domingo, 15 de março de 2015

Revolution Saints: Hard Com Aquele Toque AOR!


Power trio. Poucas vezes a definição de um grupo se encaixou tão bem como no caso do Revolution Saints, que lançou em 2015 seu primeiro trabalho autointitulado. Se não, vejamos: na guitarra, Doug Aldritch. No baixo: Jack Blades. E na bateria, Deen Castronovo. Músicos da mais alta competência com passagens por bandas como Whitesnake, Dio, Night Ranger, Damn Yankees, Journey...

E o que temos em relação á sonoridade da banda? Um Hard com aquele toque AOR que consagrou bandas como o Journey, por exemplo. Uma banda com três excelentes músicos, mas que merecem destaque dois pontos: a guitarra de Doug Aldritch e os vocais de Deen Castronovo, que apesar do grande trabalho em seu respectivo instrumento, mostra grande desenvoltura em sua voz. E que nos remete, mesmo que timidamente, á outro grande vocalista: Steve Perry.


Um álbum bastante homogêneo. A pegada Hard surge nas duas primeiras faixas. Back on my Trail, traz um grande trabalho de Aldritch, enquanto Castronovo, além de esbanjar classe e talento na bateria, canta da mesma forma. Em Turn Back Time, primeiro vídeo clipe oficial, ele divide os vocais com Jack Blades. Em You’re Not Alone, Arnel Pineda (Journey), vem pra deixar sua contribuição de forma perfeita, sendo essa, uma composição que traz as características de sua banda.


O álbum segue em grande estilo. Em Way to the Sun, quem dá as caras é Neal Schon (precisa dizer quem é?), que imprime sua marca de forma brilhante nesta grande música. Outro destaque é Dream On, talvez a melhor faixa do álbum, onde mais uma vez Doug Adritch, de forma brilhante mostra porque foi durante muito tempo, uma das guitarras do Whitesnake. E Castronovo, com o apoio dos backing vocals muito bem feitos por Blades, novamente se destaca. Don’t Walk Away, apesar de bem estruturada, destoa um pouco do restante do álbum. Já Here Forever, se mostra uma “balada” com mais vigor. Mais um belo trabalho de Aldritch.

Strangers to This Life, Better World e How to Mend a Broken Heart mantém a boa seqüência do trabalho, enquanto que In the Name of the Father (Fernando’s Song) encerra o play de forma mais suave, com outra bela balada. Um trabalho que, espera-se, possa ter seqüência e transforme o Revolution Saints em mais um nome de destaque no cenário do Hard/AOR. Talento eles tem de sobra pra isso!

Resenha por: Sergiomar Menezes
Edição/revisão: Renato Sanson

sábado, 14 de março de 2015

Cobertura de Show: Epica Encantando pela 3° Vez os fãs Gaúchos! (Bar Opinião, 03/03/15)


No ultimo dia 03 a banda holandesa de Metal Sinfônico Epica voltou a pisar em solo gaúcho, a banda que já esteve outras duas vezes na capital gaúcha, veio em turnê de divulgação de seu último disco, “The Quantum Enigma”, lançado no primeiro semestre de 2014. Igual às ultimas vezes o show foi produzido no bar Opinião pela Abstratti Produtora.

Ao chegar ao local do show já era perceptível que a casa estaria cheia para receber os holandeses, que a cada ano se tornam mais importantes na cena do Metal agregando uma legião de fãs e arrastando muitas pessoas para seus shows, e aqui não foi diferente.


Com um playback começou a Introdução “Originem”, enquanto um a um os membros da banda foram tomando seus lugares e por fim a musa Simone Simons invade o palco para delírio geral, e junto aos gritos ensurdecedores do público começa a primeira música, “The Second Stone” fez os presentes pularem e cantarem junto, ao fim Simone perguntou como todos estavam (em Português), e completou o dialogo dizendo que era ótimo voltar a Porto Alegre! A segunda música “The Essence of Silence” como a anterior faz parte do novo álbum e foi muito bem recebida por todos que aplaudiram muito ao final.

Agora era hora do fundador da banda falar, Mark Jansen (guitarrista e fundador do Epica e ex-After Forever) agradeceu muito pela receptividade e anunciou a próxima canção, essa era para os fãs da fase mais antiga, e os coros da introdução de “The Last Crusade” fizeram o público gritar muito.


