quinta-feira, 28 de maio de 2026

Foice: "a música tem que ser marcante, não passageira"

Entrevista por: Renato Sanson


Direto do underground gaúcho, a Foice vem carregando o peso do Death Metal com riffs brutais, agressividade e identidade própria. Hoje vamos trocar uma ideia sobre a trajetória da banda, influências, som extremo e os caminhos do Metal pesado no sul do Brasil.

“Chapter. 1” marcou a estreia oficial da Foice. Como foi o processo de composição e gravação desse primeiro material?

O processo de composição ocorreu de maneira fluída, baseado no que estávamos vivendo naquele momento, por isso o nomeamos como Chapter. 1, um começo de algo que visualizamos para o futuro.

Buscamos desde o início uma identidade inspirada nas bandas de Death Metal old school, desde a infância nós já tínhamos o costume de nos reunir para compor e improvisar algo que quiséssemos passar, então a parte instrumental ocorreu naturalmente, acreditamos que isso vem do fato de sermos irmãos. As gravações do EP foram feitas no nosso estúdio, guitarras, baixo, vocais, mixagem e masterização, a parte da captação de bateria foi feita no estúdio Bokada, pelo nosso amigo, Marcelo Rubira. A capa do EP também foi feita por nós, juntando os elementos que definem a banda.

 O EP tem uma identidade muito forte entre o Death Metal old school e momentos mais técnicos. Quais bandas vocês consideram suas principais influências?

Algumas das nossas influências são: Cannibal Corpse, Obituary, Dying Fetus, Death, Entombed e não podemos deixar de citar nossos amigos, e conterrâneos, Postmortem.

A cena extrema gaúcha sempre teve bandas importantes e uma personalidade própria. Como vocês enxergam a cena atual de Pelotas e do Rio Grande do Sul?

Depois da pandemia de Covid-19, muitas das bandas pelotenses, acabaram se desfazendo, mas a cena segue, porquê sempre surgem bandas novas, a cena do Rio grande do Sul, atualmente tem grandes nomes que levam bem o nome do Death Metal como: Krisiun, Rebaellium, e também membros gaúchos de outras bandas como a Luana Dametto que toca na Crypta e o Maurício Weimar que mesmo que hoje não esteja em alguma banda, é gaúcho e uma grande influência para bateristas do mundo todo.

O som de vocês lembra bastante aquela atmosfera do Death Metal da Flórida do fim dos anos 80/início dos 90. O que mais chama atenção de vocês dessa época do metal extremo?

Gostamos porquê quando tocavam parecia que era para descarregar toda a raiva acumulada, um som cru e pesado, como um soco na boca.

Apesar da agressividade, o EP também mostra bastante preocupação técnica e estrutural nas músicas. Isso surge naturalmente nas composições ou é algo pensado pela banda?

As ideias surgem naturalmente, costumamos fazer ensaios que duram o dia inteiro, ao mesmo tempo que gostamos de fazer coisas mais técnicas, acreditamos que a música deve ser marcante e não algo passageiro.

Como tem sido a recepção do público ao “Chapter. 1” desde o lançamento? Teve algum retorno que surpreendeu vocês?

O EP foi muito bem recebido, já recebemos vários convites para tocar em festivais, ainda esse ano começaremos os shows.

Vocês já estão trabalhando em material novo. O que podemos esperar dessa próxima fase? Vai seguir a mesma linha ou teremos mudanças sonoras?

Sim, estamos trabalhando no nosso primeiro álbum, vocês podem esperar mais técnica velocidade, peso e muito blast beat.

Para finalizar: qual é o objetivo da Foice dentro do underground brasileiro hoje? Até onde vocês querem levar esse projeto?

Dentro do underground, a nossa vontade é de tocar no máximo de lugares possíveis, conhecer mais bandas e espalhar nosso Death Metal, queremos levar o projeto o mais longe possível, se conseguirmos levar até a lua, nós levaremos (risos).

 

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