Banda da Baixada Santista, em São Paulo, lançou em 15 de fevereiro seu mais recente trabalho ao vivo, Facão Afiado – Ao Vivo em São Paulo, com 12 faixas registradas durante o festival Trash disConcert II, em setembro do ano passado, no Redstar Studios, na capital paulista. O evento contou também com a participação da banda Faces of Death. A produção e mixagem ficaram a cargo de Ivan Pellicciotti, do O Beco Estúdio (Curitiba/PR), enquanto a arte de capa foi assinada por Emerson Silva Maia.
Atualmente formada por Oswaldo Fernandes (vocal), Ricardo Lima (guitarra), Carlos Diaz (baixo) e o novo baterista Bruno Conrrado – também integrante seminal da banda Vulcano –, o quarteto apresentou um setlist arregaçador, que capturou toda a fúria e visceralidade da banda no palco. O repertório passeia por três álbuns de estúdio lançados ao longo de quase uma década de carreira.
Com letras que atacam de frente as mazelas da sociedade, o grupo mantém sua sonoridade crua e combativa, entregando um trabalho técnico e intenso. A introdução avassaladora já prepara o terreno para um som brutal, com baixo encorpado, riffs pesados, solos cortantes e uma bateria marcada por pedais duplos e uso preciso do chimbal. O peso das letras e os discursos inflamados de Oswaldo, com seu vocal rasgado e furioso, refletem uma visão crítica e implacável sobre a podridão social e a corrupção política.
O álbum reúne faixas como “Mais Uma Vez”, “O Monstro”, “O Brasil é um Crime”, “Dois Psicopatas”, “Dia de Decisão” e “Lei do Silêncio”, além de destaques como as impactantes “Cala Boca Globo”, “Casa de Noia”, “Cenário de Chacina” e “João do Cão”. O registro encerra com um cover poderoso de “Guerreiros do Metal”, do Korzus, reafirmando a conexão com o legado do metal nacional e mantendo viva a tradição do Thrash Metal Hardcore brasileiro, forjada há mais de quatro décadas.
No momento, a banda busca parcerias para o lançamento físico do álbum e já trabalha em um novo projeto inédito.
Registro ao vivo na Europa marca as duas décadas da banda
Embora com poucos lançamentos, a galera da Uganga tem experiência no cenário da música pesada, afinal, são 20 anos de história, fora outras atividades, como do vocalista Manu Joker, que integrou a lendária Sarcófago.
A verdade é que a sonoridade da banda, o chamado Thrashcore, cantada em português, com letras críticas e que te colocam a refletir, levaram a cidade alemã da Datteln e Benavante, em Portugal, a receber o show dos brasileiros e, deles, render o álbum ao vivo “Eurocaos – Ao Vivo” (2013).
De Minas Gerais para o mundo: Metal brasileiro tomando o underground europeu
São 13 faixas de uma energia quase palpável, você sente a força do grupo ao vivo e a evidente empolgação em cima do palco, com Joker falando em inglês com os presentes, traduzindo, muitas vezes, os títulos das músicas em para que a galera entenda.
O set list foi carregado com sons dos discos do grupo mineiro, incluindo, também, dois covers que merecem destaque: uma versão matadora para “Troops of Doom” (Sepultura) (que banda brasileira de Metal pesado não paga homenagem aos caras?) e “Não desista” (Stress).
Manu Joker, figura histórica do Metal nacional, à frente do Uganga
Um dos pontos fortes está na arte de grande qualidade do álbum. Primeiro, ele vem com um pequeno Box, contendo encarte com um longo relato sobre a turnê (em português!) e o CD (na caixa e tudo mais). Dentro do CD, outro encarte, recheado de fotos da turnê, claro.
O que mais importa é a sonoridade apresentada, com um disco muito bem produzido, 13 faixas, trazendo momentos de muita potência em “Meus Velhos Olhos de Enxergar o Mal”, “Zona Árida”, “Asas Negras” e “Sua Lei, Minha Lei” são destaques deste registro que só peca por ser CD simples, já que os fãs e todo headbanger desejaria mais outros registros.
O disco, que já é um prato cheio de qualidade, ainda traz uma seção multimídia, em que você acessa a internet e pode conferir o documentário da turnê (que também foi liberado no Youtube e vale muito a pena ser visto), dois vídeo clipes oficiais, além de ouvir as faixas.