“Unleashed” foi uma das que representaram o álbum (“Design Your Universe”), seguida por “Storm the Sorrow”. O tecladista Coen Janssen desceu do praticável onde seu equipamento estava montado e dirigiu-se para frente do palco com um teclado digamos que diferente, era um teclado portátil e em forma de curva, ele interagiu bastante com os companheiros de banda e com os fãs, a simpatia de todos e presença de palco foram destaques importantes no show, com muitas brincadeiras e interatividade fizeram a alegria de quem estava lá.

Depois de “Fools of Damnation” Simone Simons conversou com os presentes, e avisou que a próxima música eram eles que escolheriam, ela deu duas opções, “Natural Corrupition” que pareceu não agradar a maioria e “Sensorium”, que foi a escolhida por praticamente todos os presentes.

“The Obsessive Devotion” e “Victims of Contingency” deram continuidade ao show, e antecederam um dos grandes momentos da noite que foi a canção “Cry for the Moon” do primeiro álbum da banda, “The Phamtom Agony”. E desta vez quem fez a surpresa foi a galera, alguns presentes levantaram cartazes escritos “Forever and Ever”, que é o refrão da música, toda vez que chegava na hora do refrão o público levantava seus cartazes, o que deixou Simone Simons muito feliz, inclusive levou um dos papeis com ela.


Era hora do solo de bateria, Ariën mostrou muita habilidade com as baquetas, mas não fez um solo muito longo, destaque para a iluminação, que com certeza fez toda diferença no show dando um clima muito diferenciado, o responsável pela iluminação está de parabéns seja ele quem for.

O show chegou a sua parte final, já no bis a banda tocou “Sancta Terra” e “Unchain Utopia”, sendo que o melhor ficou para o final, “Consign to Oblivion” encerrou o show com todos cantando junto e vibrando muito!


Com certeza está é uma das melhores composições do Epica , e mesmo faltando algumas musicas que os fãs esperavam ver como “Solitary Ground” e “Dance of Fate” o show foi incrível, produção impecável, presença de palco fantástica e simpatia de sobra.


Após reverenciar os fãs e jogar lembranças para os fãs, como baquetas, palhetas e até copias do setlist a banda tirou uma foto de costas para a plateia e se despediu do palco do Opinião.

Encerrando assim mais uma grande noite de Metal em Porto Alegre/RS!


Cobertura por: Marlon Mitnel
Fotos: Billy Valdez
Revisão/edição: Renato Sanson


Setlist:

The Second Stone
The Essence of Silence
The Last Crusade
Unleashed
Storm the Sorrow
Fools of Damnation
Sensorium
The Obsessive Devotion
Victims of Contingency
Cry for the Moon
Design Your Universe

Bis:
Sancta Terra
Unchain Utopia
Consign to Oblivion


sexta-feira, 13 de março de 2015

Moonspell: Qualidade e Identidade



A maior banda de Portugal traz em Extinct um álbum com uma produção primorosa. Quer dizer, não se tem reparos a fazer neste quesito. Tá ok, tu pode achar a coisa limpa demais, mas esta é a proposta da banda: um som nítido, cristalino, sem qualquer traço da sujeira de outrora. Mas nem por isso, trata-se de um disco ‘leve’. Pelo contrário, ele tem um punch. A banda enveredou de vez pela mistura de dark metal, algo do gótico dos anos 90 e pouco se tem das partes mais extremas e vocais urrados.

O disco abre com a "Breathe (Until We Are No More)" com bastante pompa e bastante uso de teclados e sintetizadores; segue com a faixa-título, com algo lembrando o projeto antigo de Fernando Ribeiro, o DAEMONARCH, mais pelos vocais cavernosos e umas levadas de guitarra. É um som pesado, mas que tem passagens limpas; “Medusalem” mantém o pique com umas levadas que lembram OLD MAN’S CHILD (instrumental). É um som com uma ambiência legal; “Domina” traz em sua introdução um trabalho de flauta e vocais limpos com maior cadência; já “The Last Of Us” traz uma levada mais pop e anos 90 com riffs palhetados e certamente cairá no gosto dos fãs e do público em geral por estes motivos. Eu curti. 

Na sequência, “Malignia” começa com vocais sussurrados e sintetizadores, para depois alternar vocais limpos com urrados e uma cozinha pesada; com “Funeral Bloom” se mantém a linha que se inicia lenta e vai aumentando o andamento. Aqui a veia gótica dos anos 80 salta aos ouvidos, com destaque ao refrão.


