segunda-feira, 27 de agosto de 2012

Ethereal Architect: Construindo Interessantes Canções

Jovem, a banda texana lança seu 2º trabalho completo

(To read English version click here)
Embora quando pensamos em Texas (EUA), temos na mente mil e outras coisas a lembrar, é da cidade de Austin, daquele estado, que surge Ethereal Architect, banda que segue uma proposta progressiva, mas tentando romper alguns laços com o estilo e assim o faz, de forma eficiente, em “Monolith” (2012), seu novo disco.

Lançado em maio deste ano, “Monolith” é o segundo trabalho da banda formada por Adam Contresa (vocal), David Glass (guitarra, teclados e vocais de apoio), Thad Stevens (baixo) e Jake Koenig (bateria, percussão) que, de modo surpreendente, mostra ser um trabalho digno de “gente grande”. Aliás, é notável a baixa idade dos músicos, com uma média de 25 anos (se considerar que o primeiro CD saiu há cinco anos, são bastante jovens).

Como a banda é recente, sempre há a grande responsabilidade de compor e produzir um trabalho que faça o público se interessar em seguir acompanhando a banda. “Monolith” será capaz de fazer isso, mas, cuidado: não é um álbum fácil.

Podemos, em algumas audições superficiais, ver a banda ou como mais uma do estilo ou um grupo que está tentando inovar sem esquecer suas influências (Dream Theater, Opeth, etc.) e nos oferece um álbum de altíssima qualidade.

Composições como “Bardo Becoming” e “Obsidian” irão agradar em cheio quem gosta de velocidade e técnica; já “Revolutions” traz elementos sinfônicos e pode, num primeiro momento, causar estranhamento, pelos vocais de Adam estar com alguns efeitos e, de algum modo, estranho (mas um ótimo refrão). Já “Kalinago”, que abre o álbum, traz os elementos que estarão no restante do disco comprimidos nessa faixa: quebra de ritmos, velocidade, melodia, sinfonia, etc. “Mercury” mostra a qualidade indiscutível das guitarras de Glass.

"Monolith" irá agradar quem gosta de Metal Progressivo ousado

Agora, se a sua área é a melodia dentro do Metal, vai adorar imediatamente (assim como eu) “Oceans”, a mais bela e melódica do álbum que, embora não chega a ser balada, pode ser definida desse modo, assim como “Obscura”, a mais diferente do disco, já que Adam canta em espanhol e a música segue esse lado mais latino, destoando um pouco do restante do trabalho. “Mac Arthur Park” (versão para clássico de Richard Harris, dos anos 60/70) tem vários momentos ao longo de seus 7 minutos, mas com uma melodia sensacional (mantendo o clima da versão original), com show especial de Adam nos vocais, solos e riffs inspirados e certeiros de Glass que, aliás, é o compositor de quase todas as canções.

De modo geral, “Monolith” será o verdadeiro carro-chefe da expansão da Ethereal Architect para fora dos EUA, tanto é que a banda prepara uma turnê internacional para 2013, enquanto segue uma série de shows no seu país de origem divulgando este novo trabalho que, merecidamente, deve estar na estante de todo apreciador de boa música.

Stay on the Road

Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
Banda: Ethereal Architect
Álbum: Monolith
Ano: 2012 
País: EUA
Tipo: Metal Progressivo
Selo: Independente

Formação
Adam Contreras (Vocal)
David Glass (Guitarra, Teclados e Vocais de Apoio)
Thad Stevens (Baixo)
Jake Koenig (Bateria)



Tracklist
01. Kalinago
02. Mercury
03. Obsidian
04. Oceans
05. Final Escape
06. Revolutions
07. Obscura
08. Bardo Becoming
09. Submission
10. Mac Arthur Park

Acesse e conheça mais sobre a banda
Site oficial
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Assista aos vídeos de "Kalinago", "Revolutions" e "Bardo Becoming"

Ethereal Architect: Builders of Interesting Songs



(Versão em português aqui)
Although when we think of Texas (USA), we have in mind thousand other things to remember, is the city of Austin, that state, which arises Ethereal Architect, which follows a progressive proposal, but trying to break some ties with the style and thus the is, effectively, the "Monolith" (2012), his new album.

