quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A-Lex: Novo Álbum da Maior Banda de Metal do Brasil

Sepultura é uma banda lendária dentro do Trash/Death Metal. Isso é fato, afinal surgem em 1983 e são a primeira banda de Metal nacional a se alçar em vôos inimagináveis para qualquer grupo daqui. Lançaram verdadeiros petardos como “Beneath the Remains” (1989), “Arise” (1991) e “Chaos AD” (1993) que poucas bandas foram capazes de tais feitos. Porém, a banda foi acrescentando certos ritmos, ora perdendo peso, ora privilegiando um som mais trabalhado e não tão brutal. Muitos foram os fãs que não gostaram da banda ter introduzido tantos ritmos no som, outros já gostaram pela banda fazer esse movimento de se mostrar realmente brasileira.

Tirando isso, com a saída do vocalista e guitarrista Max Cavalera em 1996 (devido à problemas entre a esposa/empresária e a banda), o Sepultura teve que decidir qual vocalista iria tomar seu lugar, um lugar já consagrado. Tarefa difícil. Mas encontraram no norte-americano Derrick Green o substituto. Muitos não gostaram, mas muitos continuaram fiéis a banda que lançou “Nation”, uma forma de dizer que ainda estava viva.

Eis que ano passado Igor Cavalera (bateria), irmão de Max (que foi montar a banda Soulfly) decide deixar a banda que ajudou a formar, indo tocar com o irmão na “banda” Cavalera’s Conspiracy.


Com o novo batera Jean Dolabella integrado á banda, eles estão para lançar no próximo dia 23 seu 12º álbum de estúdio, gravado na capital paulista. Com o título de “A-Lex”, o álbum é conceitual e baseado na obra “Laranja Mecânica”, que foi eternalizada na direção de Stanley Kubric.

Bom, escutando o álbum posso dizer que foi o primeiro disco desde a entrada de Derrick Green que eu realmente gostei. Não sou um fã incondicional da banda, por isso acabei abandonando ela. Mas com esse novo álbum, eles pegaram a minha atenção e com certeza vai dar o que falar neste ano que se inicia.

Com inúmeras introduções, o álbum tem 18 faixas, e dessas a grande maioria traz a banda pesada, arrastada em certos momentos e rápidas noutros, com o batera mostrando um ótimo serviço, bem como o vocal potente de Green detonando. Além disso, certas passagens acústicas um tanto quanto “mórbidas”.

Destaques para “Moloko Mesto”, “We've Lost You” (que será o primeiro single/clipe do álbum, saindo daqui a pouco, além da banta tê-la tocado no Grammy Latino 2008). Além dessas, “What I Do!” é porrada na orelha, assim como “The Treatment” e “Forceful Behavior” (mais arrastada). Não decepcionam também “Enough Said” e “Paradox” que fecha o álbum.
Se você gosta de Sepultura vai gostar dessa nova ação da banda!

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Tracklist:
01. A-Lex I
02. Moloko Mesto
03. Filthy Rot
04. We've Lost You
05. What I Do!
06. A-Lex II
07. The Treatment
08. Metamorphosis
09. Sadistic Values
10. Forceful Behavior
11. Conform
12. A-Lex III
13. The Experiment
14. Strike
15. Enough Said
16. Ludwig Van
17. A-Lex IV
18. Paradox


Link (do site Musikfactory): http://rapidshare.com/files/172867066/Sepultura_-_2009_-_A-Lex_-_by_dahype_-_MusikFactory.rar

domingo, 4 de janeiro de 2009

Uma Nova Cruzada Para a Lenda Britânica Saxon

Saxon é uma banda inglesa importantíssima na história do Heavy Metal, afinal, junto com bandas como Samson e Iron Maiden, foi responsável pelo ressurgimento do Heavy Metal inglês, já que o país europeu estava vivendo uma fase mais punk rock, onde grupos mais pesados já não eram mais quistos nos pubs e bares da nação. Esse movimento ficou mundialmente conhecido como New Wave of British Heavy Metal, tendo como representante maior o Iron Maiden e se deu ao final da década de 70 e inicio da próxima.

Aliás, acredito que o Saxon só não alcançou toda a popularidade que a Donzela de Ferro por não haver investido tanto nos palcos e produções dos shows, além é claro de que os caras do Maiden logo logo estavam abrindo bandas como Kiss e Judas Priest, enquanto a banda que o Saxon pôde abrir logo no inicio dos anos 80 foi o Motorhead (que com certeza são gigantes, mas ainda com uma levada punk).