“A Dying Breed” tem uma intro pomposa com teclados clássicos para depois enveredar numa passagem mais pesada e vocais que lembram o Irreligious; “The Future Is Dark” segue a receita do álbum com andamento cadenciado e vocais densamente encaixados; por fim, “La Baphomette” funciona como uma espécie de trilha sonora para um filme dramático, com um tocamento arrastado, teclados e sintetizadores dando um clima funéreo e caótico, encerrando o álbum de forma majestosa. É fato que o MOONSPELL dificilmente errará a mão em algum álbum. 



Tu só não podes esperar algo pretensamente pesado, não se trata disto. Aqui o lance é mais sinfônico, denso, teatral, mas com resquícios do que foram no passado. Talvez se investissem em partes mais furiosas e vocais mais cavernosos o resultado seria muito mais positivo. Mas esta é a opinião do redator. Cada um deve formar a sua depois de ouví-lo. Enfim, um bom disco que certamente tu vai querer escutar do início ao fim, e terá bons momentos de boa música.

Texto: Marcello Camargo
Edição: Carlos Garcia


Moonspell official facebook
Lançamento: NAPALM RECORDS


Line Up
Fernando Ribeiro - vocals
Ricardo Amorim - guitars
Pedro Paixão - keyboards, guitars
Aires Pereira - bass

Miguel Gaspar - drums

Track-List
"Breathe (Until We Are No More)" 
 "Extinct"         
 "Medusalem"  
 "Domina"        
 "The Last of Us"        
 "Malignia"        
 "Funeral Bloom"     
 "A Dying Breed"      
 "The Future Is Dark" 
 "La Baphomette"      








quarta-feira, 11 de março de 2015

Cobertura de Show - Sonata Arctica: Resgatando o Passado e Tentando Firmar o Presente (Bar Opinião - 06/03/15)


Depois de 13 anos os finlandeses do Sonata Arctica retornam a Porto Alegre/RS, e se na primeira visita traziam a tour do aclamado “Silence”, agora trazem a tour de “Pariah's Child”, álbum lançado em 2014 que resgata um pouco do que o Sonata era em seu começo de carreira.

Em paralelo trazendo a divulgação da regravação do clássico absoluto da banda “Ecliptica” (99), o que trouxe muitos fãs do começo de carreira do grupo ao Bar Opinião.

Ao chegar no Opinião era notável a bela estrutura de palco, deixando um clima bem propício ao público, que se entrelaçava com muitos jovens, e muitos acompanhados de seus pais, irmãos e etc.


Pois bem, mas o que esperar do Sonata Arctica depois de tantas mudanças em sua sonoridade? Mesmo lançando um disco que resgate um pouco de sua essência os excessos comerciais ainda estão presentes, e como muitos sabem, ao vivo a banda sempre deixou a “desejar”, seja pela execução das faixas que fogem das versões originais (principalmente nas músicas dos três primeiros discos, claro que as mudanças na formação influenciam) ou pela baixa performance vocal de Tony Kakko que não alcança os tons apresentados em estúdio.

Mesmo com uma visão pessimista (pelo menos por parte dos fãs mais antigos), a expectativa de vê-los era grande. Então às 20h em ponto a intro “Preacher/ Larger Than Life” começa a ecoar nos PA’s, e o primeiro a subir no palco foi o baterista Tommy Portimo vestindo uma camiseta do Brasil onde tirou muitos gritos da plateia, com os demais integrantes tomando seus postos e por ultimo a estrela da noite Tony Kakko, pra logo de cara “The Wolves Die Young” (do novo disco) entrar em cena e fazer o Opinião cantar mais alto que a própria banda (tá certo que o som estava mais baixo que o de costume, porém muito bem equalizado e sem falhas).


Sem tempo de respirar o primeiro clássico da noite “8th Commandment” e sua velocidade estonteante, porém não soou tão grandiosa como em tempos anteriores, Kakko se demonstrava bem empolgado e se esforçava para alcançar as notas mais agudas, mas já seu tecladista Henrik Klingenberg (que tem papel fundamental nas composições da banda) não demonstrava nenhuma simpatia, em um palco especifico para o mesmo lá ficava em uma postura nenhum pouco amistosa.

“Paid in Full” (do fraquíssimo “Unia”) mostra que sim, muitos dos presentes acompanham e gostam desta fase mais atual do Sonata, onde cantaram em uníssono ao comando de Kakko, que se movimentava a todo instante e mostrando grande simpatia.