Fica evidente que com “Eurocaos – Ao vivo”, o Uganga quis marcar sua história com um grande lançamento, numa atitude de grande respeito ao fã (que pode comprar o disco sabendo que terá muito material para usufruir) e consegue com êxito o intento, sendo este ao vivo um marco também na história do Metal brasileiro, que se ainda em muitos países é conhecido por dois ou três nomes, com trabalhos deste tipo, gravados fora do Brasil, abrem-se portas para que muitas bandas, assim como a Uganga, possam também mostrar seu trabalho e arriscar voos mais altos, mesmo com altos e baixos (assista o documentário que você vai entender), mas a certeza de um ótimo trabalho feito.
Passagem da banda brasileira pelo Leste europeu rendeu CD/DVD ao vivo
Sem sombra de dúvida o maior nome da atualidade do Black Metal brasileiro, a banda Unearthly começa a colher os frutos de mais de dez anos de trabalho dentre de um gênero muito complicado (em termos de apoio e público) no país.
Se o Brasil é referência histórica em nomes como Sepultura, Krisiun e Sarcófago, Unearthly tem tudo para se firmar como mais um pilar da música extrema mundial oriunda deste país tropical.
Tudo isso porque a banda simplesmente abalou as estruturas com “Flagellum Dei”, disco de 2011, que abriu inúmeros caminhos para a banda e trouxe um grupo muito maduro, apresentando uma evolução não apenas da banda, mas do Black Metal bem executado e inteligente.
Assim, o reconhecimento mundial veio com turnês fora do Brasil e, dentre elas, a que deu origem a este CD/DVD ao vivo, “Baptizing the East in Blood”, gravado na Rússia, em 2012, na cidade de Voronezh e que é o segundo trabalho nesse formato.
Vou falar do CD, pois é o material que recebemos e posso dizer sem risco de soar exagerado, que é um dos registros ao vivo de banda brasileira fora do Brasil de melhor qualidade. Tudo começa com uma capa e encarte trazendo bom gosto. A produção de alta qualidade e as 11 faixas, incluindo uma versão de “Orgy of Flies” (Sarcófago), de puro Black Metal.
O grupo deu grande ênfase ao seu último lançamento de 2011, deixando pouco espaço para faixas mais antigas. Porém, eu como um admirador mais recente da banda, preferi assim, pois é o melhor momento do grupo e a banda não pode se prender demais em canções desconhecidas e muito antigas (salvo exceções, claro).
Estão todas aqui, músicas como “Baptizing in Blood” (a melhor música da banda e, quiça, do som extremo contemporâneo nacional), “Flagellum”, “Insurgency” e “Black Sun” (esta trazendo elementos que lembram a cultura brasileira).
Unearthly impecável no palco, público acompanhando a banda, muito peso, som direto, sem enrolação, fazem deste registro ao vivo uma obra obrigatória, não apenas para quem acompanha a horda e gosta de Metal extremo, como para quem deseja conhecer o trabalho do quarteto, já que o álbum traz as principais composições, sempre com grande energia e agressividade.
Mais novo DVD ao vivo da lendária banda mostra grupo em apresentação histórica
Quando o Judas Priest anunciou sua aposentadoria dos palcos e a derradeira turnê mundial, ninguém esperaria que a mesma, chamada de “Epitaph World Tour”, tivesse tantos shows (quase 200 datas) e um público superior a um milhão de fãs ao redor do mundo.
Ou ainda, pouco antes, a saída inesperada de K.K. Downing (guitarra), um dos membros originais, por não querer seguir com shows (por ele a banda já teria acabado ali), substituído pelo competente (mas ainda não tão conhecido) Richie Faulkner (Voodoo Six e Lauren Harris Band), geraram grandes expectativas.
Duas lendas da música pesada mundial e 40 anos de história
Desse momento de despedida (mas a banda já prepara novo disco e turnê, mas com menos shows) nasceu o DVD ao vivo “Epitaph”, que traz, de longe, uma das melhores apresentações da turnê e, quiçá, de toda a história recente da banda (desde a volta de Halford aos vocais em 2005).
A nova dupla: Faulkner (esq.) e Tipton
Aliás, parece que a despedida e o sangue novo nas guitarras deram um gás a mais no Judas, que mostra, ao longo das 23 faixas, todas as qualidades que fizeram da banda uma das maiores da música pesada mundial de todos os tempos.
