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segunda-feira, 23 de março de 2026

Cobertura de Show: Symphony X – 20/03/2026 – Tokio Marine Hall/SP

Symphony X celebra 30 anos com repertório abrangente e casa cheia em São Paulo

O Symphony X voltou a São Paulo na noite de 20 de março para um Tokio Marine Hall lotado, em uma apresentação que funcionou como um panorama consistente dos 30 anos de carreira da banda. A passagem faz parte da turnê latino-americana organizada pela Top Link Music, com datas também no México, Chile, Argentina, Curitiba e Rio de Janeiro.

Com mais de três décadas de atividade, o grupo norte-americano ocupa um lugar específico no metal progressivo, especialmente pela forma como ajudou a consolidar uma vertente que aproxima o virtuosismo técnico do peso do power metal e de estruturas sinfônicas. Discos como The Divine Wings of Tragedy e V: The New Mythology Suite continuam sendo referências quando se fala na expansão do progressivo para além das estruturas mais tradicionais do gênero.

Em São Paulo, a resposta do público deixou claro como essa trajetória construiu uma base fiel no Brasil. A casa cheia e a recepção intensa desde os primeiros minutos indicavam um público que não estava apenas pela nostalgia, mas pela relevância contínua do Symphony X no metal técnico.

A abertura com Of Sins and Shadows já estabeleceu o tom da noite, com a banda soando coesa e precisa. Na sequência, Sea of Lies manteve a energia alta, enquanto Out of the Ashes trouxe o equilíbrio entre melodia e peso que marca a fase mais recente do grupo.

Um dos primeiros grandes momentos veio com The Accolade, recebida com entusiasmo e reforçando o quanto o material clássico ainda ocupa um lugar central na relação da banda com o público. Na parte intermediária do show, Smoke and Mirrors e Evolution (The Grand Design) reforçaram a dimensão mais técnica do repertório, com destaque para a execução segura e a dinâmica entre os músicos.

Communion and the Oracle e Inferno (Unleash the Fire) mantiveram a intensidade da apresentação, mostrando como a banda transita bem entre fases diferentes da carreira sem que o repertório pareça fragmentado. Já Nevermore funcionou como um dos pontos de maior resposta coletiva do público antes do encore.

No retorno ao palco, a banda apresentou Without You, em um momento mais direto e emocional, também utilizado para as apresentações individuais dos integrantes. O encerramento com Dehumanized e Set the World on Fire (The Lie of Lies) consolidou a proposta da turnê: revisitar diferentes momentos da discografia sem transformar o show apenas em um exercício de nostalgia.

Liderado por Michael Romeo e Russell Allen, o Symphony X demonstrou porque permanece como um dos nomes mais respeitados do metal progressivo: consistência técnica, repertório sólido e uma identidade musical que continua reconhecível mesmo após décadas de atividade.

O show em São Paulo mostrou uma banda ainda funcional na cena, com um público que acompanha essa trajetória não apenas pela memória, mas pela permanência de sua relevância no progressivo contemporâneo.

Texto: Patrícia Araújo

Fotos: Roberto Sant'Anna

Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Top Link Music 


Symphony X – setlist:

Intro/Of Sins and Shadows

Sea of Lies

Out of the Ashes

The Accolade (with “The Divine Wings of Tragedy Part VII: Paradise Regained” snippet)

Smoke and Mirrors

Evolution (The Grand Design)

Communion and the Oracle

Inferno (Unleash the Fire)

Nevermore

Bis

Without You (preceded by band introductions)

Dehumanized

Set the World on Fire (The Lie of Lies)

quarta-feira, 21 de agosto de 2024

Cobertura de Show: Symphony X – 27/07/2024 –Tokio Marine Hall/SP

No último sábado (27/07), o Tokio Marine Hall em São Paulo foi palco do show da influente banda de metal progressivo Symphony X, formada pelos músicos Michael Romeo (guitarra), Russell Allen (vocal), Michael LePond (baixo), Michael Pinella (teclados) e Jason Rullo (bateria). 

A noite também contou com o show do guitarrista Luiz Toffoli, que se apresentou ao lado de Léo Carvalho (teclado), Pedro Tinello (bateria), Marcos Janowitz (baixo) e Cássio Marcos (vocais).

