segunda-feira, 19 de novembro de 2012

Hope: Causando Boa Impressão


Banda de Belém (Pará/BR) caminha por várias vertentes em seu debut album

Que bela safra da cena Rock/Metal nacional (não falo das bandas mainstream que aparecem na TV aos domingos). E das novas bandas, temos a paraense Hope, que em 22 de junho lançou a versão física de “First Impressions” (2012), álbum que, como o nome dá a sugerir, causa boas impressões logo na primeira audição.

Tudo isso porque o grupo formado por Bruno Corey (vocal), Marcelo Brain (guitarra), Renan Chady (guitarra e vocais), Vinci Slapp (baixo) e Wagner Nugoli (bateria), faz uma mescla muito interessante, que vai do Punk Rock ao Heavy Metal, sem soar destoado, com momentos mais agressivos, remetendo ao Rock/Metal Alternativo.

“First Impressions” não é um disco fácil para quem não tem cabeça aberta. Você não encontrará aqui um disco “mais do mesmo” e, se não gosta de novidades, provavelmente não saberá aproveitar o que canções como “Still There’s A Hope”, “Oliver” e “Wish Upon A Star” tem à oferecer.

Nenhum dos membros da banda pode ser considerado revolucionário, mas a coesão grupal e organicidade da banda saltam aos ouvidos (ouvindo o álbum dá para imaginar a banda no palco), o que faz da audição algo bastante prazeroso, ajudada bastante pela produção de Marcell Cardoso (que gravou as baterias do álbum e já trabalhou com Bittencourt Project e o guitarrista do Dr.Sin Edu Ardunay) e Chico Dehira (Karma), além da mixagem de Júnior Rosseti. 

A música de trabalho “California”, que muito rolou aqui no nosso antigo player, certamente a banda acertou em escolhê-la como canção de divulgação, pois representa muito bem o álbum e é um dos grandes destaques, ao lado da também ótima “Church of Everybody” (confira vídeo clipe de ambas abaixo). “Nedd” é perfeita para um sábado à tarde com os amigos, no calor do verão. Aliás, poucas bandas conseguem fazer isso em dia: te fazer sentir ao ouvi-las. 

Álbum saiu no Brasil através da Voice Music e a banda é assessorada pela MS Metal Press

A banda pode não ser puramente inovadora, tampouco considerada propriamente Heavy Metal, mas definitivamente, “First Impressions” é um trabalho de muito bom gosto (a começar pela arte em digipak de luxo) e, preparando-se para turnê internacional, a garotada tem um promissor futuro.

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Hope
Álbum: First Impressions
Ano: 2012 
País: Brasil
Tipo: Punk/Hard/Heavy/Alternative Metal
Selo: Alternative Music Records
Assessoria: Ms Metal Press

Formação
Bruno Corey (Vocal)
Marcelo Brain (Guitarra)
Renan Chady (Guitarra)
Vinci Slapp (Baixo)
Wagner Nugoli (Bateria)

Participações
Marcell Cardoso (Bateria)
Luis Sick (Guitarras adicionais e vocais)
Lúcio Del Rey (Baixo)
Fabizio di Sarno (Teclados)
Chico Dehira (solo de guitarra na faixa 7)


Tracklist
01. Still There's A Hope
02. California
03. Church Of Everybody
04. My Hope
05. Oliver
06. Who's Guilty Anyway?
07. Just 4 Me And U
08. Wishing' Upon A Star
09. Need
10. Still On The Runnin'
11. Three Dots (...)
12. July 2K7

Acesse e conheça mais sobre a banda
Youtube

Compre o CD pela Die Hard clicando aqui.
Assista "California"

"Church of Everybody"

domingo, 18 de novembro de 2012

Panndora: Uma Caixa de Puro Heavy Metal

Debut album, lançado em 2011, mostra a força do Heavy Metal paranaense


Ao abrirmos o CD “Heretic’s Box” (2011) da banda paranaense (Maringá/PR) Panndora, temos uma literal libertação do mais puro Heavy Metal oitentista, veia pulsante dentro desse quinteto de mulheres que ensina como ser uma banda de Heavy Metal de verdade.

Com 12 anos de carreira, cuja banda que gravou este álbum era formada por Rebeca Rastelli (vocal), Taise Bijora (baixo), Luana Bomb (guitarra), Camila Casteño (guitarra) e Adrismith (bateria), a Panndora está por lançar um novo EP, já agora como quarteto, que sucede este disco completo. E que disco!