O Metal God em pleno funcionamento!
Muitos questionam os motivos da banda tocar, em cada turnê, basicamente o mesmo setlist, afinal, há vários clássicos esquecidos que a dita turnê negligenciou. Porém, é inegável que músicas como “The Sentinel”, “Metal Gods”, “Breaking the Law”, “You've Got Another Thing Comin'” e muitas outras que, turnê a turnê, disco ao vivo a disco ao vivo, figuram no set, que, para esta turnê, trouxe uma música, pelo menos, de cada disco (exceto fase Owens).
Para não estender-me demais, vale citar a qualidade dos vocais de Halford, que estão impecáveis, apesar de algumas dificuldades da idade mesmo (“Painkiller” jamais será cantada como nos anos 90). Em músicas como “Beyond the Realms of Death” e “Blood Red Skies” (uma das poucas novidades da turnê), ele mostra seus dotes como um dos melhores vocalistas do Heavy Metal desde que a banda surgiu. “Never Satisfied” é uma grata surpresa do primeiro álbum, com Halford taxando-a como uma das melhores músicas da fase dourada da banda.
Em “Painkiller”, um solo inspirado e agressivo de Scott Travis (bateria) dá início ao clássico, de cujo álbum de mesmo título a banda também executa “Night Crawler” (que ficou sensacional mesmo passados mais de duas décadas); Ian Hill, sempre do mesmo jeito, faz sua parte com seu baixo e Glenn Tipton demonstra seu carisma habitual, além da habilidade de um ótimo guitarrista (Faulkner deve estar se sentindo nos ares ao fazer dupla com o lendário guitarrista).
Outros pontos altos ficam para “Diamonds and Rust”, em que a banda divide em uma parte acústica e outra plugada, mesclando as duas versões que ficaram históricas dessa canção de Joan Baez; também “Heading Out to the Highway” (que canção empolgante) e “Breaking the Law”, cantada apenas pelo público que lotou o Hammersmith Apollo em Londres, em 2012.
Um show com grandes efeitos de imagem (muitos lasers, remetendo aos anos 80), uma banda muito afinada, donos do mundo, fãs britânicos indo à loucura. A única ressalva é o abandono de músicas da fase Tim Owens (muita inocência esperar que Halford cante músicas dessa fase, infelizmente) e o show não poder ser mais longo. Um DVD obrigatório a todo bom fã da música pesada.
15 anos são comemorados com clássicos de todos os discos e participações especiais
Embora hoje em dia não esteja mais tão em evidência, a banda sueca Hammerfall, inevitavelmente, é um dos grandes nomes do Power Metal mundial, emplacando desde o primeiro álbum “Glory to the Brave” (1997) clássicos como "Steel Meets Steel" e "Glory to the Brave".
E para comemorar os 15 anos de carreira, em 28 de julho de 2012, a banda se apresentou em seu país natal, na cidade de Dalhalla, em uma arena diferente, com um “lago” envolvendo o palco, fazendo um show especial que, além de trazer todos os clássicos de todos os discos, ofereceu a oportunidade de reencontro entre ex-integrantes, como Mikael Stanne (atual Dark Tranquility), que canta em “Steel Meets Steel” (vale lembrar que ele nem chegou a gravar com a banda em estúdio), bem como do guitarrista Stefan Elmgren, último a deixar a banda, em 2008.
Foram 26 músicas e mais de duas horas de duração que deram luz à “Gates of Dalhalla”, lançado em 30 de novembro em formato DVD/CD duplo, o que oportunizou aos fãs conferirem clássicos como “Heeding The Call”, “Riders Of The Storm”, “Crimson Thunder”, sempre presentes nas turnês da banda, assim como músicas da fase mais recente da banda, como “Any Means Necessary” e “Last Man Standing”.
Palco inusitado trouxe clima diferenciado ao DVD da banda
Muitos fãs que já assistiram o DVD (que saiu também em Blu-Ray) estão considerando-o, finalmente, o trabalho ao vivo à altura da carreira da banda, ideia esta que faço coro, afinal, sempre parecia ficar faltando algo a mais, o que foi oferecido em “Gates of Dalhalla”, sem tirar nem por.
