quarta-feira, 3 de agosto de 2011

Winds of Plague: Buscando Novos Caminhos no Deathcore

Deathcore que epode supreender positivamente os headbangers menos radicais

O Deathcore é um subestilo recente e que não tem meio termo, ou você ama ou odeia sem restrições. O fato é que ele em si é um estilo limitado, sendo muito difícil buscar novas sonoridades e o caminho comum é muito mais atraente.

Entre as bandas que buscam novos caminhos e que vem ganhando cada vez mais destaque é a Winds of Plague. Confesso que nunca dei muito atenção para os caras porque vendo vídeo clipes como de “Impaler” sempre achei os caras com uma pinta de rappers, rsrsrsrs.

Pois bem, depois de ouvir tantos elogios, fui conhecer de cabeça aberta o novo trabalho desses californianos e posso dizer para os amigos do blog que a coisa não é tão ruim como eu pensava. Na realidade, “Against The World” (2011) é bom, muito agressivo, sinfônico e, pasmem, extremamente técnico.

O que difere o WOP da grande maioria é o uso correto de elementos sinfônicos ao lado de blast beats e vocais meio gritados e urrados, mas nada extremamente gutural, cortesia do frontman Johnny Plague, mas quem rouba mesmo a minha atenção é a tecladista Alana Potocnik: vai ser gata assim lá em casa!

Banda, que faz parte da Century Media, é a que mais se destaca na cena

Bem, voltando ao álbum antes que a patroa reclame, tudo se inicia com “Raise the Dead” que é uma intro muito bem feita e dá um clima com aquele coro de crianças bem macabro. O que vem depois é porrada atrás de porrada, sendo que é possível apontar alguns destaques individuais como "One For The Butcher" e "Drop The Match" ou “California" que tem uma letra densa e até mesmo sarcástica.

Só que nem tudo são flores, já que o WOP tentou fugir de um dos estereótipos que sempre acompanharam a banda, o fato de ser um grupo de uma música só, ou seja, todas as estruturas são muito parecidas, por isso mesmo que eles trouxeram novas propostas, mas acontece que não ficou tão interessante assim e até mesmo confuso como em “Monster” que a alternância de vocais ficou toda embolada ou o excesso de “fuck” parecendo mais um CD de rapper (olha aquela minha birra voltando), mas a falha mais forte atende por “Ultimate Warrior” que nada mais é que um falatório sem sentido que deve ter saído de algum episodio da Xena ou Conan. Se a idéia era dar um clima, não rolou e força apenas a apertar o botão do rádio para mudar de faixa.

No final de tudo, “Against The World” se mostra melhor do que eu imaginava. Não é ainda um divisor de águas do estilo, mas pelo menos mostra uma garra e uma vontade de inovar. se o objetivo foi realmente esse, ponto para o WOP. Agora é só esperar que eles continuem nesse ritmo.


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Winds of Plague

Álbum: Against the World

Ano: 2011

País: EUA

Tipo: Deathcore


Formação

Johnathan "Johnny Plague" Cooke (Vocal)

Art Cruz (Bateria)

Nick AESS (guitarra)

Andrew Glover (Baixo)

Nick Piunno (Guitarra)

Alana Potocnik (Teclados)

Track list

01. Raise The Dead
02. One For The Butcher
03. Drop The Match
04. Built For War
05. Refined In The Fire
06. The Warrior Code
07. Against The World
08. Monsters
09. Most Hated
10. Only Song We're Allowed To Play In Church Venues
11.
California
12. Strength To Dominate

Acesse

Myspace

Assista

“Drop the Match”

“California”

“The Impaler”

Sampler do disco

Ao vivo

“Redefined in the Fire”

terça-feira, 2 de agosto de 2011

Headcat: O Lado Rockabilly do Mestre Lemmy

Headcat mostra seu amor pelo Rock anos 50/60

“Lemmy is God”! Só nome desse cara já é sinônimo de Rock & Roll. Acho que não existe nenhum headbanger que não curta Motorhead, e se existir ele que vá ouvir Restart.

Pois bem. Além de ser frontman de uma das bandas mais fudidas do universo, Motörhead, Lemmy, que sempre foi um fã declarado de Rockabilly, decidiu ressuscitar o Headcat.