O curitibano começou a noite diante de um público pequeno, já que o show começou de forma inesperada. Mas isso não impediu que realizassem uma ótima apresentação. O setlist trouxe faixas do álbum “Engima Garden” e incluiu um cover de  “As I Am”, do Dream Theater e uma das maiores inspirações do guitarrista, que deixou o público extremamente animado. Todos os integrantes demonstraram grande técnica e carisma, proporcionando um show incrível.

Em pouco tempo, chegou o momento mais esperado da noite: a apresentação da renomada banda Symphony X. Michael Romeo, Michael LePond, Michael Pinella e Jason Rullo subiram ao palco pontualmente às 22h, seguidos por Russell Allen, que entrou correndo e já começou com a enérgica "Iconoclast", que abriu caminho para "Nevermore".

Russell, sempre muito gentil, interage constantemente com o público e seus colegas de banda, mostrando sua habilidade enquanto se movimenta de um lado para o outro no palco, fazendo com que cantar pareça a tarefa mais fácil do mundo – e, de fato, para ele, é. Sua voz se manteve impecável, preservando uma qualidade inabalável durante toda a apresentação.

O show continuou com “Inferno” e “Serpent's Kiss”. Michael Romeo, como de costume, deu um verdadeiro show com sua guitarra.

A quinta música foi a balada “Without You”, depois dela engataram uma sequência com “To Hell and Back”, “Evolution” e “Run With the Devil”, aproveitando a oportunidade para apresentar os membros da banda e trocar algumas palavras com o público presente. Russel demonstrou enorme agradecimento aos fãs brasileiros.

Concluindo a primeira parte do show, “Set the World on Fire” foi apresentada após uma breve pausa para o bis. O público clamava pelo retorno da banda, que voltou ao palco com um solo de teclado antes de executar “Paradise Lost”.

Uma novidade anunciada durante a noite foi que, no próximo ano, teremos um novo álbum, além de uma possível visita da banda ao Brasil em breve. As duas últimas faixas escolhidas para o grand finale foram “Out of the Ashes” e “Of Sins and Shadows”, encerrando mais um show sensacional do Symphony X em São Paulo.


Texto: Aline Fernandes

Fotos: Belmilson Santos (Headbangers BR)

Edição/Revisão: Gabriel Arruda


Realização: Top Link Music


Symphony X

Iconoclast

Nevermore

Inferno (Unleash the Fire)

Serpent's Kiss

Without You

To Hell and Back

Evolution (The Grand Design)

Run With the Devil

Set the World on Fire (The Lie of Lies)

***Encore***

Paradise Lost

Out of the Ashes

Of Sins and Shadows

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Entrevista - Mike LePond: Retorno ao Brasil, Heavy Metal tradicional e muitos mais!


Read in English: http://bit.ly/1PQp1nH


Mais conhecido pelos seus trabalhos no Symphony X, o baixista Mike LePond prova que não respira só Prog Metal, e eu seu primeiro trabalho solo “Mike LePond's Silent Assassin” temos um ótimo Heavy Metal tradicional calcado nos anos 80, com bons toques atuais, o que deixou o resultado final muito interessante.

Conversamos com LePond sobre a concepção do disco, escolha dos músicos e claro Symphony X! Confira nas linhas a seguir e não deixe de conferir este projeto:


Road to Metal: Mike, primeiramente gostaria de agradecer a oportunidade de entrevistar um dos melhores baixistas do mundo! Aproveitando, gostaria que você nos falasse um pouco mais da temática de “Mike LePond's Silent Assassins”.

MLP: Obrigado pela entrevista. Minha grande paixão sempre foi o Heavy Metal tradicional. Era meu sonho lançar um álbum do estilo. Quando o Symphony X estava na turnê do nosso último CD eu tive o tempo necessário para compor as músicas dentro do nosso ônibus.

RtM: A sonoridade em si de seu primeiro trabalho solo soa bem diferente de sua banda o Symphony X, pendendo mais para o lado Tradicional. Como surgiu as ideias para o mesmo?

