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segunda-feira, 18 de maio de 2026

Cobertura de Show: Bangers Open Air – 26/04/2026 – Memorial da América Latina/SP

O segundo e último dia, domingo, chegou prometendo tanto quanto o primeiro, ou seja, muita gente para prestigiar mais 12 horas dos mais diferentes estilos dentro do metal, além de um sol forte como sempre, sem ameaças de chuva. Para quem chegou mais cedo, felizmente não houve problemas para entrar, conseguindo assistir às primeiras atrações do Ice e do Sun sem maiores transtornos. Ponto para os organizadores que, após as reclamações do dia anterior, decidiram liberar a entrada do público geral mais cedo.

Dessa vez, não consegui ter muito tempo para conferir as feiras e outras atrações que o festival oferece, como a feira geek, de tatuagem e gastronômica, nem mesmo a tão disputada signing session, com destaque para a do Within Temptation, onde a simpática e super receptiva Sharon den Adel fez questão de atender todos que não conseguiram pegar senha.

Outra coisa legal é ver a molecada – que até certa idade não paga – curtindo os shows ao lado de seus pais. E havia muitas presentes, ainda bem, pois é sinal de que o estilo estará mais vivo do que nunca daqui a alguns anos.

Infelizmente, eu, Gabriel Arruda, não consegui ver os piratas do Visions of Atlantis devido a problemas com o transporte público para chegar ao local do festival. Por sorte, consegui pegar os momentos finais dos alemães do Primal Fear, que sempre dão uma aula de como fazer um show de heavy metal. O destaque sempre vai para o excelente Ralf Scheepers, com seus incríveis agudos, e para Thalía Bellazecca, que vem assumindo muito bem o posto de guitarrista ao lado de Magnus Karlsson não só pela sua competência, mas também por ser uma das poucas mulheres negras dentro do estilo. Que, através dela, isso possa mudar. Mais uma vez não tivemos a presença do Matt Sinner devido a um acidente na sua perna. Dirk Schlächter, do Gamma Ray, acabou assumindo a missão. 

NEVERMORE HONRA O LEGADO DE WARREL DANE EM APRESENTAÇÃO MEMORÁVEL

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

Depois de alguns minutos, era vez de pular para o palco Ice para ver um dos shows mais aguardados desta quarta edição. Jamais imaginaria que o Nevermore fosse retomar as atividades por conta da ausência de Warrel Dane, um de seus fundadores, falecido em 2017, e do baixista James Sheppard, que se aposentou há alguns anos.

Com prós e contras – mais prós, ainda bem – o guitarrista Jeff Loomis, junto com o baterista Van Williams, os únicos da formação original, decidiu voltar com uma nova formação para honrar o legado da banda, que foi muito importante no metal no final dos anos 90 e início dos anos 2000. Esse retorno também permite conquistar uma nova geração de fãs e se apresentar para aqueles que nunca tiveram a oportunidade de ver a banda no passado, como foi o caso de muitas pessoas que estiveram no Bangers e também no side show, que aconteceu dois dias depois no Carioca Club. Vale lembrar que a banda já havia tido uma experiência em festivais no Brasil, se apresentando no extinto Live 'n Louder, em 2006. Ou seja, sabiam bem o que fazer.

Logo na abertura com Narcosynthesis, que também abre o estupendo Dead Heart in a Dead World (2000), já mostravam que não estavam para brincadeira. A banda estava muito bem ensaiada: Jeff – ao lado do jovem Jack Cattor – despejava riffs esmagadores, enquanto Van Williams, junto ao baixista Semir Özerkan, mantinha a versatilidade rítmica intacta. E, claro, o vocalista Berzan Önen mostrou que vem sendo a escolha certa para assumir o posto do saudoso Warrel, conseguindo emular suas características, mas também apresentando sua própria personalidade.

Por ser um festival, onde os shows são mais curtos e cronometrados, a banda precisou escolher bem as músicas do setlist. Mesmo com pouco tempo, fizeram bonito. Trouxeram músicas do This Godless Endeavor (1999), como My Acid Words e Born, tocadas mais para o final e grandes destaques do show. Até mesmo o pouco lembrado Enemies of Reality (2003) marcou presença com a faixa-título. No entanto, foram as músicas de Dead Heart in a Dead World (2000) que mais empolgaram os fãs: além de Narcosynthesis, vieram The River Dragon Has Come, Inside Four Walls e Engines of Hate, mostrando que o quinteto de Seattle ainda tem muito a oferecer. Sem dúvidas, um dos melhores shows do dia, fazendo valer a pena a espera.