Para quem não conhece, o Headcat é um Power trio formado por Lemmy Kilmister (baixo e vocal), Dany B. Harvey (guitarrista do Rockats e 13 Cats) e Slim Jim Phanton (batera do Stray Cats). É dessa junção que vem o nome da banda (Head de Motörhead e Cat de Stray Cats e 13 Cats).

A primeira reunião ocorreu em 2000, quando essas 3 feras se encontraram em estúdio onde estava sendo gravado um tributo ao rei Elvis chamado “Swing Cats: a Special tribute To Elvis”. Conversa vai, conversa vem e ai nasceu o Headcat, com o seu CD de estréia Lemmy, Slim Jim e Danny B (que nome mais original, não acham?), um álbum de covers com releituras de clássicos como Chuck Berry e, é claro, Elvis Presley.

Em 2007 outra junção, dessa vez para gravar o DVD “Rocking The Cat Club Live the Sunset Trip”. Muito legal ver no DVD como o local conhecido mundialmente pela cena glam se rende ao rock clássico até mesmo com passos de dança hilários.

Trio homenageia o Rockabilly com tributo e músicas inéditas

Agora, 11 anos após o primeiro lançamento, o trio volta com mais um ataque “Walk the Walk... Talk the Talk”, que apresenta ainda mais clássicos como “Crossroad”, além de duas inéditas que são tão legais que parecem músicas feitas na década de 50 e 60, os anos dourados do Rock.

Então, é só colocar o CD para rodar, empurrar os móveis da sala e sair dançando nos embalos do Rockabilly com a voz do Lemmy que a cada dia que passa está mais curtida em whiskey barato e cada vez melhor, por isso que eu reafirmo o que eu falei lá em cima: “Lemmy is God”.


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Headcat

Álbum: Walk the Walk... Talk the Talk

Ano: 2011

Tipo: Rockabilly


Formação

Lemmy Kilmister (Vocal e Baixo)

Dany B. Harvey (Guitarra)

Slim Jim Phanton (Bateria)



Tracklist

1. American Beat
2. Say Mama
3. I Ain’t Never
4. Bad Boy
5. Shaking All Over
6. Let it Rock
7. Something Else
8. The Eagle Flies On Friday
9. Trying To Get To You
10. You Can’t Do That
11. It’ll Be Me
12.
Crossroads Blues

Ouça “Big River”

Veja a banda ao vivo

“Something Else”

“Crossroads”

“Blue Suede Shoes”

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Resenha de Shows: 28/07/2011 - A NIGHT TO REMEMBER IN PORTO ALEGRE

Banda sueca volta ao Rio Grande do Sul e não decepciona

Após seis anos da primeira apresentação dos suecos na capital gaúcha, eis que o Evergrey volta a se apresentar novamente em Porto Alegre/RS, mas desta vez o lugar escolhido para apresentação foi o inusitado Teatro do CIEE, onde nunca houve uma apresentação de uma banda de Heavy Metal.

Mas mesmo tendo a desconfiança dos fãs foi uma ótima escolha, pois acabou dando todo o clima para apresentação dos suecos.

Com um público muito, mas muito abaixo do esperado (quem chegava para o show até pensava que tinha sido cancelado devido o baixo público), que tinha um pouco mais de 80 pessoas, mas felizmente tudo ocorreu bem e exatamente às 22h inicia o show com os músicos lentamente subindo ao palco e surgindo a figura sombria de Tom Englund levando os presentes a loucura.

O show abre com a nova “Leave it Behind Us” mostrando muito feeling e sentimento levando o público a loucura, sem tempo para respirar “Monday Morning Apocalypse” mantém o clima do show em alta.

“As I Lie Here Bleeding” do album Recreation Day entra em cena para deixar todos sem pulmões (e um detalhe: esta era apenas a terceira música da noite). A seguir viria uma seqüência matadora do álbum In Search of Truth: “The Masterplan”, “Rulers Of The Mind” e “Mark Of The Triangle” deixando todos ensandecidos e de queixo caído tamanho o entrosamento e perfeição que esta nova banda de Tom Englund executava as músicas, os duetos de guitarra de Tom e do novo guitarrista Marcus Jidell eram de arrepiar e os solos de Marcus perfeitos, mantendo fiel a proposta da banda.