Acalmando os ânimos a cadenciada “What Did You Do in the War, Dad?” que abriu espaço para desnecessária “Losing My Insanity”. Voltando aos tempos áureos “Black Sheep” (do disco “Silence”) vem para incendiar os presentes e mostrar toda habilidade do guitarrista Elias Viljanen, que demonstrava boa presença, porém não tirava os olhos de sua guitarra.

“Letter to Dana” (do “Ecliptica”) vem para deixar todos extasiados em uma bela performance de Tony. Porém o show entrou num declínio um tanto comprometedor com a sequencia “Blood”, “I Have a Right”, “X Marks the Spot” e “Love” que de fato esfriou a apresentação, deixando-a monótona.

Na tentativa de reviver os fãs um de seus maiores clássicos enfim chega “Fullmoon”, mas que perdeu o clima devido ao erro na introdução do tecladista Henrik, mas que mesmo assim deixou os fãs satisfeitos e cantando junto.


A dobradinha “UnOpened” e “San Sebastian” certamente foram um dos momentos mais altos do show, e vale destacar a precisão de Tommy em seu kit, sentando o braço e metralhando os bumbos.

O baixista Pasi Kauppinen também apresentava grande carisma, bangueando e interagindo com os presentes, o que deu um gás a mais para o show, ainda mais pela trinca final com “My Land”, “Replica” (com grande interpretação de Kakko sentando a beira do palco bem perto da galera) e “Don't Say a Word” finalizando sua segunda passagem pelo Rio Grande do Sul.


Um bom show, mas que poderia ter menos excessos e quem sabe uma colocação melhor em seu setlist, pois foram inevitáveis alguns momentos entediantes, assim como a falta de vontade de Henrik, que surpreendeu a todos negativamente.



Cobertura por: Renato Sanson
Fotos: Felipe Pacheco

domingo, 8 de março de 2015

Entrevista - Anette Olzon: Brilho Próprio



Anette Olzon, esta talentosa suéca, dona de uma voz bela e delicada, começou cedo na música, mas também por diversos empregos antes de viver apenas disso, participando de shows de talentos, bandas cover (como a Take Cover, que fazia covers de ABBA) e tendo destaque com a Alyson Avenue, banda de Melodic Rock com a qual lançou dois bons álbuns, até que ficou mundialmente conhecida após ser escolhida como a nova vocalista da banda finlandesa Nightwish. 

Após dois álbuns com a banda e viajar o mundo, ano passado a vocalista teve uma saída conturbada do grupo finlandês, porém, já com um álbum solo em mãos ("Shine", lançado ano passado), muitos planos, e também aliviada por voltar a ter uma vida mais tranquila, Anette segue em frente, mostrando que possui brilho próprio, talento e personalidade para seguir sua carreira e também dedicar-se a familia e outras atividades. 

Confira a seguir entrevista com a cantora, que também acaba de estrear um show em canal de TV Finlandesa.
                                             (English version HERE)

RtM:Primeiro de tudo, gostaria de dizer que eu realmente gostei do seu álbum, música de bom gosto, belas interpretações, moderno e emocional. Há quanto tempo você vinha trabalhando no álbum? Quando você começou a compor você tinha em mente algum direcionamento musical?
Anette: Muito obrigado, feliz em ouvir que você gostou! Eu escrevi todas as músicas em 2009, quando eu decidi que queria fazer um álbum solo. Apenas uma não foi composta naquela época. 

Uma canção foi escrita pouco antes do lançamento, “One Million Faces”. Quando eu comecei a escrever as músicas eu ainda estava no Nightwish e não queria que soasse parecido com a minha então banda, e é por isso que é um álbum muito mais suave.


RtM: E como você avalia a recepção do álbum, um ano praticamente após o lançamento? Eu acompanhei as opiniões e comentários dos fãs, e são em sua maioria positivas. Claro, sempre vai ter aqueles que estavam esperando algo mais próximo ao Nightwish, ou mais voltado para o metal sinfônico. Bem, eu acho que é algo que você vai carregar para sempre, o fato de que você foi  ex-vocalista do Nightwish.
Anette: Sim, todos os comentários têm sido muito bons e muitos fãs realmente amaram o álbum, mas como você diz, aqueles que são puramente fãs de Metal, claro, pensaram que eu faria um álbum de Metal, e quando não foi o que fiz, meio que o rejeitaram.