EXPLOSÃO MODERNA SOB O SOL: AMARANTHE ENTREGA ENERGIA E CONEXÃO NO BANGERS OPEN AIR 2026 

Texto: Michelle F. Santana

Fotos: Edu Lawless

Sob um sol escaldante de aproximadamente 30 °C, às 15h em ponto no Hot Stage, o Amaranthe transformou a tarde do segundo dia de Bangers Open Air em um verdadeiro espetáculo de energia e intensidade. Formada em 2008, na Suécia, a banda se consolidou como um dos nomes mais marcantes do metal moderno, apostando em uma proposta pouco convencional: três vocalistas dividindo o protagonismo, Elize Ryd nos vocais limpos, Nils Molin também no limpo e Mikael Sehlin trazendo o peso gutural. Essa combinação, que poderia soar arriscada, ao vivo se mostra extremamente coesa e poderosa. Mesmo sob condições adversas, a banda entregou presença de palco impecável, performance carregada de paixão, conexão e explosão.

Conhecida por transitar entre diferentes vertentes sonoras, Amaranthe encontrou um público completamente entregue, diverso em idade, mas harmônico na intensidade. Era possível ver fãs cantando cada faixa com entusiasmo, transformando o show em uma experiência coletiva. A abertura já veio como um impacto direto, com “Fearless”, “Viral” e “Digital World” levando o público ao limite da euforia. No meio desse turbilhão, “Amaranthine” surgiu como um respiro emocional, delicada, luminosa, arrancando um coro forte e carregado de sentimento. No palco, Elize se mostrou extremamente carinhosa e conectada com o público, enquanto Nils trouxe uma energia visceral e Mikael sustentou o peso com brutalidade precisa, criando um equilíbrio que define a identidade da banda.

Com qualidade sonora consistente e vocais impecáveis, o Amaranthe entregou um show que alterna entre o intenso e o sensível, muito impulsionado pela suavidade e brilho da voz de Elize. Em sua segunda passagem pelo Brasil, a banda deixou claro que não veio para ser passageira. Ao contrário, reforçou sua força dentro do metal contemporâneo, mostrando que o gênero segue evoluindo, conquistando espaço e quebrando barreiras. Foi um show marcante, daqueles que não apenas entretêm, mas ficam, pulsando na memória de quem esteve ali, sob o mesmo sol, vivendo o espetáculo.

WINGER SE DESPEDE DO BRASIL COM SHOW CARREGADO DE CLÁSSICOS

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

A tarde foi reservada para as bandas de hard rock. Em comparação às edições anteriores, este ano contou com a presença de poucas bandas do gênero, mas que acertaram na escolha, mesmo com essa “minimalização". Infelizmente, não foi possível assistir a todo o show dos suecos do Crazy Lixx, já que o Winger tocou praticamente no mesmo horário, o que gerou muitas reclamações por parte dos fãs que curtem ambas as bandas. Por conta da longa espera e, muito provavelmente, por ser a última chance de vê-los ao vivo no Brasil, muitos optaram pelo Winger, o que já era esperado.

Kip Winger, que dispensa apresentações, junto com os renomados Reb Beach (guitarra), Paul Taylor (teclado/guitarra), Rod Morgenstein (bateria) e o recém-chegado Howie Simon (guitarra), mostraram que a banda resistiu ao tempo, mesmo enfrentando certa rejeição e chacota — vide o caso da animação Beavis and Butt-Head e o famoso episódio do dardo arremessado por Lars Ulrich, baterista do Metallica, na foto de Kip.

Mesmo sem ter ensaiado e com pequenos problemas técnicos no início – que deixaram Kip e Reb visivelmente irritados – a banda conseguiu conquistar não só os fãs devotos, mas também aqueles que não são tão familiarizados com o grupo e passaram a apreciá-lo depois do que viram, contribuindo para tornar o show (repleto de clássicos) ainda melhor. E clássicos é o que não faltou. O setlist foi concentrado no primeiro álbum, homônimo, e no "In the Heart of the Young" (1990), com músicas como Seventeen, Can’t Get Enough, Miles Away, Rainbow in the Rose, Time to Surrender, Headed for a Heartbreak, Easy Come Easy Go e Madalaine. Do Pull (1993), apenas Down Incognito marcou presença, além de Stick the Knife In and Twist, do recente Seven (2023), que abriu o show de forma tímida. Uma pena a banda decidir encerrar as atividades, pois ainda se mostra em plena forma.

