Bodom Night” dispensa maiores comentários, confira nesta faixa a grande atuação do baterista Jaska. Não podemos esquecer das fortes influências neoclássicas do mestre Laiho, confira em “Towards Dead End” toda técnica que este finlandês tira de sua guitarra, é de arrepiar!

O álbum não tem tanta influência do Black Metal, mas o neoclassicismo continua latente, mas tendo mais originalidade em suas composições tendo uma presença constante dos teclados de Janne Warman.

Assista a banda ao vivo com "Silent Night, Bodom Night":

http://www.youtube.com/watch?v=LR_GDB67eKg&playnext=1&list=PL4B19F8955374FAD5

Tokyo Warhearts (1999)

Gravado em 1999 em uma turnê conjunta pelo Japão com as bandas Sinergy e In Flames, é o primeiro álbum ao vivo dos finlandeses, mostrando todo o seu poder de fogo.

Para quem duvida que o Childrem of Bodom não consiga executar fielmente suas composições ao vivo, confira “Tokyo Warhearts” do começo ao fim e você ouvirá uma banda entrosada e que conseguiu aperfeiçoar ainda mais suas composições tocando ao vivo.


Follow The Reaper (2000)

Após o sucesso de “Tokyo Warhearts”, é lançado no ano 2000 seu terceiro álbum de estúdio “Follow The Reaper”, primeiro álbum do Children a ser lançado em todo mundo, ainda mais melódico e técnico.

A banda vem com muito mais experiência e profissionalismo nesse álbum que é considerado por muitos fãs o melhor de sua carreira. Tal afirmação não é de se questionar, devido o número de clássicos que este petardo contém “Bodom After Midnight”, uma das músicas mais aguardadas nos shows da banda, com um começo arrebatador de Jaska na bateria, riff mais do que cativante e teclados muito bem colocados com um baixo altamente pesado segurando bem a cozinha. Depois mais um clássico “Every Time I Die” com uma pegada mais arrastada, não prezando por velocidade, mas sim por muito sentimento e peso.

“Mask Of Sanity” traz o que de melhor o Children of Bodom sabe fazer: Death Melódico rápido, intenso e muito técnico. O que falar de “Hate Me”, apesar da simplicidade, uma composição completa e que ao vivo se torna um hino de ódio. Com todos esses clássicos, não teria como “Follow The Reaper” não se tornar um disco clássico, grande álbum com grandes músicas e um nível de composição altíssima.

Veja o video clipe oficial de "Every Time I Die":

http://www.youtube.com/watch?v=EtPDm2kaj1c

Hatecrew Deathroll (2003)

Quarto álbum de estúdio da banda lançado em 2003 com a difícil tarefa de superar seu antecessor “Follow The Reaper”. “Hatecrew Deathroll” não o supera, mas esta longe de ser uma decepção, álbum que preza muito pelo peso nas guitarras beirando em muitos momentos o Thrash Metal, o álbum também é marcado por ser o último com o guitarrista Alexander Kuoppala.

Abre com a clássica “Needled 24-7”, mostrando toda fúria da banda e o grande peso nas guitarras de Alex e Alexander, fazendo riffs altamente complexos e não tendo tantas melodias nos solos. “Sixpounder” vem em seguida mostrando certa influência da banda Pantera, um riff arrastado, mas muito pesado e Jaska sentando a mão na batera, com Henka Blacksmith mostrando todo o seu peso no baixo.

O trabalho segue a mesma linha dos seus antecessores, mas mostrando composições menos complexas, porém, mais pesadas e variando entre a velocidade e partes mais cadenciadas, como em “Hatecrew Deathroll”, que apesar de ser explosiva, não é tão rápida e em seu refrão se torna uma melodia incrível tanto instrumental quanto liricamente.

Veja o video clipe oficial de "Needled 24-7":

http://www.youtube.com/watch?v=hjZXUyvFQDA

Are You Dead Yet? (2005)

Marcando a estréia do guitarrista Roop Latvala, o álbum foi lançado em 2005, também marcado por uma grande polêmica de não parecer tanto com o Children Of Bodom dos álbuns anteriores, apresentando muitos elementos modernos em seu som, inclusive grande influência do Metal Industrial nas composições.

Mas, apesar destas novidades não tão bem vindas entre os fãs, o álbum apresenta muita qualidade. Podemos citar “Living Dead Beat”, faixa que abre o álbum mostrando os novos elementos que a banda adotou, mas ainda explosiva e empolgante com um ótimo riff e grandes teclados. “Bastard Bodom” com elementos bem industriais aliados a melodia da banda, uma grande composição, apesar das diferenças notáveis no modo como Alex esta cantando e diminuindo as melodias em seus solos.