Banda fez show histórico para poucos, mas fiéis, fãs

Após esta seqüência matadora, Tom conversa com o público e diz aos presentes que já está 48h sem dormir e se por acaso ele desmaie, por favor, me acordem levando a todos a risos gerais e neste meio tempo Tom aproveitou para distribuir algumas palhetas ao público levando aos fãs à “loucura”.

Após este momento de descontração, Tom avisa que a próxima música é o primeiro single do novo álbum Glorious Collision, “Wrong”, interpretada com maestria pela banda, com destaque a Tom que interpretou com uma emoção fora do normal levando os presentes a ficarem vidrados em sua interpretação.

“Blinded” retorna com os riffs pesados e intrincados levando o público a bater cabeça novamente e cantar do começo ao fim este grande clássico da banda.

Vocalista/guitarrista Tom Englund foi um show a parte! Um dos maiores vocalistas da atualidade!

Tom faz uma pergunta aos fãs se eles gostariam de ouvir algo velho ou novo? Então em uníssono os fãs respondem “old, old...” eis que “Solitude Within” entra em cena mostrando toda técnica desta nova banda com um entrosamento fantástico, além de Marcus Jidell ainda temos o excelente baterista Hannes Van Dahl que tem uma pegada absurda, o experiente baixista Johan Niemann (ex - Therion) e o tecladista Rikard Zander que já acompanha a banda há alguns anos, mostrando que mesmo com uma troca de formação significativa Tom Englund deu volta por cima e apresenta um cartel de músicos acima da média.

Com o clima ainda sombrio “Nosferatu” aparece em uma performance perfeita, tirando lágrima dos olhos dos fãs, tamanho o sentimento e interpretação que Tom passava, simplesmente a melhor música da noite. Eis que “I’m Sorry” surge como um dos momentos mais emocionantes do show, Tom pede para acender as luzes do Teatro para poder ver todos cantarem com ele, simplesmente mágico, sem sua guitarra e apenas uma lata de cerveja na mão, Tom comanda a platéia de forma única levando aquelas 80 pessoas a se tornarem 1000 na hora do refrão de arrepiar mesmo.

A primeira parte do show encerra com a nova “Frozen” que foi muito bem recebida pelos fãs, com um ótimo refrão e riffs pesados aliando as melodias sombrias da banda.

Todos saem do palco, fazendo aquele tradicional final “fake”. Não demora muito e Rikard e Hannes voltam ao palco e dão inicio a “When The Walls Go Down” com uma bela interpretação e já mostrava que o final do show estava se aproximando.

“Recreation Day” e “Broken Wings” dão continuidade a parte final do show e, sem tempo de pensar, “A Touch Of Blessing”, o clássico definitivo dos suecos, é executado levando os fãs ao delírio total, tamanha precisão e simpatia que esta banda esbanjava em cima do palco.

E as emoções não pararam por ai. Antes de saírem do palco, Tom & Cia pedem para os fãs esperarem 5 min que eles iriam descer para dar autógrafos e conversar com seu público, isto deixou todos inquietos (sinceramente quando ouvi isto fiquei mais nervoso do que no show) e então todos os músicos se dirigem ao Lobby do Teatro para atender seus fãs, tirando fotos dando autógrafos, simplesmente inesquecível depois de um show fantástico a simpatia e humildade desses grandes músicos do Metal mundial em conversar com seus fãs sem medo e frescura, mostrando para que vieram honrar o Metal e seus fãs.

Ponto positivo para escolha da casa de show onde o Teatro do CIEE se mostrou mais uma ótima opção para se realizar shows menores com uma excelente infra-instrutora e uma ótima acústica. Ponto negativo mais uma vez a produtora Abstratti, que novamente peca na divulgação do evento, levando muitos bangers a nem ficarem sabendo do show, tamanho descuido e desleixo da produtora em relação a uma grande banda como o Evergrey.