SMITH/KOTZEN TRANSFORMA ESTREIA EM UM DOS GRANDES MOMENTOS DO BANGERS OPEN AIR

Texto: Gabriel Arruda

Fotos: Edu Lawless

O penúltimo show do palco Ice foi um dos mais aguardados desde o anúncio, principalmente por se tratar de uma estreia. Estou falando, é claro, do Smith/Kotzen, talvez o melhor duo surgido nos últimos anos. Quem, em sã consciência, imaginaria Ritchie Kotzen ao lado do grande Adrian Smith, do Iron Maiden, criando um projeto que unisse suas influências em comum. O resultado foi um excelente disco de estreia, lançado durante a pandemia, que traz fortes influências do hard rock setentista e do blues, ou seja, um classic rock de primeira, que ao vivo soa ainda melhor. 

O mais interessante é ver que os dois, ao lado dos brasileiros Bruno Valverde (bateria) e Julia Lage (baixo), não seguem um protocolo rígido no palco. É simplesmente uma banda tocando como se estivesse em um ensaio: fazendo jams, trocando sorrisos e olhares de forma espontânea, como em um show intimista. Outro destaque é o lado vocal do Adrian, que surpreende com um timbre muito marcante. Já Bruno e Julia impressionam pela energia e maestria, reforçando ainda mais o peso e a qualidade da banda com toda a experiência que carregam.

O setlist não trouxe muitas surpresas, apesar do mistério criado por Bruno e Julia em entrevista aqui na Road To Metal. Ainda assim, músicas como Life Unchained, Black Light e Blindsided se destacaram logo de cara, ao lado de Taking My Chances e Darkside, que conta com um solo maravilhoso de Adrian. Got a Hold on Me, um hard/blues fulminante, também empolgou o público.  Por mais previsível que fosse, Wasted Years, composição de Adrian no Iron Maiden, marcou presença no set. E, no fim das contas, tinha que ser ela para encerrar um dos melhores shows do dia.

ENTRE NOSTALGIA E INTENSIDADE: WITHIN TEMPTATION TRANSFORMA O BANGERS OPEN AIR 2026 EM UM ESPETÁCULO EMOCIONAL



No segundo dia de festival, pontualmente às 18h25, no Ice Stage do Bangers Open Air 2026, o Within Temptation subiu ao palco e fez mais do que um show, construiu uma experiência emocional que atravessou gerações. Formada em 1995, na Holanda, e liderada pela icônica Sharon den Adel, a banda entregou um setlist profundamente nostálgico, costurando diferentes fases da carreira com precisão e sensibilidade. A abertura com “Go to War”, faixa do álbum Bleed Out (2023) que curiosamente ficou de fora da última passagem pelo Brasil, já indicava o tom da apresentação. Em seguida, clássicos como “The Howling”, “Stand My Ground” e “Bleed Out” incendiou o público, que se entregou a um coro potente, guiado pela voz lírica de Sharon em contraste com o peso das guitarras. Em “Ritual”, Sharon dedicou às mulheres, a banda reforçou sua mensagem de empoderamento, ecoando forte em uma plateia diversa e conectada.

Sharon brilhou com uma presença magnética, com suas danças, conduzindo o público com naturalidade e emoção. Na primeira metade do show, sua voz parecia guardar força, como se preparasse o terreno para o que viria e veio. Após mencionar o calor intenso, mesmo no início da noite, a apresentação ganhou outra dimensão a partir de “In the Middle of the Night” e “Forsaken”, elevando a energia a um nível quase catártico. A inclusão de “Paradise (What About Us?)”, eternizada na colaboração com Tarja Turunen, intensificou ainda mais o clima épico. Era impossível não notar a quantidade de fãs vestindo camisetas da banda pelo festival, um reflexo claro de sua relevância e conexão com o público ao longo dos anos.

