sexta-feira, 27 de junho de 2008

Uma Nova Era Para Timo Tolkki ou Continuação da Stratovarius?


Após várias entrevistas e notas polêmicas, com o fim da banda Stratovarius já tendo ocorrido uma vez antes, Timo Tolkki deixa a banda que ajudou a fundar, inclusive dizendo em uma entrevista que ele é a banda e ela não pode continuar sem ele.

Mas, deixando de lado essa briga de egos, vamos falar aqui da sua nova banda, mas que tem mais cara de projeto mesmo ou carreira solo: a Revolution Renaissance. São onze músicas nesse álbum de estréia, “New Era”, que contam com a participação de grandes nomes do Metal mundial, como os vocalistas Michel Kiske (ex-Helloween, Supared, Kiske), Tobias Sammet (Edguy, Avantasia, Aina) e Pasi Rantanen (ex-Thunderstone), além do batera Mirka Rantanen (Thunderstone, Kotipelto, Warmen, Tunnelvision, ex-Loud Crowd, ex-Ari Koivunen), do baixista Pasi Heikkilä da desconhecida 45 Degree Woman, e, fechando o time Joonas Puolakka, teclados.

Essa nova empreitada não traz nada muito original, o que não quer dizer que não seja um bom disco. Aqui pode-se sentir que quem toca guitarra é o mesmo que criou os riffs clássicos da lendária banda Stratovarius. Quanto aos vocalistas, pode-se dizer que todos estão colocando seu estilo nas músicas, com as mais “agressivas” e rápidas com Pasi Heikkilä, as baladas e mais “alegres” (exceto a faixa que leva o nome da banda, que foi mais para um lado com vocais marcando junto com o instrumental, longe de ser alegre ou uma balada) com Michel Kiske, e as “meio-termo” com Tobias Sammet. Destaque para todos, mas para quem aqui escreve, ouvir Kiske cantando Metal novamente sempre já é algo que por si só vale a pena destacar essa lenda viva.

Então, esse disco, e principalmente a última música, lembra muito Stratovarius, tanto que anda uns “boatos” na internet de que o Stratovarius estaria lançando esse mesmo disco, mas com o seu vocalista e a nova formação. Porém, só pode ser boato mesmo, mas que essa Revolution Renaissance lembra Stratovarius sim.

Destaques para “Heroes”, “We Are Magic”, “Glorious And Divine”, “Born Upon The Cross”, “Keep the Flame Alive” e “Last Night On Earth”.

É um álbum que quem gosta da antiga banda do Tolkki, de metal melódico com levada power, além de melodias que grudam na cabeça, irá gostar e pode escutar sem medo (link abaixo). Não acredito que se torne um clássico, mas com certeza os apreciadores de trabalhos como esses com vários vocalistas irá curtir a nova banda Revolution Renaissance.

Stay on the Road

Texto:EddieHEad


01. Heroes (Vocal: Tobias Sammet)
02. I Did It My Way (Vocal: Michael Kiske)
03. We Are Magic (Vocal: Pasi Rantanen)
04. Angel (Vocal: Michael Kiske)
05. Eden Is Burning (Vocal: Pasi Rantanen)
06. Glorious And Divine (Vocal: Tobias Sammet)
07. Born Upon The Cross (Vocal: Pasi Rantanen)
08. Keep The Flame Alive (Vocal: Michael Kiske)
09. Last Night On Earth (Vocal: Michael Kiske)
10. Revolution Renaissance (Vocal: Michael Kiske)


quarta-feira, 25 de junho de 2008

Blaze Bayley: O Vocalista Que Não Pode Morrer!

O mundo do Heavy Metal às vezes pode ser muito injusto, indo apenas para o lado comercial, não valorizando certos músicos ou discos.

Basta olharmos para o esquecimento ou pouca importância atribuída ao Tony Martin (Ex-Black Sabbath) que não recebe a devida consideração nas biografias da banda, mesmo tendo permanecido por mais de uma década como frontman da mesma.