Released in May of this year, "Monolith" is the second album from the band formed by Adam Contresa (vocals), David Glass (guitar, keyboards and backing vocals), Thad Stevens (bass) and Jake Koenig (drums, percussion) that surprisingly, turns out to be a decent job of famous band. Indeed, it is remarkable the low age of musicians, with an average of 25 years (considering that the first CD came out five years ago, are quite young).

As the band's recent, there is always a big responsibility to compose and produce work that makes the audience interested in watching the next group. "Monolith" will be able to do this, but beware: not an easy album.

We may, in some superficial hearings, or see the band as another style or a group that is trying to innovate without forgetting their influences (Dream Theater, Opeth, etc.) and offers us an album of highest quality.

Compositions like "Becoming Bardo" and "Obsidian" will please those who like full speed and technique; already "Revolutions" brings symphonic elements and may, at first, cause estrangement, by Adam be with vocals and some effects, somehow strange (but a great chorus). Already "Kalinago" which opens the album, brings the elements that are in the rest of the hard tablets in this track: breaking rhythm, speed, melody, symphony, etc.. "Mercury" shows the unquestionable quality of Glass’ guitars.

Now, if your area is the melody inside the metal, you'll love immediately (like me) "Oceans", the most melodic album, although that is hardly ballad, can be defined in this way, as "Obscura" , more than the disk, since Adam sings in Spanish and the music follows this Latin side, not matching some of the remaining work. "MacArthur Park" (version classic 60/70 Richard Harris) has several times throughout its seven minutes, but with a sensational melody (keeping the mood of the original version), with special show of Adam on vocals , inspired solos of Glass which, incidentally, is the composer of almost all the songs.


In general, "Monolith" is the true flagship of Ethereal Architect for expansion outside the U.S., so much so that the band prepares an international tour in 2013, while following a series of shows in their home country touting this new work that deservedly should be on the bookshelf of every lover of good music.

Editing: Eduardo Cadore
Photos: Disclosure

Imprint
Band: Ethereal Architect
Album: Monolith
Year: 2012
Country: USA
Type: Progressive Metal
Label: Independent

Line Up
Adam Contreras (Vocals)
David Glass (Guitar, Keyboards and Vocals Support)
Thad Stevens (Bass)
Jake Koenig (Drums)

Tracklist
01. Kalinago 
02. Mercury 
03. Obsidian 
04. Oceans
05. Final Escape
06. Revolutions
07. Obscura
08. Bardo Becoming
09. Submission
10. Mac Arthur Park


Links

Bardo Becoming
Revolutions

domingo, 26 de agosto de 2012

Paradise Lost: Jogando Para a Torcida


Imaginei outros títulos para a resenha, mas não consegui achar outro mais adequado, apesar de clichê, pois após muitas mudanças em sua sonoridade, a banda foi retomando sua identidade. Os ingleses do Paradise Lost com certeza perderam fãs, ganharam outros nessas suas empreitadas, principalmente na época do lançamento de "Host" (1999). Produziram álbuns bem diferentes dos que os consagraram, como "Gothic" (1991), "Icon" (1993), "Shades Of God" (1992) ou "Draconian Times" (1995), que já são álbuns diferentes entre si, mas não ao ponto de parecer uma outra banda totalmente diferente, trazendo experimentações, algo mais comercial, bem mais próximo do Gothic Rock, e com influências de bandas como Depeche Mode, chegando ao ponto de relegar a parte mais orgânica de sua música, utilizando baterias programadas e vários efeitos nas guitarras, como loops e sintetizadores, além de outros experimentos eletrônicos.

Até que fizeram bons discos, que agradaram os fãs menos radicais, como o "One Second" (1997), por exemplo, mas "Host" fez os fãs que ainda resistiam, como eu, esquecerem a banda, tanto que o álbum seguinte, "Believe In Nothing" (2001), apesar de ser um álbum bem mais interessante, passou meio que despercebido, devido a desconfiança, e eu mesmo, acabei ouvindo o álbum bem depois, após o "Symbol Of Life" (2002), onde os caras voltaram a fazer algo digno, mas que certamente ainda dividia opiniões.