MLP: A maior parte da música que escrevo se encaixa na estética do Heavy Metal tradicional então ter ideias para ele foi algo realmente fácil. Eu queria fazer um álbum como as bandas da década de 80, mas com a orquestração que é usada nos dias de hoje, pois para mim isso iria criar uma nova sonoridade.


RtM: “Mike LePond's Silent Assassins” foi lançado através de um projeto Crowdfunding, onde os fãs puderam contribuir para que o mesmo ganhasse sua versão física. Como foi essa experiência? Devido à baixa venda de discos que o mercado musical vive essa seria uma opção para o futuro?

MLP: Crowdfunding foi realmente uma ótima experiência para mim. Nos dias de hoje, onde as gravadoras estão falindo, eu acredito que seja uma ótima maneira para as bandas alcançarem seus objetivos. É como se os fãs se tornassem a sua gravadora.

RtM: Claro que não poderíamos ficar sem falar de Symphony X. “Underworld” foi lançado em 2015 e traz a banda mais melódica que de costume. Como está sendo a recepção do mesmo?

MLP: A reação em relação ao “Underworld” foi melhor do que jamais poderíamos sonhar. Nossos fãs simplesmente o amaram e a imprensa nos deu resenhas extremamente positivas. Quando nós escutamos a mixagem final, nós sabíamos que tínhamos algo muito especial para compartilhar com o mundo.


RtM: O ano 2000 marcou a sua entrada para o Symphony X, onde você estreou gravando aquele que é considerado o melhor trabalho da banda, “V: The New Mythology Suite”. Poderia nos falar sobre o processo de gravação do mesmo e alguma curiosidade desta época?

MLP: Quando eu entrei na banda este álbum estava quase todo já composto, então eu tive muito trabalho tentando aprender a tocar este novo material. As gravações duraram 3 longos dias de trabalho, mas quando eu terminei, eu estava muito feliz e orgulhoso do que eu fiz.


RtM: Em “Mike LePond's Silent Assassins” além do baixo você também gravou as guitarras rítmicas, contando com seu companheiro de Symphony X Michael Romeo e Metal Mike (Halford, ex-Sebastian Bach, ex-Testament) nos solos. Como surgiu a ideia de convidar esses dois monstros da guitarra para o disco?

MLP: Quando pensei sobre quem faria os solos de guitarra, eu decidi que queria os melhores que eu pudesse ter e que estivessem perto de onde moro. Metal Mike é um amigo muito querido eu inclusive toquei em seu CD solo então ele ficou muito feliz de ajudar. Quando acrescentei o estilo do Romeo ao dele tudo se complementou de uma maneira bem legal.

RtM: Ainda sobre o line-up de seu álbum solo, Alan Tecchio (Hades, ex-Seven Witches, ex-Watchtower) aparece nos vocais, onde fez um trabalho soberbo, mostrando ser a pessoa certa para o momento em questão. Como se deu a procura do vocalista para o projeto? E o porquê de usar bateria programada no álbum, não foi possível encontrar um baterista?

MLP: Alan tinha todo o poder e habilidades melódicas que eu precisava e além do mais ele é um amigo muito próximo. Ele amou o que eu estava fazendo e ele fez um trabalho fascinante. Eu pedi o Romeo para programar as baterias devido ao nosso orçamento e tempo que estavam curtos para gravar o álbum.


RtM: Você pretende fazer algum show com seu projeto solo? E o Symphony X quando retornará ao Brasil?

MLP: Sim eu gostaria muito de tocar ao vivo com o Silent Assassins, eu apenas preciso coordenar a agenda do projeto com a agenda de turnês do Symphony X. Nossos planos são de tocar em Maio no Brasil com o Symphony X.


Entrevista por: Renato Sanson
Tradução: Guilherme Alvarenga


Links de acesso:

Interview - Mike LePond: Returns to Brazil, traditional Heavy Metal and many more!


Leia em português no link: http://bit.ly/1VJ6Rc8



Best known for his work in Symphony X, bassist Mike LePond proves not breathe only Prog Metal, and I his first solo album "Mike LePond's Silent Assassin" have a great Heavy Metal traditional trampled in the 80s, with good current rings, the leaving the end result very interesting.