Um dos maiores casos foi a do Blaze Bayley, que fora vocalista do Iron Maiden de 1994 à 1999, quando saiu da banda e partiu para uma carreira solo que iniciaria com o perfeito “Silicon Messiah”, em 2000. Blaze não foi muito bem aceito pelos fãs mais radicais e pela mídia, embora os shows do Maiden continuassem com lotação máxima (coisa que a mídia não comentava).

Depois de outros dois discos de estúdio e dois ao vivo (que o Maiden não lançou provavelmente pelas criticas de que Blaze não cantava direito ao vivo), que vão na mesma linha de Metal produzido no álbum de estréia, mas que se diferencia do som da época que estava no Maiden, o britânico traz sua nova banda, agora com o seu nome e novos músicos, inclusive um antigo amigo da sua primeira grande banda, Wolfsbane.
Com lançamento previsto para o dia 07 de julho, seu novo álbum (que já está disponível na internet pelo link exclusivo logo abaixo) “The Man Who Would Not Die”, promete ser o lançamento do ano de 2008, já que com certeza esse álbum é uma evolução dos anteriores.

Contendo 11 canções (com mais uma bônus ainda indisponível), o disco é recheado de futuros clássicos da carreira do vocalista. Porém, destaco aqui a faixa-título, com certeza a melhor do álbum e uma das melhores composições do Blaze em toda a carreira, inclusive com um fôlego pra calar a boca de quem dizia que ele não conseguia manter o vocal por muito tempo. Além dessa, a que logo segue, “Blackmailer”, não decepciona e só reforça que se está diante de um grande disco de Heavy Metal.

“Smile Back at Death” vem com dedilhados, mas não perde a força e o peso que foi a principal característica desse álbum. “While You Were Gone” mantêm o ritmo, sendo seguida por “Samurai”, cujo refrão e riffs rápidos grudam facilmente na cabeça do Headbanger.

Assim, depois temos “A Crack In the System”, primeira canção mais diferente, mas ainda pesada só que com guitarras mais arrastadas e com efeitos sonoros ao final dela. “Robot”, música single de divulgação do álbum, mostra porque foi escolhida: ela parece ter bem o espírito do álbum, que seria a crítica (característica do Blaze), a rapidez e o peso, principalmente da bateria (mais rápida e não poupando os bumbos-duplo), além de um refrão grudento.

Depois de tanta paulada, “At the End of the Day” vem para baixar um pouco a poeira, mas isso não significa perda na qualidade, pelo contrário, mostra a habilidade cada vez melhor de se fazer uma canção mais “parada”, com uma letra bem trabalhada, com ritmo cadenciado e melodia (Blaze está cantando muito bem, lembrando “Stare at the Sun”, do primeiro disco).

Mais uma surpresa vem com “Waiting For My Life to Begin”, que traz um riff nervoso, com uma cozinha da batera e baixo acompanhando e deixando a música com uma característica mais própria em relação às demais. Blaze cantando ora mais devagar, ora mais lentamente também deu um toque muito interessante pra canção.

Terminada esta, começa-se a ouvir um riff de guitarra que já empolga e já mostra que “Voices From the Past” é uma boa música para ser tocada ao vivo, com duetos das guitarras, um vocal muito bem cantado e que o público pode cantar sem erro.

Pra fechar (pelo menos a versão do sico que temos aqui), “The Truth Is One”, que segue na mesma linha. Se você gostou das anteriores gostará dessa também.

Assim, a idéia era destacar algumas, mas o cd está tão bom e empolgante que não pude deixar de falar um pouco faixa-a-faixa. É com certeza um dos destaques do mundo metálico de 2008 e que vem para provar que Blaze Bayley é um vocalista que não pode morrer, pois ainda tem muita contribuição para o Heavy Metal.

Agora é esperar a sua visita em agosto aqui no Brasil, onde já estão confirmados 12 datas (esses vocalistas do Iron Maiden gostam do muito Brasil, hein! Vide matéria sobre o Paul Di’Anno abaixo), segundo o site Rockonline: dia 13, Uberlândia/MG; 15, Brasília/DF; 16, Palmas/TO (Tendencies Rock Bar); 17, Recife/PE; 21, Teresina/PI (Espaço Cultural Noé Mendes - UFPI); 22, Fortaleza/CE; 23, Campinas/SP (Hammer Rock Bar); 24, Londrina/PR; 27, Curitiba/PR (Curitiba Masterhall); 28, Rio de Janeiro/RJ; 30, São Paulo/SP (Manifesto Rock Bar); 31, Pomerode/SC (Clube Pomerode).
Obs: os gaúchos não gostam de Blaze?! (cadê o show dele no RS?)


