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terça-feira, 25 de novembro de 2025

Cobertura de Show: Grave Digger – 14/11/2025 – Carioca Club/SP

Este ano de 2025, o Brasil alcançou a segunda posição no ranking mundial de mercados de shows ao vivo. Isso se justifica quando as bandas retornam por aqui num curto espaço de tempo (principalmente pós-pandemia) para consagrar sua história, recomeçar ou comemorar algum disco clássico específico que esteja completando algumas décadas de aniversário. O público brasileiro está passando por algumas transições onde a velha guarda e um público novo se encontram, colocando as bandas em turnê por várias cidades e estados sem medo de errar, pois o público vai estar presente.

Numa sexta-feira (14/11) no Carioca Club, essa estatística se concretiza ao receber a lenda do Heavy Metal alemão Grave Digger, comemorando 45 anos de trajetória e divulgando o novo disco Bone Collector (2025) - 22º disco da carreira - marcando a história do Metal na discografia de uma banda de quase meio século. 

A abertura ficou por conta da banda JUST HEROES, que recebeu a missão de abrir para os alemães depois serem os vencedores do concurso realizado pela Roadie Crew entre 50 bandas. Foi uma das melhores bandas de abertura de shows que assisti este ano, performance de palco, composições muito bem pensadas e harmonizadas com as distorções propositalmente remetendo as guitarras do Judas Priest. O vocalista Mr. Machine tomou a frente destacando muito o visual quanto sua potência vocal afinadíssimo, lembrando muito o Tim Ripper Owens, uma clara e notória influência desse espetacular e injustiçado vocalista. 

O som de palco estava impecável; Flavio Souza Jr. e Wander Cunha (guitarras) duelaram solos, Fabio Gomes (baixo) deu o groove certo nas músicas e o ex-baterista do Manowar, Marcus Castellani, não polpou uma peça da bateria para executar as músicas, elevando ainda mais qualidade do quinteto. O público foi surpreendido com uma qualidade acima da média para bandas desse gênero. Acredito que essa força do JUST HEROES supre uma necessidade de subir o patamar do profissionalismo na cena, pois mostraram isso a cada música e aproveitaram cada minuto dessa oportunidade. Destaque para "Heroes", "Survivor of Hate", "Horsepower" e o cover do Judas Priest "Breaking the Law".

É a vez da lenda entrar em cena. A casa foi tomada, uma massa gritava em som de torcida Olêee olê olê olê olêee... Digger...Digger; e o quarteto arrebentou tudo! Abriram com "Reign of Bones/Twilight of the Gods" pra testar o som e Tobias Kersting foi ajustando o timbre na guitarra, mas já foi uma pedrada na vidraça. 

O vocal de Chris Boltendahl - único membro original desde o início da banda - estava afiadíssima e se mostrou muito bem fisicamente, tanto no cuidado com a voz durante todos esses anos quanto no desempenho na postura de palco, agitando com o público, com a banda, além do carisma emblemático com o público entregando um show de ponta a ponta com muito entusiasmo; um verdadeiro headbanger! O baixista Jens Becker, um pouco mais contido, segurou muito bem a base e dispensa apresentações desde 1998, quando assumiu o posto da banda após sua passagem pelo Running Wild; além do baterista Marcus Kniep, na bateria desde 2018, engrandeceu o show com som pesado no majestoso desemprenho da bateria.

Mesclar um repertório de 45 anos de trajetória não é nada fácil, ainda mais o público exigente como é do Grave Digger. Do álbum lançado este ano, destacaram "Kingdom of Skulls" e o repertório passou por clássicos, destaques para "The Keeper of the Holy Grail", "Valhalla", "The Dark of the Sun", "Excalibur", "Back to the Roots", "Rebellion (The Clans Are Marching)" e tendo tempo para mais quatro bônus, incluindo "Witch Hunter" (espetacular) e fechando com a imortal "Heavy Metal Breakdown", tendo final épico por parte de Chris Boltendahl.

Estive em outubro de 2003 no finado DirecTV Music Hall para vê-los pela primeira vez; reencontrar a banda de forma espetacular novamente após 22 anos é muito significativo para o Heavy Metal brasileiro. O Grave Digger é uma entidade global do Metal, resgata fãs, trás público novo, revela bandas de abertura que vão dar continuidade no ideal desses quatro headbangers que sentem o público brasileiro e nosso país como a casa e a família a ser visitada. Um dos melhores shows que está marcado neste ano de 2025 com certeza.


