quinta-feira, 5 de fevereiro de 2009

Conto de Terror: Cradle of Filth e Seu Novo Álbum Conceitual



Quando surgiu, o Cradle of Filth causou um impacto na cena Black Metal da época (fim dos anos 90 e inicio dos anos 2000), com Dani Filth (vocal) gritando de forma aguda e grave ao mesmo tempo (com uma bela ajuda de sintetizadores, claro), com um som rápido (que com o tempo foi ganhando características mais arrastadas e góticas no som) e letras no mínimo, macabras.

Com o estrondo, os ingleses se alçaram ao mundo e tentaram novas mudanças, que só fez com que a banda se aproximasse mais do Gothic Metal do que de ume stilo extremo como o Black Metal. Mas a temática sobre morte, amor, céu e inferno permaneceram, ganhando aquele “quê” a mais com a produção visual da banda (que muitos consideram ser mais importante do que a própria música que fazem).

No final do ano passado, lançam o sucessor do bem modesto “Thornography” (2006). Com o nome de “Godspeed on the Devil’s Thunder” (há o disco dois com covers, músicas ao vivo, que não consideraremos aqui), apresenta um novo baterista Martin Skaroupka, que já participara da turnê do álbum anterior, e mais uma temática interessante (a banda está ficando marcada por isso, inclusive respondendo a processo porque dois “fanáticos” da banda mataram seus pais e só falavam sobre a banda no tribunal): trata-se da história de Gilles de Rais, que segundo Chris Alo da Rodie Crew era um “nobre soldado francês que viveu no século 15 e que acabaria condenado à morte por enforcamento pelo seqüestro, estupro e assassinato de centenas de crianças; é considerado o precursor dos assassinos em série”.

A banda qu já se acostumou a ter narração entre ou durante as faixas, agora contou com a voz de Doug Bradley (que ficou famoso ao atuar como Pinhead na série de filmes Hellraiser). Assim, mais um petardo da banda.

Eu havia me decepcionado um pouco com os dois últimos disco (o antepenúltimo foi “Nymphetamine”), mas este disco retomou aquela atmosfera presente em discos como “Midian” (2000) e “Damnation and a day” (2003). Contando com os backing vocals magníficos de Sarah Deva, o destaque de cara fica para “The Death Of Love”, com ótimo refrão. Além dessa, as pesadas “Shat Out Of Hell”, “Tragic Kingdom” e “Midnight Shadows Crawl To Darken Counsel With Life”. Mas nenhuma decepciona, sendo bastante cativante e te prendendo a atenção. Fiquei contente com tal disco, o que marca uma volta com força da banda e a esperança que apareçam por aqui no Brasil com mais shows (saindo do eixo RJ-SP).

Mais um ponto para a banda liderada pelo baixinho Dani Filth (que incluive terminou de escrever uma autobiografia da banda, chamada “Gospel of Filth”, um nome bem apropriado, claro).

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Line-up (formação) atual:
· Dani Filth - Vocal
· Paul Allender - Guitarra
· Charles Hedeger- Guitarra
· Dave Pybus - Baixo
· Martin Skaroupka - Bateria
· Rosie Smith - Teclados
· Sarah Jezebel Deva – Backing Vocais



Tracklist:

CD I

01.In Grandeur And Frankincense Devilment Stirs
02. Shat Out Of Hell
03. The Death Of Love
04. The 13th Caesar
05. Tiffauges
06. Tragic Kingdom
07. Sweetest Maleficia
08. Honey And Sulphur
09. Midnight Shadows Crawl To Darken Counsel With Life
10. Darkness Incarnate
11. Ten Leagues Beneath Contempt
12. Godspeed On The Devil's Thunder
13. Corpseflower

CD II

01. Balsamic and Anathema
02. A Thousand Hands on the Maid of Ruin
03. Into the Crypt of Rays (Celtic Frost cover)
04. Devil to the Metal
05. Courting Baphomet
06. The Love of Death (Remix)
07. The Death of Love (Demo version)
08. The 13th Caesar (Demo version)
09. Dirge Inferno (Live)
10. Dusk and Her Embrace (Live)