RtM: A faixa-título, "Shine", é muito bonita, traz uma roupagem moderna, refrão cativante. Gostaria que você falasse um pouco mais sobre essa música e sua bela letra.
Anette: Shine é uma música muito especial para mim, principalmente porque as letras  significam muito para mim, e como eu quero que, aqueles que foram vítimas de bullying ou ridicularizados, maltratados por alguém, levantem e sintam esperança em minhas letras. 

“Shine” fala que essas pessoas que querem intimidar você são apenas pessoas amargas, sem vida, então simplesmente levante a cabeça e siga em frente. Mostre a eles que você é melhor do que eles por permanecer forte.


RtM: Acredito que algumas das composições possam ter refletido um pouco o clima conturbado  no Nightwish. Ele traz uma certa melancolia, sendo muito emocional. Lembro da música "Lies", que parece que reflete alguns problemas que você passou.
Anette: Bem, na verdade não, porque “Lies”, por exemplo, é sobre o meu casamento que não estava mais funcionando, o que realmente aconteceu logo após eu entrar no NW. 

E o sentimento geral de melancolia é só porque eu busquei memórias e coisas de dentro de mim, sentimentos que eu vinha internalizando, e os trouxe para a superfície, o que deu as letras e músicas um sentimento melancólico.


RtM: "Falling" também traz grandes melodias e refrãos cativantes, e é mais um dos destaques na minha opinião. Eu gostei dessa música, e eu acredito que ela segue uma linha como "Lies" e "Shine", mostrando já sua personalidade como artista solo, criando uma identidade no primeiro álbum.
Anette: “Falling” foi na verdade a primeira música que escrevi quando nos sentamos pra compor,  e também é  a mais “Metal” do álbum.  Após essa canção eu senti que eu queria que as músicas partissem para um lado mais suave e menos Rock/Metal, assim é por isso que se difere um pouco das outras.


RtM: "Watch me From Afar" é outra canção forte, e mostra um lado mais "New Age" e "Folk", e eu senti você especialmente inspirada nesta canção, com uma interpretação cheia de emoção. Conte-nos um pouco mais sobre esta canção.
Anette: Essa música é muito especial para mim e para Stefan e Johan, porque quando nós nos sentamos no piano e bateria apenas para experimentar a melodia, então o sentimento dela veio a nós imediatamente, e a letra é para  o meu marido Johan, por isso é uma verdadeira canção de amor.


RtM: Falando sobre inspiração, que cantores e cantoras que você citaria como suas maiores influências?
Anette: As vozes que eu ouvia na minha infância, como Agneta Fältskog, Barbra Streisand, Sting, Carola Singer, Whitney Houston e Mariah Carey. Grandes vozes que sempre me inspiraram.


RtM: Você teve alguns parceiros na composição do álbum, como Anders Bagge, gostaria que você falasse um pouco sobre a contribuição dele nas composições, produção e os resultados finais do álbum.
Anette: Bem, Anders não foi co-writer, mas eu usei a sua equipe de compositores, Stefan Örn e Johan Glössner e gravei o álbum em seu estúdio por isso ele foi lá e deu suas opiniões, o que foi muito útil. Ele é um grande compositor e sabe como construir grandes linhas melódicas e criar aquele "gancho" para as canções.


RtM: Em um futuro álbum, quem você gostaria de convidar para um dueto, ou dividir composições?
Anette: Eu quero escrever canções com Stefan e Johan novamente e também Martijn Spierenburg, do Within Temptation, com quem escrevi "One Million Faces". Tenho também pedido ao Peter Tägtgren do Pain,  para co-escrever comigo, o que vai ser divertido! Duetos...eu não sei quem, mas se eu tiver uma música que sirva ou necessite de um dueto, eu acho que existem muitos bons. Jake do Amaranthe tem uma grande voz e é um amigo meu, por isso ele seria uma boa escolha para uma colaboração.

RtM: Gostaria que você falasse um pouco sobre a experiência no filme "Imagenaerum", e se bem me lembro que você já teve experiências no teatro. Você pensa em fazer algum trabalho deste tipo no futuro?
Anette: Foi uma boa experiência e também difícil, porque eu tenho um pouco de medo do palco e mais ainda quando há um grande número de pessoas com câmeras em torno de mim, de modo que fazê-lo foi um pouco estressante. Mas foi ótimo, por exemplo ver como um filme é feito. Eu não acho que eu irei procurar estrelar um outro filme, mas um musical seria bom fazer. Isso encaixaria melhor comigo.