Texto: Roberto "Bertz"


Edição/Revisão: Gabriel Arruda 


Realização: Opus Entretenimento 


Just Heroes – setlist:

Heroes 

Angels Deserve to Live

Forever in my Heart 

Vital Signs 

Hurts Like Fire 

Survivor of Hate

You Will Never Heal 

Horsepower


Grave Digger – setlist:

Reign of Bones/Twilight of the Gods

The Grave Dancer

Kingdom of Skulls

Under My Flag

Valhalla

The Keeper of the Holy Grail

The Dark of the Sun

The Curse of Jacques

Shadows of a Moonless Night

The Round Table (Forever)

Excalibur

The Devils Serenade

Back to the Roots

Rebellion (The Clans Are Marching)

Bis

Scotland United

Circle of Witches

Witch Hunter

Heavy Metal Breakdown

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Cobertura de Show: Grave Digger – 12/11/2025 – Tork N' Roll/CWB

Noite de Heavy Metal épico em Curitiba!

Quarta feira foi noite de Heavy Metal em Curitiba, a banda Grave Digger comemorando seus 45 anos de estrada, juntamente com os suecos do Ambush fizeram mais um dia de semana revigorante para os headbangers da cidade. E ainda teve abertura dos brazucas do Hellway Train para animar o público do happy hour, afinal os trabalhos começaram cedo, por volta das 19:40. 

O evento aconteceu na casa de shows Tork N´Roll, queridinha do público do rock, afinal possui toda a estrutura para deixar qualquer público confortável, ar condicionado, camarotes com jogos, muitas mesas, praça de alimentação completa, incluindo estação central de bebidas e uma adega para os amantes do vinho. Neste dia, não teve separações de pista, sendo que todos tinham o mesmo acesso à frente do palco, com exceção dos camarotes, com vista superior. 

A banda Hellway Train trouxe um repertório autoral, bem executado, porém o volume estava um pouco acima do esperado, prejudicando um pouco a experiência. Os mineiros apresentaram um setlist recheado de canções old school com um toque mais acelerado, deram prioridade para as canções de seu álbum “Borderline”, lançado ano passado (2024) e é claro alguns singles anteriores que fizeram sucesso. 

Ao decorrer do show, o som me lembrou muito o Judas Priest, o que sempre é bem vindo. Apesar da energia e odes de revolta ao sistema e as crenças coletivas, a casa ainda estava um pouco vazia. 

Mas a explicação talvez seja que na mesma noite ocorreu a apresentação do cantor Billy Idol na cidade, e na noite anterior, o Tork N´Roll recebeu os gigantes do Power Metal Hammerfall, com casa lotada. Então, acredito que a onda de shows praticamente simultâneos tenha dividido o público da cidade.

Mas deixemos os pormenores de lado e vamos apresentar os suecos do Ambush, banda formada em 2013 e muito aguardada pelo público brasileiro. Cabe ressaltar, que o grupo é destaque dentre a panelinha da NWOTHM (New Wave Of Traditional  Heavy Metal) pela sua qualidade e originalidade na revitalização do Heavy Metal “Old School”. 

Os músicos subiram ao palco no horário previsto e com muito vigor, digno de banda no auge. A este ponto da noite, a pista já estava bem movimentada com a frente do palco tomada, restando somente as laterais da grade de proteção com algum espaço, para aqueles que preferiram ficar nas mesas se deliciando com as comidinhas de boteco.

A primeira música “Firestorm”, já um clássico da banda, foi avassaladora, deixando o público bem eufórico. Mas um problema técnico na luz, durante a execução da segunda canção, deixou os músicos suecos no escuro, literalmente. Mas existem momentos onde o profissionalismo e garra aparecem, sendo assim, o Ambush continuou a tocar perfeitamente, ganhando a admiração de todos que lá estavam. 

Muitos tentavam iluminar o palco com seus celulares, mas em vão. O apagão continuou durante boa parte do show, mas podia-se ver a movimentação dos técnicos da casa e da banda para solucionar o problema o mais breve possível. Tanto que não houve pausa para anúncios, somente os comentários divertidos da banda, tentando tornar o momento mais descontraído e envolvente.

Após a escuridão, veio a luz, mas somente no início da execução de “Come Angel Of the Night”, que inclusive foi anunciada pelo vocalista, em tom de risada, como sendo bem apropriada para o momento, que tudo começou a voltar ao normal. 

