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quarta-feira, 14 de fevereiro de 2024

Cobertura de Show: Slash Ft. Myles Kennedy & The Conspirators – 31/01/2024 – Espaço Unimed/SP


Depois de dois anos de turnês extensas com o Guns N’ Roses, que pretende ficar afastado dos palcos durante esse ano de 2024, o guitarrista Slash vem colocando as suas atenções na sua banda solo, Slash ft. Myles Kennedy & The Conspirators, que voltou a São Paulo, depois de cinco anos, no último dia de janeiro. A tour, que promove a divulgação do último álbum lançado em 2022, “4”, também passou por Belo Horizonte, Rio de Janeiro e Porto Alegre.

Apesar da chuva que castigou a capital durante o início da tarde e começo de noite, o Espaço Unimed, situada no bairro da Barra Funda, recebeu um grande público para ver a lenda em pleno meio de semana. Bem antes da abertura dos portões, aberto pontualmente às 19hrs, os fãs – a maioria com camisetas do GNR – já se aglomeravam formando uma fila quilométrica, que se estendeu até a rua que dá acesso à Francisco Matarazzo.

Faltando cinco minutos para às 20hrs, o Velvet Chains, banda de apoio durante os shows do Brasil, fez as honras da noite. Formada em Las Vegas, o quinteto colheu uma pequena notabilidade por ter aberto apresentações de nomes pujantes como Stone Temple Pilots, The Winery Dogs, L.A. Guns e entre outros. A sua última vinda ao país, até então, tinha sido no ano passado na primeira edição do festival Summer Breeze Open Air.

O som, voltado mais para o alternativo do que para o Hard Rock, agradou a maioria do público, que já era considerável e que foi aumentando até o final da sua participação. O vocalista RA Viper, em bom português, se comunicava bastante após as músicas com frases do tipo "Fala galera" e "Vai ser do caralho". A dupla de guitarristas, formada por Von Boldt e Johnny Mayo, chamou muito atenção pela presença de palco e visual, principalmente Johnny, que tirando da cartola, tinha o mesmo trejeito da atração principal da noite.

O repertório contou com os singles que estão disponíveis nas principais plataformas digitais com um som estridente e sem nenhuma falha. O maior destaque ficou para o cover pesado de “Suspicious Mind”, do saudoso e eterno rei do Rock Elvis Presley.

Os últimos trinta minutos para o momento mais seduzam-te da noite, que entrou pontualmente no horário, às 21hrs, deixaram todos agitados para ver os clássicos do SFM&C e as músicas novas ao vivo. Com o grande backdrop da capa do mais recente disco, a banda já entrou mandando ver com a faixa mais relevante do trabalho, “The River Is Rising”, seguida das conhecidas “Driving Rain”, “Halo” e “Too Far Gone” (trocada por “Apocalyptic Love”), que foi levantando o público aos poucos.

A maioria ficou mais contida e focada em ver a performance tanto do Slash quanto de cada membro. A euforia chegou em “Back From Cali”, que foi carregado por um arrepiante ‘Oh, Oh, Oh’ antes de partir para o segundo verso, tendo uma alteração na letra: “And I can’t deny this place ain’t got no heart” para “And I can’t deny this São Paulo ain’t got fucking heart”. 

A trinca com “Whatever Gets You By”, “C’est La Vie” e “Actions Speak Louder Than Words” canções do último álbum e com Slash exibindo modelos de guitarras que não costuma usar ao vivo – “preparou o terreno para as antiguidades que viriam a seguir: “Always on the Run”, do Lenny Kravitz, e “Don’t Damn Me” – única do GNR no set – teve os vocais do baixista canadense Todd [KERNS], que as cantou com total eminencia. Mas a que mais animou mesmo dentre elas foi a pesada “Speed Parade”, presente no segundo álbum do Slash’s Snakepit, “Ain’t Life Grand” (2000). E vale a pena, principalmente a molecada mais nova, ouvir os dois álbuns desse projeto, que é muito pouco lembrado.


