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quarta-feira, 19 de novembro de 2025

Cobertura de Show: Glenn Hughes – 16/11/2025 – Vip Station/SP

Entendo que, em todo debate sobre quais são os melhores vocalistas da história, sempre serão citados Freddie Mercury, Robert Plant, Elvis Presley, Ronnie James Dio, entre outros que marcaram época e influenciaram gerações de cantores ao redor do mundo. Não discordo dessas escolhas, porém, do meu ponto de vista, elas soam um tanto manjadas. Com cinco décadas de carreira, Glenn Hughes, que voltou ao Brasil após se apresentar no festival Bangers Open Air, poderia tranquilamente ocupar o posto de um desses nomes. É difícil descrever sua apresentação no último dia 16 de novembro, em São Paulo, no Vip Station, pois mais uma vez o The Voice of Rock, e o cantor branco favorito de Stevie Wonder, nos surpreendeu mais uma vez.

Como já é de praxe em todos os shows da Dark Dimensions, houve uma banda de abertura para aquele tradicional aquecimento antes da atração principal. A escolhida desta vez foi a mineira Electric Gypsy, que abriu quase todos os shows da turnê, com exceção de Porto Alegre e Curitiba. Formada durante a pandemia, a banda participou da última turnê do saudoso Paul Di’Anno tanto no Brasil quanto na Europa em 2023. Suas influências vão de Great White, L.A. Guns e um pouco de Lynch Mob, nomes das décadas de 80 e 90, além de um leve flerte com os anos 70, especialmente da escola Bad Company. O resultado é um hard rock competente e muito bem executado.

As composições, principalmente as do segundo e mais recente álbum, Mothership (2023), agradaram o público que esteve presente para vê-los. Além delas e das faixas do debut homônimo, lançado em 2021, a banda incluiu alguns covers no setlist. O primeiro foi “Hot for Teacher”, do Van Halen, que evidenciou a competência e a técnica dos músicos ao encarar uma das músicas mais difíceis da banda. O segundo foi “Shoot to Thrill”, do AC/DC, que, conforme descreveu o vocalista Gus, serviu como um belo aquecimento para o que vai rolar no Morumbis entre fevereiro e março do próximo ano. Outro grande destaque ficou para “Right On”, que combinou perfeitamente com as características do dono da noite, e para “Till the Levee Runs Dry”, a qual Gus desceu do palco para cantar bem perto de quem estava na grade.

Falando no Gus, que é praticamente um crossover entre Steven Tyler e Vince Neil, o vocalista comandou a plateia com uma atitude imparável, digna de um verdadeiro frontman. Já o guitarrista Nola consegue emular muito bem as influências dos grandes guitarristas que fizeram sucesso nos anos 80, lembrando especialmente o lendário George Lynch em seu timbre. Mas nada disso adiantaria se eles, Pete (baixo) e Robert Zimmerman (bateria), que completam a banda, não tivessem uma ótima presença de palco. O mais interessante é que são quatro jovens na casa dos 30 anos praticando um estilo musical direcionado a um nicho específico, mas que pode, sem dúvida, despertar o interesse não só do público mais jovem, mas de todas as faixas etárias. O show, no geral, foi muito bom. Uma escolha mais do que acertada.

Com a casa lotada, bastaram apenas trinta minutos para que a grande estrela da noite subisse ao palco. Às 21h em ponto, Glenn e seu duo já mandaram ver com a mistura de hard, soul e funk em “Soul Mover”, que, com seu poderoso refrão, conquistou o público de imediato. Na sequência, “Muscle & Blood”, do extinto projeto Hughes/Thrall, que rendeu apenas um disco, manteve o calor sonoro na temperatura certa. Se na versão original, em estúdio, a música já tem um forte impacto, ao vivo ficou ainda mais. Para completar essa primeira trinca, “Voice in My Head”, do recém-lançado Chosen (2025), mostra que Glenn continua compondo ótimas músicas.

A escolha do setlist, nas palavras do próprio Glenn, foi mais do que acertada, como se comprovou na hora de tocar “One Last Soul”, extraída do primeiro álbum de um dos melhores supergrupos da última década, o Black Country Communion. O mais interessante nesses primeiros minutos de show é ver que a obra de Glenn pós-Deep Purple atingiu um grande público, que recebeu essas músicas de forma grandiosa, assim como “Can’t Stop the Flood”, responsável por colocar mais groove na noite, e “First Step of Love”, outra da parceria com o guitarrista Pat Thrall.

Além de mostrar que sua voz continua sendo uma força da natureza, Glenn se mostrou gentil em todos os momentos, sempre expressando seu carinho pelos fãs brasileiros. Relembrou seus saudosos amigos Mel Galley e Dave Holland. Este último, segundo contou, recebeu um telefonema de Rob Halford pedindo seu contato para entrar no Judas Priest. Glenn também compartilhou como uma jovem chamada Ivana, que mais tarde se tornaria sua namorada, inspirou a para compor “Way Back to the Bone”, do Trapeze, que fez todos no Vip Station dançarem a seu pedido.