Ressaltando um parabéns a todos os envolvidos em resolver o problema com a celeridade necessária. Inclusive quem estava ao lado direito do palco, presenciou o alívio da equipe técnica, que resultou em abraços e comemorações silenciosas. 

A partir dali foi só comemoração e alegria ao som do Heavy Metal potente do Ambush, que finalizou o show com nada menos que “Don't Shoot (Let 'em Burn)” de seu álbum de estréia.

Por fim, após as emoções dos capítulos anteriores, a tensão e ansiedade cresceu em todos os presentes. Nos bastidores, podia-se ver os integrantes do Grave Digger nos últimos preparativos para sua entrada. Isto graças às aberturas de portas e janelas transparentes que separam banda e público no local. 

Mas somente os olhares curiosos conseguem perceber este tipo de movimentação, que ainda desperta a nostalgia e glamour dos anos de ouro do Metal. 

Mais do que pontualmente, sobem ao palco os músicos que marcaram gerações e influenciaram muitas das bandas do momento, com vocês: Grave Digger! É só o que vem nos pensamentos são “Como descrever esta dinâmica entre carisma, musicalidade, presença e peso?”. Simplesmente não é possível sem ter estado lá. 

O setlist começou com “Reign of bones”, e logo após o término da música, conseguiu se ouvir um alarme tocando, que segundo os falatórios, tratava-se do acionamento acidental do alarme de incêndio da casa. 

Apenas um susto imperceptível, bora para o show, e chegam “Under My Flag”, “Valhalla”, “The Dark of The Sun”, todas cantadas em uníssono pelos fãs. 

Inclusive, entre uma canção e outra, uma pausa para o grito da plateia clamando o nome “Digger” repetidas vezes. 

Pontos fortes da apresentação durante a execução de “Excalibur”, “The Devils 's Serenade” e “Back To The Roots”, esta última, precedida das palavras “Estão prontos para um pouco de Old School Heavy Metal!”. Mas também não faltaram os novos petardos do último álbum da banda “The Bone Collector”, muito bem distribuídos dentre a vasta discografia presente no repertório.

Cabe relatar também uma cena muito emocionante e genuína, por volta das 22 horas ao lado do palco, apoiados em caixas de equipamentos, estavam alguns dos integrantes do Ambush, com os olhos vidrados, assistindo ao show inspirador do Grave Digger. 

Convém ressaltar que a banda ganhou mais presença e força nesta apresentação, em local mais intimista. Fato este, perceptível para os que assistiram a apresentação dos alemães no festival Bangers Open Air 2023 em São Paulo (Na época, ainda chamado de Summer Breeze Brasil). Realmente o palco menor e mais próximo do público fez toda a diferença. 

Por último, não posso deixar de falar que apesar dos longos anos de estrada, o grupo parece ter bebido da famosa “Fonte da juventude”, lenda ligada ao explorador espanhol Ponce de León, tamanha vitalidade e energia apresentada por Chris Boltendahl e companhia. Mais um show com a excelência do Heavy Metal alemão! 

Agradecimentos a produtora Caveira Velha Produções, por trazer a turnê “Latin America Celebrations” a Curitiba. 


Texto: Paula Butter 


Edição/Revisão: Gabriel Arruda




Ambush – setlist:

Firestorm

Possessed by Evil

Evil in All Dimensions

Maskirovka

Desecrator

Hellbiter

Come Angel of Night

Bending the Steel

Natural Born Killers

Don't Shoot (Let 'em Burn)


Grave Digger – setlist:

Reign of bones

Twilight of the Gods

The Grave Dancer

Kingdom of Skulls

Under My Flag

Valhalla

The Keeper of the Holy Grail

The Dark of the Sun

The Curse of Jacques

Shadows of a Moonless Night

The Round Table (Forever)

Excalibur

The Devils Serenade

Back to the Roots

Rebellion (The Clans Are Marching)

Scotland United

Circle of Witches

Witch Hunter

Heavy Metal Breakdown

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Entrevista - Grave Digger: O Ceifador Nunca Descansa

Jens Howorka

Por Amanda Misturini

O Grave Digger, neste ano de 2025, comemora 45 anos de carreira. Sob a liderança do vocalista Chris Boltendahl, a banda ajudou a moldar a cena do metal germânico ao lado de nomes como Running Wild, Accept e Helloween, com suas guitarras pesadas, vocais potentes e letras que abordam temas como mitologia, guerras, morte e diversos aspectos históricos. Entre os álbuns mais cultuados pelos fãs está o disco de estreia Heavy Metal Breakdown (1984), um marco do heavy metal alemão naquela época. 