Texto: Renato Sanson

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: Renato Sanson


SET LIST:

1.Leave It Behind Us

2.Monday Morning Apocalypse

3.As I Lie Here Bleeding

4.The Masterplan

5.Rulers Of The Mind

6.Mark Of The Triangle

7.Wrong

8.Blinded

9.Solitude Within

10.Nosferatu

11.I'm Sorry

12.Frozen

Justificar

Encore:

13.When The Walls Go Down

14.Recreation Day

15.Broken Wings

16.A Touch Of Blessing

domingo, 31 de julho de 2011

Clássicos Brasil: “Reality In Chaos” (2005) do Heavenfalls - O Poder do Vocal Feminino no Power Metal Nacional

Hoje vocais femininos no Metal são comuns em bandas nacionais como Holiness e Shadowside, porém em 1999 na nossa cena isso era visto como incomum e quando algumas bandas optavam por esse caminho era sempre aquele dueto entre “a bela e a fera”, muito comum no Gothic Metal.

Mas nadando contra a maré, a banda Heavenfalls escala para seu time a vocalista Sabrina Carrión que apresentava à frente da banda vocais fortes que se encaixavam muito bem no Power Metal perpetuado pelos mesmos.


Banda foi grande destaque da cena brasileira na década passada

Com algumas trocas de integrantes, a banda lança o seu primeiro trabalho, um EP intitulado “Winter's Dance”. Continuando sua jornada, em 2002 sai o trabalho “Ethereal Dreams”, um CD com nove faixas que trouxe uma surpresa para os fãs antigos: a participação do ex Heavenfalls Hugo Navia no vocal de “Castles of Illusion” e “And The Heaven Falls”.

Para um álbum de estréia a repercussão foi extremamente positiva, ganhando notas altas em todas as resenhas. Tudo ia muito bem até que há a troca de integrantes, dessa vez sai Daniel White, sendo substituído por Carlos Janarelli (baixo) e Davis Vasconcelos (segundo guitarra, deixou a banda que a partir daí passa a ter uma guitarra só aos comandos do membro fundador Victor Montazão). Entrava, também, o tecladista José Luiz Faulhaber. Unindo forças a Sabrina e André Andrade (bateria).

Troca de integrantes e pressão de um novo trabalho, tudo isso era uma realidade e um caos (ahah, que trocadilho, hein, Harley), pois tudo isso foi crucial para o nascimento de um clássico.

O grande segredo desse trabalho é, em primeiro lugar, o cuidado tanto com a produção, que é muito melhor que os primeiros lançamentos, quanto à parte gráfica e as letras.

Além disso, os caras tiveram a “manha” de misturar uma pegada moderna ao nosso tão adorado Metal dos anos 80, ou seja, massacre para nossos pescoços.

O que você vai encontrar nesse CD é uma boa dosagem de Power, Prog, Thrash extremamente bem intercalado. Toma pancadaria com “No Sorrow”, “Fly High Away” e “Masquerade Down” ou “H.W.L.”.

Em “Through The Ruins” e Self To Self”, um clima meio medieval e melancólico invade o ar e os vocais de Sabrina conseguem mostrar grandes variações, dando um brilho todo especial para a canção, sem abusar dos líricos forçados.

Outra que rouba a cena é “Rising Of A New Soul” que compõem uma trilogia que se inicia com teclados inspirados para depois cair no peso e na melodia, uma verdadeira viagem musical.

Então bangers, lançado em 2005, essa foi uma grande obra do Metal brasileiro e merecedor de todos os elogios.

Infelizmente no Myspace dos caras não achei atualizações e realmente não sei por onde eles andam. Se alguém tiver uma notícia avisa ai e para quem ainda não conhece não perca mais tempo e se renda ao brilhantismo do Heavenfalls.

Texto: Harley

Revisão/Edição: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Heavenfalls

Álbum: Reality in Chaos

Ano: 2005

Tipo: Power/Heavy Metal

País: Brasil

Selo: Hellion Records


Formação

Sabrina Carrión

Victor Montalvão (guitarra)

Carlos Janarelli (baixo)

José Faulhaber (teclados)

André Andrade (bateria)

Pedro Motta (guitarra)

Tracklist
1. No Sorrow
2. Fly High Away
3. Masquerade Down
4. Through The Ruins
5. H.W.L.
6. Self To Self
7. New Reality
8. Rising Of A New Soul
a) Conception
b) First Breath
c) Growing Again
9.
Awakening
10. Evolution
11. Go Away

Acesse o Myspace


Compre por apenas R$5,00 na Hellion Records

sábado, 30 de julho de 2011

Iron Maiden: Coletânea Provando a Verdadeira Evolução da Donzela

Nova coletânea destaca as duas últimas décadas e a banda como sexteto

Quando li a noticia de que o Iron Maiden estaria lançando mais uma coletânea o primeiro pensamento que veio a minha cabeça foi: “quem precisa de mais uma coletânea da donzela?” E a resposta foi... “EU!”.