RtM: Eu conheci o seu trabalho  através de um dueto no álbum "Conspiracy", de Michael Bormann, a música "Two of a Kind", a partir daí, fui à procura de álbuns do Alyson Avenue, e como um fã do Melodic Rock/Hard Rock, Eu gostei muito. Gostaria que você falasse um pouco sobre esta participação no álbum de Bormann.
Anette: Michael é um bom amigo do Niclas, do Alyson Avenue, então ele me perguntou, logo em seguida, se eu queria cantar em uma  canção sua,  e assim aconteceu. Nós nunca nos encontramos, hoje em dia isso é comum, você enviar as músicas um para o outro somente, e é isso o que nós fizemos.


RtM: E o seu trabalho com Alyson Avenue? Você têm falado com os caras? Talvez você possa voltar para a banda? Eu acho que seria ótimo, especialmente com a exposição que você teve, juntamente com o potencial da banda. Eu acho que sua voz é perfeita neste tipo de música (Melodic Rock), e eu acho que você deve fazer algo no futuro. O que você diz? Lembrei-me também a participação no álbum do Brother Fire Tribe, que segue a mesma linha.
Anette: Falamos o tempo todo, eu e Niclas, pois somos como família um para o outro. Falamos sobre como recomeçar o Alyson novamente e todos nós queremos que em algum momento isso aconteça, mas deve ser no tempo certo para todos.

Niclas está bastante ocupado compondo canções para seu novo álbum com o Sapphire Eyes e eu estou ocupada com um programa de TV na Finlândia nesta primavera (O programa estreou dia 1º de março, no final da entrevista você pode ver o vídeo, ou acesse AQUI). Mas espero que nós tenhamos algum tempo em breve =)


RtM:  Falando ainda sobre o Alyson Avenue e Melodic Rock, acho que é incrível como a Suécia é um país que produz muitas bandas e artistas de grande qualidade, que criam ótimas e cativantes melodias. Como você explica este "fenômeno", esta tendência para a criação de grandes melodias? Sem falar no ABBA, que é idolatrado, inclusive por músicos de Metal, tendo até tributos. Recentemente eu fiz uma entrevista com Snowy Shaw, e lembrei que ele tem tatuado ABBA em seus dedos.
Anette: Eu acredito que é como você diz, o nosso amor por melodias cativantes e boas. Nosso modo de falar também é muito melódico, talvez isso tenha algo a ver com isso. E o ABBA é, creio eu, para muitos músicos suecos,  ídolos,  e é música que ouvíamos enquanto crescíamos e, para mim,  ABBA são os reis e deuses do pop e das grandes melodias, icones.


RtM: Você tem planos de fazer alguns shows ao vivo ou turnê para divulgar o seu álbum? E quais músicas você gostaria de tocar ao vivo? Além de canções de seu álbum, que mais você deseja incluir em um set-list?
Anette: Eu não fiz tantos shows ao vivo do álbum devido a ter filhos pequenos, e não queria deixá-los por longos períodos, mas agora eles já estão maiores e eu espero que eu possa sair em tour com o "Shine", bem como com um novo álbum, que espero lançar num futuro próximo. Ao vivo eu já toquei todas as minhas músicas de "Shine", e também algumas novas canções que eu escrevi, alguns covers também. O meu próximo show deverá ter algumas músicas de meus tempos do Nightwish, e eu acredito que alguns fãs vão gostar disso.


RtM: E o que você faz agora que tem mais tempo livre? Deve ser bom ter mais tempo para estar com a família. Eu li em uma entrevista que você iria se concentrar em continuar seus estudos, e trabalhar com caridade, muito legal. Você está pensando em ficar mais longe de uma carreira dedicada exclusivamente à música?
Anette: Eu estava estudando sim, e ainda estudo, mas no momento os meus estudos tiveram que ficar de lado um pouco, pois tem esse show de TV que estou participando na Finlândia a partir primeiro de março, o que significa que preciso me concentrar nele por um tempo . 

Gostaria muito de fazer as duas coisas e talvez eu possa, mas se eu tiver que escolher,  e eu posso viver isso novamente, a música é o que eu quero fazer.