Atualmente com uma nova formação, o grupo retorna ao Brasil no próximo mês de novembro para quatro apresentações em diferentes capitais. A poucas semanas de desembarcar no país, Chris Boltendahl conversou com a Road To Metal em um breve bate-papo que você confere a seguir:

A banda está em uma nova fase com mudanças na formação. Como essa renovação impactou o som e a energia do Grave Digger no palco e no estúdio?

Chris Boltendahl: Foi um impacto muito bom, porque o Tobias Kasten é o novo guitarrista e ele também é um grande fã de heavy metal e ama o Grave Digger. Ele consegue apresentar o som que nós amamos. Estamos, mais ou menos, de volta ao som característico da banda. Somos guitarra, baixo, bateria e vocal, não usamos mais teclados no palco. Então, sim, é heavy metal puro. E com o Tobias, estamos de volta a esse tipo de som. 

Nayara Sabino

Sobre o teclado, eu tenho uma pergunta a respeito disso. Por muitos anos, o Reaper - interpretado pelo ex-tecladista Katzenburg -, foi uma presença marcante nos shows ao vivo do Grave Digger, dando à banda uma identidade visual única e sombria. O que levou vocês a pararem de incluir esse personagem nas performances recentes? Vocês sentem falta desse elemento teatral no palco?

Chris Boltendahl: Há uma razão bem simples para isso. O Reaper não é o baterista (risos). O H.P. Katzenburg saiu da banda em 2014, porque passou a se dedicar bastante ao teatro e não queria mais fazer turnês. Por isso, o técnico de palco e o roadie de bateria, Marcus Kniep, entrou para a banda como tecladista e também interpretava o mascote Reaper. 

Quando o Stefan Arnold saiu da banda, lembramos que o Marcus também é um ótimo baterista. Então ele assumiu a bateria, e o Reaper desapareceu (risos). Agora usamos o Reaper apenas nas capas, mas ao vivo estamos sem teclados. Está sendo muito divertido tocar novamente como um quarteto.

Nayara Sabino

Como funciona o processo de composição com a sua esposa, e quanto essa parceria influencia o som atual do Grave Digger?

Chris Boltendahl: O Tobias tem, mais ou menos, a mesma visão que eu sobre como a banda deve soar. Quando começamos a criar uma música, eu passo algumas ideias para ele e ele volta com suas ideias de guitarra, então eu digo 'hey, a letra da música vai por este caminho, e este é o título'. Aí criamos tudo como se fosse um jogo de Tetris, vamos colocando peça por peça e no final, no topo, temos uma nova música do Grave Digger. 

Temos uma boa parceria na composição, é muito divertido. No momento, estamos criando algumas músicas novas para o próximo álbum e, até agora, está ficando um pouco diferente do último. Não será um álbum conceitual, mas, musicalmente, terá um som um pouco diferente, e não de um jeito ruim. 

Nayara Sabino

O Grave Digger tocou pela primeira vez no Brasil em 1997. Quais são as suas lembranças mais marcantes dessa experiência? E como você vê a evolução do público brasileiro desde então?

Chris Boltendahl: 1997 foi divertido, porque estávamos lá com o Rage. Tocamos dois shows em São Paulo e um em Buenos Aires. Lembro que o promotor organizou tudo muito bem para as bandas, mas esqueceu de fazer a divulgação (risos). Acho que, na primeira noite, havia cerca de 300 pessoas, e na segunda, por volta de 600. 

Ele acabou perdendo muito dinheiro, porque trazer duas bandas para o Brasil, com hotel, voos e tudo mais, custava bastante. Fico realmente sentido por ele, mas foi um erro dele não fazer nenhuma promoção. Mas, para as bandas, foi ótimo, porque era a primeira vez de ambas na América do Sul. Nos divertimos muito, e acho que os shows foram muito bons, sim.

Nayara Sabino

A capa do novo álbum, Bond Collector (2025) - assim como os singles lançados anteriormente -, chamou atenção por terem sido criadas com o uso de inteligência artificial, um contraste marcante em relação às capas anteriores feitas por ilustradores. O que motivou essa escolha? E qual você considera ser a principal diferença desse processo em comparação com as formas de arte tradicionais que acompanharam a trajetória do Grave Digger?