Na reta final, o Within Temptation transformou emoção em memória viva com as músicas “Ice Queen” e "Mother Earth", que em um dos momentos mais simbólicos do show, Sharon dedicou “Mother Earth” ao Brasil, destacando o país como uma nação de riquezas naturais imensas, o que deu à música um peso emocional ainda maior ao vivo, trouxe lágrimas e um coro carregado de nostalgia, reafirmando o impacto duradouro da banda. Mais do que técnica impecável, o grupo entrega significado: suas músicas transitam entre o íntimo e o político, denunciando mazelas do mundo enquanto criam um espaço de pertencimento. O resultado foi um espetáculo intenso, diverso e profundamente humano um daqueles momentos que ultrapassam o palco e se instalam na memória de quem esteve presente. Within Temptation não é apenas uma banda; é parte da história afetiva de seus fãs. E, naquela noite, escreveu mais um capítulo inesquecível.


COM UMA REUNIÃO HISTÓRICA, ANGRA ENTREGA O SHOW MAIS SIMBÓLICO DE SUA CARREIRA


Enfim, chegamos ao último show do dia. Normalmente, em festivais grandes como o Bangers, uma banda internacional de grande porte é escolhida como headliner. Para a surpresa de muita gente, o Angra foi o nome escolhido para encerrar essa quarta edição. Mas não seria um show comum, como os fãs estão acostumados a ver. Na ocasião, a organização, junto com o management da banda, idealizou uma reunião histórica: Edu Falaschi (vocal), Kiko Loureiro (guitarra) e Aquiles Priester (bateria) se juntaram aos remanescentes Rafael Bittencourt e Felipe Andreoli para um encontro que muitos, como eu, achava improvável. Além disso, o show marcou o encerramento de um ciclo e o início de outro, com a saída de Fabio Lione e a entrada de Alírio Netto como seu substituto.

Tudo aconteceu conforme prometido, até mais. O show passeou por todas as fases da banda ao longo de seus 35 anos, com uma produção de palco surpreendente com pirotecnia e uma passarela que aproximava ainda mais os músicos do público. Nesse quesito, foi, sem dúvida, a melhor experiência visual ao vivo da história da banda.

Mesmo com pouco tempo de ensaio, todos entregaram o máximo de seu potencial — com destaque para Bruno, que ensaiou apenas uma vez devido à sua agenda com o projeto Smith/Kotzen. Apesar do nervosismo, Alírio fez uma boa estreia ao cantar músicas da fase do saudoso Andre Matos, começando por Nothing to Say e Angels Cry, demonstrando personalidade e competência. Impressiona não só sua presença de palco — muito influenciada por sua experiência no teatro —, mas também sua coragem. Após muito tempo fora do repertório, “Wuthering Heights” voltou ao set sem depender de convidados, mostrando que ele está pronto para encarar esse desafio.

Era visível a emoção de Alírio durante o show. Vale lembrar que ele quase integrou a banda no passado, após a saída de Edu Falaschi. Esse sentimento ajudou a encerrar o primeiro ato com Carolina IV, do Holy Land (1996), e que não era executada há bastante tempo. Ainda sobre esse primeiro ato, tivemos a última participação de Fabio Lione como vocalista do Angra, interpretando Tides of Changes (Part I & II), Lisbon e Vida Seca. No entanto, sua participação poderia ter sido mais extensa, incluindo mais músicas de sua fase. Fica a impressão de que houve certo desconforto: o volume de seu microfone parecia mais baixo em comparação ao de Alírio e Edu. Ainda assim, o Mago, como é conhecido, mostrou por que é uma força da natureza, superando qualquer adversidade com sua performance consistente. Segundo relatos de amigos que estavam presentes, Fabio não permaneceu no palco durante todo o restante do show, preferindo ficar no meio do público, tirando fotos e aproveitando o momento, retornando apenas no final – o que pode ajudar a explicar essa percepção.

O segundo e principal ato do show foi o mais comemorado da noite. Afinal, depois de dezenove anos, Rafael, Felipe, Kiko, Edu e Aquiles estavam ali juntos novamente. Não importavam deslizes, erros ou mesmo ausências – o que realmente importava era que todos estavam reunidos outra vez, em paz entre si e com os rancores do passado deixados de lado. Foi uma verdadeira reunião, como o próprio espetáculo se propõe, privilegiando os clássicos de Rebirth, que neste ano completa 25 anos. O público pôde celebrar músicas como Nova Era, Millennium Sun, Heroes of Sand, Acid Rain e a faixa-título, além de outros clássicos dessa fase, como Waiting Silence, Ego Painted Grey, a mais pop Bleeding Heart – embalada por um mar de luzes que parecia alcançar até a estação Barra Funda do metrô – e Spread Your Fire.