Stay on the Road

Texto:EddieHead




01. The Man Who Would Not Die

02. Blackmailer

03. Smile Back at Death

04. While You Were Gone

05. Samurai

06. A Crack In the System

07. Robot

08. At the End of the Day

09. Waiting For My Life to Begin

10. Voices From the Past

11. The Truth Is One

12. Serpent Hearted Man (BONUS)

sexta-feira, 20 de junho de 2008

Extreme Hate Festival 1ª Edição

Domingo 10 de Agosto às 18:00 horas

Local do Evento:
Carioca Club:
Rua Cardeal Arcoverde 2899 Pinheiros/São Paulo
Info: 11 75274084

Bandas:

Belphegor Death/ Black Metal (Austria)

Ocultam Black/ Death Metal (Brasil)

Esgaroth Black/ Prog Metal (Brasil)

Ingressos

1 lote R$ 40,00
2 Lote R$ 60,00
Porta R$ 70,00


(Vendas a Partir do Dia 9 de Junho)


Postos de Venda

Galeria do Rock ( São Paulo )

Consulado Do Rock
1º andar - lj.234
Fone:3221-7933 / 3221-8344

Lady Snake
1º andar - lj.213
Fone:3361-7705

Lady Snake
2º andar - lj.373
Fone:3333-6931

Santo André

Metal CDs
Rua Dona Eliza Flaquer, 184 - Centro
Fone: (11) 4994-7565

Quem mora Fora de Sp ( INTERIOR ) Pode Comprar Via Internet pelo E-mail ddeventos@hotmail.com

Belphegor: Uma banda de Death/ Black Metal extremamente agressivo que começou sua brilhante e extrema carreira por volta de 1992, lançando seu primeiro trabalho na forma de um Maxi Cd chamado “Bloodbath in Paradise”.

Em 1994 eles lançam um single muito sinistro e curioso, ele se chama “Obscure and Deep”, é curioso pelo fato de você ver um cover da musica Sabbath Bloody Sabbath da conceituadissima banda Black

Sabbath. Logo, em 1995, eles lançaram seu primeiro cd chamado “The Last Supper”, que fez sua, já grande quantidade de fans, aumentar muito principalmente por suas atitudes anti-religiosas e anti-vida, mas também, pela agressividade de seu som. O cd “Blutsabbath”, lançado em 1997, contribuiu para a sua reputação sinistra continuar ganhando cena. Em 1999 um Re-Release do “The Last Supper Super” com a tracklist igual a do cd anterior, mas com material bônus, a tracklist do “Obscure and Deep” foi adicionada e mais um cover, desta vez da banda Sodom “Outbreak Of Evil” e mais uma música chamada “Diabolical Possession”. No ano de 2000 eles continuam sua sinistra e obscura carreira com o cd “Necrodaemon Terrorsathan” que teve sua capa censurada em muito países. Em 2002 sai o primeiro cd ao vivo “Infernal Live Orgasm”. Já em 2003 foi lançado o seu melhor e mais agressivo cd até então “Lúcifer Incestus”. Em 2004 foi lançado um Re-Release duplo contendo os cd’s “The Last Supper” e “Blutsabbath”, com uma música bônus no primeiro chamada “Bloodstained Ritual”, uma bônus no segundo chamada “Purity Through Fire” (em versão ao vivo) e uma musica pré-produção chamada “Swarm Of Rats”. Em 2005 um cd chamado “Goatreich – Fleshcult foi lançado com poderosíssimas faixas do puro extremismo, que só o Belphegor consegue expor. Já em 2006 eles atacam com o seu “Pestapokalypse VI” que ganhou muita fama no mundo não só pelos fatores já citados anteriormente, mas também, pela sua poderosíssima capa. E para finalizar seu mais recente titulo “Bondage Goat Zombie” em 2008, com uma arte de capa impressionante e um som profundo, extremo, sinistro e fenomenal.