15 anos de história muito bem representadas em set list especial
Anders
O único “porém” é a participação do público. Embora o local seja singular e deu um clima bonito (especialmente em “Always Will Be”, que ficou mais linda ao anoitecer e com as tochas), há um longo espaço entre a banda e o público, o que deixou a plateia tímida a maior parte do set, apenas com alguns mais exaltados. Quebrou o clima de um show real da banda, o que não chega a comprometer demais o resultado final. Ainda no DVD, temos um curto “por trás da cena”, que poderia ser um pouco mais extenso (dura menos de 10 minutos) .
Oscar
Como a noite mostrou-se festiva, não poderia faltar a participação de Jesper Strömblad (ex-In Flames, Sinergy), importante integrante da história da banda e um dos membros fundadores, que toca em “The Dragon Lies Bleeding”, desta vez como guitarrista, já que quando fazia parte do Hammerfall seu instrumento era a bateria.
A participação mais “curiosa” e inesperada é de Roger Pontare, músico tradicional da Suécia que, ao lado de Joacim Cans (vocal), executam “När Vindarna Viskar Mitt Namn”, música deste artista, criando um dos momentos mais curiosos, já que a banda fez uma releitura Metal do som e que casou legal com o vocal do artista, bastante aclamado na Suécia. Finalizando as participações, um coral nas três últimas faixas trouxeram mais elementos sinfônicos ao som da banda.
Joacim Cans, vocalista da banda desde o primeiro álbum há 15 anos
Mas, e a atuação dos integrantes atuais? Não é preciso dizer que Cans está cantando como nunca e com leveza, embora esteja longe de ser um dos grandes da cena mundial. Oscar Dronjak (guitarra) mostra que é mais um líder do que propriamente um grande guitarrista, já que sempre se focou nas bases, agora tendo em Pontus Norgren o responsável pelos solos. Na bateria, o já veterano Anders Johansson chega até a fazer um solo interessante, mas nada genial, assim como o baixista Fredrik Larsson que é eficiente e faz seu trabalho sem grandes exaltações.
Para a clássica "Hearts on Fire", a participação de todos os convidados e equipe
Hammerfall não está no seu auge, mas com imagem abalada com os fãs mais tradicionais desde os últimos dois discos de estúdio. A verdade é que “Gates of Dalhalla” veio bem a calhar, já que a banda pretende apenas oferecer material inédito em 2014, deixando, até lá, um ótimo DVD, que vai agradar a todos os fãs, para, quem sabe dessa reunião, recarregar as baterias e voltar a oferecer grandes álbuns de Power Metal, como o fez na década de 90 e inicio dos anos 2000.
Tóquio (Japão) foi palco de gravação do 1º DVD da banda brasileira Hibria
Não é de hoje que o Japão admira e muito os artistas brasileiros (vide as grandes turnês de bandas como Viper, Angra e Sepultura). Com os gaúchos do Hibria, a verdadeira idolatria existe desde o debut álbum do grupo, há quase dez anos.
De lá pra cá, a banda passou por mudanças na formação, lançou mais dois discos e, embora buscando se superar a cada lançamento, manteve sua energia característica e que deixa os fãs, sobretudo os do Oriente, com os pescoços doloridos.
Para coroar esse sucesso, a Hibria gravou em Tóquio seu primeiro registro ao vivo oficial em vídeo, que gerou o já lançado DVD “Blinded By Tokyo – Live in Japan” (2012).
Gravado durante a turnê de divulgação do mais recente álbum, “Blind Ride” (2011), o show ainda conta com Diego Kasper numa das guitarras, que veio a sair antes do lançamento do DVD e substituído por Renato Osório (Scelerata).
Imponente DVD mostra a real envergadura da banda gaúcha no Oriente
A banda se mostra afiadíssima, com show de performance, provando que é, com certeza, aquela com uma das melhores na cena nacional. E o público responde à altura, aos comandos sempre imperativos de Iuri Sanson (vocal) que, correndo pra lá e pra cá, batendo-cabeça, mostra que não tem apenas um potente alcance, como é também um grande frontman.
Benhur Lima
Mas é impossível não se empolgar com Eduardo Baldo (bateria). O que esse cara faz, a pegada, é algo que beira o absurdo, tamanha a energia e força que massacra sua bateria, muitas vezes tocando-a de pé, já que a empolgação é tanta. Benhur Lima, até então o novato na banda, faz do baixo uma extensão do seu corpo e, literalmente, debulha com maestria, sendo disparado a melhor escolha para o posto. Abel Camargo segue sendo a importante figura que é em cima do palco e com seus riffs marcantes.