Link (do blog Musikfactory)CD I: http://rapidshare.com/files/164604699/Cradle_Of_Filth_-_2008_-_Godspeed_on_the_Devil_s_Thunder_-_CD1_-_by_dahype_-_MusikFactory.rar

CD II: http://rs404.rapidshare.com/files/164616507/Cradle_Of_Filth_-_2008_-_Godspeed_on_the_Devil_s_Thunder_-_CD2_-_by_dahype_-_MusikFactory.rar

terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

A Continuação de Um projeto de Sucesso



No cenário Heavy Metal há muitos projetos em andamento, outros que pouco duraram, ou simplesmente algué resolveu se juntar e gravar um álbum. Talvez o maior sucesso de projeto seja o Avantasia, mas há o que contestar.

Assim, temos aqui em mãos o projeto Place Vendome, que conta com os músicos da banda Pink Cream 69 (banda que ficou conhecida por ter tido como vocalista Andi Deris, há quase duas décadas no Helloween) que tem o baixista e produtor do álbum Dennis Ward, o guitarrista Uwe Reitenauer e o batera Kosta Zafirou. Também toca o tecladista da banda Vanden Plas, Gunter Werno.

E para completar magistralmente o time, Michel Kiske, que ajudou a banda Helloween a se tornar o maior nome do Metal Melódico/Power Metal dos anos 80. Com sua saída, arriscou vários discos solos, um álbum coma Supared, entre inúmeros outros trabalhos.

Porém, parece que Place Vendome está rendendo ótimos frutos para todos os envolvidos. Lançaram o primeiro trabalho auto-intitulado em 2006 e as críticas foram bem interessantes, com muita gente amando e outras tantas odiando. Mas, afinal, era a volta de Kiske em alguma “banda”.

E agora dia 20 de fevereiro saí “Streets of Fire”, segundo disco. Nesse, temos um Rock Melódico um pouco mais leve e limpo do que seu antecessor, coisa que deve ter sido em resposta às reclamações posteriores de Kiske de que a produção fez o álbum ficar mais pesado do que ele gostaria. Acho que neste lançamento ele não terá o que reclamar.

A banda entrosada, afinal são muitos anos de Pink Cream 69 e em nenhum momento temos um som chato ou monótomo, pelo contrário, são canções com ótimas levadas pop (no bom sentido da palavra), com refrões fáceis e cantar e lembrar. Os eventuais solos de guitarra, são simples mas deixam seu recado.

Kiske está cantando como nunca, ainda colhendo os frutos de seu último disco solo, só com regravações do Helloween (vide aqui no blog sobre álbum “Past in Difernts Ways”). As letras sempre interessantes, bonitas e simples. Uma ótima oportunidade de escutar um som para relaxar na boa.

Destaques para “Completely Breathless”, “Follow Me”, “Set Me Free”, “Changes”. Além dessas, “My Guardian Angel” é bem legal, inclusive ganha um video clipe que você pode conferir neste link (http://br.youtube.com/watch?v=oIGGGdd-gNk&eurl=http://whiplash.net/materias/news_879/083259-placevendome.html).

Na verdade, apenas “Valerie (The Truth Is In Your Eyes)” e “I'd Die For You” não me agradaram ficaram num nível inferior ao restante dos discos. Esta última uma balada muito sem graça (embora Kiske detone nas músicas românticas).

Embora um projeto o álbum é algo sério. O que é bom, ninguém gosta de ouvir coisa sem qualidade, e qualidade é o que você encontra nesse álbum do Place Vendome. Bem que os caras podiam começar uma turnê e oficializarem o projeto em banda.