Site oficial da banda: http://www.belphegor.at/

Myspace: http://www.myspace.com/belphegor

(Com 6 músicas para você conferir seu trabalho).

Membros da Banda:

Helmuth - Heretic Grunts, Chainsaw (Druns)
Serpenth - Bass Devastation (Bass)
Morluch - Six String Shredding (Guitar)


Ocultan: Essa é uma banda única, nascida em São Paulo, no ano de 1994, tendo a Quimbanda como inspiração, eles vem fazendo um Black/ Death Metal agressivo e de ótima qualidade. Em 1996 foi lançado seu primeiro trabalho: a demo “Eternus Malus”, e ainda mais um trabalho chamado “Red Ad Exus”, logo após a saída de um de seus integrantes. Mais tarde em 1999 eles lançam um Debut cd sob o titulo de “Bellicus Profanus”, na minha opinião o seu melhor cd. Em 2002 lançam um cd com titulo e faixas em português chamado “Lembranças do Mal, A Crucificação”. Ainda em 2002 é lançado o cd “Lords of Evil” com sua temática totalmente voltada a Quimbanda, e novamente faixas em português. Em 2003 o primeiro ao vivo se esgota nas prateleiras, sob o nome “Infernal Live”, o cd traz faixas que se tornaram clássicas em seus cds anteriores. Novamente com 2 trabalhos no mesmo ano, eles lançam “Coffin” com uma nova versão para a música “O Sangue, A Maior Oferenda”, do cd “Lembranças do Mal, A Crucificação”. Em 2005 sai “Profanation” com, na minha opinião, a melhor arte de capa em seus cd’s. E finalmente seu mais recente trabalho em 2007 “Regnum Infernalis” com um fortíssimo som como sempre teve em todos os álbuns de sua carreira.

Site oficial da banda: http://www.ocultan.com/

Myspace: http://www.myspace.com/ocultanband

(Com 3 músicas para você conferir seu trabalho).

Membros da Banda:

Count Imperium (Druns)

Lady of Blood (Guitars)

Legacy (Vocals)

Magnus Hellcaller (Bass)


Esgaroth: Esta é uma banda relativamente nova, mas nem por isso eles deixam a desejar. Começaram em 2004 com o nome de “Franconian Frost”, mas acabaram mudando o nome para Esgaroth. Tentando fazer uma fusão complicadíssima do Black Metal com o Progressivo, o pessoal do Esgaroth vem mostrando seu trabalho com muito êxito e conquistando o público brasileiro. Seu primeiro trabalho foi gravado em 2005, uma demo chamada “Gates of the Kings”. Em 2006 eles re-gravaram o cd, como forma de divulgação, esta vez com uma melhor produção (Studio Paradox).

Myspace da banda: http://www.myspace.com/esgarothband

(Com 2 músicas para você conferir seu trabalho).

Membros da Banda:

Kerack Troyll - Vocals
Rallph Schmerz - Keyboards
Lord Agramon - Drums
Maeve - Bass
Belial Asmodeus – Guitar



Fotos retiradas de pesquisas no Google.



Texto: filhodocthulhu

quarta-feira, 18 de junho de 2008

Iron Maiden no Download Festival 2007: As Músicas do Último Cd Tem Força ao Vivo!

Em 2006 o Iron Maiden lançou seu último álbum inédito até a presente data. Com o nome de "A Matter of Life and Death" ou AMOLAD (para abraviar), foi o terceiro disco como sexteto e, ao contrário do que aconteceu com seus dois álbuns antecessores ("Brave New World" e "Dance of Death"), muitas pessoas não gostaram ou esperavam mais do novo disco, inclusive eu.

Bem, sou fã do Maiden há vários anos, gosto de todos os álbuns, de todas as formações, conheço praticamente todas as letras de cor, mas não havia gostado muito do AMOLAD. Minha maior crítica e razão para isso era o fato de que a banda estava iniciando todas as faixas (com excessão da primeira, "Different Worlds", mais direta e da "The Pilgrim") de uma forma semelhante: com pouca velocidade, dedilhados atmosféricos, etc.
Mas longe de ser um álbum ruim, porque não acho que o Maiden tenha produzido algum álbum ruim, ele não me chamou a atenção e continuei ouvindo apenas os anteriores (embora visse com frequência os videos clipes das músicas novas).
Entretanto, tive acesso (e quem quiser e tiver paciência também terá: há um link abaixo de um site que disponiblizou o show, só que em sete partes) ao show em Donnigton, Inglaterra, como atração do Download Festival 2007.