Realmente este álbum não empolga muito, mas temos momentos bem interessantes nele, e a grande questão de querer arriscar em uma nova sonoridade sem perder seus principais elementos foi muita coragem do mestre Laiho, que em algumas entrevistas de divulgação de “Are You Dead Yet?” diz ter se arrependido de tentar tantos experimentos no álbum e de não aprovar o resultado final.

Veja o clipe oficial de "In Your Face":

http://www.youtube.com/watch?v=WZFh5LCzTfE

Chaos Ridden Years – Stockholm Knock Out Live (2006)

Segundo álbum ao vivo dos finlandeses. Lançado em 2006 e também no mesmo ano em DVD, compilação dos maiores clássicos da banda aliando com o momento atual, grande álbum mostrando novamente que o Children of Bodom não deve nada ao vivo e o novo guitarrista mostra muito entrosamento e alia boa técnica dividindo alguns solos com Alex Laiho.


Blooddrunk (2008)

Sexto álbum de estúdio da banda lançado em 2008. Lançamento que gerou muita desconfiança entre os fãs, mas que após lançarem o single “Banned From Heaven” os fãs se sentiram mais aliviados, seria a volta do Children of Bodom as suas raízes?

Ainda não foi desta vez, mas temos um álbum mais direto, com menos elementos industriais e em alguns momentos tendo partes bem progressivas como em “Blooddrunk”, com muitas mudanças de ritmos e riffs bem intrincados. Já em “Smile Pretty For The Devil” chegamos a relembrar dos grandes momentos de “Follow The Reaper” e “Hatecrew Deathroll” com grande melodia e velocidade e a já citada “Banned From Heaven”, mesclando elementos novos com o progressivo, apesar de ser diferente dos padrões da banda, com certeza a melhor faixa do álbum, mostrando bastante originalidade.

“Blooddrunk” esta longe de ser ruim, um álbum que os fãs mais exigentes do Children of Bodom podem torcer o nariz ou gostar do trabalho feito, apesar de ainda estar distante da sonoridade que consagrou a banda.

Assista o video clipe oficial de "Blooddrunk":

http://www.youtube.com/watch?v=MNrfITQ7GjM


Texto: Renato Sanson
Revisão: EddieHead

quinta-feira, 10 de março de 2011

Tributos: Stryper e as Influências Pouco Cristãs

Maior nome de todos os tempos do Metal Cristão, a banda Stryper (EUA) fez seu nome ao longo de suas mais de duas décadas em que, através de um Heavy Metal altamente influenciado pelo Hard Rock, teve como temática a ideologia Cristã, focando suas letras em louvores a esse deus e, ao mesmo tempo, sendo um dos grupos mais odiados pelos headbangers mais radicais.

A banda, que hoje é a principal influência de grupos como o brasileiro Eterna (recentemente coverizaram uma música dos canadenses), resolveu que o ano de 2011 mereceria um tributo a suas maiores influências.

Banda é o maior nome do Metal Cristão

Mas que influências teriam uma banda de Heavy/Hard que foi a pioneira na temática cristã? Exatamente as mesmas que toda e qualquer banda que surgiu nos anos 80/90: Iron Maiden, Black Sabbath, Judas Priest, Kiss, Deep Purple, etc.

Diga-se de passagem que grupos esses considerados nada cristãos pela sociedade religiosa, sendo que algumas dessas bandas já foram até mesmo excomungadas e proibidas de tocar em certos países (por exemplo, o Iron Maiden que não podia se apresentar no Chile, e o Judas Priest que fora acusado de incitar suicídio em suas músicas “satânicas”).

A verdade é que o Heavy Metal, o Hard Rock e afins transcendem ideologias, pois quando o assunto é som que vem da alma, pouco importa qual a posição política/religiosa que as letras defendem (muitas vezes apenas jogada de marketing).

Assim, o Stryper lança o álbum “The Covering” (2011), executando versões bastante fiéis de clássicos como “Heaven and Hell” (Black Sabbath), “Breaking the Law” (Judas Priest) e “The Trooper” (Iron Maiden).

A atual formação nos idos de 1986

Outras bandas que são lembradas pelo grupo são Ozzy Osbourne (com “Over the Mountain”), Led Zeppelin (“Immigrant Song”), Kiss (“Shout It Out Loud”), Deep Purple (“Highway Star”), entre outras da cena Hard Rock mundial, como Scorpions e Kansas.

Sabemos que álbuns tributos em que uma única banda executa várias canções clássicas (muitas vezes clichês) tem se tornado “moda” nos últimos anos e uma forma de caça-níquel, afinal, teoricamente, tanto os fãs da banda em questão quanto das homenageadas poderão curtir.