Mas enfim, a Saxon tem um papel importante e com certeza uma história com ótimos discos já nos seus primeiros anos após sua “fundação” em 1977, tendo como músicas clássicas “Cruzaders”, “Wheels of Steel” e “Dogs of War”. Atualmente a banda conta com Biff Byford (vocal), Paul Quinn (guitarra), Doug Scarratt (guitarra), Nibbs Carter (baixo) e Nigel Glockler (bateria) e lança seu novo álbum "Into The Labyrinth” no próximo dia 9 de janeiro na Alemanha, dia 12 no restante da Europa e no dia seguinte EUA e Canadá (por aqui nenhuma previsão).

Segundo o site da banda (http://www.saxon747.com/en/itl/), o álbum foi terminado nos estúdios da banda alemã Blind Guardian, sendo que o vocalista Biff Byford diz que o material foi escrito na sua casa na França e uma parte na Inglaterra.

São 13 faixas contando com o bônus para “Coming Home” que já estava presente no álbum “Killing Ground” (2001). Posso dizer que com certeza a banda ainda tem muito fôlego e nos traz um ótimo álbum, com uma balanço entre o Heavy Metal clássico e rápido e as levadas mais balanceadas e com toques de Blues, como a faixa “Slow Lane Blues”, com ótimos solos de guitarras e uma levada dançante.

Mas o maior destaque fica para a faixa que abre o disco, “Battalions Of Steel”. Não há palavras para descrever esse som, com certeza uma das melhores músicas que já ouvi da banda. Perfeita.

Logo em seguida temos a faixa do primeiro single (que pode ser baixado no site da banda) do álbum, “Live to Rock” (confira o vídeo clipe muito engraçado nesse link: http://br.youtube.com/watch?v=_Oi-rYH1L2k&eurl=http://whiplash.net/materias/news_880/081300-saxon.html). Sonzera com pegada hard rock, principalmente os riffs de guitarras e o refrão. Com certeza irá detonar nos shows. Aliás, a banda irá iniciar suas turnês tocando ao lado dos norte-americanos do Iced Earth, iniciando na França.

Outra grande canção é “Valley Of The Kings”, tão empolgante e com aquela atmosférica épica que a banda sabe fazer tão bem. Outros destaques ficam para “Protect Yourselves”, a balada do álbum. “Come Rock Of Ages (The Circle Is Complete)” vem fechar o album (com exceção dos bonus) da forma que abriu: com rapidez, refrão marcante, peso (com o batera detonando o pedal duplo).

O cenário Metal começa o ano muito bem com um lançamento desse porte, já nos fazendo esperar que a banda aporte pelo Brasil, já que há anos não realiza nenhum show no Brasil. Ótima pedida para começar o ano!

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Tracklist:

01.Battalions Of Steel
02.Live To Rock
03.Demon Sweeney Todd
04.The Letter
05.Valley Of The Kings
06.Slow Lane Blues
07.Crime Of Passion
08.Premonition in D Minor
09.Voice
10.Protect Yourselves
11.Hellcat
12.Come Rock Of Ages (The Circle Is Complete)
13.Coming Home (Bottleneck Version)

Link (do site Musikfactory): http://rapidshare.com/files/172231705/Saxon_-_2009_-_Into_The_Labyrinth-gym-rf47-mf.rar

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

Kamelot Celebra o Sucesso do Último Álbum


Confesso que quando conheci a Kamelot não imaginava que a banda fosse oriunda dos Estados Unidos, mais especificamente de Tampa, na Flórida. Apenas depois de um tempo descobri e me impressionei pelo fato, afinal não é sempre que uma banda que tem se consagrado dentro do cenário Metal (inclusive sendo a banda de Metal com canal próprio no Youtube mais acessada e ficando entre os 10 dos artistas em geral), tocando algo que poderíamos tentar definir como power-gótico-melódico (péssimo rótulo), um som que nos remete mais aos grupos do norte da Europa.