Desde a parte superficial como arte gráfica de capa, CD e encarte, que já impressionam pela qualidade (capa parece ter sido desenhada à mão), até à sonoridade propriamente dita, denotam um grupo preocupado em oferecer um som de qualidade, à nível da história de luta e conquistas da banda.

São 12 faixas de puro Heavy Metal, com direito à cover mais que pertinente de “Prisioner of Our Time”, um dos clássicos absolutos da banda alemã Running Wild. Aliás, a banda de Rock ‘n' Rolf parece ser uma grande influência também nas composições próprias, que emanam energia intensa nos grandes riffs de Luana e Camila (esta não faz mais parte da banda), como já na primeira faixa (após a introdução) “Killing Yourself”, que surge pesada e rápida, num show de bumbos duplos de Adrismith, comprovando na prática que bateria não é um instrumento obrigatoriamente tocada por homens.

Seguindo o bom início do disco, talvez uma das melhores composições do grupo, temos “Nightmare of my Essence”, grande canção, que facilmente ganha o gosto do ouvinte, além de “Prisioner”, com grande interpretação de Rebeca, que já não faz mais parte do grupo, sendo o atual posto defendido por Renata Paschoa.

"Heretic's Box" terá seu sucessor ainda este ano, com lançamento de novo EP


O álbum em momento algum deixa a “peteca cair”, mantendo o ritmo constante de grandes composições, como “My Heretic Lips” e “Choose Your Side”, canção esta do primeiro CD demo do grupo, mas regravada para o álbum. Vale a pena dar uma atenção à “Other Life” e “Control My Mind”, canções de orgulhar qualquer admirador do Heavy/Power/Speed Metal alemão oitentista!

Em 2012, banda voltou a ser um quarteto, com a saída da guitarrista Camila e da vocal Rebeca e a chegada de Renata

Panndora mostrou, nesse primeiro álbum completo, que caminham para uma maior evolução e reconhecimento, devendo, já com o novo EP, oferecer canções desta ou de maior qualidade, superando-se, já que o Heavy Metal pulsa e precisa de bandas como esta para não perder suas origens.

Stay on the Road

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Panndora
Álbum: Heretic’s Box
Ano: 2011 
País: Brasil
Tipo: Heavy/Speed/Power Metal
Selo: Wind of Fate Records

Formação que gravou o álbum
Rebeca Rastelli (Vocal)
Taise Bijora (Baixo)
Luana Bomb (Guitarra)
Camila Castaño (Guitarra)
Adrismith (Bateria)



Tracklist
1. Intro  
2. Killing Yourself
3. Nightmare of my Essence
4. Prisoner
5. Black Sky
6. My Heretic Lips
7. Choose Your Side
8. Wild Battle
9. Other Life
10. Devil's Man
11. Control My Mind
12. Prisoner of our Time

Acesse e conheça mais sobre a banda
 "Control My Mind" ao vivo

"Prisioner of Our Time" (Running Wild) em estúdio

sábado, 17 de novembro de 2012

Kamelot: Renovações e Continuidades Alinhadas

Estreia de novo vocalista e um disco sem grandes surpresas, mas com qualidade


Quando o Power/Symphonic Metal começava a dar sinais de estagnação e repetições, veio como um alento para os bangers uma banda americana que conseguia alinhar peso velocidade, mas também momentos bastante operísticos, influências de música oriental e muita originalidade em prol da boa música.

É claro que todos os músicos o Kamelot tem seus méritos, entretanto, eram os riffs e solos memoráveis do guitarrista e mentor Thomas Youngblood, aliado a um vocalista marcante de timbre único que conseguia passar para cada nota uma dramaticidade que caia como uma luva na banda, era evidente que o norueguês Roy Khan era a alma do Kamelot.

Novo vocalista apresenta vocal bastante semelhante ao seu antecessor

Então, depois do injustiçado “Poetry for the Poisoned” (2010) a bomba cai para os fãs: Khan estava fora por motivos que na verdade só ele e a banda realmente sabem. Agora, a trupe de Youngblood estava desfalcada e precisava encontrar um substituto à altura.

Aqui vale dizer que uma banda quando tem uma mudança tão forte quanto esta, resta para ela duas opções: ou busca uma nova voz que irá modificar a estrutura das músicas e pelo menos não poderá ser acusado de não ser original (alguém ai gritou Iron Maiden fase Blaze?); ou então manter um vocalista que se assemelhe ao seu antecessor, fazendo assim a alegria dos fãs mais conservadores e a raiva daqueles que procuram personalidade.