Sendo uma jogada financeira apenas ou falta de criatividade para um novo disco de inéditas (Stryper já foi uma “marca” muito maior do que é hoje), a verdade é que “The Covering” não acrescenta muita coisa à banda ou às versões regravadas. É um disco legal, indicado apenas aos fãs do grupo que gostarão de ouvir “clássicos pagãos” na voz de Michael Sweet. Aliás, uma novidade é a volta da formação clássica que, além de Sweet, conta com Robert Sweet na bateria, Oz Fox na guitarra e Timothy Gaines no baixo, este voltando à banda após saída de Tracy Ferrie.

Para dar um viés de novidade, a música inédita “God” fecha o álbum de 13 faixas. Ainda fico com a banda nas suas músicas próprias, especialmente de seu último trabalho “Murder By Pride” (2009), que é um álbum viciante, além, claro, dos clássicos dos anos 80.

Agora é esperar que a banda volte ainda este ano com material inédito e com a formação original em alto nível.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Stryper

Álbum: The Covering

Ano: 2011

País: EUA

Tipo: Hard Rock/Heavy Metal Cristão


Formação

Michael Sweet (Vocal)

Robert Sweet (Bateria)

Oz Fox (Guitarra)

Timothy Gaines (Baixo)


Tracklist

1. Set Me Free (Sweet)

2. Blackout (Scorpions)

3. Heaven and Hell (Black Sabbath)

4. Lights Out (UFO)

5. Carry On My Wayward Son (Kansas)

6. Highway Star (Deep Purple)

7. Shout It Out Loud (Kiss)

8. Over The Mountain (Ozzy Osbourne)

9. The Trooper (Iron Maiden)

10. Breaking The Law (Judas Priest)

11. On Fire (Van Halen)

12. Immigrant Song (Led Zeppelin)

13. God (Stryper)

quarta-feira, 9 de março de 2011

Deicide: Novo Petardo Sonoro Contra o Cristianismo

A banda é um dos maioresnomes do Death Metald e todos os tempos

Em meados da década de 90, existia na cena do Metal uma disputa “sadia” entre as bandas de Black e Death para ver quem possuía a temática mais “satânica”. Por mais que o Black tenha herdado uma grande carga de misticismo, algumas bandas de Death Metal ainda se mantém fieis a esse estilo e nunca abalaram sua ideologia. Entre elas se destaca o Deicide, que em 2011 lança seu novo ataque anti cristão: “To Hell With God” .

A heresia já se apresenta na capa e no titulo (em tradução literal, “para o inferno com Deus”). Seria essa uma “homenagem” ao hino da banda cristã Stryper e o seu clássico “To Hell With the Devil”? Ou só uma capa com o padrão Deicide de qualidade de criar polêmica (vide “Once Upon the Cross” e comprove).

Na sonoridade, o time composto por Glen Benton (baixo e vocal), Steve Asheim (bateria), Jack Owen (guitarra, ex- Cannibal Corpse) e Ralph Santolla (guitarra, que fez um trabalho brilhante no Death), se mostra cada vez mais entrosado e se "Till Death Do Us Part” (2009) vendeu 2900 cópias nos Estados Unidos na primeira semana, fatalmente “To Hell With God” irá alcançar e até mesmo superar essa marca.

Porém, o que esperar da sonoridade, afinal? Nada exatamente novo, mas cada vez mais preciso. Se fosse localizar alguém que nunca ouviu a banda e vai começar por esse álbum, poderíamos dizer que é um Cannibal Corpse sem o humor negro e centena de vezes mais satânico.

Outro destaque são as alternâncias de voz do Benton, o que nos faz perguntar como uma criatura consegue urrar, gritar e tocar baixo ao mesmo tempo.

Deicide: peso à serviço do exército anti-cristão

Não deixe de ouvir massacres sem piedade como a faixa-título, a metralhadora na bateria de “Save Your”,e as quebra pescoços “Conviction” e “Servant To Enemy”.

Resumindo, se satanismo, louvores à obscuridade e invocações não são sua praia, fuja desse CD como o diabo foge da cruz. Porém, se para você (assim como para mim) o importante é a violência em forma de música, esse álbum foi feito para sua diversão, assim como todos os outros do Deicide.