We talked to LePond on the disc design, choice of musicians and of course Symphony X! Check the lines below and be sure to check this project:


Road to Metal: Mike, firstly, I would like thank you for opportunity the interview one of the best bass players of world! But I would like you to tell us a bit more of theme from “Mike LePond's Silent Assassins”.


MLP: Thank you for the interview. My first love has always been classic heavy metal. It was my dream to release an album in this genre. When Symphony X toured on our last CD, I was able to write all the songs on the tour bus.   

RtM: The sound of your first solo album is so different from your band, Symphony X. it’s more Traditional. How did come the ideas for it?


MLP: Most the the music I write is in the traditional metal style so the CD was very easy to put together.  I wanted to make a 1980s style metal album but with orchestration that is used in the modern day. This would create a new and fresh sound.


RtM: “Mike LePond's Silent Assassins” was released by crowdfunding Project, where the fans contributed for a physical version of album. How was that experience? Due to the low sales of discs that the music business lives that would be an option for the future?


MLP: Crowdfuding was a really great experience for me. These days when record labels are going out of business, I think this a great way for a band to achieve it's goals. So its the fans now who can in essence become the new record company.

RtM: Of course, we could not do without talking about Symphony X. "Underworld" was released in 2015 and brings more melodic band than usual. How is the reception of it?


MLP: The reaction to Underworld was better than we could have dreamed. Our fans just loved it and the press gave us great reviews. When we heard the final mixes, we knew we had something very special to share with the world.


RtM: The year 2000 marked its entrance to the Symphony X, where you opened recording what is considered the best work of the band , "V : The New Mythology Suite" . Could you tell us about its recording process and some additional curiosity this time?


MLP: When I joined the band this album was almost completely written, so I had a lot of work trying to learn all this new material. The recording process took three long days of work, but when I finished, I was very happy and proud of what I did.

RtM: In "Mike LePond's Silent Assassin" beyond the bass guitar you also recorded the rhythm guitars, with his Symphony X teammate Michael Romeo, and Metal Mike (Halford, former Sebastian Bach, ex-Testament) in solos. How did the idea to invite these two guitar monsters for the record?


MLP: When it came to the lead guitar playing, I wanted to have the best players I could get in the area where I live. Metal Mike is a close friend and I actually played on his solo CD so he was happy to help. Romeo's style complimented his style rather nicely.


RtM: Also about the line-up of his solo album, Alan Tecchio (Hades , former Seven Witches, Watchtower former) appears on vocals, which did a superb job, proving to be the right person for the time. How did the singer searching for the project? And why use programmed drums on the disc, could not find a drummer?


MLP: Alan had the power and melodic ability that I needed. He is a dear close friend. He loved what I was doing and he did an incredible job. I asked Romeo to program drums because of the project's budget and time issues.


RtM: Do you plan to do a show with his solo project ? And when Symphony X will return to Brazil?


MLP: Yes I want to play live with the Silent Assassins. I just need to coordinate my tour dates with the touring schedule of Symphony X.  And as of right now, Symphony X are planning to play in Brazil in May.


Interview: Renato Sanson


Links:



sábado, 23 de julho de 2011

Homem Vs Máquina: Symphony X em Seu Melhor Disco da Carreira

Banda lança seu oitavo e melhor disco da carreira

O ano de 2011 não parecia estar trazendo tantos grandes discos à luz em comparação com o ano passado. Mas isso começou a mudar, principalmente com alguns grandes lançamentos. Dentre eles, o novo trabalho dos mestres do Prog Metal Symphony X.

O grupo norte-americano divide, ao lado de Dream Theater, o posto de maior banda de Prog Metal do mundo. Obviamente que as comparações existem, mas a verdade é que Symphony X tem uma pegada muito mais Metal e, por assim dizer, agrada, sobretudo aos fãs do som pesado.

Parecia que depois de “Paradise Lost” (2007), último trabalho do grupo e que é considerado uma obra prima do gênero, a banda não conseguiria se superar, como muitas outras acabam não fazendo, decaindo no disco seguinte.