Stay on the Road

Texto: EddieHead

Traklist:

01. Streets OF Fire
02. My Guardian Angel
03. Completely Breathless
04. Follow Me
05. Set Me Free
06. Beliver
07. Valerie (The Truth Is In Your Eyes)
08. A Scene In Reply
09. Changes
10. Surrender Your Soul
11. Dancer
12. I'd Die For You

Links (do blog Power-Ride):

http://www.megaupload.com/pt/?d=TG6G340O

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segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

Medalha de Ouro: Dream Evil Presenteia os Fãs Com DVD/CD Ao Vivo e Outras Surpresas


Muitas são as bandas de Power Metal na atualidade, mas poucas empolgam tanto quanto os suecos do Dream Evil, banda formada a partir de um encontro entre o vocalista Niklas Isfeldt, que participara como convidado da música “Glory og the Brave”, do então primeiro álbum do Hammerfall, que leva o mesmo nome da música.

Fredrik Nordström, diretor de muitas bandas consagradas, convida Gus G, guitarrista ainda conquistando seu espaço, a montarem o que viria a se ro Dream Evil, lançando o primeiro álbum em 2001, “Dragonslayer”, com o batera Snowy Shaw, famoso em trabalhar com King Diamond desde os anos 80 (e que participaria do DVD ao vivo do Kamelot, fazendo o papel de Mephisto, que Shagrath, do Dimmu Borgir, fora o responsável). O baixista Peter Stalfors (que trabalhou com Niklas no Hammerfall) também se inclui no time.

“Evilized” sai em 2003, a abanda vai sendo cada vez mais reconhecida. Embora não sendo uma revolução no estilo, a banda apresenta ao mundo ótimos riffs e arranjos vocais, sendo Niklas uns dos melhores vocais do Metal (o que pode ser conferido no ao vivo aqui em questão).

Um ano depois, “The Book of Heavy Metal” vem para estourar, agora com a banda firme com a Century Media, partem para produção de clips e se tornam mais famosos. Um verdadeiro álbum de Power Metal Alá século XXI.

Em 2006, o quarto disco: “United”, agora com a banda sem Gus G. (que decirida se dedicar a sua outra banda, Firewind) emplacando clips na MTV como “Blind evil” e “Fire! Battle! In Metal!”. Mas até aí, se passaram anos sem nenhum egistro ao vivo. No lugar de Gus entra Mark Black, e Pat Power substitui Shaw nas baquetas.

Eis que a banda resolve presentear os fãs com um DVD triplo: o Gold consta um show ao vivo, mais clips e entrevistas. No Silver, o áudio ao vivo do show (que você encontra abaixo), destacando a turnê de “United”, por fim, no Bronze, músicas inéditas e regravações. Com o nome de “Gold Medal in Metal”, o álbum saiu em 2008, mas ainda não consta no site oficial da banda (confira: http://www.dreamevil.se/).

O registro ao vivo mostra a banda como se estivesse em estúdio, com os backing vocals funcionando muito bem. Clássicos como “Back From the dead”, “The Book of Heavy Metal”, “Blind Evil”, “The Chosen Ones” e “Children of the Night” se fazem presentes, com ótima interação da público. A banda já merecia um registro nesse nível (embora algumas faixas tenham ficado de fora).

No disco seguinte, o presente aos fãs: músicas inéditas! Dessas, destaques para “Dominator”, Power Metal rápido como deve ser, refrão marcante. Como a banda conta, são músicas de até dois anos atrás mas que não tiveram lugar nos álbuns, ou não haviam sido gravadas.

Destaques também para “Gold Medal in Metal” (que deveria estar no disco de 2004), “Lady Of Pleasure” e “Point of No Return”.