Texto: Harley

Revisão do texto: EddieHead

Fotos: Divulgação


Formação
Glen Benton (Vocal e Baixo)
Jack Owen (Guitarra)
Ralph Santolla (Guitarra)
Steve Asheim (Bateria)

Tracklist

01.To Hell with God
02. Save Your
03. Witness of Death
04. Conviction
05. Empowered by Blasphemy
06. Angels in Hell
07. Hang in Agony Until You're Dead
08. Servant of the Enemy
09. Into the Darkness You Go
10. How Can You Call Yourself a God

Confira o trailer do album: http://www.youtube.com/watch?v=SMfnQy1EuvA&feature=player_embedded

Assista vídeo de apresentação ao vivo da música “Into the Darkness You Go”

http://www.youtube.com/watch?v=oI_KFSISfpk

e “Witness of Death”

http://www.youtube.com/watch?v=vn1eLVqXWqM


terça-feira, 8 de março de 2011

No dia Internacional da Mulher, o Road Homenageia todas as Metalheads

Joan Jett, pioneira que abriu muitas portas

Muitas dificuldades, preconceito, discriminação, machismo... é... com certeza, se hoje em dia ainda existe certa resistência, na época em que pioneiras como as The Runaways, que viraram filme, e vale a pena conferir, e seu Rock and Roll enérgico, que revelou Joan Jett e Lita Ford, ou Suzi Quatro, com seu Glam Rock, então, nem se fala.
Suzy Quatro

Graças a coragem e talento de mulheres como essas, hoje temos inúmeras artistas, sejam vocalistas, guitarristas, bateristas, tecladistas, produtoras... No atual cenário hoje é comum ter, além de bandas exclusivamente com membros femininos, integrantes mulheres nas mais diversas funções e nos mais diversos estilos.

Mariangela, do Tristania.









Seja no Metal mais melódico ou na face mais extrema, elas estão ali, mostrando seu talento, garra e beleza.

Simone





Para um estilo que era (ainda é, mas a participação hoje é muito maior e mais comum) predominantemente masculino, onde o preconceito, com relação até a presença feminina no público, era vista com maus olhos, aos poucos, os caminhos abertos por guerreiras como as Runaways,




Sharon






(já imaginaram que sem elas, talvez muitas outras não teriam se aventurado? Joan Jett não teria imortalizado depois, uma música que se tornaria um dos maiores hits do Rock and Roll, a música "I Love Rock And Roll"), foram se expandindo, e elas foram invadindo cada vez mais o cenário.


Doro Pesch, que recentemente lançou um DVD comemorando 25 anos de carreira, se tornou também um símbolo, recebendo o título de "Queen Of Metal".

Capa DVD DORO

A baixista Jo Bench, do Bolt Thrower, e Sabina Classen, do HolyMoses, mostrando que também no Metal Extremo as mulheres podiam ditar as regras!

Sabina, inspiração para as "thrashers"

As inglesas do Girlschool, que foram chamadas de "Motorhead de saias", a agressividade e atitude de Wendy O. Williams, o Hard/pop (ou Hair Metal) do Vixen, nos anos 80 elas foram se destacando e tomando cada vez mais seu lugar na cena.

Girlschool, o "Motorhead de saias"
Nos anos 90, com pioneiros como Theatre of Tragedy, tendo os vocais suaves de Liv Kristine em contraponto com os urros de Raymond Rohonyi, praticamente alavancando um estilo que contribuiria muito para uma participação ainda maior das mulheres, o Gothic Metal.

LIV



E com o Gothic Metal, também o Symphonic Metal, trazendo a característica de ter os vocais femininos bem presentes, com bandas como Tristania, The Gathering, Nightwish, Within Temptation, e muitas outras, revelando gente como Tarja Turunen, Simone Simmons, Floor Jensen, Cristina Scabbia, Anneke...
E nos demais sub-estilos também a mulherada não deixou e não vem deixando pra menos, seja do Metal mais melódico ao mais extremo, como o o Black Metal da Astarte e o Death/Thrash do Arch Enemy, da poderosa Angela Gossow.




Angela
Toda a Fúria ao vivo





No Brasil, também temos vários exemplos, como Dani Nolden, à frente do Shadowside (que recentemente voltou de tour com o WASP), Hollines, Losna, A Sorrowful Dream, Andrea Palmieri (do Scars Souls), Daisa Munhoz (grande revelação do Soulspell e entrevistada pelo Road recentemente).
Dani









E nós só temos que agradecer, e nos render ao talento e beleza dessas belas que são feras, e hoje, estão aí, mostrando para quem teve, ou ainda tem, a estupidez de dizer que o Rock Pesado, o Metal, não tinha lugar para as mulheres, esse negócio de "Clube do Bolinha", tô fora ! hehehehe!




Floor
Floor ao vivo com o Revamp




Não caberia aqui neste blog a homenagem que todas as mulheres merecem, ou muito menos seria possível citar todas as pioneiras ou todas as guerreiras da cena Rock/Metal . Então, independente do estilo musical que goste, seja uma Headbanger, uma guitarrista, uma fã, uma estudante, uma mãe, fica nossa singela homenagem com essa matéria dedicada a elas neste 8 de Março, dia internacional da MULHER.

Tarja