Symphony X é (esquerda para direita): Michael Leopold, Jason Rullo, Michael Pinnella, Russel Allen e Mike Romeo

Não foi o que aconteceu. Acontece que a banda formada por Russel Allen (vocal), Mike Romeo (guitarra), Michael Pinnella (teclados), Michael Leopold (baixo) e Jason Rullo (bateria) pode até demorar para lançar um novo disco (o hiato agora foi de 4 anos e já foi maior entre um disco e outro), mas quando a bolacha sai, é certeza de que seremos surpreendidos positivamente.

Com “Iconoclast” (2011), provavelmente o trabalho mais ousado da carreira da banda, o Symphony X lança seu melhor disco! Não é exagero pela novidade do lançamento. Um álbum que saiu em formato duplo (dois CDs com inéditas), cujo “tema do álbum é baseado no conceito de tecnologia, tento sobre a humanidade”, como nos contou o próprio Russel Allen (vocal) em entrevista exclusiva que já postamos aqui.

Então, uma temática tão contemporânea, em que a batalha entre homem e máquina, a hibridinização do humano com o tecnológico e uma possível luta pela liberdade dessa realidade fazem de “Iconoclast” um disco muito atual.

Symphony X se apresentou no Brasil divulgando seu novo trabalho. Na foto, Russel em SP.

Ao total, divididas em dois discos, temos 12 músicas que, obviamente apresentando muita técnica, são das mais pesadas da carreira da banda. A verdade é que a cada disco a Symphony X aumenta sua agressividade, sobretudo nas guitarras de Mike Romeo e nos vocais sem igual de Russel Allen, que, mesma não sendo membro original, é a cara da banda.

Músicas potentes, pesadas, cadenciadas e com algo de Black Sabbath, como “Bastards of the Machine” e “Dehumanized” (essa divulgada antes do lançamento do disco) não te deixam parado. Havia muito que não ouvia um disco tão empolgante, do começo ao fim. Desafio você a ouvir as músicas citadas, bem como “Heretic” e “Iconoclast”, sem sentir vontade de sair “quebrando tudo”, ou como gosto de dizer, sair chutando a avó, rs.

Ou ainda, conseguir ficar sem cantar o refrão e músicas como “Children of the Faceless God” e “When All is Lost”, a única balada do disco e um dos sons mais bonitos que já ouvi.

No disco II, há ainda mais peso, como em “Electric Messiah”, que inicia essa segunda parte. Destaque para os teclados inspiradíssimos de Michael Pinnella, que já tem um estilo próprio, meio que sinfônico, que casa com o clima do álbum.

Michael Lepond (baixo) e Jason Rullo (bateria) fazem um incrível trabalho. O primeiro com muito peso tem seu baixo mais destacado que nos demais discos, enquanto Rullo parece ter mesclado Mike Portnoy (ex-Dream Theater) e Aquiles Priester (Hangar), fazendo seu melhor trabalho que já ouvi.

Resta destacar ainda “Reign In Madness”, que tem como fio condutor teclados executados por Michael Pinnella com a cara dos anos 80, lembrando vagamente Van Halen (!?).

Essa mescla toda pode levar a duas coisas: um disco caótico, barulhento, ou uma real obra-prima. E, com o Symphony X, só podemos esperar superação a cada disco. Definitivamente, melhor disco de 2011 até o momento.


Stay on the Road

Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação


Ficha Técnica

Banda: Symphony X

Álbum: Iconoclast

Ano: 2011

País EUA

Tipo: Prog Metal


Formação

Russel Allen (Vocal)

Mike Romeo (Guitarra)

Michael Pinnella (Teclados)

Michael Leopold (Baixo)

Jason Rullo (Bateria)



Tracklist

CD 1

01. Iconoclast

02. The End of Innocence

03. Dehumanized

04. Bastards of the Machine

05. Heretic

06. Children of a Faceless God

07. When All Is Lost

CD 2

01. Electric Messiah

02. Prometheus (I Am Alive)

03. Light Up the Night

04. The Lords of Chaos

05. Reign In Madness

Acesse:

Site Oficial

Myspace

Veja “The End of Innocence” ao vivo

E “Dehumanized”

Leia entrevista exclusiva com Russel Allen aqui

Compre “Iconoclast” pela Die Hard aqui

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Symphony X – Ícones do Metal Progressivo Mundial - Passado, Presente e Futuro

Banda é um dos maiores ícones do Prog Metal mundial

O tipo de som que costumeiramente classificamos como Metal Progressivo, tem poucas bandas que podem ser consideradas realmente grandes e de influência mundial. Podemos citar, claro, Dream Theater e Shadow Gallery, que, ao longo de seus trabalhos, redefiniram a proposta do Rock Progressivo.