Um belo presente aos fãs, que podem ir se divertindo até o próximo disco sair este ano.
Stay on the Road

Texto: EddieHead



CD 1 - Live Maerd
1. United
2. Blind Evil
3. Fire! Battle! In Metal!
4. In Flames You Burn
5. Crusaders' Anthem
6. Back From the Dead
7. Higher on Fire
8. The Prophecy
9. Made of Metal
10. Heavy Metal in the Night
11. Let Me Out
12. The Chosen Ones
13. The Book of Heavy Metal
14. Chasing the Dragon
15. Children of the Night

CD 2 - Archive CD
1. Dominator
2. Fight for Metal
3. December 25th
4. Pain Patrol
5. Lady of Pleasure
6. Chapter 6
7. Gold Medal In Metal
8. Point of No Return
9. The Enemy
10. Hero of Zeroes
11. Bringing the Metal Back
12. Betrayed
13. Evilized (Unplugged)
14. Dragonheart
15. Take the World
16. Crusader's Anthem (Demo)
17. Touring is My Life (Live)

CD 1
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CD 2
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Links do blog Hardzone.

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

Sexo, Bebidas e Rock and Roll: Nashville Pussy



Quem não gosta de um bom rock and roll sujo, cheio de palavrões, falando de sexo, bebidas, brigas e sobre si mesmo?

Muitas bandas seguiram essa linha, como Kiss e Motorhead, e serão eternamente lembrados. Mais ou menos nessa onda os norte-americanos do Nashville Pussy lançam seu sexto álbum “From Hell To Texas”, fazendo o som que os consagrou inclusive à indicação ao Grammy.

A banda surgiu em 1996 e conta com Blaine Cartwright na guitarra e vocal, sua esposa Ruyter Suys na guitarra líder, Jeremy Thompson nas baquetas e a “famosa” Karen Cuda no baixo.

Porém, o que você pode esperar aqui é uma mescla entre Motorhead (embora o vocalista lembre mais Alice Cooper mais rasgado e Bon Scott bem de leve), rock and roll das antigas mesmo e levadas “country”, mais na forma de cantar e com o uso de gaita de boca em “Lazy Jesus”, uma das mais engraçadas.

Com previsão de lançamento oficial na Europa para o próximo dia 3, nesse disco ao ouvir você com certeza ficará com vontade de tomar cerveja e sair dirigindo pela auto-estrada sem parar, com o som no último volume (além de outras coisas). Principalmente em faixas como “I”m So High”, “Aint You Business” (bem Motorhead), “Late Great USA”, “Stone Cold Down” e a faixa que abre o disco, “Speed Machine”.

Mas a mais grudenta e que, se essa fosse a intenção da banda, poderia tocar nas rádios por aí é “Why Why Why”, com uma levada ótima que te faz cantar o refrão sem se dar por conta.

Ótima pedida para quem quer relaxar, beber umas e se divertir. É o Nashville Pussy, uma das bandas mais ousadas, underground e com espírito Rock and Roll da atualidade.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Tracklist:

01. Speed Machine
02. From Hell to Texas
03. Drunk Driving Man
04 Lazy Jesus
05. Im So High
06. Aint You Business
07. Dead Men Cant Get Drunk
08. Late Great Usa
09. Pray for the Devil
10. Why Why Why
11. Stone Cold Down
12. Give Me A Hit Before I Go

Link (retirado de Musikfactory): http://rapidshare.com/files/187254515/Nashville_Pussy_-_2009_-_From_Hell_To_Texas_-_by_dahype_-_MusikFactory.rar

terça-feira, 27 de janeiro de 2009

Hell Yeah! Contando os Caminhos do Gamma Ray Até Seu Último Ao Vivo



No mundo do Heavy Metal existem um sem número de bandas, em outros tantos estilos de som. Porém, não são todas que alcançam um patamar de originalidade, criatividade, sucesso por tanto tempo como o Gamma Ray.

Formada inicialmente como projeto por Kai Hansen (guitarra e vocal) após sua saída da já lendária Helloween no final da década de 80, lançam o primeiro álbum em 1990. Com o nome de “Heading For Tomorrow”, o som mesclava os riffs já característicos de Hansen com Hard Rock e Heavy Metal. Tal mistura rendeu inúmeros clássicos, como “Heaven Can Wait”, “Space Eater” (com um videoclip muito engraçado) e “The Silence”. Destaques para as guitarras de Hansen e os vocais do até então desconhecido (vindo da banda Tyran Pace) Ralf Scheepers (atualmente no Primal Fear).