Mas enfim, a banda formada atualmente por Roy Khan (vocal), Thomas Youngblood (guitarra), Glenn Barry (baixo), Casey Grillo (bateria) e Oliver Palotai (teclado) completou 16 anos de estrada, tendo já oito álbuns de estúdio e 3 ao vivo (aliás a banda dá um show ao vivo literalmente), e este ano lançou seu último ao vivo, meio como uma forma de celebrar o sucesso do álbum “Ghost Opera” (2007), que embarcou alguns hits e vídeos muito acessados no Youtube. O álbum chama-se “Ghost Opera: The Second Coming” (2008) e traz 10 faixas ao vivo no seu segundo disco (o primeiro é uma edição especial de “Ghost Opera”) que é o que iremos falar aqui (gravação em Belgrado, marcando a primeira visita da banda no local), contendo principalmente os clássicos mais recentes da banda, mais 4 de estúdio. Vale lembrar também que quem mixa esse álbum é ninguém menos que Sascha Paeth.

Nessa faixas, a banda mostra a forma ao vivo já presente no seu DVD “One Cold Winter Night” (2006), inclusive repetindo a participação de Simone Simons (Épica) na faixa “The Hauting”, já um clássico dessa nova fase da banda. Do último disco a banda abre com a introdução “Solitaire” seguida pela faixa-título “Ghost Opera” (que mostrou ser ótima para puxar a galera para o clima do álbum), já emendam com outro hit do álbum, “The Human Stain” (inclusive com um dos vídeos mais interessantes da banda). Continuam com “Mourning Star, outra faixa de seu último disco. Dão grande ênfase também ao álbum“Black Halo”, com músicas como “March of Mephisto”, “When the Lights Are Down” e a bela “Abandoned”.

Mas talvez a melhor novidade para comemorar o atual sucesso da banda, inclusive com uma ótima passagem pelo Wacken Open Air deste ano sejam as músicas inéditas e a versão remix para “Rule The World” (que ficou interessante até certo ponto, não mudando muito da versão original).

Das novas faixas, “Season's End” é a primeira e é a típica balada da banda, bonita mas talvez ao vivo não fique tão legal. A próxima é “The Pendulous Fall” que é a melhor novidade de todo o cd, sendo uma faixa que parece ter sido tirada de alguns dos últimos discos, com o incrível vocal de Khan detonando, assim como em “Epilogue”, talvez a música mais marcante de todas essas novas gravações, lembrando músicas como “Dont You Cry” (do álbum “Karma” de 2003) e “Abandoned” (já citada antes).

Realmente a banda tem o que comemorar e esse lançamento é uma forma de fazer isso, pois não traz apenas uma edição especial, como presentes para os fãs enquanto o próximo disco de estúdio não sai. Os norte-americanos estão bem representados pelo Kamelot, com certeza.

Confira o canal da banda no Youtube: http://br.youtube.com/user/kamelotofficial?ob=4

Stay on the Road

Texto: EddieHead


Tracklist:

1.Solitaire
2.Ghost Opera
3.The Human Stain
4.Mourning Star
5.When the Lights Are Down
6.Abandoned
7.The Haunting
8.Memento Mori
9.Epilogue
10.March of Mephisto

Faixas de estúdio:

11.Season's End
12.Pendulous Fall
13.Epilogue
14.Rule the World [Remix]


Link (do blog Metal Eternity): http://www.4shared.com/file/61748912/e4175533/2008_-_Ghost_Opera_-_The_Second_Coming.html?dirPwdVerified=25b43b7f/

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

Clássicos: Walls of Jericho e os Primórdios do Metal Melódico


Já estava na hora de trazer para o Road To Metal algo sobre o álbum que é, para mim, os primórdios do que chamaremos de Metal Melódico. “Walls of Jericho” (1985) foi o primeiro álbum da banda alemã Helloween, que havia participado de uma compilação com outras bandas (que ganhariam destaque ao longo dos anos) como Rinning Wild e Hellhammer.

O EP (ou mini LP, como ficou conhecido) “Judas” trazia cinco faixas e hoje a Century Media relançou o clássico álbum de estréia tendo como bônus o tal EP.

A banda surgiu com Kai hansen (guitarras e vocais), Markus Grosskopf (baixo), Michael Weikath (guitarras) e Ingo Schwichtenberg (bateria), embora anos antes já existisse sem Weikath, mas usavam outros nomes para o grupo.