A banda, mais uma vez, não deixou a desejar em nada! Seja dentro ou fora dela, eles continuam cada vez mais plenos do que fazem, principalmente o vocalista Myles Kennedy, que mais uma vez cativou todo mundo com sua voz e carisma. (N.T.: há menos de três meses, Myles esteve no mesmo palco se apresentando com sua outra banda, Alter Bridge). Das poucas vezes em que se comunicou foi para agradecer a presença de todos, da Velvet Chains e perguntando quem gostou do “4”.

A cozinha formada pelo citado Todd e o baterista Brent Fitz, que fez o show todo com a camiseta da Seleção Brasileira, mostrou mais uma vez sua eficiência. Todd foi o que mais se inflamou durante a exibição de duas horas ao lado do seu patrão. 

E por falar nele, ano após ano, ele não para de conquistar novos fãs: a cada riff, solos e até os tradicionais movimentos – entre eles o giro de 360º graus e andamento com o joelho esquerdo dobrado igual que o Chuck Berry fazia – era motivo para que as câmeras dos celulares fossem apontadas a ele para registrar cada detalhe. O guitarrista Frank Sidoris, responsável por comandar as bases, completa este time incrível.

O restante do set foi ocupado por clássicos e mais clássicos. A climática “Starlight” proporcionou outra calorosa (e impressionante) entoação dos espectadores que chegou a ecoar o Espaço Unimed; a swingada “Wicked Stone” reservou um momento só para o Slash mandando um solo matador de cinco minutos; “Doctor Alibi” contou novamente com a voz de Todd (fazendo as linhas do saudoso Lemmy Kilmister) e Slash cantando timidamente o refrão, enquanto “You’re a Lie” e “World on Fire” (com mais um solo estendido e o Myles apresentando a banda enquanto os músicos tocavam) incendiou o quase fim de noite antes de começar o bis. 

Mas antes, executaram mais duas do “4”, “April Fool” e a balada “Fill My Word”, que para mim, é a melhor do mais recente álbum.

Com o final batendo na porta, a banda voltou ao palco para revisitar o maior hit do Elton John com “Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)”. As lanternas dos celulares e o som da guitarra havaiana, comandada por Slash, claro, deu uma sensaçã climatica para os minutos finais. Na ocasião, Brent comandou o piano digital, passando as baquetas para o seu técnico de bateria. 

“Anastasia” encerrou o show de forma perfeita, antecedida por rápidas palavras e um breve solo de triangulo do Myles. De forma bem-humorada, Slash esticou bem os dedos para introduzir as melodias iniciais dela.

Depois de um dia que começou com sol e muita água caindo do céu, nada do que ser recompensado com um show sensacional de uma das maiores personificações da guitarra e do Rock em geral. Apesar da demora em retornarem – já que a extensa agenda de shows do GNR o impede de se concentrar mais na sua banda solo – sempre vale a pena esperar.   


Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Jéssica Marinho para o Wikimetal

 

Realização: 30ebr

Mídia Press: Trovoa Comunicação

 

Slash Ft. Myles Kennedy & The Conspirators

The River Is Rising

Driving Rain

Halo

Too Far Gone

Back From Cali

Whatever Gets You By

C’est la vie

Actions Speak Louder Than Words

Always on the Run (Lenny Kravitz cover)

Bent to Fly

Sugar Cane

Spirit Love

Speed Parade (Slash’s Snakepit cover)

We Will Roam

Don’t Damn Me (Guns N’ Roses cover)

Starlight

Wicked Stone

April Fool

Fill My World

Doctor Alibi

You’re a Lie

World on Fire

***Encore***

Rocket Man (I Think It’s Going to Be a Long, Long Time)

Anastasia

sábado, 11 de abril de 2015

Cobertura de Show - Slash: Chuva de Clássicos em Porto Alegre! (20/03/15, Pepsi On Stage - Porto Alegre/RS)


Dia 20 de março foi marcado pelo o encontro de dois ex-integrantes da banda Guns N’ Roses na capital gaúcha, não preciso nem citar a importância que o Guns N’ Roses tem para o rock mundial, foi uma das bandas de maior sucesso no fim dos anos 80 e início dos 90, arrastando milhões de pessoas em mega shows. Desembarcou em Porto Alegre um dos pilares da banda o guitarrista que até hoje é considerado o principal músico do Guns, nada mais nada menos que Slash, ele veio a América do Sul divulgar o novo álbum “World on Fire” e acompanhando ele veio outro ex-membro do GNR, o guitarrista Gilby Clarke, o mesmo foi responsável pela abertura dos shows em toda a turnê.