Vendo a ótima receptividade (lançando um ao vivo no Japão), o projeto se torna banda com “Sigh No More” (1991), agora com Uli Kursh nas baquetas, que iria sair para assumir o banco no Helloween com o suicídio do antigo baterista Ingo Schwichtenberg. Porém, o som mudou drasticamente e poucas são as faixas tocadas ao vivo após a turnê. Destaques para “One With the World” (ganhando videoclip) e “Rich and Famous”.

Em 1993 mais uma mudança, agora com a entrada de Thomas Nack (bateria) e Jan Rubach (guitarras) e o lançamento do último disco com Ralf Scheepers, “Insanity and Genius”. Um ótimo disco com clássicos absolutos, como “No Return”, “Tribute to the Past”, “Last Before the Storm” e a balada “Heal Me”. Mais um ao vivo, agora chamado The Power of Metal (em video se chama Lust for Live)é lançado, encerrando essa fase da banda.

Sem vocalista Hansen resolve pôr seus dotes vocálicos a ativa de novo, já que canatra no álbum de estréia do Helloween. E se sai muito bem, com “Land of the Free” (1995), para mim o melhor disco da banda. Nele encontramos, entre as faixas, “Rebelion in Dreamland”, “Land of the Free”, “Man on a Mission” e “All the Damned”, além de “Time to Breakfree”, cantada por Michael Kiske (ex-Helloween) nos vocais. Passam pelo Brasil e no ano seguinte lançam mais um ao vivo, “Alive ‘95”, ainda constando com várias músicas do Helloween.



Para o próximo disco, “Somewhere Out in Space” (1997) mudanças totais na formação: Dirk Schlachter, Dan Zimmermann e Henjo Richter assumem guitarra, bateria baixo, respectivamente. Porém, mais um clássico na carreira da banda, mostrando que a mente por trás da banda é Hansen e que sua ida para os vocais foi uma boa escolha. “Beyond the Black Hole”, “The Guardians of Mankind”, “Valley of the Kings” e a faixa título merecem maiores destaques.

Seguindo o ritmo, “Powerplant” sai dois anos depois, repetindo a mesma formação pela primeira vez, o que foi um grande passo para consolidar uma identidade para a banda, agora um dos maiores ícones do Power/Speed Metal (ou Metal Melódico) do mundo. Destaques para “Razorblade Sigh”, “Send Me a Sign”, “Gardens Of The Sinner” e “Heavy Metal Universe”. Até mesmo o cover para “It’s a Sin” do Pet Shop Boys ficou muito bom.

No ano de 2001 a banda lança seu sétimo disco, “No World Order”, cuja turnê gerará o primeiro disco ao vivo duplo da banda, “Skeletons in the Closet” (2003). Um álbum pesado, cujos destaques ficam para “The Heart of the Unicorn”, “New World Order” e “Eagle”.

Depois de longos 4 anos, saí “Majestic” (2005), com certeza o disco mais pesado e rápido da banda. Tanto que alguns fãs começam a não gostar do rumo da banda, que agora abusa dos solos hiperrápidos das guitarras. Porém, faixas como “Fight” e “Strange World” agradam de inicio. Saem em turnê, e dessa passam por Montreal e gravam seu segundo ao vivo duplo e DVD.

Hell Yeah! The Awesome Foursome – Live In Montreal

No seu mais novo álbum ao vivo Hell Yeah! The Awesome Foursome – Live in Montreal, que também foi lançado em DVD (em várias versões), a máquina de Power/Speed Metal Melódico mostra porque são considerados, ao lado do Helloween, lendas do Metal. Abrem com a clássica introdução que acompanha a banda desde sempre, “Welcome”, emendando a incendiária “Gardens of the Sinner”, mesma seqüência do disco ao vivo anterior, “Skeletons in the Closet” (2003).