E foi por esse segundo caminho que a banda optou porque no seu décimo álbum “Silverthorn" (2012)  estreia Tommy Karevik  ex-Seveth Wonder, sendo que o mesmo fez alguns shows com a banda antes de ser oficializado, lembrando que outro a assumir os vocais por um tempo foi o excepcional Fabio Lione (Rhapsody of Fire).
Após saída de Khan, banda seguiu com participações de outros vocalistas

Em relação à Tommy, chega até ser assustador, pois em alguns momentos da audição você corre para o encarte para ter certeza se o Roy não voltou. Esse fato não deve ser encarado como uma crítica, afinal de contas, estamos comparando com um dos melhores vocalistas da cena Metal.

Single foi o primeiro registro de Tommy
Focando o álbum em si, ele abre com "Manus Dei",aquela típica intro de Power Metal e Metal Sinfônico bem climática e bla bla bla, sendo que ela logo dá espaço para a poderosa e escolhida como o primeiro single "Sacrimony (Angel Of Afterlife)". Essa faixa tem todos os elementos do Kamelot além de um clipe bem legal e as participações das maravilhosas (em todos os sentidos) Elize Ryd (Amaranthe) e Alissa White-Gluz (The Agoniist).

Logo após a minha favorita “Ashes To Ashes”, que é uma música que poderia estar no álbum “Epica” fácil, fácil. A propósito, não é exagero colocar esse trabalho como um sucessor do álbum  de 2003. Ouça faixas como “Veritas” (com Elize), “My Confession” e a faixa titulo e comprove.

Mas é na balada (marca registrada do Kamelot) que o Karevik mostra o porque foi escolhido sabiamente na canção “Song For Jolee”, ele coloca suas influências e personalidade lembrando um pouco Lione e Khan, dois dos grandes vocalistas da cena atual.

Participações especiais como de Elize Ryd (na foto) são presença nos discos e shows da banda


Por fim, vale dizer que esse não é o melhor trabalho do Kamelot, mas tem o seu destaque (a capa, por exemplo, é belíssima) e sem dúvida conquistará novos fãs e manterá os antigos. Agora é só torcer para que cada vez mais Thomas Karevik se entregue à banda e que a chama do Metal épico do conjunto se mantenha acesa, já que o primeiro passo foi dado com louvor.

Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Kamelot 
Álbum: Silverthorn
Ano: 2012 
País: EUA
Tipo: Power Metal/ Prog 



Formação
Tommy Karevik (Vocal)
Thomas Youngblood (Guitarra)
Casey Grillo (Bateria)
Sean Tibbets (Baixo)
Oliver Palotai (Teclados)
Tracklist:




1. Manus Dei
2. Sacrimony (Angel of Afterlife) (com.ElizeRyd & Alissa White-Gluz)  
3. Ashes to Ashes
4. Torn
5. Song for Jolee 
6. Veritas (feat.ElizeRyd)
7. My Confession
8. Silverthorn
9. Falling Like the Fahrenheit (com ElizeRyd) 
10.Solitaire
11. ProdigalSon (com Alissa White-Gluz) 

Acesse e conheça mais sobre a banda

Leia nossa entrevista exclusiva com o baterista Casey Grillo aqui.

Assista ao vídeo clipe de “Sacrimony”




It’s All Red: Nova Formação e Novo Vídeo Clipe





Imprevisível. É como eu pessoalmente classificaria a banda It’s All Red. Após recente lançamento do EP “Citysick”, a banda passou por uma mudança na formação com a saída de Luis Volkweis e Rafael Mallmann. A banda recebeu o guitarrista Max Arriera, o baixista James Pugens e o vocalista Rafael Thumé.
E para mostrar aos fãs os novos integrantes, a banda lança o clipe do single “Birth of Liquid Desires”.

A música não está no EP “Citysick”, mas semelhante a todas do EP, é excelente. Vale ressaltar também toda a ótima produção, filmagem e fotografia do clipe, que também pode ser visto em alta resolução. E para quem curte cantar junto, legendas também estão disponíveis.

Deem uma olhada e tirem suas próprias conclusões:



Texto: Luan Matos
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Promoção

Abaixo segue um release de toda a trajetória da banda:

“Com influências das mais variadas, passando por todos os gêneros pesados do metal, mesclando com rock e até com o pop, a banda teve seu embrião no final de 2005 e mostra que esta cada vez mais consolidada na cena mundial.
Seja pelas suas composições, pelas suas atitudes ou até mesmo por tudo que a banda passou até o momento atual.