Já o terceiro e último ato começou de forma emocionante, com uma homenagem ao saudoso Andre Matos. Um vídeo foi exibido mostrando o vocalista na época em que ainda integrava a banda, durante um show no Japão, acompanhado da primeira parte de Silence and Distance, inicialmente executada de forma mecânica, antes de Alírio Netto e Edu Falaschi – que dividiram os vocais –, ao lado de Marcelo Barbosa, Kiko Loureiro, Rafael Bittencourt – protagonizando a primeira aparição do grupo com três guitarristas, algo muito aguardado pelos fãs –, Felipe Andreoli e Bruno Valverde darem continuidade à música. Ainda houve tempo para a formação Nova Era – como é conhecida o line-up responsável pelos álbuns Rebirth (2001), Temple of Shadows (2004) e Aurora Consurgens (2006) – retornar ao palco em Late Redemption, com Alírio dividindo os vocais novamente com Edu. A célebre Carry On, com todos reunidos no palco, encerrou um show que, mesmo antes de acontecer, já havia entrado para a história, deixando a expectativa de que essa reunião volte a acontecer mais vezes.


O Bangers Open Air vem, ano após ano, se consolidando como um dos principais festivais de música do país. Isso simboliza um sentimento de orgulho, pois o heavy metal segue mostrando seu devido valor em uma terra onde, muitas vezes, estilos mais fúteis recebem maior atenção.

Em especial nesta edição, tanto o público que acompanha o festival desde a primeira realização quanto aqueles que tiveram a oportunidade de vivenciar essa experiência pela primeira vez demonstraram um apoio incomensurável. Afinal, esta quarta edição foi uma das mais difíceis de ser realizada devido a algumas baixas na organização, mas, felizmente, resistiu a todas as adversidades graças ao apoio massivo do público, que compareceu em peso nos dois dias e quase levou o festival ao sold out, algo inédito em relação às edições anteriores.

Agora, resta a expectativa e a ansiedade para 2027, que certamente promete ser novamente uma experiência memorável para os fãs de música pesada.


Realização: Bangers Open Air

Press: Agência Taga


Nevermore – setlist:

Narcosynthesis

Enemies of Reality

The River Dragon Has Come

Beyond Within

Inside Four Walls

Engines of Hate

My Acid Words

Born


Amaranthe – setlist:

Fearless

Viral

Digital World

Damnation Flame

Maximize

Strong

PvP

The Catalyst

Chaos Theory

Amaranthine

The Nexus

Call Out My Name

Archangel

That Song

Drop Dead Cynical


Winger – setlist:

Stick the Knife In and Twist

Seventeen

Can't Get Enuff

Down Incognito

Miles Away

Rainbow in the Rose

Time to Surrender

Headed for a Heartbreak

Easy Come Easy Go

Madalaine


Smith/Kotzen – setlist:

Life Unchained

Black Light

Wraith

Blindsided

Taking My Chances

Darkside

Got a Hold on Me


Within Temptation – setlist:

We Go to War

The Howling

Stand My Ground

Bleed Out

Ritual

In the Middle of the Night

The Heart of Everything

Faster

Wireless

Lost

Forsaken

Paradise (What About Us?)

Don't Pray for Me

Ice Queen

Mother Earth

White Noise

Scars

Running

Wasted Years


Angra – setlist:

Ato I

Nothing to Say

Angels Cry

Tide of Changes - Part I e Part II

Lisbon

Vida seca

Wuthering Heights

Carolina IV


Ato II

Nova Era

Waiting Silence

Millennium Sun

Heroes of Sand

Ego Painted Grey

Bleeding Heart

Spread Your Fire

Acid Rain

Rebirth


Ato III

Silence and Distance

Late Redemption

Carry On

sexta-feira, 27 de novembro de 2020

Amaranthe: Inovações Sutis e Fugindo do "Tradicional"

 


Quando o assunto é Amaranthe acho difícil alguém ser meio termo. Ou você gosta ou você odeia. Eu gosto e estava ansiosa pelo lançamento de “Manifest”, porque desde a divulgação dos primeiros singles eu criei uma expectativa de que esse álbum seria melhor do que seu antecessor, “Helix”, que para mim foi o álbum mais fraco da banda até o momento. 

Na primeira audição do álbum, até parece que não houve muita mudança sonora nesse trabalho, os vocais da Elize estão lá, os vocais masculinos limpos também estão, os guturais também, sem falar nas batidas eletrônicas marcantes desde o primeiro álbum. 