Obviamente a banda destacou mais seu último disco, mas não faltaram clássicos absolutos como “Steel Lord on Wheels”, “Defying the Rules”, “Sea of Revenge” e “Millenium Quest” que provaram que são (e sempre serão) músicas que passam pela prova do tempo. Bom, basta conferir a loucura que toma conta dos fãs quando a banda executa-as.
Palco sendo montado
A filmagem foi bem profissional, usando várias câmeras e ângulos, deixando o DVD com uma grande aura dinâmica, não o cansando de assistir e, o mais importante, passando o máximo (dentro do possível, claro) do que é um show da banda (quem já viu e sentiu na pele sabe do que falo).
O ponto negativo é a falta de material extra. Afinal, a banda inclusive mostra algumas cenas de seus passeios e encontros com fãs japoneses antes do bis, mas não coloca nada nos extras além do vídeo clipe (já conhecido) de “Shoot Me Down”. Embora tenha uma arte simples mas eficiente, com um encarte legal e uma capa à altura, o DVD se limita apenas ao show, pode gerar certa decepção para quem esperava algo a mais, como um documentário sobre a turnê, cenas de estúdio, etc.
Um registro à altura da trajetória desta nossa banda que já tem, há anos, o Oriente em suas mãos e faz por merecer o sucesso por produzir trabalhos de alta qualidade. Corra e compre o seu sem medo!
1. Intro/Blind Ride
2. Nonconforming Minds
3. Shoot Me Down
4. Welcome to the Horror Show
5. Living Under Ice
6.Defying the Rules
7. Millennium Quest
8. Blinded by Faith
9. The Shelter’s on Fire
10. The Anger Inside
11. The Skull Collectors
12.Sea of Revenge
13. I Fell of no Bliss
14. Sight of Blindness
15.Intro / Wings of Wax
16. Tiger Punch
17. Steel Lord on Wheels
18. Rotten Souls
Principais shows estão sendo transmitidos na íntegra
O maior festival e Heavy Metal do mundo, Wacken Open Air, está no primeiro dia de sua edição 2012 (de 2 à 4 de agosto) e, para aqueles que não puderam se deslocar até a cidade interiorana Wakcen, na Alemanha, poderão assistir às apresentações de grandes nomes como Sepultura, U.D.O e participações especiais, In Flames, Saxon, Hammerfall, Dark Funeral, etc.
Ingressos para a 23º edição esgotados há meses!
Para assistir, clique aqui. Quem oferece é o site NDR, que já acompanhou o festival na edição de 2011, disponibilizando os principais shows na íntegra. Confira e veja se Wacken Open Air não é a Meca dos Headbangers!
"En Vivo!" é o primeiro DVD da banda inglesa gravado na América do Sul fora do Brasil
Em 2001 o Iron Maiden estava acabando sua turnê “Brave New World Tour”, que divulgava o primeiro disco depois da volta de Bruce Dickinson (vocal) e Adrian Smith (guitarra) e aportaram, para último show, no Rio de Janeiro, na terceira edição do Rock in Rio. Desse espetacular show, tivemos um DVD/CD duplo, que mostrou ao mundo (como nunca antes) a força do nosso público [Nota do editor: Em 1985 a banda tocou na primeira edição que foi gravada, mas só foi lançada oficialmente há alguns anos atrás].
Depois vieram DVDs gravados na Alemanha (“Death on the Road” de 2004) e um geral pelo globo (“Flight 666” em 2009), até a banda sair em turnê de divulgação de seu recente “The Final Frontier” (2010) e voltar mais uma vez para vários shows na América do Sul.
Dave Murray (esq.) e Adrian Smith (dir.) mantendo as guitarras uníssono desde 1981
Embora tenha se apresentado em seis datas aqui no Brasil, desta vez foi o público de Santiago, capital do Chile, merecedor de ser o protagonista do novo DVD lançado agora, “Em Vivo! Live at Estádio Nacional” (2012), show realizado um ano antes.