Em 2007, Luis Fernando Volkweis, Rodrigo Volkweis e Rafael Mallmann resolveram chamar o renomado baterista e amigo de longa data Renato Siqueira para gravar o álbum de estreia da banda, que estava sendo produzido pelo também renomado músico e produtor Rafael Siqueira, que veio a entrar na banda logo após as gravações.

Nasceu então, no final de 2007, o disco “Vicious Words From The Heart”, que em menos de seis meses teve sua tiragem de 4 mil discos esgotadas e um número de downloads que já não é possível ser controlado.


Com a primeira alteração na sua formação, o vocalista Rodrigo Volkweis é substituído por Júlio Schwan, e com esta formação gravam o álbum “The Natural Process Of...”(2010). Lançado no final de 2010 e disponibilizado no site oficial da banda, rendeu matérias nos mais diversos meios de comunicação e já ultrapassou a marca de 100.000 downloads em mais de 40 países. 

Este disco foi masterizado no West West Side Music Studio (EUA) pelo renomado engenheiro de som Alan Douches (Hatebreed, Killswitch Engage, Fall Out Boy, Mastodon, God Forbid, Cannibal Corpse, Atreyu, entre outros).

No final de 2011, já sem o vocalista Júlio Schwan na formação, a banda grava o EP Citysick. Lançado em outubro de 2012, o EP novamente masterizado por Alan Douches ultrapassou a marca de 20.000 downloads em 25 países em menos de 15 dias após o seu lançamento.

É considerado pela própria banda como o fechamento de um grande ciclo de trabalho iniciado em 2005.
Antes mesmo do lançamento de Citysick, a formação passou por uma total reformulação. Com a saída de Luis Volkweis e Rafael Mallmann, a banda recebeu o guitarrista Max Arriera, o baixista James Pugens e o vocalista Rafael Thumé.

Com sangue novo e fôlego renovado, a banda lançou o single Birth of Liquid Desires, disponível no site www.itsallred.com. Ainda no mês de outubro o single terá um vídeo clip oficial.  A banda retornará aos palcos a partir de novembro de 2012, com um show ainda mais empolgante e energético do que antes.”

Ouça e baixe o “Citysick” gratuitamente pelo site da banda clicando aqui.

Leia a nossa resenha sobre ele aqui.


sexta-feira, 16 de novembro de 2012

OrckOut: Metal Moderno, Mas Com Muita Qualidade



Após a boa repercussão do EP "Involution" (2006), a banda paulista OrckOut acaba de lançar o seu novo disco, o também EP "[D]Generation", que mostra uma bela evolução em relação ao seu primeiro lançamento, sem falar da tendência da banda que não se apega a nenhum rótulo, fazendo um Heavy Metal moderno com diversas influências em seu som.

O EP apresenta 7 composições de trincar os ossos, tamanho o peso e consistência que ouvimos, o vocalista/baixista Jucke e os guitarristas Cleber Monteiro e Danilo Ariosi são destaques a parte do lançamento, Jucke impressiona pelo seu timbre e variação rítmica, e Cleber e Danilo mostram o peso e versatilidade dos riffs e solos aqui apresentados, sendo muito bem feitos e cativantes.


A qualidade da bolacha é excelente,  "[D]Generation" foi gravado e mixado no G3 Studio, e a masterização ficou por conta de Fernando Quesada (Shaman). O trabalho apresenta grandes destaques, desde abertura com "Slavery Dance" com sua pegada mais cadenciada, as agressivas e não menos pesadas "Bluff" e "Disorder" que fecha o EP de forma mais direta e simples, sem tantas passagens intrincadas.

Para você que não se importa com rótulos, com certeza o OrckOut irá lhe agradar em cheio, mas para você que não gosta de coisas modernas ou que misture muitas tendências metálicas, pode ser um prato cheio para começar a gostar, e apreciar está excelente banda que tem tudo para despontar no underground nacional. Confira sem medo!