Mas ao ouvir uma segunda vez com um pouco mais de atenção, dá pra perceber os ingredientes que fizeram a diferença em “Manifest”, principalmente no que se diz respeito aos vocais masculinos, não só pela mudança de vocalista mas também porque nesse álbum eles ousaram um pouco mais. Se você gosta de músicas cativantes vai concordar comigo que “Fearless” foi uma ótima jogada para começar o álbum. Uma música rápida e com um refrão forte onde Elize Ryd, Henrik Englund Wilhelmsson e Nils Molin mostram grande entrosamento.


O ritmo diminui um pouco com “Make it Better”, com os típicos efeitos de sintetizador roubando a cena. “Scream my Name” dura apenas três minutos e três segundos, mas a energia cativante e agressiva ao mesmo tempo, me faz querer que essa música durasse muito mais. “Viral” foi um dos singles de divulgação pré-lançamento e possui um refrão grudento que faz jus ao seu título. 

Confesso que não tenho muito o que falar sobre “Adrenaline” que me soa como uma das mais previsíveis do álbum, mas não posso tirar o mérito do solo de guitarra que talvez seja o ponto mais forte dessa música.

 Em “Strong” os vocais masculinos tiram folga e dão espaço para a participação super especial de Noora Louhimo, vocalista do Battle Beast. O dueto soa muito agradável e a letra empoderadora é uma das minhas favoritas. A música “The Game” poderia facilmente ser trilha do anime sobre corridas de carro, “Initial D”, por ser animada e extremamente dançante, mas ao mesmo tempo pesada. 

Quando se fala em Amaranthe é impossível não pensar em suas lindas baladas, então aqui temos  “Crystalline” com Ryd dando um show a parte com seus vocais doces. Mas não é só isso, os vocais de Nils Molin parecem ter deixado a banda com uma cara um pouco mais Power Metal.

Eu não esperava que alguém pudesse substituir Jake E. tão bem ao ponto de aprimorar o som da banda. É difícil definir as músicas do Amaranthe sem as palavras “pesado e moderno” na mesma frase, mas o refrão de “Archangel” surpreende pois pra mim soa como um hard rock dos anos 80 só que mais pesado e acelerado. Se alguém gostaria de ver a banda sair da mesmice então ouça “BOOM!1”. Os vocais de Henrik Englund Wilhelmsson soam como em uma banda de Nu-Metal, um rap rápido e agressivo, chegando a lembrar os vocais de Jonathan Davis do Korn. 

Para mim a música “Die and Wake Up” é a que apresenta maior apelo pop nos vocais de Elize Ryd, mas a cada vez que menciono a palavra “Pop” para descrever Amaranthe não tome isso como negativo, pois se eles fossem somente uma banda Pop eles mereceriam um título de revolucionários assim como eles merecem ao serem descritos como uma banda de Metal. 

Embora a música “Do or Die” tenha sido divulgada anteriormente com a participação de Angela Gossow (ex - Arch Enemy e atual empresária da banda), na versão do álbum houve a substituição de Angela pelos membros masculinos da banda e Elize torna-se apenas uma coadjuvante.

“Manifest” é muito bom e entrou para o meu top 3 de álbuns favoritos da banda. Como eu disse anteriormente, as inovações são muito sutis, e eles mantiveram a sonoridade dos trabalhos anteriores.

Provavelmente a preocupação da banda seja maior em agradar os fãs atuais do que fisgar um novo público. Mas o principal para gostar dessa banda é ouvir com a mente aberta, pois eles estão longe de ser uma banda “tradicional”. E francamente, espero que eles nunca tentem. 

Texto: Raquel de Avelar

Banda: Amaranthe
Álbum: "Manifest" 2020
País: Suécia
Estilo: Modern Metal
Selo: Nucler Blast/Shinigami Records

Adquira o álbum na Shinigami

Site Oficial

Tracklist
1. Fearless
2. Make It Better
3. Scream My Name
4. Viral
5. Adrenaline
6. Strong (feat. Noora Louhimo)
7. The Game
8. Crystalline
9. Archangel
10. BOOM!
11. Wake Up And Die
12.  Do Or Die
13. 82nd All The Way (Bonus)
14.  Do Or Die (feat. Angela Gossow) (Bonus)
15.  Adrenalina (Acoustic) (Bonus)
16. Crystalline (Orchestral) (Bonus)    
  



terça-feira, 10 de setembro de 2013

Amaranthe: Consolidando Seu Nome no Modern Metal


Mesmo que sempre neguem, é evidente que para qualquer banda o segundo álbum é algo bastante complicado, pois depois de uma estreia gloriosa (como foi no caso do Amaranthe) a pressão sem dúvida se torna muito maior e, além disso, podem correr o risco de apenas copiar o CD de estreia.