Chris Boltendahl: O engraçado é que a maioria dos artistas, hoje em dia, também usa inteligência artificial. Para mim, um cara das antigas, foi tipo 'ah, existe uma nova ferramenta, chama-se IA'. Então eu estava sentado no computador, abri um programa com IA e comecei a testar: 'ok, o Reaper está em um trono, há alguns pássaros, árvores, um castelo ao fundo...', e aí surgiu a primeira capa. Eu olhei e pensei 'uau, isso está ótimo! Vamos fazer a próxima.' E é como se você ficasse viciado nisso, criando capas e mais capas. Fiz isso por dois dias, oito horas por dia, e no final eu tinha umas 600 capas (risos). Mas a única que realmente se destacou foi a que acabamos usando. Eu pensei 'ah, essa combina perfeitamente com a música.' 

Nem parei pra pensar no que as pessoas iam achar sobre o uso de IA ou algo assim. Então entreguei o material para a gravadora, e aí veio uma tempestade de críticas (risos). Mas eu sou um cara honesto e disse: 'sim, usei IA.' Agora nós já terminamos o novo álbum, e ele foi, ou está sendo feito novamente por um ilustrador. 

Eu sei que as pessoas podem usar ferramentas de IA para analisar e descobrir se uma capa foi feita com inteligência artificial, mas, com a nova, isso não será possível. É 0% IA, é pintura mesmo. Ela também é bem diferente da última, mas ainda falta um ano para vocês poderem vê-la (risos).

Nayara Sabino

Nesta turnê especial de 45º aniversário, o que os fãs da América Latina podem esperar do setlist? Vocês vão focar mais nos lançamentos recentes, como Bond Collector, ou será uma jornada completa pela história do Grave Digger?

Chris Boltendahl: Não será uma jornada completa, vamos deixar de fora todos os álbuns que fizemos com o Axel Ritt. Tocaremos principalmente músicas dos anos 80 e 90, além de faixas do início, como do álbum "Heavy Metal Breakdown" (1984), "The Reaper" (1993), "Tunes of War" (1994) e assim por diante. Também incluiremos duas ou três músicas do álbum Bond Collector. Então, é um setlist muito bom! Já apresentamos esse repertório aqui na Alemanha e em outros países neste ano, e o público adorou!

Nayara Sabino

Ótimo! E a última pergunta de hoje: estou usando uma camiseta da banda Hellway Train, que é de Belo Horizonte e uma das maiores bandas de heavy metal do Brasil atualmente. Eles serão a banda de abertura para o Grave Digger em Curitiba. Qual é a sua opinião sobre o heavy metal brasileiro, ou sobre o heavy metal moderno em geral, e como você vê sua evolução nos dias de hoje?

Chris Boltendahl: Não estou tão familiarizado com o heavy metal moderno. Conheço várias bandas que tentam trazer de volta o espírito dos anos 80, bandas novas que não nasceram nos anos 80, mas que tentam tocar músicas daquele período. Isso é bem engraçado, porque eu penso que, para realmente transmitir o espírito dos anos 80, você precisa ter nascido naquela época (risos). 

De qualquer forma, existem muitas bandas divertidas, e também a Hellway Train. Vou ter que ouvi-los quando a entrevista acabar. Acho que será ótimo ter bandas brasileiras conosco na turnê. A maior que conheço do Brasil é o Sepultura, mas também conheço o Angra. Acho que essas são todas as bandas brasileiras que conheço. Então, farei algumas experiências durante a turnê para descobrir como soam as bandas.

SERVIÇO BRASÍLIA

Data: 11/11/2025 – terça-feira

Horário: 18h

Local: Toinha Brasil Show

Endereço: SOF Sul Quadra 9 SN, Conjunto A – Guará, Brasília – DF

Classificação etária: 18 anos

Venda: https://101tickets.com.br/events/details/Grave-Digger-e-Ambush-em-Brasilia


SERVIÇO CURITIBA

Data: 11/11/2025 – quarta-feira

Horário: 18h

Local: Tork n’ Roll

Endereço: Av. Mal. Floriano Peixoto, 1695 – Rebouças, Curitiba – PR

Classificação etária: 18 anos

Venda: https://101tickets.com.br/events/details/Grave-Digger-e-Ambush-em-Curitiba