Continuando a relembrar os seus tempos de Trapeze, “Medusa”, o grande hit da sua primeira banda e primeiro estopim da noite, trouxe uma carga de emoção, dramaticidade e peso, que se estendeu em “Grace”, fruto da sua outra parceria importante com Tony Iommi. Antes de executá-la, Glenn teceu elogios ao mestre dos riffs, perguntando “como pode um homem tão calmo, de voz mansa, consegui compor riffs tão raivosos?” A única falha nesta parte do show foi o som, com o baixo encobrindo a guitarra do dinamarquês Søren Andersen. Essa fase, que rendeu o álbum Fused (2005), foi concluída com “Dopamine”, tocando apenas a parte do refrão.

“Chosen”, outra faixa do recém-lançado álbum de mesmo nome, preparou o terreno para a grande catarse da noite: “Mistreated”, obra-prima do clássico Burn (1974), do Deep Purple. A plateia esteve insana do primeiro ao último minuto deste que é um dos maiores clássicos da história do rock. A música permitiu que Glenn mostrasse toda a sua potencialidade vocal, arrepiando a alma de quem teve a oportunidade de ver e ouvir. Houve também um rápido solo de guitarra de Søren, que executou com sabedoria as linhas criadas por Ritchie Blackmore, Joe Bonamassa, Paty Thrall e Mel Galley na noite. Já “Stay Free”, do último e quinto disco do Black Country Communion, mostrou o bom gingado de Glenn antes daquela saída marota que todos já conhecem.

Para o final, Glenn trouxe mais um pouco de passado e presente, começando com “Coast to Coast”, com ele sozinho no palco fazendo voz e violão. “Black Country”, música que dá nome a um dos melhores supergrupos que mencionei anteriormente, colocou o Vip Station de cabeça para baixo, com direito a um rápido solo de bateria, inspirado em ritmos brasileiros, de Ash Sheehan. O encerramento não poderia ser outro senão a radiofônica “Burn”, que fez todos irem aos berros assim que Søren despejou um dos riffs mais importantes da história do rock e, por que não, da música.

Todos saíram e voltaram para suas casas com um sorriso de orelha a orelha. E, retomando aquela conversa do início, é fato que nomes como Robert Plant, Rob Halford, Bruce Dickinson e até mesmo os saudosos Elvis Presley e Freddie Mercury sempre terão seu lugar na mente de cantores e de qualquer fã de rock. Mas de uma coisa eu tenho certeza: mesmo com 74, 75, 76 ou até 80 anos, a voz de Glenn continuará intacta como sempre. Um show que, conforme dito pelo vocalista do Spektra, BJ – que inclusive esteve ao meu lado em parte da apresentação –, não dava para perder de jeito nenhum, ainda mais se realmente foi a última vez, como anunciado. Mas prefiro não acreditar muito nisso, pois Glenn ainda tem fôlego de sobra para cantar essas músicas que os fãs tanto amam.


Texto: Gabriel Arruda 

Fotos: Amanda Vasconcelos 

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Dark Dimensions

Press: JZ Press 


Glenn Hughes – setlist: 

Soul Mover

Muscle and Blood

Voice in My Head

One Last Soul

Can't Stop the Flood

First Step of Love

Way Back to the Bone

Medusa

Grace / Dopamine

Chosen

Mistreated

Stay Free

Bis 

Coast to Coast

Black Country

Burn

quarta-feira, 5 de março de 2014

California Breed: Nova Banda de Hughes, Bonham e o Prodígio Andrew Watt Divulga Novidades


Depois do fim do Black Country Communion, Glenn Hughes e Jason Bonham trataram de continuar a bem sucedida parceria (afinal, que "cozinha" dos sonhos, Glenn+Jason). Como não foi possível manter a antiga banda, mesmo tendo cogitado a inclusão de outro guitarrista no lugar de Joe Bonamassa, e Zakk Wylde e Joe Satriani foram alguns dos nomes, porém, devido aos compromissos desses, cairiam na mesma questão do Joe Bonamassa, afinal, devido ao guitarrista deixar o BCC em segundo plano, inclusive cancelando shows, é que começou toda a rixa, que causou o fim do grupo.

Pois dupla uniu-se ao jovem e talentoso guitarrista Andrew Watt (Andrew What??? hehehe, impossível não fazer o trocadilho, já que o cara é ainda um desconhecido, pelo menos era, agora nem tanto), que já deixou de ser um desconhecido, formando o "California Breed".