Capa e arte do álbum elaborada pelo artista parisiense Valnoir

A partir daí a banda lançou mais três discos, que se não podem ser considerados clássicos, são muito bons e seguiram agradando e recuperando a confiança dos fãs. "Paradise Lost" (2005) trouxe de volta a faceta mais pesada e soturna, e "In Requiem" (2007) seguiu pegando pesado e ainda apresenta um Nick Holmes cantando de forma mais agressiva, naquela linha amargurada, berrada às vezes. Essa boa sequência de lançamentos, incluiu também ótimos DVDs, como "Draconian Times MMXI" (2011), e culminando agora em 2012 com este "Tragic Idol".

Em "Tragic Idol", existem algumas diferenças, como os teclados, que ainda aparecem, mas muito menos que nos trabalhos anteriores, e deu-se mais destaque as guitarras. Os vocais estão também mais agressivos, ou seja, tudo está mais agressivo, mais direto, com menos melodias, menos linhas mais "fáceis", aproximando -se muitas vezes do Death Metal, como na faixa "To The Darkness".

Existem, claro, momentos em que soam com mais melodia, como a faixa título, que possui linhas de mais fácil assimilação, Nick canta em um tom mais grave, lembrando a faceta Gothic Metal da banda.


É um álbum que traz um equilíbrio muito bom, trazendo vários elementos encontrados nos álbuns mais aclamados, mostrando novamente a verdadeira identidade do Paradise Lost, que foi sendo recuperada, junto da credibilidade dos fãs, e acredito que não teremos mais guinadas como as da época de "Host", ou seja, evolução tem de existir, mas sem perder identidade, e pessoalmente, o que mais quero é que minhas bandas preferidas "joguem pra torcida", experimentalismos muito além de suas características, que fiquem para projetos paralelos.

Texto: Carlos Garcia
Edição: Caco Garcia
Revisão: Xavier
Fotos: Divulgação


Ficha Técnica
Banda: Paradise Lost
Álbum: Tragic Idol
Ano: 2012 
País: Inglaterra
Tipo: Doom/Dark Metal
Selo: Century Media

Formação
Nick Holmes (Vocal)
Greg Mackintosh (Guitarra)
Aaron Aedy (Guitarra)
Steve Edmondson (Baixo)
Adrian Erlandsson (Bateria)

Assista ao vídeo clipe de "Honesty in Death"

Tracklist
01. Solitary One
02. Crucify
03. Fear Of Impending Hell
04. Honesty In Death
05. Theories From Another World
06. In This We Dwell
07. To The Darkness
08. Tragic Idol
09. Worth Fighting For
10. The Glorious End 
Official Site

sábado, 25 de agosto de 2012

Omfalos: Pioneirismo em Prol da Obscura Arte

Dupla/banda do Distrito Federal experimentando no Black Metal

A simples menção do nome Miasthenia já é sinônimo de qualidade em música extrema no Brasil, afinal de contas, a horda está na batalha há muito tempo e sempre lançando verdadeiros  artefatos que honram a tradição do Metal negro. 

Foi com bastante empolgação que fui encarar o trabalho do duo Omfalos,  que é composto por Thormianak (guitarras, baixo e teclados) e Le Misanthrope (vozes e samplers), acompanhados de Dale Nixon na bateria e, nesse primeiro lançamento “Idiots Savants” (2012), os caras conseguem fazer um som complicadíssimo de classificar, mas que deixa qualquer fã de extremismo de boca aberta ao transitar entre as raízes do estilo, passando por flertes com o Grind e Death,  elementos eletrônicos e até mesmo atmosféricos. O que poderia ser um verdadeiro sacrilégio torna-se um surpreendente trabalho.

Tudo se inicia com a enigmática intro  “Que Bonito Es Un Entierro” que logo dá espaço para a massacrante “Drain The Air Out Of My Lungs”, extrema, veloz e destrutiva  com uma grande melodia de fundo,  lembrando os bons (antigos) momentos do Dimmu Borgir, porém mais extremo que os noruegueses.

Omfalos buscando transpassar os limites do Black Metal

“The Naked Lunch” é um ode ao Metal da escuridão, lembrando que aqui tem músicos de Black Metal. A aura que essa música desperta no ambiente é gélida com alguns vogais mais rasgados aproximando a banda do Doom Metal, o que é uma referência positiva.