Minhas expectativas eram grandes de ver (e ouvir) como as novas músicas se sairiam ao vivo, e não me decepcionei: as cinco músicas de AMOLAD agitaram a galera, da mesma forma que as de seus últimos discos. E mesmo com a banda tocando três delas seguidas no início do show, não fez o pessoal se decepcionar.

Claro que a expectativa de ouvir e ver os caras tocando clássicos (e só quem foi num show deles sabe o que é isso) já faz com que gostemos do que a banda faz no palco. Mas os senhores sabem agitar, mesmo diante de um grande público, algo que já estão mais que acostumados.

Assim, abrem com a primeira faixa, "Different Worlds", que foi cantada mais "agressivamente" pelo Bruce, tocam, depois de uma pequena conversa com o público, "These Colours Don't Run" e "Brighter Than a Thousand Suns", que ficaram muito boas ao vivo, com a introdução atmosférica e a entrada das guitarras, baixo e batera depois de forma a empolgar qualquer Headbanger.

Então, tocam a clássica "Wrathchild", que levou o público ao delírio, e Bruce ao chão, já que caiu na entrada da segunda parte da música, mas que, como profissional e grande vocalista que é, continuou cantando, embora tenha ficado sem jeito (afinal, cair na frente de milhares de pessoas deixaria qualquer um com vergonha!), "The Trooper", sem comentários.

Mas a grande novidade foi "Children of the Damned", música do clássico "Number of the Beast"(1982), e que, segundo o próprio Dickinson, há muito não era tocada. E como ficou: perfeita! Destaque para o Bruce, que cantou de forma competente, não tentando imitar completamente a versão original, e pra Adrian Smith, que com sua guitarra de braço duplo, levou a música para onde queria.

Depois dessa ótima surpresa, largam "The Reincarnation of Benjamin Breeg", provavelmente o maior sucesso de AMOLAD, e que, já escuro (o show iniciou de dia), só fez o ambiente ficar mais interessante. Por fim, "For the Greater Good of God" fecha a apresentação das novas músicas e, como as anteriores, foi tocada magistralmente e o público recebeu muito bem.
Depois daí, só os clássicos!

Vale destacar o ótimo palco da banda, um dos melhores que lembro ter visto, com vários efeitos sonoros e visuais, inclusive com Eddie pilotando um tanque de guerra (já que o disco todo é envolto por essa temática)!

Dessa forma, gostaria de compartilhar que esse é um ótimo show da Donzela, e que ninguém se arrependerá de olhar. E segundo o Bruce, seria gravado para um DVD, mas, pensando comigo, não sei se depois de seu tombo isso acontecerá. Brincadeira, é claro, mas com certeza seria um ótimo registro dessa turnê que, infelizmente, não passou pelo Brasil.

UP THE IRONS

Texto: EddieHead

Iron Maiden-Live At Download (2007)
1.Different World
2.These Colours Don't Run
3.Brighter Than a Thousand Suns
4.Wratchild
5.The Trooper
6.Children of The Damned
7.The Reincarnation of Benjamin Breeg
8.For the Greater Good of God
9.The Number Of The Beast
10.Fear of The Dark
11.Run To The Hills
12.Iron Maiden
13.2 Minutes to Midnight
14.The Evil That Men Do
15.Hallowed Be Thy Name

terça-feira, 17 de junho de 2008

Clássicos: Heaven and Hell (1980) – A Chegada de Ronnie James Dio


Há certos álbuns que se tornam imortais. Que ao longo da década são escutados, lembrados e ajudam a manter viva a história do Metal.

Entre eles temos o álbum Heaven & Hell, que não só marcaria uma nova fase para os Pais do Heavy Metal, Black Sabbath, como, para mim, estaria abrindo caminho para a década de 80, para um Metal mais consistente, mais característico, já que bandas como Deep Purple, Judas Priest, e o próprio Sabbath apresentam ainda muitos elementos do hard rock.