Porém, talvez apenas a Symphony X manteve os pés no Metal Progressivo, sempre valorizando o peso e a harmonia, sem soar muito macio ou pomposo, características que, por vezes, encontramos nas demais bandas do gênero.

A banda norte-americana é formada pelo “trio Mike” com Michael “Mike” Romeo (Guitarras), Michael Pinnella (Teclados) e Michael Lepond (Baixo), além de Jason Rullo (Bateria) e Russel Allen (Vocais).

O grupo possui álbuns clássicos, como “The Damnation Game” (1995), “The Odyssey” (2002) e o mais recente “Paradise Lost” (2007), que finalmente colocou a banda num patamar mais que merecido.

Sir Russel Allen nos falou com exclusividade sobre a Symphony X e seu novo projeto

Às vésperas de lançar seu mais novo e esperado álbum “Iconoclast”, conversamos com Sir Russel Allen, dono de uma das melhores vozes do Metal atualmente (e workaholic do Metal, tendo participado de discos com Jorn Lande, Star One, Avantasia, Ayereon, dentre outros).

Nas linhas abaixo, você poderá conferir esse bate-papo com o vocalista que, além de empolgado pelo novo trabalho, também está ansioso pelos shows no Brasil (especialmente em Porto Alegre, quando tocarão ao lado do Pain of Salvation), que acontecerão em junho (são três shows no Brasil que você confere ao final da entrevista). Também se destaca o assunto Symphony X Vs. Dream Theater (conflito que muitas pessoas pensam existir) e, claro, o convite para cantar num dos novos projetos de Mike Portnoy (ex-Dream Theater).

Mas, chega de conversa. Com vocês, Sir Russel Allen!

Road to Metal: Primeiramente gostaria de agradecer ao Symphony X por esta entrevista exclusiva para o nosso blog Road To Metal.

Russel Allen: Obrigado a vocês por nos receber.

RtM: Vocês estão prestes a lançar no mercado o novo trabalho da banda intitulado de “Iconoclast” o que os fãs podem esperar deste novo álbum?

Russel Allen: O novo álbum é repleto de riffs! É um pouco mais pesado que o álbum anterior (Paradise Lost – 2007), mas ainda é muito melódico. O tema do álbum é baseado no conceito de tecnologia, tento sobre a humanidade.

RtM: Vocês já vêem fazendo alguns shows e já estão executando algumas músicas do novo álbum, como esta sendo a reação dos fãs?

Russel Allen - A reação dos fãs ao novo material tem sido grande! Ficamos muito felizes com as respostas que temos recebido todas as noites com relação às novas músicas.

Uma das capas do novo álbum da banda: lançamento na Europa e América do Norte em junho

RtM: Está é a terceira vez que vocês tocam em Porto Alegre. Realmente nos sentimos privilegiados com este retorno, mas agora vocês retornam com um show conjunto com a banda Pain Of Salvation. De onde surgiu está idéia?

Russel Allen - Estamos muito animados para voltar a Porto Alegre e à América do Sul em geral. Não tenho a certeza que foi a idéia de ter Pain Of Salvation tocando conosco, mas estamos felizes em tê-los. Vai ser um show matador.

RtM: Em 1997 após a turnê de divulgação do 3º álbum “The Divine Wings Of Tragedy”, Jason Rullo (bateria) anuncia sua saída da banda, como vocês reagiram com a saída de Jason naquela época?

Russel Allen - Foi difícil, eu tinha acabado de entrar na banda e de repente ele se separou por motivos pessoais. Parecia que nós estávamos sempre correndo em bloqueios de estradas no início de nossa carreira. Mas, felizmente, ele voltou e nós percorremos um longo caminho desde então.