Resenha por: Renato Sanson
Edição/revisão: Renato Sanson
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: OrckOut
EP: [D]Generation
Ano: 2012 
País: Brasil
Tipo: Heavy Metal
Assessoria: Metal Media 

Formação:
Jucke - baixo/vocal
Cleber Monteiro - guitarra/backing vocal
Danilo Ariosi - guitarra
Gutaum - bateria




Tracklist
01. Slavery Dance
02. The Bloodiest Day
03. Bluff
04. Voracity
05. Tecnostard
06. Miserable
07. Disorder


Acesse e conheça a banda


terça-feira, 13 de novembro de 2012

Terceiro Álbum, Terceiro Clássico: Black Country Communion Segue o Grande Trabalho



"Afterglow" segue a onde de grandes álbuns da superbanda
 
Quando do anúncio do supergrupo Black Country Communion aconteceu, muita expectativa se girou em torno do disco de estreia da banda com ninguém menos que Glenn Hughes (vocal e baixo), Joe Bonamassa (guitarra), Jason Bonham (bateria) e Derek Sherinian (teclados), afinal, há muitos anos de história e maestria em cada um desses músicos, remetendo à nomes como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin, Dream Theater, Alice Cooper, Yngwie Malmsteen, dentre outras.

Até agora, tínhamos dois grandes álbuns, “Black Country” (2010) e “2” (2011), que comprovaram aquilo que todos esperavam: que temos uma grande banda com pegada clássica, fazendo a mescla entre o Hard Rock, o Rock progressivo, o Blues e Jazz, assim como o peso do Heavy Metal setentista.

Com um ritmo de um disco por ano, o quarteto soltou em outubro o novo “Afterglow” (2012), e, como não poderia ser, nos deixa mal acostumados, pois é, à exemplo de seus antecessores, mais um disco com a denotação de “clássico”.

Está tudo ali, os elementos que caracterizam o Black Country Communion como, provavelmente, o melhor supergrupo na ativa, que produz bastante, mesmo com seus músicos com outras atividades (por exemplo, Hughes tem sua carreira solo, assim como Bonamassa).

Muito talento num palco só

Falar desses músicos é chover no molhado. Quem não conhece Glenn Hughes e seu trabalho seja lá nos no Trapeze e Deep Purple, bem como sua passagem pelo Black Sabbath ou algum das suas dezenas de participações em bandas e projetos, além, claro, de sua carreira solo de sucesso? Pois, como o vinho que tende a melhorar com os anos, Hughes segue com sua característica voz, caprichando nos agudos, mostrando muito fôlego para um cara de mais de 60 anos de idade!

Glenn e Joe
Mas não é apenas sua estrela que brilha, já que Bonamassa tem arrancado elogios da crítica e dos fãs da guitarra não só de dentro do Rock, como fora, como um dos grandes nomes da atual cena Blues norte-americana, o que, por si só, dispensa mais comentários (basta ouvir seus trabalhos solo para ver que, além de grande guitarrista, é um compositor de mão cheia).

Jason há muito mostrou que não é “apenas” o filho de John Bonham (Led Zeppelin), detona com muita propriedade, sabendo como poucos a utilizar o melhor da bateria (chimbau sensacional), assim como Derek está fazendo um trabalho com os teclados à nível, tendo mais destaque ainda neste álbum, especialmente na melhor faixa do disco, a fenomenal “Midnight Sun”.

E falando nas músicas, as 11 faixas fazem jus aos seus criadores, além de que “Afterglow” conta pela 3º vez com a produção do mais que renomado Kevin “Caveman” Shirley (Iron Maiden, Led Zeppelin, Journey, Rush, Dream Theater, dentre muitas outras), que também está habituado a compor com a banda.

Músicas como “Big Train”, que abre o álbum com energia, a já citada “Midnight Sun”, além de “Cry Freedom” e a faixa-título, são apenas algumas que impressionam pela inteligência e, o melhor, o feeling, algo que poucos grupos conseguem fazer, ainda mais quando correm o risco de sofrer com o tal “egos infladus”, que vemos em muitas dessas uniões. 

O mestre Kevin Shirley com os Mrs Hughes e Bonamassa em estúdio

Quem já conhece, ouve na certeza de mais um grande disco. Quem ainda não deu atenção à este quarteto, deve correr para não perder o trem, já que são três ótimos discos que mostram que o Rock nesta década tem tudo para erguer-se ainda mais.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Black Country Communion
Álbum: Afterglow
Ano: 2012 
País: EUA/Inglaterra
Tipo: Hard Rock/Classic Rock
Selo: Mascot Music

Formação
Glenn Hughes (Vocal e Baixo)
Joe Bonamassa (Guitarrista e Vocalista)
Jason Bonham (Bateria)
Derek Sherinian (Teclados)



Tracklist
1. Big Train
2. This Is Your Time
3. Midnight Sun
4. Confessor
5. Cry Freedom
6. Afterglow
7. Dandelion
8. The Circle
9. Common Man
10. The Giver
11. Crawl

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Assista ao teaser do álbum