As filas ainda estavam gigantescas ao lado de fora do Pepsi On Stage, quando pode-se ouvir  o tema de abertura da série Game of Thrones, era o DJ Ricardinho F. responsável por animar os milhares de guners que estavam lá, com clássicos do rock mundial ele usou muito bem o espaço que teve e fez o público cantar junto e bater palmas diversas vezes, os maiores destaques foram “Iron Man” (Black Sabbath) e uma junção  da parte instrumental de “Back  in Black” (AC/DC) e os vocais de (We Will  Rock You) da lendária banda Queen.



Chegada a hora da primeira banda entrar no palco, o público gritava em coro o nome de Gilby Clarke, que entrou acompanhado pela banda Coverheads: Gaby Zero (guitarra), Dani Chino (baixo) e Dukke (bateria).

Primeira música escolhida foi “Wasn't Yesterday Great” seguida por “Under the Gun” do álbum “Swag”. Era claro que a maioria dos presentes não conheciam estas canções, então logo a banda mandou “Motorcycle Cowboys”cover de Kill for Thrills, banda que Gilby tocava antes de entrar no Guns N’ Roses e se tornar mundialmente famoso.


O show seguiu com “Black” do álbum “Pawnshop Guitars” primeiro de sua carreira solo, a banda estava animada, muitas brincadeiras entre os músicos faziam o clima no palco ficar leve.



No show do Gilby não poderia faltar músicas dos The Rolling Stones, poucos sabem além de grande fã da banda, ele já fez alguns shows junto com as lendas vivas do rock, não é para qualquer um tocar com os Stones e com o Guns N’ Roses, então com “It's only Rock'n'Roll (but I like it)”  dos Stones Gilby fez o público pular e dançar, para manter o clima quente mandaram “Knockin' on Heaven's Door” música de Bob Dylan, mas que  a maioria conheceu pela versão do Guns, está os fãs cantaram junto o tempo inteiro, destaque negativo eram os milhares de celulares erguidos, que além de atrapalhar muita gente deixam um clima meio chato, afinal com um grande show na frente, qual a necessidade de vê-lo pela tela de um celular?


Não podia faltar um cover de Slash’s Snkepit afinal Slash e Gilby gravaram o álbum “It's Five O'Clock Somewhere” em 1995, a música escolhida foi “Monkey Chow”. Gilby chamou sua filha Frankie Clarke e juntos tocaram “Dead Flowers” outro cover dos Stones, o show do Rolling Stone boy estava chegando ao fim depois de “Cure Me... Or Kill Me...” ele encerrou com “Tijuana Jail”.

Logo em seguida quando começou a troca de palco, caiu a bandeira no fundo do Gilby Clarke dando lugar a enorme bandeira da banda Slash feat. Myles Kennedy and The Conspirators, formada por Slash (guitarra), Myles Kennedy (voz), Frank Sidoris (guitarra), Todd Kerns (baixo) e Brent Fitz (bateria).



O público estava eufórico no palco já podíamos ver os cabeçotes Marshall AFD100 com a assinatura de Slash e várias caixas Marshall também com a marca dele, além de diversos bonecos enfeitando o palco.

Logo a banda entrou em cena e quando o homem da cartola apareceu com sua guitarra Epiphone o público foi a euforia, com “You are a Lie” do álbum “Apocalyptic Love” eles fizeram a abertura dos trabalhos, bastaram os primeiros acordes de “Nightrain” do Guns N’ Roses para todos pularem de alegria, era difícil não ver ninguém cantando junto com Myles Kennedy, que possui uma voz diferenciada, muito potente com agudos poderosos, na hora do solo Slash foi para frente do palco e por alguns minutos podíamos nos sentir nos anos 80 e 90. Slash está em ótima forma tocando como se ainda fosse o jovem garoto do Guns.