Seguem com “New World Order”. E para esquentar ainda mais, “Man on a Mission” vem para lembrar do provavelmente disco mais clássico da banda, “Land of the Free” (1995), que inclusive ganhou uma continuação em 2007, sendo que nesse ao vivo foram acrescentadas 3 canções desse disco, que durante o show de Montreal não haviam sido lançadas ainda.

Kai Hansen apresenta “Fight”, música do novo álbum da turnê e que empolga tanto quantos as anteriores, principalmente pelo refrão rápido. “Blood Religion” do mesmo disco não decepciona e sua levada “cavalgante” faz a galera agitar legal.

Com o hino Heavy Metal Universe a banda segue adiante, tocando após essa uma música que eles pouco tocaram do segundo disco “Sigh No More” (1991), “Dreamhealer”. Particularmente há mais músicas interessantes que a citada nesse álbum, mas vale pelo registro com a voz de Hansen (a música era da época que contava com Scheepers nos vocais).

Depois da calmaria, “Heart of the Unicorn” vem quebrar tudo, talvez uma das músicas mais pesadas da banda.

Nesse momento vem a grande novidade que é a canção pequenina “Fairytale” tocada de forma acústica e bem mais lenta que a versão original de 1995. Ficou perfeita (legal esse momento e o seguinte no DVD.

Encerando o cd I, temos talvez a balada mais bonita da carreira da banda (“The Silence”) e um clássico que consta no álbum de estréia da banda, “Heading For Tomorrow” (1990), que sempre fica ótima na voz de Hansen.

Abrem o segundo disco com a magnífica “Beyond the Blackhole”. Muito interessante ela ao vivo, sendo seu primeiro registro (ela escapara do ao vivo anterior). Ainda desse disco de 1997 temos as ótimas “Valley of the Kings” que vem na seqüência e a faixa-título (que é um dos pontos altos de todo o show, com a interação da banda com o público).

Na volta para o bis destaque para “Rebellion in Dreamland”, um dos maiores clássicos da banda e “Land of the Free”, ambas sempre presentes nos shows.

Em forma de surpresa (que não enganou ninguém) Kai Hansen anuncia e fala um pouco de “I Want Out”, canção de sua autoria quando estava no Helloween e gravada por essa banda (aliás, ambas voltaram a tocar em seus shows esse clássico). Confesso que não me agradou tanto quanto esperava. Mas vale pelo registro.

Para agitar ainda mais, “Send Me a Sign” encerra o show de forma magistral.
Faltando músicas como “No Return” e “Heaven Can Wait”, ambas da fase Scheepers, o ao vivo é um prato cheio mesmo assim. Mostrando a banda animada e interagindo com o público, o DVD possui uma ótima edição e o disco ainda traz três canções do mais novo disco da banda, “Land of the Free II” (2007), que não constam no DVD.

Embora com várias músicas do ao vivo de 2003, muitas são as novidades (como os teclados mais destacados e diferentes em algumas músicas) e por isso pode-se considerar o melhor ao vivo da banda, marcando positivamente a carreira longa dessas lendas vivas.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Tracklist CD:

CD 1

1.Welcome
2.Gardens Of The Sinner
3.New World Order
4.Man On A Mission
5.Fight
6.Blood Religion
7.Heavy Metal Universe
8.Dreamhealer
9.The Heart Of The Unicorn
10.Fairytale
11.The Silence


CD 2

1.Beyond The Blackhole
2.Valley Of The Kings
3.Somewhere Out In Space
4.Land Of The Free
5.Rebellion In Dreamland
6.I Want Out
7.Send Me A Sign

Bonus Tracks

8.Into The Storm
9.Empress
10.From The Ashes
11.Real World

Link download CD I: http://rapidshare.com/files/189006088/Hell_Yeah_Cd_I_roadtometal.blogspot.com.rar.html