Com uma capa que por si só causa polêmica, traz letras escritas todas pelo novo vocalista, Ronnie James Dio, que já havia cantado em outras grandes bandas, como Rainbown e Alf. E o baixinho dá um show, marcando ali sua sina de ser um dos maiores vocalistas do Heavy Metal de todos os tempos.

A formação, exceto pela entrada de Dio, permanecia a mesma do inicio da carreira, nos pubs de Birmingham, Inglaterra, no final dos anos 60, mas a sonoridade e pegada da guitarra de Tony Iommi, o baixo de Geezer Buttler e a bateria de Bil Ward estavam agora mais firmes, mais característica e, por que não, melhor do que antes (os fãs da fase Ozzy me desculpem).

Destaques: TODAS AS MÙSICAS! É incrível como um álbum pode ter clássicos atrás de clássicos, como “Neon Knights”, que abre o disco, “Children of the Sea”, uma “balada” macabra, “Lady Evil”, com sua levada “dançante”, “Die Young”, com uma atmosfera e pegada de dar inveja em muita banda por aí, assim como "Lonely is the Word", que fecha o disco magistralmente. E, claro, a clássica “Heaven and Hell”, que até hoje não sai do repertório da carreira solo do Dio, e sempre fora cantada pelos vocalistas que vieram depois (exceção do Ozzy quando voltou), além de ser o nome da banda agora, que voltou com a mesma formação dos discos posteriores a esse: Mob Rules e Dehumanizer, e que está arrasando o mundo novamente tocando praticamente o álbum Heaven and Hell na íntegra.

Com toda a certeza disco obrigatório em qualquer casa onde more um Headbanger, e até mesmo quem não é muito chegado no Metal, pode gostar do disco. Tudo isso sem a banda perder o seu som característico e que até hoje influencia a música pesada em todo o mundo. Afinal estamos falando do Black Sabbath.

Stay on the Road

Texto:EddieHead






Black Sabbath - Heaven and Hell (1980):
1. Neon Knights
2. Children of the Sea
3. Lady Evil
4. Heaven and Hell
5. Wishing Well
6.Die Young
7. Walk Away
8. Lonely Is the Word

segunda-feira, 16 de junho de 2008

O interior do RS teve sua noite de Metal!

Sábado passado (14/06/08), a cidade de Santa Maria, Rio Grande do Sul, pôde acompanhar o 1º SM Live Festival, um festival que veio em boa hora, já que o pessoal do interior do estado estava ansioso por um evento daquele porte, com bandas de renome internacional, como é o caso da Tierramystica, Distraught e Hibria, que este ano venceu a eliminatória de Porto Alegre do BMU, indo concorrer em São Paulo para um lugar no maior festival de Metal do mundo, o Wacken Open Air.

O local do evento, Farrezinho, comportou uma estrutura de palco interessante, onde as luzes deram um show a parte, principalmente no show da banda 333, da cidade, que fechou o evento de forma competente, embora com um problema técnico onde tiveram que esperar alguns momentos para retornarem. Além disso, muitas pessoas haviam ido embora após o show da banda Porto Alegrense Hibria, provavelmente uma das principais atrações, ao lado da também vinda da capital, Distraught.

Sobre esta última, posso dizer que estavamos ansiosos para vê-los ao vivo, pois apenas havíamos acompanhado um show pela TV, e não decepcionaram. Foram a segunda banda a tocar, mostrando seu Trash Metal de ótima qualidade, comprovando que merecem mais atenção, embora já sejam conhecidos em outros países, bem como tocado em várias regiões do Brasil.
No show desses caras, o público foi o mais entusiasmado em relação aos demais, tendo muitas “roda de pogo”, pessoal agitando, com as mãos para cima, pulando e observando a brutalidade em forma sonora de André Meyer (vocal), Ricardo S. Silveira
(guitarra líder), Marcos Machado (guitarra), Nelson Casagrande (baixo), Éverson Krentz (bateria). Enfim, a Distraught mandou muito bem, com músicas diretas e uma boa interatividade com o público.