É com essa formação que gravam o primeiro álbum da sua história no meio da década de 80. Ele merece ser chamado de clássico por ser o registro primordial da banda que foi uma das fundadoras da base do Metal Melódico, embora nessa álbum tenhamos mais um som cravado num Power Metal (também um “tipo” de Metal ainda não tocado), afinal são inúmeros riffs rápidos e pesado (para a época), o vocal de Kai Hansen com certeza marcante, sem falar no restante do som e mesmo na temática das músicas.

Embora possua grandes faixas, hoje nenhuma música do álbum se fazem presentes na turnê da banda, que com certeza mudou completamente em todos esses anos, com as mudanças de formação principalmente. Aliás, vale ressaltar que após a saída de Hansen em 1989 a banda tomou rumos que muitas vezes não lembram a fase áurea que foi os anos 80.

O álbum abre com a introdução mais cantarolada nos shows de Metal que é a faixa-título. Ela só prepara o ouvinte para a paulada e surpreendente “Ride The sky”, um dos maiores clássicos da banda e que por anos fez parte do repertório do Gamma Ray, banda formada por Hansen após sua saída do Helloween. Não decepcionam também “Raptile” com Grosskopf se destacando. “Guardians” vem a seguir e é tão rápida quanto a segunda faixa do disco e traz Hansen detonando no refrão.

Mudando um pouco, a banda traz “Phantom of Death” que é destacada pelo dueto de solos e riffs dos guitarristas e a levada bem à lá Judas Priest. “Metal Invaders” vem quebrando tudo novamente e mostra a veia mais melódica do vocal de Hansen.

Chegamos a “Gorgar”, fantástica faixa e uma das melhores do disco, que traz o riff clássico (mais pro final da faixa) que Hansen tocará pra sempre nos shows assim como Weikath com o Helloween.

Chegando ao final desse clássico, temos um dos maiores hinos do Metal que é “Heavy Metal (is the Law), que inicia com uma gravação de pessoas num show. Com certeza uma das melhores músicas da banda e o segundo maior hit do álbum. Impossível não cantar junto uma música dessas. Perfeita e que mostra a quem a banda serve. A faixa final é “How Many Tears”, a música mais crítica do álbum (e bonita literalmente) e que foi a única dessa fase a ser gravada no ao vivo “Live in U.K.” já com Michel kiske nos vocais (Hansen após a turnê deste álbum de 1985 decidiu se dedicar apenas à guitarra, coisa que fez no inicio do Gamma Ray, mas acho que ele se convenceu de que tem uma voz única e que pode fazer duas coisas ao mesmo tempo).

Álbum que devemos ouvir lembrando a época e a fase da banda, não podendo ser muito comparado ao que os alemães estão tocando hoje em dia. Primórdio magistral, com toda certeza.

Stay on the Road

Texto:EddieHead

Walls of Jericho (1985)

Tracklist:

1. Walls of Jericho
2. Ride the Sky
3. Reptile
4. Guardians
5. Phantoms of Death
6. Metal Invaders
7. Gorgar
8. Heavy Metal (Is the Law)
9. How Many Tears

Link (do site Musikfactory): http://rapidshare.com/files/153428560/Helloween_-_1987_-_Walls_Of_Jericho_-_by_Skhrnykhsk_-_MusikFactory.rar

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

Motorizando o Rock’n Roll há mais de 30 anos



Há bandas que sempre esperamos, no mínimo, um álbum tão bom quanto os clássicos quando anunciam que material inédito está sendo produzido. O Motorhead, essa banda atualmente multinacional (cada um do trio é de um país diferente), há mais de 30 anos toca o rock’n roll mais pesado da história, afinal tem como líder desde metade da década de 70 Lemmy kilmister, ledária figura da história do rock de todos os tempos.

Em comemoração ao seu aniversário, no dia 24 deste mês, e devido ao lançamento de mais um petardo da carreira da banda, resolvemos falar um pouco sobre o mais novo álbum da banda, “Motorizer” (2008).

A banda que se consolidou com a formação tendo além de Lemmy nos baixos e vocais (sem iguais, com toda certeza), o guitarrista Phil Campbell e o baterista Mikkey Dee. Aliás, é com este último que a banda abre o álbum, com a rápida e pesada “Runaround Man”. É preciso dizer antes de continuar que esse é o 22º álbum de estúdio, e a banda, como fez em outros álbuns, não tocou só músicas rápidas ala clássicos da velocidade como “Ace of Spade” e “Overkill”. Mesclando um pouco, a banda veio em algumas canções com uma levada mais blues, que ficaram muito interessantes em músicas como “One Short Life” (muito legal, com um refrão grudento demais) e “The Thousand Names of God” (ótima também) que fecha o disco.