Link CD II: http://rapidshare.com/files/189028846/Hell_Yeah_CD_II_roadtometal.blogspot.com.rar.html


Gamma Ray - Hell Yeah! The Awesome Foursome – Live (DVD)

01. Welcome
02. Gardens Of The Sinner
03. New World Order
04. Man On A Mission
05. Fight
06. Blood Religion
07. Heavy Metal Universe
08. Dreamhealer
09. The Heart Of The Unicorn
10. Fairytale
11. The Silence
12. Beyond The Black Hole
13. Valley Of The Kings
14. Somewhere Out In Space
15. Land Of The Free
16. Rebellion In Dreamland
17. I Want Out
18. Send Me A Sign


(Retirado da comunidade do orkut Gamma Ray Files) Gamma Ray - Hell Yeah! The Awesome Foursome [2008] DVD - Rip

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segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Krisiun: Sinônimo de Brutalidade Extrema


Pela metade da década de 80 surgiram várias bandas nacionais de Heavy Metal, entre elas a maior de todos os tempos, Sepultura. Porém, na década de 90 o Death Metal se expandiu tanto em nosso território, que hoje é um dos estilos mais tocados pelos brasileiros.

A banda Krisiun já tem vários álbuns, discos ao vivo, DVD, inúmeras turnês ao redor do mundo e com os maiores nomes do metal desde 1992 quando lançou seu primeiro trabalho, “Curse of the Evil One”. E agora que esses gaúchos de Ijuí (orgulho da pequena cidade do interior do Rio Grande do Sul) lançaram seu novo disco, no final do ano passado, estão querendo manter o posto de melhor banda de Death Metal do mundo!

E creio que conseguiram! “Southern Storm” é simplesmente DEVASTADOR. Só essa palavra pode definir um disco em que o trio Alex Camargo (vocal e baixo), Max Kolesne (bateria) e Moyses Kolesne (guitarra) desfere toda a sua raiva em faixas perfeitas como a que abre o disco, “Slaying Steel”.

Este sétimo álbum, além de trazer o peso característico da banda, traz melodia na dose certa dentro do Death Metal. Não confunda melodia com o Death mais melódico de bandas como Arch Enemy: bandas assim parecem coisa de criança perto desses caras.

Todas as faixas merecem destaque, não ousaria citar algumas (apenas a faixa inicial pode ser destacada das demais) inclusive o cover para o grande clássico dos pais do estilo aqui no Brasil, “Refuse/Resist”, do disco “Chãos A.D.” (1993) do Sepultura. Detonaram e fizeram-na mais pesada ainda que a versão original, principalmente pelo vocal de Alex.

Assim, durante o álbum todo a batera de Max marca presença destacada (com exceção da intro instrumental “Black wind”), com os bumbos comendo direto e a caixa parecendo que vai estourar a cada batida da baqueta. Moyses na guitarra mostra porque é destaque no mundo e Alex, sem muitos comentários, pois é um dos vocalistas mais “Death” do mundo atualmente, talvez apenas Glen Benton (Deicide) o supere.

Para quem ainda não conhece a banda, este disco é perfeito. Escute-o e não se decepcionará, pois é um som profissional, sem comparação com a grande maioria das bandas do estilo por aí.

Com absoluta certeza, Krisiun irá ficar por um bom tempo no trono do Death Metal, para orgulho dos brasileiros e sorte do mundo todo.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Tracklist:

1. Slaying Steel
2. Sentenced Morning
3. Twisting Sights
4. Minotaur
5. Combustion Inferno
6. Massacre Under The Sun
7. Bleeding Offers
8. Refuse / Resist
9. Origin Of Terror
10. Contradictions Of Decay
11. Sons Of Pest
12. Black Wind
13. Whore of the Light

Link: http://rapidshare.com/files/121754852/KSS.www.musicground.com.br.by.diva.rar (da comunidade do Orkut Metaldown)