Afinal de contas, temos que levar em conta dois fatores: primeiramente, estamos falando da maior banda de Heavy Metal de todos os tempos, responsável pela conversão desse que vos escreve e de muitos bangers espalhados por ai... Então, tudo o que leva a marca Maiden e tem um Eddie estampado acaba chamando nossa atenção.

Banda ao vivo em 2003

Segundo, que nesses 30 anos muita coisa se passou na história dos ingleses: saiu Bruce veio Blaze (na década de 90), foram lançados álbuns não tão bons como “Virtual XI” (1998, segundo e último com Blaze), veio o renascimento com a volta de Bruce e de brinde Adrian Smith no fantástico “Brave New World” (2000). Depois, uma fase mais progressiva com “Dance of Death” (2003) e “A Matter And Life And Death” (2006), até chegar no atual e fenomenal “The Final Frontier” (2010).

Então, essa coletânea se torna muito legal porque ela vem mostrar o que o Maiden vem fazendo de melhor nessas ultimas décadas (ou seja, seus últimos 8 álbuns), sendo que aquele som mais primal, com pegadas Punk ficaram para trás, dando espaço para melodias cada vez mais elaboradas, músicas longas, mas muito ricas, sendo que a energia e a pegada Heavy Metal estão lá.

“From Fear to Eternity” (2011) pode ser considerado como uma continuação natural do “Somewhere Back In Time” (2009) que abrangia os trabalhos de 1980 até 1990. Esse novo lançamento veio em forma de CD duplo, com valor de um CD único e uma edição super especial em vinil triplo.

São no total de 23 músicas e mesmo sendo uma coletânea, reserva algumas surpresas para os fãs, como a indispensável “Fear of the Dark“ gravada no Rock In Rio, “Man on the Edge” originalmente gravada por Blaze, mas aqui Bruce da um show, além das pegadas “Wicker Man” (Brave New World) e “Be Quick Or Be Dead” (Fear of the Dark), as épicas “Paschendale” (Dance of Death) e “The Reincarnation of Benjamin Breeg” (A Matter And Life and Death). E como não poderia ficar de fora, o multi premiado “The Final Frontier” é lembrado com 3 faixas, curiosamente a faixa titulo não esta presente e dá espaço para a majestosa “When the Wild Wind Blows” e seus 11 minutos de viagem sonora.

Ao vivo na turnê de "AMOLAD" (2006)

É claro que algumas faixas fazem falta como “Dream of Mirrros”, “The Pilgrim” ou até mesmo “Wasting Love”. Mas para quem é fã, tem todos esses álbuns e conhece todas essas músicas de cor, mas para quem ainda não conhece ou tem um pé atrás com a nova sonoridade do Maiden, esse é um prato cheio, afinal de contas qual outra banda tem um arsenal tão poderoso como a Donzela de Ferro?

Ah! E o mais legal é que lá no site oficial da banda você poderá baixar o encarte da coletânea com todas as letras e imagens muito legais. Então, chega de papo bota pra rodar o CD e UP The Irons!


Texto: Harley

Revisão/edição: Eduardo Cadore

Fotos: divulgação


Ficha Técnica

Banda: Iron Maiden

Álbum: From Fear to Eternity – The Best of 1990 – 2010

Ano: 2011

País: Inglaterra

Tipo: Heavy Metal

Tracklist
CD1
1. The Wicker Man
2.
Holy Smoke
3. El Dorado
4.
Paschendale
5. Different World
6. Man on the Edge (Live)
7. The Reincarnation of Benjamin Breeg
8. Blood Brothers
9. Rainmaker
10. Sign of the Cross (Live)
11. Brave New World
12. Fear of the Dark (Live)