SERVIÇO SÃO PAULO

Data: 14/11/2025 – sexta-feira

Local: Carioca Club

Endereço: Rua Cardeal Arcoverde, 2899 – Pinheiros, São Paulo – SP

Venda: https://uhuu.com/


SERVIÇO LIMEIRA

Data: 15/11/2025 – sábado

Local: Mirage

Endereço: Av. Prof. Joaquim de Michieli, 755 – Jardim Esmeralda, Limeira – SP

Venda: https://www.circleofinfinityproducoes.com/gravedigger/

quarta-feira, 27 de maio de 2015

Cobertura de Show - Grave Digger: O Retorno dos Ceifeiros ao RS (Rock And Roll Sinuca Bar - 09/05/15, Novo Hamburgo/RS)


Dois anos se passaram desde a última passagem do Grave Digger pelo Rio Grande do Sul. Se em sua 2° visita tocaram na capital gaúcha no tradicional Beco, desta vez os alemães invadiram Novo Hamburgo, mais precisamente o Rock And Roll Sinuca Bar no dia 09/05 (sábado), onde promoveram a turnê de divulgação de seu mais recente trabalho “Return of the Reaper” (2014).

Uma ótima escolha, já que o local é de fácil acesso, sendo que o horário do show também colaborou para o deslocamento e volta para casa (pois consentiu com os horários do transporte público).

O que notamos ao chegar no local era o pouco público, que infelizmente não compareceu em peso. O show estava marcado para iniciar as 21h, antes de seu começo o organizador do evento fez um pedido, para que ninguém subisse ao palco, pois em São Paulo um fã subiu e praticamente “enforcou” o vocalista Chris Boltendahl, então se alguém subisse o show iria parar.


Após esse pedido (e claramente respeitado pelos presentes) a intro “Return of the Reaper” ecoa nos PA’s e o primeiro a entrar em cena é o “novo” tecladista Marcus Kniep (que substitui H.P. Katzenburg), que chega vestido de morte causando euforia nos bangers.

Não demora muito para Stefan Arnold (bateria), Jens Becker (baixo), Axel Ritt (guitarra) e Chris Boltendahl (vocal) assumirem seus postos e logo de cara despejarem “Hell Funeral” (de seu novo álbum), deixando os fãs enlouquecidos.


E para manter o nível lá em cima o clássico “The Round Table” (“Excalibur” – 99) chega, e transforma a casa em um verdadeiro caldeirão, assim como “Witch Hunter” (“Witch Hunter” – 85), mostrando que a noite seria mais do que especial.

Os músicos do Grave Digger são realmente fantásticos, se divertem em palco, conquistando cada fã e não poupando energia, se entregando ao mais puro Heavy Metal. E é isso que eles entregaram sem piedade e “The Dark of the Sun” (“Tunes of War” – 96) vem para todos cantarem seu refrão épico e marcante.

O som da casa desta vez não estava muito bom, principalmente em seu começo, que foi sendo ajustado ao decorrer do show. Mas nada que comprometesse a apresentação. Já a estrutura de palco estava excelente assim como o jogo de luzes.


Chris é um frontman espetacular, além de ser extremamente carismático interage com os fãs, conversa, se demonstra muito bem-humorado, e com toda essa simpatia apresenta uma das melhores músicas criadas pela banda nos anos 2000, a poderosa “Ballad of Hangman” e seu refrão pomposo e grudento. Sem contar sua velocidade estonteante, fazendo os presentes irem ao headbanging até o seu final.

Então era hora de uma sequência bem oportuna, com “Seasons of the Witch”, “Lionheart” e “The Last Supper”, deixando muito marmanjo com os olhos marejados, mas a um ponto que devemos ressaltar, o Grave Digger sempre teve uma mudança constante de guitarristas, mas sempre manteve músicos de qualidade, não que Axel não seja um ótimo músico, porém essa mudança excessiva que ele faz nos solos tira toda a característica das músicas, pois sim o Digger é daquelas bandas que se decora até os solos e você espera por eles ansiosamente, mas se decepciona, pois atualmente com Axel tomam um rumo “diferente”.


“Hammer os the Scotts” do bom “The Clans Will Rise Again” (2010) também deu suas caras, assim como “Tattooed Rider” do novo disco, o que deu uma certa esfriada nos fãs.

Mas após a ótima “The Curse of Jaques” uma trinca que valeu a noite: “Excalibur”, “Knights of the Cross” e “Rebellion (The Clans Are Marching)”, certamente seus maiores clássicos, fazendo todos cantarem a plenos pulmões. Mostrando que nesses mais de 30 anos a serviço do Heavy Metal não foram em vão, criando clássicos que passaram no teste do tempo, e mantendo uma sonoridade relevante e poderosa.