No show de TV, na MTV finlandesa
RtM: Eu sei que você pode já estar cansada deste assunto (Nightwish), mas eu prometo que vou fazer apenas algumas perguntas, a pedido de seus fãs aqui no Brasil. No DVD/ Blu-Ray que a banda lançou no ano passado, "Story Time: Live Time", que traz um documentário falando do período de sua saída (ou demissão) do Nightwish, e você não autorizou o uso de sua imagem e voz neste documentário, e na minha opinião eu acho que você fez a coisa certa, pois não mostra a sua versão em alguns fatos. 

Eles chegaram a falar-lhe sobre o conteúdo do documentário? Quais são as razões pelas quais você não autorizou o uso de sua imagem?
Anette: Eles queriam me pagar, e ser incluída nesse DVD documentário depois de me chutarem para fora de uma forma mesquinha e cruel, então é claro que eu não queria estar nele. Por que eu? Eu não queria mais nada com a banda, nunca mais. 

E devido ao que eles fizeram com Tarja e Marcelo no documentário que eles lançaram após demitirem ela, onde eles só mostraram o lado deles,  e fizeram ela parecer o lado mau, então eu com certeza não queria que eles fizessem o mesmo comigo. Foi fácil decidir, eu disse que não imediatamente e eu não me arrependo da minha escolha.



RtM: Eu acredito que você deve ter tido bons momentos durante a sua permanência na banda, como viajar para diferentes países, se tornar uma pessoa conhecida no mundo inteiro, e, provavelmente,  em alguns lugares, quase não podendo sair anônima na rua! Como foi para você, de repente estar em palcos de grandes festivais com milhares de fãs à frente?
Anette: Na verdade, foi um processo difícil para mim, porque eu não gosto de ser reconhecida nas ruas e me senti estranha com isso. Fui educada de uma forma em que aprendi que somos todos iguais neste mundo, e todos têm o mesmo valor, então para mim, eu não tive ninguém como um grande ídolo, que eu pudesse ir a shows, pedir-lhes uma foto ou autógrafo, por isso me senti muito estranha que alguém pensasse que eu era assim tão especial e importante. 

Mas eu aprendi e compreendi que isto faz parte do trabalho, porém hoje em dia eu ainda me sinto um pouco constrangida se alguém me reconhece, mas também sinto que eles gostam de mim  e se importam muito comigo.



RtM: O seu trabalho na banda sempre acabava sendo comparado a Tarja, com uma leva de fãs não aceitando a mudança, e lembro que você disse que até chegou a sofrer algumas ameaças de morte de alguns estúpidos. É muito estranho que níveis podem chegar as idolatrias ou obsessões. As pessoas às vezes esquecem que no palco são pessoas com famílias, sentimentos e uma vida  além do trabalho.
Anette: Bem, eu entendo a frustração que sentiam, Tarja foi a cantora oficial desde o início e ela tem uma voz muito especial, sendo esta rainha do Metal um pouco "fria" e intocável, e ela era o oposto total de mim, seja como ela se parece, canta e atua no palco. 

Eu sou uma pessoa muito aberta, feliz, extrovertida e canto com uma voz mais comercial, e soou tão diferente para os fãs do NW, assim os fãs "die hard" não conseguiam aceitar. E foi uma pena que eu levasse alguma culpa por isso, pois eu não deveria, mas às vezes as pessoas não entendem, e agem como eles acham que devem agir quando estão movidos pela paixão por algo.


RtM: Você tem tido algum contato com alguns dos membros do Nightwish, ou alguns deles entraram em contato com você? Como foi a sua relação com a banda e equipe? Agora, passado um tempo, quais seriam as principais razões para o rompimento com a banda?
Anette: Não, nós não temos nenhum contato. A equipe e eu éramos todos amigos e não tinha problemas. E na banda havia alguns membros que sempre ficaram comigo, assim como tinham os que me queriam fora. Assim, era um grupo de pessoas divididas. A razão para isso é, naturalmente, algo que só os membros sabem, então não posso dizer exatamente o que, mas eu acredito que tivemos opiniões diferentes e eu também fiquei grávida novamente, e não foi algo que os agradou, e então eles me chutaram para fora.