Mas claro que não poderiam faltar aquele som que pode ser chamado de motorizado, afinal o Motorhead foi pioneiro (com outras bandas fazendo um som parecido anos depois, como Nashville Pussy e mais atualmente Chrome Division). Com certeza “Rock Out” é a melhor e mais clássica faixa do disco (confira o videoclipe neste link:http://br.youtube.com/watch?v=v4b3MBkOx5k), sendo que até mesmo os caras da banda acham que ela se tornará um clássico, por ser “bem” Motorhead (em entrevista para a Roadie Crew). Além dessa, “Buried Alive” vem com uma pegada no baixo muito “Ace os Spade”, e com certeza uma das melhores do disco. “English Rose” foi uma mistura do som clássico da banda com uma levada mais blues, e para mim fica lado á lado com a já clássica “Rock Out”, com um refrão perfeito demais para não sairmos cantarolando por aí. Aliás, podemos conferir ao vivo a força do novo disco (embora eles toquem em média duas faixas novas nas turnês apenas) com a passagem da banda aqui pelo Brasil, com uma data em Goiânia no 12 de abril, Belo horizonte no dia
15, além de data no Recife no festival Abril Pro Rock em 17 de abril, em São Paulo no dia seguinte. Segundo o site http://whiplash.net/.

Vale falar que a banda a cada disco, com essa formação já não mais nova, tem feito com que o nome Motorhead seja respeitado no rock e no Heavy Metal e não poderíamos terminar esse ano de 2008 sem algum comentário, embora humilde, sobre esse clássico deste fim de década. Long Live For Rock’n Roll...’cause Motorhead Lives.

Stay on the Road

Texto: EddieHead



Tracklist:

01. Runaround Man
02. Teach You How To Sing The Blue
03. When The Eagle Screams
04. Rock Out
05. One Short Life
06. Buried Alive
07. English Rose
08. Back On The Chain
09. Heroes
10. Time Is Right
11. The Thousand Names Of God

Link (do site Musikfactory): http://rapidshare.com/files/176192118/Mth.2008.M.by_Skhrnykhsk_-_MusikFactory.rar

domingo, 21 de dezembro de 2008

Entrevista Com a Banda Gaúcha Excellence



O Road To Metal tem tentado abarcar da melhor forma possível o Heavy Metal, trazendo resenhas e comentários dos novos lançamentos, além de clássicos e de bandas que merecem uma matéria. Já conseguimos falar com algumas bandas, o que nos é uma grande honra. Porém, falar com essa banda gaúcha da cidade de Ijuí/RS tem um “algo mais”, afinal é um grupo próximo e que dessa região do interior do RS (com todos as conseqüências que se pode pensar) consegue fazer um Hard Rock e Heavy Metal muito bom, com vários shows, EP The Twilight (2006) e até mesmo um DVD de comemoração ao aniversário da banda em um teatro. Com certeza uma banda com visão, recebendo ótimas críticas da revista especializada Roadie Crew (confira no blog da banda abaixo).

Acompanhamos a banda há algum tempo e sabemos que todas as apresentações são um convite para “bangear” sem parar, com os caras tocando magistralmente clássicos do Iron Maiden, Scorpions, Whitesnake, Metallica, Kiss, AC/DC e por aí vai, além de composições próprias com uma pegada que mostra que não estão pra brincadeira.

Enfim, vamos à entrevista e você vai conhecer um pouco sobre a banda formada por Valterson Wottrich (vocal), Lucas Prauchner (guitarra), Robson Van der Ham (baixo) e Marcos Rigoli (bateria). Quem conversou com nós foi o Lucas, o Marcos e o Valterson e queremos agradecer por responderem às questões.

Stay on the Road


Road To Metal: Quais as influências mais marcantes da banda?