A banda 333 apresentou músicas próprias, com uma sonoridade ora arrastada para um Doom Metal, ora para um Trash Metal meio que progressivo, inclusive o vocal lembrando o Mile Petrozza, do Kreator. Assim, a banda fez sua parte, com um jogo de luzes ótimos, com uma participação pequena do pouco público que ali permanecia. Mas com certeza a banda deixa sua marca, sua originalidade, sendo uma promessa do Metal gaúcho, já que estão para lançar algumas músicas, tendo 13 composições próprias.

TierraMystica, que abriu o festival, nos contemplou com um ótimo show, abrindo com músicas da antiga banda de dois dos integrante do Toccata Magna, Fabiano Muller (guitarra e violão) e Jesus Hernandez (instrumentos andinos, como o quena e charango). Além dessas, que por si só agitou quem conhecia a antiga banda, que inclusive abriu para bandas como Scorpions e Nightwish, no Live ‘n’ Louder, em Porto Alegre, e participaram da BMU 2005, o megaclássico do Iron Maiden, “Run to the Hills”, agitou ainda mais os Headbangers que ali estavam. Aliás, a TierraMystica também já participou da seletiva deste ano de Porto Alegre para concorrer um lugar na seletiva nacional que levará uma banda nacional ao Wacken Open Air.

Apresentaram músicas de seu primeiro lançamento, que também vai na linha da Toccata Magna, “Spiritual Song”, tendo boa receptividade, ainda mais com o carisma dos músicos que não deixaram nada a desejar. Enfim, agora é acompanhar o caminhar dessa banda que poderá trazer ótimos resultados.

Assim, a terceira banda a tocar foi Hibria, banda de Power Metal, também da capital, e que, embora apenas um álbum completo lançado (“Defying the Rules”, de 2004), já se alçaram na cena mundial como uma das revelações do Brasil, inclusive tendo esse disco vendido bem em países como Japão. Então, com certeza uma das bandas que muitas das pessoas que ali estavam gostariam de ver. Porém, a demora para iniciar o show, após a destruição da Distraught, acalmou demais a galera. Entretanto, isso não foi nada se comparado ao grave problema de som durante TODO o show: não conseguia-se ouvir as guitarras de Abel Camargo e Diego Kasper, a bateria estava exageradamente alta, o vocal muito baixo (mas que depois foi um pouco melhorado) e o baixo em certas partes ia pra muito alto.

O indignante é que, mesmo quando o vocalista Iuri Sanson perguntou para a galera como estava o som, e o pessoal reclamou disso, a produção de som apenas “consertou” para a música tributo ao Maiden, “2 Minutes to Midnight”, que, segundo Iuri, há tempo não era tocada ao vivo pela banda.
Mas, entretanto, devemos parabenizar a banda pela ótima postura e atitude no palco, digno de nota, com estanders temáticos de seu álbum. Eles tocaram praticamente todo o álbum, iniciando com a já clássica “Steel Lord on Wheels” (música que possui vídeo clip), que, sem muito exagero, agitou o Farrezinho. Durante todo o show a banda demonstrou porque venceu a seletiva da BMU deste ano em Porto Alegre e é uma das favoritas a ir para o Wacken Open Air na Alemanha representar o Metal nacional. Todas as músicas bem tocadas, até aonde era possível ouvir, a banda carismática, interagindo muito com o público, sendo os destaques o baixista Marco Panichi e o vocalista Iuri Sanson, que não paravam um momento no palco.

Assim, embora com altos e baixos, como em todo festival, com certeza um evento memorável, com ótimas e lendárias bandas do metal gaúcho e até mesmo nacional. Vale ressaltar a participação de Headbangers de outras regiões do estado, que se deslocaram para ver as bandas desse porte e, com certeza, não se decepcionaram, e a atitude inteligente das bandas de se reuinirem após o término do show da 333, se depedindo todos no palco. Além disso, a oportunidade das pessoas que tivessem a fim de conversar com os músicos também foi legal e demonstra o quanto se pode fazer um som legal sem frescuras.

Stay on the Road

Texto:EddieHead e filhodocthulhu

Fotos por Guilherme "Fera" e Mirela