Após três anos sem pisar em solo brasileiro, o In Flames retorna como um dos headliners do Bangers Open Air. A fim de aproveitar a passagem, os suecos agendaram igualmente uma série de apresentações solo para divulgar seu último álbum, Foregone, de 2023, com duas datas em São Paulo e uma em Curitiba.
Com uma carreira plenamente consolidada, o grupo é considerado um dos pilares que definiram os tropos do Gothenburg Sound, a icônica mescla de Death Metal com elementos melódicos. Diferentemente de outros conterrâneos, eles jamais tiveram medo de arriscar; ao longo dos anos, adotaram um caminho artístico mais alternativo, optando por uma produção límpida e moderna, somando vocais limpos a batidas eletrônicas, sem jamais negligenciar o peso e a melodia. Talvez seja por essa razão que o último trabalho funcione tão bem, buscando um retorno às raízes sem renegar toda a sua trajetória de experimentações.
A abertura ficou sob a responsabilidade do Throw To The Wolves, banda paulista que busca espaço para difundir também seu death metal melódico. Pontualmente no palco às 20h, os "lobinhos" (como se autodenominam) tinham a árdua tarefa de animar o público paulista em uma noite de quinta-feira.
Com a casa ainda recepcionando os espectadores, o show ocorreu para uma pequena e mansa alcateia, termo utilizado por eles para designar os fãs. Apesar disso, entregaram uma performance muito profissional e consistente para os presentes.
Cerca de meia hora depois, foi o momento de a atração principal subir ao palco. Devido à semana repleta de eventos em São Paulo, os entusiastas do metal precisaram realizar escolhas. Compareceu um público relativamente moderado, o qual, entretanto, agitou e se fez ouvir desde o início da apresentação com a clássica Pinball Map, fazendo os admiradores da fase inicial sorrirem de orelha a orelha.
No decorrer da noite, foram apresentadas composições pesadas de várias épocas, focando sobretudo nas mais recentes. Tal foco não representou um problema, visto que, em Deliver Us, a plateia cantou como se fosse a última oportunidade de vê-los ao vivo; já em State of Slow Decay, faixa do disco mais atual, o coro e os mosh pits confirmaram seu status de clássica. O ápice foi a trinca composta por Cloud Connected, Trigger (ambas do Reroute to Remain, obra que dividiu opiniões por trazer elementos novos) e Only for the Weak, da fase mais tradicional. O bloco tirou o fôlego de todos, levando ao bate cabeça enquanto entoaram a silaba de cada canção.
Vale ressaltar que a performance foi impecável; os veteranos Anders Fridén (vocais) e Björn Gelotte (guitarra) esbanjam presença e carisma. Eles brincam e dialogam com os fãs durante todo o set. Além disso, elogiaram muito o Brasil e agradeceram pelo imenso carinho dos brasileiros. Com o espetáculo se aproximando do fim, a energia diminuiu levemente, apenas para explodir novamente na derradeira canção, Take This Life, encerrando com chave de ouro uma excelente passagem dos suecos.
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