Lucas: Penso que as influências de um músico podem ser consideradas marcantes na medida em que ajudam na construção de sua própria personalidade musical. A meu ver, aquela tradicional relação de quatro ou cinco nomes para tentar definir a influência de um músico ou de uma banda peca pelo reducionismo. Particularmente, gosto de tantas coisas diferentes que me sinto até constrangido de tentar “eleger” os meus músicos/ grupos favoritos. Penso que toda a vivência de um músico exerce influência na sua maneira de tocar. Pra exemplificar vou usar o caso do nosso companheiro Marcos: a sua banda favorita é o Iron Maiden, seu estilo favorito é o heavy metal, entretanto é inegável o quanto a maneira de tocar dele foi influenciada pelos anos de experiência tocando em bandas de baile. Eu não vejo nada de errado em afirmar que o vaneirão, só para usar um exemplo, influenciou a maneira de tocar do Marcos tanto quanto o Iron Maiden (risos). Vejo isso como algo positivo porque evita que ele seja o “Marcos McBrain” (risos). Penso que a riqueza e diversidade de influências de um músico ou de uma banda é peça-chave para a construção de uma identidade, e é com satisfação que eu posso afirmar que a Excellence não procura copiar nenhuma de suas ditas influências.

Valterson: A influência musical não é oriunda só da música, mas da vida como um todo. Numerar ou nominar influências é como desmerecer tudo o que não for numerado ou nominado. Ao meu ver, é uma formalidade totalmente dispensável, além de induzir ao erro quem ouvir a banda. De repente quem ouve o CD vai ver elementos que conscientemente não nos influenciaram, mas inconscientemente estão muito presentes. Isso aumenta nosso leque de influências e, particularmente, acho que torna nossa música mais rica, nos tornando mais completos como “músicos”.

RTM: Como vocês escolhem as músicas que farão cover?

Lucas: Da maneira mais democrática possível. Todos trazem sugestões e coletivamente escolhemos o repertório, sempre tendo em mente o direcionamento da banda e a viabilidade técnica de tocar determinada canção. Penso que esta escolha tem de ser democrática porque no momento em que determinado integrante de determinada banda começa a querer impor o seu gosto particular na escolha do repertório, a coisa fica muito desagradável. E o pior é que esse tipo de problema é muito comum. Felizmente, com a formação atual da Excellence, escolher o repertório é algo muito tranqüilo. Outro ponto que comentei e que julgo importante é a banda ter os pés no chão na hora de avaliar a viabilidade técnica de se tocar certa música. Eu acharia muito legal se tocássemos Under a Glass Moon do Dream Theater, mas sei que não posso tocar ela satisfatoriamente. E aí eu não acho que seja construtivo você se propor a tocar muito mal uma música muito boa (risos).

RTM: Quais os lançamentos da banda? Sabemos que já possuem um DVD de uma apresentação. Poderia falar sobre ele?

Valterson: Lançamos o EP “The Twilight” e o DVD de aniversário da banda. A gravação do DVD surgiu como uma idéia quase megalomaníaca, mas que com a análise do projeto, vimos que era plenamente viável. Ao menos para malucos como nós. Digo que fomos malucos pela forma como o DVD foi feito. Como o orçamento era infinitamente limitado, não tivemos condições de gravar o áudio como é feita gravação de um CD ou DVD “normal”. O áudio não foi “maquiado”, mixado, masterizado em estúdio. O que você ouve no DVD é exatamente o que aconteceu no show. Não teve retoques ou correções feitas posteriores. Qualquer erro, fosse de vocal ou qualquer outro instrumento, dentro de uma música que estivesse razoável, sacrificava toda a música, uma vez que ela não poderia ser corrigida posteriormente em estúdio, pois tudo foi gravado em um único canal, em um único take. Se você fizer essa proposta pra qualquer banda, realmente poucas vão topar a parada. E as que toparem, muito menos ainda, vão ficar satisfeitas com o resultado. Nós ficamos plenamente satisfeitos com o resultado, lembrando que temos consciência das limitações do nosso DVD. Mas creio que seja um marco, pois imagino ser o primeiro DVD de uma banda underground da nossa região. Poucas bandas de porte mundial dariam “a cara para bater” como nós fizemos. Ouça gravações piratas do Iron Maiden, Metallica e bandas desse nível e você saberá do que estou falando, sem discutir a qualidade técnica destas bandas.

RTM: Numa das apresentações da banda tive a oportunidade de adquirir o EP “The Twilight” (inclusive autografado) (risos), e posso dizer que é uma bela gravação, com destaque para as músicas “Just Self-Brutality” e “Searching for a Better Life”, sem falar no ótimo cover da “The Final Countdown” da banda Europe. Poderiam falar sobre as músicas do disco, além de como foi o processo de gravação?