O show seguiu com “Ghost” e “Back From Cali” ambas do álbum de 2010 do Slash, era o momento de inserir no set as músicas do álbum novo. “Wicked Stone” e “Too Far Gone” precederam um dos momentos mais marcantes do show, Myles chamou Gilby para voltar ao palco, Slash e Gilby juntos no palco tocaram Mr. Brownstone (Guns N’ Roses), após abraçar todos os integrantes Gilby deixa o palco novamente e Brent Fitz puxa na bateria “You Could Be Mine” um dos maiores sucessos do Guns, que foi trilha sonora do filme “Terminator II”, a recepção dos fãs não poderia ser melhor.

Myles chamou para os vocais o baixista Todd Kerns que executou “Dr. Alibi” (Slash, 2010) e “Welcome to the Jungle” (Guns N' Roses) outra música que fez o público ir às alturas literalmente, podíamos ver todos pulando, cantando e fazendo solos com guitarras imaginarias. Slash falou pela primeira vez no microfone, chamou Myles novamente, então tocaram mais uma dobradinha do “World On Fire”, “The Dissident” e “Beneath the Savage Sun”.



Na música Rocket Queen (Guns N’ Roses), Slash abusou na hora do solo, obviamente é ótimo ver ele tocando com tanta vontade, mas 10 minutos em um solo  acaba se tornando muito cansativo, mas nada que não possamos perdoar afinal ele era a grande estrela da noite, ao termino do gigantesco solo de Slash, a banda deu continuidade com “Rocket Queen”, então Myles sentou e começaram os primeiros acordes de “Bent to Fly” balada do último álbum de Slash que por sinal é muito boa e todos sabiam a letra na ponta da língua. “World on Fire” e “Anastasia” encerraram as músicas do Slash, está última com um riff maravilhoso já na introdução.

Existe uma música que nunca pode faltar em um show onde o Slash se encontre, considerado um dos melhores e mais clássicos riffs de guitarra, “Sweet Child O' Mine” (Guns N’ Roses cover) é obrigatória e não poderíamos esperar nada além de muita alegria vinda dos fãs, a essas alturas já dava para ver muitas garotas chorando e emocionadas.



A penúltima do show, foi uma das mais festejadas, talvez por ter sido a única da banda Velvet Revolver, “Slither” representou a banda que Slash teve com Duff e Matt ex-companheiros de Guns n Roses, e para o final uma grata surpresa com “Paradise City” (Guns n Roses), com direito até a chuva de papel picado e assim o show chegou ao fim, um show longo com muitos clássicos do Guns N’ Roses, mas sem perder de mostrar seu trabalho solo, Slash o homem cartola fez a noite de todos muito feliz, 5 horas de show não seriam suficiente para ouvir tudo que queríamos, mas ficamos na esperança que logo ele volte.


Cobertura por: Marlon Mitnel
Fotos: Marlon Scopel
Revisão/edição: Renato Sanson

quarta-feira, 4 de março de 2015

Slash de Volta a Porto Alegre/RS! (Realização: Free Pass Entretenimento)


É fã da formação clássica do Guns N’ Roses?  Gosta de apreciar grandes músicos no palco? Quer ver um guitarrista que é considerado uma lenda no mundo do Rock? Então você está com sorte, pois dia 20 de Março desembarca em Porto Alegre a lenda  Slash.

Ele se apresenta no Pepsi On Stage no dia 20 de março, a partir das 21h30min! Esse show faz parte da divulgação do novo álbum do ex-guitarrista do Guns N' Roses, o "World on Fire”.

Se já não bastasse termos Slash no palco teremos outros dois grandes músicos juntos, Myles Kennedy (Alter Bridge) que será o vocalista  e fazendo a abertura do show outro ex-membro do GnR ninguém menos que Gilby Clarke, então não perca essa noite que promete muito.

Serviço:
O que: show do Slash
Onde: Pepsi On Stage
Quando: sexta, 20/03, a partir das 21h30min

Ingressos:
1º lote Pista R$ 80
2º lote Pista R$ 90
3º lote Pista R$ 99
1º Lote Mezanino R$ 160
2º Lote Mezanino R$ 180
3º Lote Mezanino R$ 200
1º lote Pista Premium R$ 180
2º lote Pista Premium R$ 200
3º lote Pista Premium R$ 240

Maiores informações:


Texto: Marlon Mitnel
Revisão/edição: Renato Sanson