Diante desse paradigma, a cena metálica recebe “The Nexus” (2013) de braços abertos e após a audição do mesmo posso dizer que este sem duvida é o mais maduro e forte CD dessa ascendente banda que já abandonou o rótulo de projeto.

Elize Ryd, conhecida também pelos trabalhos com Kamelot e Avalon, nova musa do Metal

Antes de tudo, vale dizer que nesse lançamento temos algo para nos orgulhar já que o trabalho gráfico do álbum foi feito pelo brasileiro Gustavo Sazes, além do belo encarte vale dizer que a produção e masterização  do CD são de um capricho e um acabamento único, o que já é marca registrada deles.

Os suecos abrem esse novo trabalho com “Afterlife", música que poderia muito bem estar no CD de estreia e já deixa os fãs aliviados, afinal de contas, a fórmula e a essência do grupo se manteve, ou seja, aquele dinamismo entre os três vocalistas Jake E  (vocais limpos),  Elize Ryd (vocal feminino) e Andy Solvestrom (vocal gutural) está intacta, sendo visível uma preocupação da banda em mostrar o potencial de cada músico.

Os suecos tem se apresentado nos principais festivais europeus, como o Graspop Metal Meeting, na Bélgica (foto)

A faixa-título demonstra o forte flerte da banda com o Eletrônico/Pop/Death Metal, além de ter um vídeo clipe muito interessante; “Theory Of Everything” vem com Andy roubando a cena e o headbanger mais radical encontrará muito peso também em faixas como “Transhuman” e “Mecanical Illusion”.

Não sou muito fã de baladas, mas sem dúvida “Burn With Me” é uma das músicas mais bonitas do Amaranthe superando de longe as baladas do álbum anterior; outra muito curiosa é “Electroheart”, pois como o titulo já entrega, o flerte com a musica eletrônica (sim, aquela mesmo de discoteca) é forte e aliada a isso temos guturais lembrando um pouco os trabalhos iniciais do Deathstars.

Consistência, com certeza, é a palavra chave desse novo trabalho que vem para firmar ainda mais a eminência do nome Amaranthe. Ouça a banda e descubra o quem vem a ser o já famigerado Modern Metal.

Texto: Luiz Harley
Revisão e Edição: Eduardo Cadore
Fotos: Divulgação

Ficha técnica
Banda: Amaranthe
Álbum  The Nexus 
Ano: 2013 
Pais: Suécia/Canadá
Tipo: Modern Metal 


Formação
Jake E (Vocal Limpo)
Elize Ryd (Vocal Feminino)
Andy Solvestrom (Vocal Gutural)
Olof Mörck (Guitarras e Teclados)
Morten Lowe (Bateria)
Johan Andreassen (Baixo)






Tracklist
1. Afterlife
2. Invincible
3. The Nexus
4. Theory Of Everything
5. Stardust
6. Burn With Me
7. Mecanical Illusion
8. Razorblade
9. Future On Hold
10. Electroheart
11. Transhuman
12. Infinity

Acesse e conheça mais sobre a banda:


Assista ao novo vídeo single da banda "Burn With Me"


Assista ao vídeo clipe de “The Nexus"


quarta-feira, 29 de junho de 2011

Metal Acessível: Amaranthe


Amaranthe tem se destacado na cena mundial em 2011

O Heavy Metal é um conceito muito amplo. Para muitos, apenas um “tipo de Rock”, enquanto para sua maioria de admiradores, um estilo de vida.

Gênero da música relativamente novo (cerca de 4 décadas), passou por muitas mudanças em todos esses anos. Mudanças essas que, na maioria das vezes, levou ao fim de carreiras inteiras de grandes bandas, ou pelo menos abalou suas estruturas (Judas Priest, Iron Maiden, Black Sabbath, Metallica, por exemplo, passaram por isso).

Mas, nos últimos anos, inovação me a palavra de ordem, já que até a maioria dos “dinossauros” buscaram expandir sua sonoridade, modificando-a em certos pontos.