RtM: Após o lançamento de “Twilight in Olympus” (1998) Thomas Miller (baixo) e Thomas Wailing (baterista que substituiu Jason e gravou o álbum Twilight in Olympus) anunciaram que iriam deixar a banda, como vocês lidaram com estás situações prestes a fazer uma turnê pela Europa?

Russel Allen comandando o ataque ao vivo da Symphony X

Russel Allen - Era outra vez outro grande revés. Nós sabíamos que tínhamos que passar por esses problemas ou a banda não iria continuar. Foi uma época difícil, mas nós chegamos juntos e seguimos em frente. O resto é história.

RtM: E como foi à entrada de Mike Lepond (baixista) para banda?

Russel Allen - Demorou um pouco para encontrar um substituto para Miller. Tom era um excelente baixista. Sabíamos que teríamos problemas para obter uma nova cara. Felizmente, temos Lepond, quando ele se juntou a nós todos sentimos que, finalmente, esta era uma banda.

RtM: Após estes momentos conturbados em 1998, em 1999 a banda retorna ao estúdio e lança o álbum “V: The New Mythology Suíte” um álbum conceitual super trabalhado, gostaria que vocês nos explicassem os mistérios de “V” e como foi gravar este álbum.

Russel Allen - Me recordo que foi a primeira vez que tentei criar um álbum conceitual. Foi um grande desafio. Tínhamos pegado de fontes diferentes histórias sobre a Atlântida para criar o album. Foi a primeira vez que tinha usado tanto arranjos orquestrais. A mensagem do álbum é a unidade, o poder da unidade e da força destrutiva que é liberada quando a unidade e o equilíbrio é quebrado. Este disco foi o precursor de tudo o que iríamos fazer nos álbuns depois, e ainda hoje ecoa através das nossas obras.

RtM: Russel, nos conte como foi o convite em gravar um álbum com o lendário baterista Mike Portnoy (ex-Dream Theater), e o que podemos esperar desta parceria.

Russel Allen - Eu estava trabalhando com Mike Orlando em um monte de músicas de rock para uma nova banda, nós estamos criando juntos. Eu e Portnoy queríamos trabalhar juntos por um longo tempo e eu pensei que ele gostaria do que eu estava criando com o Orlando. Enviei-lhe algumas demos e era realmente o que ele estava procurando. A música é para frente, todos os negócios, badass heavy metal Rockin '! Eu acho que as pessoas vão se surpreender com o que nós vamos fazer. É muito legal.

Russel com Mike Portnoy (ex-Dream Theater): amizade rendendo novo projeto

RtM: Como é a relação entre as duas bandas ícones do Prog Metal mundial? A mídia chegou a divulgar que tanto o Symphony X e o Dream Theater não tinham uma boa relação. Isto é real?

Russel Allen - Isso é tudo besteira. Nós nos damos muito bem.

RtM: Muitos fãs associam o Symphony X ao Dream Theater, fazendo comparações entre as bandas. O que vocês acham disso?

Russel Allen - Definitivamente, existem algumas semelhanças. Mas eu sinto que nos somos mais metal e eles são mais rock.

RtM: Após o lançamento de “Paradise Lost”(2007), vocês embarcaram em uma grande turnê de divulgação, passando por diversos países, o que banda tirou de proveito desta extensa tour?

Russel Allen - Foi o ciclo maior e mais longo de nossas vidas esta turnê nos levou a muitos lugares ao redor do mundo. Estamos ansiosos para fazê-lo novamente com este novo álbum.

RtM: Agradeço a vocês pelo tempo cedido e por está maravilhosa entrevista, deixe uma mensagem ao seus fãs gaúchos que esperam ansiosamente por mais um grande show.

Russel Allen - Nós mal podemos esperar para o show! É sempre um bom momento de partilha de uma noite de música com todos vocês. Prepare-se porque o show vai BOMBAR!


