segunda-feira, 15 de novembro de 2021

Seven Spires: Aprimoramento e Surpresas no Metal Sinfônico



A banda Seven Spires é uma das bandas mais promissoras do Symphonic Metal atual. Fiquei muito animada desde que eles anunciaram seu novo álbum intitulado “Gods of Debauchery”. Lançado no dia 10 de setembro via Frontiers Records, para mim este é um dos melhores álbuns de 2021.

Em “Gods of Debauchery” é como se a banda misturasse os melhores elementos experimentados em seus dois álbuns anteriores e os transformassem em algo muito bem aprimorado. 


A introdução do álbum já impressiona com apenas 1 minuto e 42 segundos de duração. Adrienne cantando em um tom suave com um belo arranjo sinfônico nos prepara para a faixa título, “Gods of Debauchery”, apesar da introdução super sinfônica, minha expectativa foi completamente quebrada pelos vocais guturais de Adrienne e isso foi incrível!!! 

Em “The Cursed Muse” é comprovado que não é porque uma música tem um arranjo sinfônico que ela será algo suave. Em seguida temos a faixa “Ghost of Yesterday”, e é impossível não admirar a versatilidade de Adrienne, inclusive quando ela arrisca algo super pop como “Lightbringer”. 

Os conservadores irão odiar, mas eu me diverti muito com a ousadia de Adrienne ao ponto de fazer uma coreografia durante o clipe da música. 


Fiquei fascinada com “Echoes of Eternity” e recomendo fortemente para que todos ouçam!! Para mim, “Shadow on an Endless Sea” é arrepiante, principalmente no refrão quando Adrienne traz à tona toda a dramaticidade da música com seus vocais limpos. Em “Dare to Live” os arranjos orquestrais deram um toque mais requintado à música. 

Como é bom sentir que o metal sinfônico está em uma boa safra novamente!! Toda vez que eu ouço “In Sickness, In Health”, eu sinto um clima mais cinematográfico, diria até que essa música é a mais fácil de se ouvir, caso você não esteja habituado ao som da banda.

E agora nem sei o que falar sobre “This God is Dead”, pois trata-se de um dueto com um dos meus vocalistas masculinos favoritos, Roy Khan (Conception), então qualquer elogio que eu fizer será totalmente suspeito. 


Dez minutos é  pouco para eu poder apreciar essa obra prima!! Para mim a faixa “Oceans of Time” tem uma introdução tão épica e refrão tão cativante que não perde nada para bandas mais experientes como Rhapsody, Nightwish e Epica. 

Em seguida, a absurda “The Unforgotten Name”, um belo dueto entre Adrienne e Jon Pyres (Threads of Fate). Essa poderia ser só mais uma balada de metal, mas eles entregaram uma verdadeira obra dramática cheia de melancolia. 

Em seguida “Gods Amongst Men” tem um bombardeio com guturais de Adrienne e mais uma vez a quebra de expectativas, dessa vez com um coro cantando um refrão memorável. 

Os instrumentais de “Dreamchaser” por um momento me fizeram perguntar se eu ainda estava ouvindo Seven Spires ou se o Spotify havia inciado uma playlist aleatória de Black Metal. Chris Dovas espanca a bateria sem dó, enquanto os teclados me lembram um pouco o Cradle of Filth.

Ainda assim, está longe de ser uma cópia. Cada vez que ouço essa música eu percebo algo a mais e me apaixono ainda mais. 

Through Lifetimes” é a penúltima faixa do álbum e sua sinfonia dá uma sensação de encerramento, como se todos os eventos estivessem sendo concluídos e te preparando para o fim de uma incrível peça que você vai lamentar ter acabado.


Se “Gods of Debauchery” fosse um filme, provavelmente “Fall With Me” seria o momento em que subiriam os créditos e como nos filmes da Marvel você ficaria aguardando para ver se não haveria nenhuma cena após. Infelizmente não, só resta começar novamente. 

Esse álbum é tão bom, que eu realmente não consigo pular nenhuma faixa. Apesar de ambicioso, o Seven Spires chegou sem prometer a obra mais épica de todos os tempos, quebrou todas as expectativas e entregou um dos melhores álbuns do ano. 

Só não direi o melhor porque o ano ainda não acabou e ainda dá tempo para mais alguma surpresa, mas no fundo eu dúvido que haverá mais algum álbum que irá me causar o mesmo impacto.

Texto: Raquel de Avelar Lauretto
Edição: Carlos Garcia

Banda: Seven Spires
Álbum: "Gods of Debauchery" 2021
País: USA
Estilo: Symphonic Metal
Selo: Frontiers


Tracklist: 

1. Wanderer’s Prayer 
2. Gods Of Debauchery 
3. The Cursed Muse 
4. Ghost Of Yesterday 
5. Lightbringer 
6. Echoes Of Eternity 
7. Shadow On An Endless Sea 
8. Dare To Live 
9. In Sickness, In Health 
10. This God Is Dead 
11. Oceans Of Time 
12. The Unforgotten Name 
13. Gods Amongst Men 
14. Dreamchaser 
15. Through Lifetimes 
16. Fall With Me






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