Uma onda de bandas tocando Death Metal com melodia (contraditório?!) assolou o mundo, sobretudo vindas da Europa (Suécia, especialmente). Por anos, ao redor do mundo, as novas bandas passaram a se interessar pelo gênero, bem como a gravadora, vendo nessa “nova” sonoridade um mercado promissor.

Dentro desse contexto, como você deve imaginar, se destacar é algo bastante raro. Afinal, são milhares de bandas tocando Death Metal “Melódico”.

No final da década passada, em 2008, mais uma dessas bandas surgia, a Avalanche, lá na Suécia. Nada demais, especialmente oriunda daquele país.

Avalanche se tornou Amaranthe e, pelo menos aqui no Brasil, só passou a ser um nome comentado quando a vocalista Elize Ryd veio como convidada especial para os shows em nosso país e se destacou ao lado da deusa Simone Simmons (Epica).

Mas uma banda que tinha tudo para ser “só mais uma”, está se destacando mundo afora. Ainda definidos como Death Metal Melódico, termo esse que não penso ser aplicável sem reserva a banda, Amaranthe já conquistou várias coisas antes mesmo de lançar seu primeiro e, até agora, único disco, o auto-intitulado “Amaranthe” (2011).

Com o álbum na praça, com os singles sendo tocados à exaustão nas principais rádios de Metal do mundo, o sexteto que conta com três (!?) vocalistas, mostra que é possível fazer um som pesado (até certo ponto, pois muito marmanjo por aí não vai considerar o termo, rs), porém bastante acessível.

Trazendo como único elemento Death Metal os vocais guturais de Andy Solvestrom, que os desempenha muito bem, a banda caminha pelo Metalcore (numa audição superficial, essa pode ser a definição do grupo), mas é o Heavy Metal modernizado, com algo de Sinfônico e até mesmo eletrônico (os teclados de Olof Mörk, que também é o guitarrista, ficam responsáveis por isso), que predomina e faz desse disco de estreia ser algo bem legal de curtir.

Roy Khan (ex-Kamelot) e a bela Elize ao vivo

Mas cuidado! Não haverá de encontrar grandes inovações, muito peso ou algo revolucionário. Aqui as músicas são, sobretudo, empolgantes e bem construídas, de fácil assimilação.

O trio de vocalistas (completado pelos vocais limpos de Jake E. Lundberg) se destacam, além dos teclados “abusados”. Mas a cozinha é o que mantêm o peso, formada pelo baixista Johan Andreassen e o baterista Morten Lowe.

A banda tem atacado com os singles “Hunger”, Leave Everything Behind” e “Rain” (lançado agora!), mostrando que já tem o porte de banda grande (veja o clipe para “Hunger” ao final da matéria).

Destaques para faixas que caminham entre o comercial e o Heavy Metal, como “Automatic” (refrão muito grudento), “Amaranthine” (com show de Elize e Jake, mostrando o lado mais “balada” da banda), “Act Of Desperation” e “Serendipity” (fechando o disco).

Com certeza, “Amaranthe” é um disco que os radicais e/ou revolucionários devem passar longe. Mas inegável é a qualidade do grupo sueco-dinamarquês que, em apenas um disco e três anos de existência, está conquistando seu espaço numa cena mais que saturada.

Agora, se você me perguntar se a banda vai perdurar em destaque por muito tempo, só vai depender deles e da gravadora, com certeza.


Stay on the Road


Texto: Eduardo Cadore

Fotos: Divulgação

Ficha Técnica

Banda: Amaranthe

Álbum: Amaranthe

Ano: 2011

País: Suécia/Dinamarca

Tipo: Metalcore/Metal Sinfônico/Death Metal Melódico


Formação

Elize Ryd (Vocal Feminino)

Jake E. Lundberg (Vocais Limpos)

Andy Solvestrom (Vocais Guturais)

Olof Mörk (Guitarras e Teclados)

Johan Andreassen (Baixista)

Morten Lowe (Baterista)



Tracklist

1.Leave Everything Behind

2.Hunger

3.1.000.000 Lightyears

4.Automatic

5.My Transition

6.Amaranthine

7.It’s All About Me (Rain)

8.Call Out My Name

9.Enter The Maze

10.Director’s Cut

11.Act Of Desperation

12.Serendipity


Assista o vídeo-clipe oficial da banda:

Hunger



Assista a banda tocando ao vivo

Automatic/Call Out My Name/ Rain

Hunger


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