O show chegava ao seu fim, e antes do já famoso “final fake”, tivemos “Highland Farewell” e a inesperada “Morgane Le Fay”. Para então retornarem ao palco e “Heavy Metal Breakdown” fazerem todos cantarem junto com punho erguido, um dos clássicos mais tradicionais do Heavy Metal mundial.


Mais um grande evento feito pela Ablaze Productions, onde trazem ao Sul mais um gigante do Heavy Metal. 

Fica nosso pesar pelo público, que infelizmente dá “sinais” de fraqueza, pois sem público não se há espetáculo, e aquela frase manjada que muitos músicos e produtores usam faz total sentido: “São vocês (público) que fazem o show”.


Cobertura por: Renato Sanson
Fotos: Diogo Nunes






sábado, 21 de junho de 2014

Grave Digger: “Hell Funeral” É o Primeiro Video Clip do Novo Disco

Novo vídeo clipe traz uma das melhores composições da banda em anos

Com o novo disco "Return of the Reaper" às portas (em pré-venda pela Napalm Records) a lendária banda alemã Grave Digger, como prometido, lançou o primeiro vídeo clipe oficial de música tirada do disco. A escolhida foi "Hell Funeral".

"Return of the Reaper" é o 17º disco da banda alemã

Embora seja o primeiro vídeo clipe propriamente dito, o grupo liderado por Chris Boltendahl (vocal) havia liberado o lyric vídeo (música e letra) de “Season of the Witch”, também presente no vindouro disco que será lançado em 11 de julho e marcará como sendo um retorno à fase clássica da banda, o que já se nota nas duas faixas divulgadas.

Tomando o vídeo clipe como referência, parece que as promessas se cumprirão, já que desde o clima da filmagem, com uma pequena história com atriz e com o Reaper, mascote da banda, aliado aos riffs que remetem bastante à Uwe Lulis lá da fase “Knight of the Cross” (1998), aqui executados pelo mais que integrado guitarrista Axel Ritt que, arrisco dizer, deve ter encontrado seus melhores riffs neste novo álbum.

Os vocais inconfundíveis de Chris como sempre tomam a cena. Talvez ele seja um dos poucos vocalistas dos anos 80 que ainda consegue reproduzir ao vivo exatamente o que gravou no estúdio e com o ótimo refrão de “Hell Funeral”, tenho certeza de que a faixa será um dos pontos altos da nova turnê do grupo.

Capa feita por Gyula Havancsák (trabalha desde "The Last Supper" com a banda). Clique aqui e confira matéria sobre as principais capas da banda.

Enquanto o novo disco não sai e a matéria completa tem que esperar, que tal assistir o vídeo clipe e, de quebra, ouvir a outra faixa do disco que promete superar os últimos lançamentos?

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Confira o vídeo e compartilhe a matéria com os amigos




Confira o tracklist do novo álbum:
1. Return of the Readper
2. Hell Funeral
3. War God
4. Tattooed Rider
5. Resurrection Day
6. Season of the Witch
7. Road Rage Killer
8. Dia de Los Muertos
9. Satan's Host
10. Grave Desecrator
11. Death Smiles at All of Us
12. Nothing to Believe

Ouça "Season of the Witch"

Acesse e conheça mais sobre a banda

quinta-feira, 20 de março de 2014

Grave Digger: Capa de Novo Álbum Mantém Histórico de Grandes Artes

Clássica banda alemã divulga capa e nome de novo álbum
 
Se já fazem alguns álbuns que a clássica banda alemã Grave Digger não acerta de vez a mão, com lançamentos medianos (só fãs fanáticos não percebem o declínio dos últimos discos), uma coisa é a mais pura verdade: sabem caprichar nas capas.






E é na divulgação de hoje (20/03) no Facebook oficial do grupo liderado pelo vocalista Chris Boltendhal e que conta com seus fiéis integrantes Axel Ritt (guitarra), H.P. Katzenburg (teclados), Stefan Arnold (bateria) e Jens Becker (baixo),  que conhecemos a arte da capa do vindouro álbum chamado “The Return of the Reaper”, que sairá pela Napalm Records no dia 11 de julho. Aliás, a banda está fazendo um concurso que escolherá 10 sortudos que ouvirão o álbum no estúdio antes do lançamento (saiba mais no site oficial).

Novo álbum deve sair em 11 de julho e é bastante aguardado (ainda mais depois desta capa!)