Andrew, segundo um entusiasmado Hughes, é como um "Jimmi Hendrix branco", sendo influenciado por caras como Jimmy Page e John Frusciante, ou seja, dá a entender que une influências clássicas e contemporâneas. O baixista/vocalista ainda declarou que ele e Watt falam a mesma língua, e já co-escreveram várias músicas. 

O auto-intitulado álbum de estreia do California Breed, cuja capa você confere abaixo, será lançado pelo selo italiano Frontiers, na segunda quinzena de maio, foi produzido por Dave Cobb, e deverá conter doze faixas (sendo que a edição de luxo conterá a faixa bônus "Sold" e um DVD com clipes) que seguem abaixo:
The Way, Sweet Tea, Chemical Rain, Midnight Oil, All Falls Down, The Grey, Days The Come, Spit You Out, Strong, Invisible, Scars and Breathe.


Sobre a sonoridade, Hughes diz que é mais pesado que qualquer um dos álbuns do Black Country Communion, e definiria que eles fazem "Rock Swagger" (Rock malandro/fanfarrão), e brinca: "Não quero soar como David (Coverdale), mas esta banda é uma máquina sexual!".

Sobre o tempo com o Black Country Communion, diz não ter arrependimentos, e que serviu para ele voltar a ser um artista de Rock, que era algo que deveria ter feito já desde 1983.

Que ótimo Glenn! Digo como fã, pois, apesar de gostar das influências de Funk e Soul que Glenn se utiliza, prefiro ele nessa veia mais Rocker!! Aguardemos as primeiras amostras!

Texto/Edição: Carlos Garcia
Fotos: Divulgação

Visite o site oficial da banda: California Breed



terça-feira, 13 de novembro de 2012

Terceiro Álbum, Terceiro Clássico: Black Country Communion Segue o Grande Trabalho



"Afterglow" segue a onde de grandes álbuns da superbanda
 
Quando do anúncio do supergrupo Black Country Communion aconteceu, muita expectativa se girou em torno do disco de estreia da banda com ninguém menos que Glenn Hughes (vocal e baixo), Joe Bonamassa (guitarra), Jason Bonham (bateria) e Derek Sherinian (teclados), afinal, há muitos anos de história e maestria em cada um desses músicos, remetendo à nomes como Black Sabbath, Deep Purple, Led Zeppelin, Dream Theater, Alice Cooper, Yngwie Malmsteen, dentre outras.

Até agora, tínhamos dois grandes álbuns, “Black Country” (2010) e “2” (2011), que comprovaram aquilo que todos esperavam: que temos uma grande banda com pegada clássica, fazendo a mescla entre o Hard Rock, o Rock progressivo, o Blues e Jazz, assim como o peso do Heavy Metal setentista.

Com um ritmo de um disco por ano, o quarteto soltou em outubro o novo “Afterglow” (2012), e, como não poderia ser, nos deixa mal acostumados, pois é, à exemplo de seus antecessores, mais um disco com a denotação de “clássico”.

Está tudo ali, os elementos que caracterizam o Black Country Communion como, provavelmente, o melhor supergrupo na ativa, que produz bastante, mesmo com seus músicos com outras atividades (por exemplo, Hughes tem sua carreira solo, assim como Bonamassa).

Muito talento num palco só

Falar desses músicos é chover no molhado. Quem não conhece Glenn Hughes e seu trabalho seja lá nos no Trapeze e Deep Purple, bem como sua passagem pelo Black Sabbath ou algum das suas dezenas de participações em bandas e projetos, além, claro, de sua carreira solo de sucesso? Pois, como o vinho que tende a melhorar com os anos, Hughes segue com sua característica voz, caprichando nos agudos, mostrando muito fôlego para um cara de mais de 60 anos de idade!

Glenn e Joe
Mas não é apenas sua estrela que brilha, já que Bonamassa tem arrancado elogios da crítica e dos fãs da guitarra não só de dentro do Rock, como fora, como um dos grandes nomes da atual cena Blues norte-americana, o que, por si só, dispensa mais comentários (basta ouvir seus trabalhos solo para ver que, além de grande guitarrista, é um compositor de mão cheia).

Jason há muito mostrou que não é “apenas” o filho de John Bonham (Led Zeppelin), detona com muita propriedade, sabendo como poucos a utilizar o melhor da bateria (chimbau sensacional), assim como Derek está fazendo um trabalho com os teclados à nível, tendo mais destaque ainda neste álbum, especialmente na melhor faixa do disco, a fenomenal “Midnight Sun”.

E falando nas músicas, as 11 faixas fazem jus aos seus criadores, além de que “Afterglow” conta pela 3º vez com a produção do mais que renomado Kevin “Caveman” Shirley (Iron Maiden, Led Zeppelin, Journey, Rush, Dream Theater, dentre muitas outras), que também está habituado a compor com a banda.