Por outro lado, “Bipolar Affective Disorder Suite” apresenta um grande número de variações e até mesmo uma inclusão de elementos eletrônicos, mas sem abrir mão da agressividade, casando perfeitamente com a temática da banda: toda a agonia e perturbações que vivem a mente humana.

“Idiots Savants” não é um álbum fácil, mas dê uma chance a si mesmo, ouça esse artefato e amplie sua visão acerca do que venha a ser música extrema.

Revisão/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha Técnica
Banda: Omfalos
Álbum: Idiots Savants
Ano: 2012
País: Brasil
Tipo: Experimental Black Metal

Formação
Thormianak (Guitarra, Baixo e Teclados) 
Le Misanthrope (Vozes)
Dale Nixon (Bateria)

Track List
1 - Que Bonito és un Entierro
2 - Drain The Air Out Of My Lungs
3 - Sleep State Misperception
4 - The Naked Lunch
5 - Anonymous Hate Manifesto
6 - Bipolar Affective Disorder Suite
7 - A Funeral Dirge For My Sanity
8 - The Desperate Ballad Of The Motherless Child
9 - A Failed Experiment in Fitting Into This World

Acesse e conheça mais sobre a banda

sexta-feira, 24 de agosto de 2012

Grave Digger: Vídeo às Vésperas de Novo Álbum

Banda parte para nova temática: Grécia Antiga


Há algumas semanas a lendária banda alemã Grave Digger lançou seu EP “Home at Last”, aperitivo para “The Clash of Gods”, disco que sai neste próximo dia 31.

Mas ainda estava faltando um vídeo. E a faixa-título recebeu, esta semana, um registro, mostrando a nova temática adotada pela banda, que é a cultura da Grécia Antiga, fio norteador do vindouro disco.

A première saiu através da revista alemã Metal Hammer, já acostumada a fazer atividades como esta, mostrando a força que a revista tem mundialmente.

A formação atual que vai lançar seu 3º disco, o 16º da carreira
Confira resenha de “Home at Last” (clique aqui) e assista ao mais novo vídeo da banda de Chris Boltendahl e cia.

Texto e edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação


Assista ao vídeo "Home at Last"

Nervosa Lança Sua 1º Demo em Meio às Conquistas em 2012

Trio está se tornando uma das referências do Thrash Metal underground brasileiro



A banda paulistana de Thrash Metal Nervosa, formada pela Fernanda Lira (baixo e vocal), Prika Amaral (guitarra e backing vocals) e Fernanda Terra (bateria) lançou no domingo passado (dia 19) seu primeiro demo intitulado “2012”.

Nervosa foi formada em 2010, quando Fernanda Terra e  Prika Amaral se conheceram. Em 2011, Fernanda Lira entra na banda para, assim, consolidar e dar início a um trio que mesmo sendo novo no cenário underground, vêm conquistando cada vez mais fãs e firmando seu espaço no Metal nacional. Fato que pode ser verificado e comprovado, quando a banda divulgou o primeiro vídeo clipe oficial da música "Masked Betrayer",  produzido pela empresa  AV Works, que em apenas três dias após o lançamento teve mais de dez mil acessos.

O ano de 2012 vem sendo bem promissor para a banda, pois além de já estar saindo do cenário São Paulo – Rio de Janeiro, fazendo shows em Minas Gerais, Goiás, Espírito Santo, etc. e de já ter tocado no Rio Grande do Sul, mais precisamente em São Leopoldo, a banda tem sido bem elogiada e aclamada pelas mídias especializadas e fechando grandes contratos, sendo a única banda brasileira a assinar com a Napalm Records.

Capa do primeiro registro da banda que já está assinada com a Napalm Records

A demo tem três músicas que são: “Time to Death”, “Masked Betrayer” e “Invisible Oppression”. Músicas do mais alto, puro e empolgante Thrash Metal e que estão disponíveis no site da banda. 

Com o vocal rasgado e potente de Fernanda Lira e seu marcante baixo, o peso violento dos riffs da Prika Amaral, acompanhado de seus  pegajosos backing vocals e Fernanda Terra em sua incrível e destruidora bateria, fazem desse demo, um trabalho digno do nome da banda. Em suma, um Thrash Metal “Nervosa”.

Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Conheça mais sobre a banda:

Assista ao vídeo de "Masked Betrayer"