Entrevista por: Renato Sanson
Direto do underground gaúcho, a Foice vem carregando o peso do Death Metal com riffs brutais, agressividade e identidade própria. Hoje vamos trocar uma ideia sobre a trajetória da banda, influências, som extremo e os caminhos do Metal pesado no sul do Brasil.
“Chapter. 1” marcou a estreia oficial da Foice. Como foi o processo de composição e gravação desse primeiro material?
O
processo de composição ocorreu de maneira fluída, baseado no que estávamos
vivendo naquele momento, por isso o nomeamos como Chapter. 1, um começo de algo
que visualizamos para o futuro.
Buscamos
desde o início uma identidade inspirada nas bandas de Death Metal old school,
desde a infância nós já tínhamos o costume de nos reunir para compor e
improvisar algo que quiséssemos passar, então a parte instrumental ocorreu
naturalmente, acreditamos que isso vem do fato de sermos irmãos. As gravações
do EP foram feitas no nosso estúdio, guitarras, baixo, vocais, mixagem e
masterização, a parte da captação de bateria foi feita no estúdio Bokada, pelo
nosso amigo, Marcelo Rubira. A capa do EP também foi feita por nós, juntando os
elementos que definem a banda.
O EP tem uma identidade muito forte entre o Death Metal old school e momentos mais técnicos. Quais bandas vocês consideram suas principais influências?
Algumas
das nossas influências são: Cannibal Corpse, Obituary, Dying Fetus, Death,
Entombed e não podemos deixar de citar nossos amigos, e conterrâneos,
Postmortem.
A cena extrema gaúcha sempre teve bandas
importantes e uma personalidade própria. Como vocês enxergam a cena atual de
Pelotas e do Rio Grande do Sul?
Depois
da pandemia de Covid-19, muitas das bandas pelotenses, acabaram se desfazendo,
mas a cena segue, porquê sempre surgem bandas novas, a cena do Rio grande do
Sul, atualmente tem grandes nomes que levam bem o nome do Death Metal como:
Krisiun, Rebaellium, e também membros gaúchos de outras bandas como a Luana
Dametto que toca na Crypta e o Maurício Weimar que mesmo que hoje não esteja em
alguma banda, é gaúcho e uma grande influência para bateristas do mundo todo.
O som de vocês lembra bastante aquela atmosfera do Death Metal da Flórida do fim dos anos 80/início dos 90. O que mais chama atenção de vocês dessa época do metal extremo?
Gostamos
porquê quando tocavam parecia que era para descarregar toda a raiva acumulada,
um som cru e pesado, como um soco na boca.
Apesar da agressividade, o EP também mostra
bastante preocupação técnica e estrutural nas músicas. Isso surge naturalmente
nas composições ou é algo pensado pela banda?
As
ideias surgem naturalmente, costumamos fazer ensaios que duram o dia inteiro,
ao mesmo tempo que gostamos de fazer coisas mais técnicas, acreditamos que a
música deve ser marcante e não algo passageiro.
Como tem sido a recepção do público ao “Chapter. 1” desde o lançamento? Teve algum retorno que surpreendeu vocês?
O EP
foi muito bem recebido, já recebemos vários convites para tocar em festivais,
ainda esse ano começaremos os shows.
Vocês já estão trabalhando em material
novo. O que podemos esperar dessa próxima fase? Vai seguir a mesma linha ou
teremos mudanças sonoras?
Sim,
estamos trabalhando no nosso primeiro álbum, vocês podem esperar mais técnica
velocidade, peso e muito blast beat.
Para finalizar: qual é o objetivo da Foice dentro do underground brasileiro hoje? Até onde vocês querem levar esse projeto?
Dentro do underground, a nossa vontade é de tocar no máximo de
lugares possíveis, conhecer mais bandas e espalhar nosso Death Metal, queremos
levar o projeto o mais longe possível, se conseguirmos levar até a lua, nós
levaremos (risos).

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