Músicas como “Big Train”, que abre o álbum com energia, a já citada “Midnight Sun”, além de “Cry Freedom” e a faixa-título, são apenas algumas que impressionam pela inteligência e, o melhor, o feeling, algo que poucos grupos conseguem fazer, ainda mais quando correm o risco de sofrer com o tal “egos infladus”, que vemos em muitas dessas uniões. 

O mestre Kevin Shirley com os Mrs Hughes e Bonamassa em estúdio

Quem já conhece, ouve na certeza de mais um grande disco. Quem ainda não deu atenção à este quarteto, deve correr para não perder o trem, já que são três ótimos discos que mostram que o Rock nesta década tem tudo para erguer-se ainda mais.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Black Country Communion
Álbum: Afterglow
Ano: 2012 
País: EUA/Inglaterra
Tipo: Hard Rock/Classic Rock
Selo: Mascot Music

Formação
Glenn Hughes (Vocal e Baixo)
Joe Bonamassa (Guitarrista e Vocalista)
Jason Bonham (Bateria)
Derek Sherinian (Teclados)



Tracklist
1. Big Train
2. This Is Your Time
3. Midnight Sun
4. Confessor
5. Cry Freedom
6. Afterglow
7. Dandelion
8. The Circle
9. Common Man
10. The Giver
11. Crawl

Acesse e conheça a banda

Assista ao teaser do álbum

segunda-feira, 23 de agosto de 2010

BLACK COUNTRY COMMUNION: SUPERGRUPO! Hughes, Bonamassa, Bonham & Sherinian Juntos!!!



Supergrupo, supergrupo, supergrupo...não vem outra palavra na minha cabeça para este projeto, Black Country Communion (que está para lançar, em 20/09/2010, o seu debut, definido por Hughes como seu trabalho mais forte desde BURN!!! Ouça o single "One Last Soul" que abre nosso ROAD LIST desta semana e tenha um gostinho do CD).

Reunindo nada menos que Glenn Hughes(baixo e vocal), Joe Bonamassa(guitarra), Jason, o filho do Homem, Bonham (bateria) e Derek Sherinian (teclados), a banda é fruto de uma idéia que o produtor Kevin Shirley teve após ver Hughes e Bonamassa juntarem forças no palco, em Los Angeles, em novembro de 2009, detonando uma performance explosiva no evento “Guitar Center’s King of The Blues”. Shirley foi em frente e lançou a idéia a Jason Bonham e Derek Sherinian, finalizando a formação da banda.
O que esperar de uma formação dessas? Classic Rock, Hard, Blues, Alma, Musicalidade, canções geniais e um clássico contemporâneo.

Hughes, “a voz do Rock”, e seu estilo de “Hard, Soul e Funk Rock”, já tendo vendido mais de 100 milhões de álbuns, com mais 80 álbuns de ouro e platina, uma lenda que escreveu seu nome na história do Rock, tocando no Trapeze, Deep Purple e Black Sabbath, só pra citar alguns.


O Black Country Communion tirou seu nome da região industrial da “West Midlands”, Inglaterra, onde Hughes e Bonham nasceram e foram criados. Originalmente o nome da banda era Black Country, mas eles foram forçados a incluírem o “Communion”. “Bem, quando eu joguei no ‘Google’ a frase ‘existe uma banda chamada Black Country’, a resposta foi negativa, mas havia uma ‘Black Country Bash Band’. Então eu disse ‘ok, vamos nos chamar Black Country. É claro, Jason estava dando uma entrevista em Los Angeles, na TV, e logo depois recebemos uma carta desta banda de Baltimore, chamada Black Country.

Então nos últimos três meses nós estávamos tentando negociar um preço para comprar o nome deles, mas eles queriam meio milhão de dólares! Eu lhes disse, muito docemente, ‘vocês são umas porras de loucos!’. Então apenas adicionei a palavra ‘communion’ no fim, e se você olhar para esta palavra, não é um termo religioso, apenas queria ter uma vibração dos anos 60, uma bem sacada última palavra que soasse legal, e ‘communion’ é isto. Eu gosto da palavra ‘communion’. Se você também olhar para o logo, é ‘Black Country’ e na parte debaixo está o ‘Communion’. Eu estive trabalhando neste logo por três porras de meses”, conta o cantor ao site Espy Rock.

Bom, agora é segurar a ansiedade e esperar para conferir o trabalho completo, que está cercado das melhores expectativas e a responsabilidade desses caras é grande, um time desses tem que só marcar golaço!
Algumas faixas já podem ser conferidas no youtube, veja os links abaixo da matéria.

O tracklist do álbum é:

1. Black Country
2. One Last Soul
3. The Great Divide
4. Down Again
5. Beggarman
6. Song Of Yesterday
7. No Time
8. Medusa
9. The Revolution In Me
10. Stand (At The Burning Tree)
11. Sista Jane
12. Too Late For The Sun

VÍDEO ONE LAST SOUL