O DVD duplo traz a qualidade indiscutível dos DVDs da banda. A grande novidade e diferencial é o uso de várias câmeras simultâneas, ou seja, boa parte das cenas apresentam várias quadrantes focando em cada integrante e/ou no público, tudo ao mesmo tempo, algo não feito ainda pela banda.
Bruce Dickinson comandando o público, como sempre
O set list é o regular da turnê, trazendo os sempre presentes clássicos como “The Trooper”, “Fear of the Dark”, “2 Minutes to Midnight” e “Iron Maiden”, mas destacando, claro, as novas composições (executaram 5 do novo disco) e retomando duas músicas “esquecidas” das últimas turnês, “The Wicker Man” e “Blood Brothers”, ambas do “Brave New World” (2000), sendo que a primeira traz um riff inicial tocado pelo Adrian Smith diferente da versão original e, mesmo não sendo tão empolgante quanto a versão gravada no Rio, é um dos pontos altos (principal hit da última década da banda). Já em “Blood Brothers”, coube uma declaração emocionante de amor aos fãs, capitaneada pelo Bruce, que lembrou (à exemplo do restante da tour) os problemas com os fãs no Japão e em nações conflituosas (Egito, Líbia, etc).
Cena do DVD, com as câmeras simultâneas
O primeiro DVD traz o show. Já o segundo traz além do vídeo clipe de “The Final Frontier”, o making of do mesmo. Ponto alto é o cuidado nas legendas, presente em várias línguas, incluindo a portuguesa.
Mas o grande destaque desse DVD extra é o documentário de mais de uma hora e meia sobre a turnê, dando clara ênfase à produção da mesma, com pouca participação da banda, sendo notório a homenagem que fizeram à imensa equipe de envolvidos que possibilitaram que a banda realizasse duas voltas ao redor do globo com o “Ed Force One” (avião da banda).
O gigante Eddie foi usado em poucos shows. No destaque, o líder Steve Harris (Baixo). Foto: Victor Millanao
Ficamos conhecendo como o avião foi preparado, como ele transporta as cargas, conhecemos quem são os técnicos pessoais de cada integrante, quem é responsável pelas luzes, som e vestimenta da banda, como a banda monta seu set list, e muito mais.
Chilenos fanáticos pelo Maiden
Única coisa que me chateou foi a não menção dos shows de Curitiba e Rio de Janeiro (este que foi adiado devido à problemas na grade no inicio do show). Estando eu no primeiro e vendo que a produção filmava, esperava que algo aparecesse, como apareceram sobre os shows em São Paulo e Belém.
De maneira geral, “Em Vivo!” mais se destaca especialmente pela forma que foi editado, além, claro, de trazer músicas como “The Final Frontier” (e sua introdução doida), “El Dorado” e “When the Wild Wind Blows” (que a banda conta que entrou no set list unanimemente) pela primeira vez.
Mas, com certeza, o carinho e fanatismo dos fãs chilenos são o foco do disco, mostrando que se antes o Brasil era referência em termos de público, agora toda a América do Sul mostra seu amor pela banda, que tem tocado nas últimas turnês nos nossos vizinhos Argentina, Colômbia e, claro, Chile. A América do sul é do Iron Maiden e o público prova isso mais uma vez.
Stay on the Road
Texto: Eduardo Cadore
Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Ficha Técnica
Banda: Iron Maiden
Álbum: Em Vivo! Live at Estádio Nacional, Santiago
Ano: 2012
País: Inglaterra
Tipo: Heavy Metal
Gravadora: EMI
Formação
Bruce Dickinson (Vocal)
Steve Harris (Baixo e Vocal de Apoio)
Dave Murray (Guitarra)
Adrian Smith (Guitarra)
Janick Gers (Guitarra e Violão)
Nicko McBrain (Bateria)
DVD I (120 minutos)
01. Satellite 15
02. The Final Frontier
03. El Dorado
04. 2 Minutes to Midnight
05. The Talisman
06. Coming Home
07. Dance of Death
08. The Trooper
09. The Wicker Man
10. Blood Brothers
11. When the Wild Wind Blows
12. The Evil That Men Do
13. Fear of the Dark
14. Iron Maiden
15. The Number of the Beast
16. Hallowed Be Thy Name
17. Running Free
DVD II (extras 102 minutos)
Documentário “Behind the Beast” (90 minutos)
Vídeo versão do director “Satellite 15... The Final Frontier”