A exemplo da maioria das capas da banda evidencia-se o esmero e qualidade nessa nova arte, feita pelo artista Gyula, trazendo o eterno mascote da banda e o logotipo da banda com algumas modificações para remeter ao personagem “O Ceifador”. 

Tendo como base as gravações de estúdio disponibilizadas pela banda para cada instrumento (confira clicando aqui), quem sabe tenhamos aí um retorno ao épico triunfal da banda dos anos 90? Afinal, “The Reaper” (1993) é um dos grandes clássicos da banda, numa pegada mais seca e crua, que contrasta com a sonoridade cheia de sinfonias e mais pomposa atual. Agora é aguardar para que, em breve, seja divulgada alguma faixa do álbum para termos certeza se “The Return of the Reaper” marcará um retorno às origens ou se sua capa vai se destacar mais que a proposta sonora. 

Stay on the Road

Texto/edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação
Gravadora: Napalm Records

terça-feira, 4 de junho de 2013

Resenha de Show: O Retorno do Grave Digger Depois de Uma Década (30/05/2013)

Para um Beco lotado, banda alemã desfilou grandes clássicos em quase duas horas de show

10 anos se passaram da ultima apresentação dos alemães do Grave Digger em Porto Alegre/RS, retornando neste ano para divulgação de seu mais novo lançamento "Clash Of The Gods" (2012). O local escolhido para apresentação foi o Beco, casa já tradicional para os eventos metálicos na capital.

Ao chegar no local, ainda não era visto um grande público, mas perto da casa abrir era possível ver um maior numero de fãs, que prometia encher a casa. Como não íamos ter mais o show de abertura da banda gaúcha Scelerata (uma pena, diga-se de passagem), exatamente as 20h, como prometido no cartaz, a intro "Charon" ecoa os PA's da casa e Hans Peter "H.P." Katzenburg (tecladista vestido como a morte, deixando um clima animalesco), Stefan Arnold (bateria), Axel Ritt (guitarra) e Chris Boltendahl (vocal) entram em cena, e disparam a poderosa e arrastada "Clash Of The Gods", fazendo o público cantar junto seu refrão grudento e poderoso.

Sem tempo para respirar "Death Angel and The Grave Digger" e "Hammer Of The Scots" deixam todos extasiados, seja pela aula de Heavy Metal que estávamos presenciando, e pelo carisma e entrega dos integrantes ao show, com muita interação com o público, sem nenhum estrelismo, despejando seu Heavy Metal poderoso sem dó.

O vocalista e único membro original Chris Boltendahl esbanja feeling e carisma
Dando sequência ao espetáculo, Chris anuncia uma das melhores músicas do grupo da fase atual, estou falando de "Ballads Of A Hangman", que tirou o folego dos bangers, cantando junto com Chris do começo ao fim. 

Primeira parada para os shows nacionais aconteceu em Porto Alegre

Não demora muito para os clássicos aparecerem, e "The House" e "Killing Time" são despejadas sem dó nem piedade, fazendo muito marmanjo se emocionar, seja por seus refrões épicos ou por suas melodias hipinóticas.

É incrível como Grave Digger se entrega no palco, as performances dos músicos é digno de aplausos, além do carisma e humildade que a banda esbanja, deixando todos os presentes mais do que satisfeitos, pois não é todo dia que você consegue ver uma lenda do Metal mundial, com seus mais de 30 anos de carreira, em plena forma e com todo esse gás, dando uma aula de Metal.

Para massacrar de vez os pescoços alheios, "Knights Of The Cross", "The Round Table" e "Dark Of The Sun", saciando de vez os fãs com clássicos absolutos, deixando todos com a emoção a flor da pele. Claro que em um show do "Digger" não poderia faltar o clássico "Rebellion (The Clans Are Marching)", transformando o Beco em um verdadeiro caldeirão, com seu refrão cantado em uníssono pelos bangers.

Após o "final fake" a banda retorna com "Highland Farewell" e "The Last Supper", que abriu caminho para um dos maiores clássicos da banda e do Metal mundial, "Heavy Metal Breakdown", fazendo todos perderem o pescoço e cantando com toda força seu refrão.


Banda e fãs deixaram o Beco com a certeza do dever cumprido e uma noite memorável

Mais uma vez o Grave Digger mostra seu poder ao vivo, não sendo apenas uma banda de estúdio, mas sim mestres no que fazem, deixando todos empolgados e emocionados, com uma apresentação épica e cheia de energia. 

Cobertura por: Renato Sanson
Edição/revisão: Eduardo Cadore
Fotos: Nany Festas

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