CD2:
1. Be Quick or Be Dead
2. Tailgunner
3. No More Lies
4. Coming Home
5. The Clansman (Live)
6. For the Greater Good of God
7. These Colours Don't Run
8. Bring Your Daughter ... To the Slaughter
9. Afraaid to Shoot Strangers
10. Dance of Death
11. When the Wild Wind Blows

Link para baixar o Pdf


Compre a coletânea aqui

sexta-feira, 29 de julho de 2011

Rock Com Cara de Anos 70: Nazareth Vivendo o Rock Clássico

Lenda do Rock Clássico lança um dos melhores discos do gênero no ano

Um dos grupos de maior história no Rock Clássico de todos os tempos, Nazareth, está dando o que falar desde que lançou seu novo trabalho este ano, o incrível “Big Dogz” (2011).

Em plena segunda década deste milênio, os escoceses conseguiram manter a sonoridade setentista (assim como o Uriah Heep, mas é papo para outra hora), salvo as devidas proporções, claro, mas sobretudo por apresentar composições simples, executadas com alma e, o melhor, ao vivo em estúdio. Isso mesmo, todos gravaram juntos, numa mesma sala, como os bons conseguem fazer.


Vocalista Dan McCafferty cantando (quase) como sempre!

Como um quarteto há muitos anos, os integrantes Dan McCafferty (vocal), Pete Agnew (baixo), Lee Agnew (bateria) e Jimmy Murrison (guitarra) conseguiram, em seu 32º disco e com 43 anos de existência, passar aquele clima todo que faz do Rock Clássico algo sem igual, um estilo de música que une a “safadeza” do Rock & Roll e o romantismo básico, porém marcante dos anos 70/80.

Alto e baixos marcaram a carreira do Nazareth. Se os anos 70 foram seu auge, a década seguinte quase acabou com a banda, tendo lançado nos anos 90 bons discos. Nos anos 2000, a banda esteve relativamente “ausente”, sendo que apenas com “The Newz” (2008) o grupo começou a ter um pouco daquele reconhecimento de volta.

Agora, com “Big Dogz”, tem recebido ótimas críticas (e outras nem tanto), colocando o grupo de volta em evidência.

Mas vamos ao álbum. Lá encontramos vários elementos marcantes, desde as Rock & Roll “The Toast” e “Big Dog's Gonna Howl”, às baladas como “Time And Tide” e “Butterfly”, esta última entre as mais belas composições de toda a história da banda e, para muitos, o grande destaque do disco.

Há composições que nos arrepiam pela simplicidade, te levando a pensar “como alguém ainda consegue gravar algo assim?!”. Falo, sobretudo, de “Time and Tide” e “Radio”, músicas que destaco acima das demais. Não soa exagerado afirmar que são duas das melhores canções da banda e que, pelo menos a mim, me levam numa viagem emocional sem tamanho. “Radio” lembra “Radio Ga Ga” (Queen), não em sonoridade, mas pelo clima e por tratar da música via rádio com carinho.

O ponto fraco fica pela arte da capa, que poderia ser melhor. Mas o que é mais gratificante ainda é saber que a banda retorna ao Brasil para vários shows em novembro, incluindo cidades do interior dos estados de Santa Catarina e Rio Grande do Sul, à exemplo de 2008 e 2009, quando tocaram em cidades menores no estado catarinense.

Então, a região sul vai poder conferir algumas músicas desse novo trabalho e se você leu essa resenha e irá ao show, poderá comentar aqui se “Big Dogz” é, ou não, um disco sensacional, ainda mais ao vivo. Estaremos conferindo uma das apresentações dessa lenda viva do Classic Rock. Confira aqui mais informações em breve.

Stay on the Road


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Nazareth

Álbum: Big Dogz

Ano: 2011

País: Escócia

Tipo: Classic Rock


Formação

Dan McCafferty (Vocal)

Pete Agnew (Baixo)

Lee Agnew (Bateria)

Jimmy Murrison (Guitarra)

Tracklist

1 Big dog's gonna howl
2 Claimed
3 When jesus comes to save the world again
4 Radio
5 No mean monster
6 Time and tide
7 Lifeboat
8 The toast
9 Watch your back
10 Butterfly
11 Sleeptalker

Acesse

Site Oficial

Veja as datas de shows no Brasil aqui

Banda ao vivo tocando “Radio” (com tradução)


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