Ensaio para o show de TV
RtM: Pelo que vemos do lado de fora, Tuomas controla quase tudo na banda, parece-me que talvez chegue a um ponto que a banda se torne um projeto solo dele. E agora, vamos ver como será o relacionamento com Floor Jansen, se ela terá uma continuidade. Eu acho complicado para a maioria dos músicos não poder contribuir com ideias ou composições.
Anette: Sim, NW é apenas Tuomas, e mesmo quando é escrito ou feito algum comunicado oficial, sempre é escrito: Tuomas e Nightwish. Portanto, é a sua sua banda, ele controla, ele toma as decisões, mas ele também ouve os outros e, por vezes, talvez as pessoas erradas, mas isso é a escolha dele e vamos ver até onde ele vai.

Acredito que ainda não ouvimos as últimas deles em se tratando de trocas de membros porque algo não funcionou, simplesmente não funcionará, não importa quem entrar para o grupo. Se eles não tentarem mudar e evoluir nada será diferente, e vão surgir os mesmos problemas. 

É fácil culpar o membro "novo"  pelos problemas, mas quando isso acontece várias vezes eu acho que as pessoas vão perceber que não é bem assim.



RtM: Bom, finalizando, eu gostaria que você citasse seus passatempos favoritos, e sobre música, quais bandas ou artistas você ouve quando você está em casa?
Anette: Gosto de me exercitar, eu faço "cross fit", também gosto de estar na academia, musculação. Eu ouço todo tipo de música, pop, hip hip, rock, Metal... qualquer coisa desde que eu acredite que a música é maravilhosa, não importa o gênero. Sou muito mente aberta quando se trata de música.


RtM: Anette, muito obrigado pela sua atenção, estamos ansiosos pelos próximos trabalhos e para ouvir sua bela voz! Deixo estas linhas finais para que você envie uma mensagem para os fãs brasileiros!
Anette: Obrigada, e eu quero dizer obrigada para todos os fãs no Brasil e espero que eu possa ir cantar para vocês algum dia em breve =)



Entrevista: Carlos Garcia
Tradução e Edição: Carlos Garcia

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sábado, 7 de março de 2015

Marty Friedman: Pela Primeira Vez em POA/RS! (Realização: Pisca Produtora)


Ultrapassando fronteiras físicas, etárias e de classe, Marty Friedman entra o ano de 2015 excursionando pelo mundo. Na bagagem carrega o suficiente para desfrutar de uma tranquila viagem e alguns itens importantes para garantir que a jornada seja emocionante para milhares, por exemplo:
Uma Paul Reed Smith, histórias passadas carregadas de dicas importantes, larga experiência de palco e muito (mas muito mesmo) conhecimento. 

Bem munido, desta forma, Marty desembarca em Porto Alegre para uma “WorkShop”. Nem show, nem workshop e os dois ao mesmo tempo, o formato tem agradado muito os gaúchos. Quem está movimentando a vinda do ex-guita do Megadeth à capital gaúcha, é a Pisca Produtora. 

Uma oportunidade única de estar ante ao guitarrista que, provou há Mustaine que pouco importa a cor do cabelo, o importante mesmo é saber tocar (a audição do Marty pode ser conferida no DVD  “Arsenal of Megadeth” – 2006).

Confirma a presença no evento criado no Facebook e fica por dentro de todas as novidades em relação ao workshow. Ainda restam ingressos para o segundo lote do M&G. Todos que adquirirem o meet irão concorrer a uma guitarra PRS autografada por Marty Friedman (informações no evento do face – link logo abaixo).

Workshow com o guitarrista Marty Friedman.

Dia: 22 de Março, domingo.
Local: Batemacumba.
Av. João Alfredo, 701 - Cidade Baixa – Porto Alegre/RS

Ingressos:
1° lote – R$ 50,00.
1° lote - Meet & Greet – R$ 100,00 – Esgotado.
2° lote - Meet & Greet - R$ 120.00.

Venda on line: www.ticketbrasil.com.br

Pontos de vendas:
- A Place (Voluntários da Pátria, 294 - loja 150 – Centro). Fone: (51) 3213-8150.
- Zeppelin (Marechal Floriano, 185 - loja 209. Galeria luza – Centro). Fone: (51) 3224-0668.

Cronograma do evento:
17:30 – Inicio do Meet Greet.
19:00 – abertura da casa.
20:00 – Inicio do workshop.

Página do evento no facebook: Marty Friedman (ex.guitarrista do Megadeth) em Porto Alegre

Link da página do evento no facebook:

Informações: www.pisca.com.br - pisca@pisca.com.br

Produção: Pisca Produtora.

Texto: Uillian Vargas