Valterson: Olha, minha entrada na banda foi bem interessante. Conhecia o pessoal há muito tempo e era fã da banda, integrava a comunidade do Orkut (fica o convite para o pessoal integrar a comunidade da banda Excellence) e fiquei sabendo que o vocalista anterior tinha saído. Foi criado um tópico, tipo “de brincadeira”, com pessoas se candidatando para a vaga de vocalista e eu me candidatei também. Mas eu estava falando sério. Passou um tempo o Lucas me mandou um e-mail pra saber se eu topava mesmo ser o vocalista da banda ou se estava brincando. Nesse momento virei um integrante da Excellence. Falei tudo isso porque, nesse momento, as guitarras, teclados e baterias do EP já estavam gravadas e a banda estava sem vocalista! O EP foi todo gravado aqui em Ijuí, nossa cidade (vale lembrar que também com seríssimas restrições orçamentárias), apesar de ter dado bastante trabalho (bastante mesmo), foi muito divertida a gravação, especialmente pra mim que estava começando a conviver mais com os integrantes da banda. Das músicas próprias, todas as letras são do Lucas e as músicas são da banda. A escolha do cover, foi pensado em uma música bacana, com um solo marcante de teclado, um ótimo solo de guitarra, uma levada bem legal, além de ser um clássico (acho que até minha vó já cantarolou aquela melodia da introdução da música). Pensamos em fazer, na nossa versão, ela soar um pouco mais pesada, com guitarras mais agressivas e uma levada mais pesada. Acho que o EP foi o primeiro grande passo para o tão sonhado CD, que esperamos poder gravar em breve. Já temos novas composições para isso. Esperamos poder gravá-lo logo. Temos a expectativa de que vá ficar bem legal.

RTM: Qual a receptividade da cena Metal com esses lançamentos?

Lucas: Particularmente, penso que a cena metal tem recebido muito bem o trabalho da banda, embora, a meu ver, não sejamos exatamente uma banda de metal.

RTM:Ao vivo, como vocês pensam que clássicos do Metal soam quando tocado por vocês?

Lucas: Sempre buscamos fazer o melhor que podemos, mas sabemos perfeitamente de nossas limitações. Nossa auto-análise sempre foi crítica e honesta. Percebemos pontos positivos e negativos no nosso trabalho, e estamos sempre tentando melhorar. Como diria o Chaves, não é uma coisa que se diga “supimpa, que banda mais boa”, mas por enquanto é o que podemos fazer (risos).

RTM: Nos shows da banda, o que foi mais marcante para vocês?

Marcos: O público, com toda a certeza. É sempre muito bom tocar ao vivo, e somos uma banda de shows. É claro que gostamos de estar em estúdio gravando e compondo, mas nosso ponto alto é o show. A energia positiva que é trocada entre a banda e o público é sem dúvida nenhuma o combustível que move a Excellence.
Valterson: Com certeza é essa receptividade. O som que gostamos é esse. Temos nossos projetos paralelos, onde tocamos músicas mais “acessíveis”, com outros propósitos, em outros cenários. Sabemos das dificuldades de tocar nosso estilo musical e das restrições do mercado, especialmente no interior do estado, mas fiquei arrepiado, quando na festa “Rock n Roll All Night”, vi uma galera considerável cantando o refrão de “The Twilight”. Trabalho com música há quase de 22 anos e posso dizer que foi umas das maiores satisfações musicais que tive.

RTM: Como vocês conseguem contatos para tocar em outras cidades?

Marcos: No momento, ou, até o momento (risos), na base do “hey, temos uma banda, gostariam de ouvir nosso material para posteriormente fazermos um show?”

RTM: O que vocês pensam sobre a cena Rock e Metal do estado gaúcho?

Marcos: Nunca foi tão fácil, em termos de divulgação e acesso à informação, para se formar uma banda. Acho que tá legal a cena, é claro, todos têm seu espaço, o difícil é conquistar esse espaço. Fazer shows também é um dos problemas, pois principalmente no interior, não existem lugares para apresentações, e acaba acontecendo das bandas terem que “inventar” shows para poderem se apresentar ao público. Mas apesar de tudo isso, a Excellence segue firme no seu propósito, afinal, é o que a gente realmente gosta de fazer.

Lucas: E vamos continuar, mesmo que a vizinhança lá de casa implore pra que a gente pare (risos). Brincadeira, eles adoram os ensaios (risos).

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