Entrevista: Renato Sanson

Introdução: Eduardo “EddieHead” Cadore

Fotos: Divulgação e Ian Pollard


Datas no Brasil

4 de Junho – São Paulo, Brasil: Via Funchal
5 de Junho – Rio de Janeiro, Brasil: Fundição Progresso
7 de Junho – Porto Alegre, Brasil: Bar Opinião com Pain of Salvation


Compre ingresso para os shows online:

Porto Alegre (com Pain of Salvation): http://www.ticketbrasil.com.br/pain-of-salvation-symphony-x-poa

Rio de Janeiro: http://www.fundicaoprogresso.com.br/index.php?page=Internas.loja

São Paulo: http://www.viafunchal.com.br/shows.asp?ID=502


Site oficial

http://www.symphonyx.com/

Veja vídeos oficias da banda

“Set the World on Fire”

http://www.youtube.com/watch?v=GUn4jXZko5E

“Serpent’s Kiss”

http://www.youtube.com/watch?v=ABJrkSvWEU0

domingo, 27 de março de 2011

Pain of Salvation e Symphony X: Duplo Show Para a Capital Gaúcha


Porto Alegre/RS já mostrou que tem produtoras interessadas em trazer grandes eventos para os gaúchos, tornando a capital uma das principais cidades do Brasil para a realização de shows de médio e grande porte.

Isso se deve a cena local, às produtoras (destacamos a Abstratti) que se colocam desejosas de realizar eventos memoráveis, bem como o deslocamento de pessoas de todo o estado para a querida Porto Alegre a fim de acompanhar seus artistas preferidos.

Não é de hoje que temos inúmeros shows por lá. Porém, 2011 está mostrando que teremos grandes apresentações logo no primeiro semestre, assim como alguns já confirmados para meses mais perto do fim do ano.

Symphony X volta a Porto Alegre/RS após 3 anos com nova turnê

Um dos grandes shows esperados será das atrações internacionais Pain of Salvation e Symphony X, que sobem ao palco do Bar Opiniã juntas dia 07 de junho, proporcionando aos fãs dois shows na mesma noite e com dois grandes nomes do Metal mundial.

O Symphony X é uma banda de Prog Metal norte-americana, considerada por muitos tão interessante ou ainda mais que Dream Theater, por exemplo. A banda estará divulgando seu último trabalho, “Iconoclast” (2011), um dos álbuns mais esperados do ano (lançamento em junho) e que marca a volta de material inédito do grupo em quatro anos (o último “Paradise Lost” saiu em 2007), além de ser o primeiro trabalho pela renomada Nuclear Blast.

A banda traz o renomado e multiprojetos (Avantasia, Allen & Lande, Star One, entre outros) Russel Allen nos vocais e o guitarrista e fundador do grupo Mike Romeo (um dos melhores do mundo). É a segunda vez do grupo em Porto Alegre, já que em 2008 realizou show na capital.

Pain of Salvation é um dos nomes mais "Cult" da cena atual

Já o Pain of Salvation vem da Suécia, promovendo seu trabalho mais recente, o aclamado e original “Road Salt One” (2010). Liderado e representado pela singular figura do vocalista e guitarrista Daniael Gildenlöw, a banda volta à Porto Alegre, sendo que em 2005 já se apresentara pelo Brasil tendo como banda companheira o Evergrey.

Agora, repete a dose da experiência excursionando com o Symphony X, numa noite que promete ser histórica, tanto para os fãs, quando para a cidade de Porto Alegre.


Stay on the Road

Texto: EddieHead

Fotos: Divulgação


Confira as informações sobre o show abaixo:


PAIN OF SALVATION & SYMPHONY X
Terça, dia 7 de junho

Cronograma:
20h abertura da casa
21h Pain of Salvation
23h Symphony X

Local:
Opinião - José do Patrocínio, 834

Ingressos:
1º lote R$80 PROMOCIONAIS
2º lote R$100
3º lote R$120
na hora R$140

Pontos de Venda:
A Place - Rua Voluntários da Pátria 294/150
Back in Black - Shopping Total / 2º andar
Zeppelin - Rua Marechal Floriano, 185 – loja 209
Ticket Brasil - www.ticketbrasil.com.br em até 12x no cartão.
Início das vendas: quarta-feira, 16 de março